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O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu agradeceu publicamente ao presidente Donald Trump pela ofensiva contra instalações nucleares no Irã. Para Netanyahu, a ação representa um ponto de virada no cenário internacional. Segundo ele, os Estados Unidos foram os únicos capazes de agir com a força necessária.
Antes, Trump confirmou o ataque na terça-feira (21), afirmando que as tropas americanas atingiram três locais estratégicos: Fordow, Natanz e Esfahan. As aeronaves já teriam deixado o espaço aéreo iraniano e retornado em segurança. A ação ocorreu após dias de escalada militar entre Irã e Israel, marcada por bombardeios e ameaças mútuas.
EUA como protagonismo militar
No discurso, Netanyahu declarou que os EUA superaram expectativas com a operação. Ele reiterou a visão de “paz por meio da força” e ressaltou a aliança com os norte-americanos. “Presidente Trump, obrigado. O povo de Israel agradece. Que Deus abençoe a nossa aliança inquebrantável”, disse.
A ofensiva marca um novo capítulo no conflito. A TV estatal iraniana reagiu exibindo um gráfico com bases militares americanas no Oriente Médio sob o título “Dentro do alcance de fogo do Irã”. Um comentarista alertou que todos os cidadãos americanos na região agora são considerados alvos legítimos.
Benjamin Netanyahu elogia ação de Trump em ataque ao Irã (Vídeo: reprodução/YouTube/JovemPanNews)
EUA e Israel intensificam ações
As Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram ataques-surpresa na madrugada do dia 13 contra alvos militares iranianos, matando comandantes de alta patente durante uma reunião de crise sobre o programa nuclear. No oitavo dia de conflito, Israel acusou o Irã de lançar uma bomba de fragmentação sobre Tel Aviv — o ataque não deixou vítimas, mas danificou uma casa em Azor.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia dado a palavra de rejeição da ideia de cessar-fogo e defendeu um “fim real” para o conflito. Especialistas afirmam que os EUA, únicos com poder bélico capaz de conter o Irã, assumiram o protagonismo militar, reforçando a política de “pressão máxima” que Trump retomou ao voltar ao cargo.
Mais um capítulo pavoroso para o conflito que atinge seu oitavo dia no Oriente Médio. Na data de ontem (19), Israel acusou o Irã de disparar uma bomba de fragmentação sobre o centro do país, uma área densamente povoada. Segundo informou a agência de notícias Reuters, a Embaixada dos Estados Unidos em Israel, bem como os militares do país, relataram que o objetivo iraniano era lançar o armamento para atingir civis. Não há vítimas, mas uma casa foi atingida na cidade de Azor, no distrito de Tel Aviv.
Potência destruidora
O equipamento, apenas antes utilizado na 2ª Guerra Mundial, segundo informação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, estoca inúmeras munições em seus compartimentos internos, para que, após o disparo, estes se abram no ar e, em explosões simultâneas múltiplas, disseminem os artefatos por uma região extensa, destacando, portanto, seu alto poder de destruição.
Um detalhe ainda mais assustador é a capacidade que este tipo de bomba tem de não explodir todos os seus artefatos no momento do impacto contra o chão ou o alvo. Alguns deles permanecem intactos, porém ativos, funcionando, de forma muito semelhante, a uma mina terrestre.
Ilustração de uma bomba de fragmentação (Vídeo: reprodução/X/@JoshEakle)
A capacidade letal das bombas de fragmentação, também chamadas de “Cluster Bombs”, é tão alta que, em 2008, 110 países aderiram ao Tratado Internacional denominado ‘Convenção sobre Munição Cluster’, em que se comprometeram a não desenvolver, armazenar e/ou transferir esse potente armamento.
Utilização do armamento
A Rússia, a Ucrânia e os Estados Unidos não aderiram a este Tratado Internacional, assim como o Brasil, duramente criticado em 2017 por Steve Goose, presidente da Coalizão Contra Munições Cluster e diretor da divisão de armas da Human Rights Watch, uma ONG Internacional, que se dedica à defesa e proteção dos direitos humanos em todo o mundo.
A discussão em torno das “Cluster Bombs” voltou ao palco em 2023, após a Ucrânia, de posse do armamento, fornecido pelos Estados Unidos, fez um disparo contra a Rússia, na Guerra entre os países que subsiste há três anos.
Bombardeios entre Israel e Irã, no terceiro dia de conflito, deixaram mortos, feridos e instalações nucleares comprometidas. A escalada preocupa a comunidade internacional.
No sábado (14), mísseis lançados pelo Irã atingiram cidades israelenses e deixaram três mortos e mais de 80 feridos. No dia seguinte, Israel confirmou outras cinco mortes em decorrência dos ataques. O Irã, por sua vez, relatou 60 mortos, entre eles 20 crianças, após um bombardeio em um prédio residencial na capital Teerã.
Mortes em ambos os lados e retórica de guerra
Os ataques israelenses também miraram o complexo nuclear de Isfahan. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), quatro instalações foram danificadas, mas sem risco imediato de contaminação. Além disso, depósitos de petróleo em Shahran e o Ministério da Defesa do Irã também foram atingidos.
Israel volta a atacar o Irã e a tensão no Oriente Médio prevalece (Vídeo: YouTube/CNN Brasil)
Programa nuclear, ameaças globais e ataques coordenados
O Irã suspendeu negociações nucleares e alertou potências ocidentais: se Estados Unidos, Reino Unido e França apoiarem Israel, suas bases militares serão alvos. O país acusou a AIEA de vazar informações confidenciais e ameaçou impedir futuras inspeções.
Em discurso, o premiê Benjamin Netanyahu declarou que Israel atingiu instalações estratégicas do Irã e ameaçou novos ataques. Afirmou que caças israelenses eliminaram baterias antiaéreas iranianas, abrindo caminho até Teerã.
Irã lança ataques retaliatórios contra Israel, em Tel Aviv (Foto: Saeed Qaq/Getty Images Embed)
Israel também anunciou a morte de importantes cientistas e generais iranianos, como Hossein Salami e Mohammad Bagheri. O Irã classificou os ataques como declaração de guerra. O aiatolá Khamenei prometeu resposta: “Israel enfrentará um destino amargo”.
Aliados se distanciam: Israel enfrenta pressão e ameaça de sanções
Diante disso, França, Reino Unido e Canadá exigem que Israel encerre as ofensivas em Gaza, sob risco de sanções. Ainda, a União Europeia reavalia acordos comerciais e sinaliza restrições econômicas. A tensão marca um afastamento inédito de parceiros tradicionais diante da prolongada guerra e de violações humanitárias.
A imprensa iraniana informou neste sábado (14) que 60 pessoas morreram em um ataque israelense em um conjunto residencial em Teerã, na capital do Irã. Dentre os mortos, encontram-se 20 crianças.
No mesmo dia, as forças iranianas lançaram mísseis contra Israel. Conforme o jornal The Times of Israel, duas pessoas morreram e 19 ficaram feridas. Ao todo, são três mortos e aproximadamente 82 pessoas feridas nos ataques entre a sexta-feira (13) e o sábado.
As forças de Israel informaram que aproximadamente 100 mísseis foram disparados contra o território israelense na sexta-feira, porém o Domo de Ferro conseguiu interceptar a maioria. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), os mísseis atingiram um número limitado de edifícios, danificados pelos estilhaços provocados pelas operações de interceptação.
Entre mortos e feridos
Conforme informações do serviço de emergência israelense Magen David Adom (MDA), as operações resgataram uma mulher de 60 anos inconsciente e sem sinais vitais. Um homem que aparentava ter 45 anos foi declarado morto.
Segundo a BBC, as pessoas resgatadas que estão sendo tratadas em hospitais israelenses sofreram ferimentos por estilhaços, inalação de fumaça e estão em choque.
Ataques israelenses atingiram civis que agora temem novos bombardeios (Reprodução/Youtube/Metrópoles)
Um representante do Irã na ONU disse que 78 pessoas morreram nos ataques israelenses na sexta-feira e, pelo menos, 320 ficaram feridas, sendo a “esmagadora maioria” de civis.
Como começou
Israel lançou um ataque aéreo na madrugada da sexta-feira, no horário local, contra instalações militares e nucleares em território iraniano. O governo israelense argumentou que a operação visava conter a evolução do programa nuclear naquele país.
Além da infraestrutura nuclear, Israel fez ataques fatais contra importantes líderes do governo do Irã. Morreram o chefe da Guarda Revolucionária (IRGC), Hossein Salami, o chefe das Forças Armadas, Hohammad Baghei, além de dois cientistas nucleares iranianos.
A destruição de uma grande parte do arsenal de mísseis do Irã também foi resultado dos ataques, de acordo com informações do governo israelense.
Reação iraniana
Como resposta, o governo do Irã prometeu vingança e disparou uma sequência de mísseis balísticos contra Israel na noite desta sexta-feira. Foi possível ouvir fortes explosões tanto em Jerusalém quanto em Tel Aviv. Segundo o jornal israelense Haaretz, ao menos 40 pessoas ficaram feridas nos primeiros ataques de retaliação.
O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou que o governo de Israel cometeu um “grande erro” e alertou que as mortes de seus líderes e a violação do espaço aéreo iraniano não ficarão impunes. Khamenei prometeu que Israel pagará caro pelas mortes dos iranianos e alegou que a ação israelense foi uma “declaração de guerra”.
Para quem não viu, seguem as ameaças do Aiatolá Ali Khamenei a Israel depois do ataque que sofreram. O contra-ataque iraniano acontece neste momento. Por ora, a imprensa israelense relata 1 morto e 60 feridos. pic.twitter.com/XkMevPYUOG
O líder-supremo do Irã promete retaliação e vingança (Reprodução/X/@GugaNoblat)
Ainda em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu assegurou que o conflito seguirá pelo tempo que for preciso e que os bombardeios contra o Irã não cessarão. O objetivo de Netanyahu é impedir que a república islâmica possua qualquer arma nuclear.
Estamos em um momento decisivo na história de Israel.
Benjamin Netanyahu
Mais ataques virão
O chefe da IDF alertou que, neste sábado, o exército de Israel retomará os ataques a alvos em Teerã.
Em uma análise da situação, o Chefe do Estado-Maior General e o Chefe da Força Aérea israelenses afirmaram que as Forças de Defesa continuarão seguindo os planos operacionais e que seus caças estão prontos para reiniciar os ataques na capital iraniana.
A Organização das Nações Unidas (ONU) recebeu uma carta do Ministério das Relações Exteriores do Irã em que acusa Israel de desencadear o conflito.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) atingiram alvos militares iranianos em ataques surpresa realizados na madrugada desta sexta-feira (13), horário local, matando comandantes da alta patente das Forças Armadas do Irã. A ação ocorreu enquanto líderes iranianos realizavam uma reunião de contenção de crise para discutir questões ligadas à expansão do programa nuclear iraniano.
Conforme informou o IDF, diferentes áreas do Irã, incluindo alvos nucleares, foram atingidos por “representarem uma ameaça ao Estado de Israel e ao mundo em geral”. Segundo Eyal Zamir, chefe das forças armadas israelense, o país está preparado para qualquer contra-ataque e, quem desafiar Israel, “pagará um preço alto”.
Logo após os ataques, Effie Defrin, porta-voz do IDF, fez um pronunciamento nas redes sociais. Segundo informou, Israel não teve escolha e realizou os ataques a fim de proteger seus cidadãos. Uma vez que, o Irã está trabalhando na produção de armamento nuclear, enriquecendo milhares de quilos de urânio em suas instalações subterrâneas.
A statement from IDF Spokesperson BG Effie Defrin on the preemptive Israeli strike on Iranian nuclear targets pic.twitter.com/IJNT5LXz6o
Pronunciamento de Effie Defrin, logo após os ataques contra o Irã (Vídeo: reprodução/X/@IDF)
Sabotagem do Mossad
Antes e durante o ataque, o Serviço de Inteligência de Israel, Mossad, realizou uma série de sabotagens desativando o sistema de defesa iraniano. O que permitiu acessar o espaço aéreo do Irã. Várias cidades do país foram atingidas, no entanto, o alvo principal foi a instalação de enriquecimento iraniana, na cidade de Natanz, a cerca de 225 km ao sul da capital Teerã.
🇮🇷🇮🇱 Israel lançou um “ataque preventivo” contra o Irão na noite passada, provocando um número desconhecido de vítimas. Telavive diz que visou dezenas de alvos militares, incluindo instalações nucleares. Áreas residenciais foram também bombardeadas em várias cidades do país. pic.twitter.com/RacV6Dimbq
Ataques israelenses a diversos alvos iranianos (Vídeo: reprodução/X/@GeopolPt)
De acordo com informações, Israel atingiu o complexo de segurança onde militares estavam abrigados, além de seis bases militares e prédios residenciais em diversos pontos de Teerã, capital do Irã, incluindo alvos estratégicos nas cidades próximas à capital. Essa ofensiva causou dezenas de mortes e foi chamada por funcionários iranianos de “ataque seletivo”.
Mortes de militares
Em uma sequência de postagens em suas redes sociais, o IDF vem relatando detalhes sobre o ataque. Em uma das publicações confirmou que o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas, o Comandante do IRGC e o Comandante do Comando de Emergência do Irã foram mortos na ofensiva.
We can now confirm that the Chief of staff of the Iranian Armed Forces, Commander of the IRGC and the Commander of Iran’s Emergency Command were all eliminated in the Israeli strikes across Iran by more than 200 fighter jets.
Confirmação das mortes de militares de alta patente do Irã (Foto: reprodução/X/@IDF)
As mortes do general Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã; do general Hossein Salami, comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) e do major-general Gholam-Ali Rashid, chefe do Comando de Emergência do Irã, também foram confirmadas pela mídia estatal iraniana. Além da morte de dois cientistas nucleares, Fereydoun Abbasi-Davani e Mohammad Mehdi Tehranchi.
Promessa de revide
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, informou que a ofensiva de Israel contra alvos militares iranianos causando a morte de seus principais chefes foi uma “declaração de guerra” por parte de Israel, prometendo vingança.
“A mão poderosa das Forças Armadas da República Islâmica não os deixará impunes, se Deus quiser. Com esse crime, o regime sionista preparou um destino amargo e doloroso para si mesmo e certamente o receberá”.
Em um comunicado enviado à Organização das Nações Unidas (ONU), Araghchi pede intervenção imediata do Conselho de Segurança da ONU para a resolução dessa questão. Já o general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas, incluiu os EUA como alvo nesse contra-ataque, acusando o país norte-americano de apoiar a ofensiva realizada por Israel. Em sua fala Shekarchi afirma que “americanos e israelenses vão pagar um preço alto pelos bombardeios”.
Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, declarou que “Israel tomou uma ação unilateral” e que a Casa Branca foi informada sobre os planos de ataque israelense contra o Irão, porém, não participou da ação. Conforme Rubio,a prioridade dos EUA, agora, é proteger suas tropas no Oriente Médio devido à tensão que os ataques causaram na região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou preocupação com a atual condição vivida por moradores da Faixa de Gaza, em entrevista a jornalistas na última terça-feira (13). Lula chamou a situação de “genocídio” e pediu para que Donald Trump intervenha positivamente para acabar com a guerra em curso entre Israel e Hamas na região.
Lula, também, solicitou maior intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU), com ajuda humanitária mais eficaz. Além de criticar o desejo de Trump de construir um Resort de luxo no território hoje habitado pelos palestinos.
“ A única coisa que eu quero é o seguinte: que a ONU possa tomar uma decisão. E Trump contribui para isso… Agora, se ele quiser fazer daquilo um resort, não dá certo.” Presidente Lula
O atual conflito entre o grupo Hamas e o estado de Israel iniciou em 07 de outubro de 2023, após um ataque coordenado pelo grupo contra civis israelenses. O ponto focal do ataque ocorreu em um festival de música, na comunidade de Re’im, ao sul de Israel, próximo à fronteira com a faixa de Gaza.
Resort de Luxo
Em fevereiro deste ano (2025), o presidente americano Donald Trump utilizou suas redes sociais para publicar um vídeo realizado com a ajuda de Inteligência Artificial (IA). Nele, Trump faz a demonstração de como ficaria a Faixa de Gaza após transformar a região em um local turístico no Oriente Médio.
Postagem sobre o possível Resort de luxo na Faixa de Gaza (Vídeo: reprodução/X/realdonaldtrump)
Em um “agora e depois”, Trump intercala cenas da precariedade atual da região, assolada pela guerra entre Israel e o grupo Hamas, com episódios onde é possível ver líderes e personalidades mundiais desfrutando do que ele classifica de “Riviera do Oriente Médio”.
O vídeo gerou indignação na comunidade internacional, uma vez que, em meio à guerra e todas as consequências advindas dela, enfatiza o luxo e o lucro. Transformando a Faixa de Gaza, território administrado pela Autoridade Palestina desde a década de 1990, em um resort de luxo.
Intervenção da ONU
Em discurso no Conselho de Segurança da ONU, na data de ontem, terça-feira (13), o subsecretário geral para Assistência Humanitária, Tom Fletcher, classificou a atual situação na faixa de Gaza como “atrocidade do século 21” e solicitou ações mais eficazes para deter o que ele chama de “situação desumana”.
“Israel está impondo deliberada e descaradamente condições desumanas aos civis no Território Palestino Ocupado”. Tom Fletcher
O subsecretário ressaltou, ainda, que os palestinos estão sendo deslocados à força e que, atualmente, permanecem confinados em espaços cada vez menores dentro de Gaza. Declarou, também, que comida, água, medicamentos e tendas, há 10 semanas, não entram na região por intervenção de Israel.
Discurso de Tom Fletcher no Conselho de Segurança da ONU (Vídeo: reprodução/X/@UN_News_Centre)
Diante dessa situação, Fletcher solicita apoio internacional para que profissionais ligados à ajuda humanitária possam trabalhar livremente na região em apoio aos civis palestinos. Além de solicitar à ONU que crie mecanismos para que tal ajuda seja destinada aos civis e não ao grupo Hamas.
Em sua fala, Tom Fletcher, informa que se encontrou com líderes israelenses por diversas vezes para traçarem um plano de cessar-fogo. No entanto, segundo Fletcher, a proposta de representantes de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, é um “espetáculo cínico e distração deliberada”, utilizando a fome como “moeda de troca”. Sem, efetivamente, resolver a situação.
Incursão de Israel na Faixa de Gaza
As forças armadas israelenses têm realizado diversas incursões na Faixa de Gaza nos últimos meses. A ação, segundo informou Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, é uma tentativa para a libertação de reféns em posse do grupo Hamas.
De acordo com Netanyahu, as Forças de Defesa de Israel (IDF) estão fazendo “um trabalho maravilhoso na Faixa de Gaza” e o “Hamas está sofrendo cada vez mais golpes”.
Em uma postagem nas redes sociais, o IDF informou que, em conjunto com o Shin Bet, Agência de Segurança de Israel, atacou terroristas do grupo Hamas em um complexo localizado sob o Hospital Europeu em Khan Yunis, sul da Faixa de Gaza. Essa ação ocorreu na tarde de ontem, terça-feira (13), horário local.
צה"ל ושב"כ השמידו תשתית טרור תת-קרקעית של ארגון הטרור חמאס מתחת לבית החולים האירופאי שבחאן יונס שבדרום רצועת עזה
מתחילת המלחמה, צה"ל ושב"כ פועלים להשמדה ונטרול של תשתיות תת-קרקע של ארגון הטרור חמאס ברצועת עזה.
Postagem sobre o ataque de Israel no sul da Faixa de Gaza (Vídeo: reprodução/X/@idfonline)
Atualmente, segundo informações, mais de 50 reféns estão em posse do grupo Hamas. Na última segunda-feira (12), o israelense-americano Edan Alexander foi liberto pelo grupo como sinal de um possível acordo de cessar-fogo. Porém, autoridades de Israel informaram que, até que todos os reféns sejam libertados, as ofensivas contra o Hamas seguirão com força total.
No último domingo (30), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou, em entrevista, que aumentará a pressão sobre o grupo palestino Hamas caso não libertem os reféns mantidos em Gaza. A declaração de Netanyahu ocorre após o Hamas aceitar uma proposta de cessar-fogo, mediada pelo Egito e pelo Catar, que garantiria a libertação de cinco reféns israelenses por semana.
No entanto, Benjamin Netanyahu, conjuntamente com o governo dos EUA, fez uma contraproposta para que o grupo palestino se desarme e deixe o território. Isso foi visto, segundo declarações de Sami Abu Zuhri, autoridade do grupo palestino, como uma “receita para uma escalada sem fim na região”.
Discurso de Benjamin Netanyahu (Vídeo: reprodução/Instagram/@b.netanyahu)
Ainda segundo outra autoridade do grupo Hamas, Khalil al-Hayya, “abaixar as armas” é algo que o grupo não fará e que a proposta de cessar-fogo aceita refere-se à libertação de reféns.
Contudo, Benjamin Netanyahu declarou que a pressão sobre o grupo é para garantir que os reféns israelenses voltem para casa. Também afirma que irá trabalhar para implementar o plano de saída voluntária de palestinos da Faixa de Gaza para outros países.
Ataques em Gaza
No dia 14 de março (2025), o grupo palestino Hamas havia informado sobre a proposta de cessar-fogo em Gaza, no qual seriam libertos cinco reféns israelenses-americanos. Entre eles, o soldado Edan Alexander.
Todavia, as negociações para a libertação não avançaram e, no dia 18 de março (2025), o exército israelense realizou ataques aéreos em Gaza, onde mais de 400 pessoas foram mortas e outras centenas ficaram feridas. No dia seguinte (19), os ataques continuaram por terra.
Desde então, Israel tem realizado várias incursões na Faixa de Gaza, principalmente nas cidades de Khan Younis, ao sul, e Rafah, a oeste.
Sobre os ataques, o primeiro-ministro de Israel informou estar conduzindo a libertação dos reféns “sob fogo, e, portanto, também é eficaz”. Em uma sequência de publicações nas redes sociais, Benjamin Netanyahu reforça que aumentará a pressão sobre o grupo palestino.
Regarding Hamas in Gaza – the military pressure is working. It is working because it is simultaneous: On the one hand, it is pounding Hamas's military and governing capabilities, and it is creating the conditions for releasing our hostages. This is exactly what we are doing.
Discurso de Benjamin Netanyahu sobre os ataques a Gaza (Vídeo: Reprodução/X/@IsraeliPM)
Entretanto, o Crescente Vermelho Palestino, uma organização humanitária que funciona como um “braço” da Cruz Vermelha no Oriente Médio, incluindo Gaza, tem utilizado suas redes sociais para denunciar que os ataques realizados por Israel estão matando médicos, funcionários das organizações humanitárias, além de mulheres e crianças.
Em uma de suas publicações, a organização relembra que ataques contra equipes médicas violam o direito internacional humanitário e as Convenções de Genebra. Na data de ontem (30), a própria Cruz Vermelha publicou uma homenagem aos médicos mortos pelos ataques do exército israelense.
Publicação sobre as mortes de médicos do Crescente Vermelho Palestino (Foto: Reprodução/X/@ifrc)
Resposta do grupo Hamas
Em resposta à ofensiva de Netanyahu a Gaza, o grupo palestino, por meio de comunicado, alertou que “toda vez que Israel tenta recuperar seus reféns à força, acaba trazendo-os em caixões”.
Discurso de Benjamin Netanyahu e resposta do grupo Hamas (Vídeo: reprodução/YouTube/@OLiberalPA)
Para o grupo Hamas, Israel deve implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo, que envolve a retirada das tropas israelenses do território de Gaza e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.
O Parlamento de Israel aprovou uma nova lei que aumenta a influência do governo no processo de escolha de juízes. A medida foi liderada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e recebeu críticas da oposição e de grupos da sociedade civil, que acusam o governo de tentar minar a independência do Judiciário. Apesar dos protestos que se estenderam pela madrugada, a lei foi aprovada por 67 votos a 1, com a oposição boicotando a sessão.
Como funciona a nova regra
A lei altera a composição da Comissão de Nomeações Judiciais, órgão responsável por escolher juízes para tribunais inferiores e para a Suprema Corte. Antes, a comissão tinha nove membros, incluindo representantes da advocacia israelense. Agora, esses representantes serão substituídos por advogados indicados por partidos políticos — um pelo governo e outro pela oposição.
Além disso, a aprovação dos nomes passará a exigir somente maioria simples, o que dá ao governo maior controle sobre as indicações. Outro ponto polêmico é o poder de veto concedido tanto ao governo quanto à oposição para a escolha de juízes da Suprema Corte.
Reação explosiva: protestos e promessas de revogação
A oposição se manifestou contundentemente contra a mudança. Em uma declaração conjunta, líderes oposicionistas afirmaram que a nova legislação tem um “objetivo claro: garantir que os juízes fiquem sujeitos à vontade dos políticos”. Eles prometeram revogar a lei caso vençam as eleições de 2026.
Primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/Sean Gallup/Getty Images Embed)
A população também reagiu. Milhares de manifestantes tomaram as ruas de Tel Aviv e Jerusalém, chamando a lei de “prego no caixão da democracia israelense”. Entre os protestos, o major-general da reserva Noam Tibon discursou: “O governo quer que esqueçamos os reféns, quer demitir o chefe do Shin Bet… mas eles não têm o poder de fazer isso se permanecermos unidos”.
Netanyahu rebate e defende a mudança
Netanyahu negou que a reforma seja um ataque à democracia. Para ele, a medida fortalece a representação popular dentro do Judiciário.
“Não é a democracia que está em perigo, é o ‘Estado dos burocratas’”, afirmou o premier, usando um jogo de palavras para rebater os críticos. “A democracia é, antes de tudo, o governo do povo. A tirania da pequena minoria não pode superar a vontade da maioria.”
A nova lei não entrou em vigor ainda, e a disputa pode se estender pelos tribunais. A Ordem dos Advogados de Israel, partidos de oposição e organizações de direitos civis entraram com petições na Suprema Corte para tentar barrar a reforma.
O líder oposicionista Yair Lapid criticou duramente a medida, dizendo que não se trata de uma simples emenda, mas da “erradicação de um sistema inteiro”. A parlamentar Karine Elharrar reforçou: “Juízes deveriam ser nomeados com base em critérios profissionais, não políticos”.
A decisão da Suprema Corte sobre a validade da nova lei será crucial para definir os rumos do Judiciário em Israel e pode determinar se essa medida será o início de uma nova fase política no país ou apenas um capítulo conturbado na história da democracia israelense.
Após o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu retomar a guerra em Gaza e violar o cessar-fogo com o Hamas, manifestantes protestaram do lado de fora do Knesset, o parlamento israelense, nesta quarta-feira (19). O fim do cessar-fogo acabou com trégua que durava dois meses.
Na Rodovia 1, estrada principal que liga Tel Aviv a Jerusalém, protestantes seguravam uma faixa com a frase “O futuro da coalizão ou o futuro de Israel” em referência às acusações de Netanyahu priorizar a solidez de sua coalizão governamental em vez da segurança de Israel, além dos reféns israelenses e palestinos em Gaza.
Essas acusações foram feitas após Israel bombardear Gaza na madrugada de terça-feira (18) e matar mais de 400 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. Esse foi um dos piores números de mortos em um único dia da guerra.
Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu bombardeou Gaza após dois meses de cessar-fogo (Foto: reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)
Para o primeiro-ministro, a retomada do conflito ajudou a fortalecer sua coalizão instável em meio ao andamento de seu julgamento por corrupção e antes de uma importante votação sobre o orçamento de Israel. No entanto, para muitos israelenses, a continuação da guerra traz desespero e desperta sentimentos de raiva com o governo. Para palestinos, é o fim do sossego que durou somente dois meses.
Interrupção do julgamento
Elias Shraga, o presidente do órgão de fiscalização jurídica Movimento para o Governo de Qualidade em Israel, que participou da manifestação do lado de fora do Knesset, disse que o conflito de Israel ainda acontece para que Netanyahu continue no poder. “Netanyahu queria escapar da justiça. Esta é a única razão pela qual estamos enfrentando o golpe de regime e esta guerra sangrenta. Esta é uma mistura perigosa”, disse à CNN.
Netanyahu iria testemunhar em seu julgamento de corrupção na terça-feira (18). A audiência foi cancelada por conta da retomada do conflito em Gaza, algumas horas antes do primeiro-ministro ir ao tribunal. Ele nega qualquer irregularidade.
“Uma razão pela qual ele queria escapar da justiça é porque ele quer manter sua coalizão e está pronto para sacrificar seu povo, é isso. É muito simples”, continuou Shraga, que ainda afirmou que a retomada da atividade militar mostra mais uma vez que o primeiro-ministro “não se importa com os reféns” do Hamas que seriam libertados sob o acordo de cessar-fogo.
“Estamos sacrificando nossos semelhantes neste momento, [enquanto] nosso [primeiro-ministro] vende sua alma”, declarou Shraga. Netanyahu alega que a pressão militar sobre o Hamas é necessária para o resgate de reféns.
Apoio da extrema-direita
O líder da oposição Yair Lapid também participou dos protestos de quarta-feira. Segundo ele, as manifestações tem como objetivo “garantir que o governo entenda que não pode fazer o que quiser”
Com uma fita amarela que simboliza o apoio aos reféns em Gaza, Lapid contou à que os manifestantes estão “tentando dizer às pessoas do mundo que Israel não ficará em silêncio quando eles estiverem tirando nossa democracia”.
Ex-primeiro-ministro e líder da oposição Yair Lapid (Foto: reprodução/Marc Israel Sellem/THE JERUSALEM POST)
O ministro de extrema direita que, contrário ao acordo de cessar-fogo, deixou o governo, parece ter retomado seu apoio a Benjamin Netanyahu. Após o bombardeio sangrento em Gaza, na terça-feira (18), seu partido Poder Judaico anunciou que se uniria novamente à coalizão do primeiro-ministro.
Yuval Yairi, um artista de Jerusalém, relatou à CNN que acredita na existência de razões políticas por trás da retomada dos combates. Ele diz que Netanyahu precisa de seus aliados de direita antes do prazo final de votação do orçamento em 31 de março. Ele crê que a guerra corrói a democracia de Israel.
“Estou muito preocupado com a possibilidade de uma guerra civil. Esta nação está dividida. Às vezes parece que não há saída. As pessoas não acreditam mais na democracia. Elas não acreditam na vida que tínhamos antes de tudo começar. Você vê a divisão: religião de um lado, secularismo do outro. Parece sem esperança”, contou Yairi.
Apoiadores de Netanyahu
Do lado de fora do Knesset também havia grupos apoiadores do primeiro-ministro. Na tenda do “Heroism and Hope Forum”, Margalit Yachad, uma motorista voluntária de ambulância compõe um grupo a favor da guerra contínua em Gaza. Ela acredita que Netanyahu age de acordo com o que é melhor para o interesses do país. “Não sei por que há tanto ódio sobre ele ou a direita. Devemos respeitar o líder primeiro e não dizer coisas horríveis sobre ele, porque o inimigo vê que estamos todos divididos em partes — e não podemos vencer assim”, relatou à CNN.
O presidente Donald Trump, na data de ontem, quarta-feira (05), utilizou suas redes sociais para enviar um recado ao Hamas, quebrando um protocolo antigo de Washington de não negociar com grupos considerados terroristas pelos EUA. Trump inicia a mensagem informando que trata-se de um “Olá ou um Adeus”, a depender das atitudes que o grupo islâmico terá daqui por diante. A postagem do presidente estadunidense é referente a situação dos reféns mantidos em Gaza e sua libertação.
Trump informa, ainda, que “um belo futuro aguarda Gaza”, porém caso o grupo Hamas não liberte os reféns, “haverá um inferno para pagar mais tarde” e que “está enviando a Israel tudo o que precisar para terminar o trabalho”.
Segundo informações das Forças de Defesa de Israel, ao todo são 59 pessoas mantidas em cativeiro, das quais 35 estariam mortas. Cinco desses reféns são israelenses com cidadania americana. O Mossad, inteligência israelense, tem motivos para acreditar que 22 reféns ainda estão vivos e que o paradeiro de outras duas pessoas é desconhecido
Postagem do presidente Donald Trump para o Hamas (Foto: Reprodução/ Instagram/ @potus)
Contato direto entre EUA e Hamas
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, não confirmou o contato entre EUA e Hamas, porém, em entrevista informou que Adam Boehler, um enviado especial dos EUA para assuntos estratégicos “tem autoridade para falar com qualquer um”. O que vai de encontro com informações publicadas pelo site Axio de que o governo de Donald Trump tem mantido conversas secretas com o grupo islâmico para a libertação dos reféns americanos em Gaza.
Karoline Leavitt – porta-voz da Casa Branca (Foto: Reprodução/ Andrew Harnik/ Getty Images embed)
O gabinete do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu disse estar a par das negociações e que Israel “expressou a sua opinião sobre a questão das negociações com o Hamas”. Os EUA, também, confirmaram que Israel foi consultado.
A atitude do governo americano, em Relações Internacionais, é chamada de “Diplomacia Secreta”. Utilizada para resolver conflitos e negociações sensíveis. Acontecem sem que o grande público ou até mesmo outros governos tenham ciência disso. No caso das reuniões entre EUA e Hamas, estas teriam acontecido em Doha, no Catar, nas últimas semanas.
Um dirigente do grupo Hamas, em condição de anonimato, também confirmou o contato e que a comunicação foi feita por diferentes canais.
Outro enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, viajaria esta semana para se encontrar com o Primeiro-Ministro do Catar e continuar com as tratativas para a libertação dos reféns em Gaza. No entanto, a reunião foi cancelada pois, segundo informações, não houve avanço nas negociações por para do Hamas.
Israel e a suspensão de ajuda para Gaza
No último domingo (02), o governo de Israel informou que suspendeu toda ajuda humanitária para Gaza com fechamento de fronteiras. Contudo, as autoridades israelenses pontuaram que os suprimentos enviados a Gaza nos últimos meses são suficientes para um período de quatro a seis meses.
לאור סירובו של החמאס למתווה ויטקוף, החלטנו למנוע כל כניסה של סחורות ואספקה לעזה.
— Benjamin Netanyahu – בנימין נתניהו (@netanyahu) March 2, 2025
Discurso do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu suspendendo a ajuda humanitária em Gaza ( Vídeo: reprodução/ X/ @netanyahu)
A decisão da suspensão ocorreu após o grupo Hamas rejeitar a proposta de libertação de reféns, estendendo o cessar-fogo, apresentado pelos EUA.
Por outro lado, o grupo Hamas disse que a proposta é uma forma de “evitar a implementação do acordo de reféns e cessar-fogo e negociar a segunda fase”. O grupo informa, ainda, que interromper a ajuda humanitária é “chantagem e crime de guerra”. Sendo uma violação do acordo anterior.