Trump planeja mudanças em sistema de votação
Em meio à corrida presidencial dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a questionar os sistemas de votação do país na última segunda-feira (19). Em declarações recentes, o atual presidente afirmou que deseja eliminar tanto as cédulas de votação por correio quanto as urnas eletrônicas, sugerindo que esses métodos são suscetíveis a fraudes e comprometem a […]
Em meio à corrida presidencial dos Estados Unidos, Donald Trump voltou a questionar os sistemas de votação do país na última segunda-feira (19). Em declarações recentes, o atual presidente afirmou que deseja eliminar tanto as cédulas de votação por correio quanto as urnas eletrônicas, sugerindo que esses métodos são suscetíveis a fraudes e comprometem a integridade eleitoral. Trump já havia feito críticas semelhantes em 2020, quando alegou, sem apresentar evidências, que as eleições foram fraudulentas.
Mesmo sem prova de fraudes, Trump ainda questiona
Especialistas em segurança eleitoral nos Estados Unidos, entre eles membros da Associação Nacional de Secretários de Estado, reforçam repetidamente que não há indícios de fraudes generalizadas ligadas ao voto por correspondência ou às urnas eletrônicas. Eles lembram que esses sistemas passam por auditorias, revisões técnicas e verificações independentes em diversos estados, todas confirmando sua precisão e confiabilidade.
Diante disso, as autoridades responsáveis pelo processo eleitoral afirmam que, apesar das críticas políticas e das tentativas de colocar em dúvida a legitimidade das urnas e do voto pelo correio, não existem evidências concretas que sustentem tais alegações. Para os especialistas, preservar a confiança pública nesses mecanismos é essencial para garantir a integridade da democracia americana.
Donald Trump nas últimas eleições (Foto: reprodução/Melissa Sue Gerrits/Getty Images Embed)
Estudos independentes e auditorias em diversos estados confirmaram a precisão e segurança desses métodos. No entanto, Trump continua a levantar dúvidas sobre sua legitimidade, o que pode influenciar a percepção pública e gerar desconfiança no processo eleitoral.
Movimento busca criar cenário instável na política dos EUA
A postura de Trump reflete uma estratégia mais ampla de deslegitimar o sistema eleitoral americano, especialmente após sua derrota em 2020. Entretanto, essa retórica tem gerado preocupações entre especialistas e autoridades eleitorais, que temem que a disseminação de desinformação possa enfraquecer a confiança pública nas eleições e nas instituições democráticas do país.
Nos Estados Unidos, o voto por correspondência ganhou espaço significativo nas últimas décadas. Em 1996, menos de 10% dos eleitores utilizavam essa modalidade. Durante a pandemia de 2020, no entanto, ela chegou a ser adotada por quase metade do eleitorado, e em 2022 ainda representava aproximadamente um terço dos votos registrados.
De acordo com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), essa forma de participação eleitoral é valorizada por ampliar o acesso ao processo democrático. Entre os grupos mais beneficiados estão pessoas com deficiência, pais que precisam conciliar a rotina com os cuidados dos filhos pequenos e trabalhadores submetidos a jornadas extensas. Além da praticidade, o voto por correio oferece aos cidadãos a possibilidade de analisar com mais tranquilidade os programas e propostas dos candidatos, sem a pressão do momento da votação presencial.
