Carta de Trump parecia falsa para Lula; presidente promete retaliação

Lula afirmou em entrevista ao Jornal da Record que, a princípio, achou que a carta de Trump “não fosse verdadeira”, devido à forma como recebeu a informação. Ele comentou que “não é costume mandar correspondência para um presidente por meio do site da Presidência da República.” O ex-presidente dos Estados Unidos publicou a carta em seu site oficial, anunciando uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Por isso, Lula declarou que o Brasil responderá com base na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso.

Lula reprova forma usada para envio da carta

Durante entrevista concedida à jornalista Christina Lemos, no Jornal da Record, Lula afirmou que o documento não seguiu os canais diplomáticos tradicionais, o que causou estranheza no Palácio do Planalto. O presidente relatou surpresa com o conteúdo e só acreditou na veracidade da carta de Trump após confirmação oficial. Segundo ele, “a comunicação por site demonstra desrespeito diplomático.” A correspondência, publicada no site oficial do ex-presidente americano, justificava a tarifa como retaliação aos processos judiciais enfrentados por Jair Bolsonaro no Brasil.


Lula em entrevista à jornalista Christina Lemos no Jornal da Record sobre carta de Trump (Foto: reprodução/X/@lulaoficial)

Carta de Trump provoca reação imediata do governo

Logo após a divulgação da medida, Lula convocou ministros e empresários em Brasília para discutir os próximos passos. O presidente garantiu que o governo adotará a Lei de Reciprocidade Econômica, que autoriza o país a aplicar medidas equivalentes sempre que outro governo impõe restrições unilaterais contra o Brasil.

Além disso, Lula solicitou que Fernando Haddad (Fazenda) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) desenvolvam propostas para enfrentar a medida. Entre as possibilidades avaliadas estão a criação de tarifas sobre produtos norte-americanos e a suspensão de acordos bilaterais em vigor.

Reações internacionais e possíveis impactos econômicos

Analistas internacionais avaliam que a carta de Trump tem forte caráter político. O gesto tenta agradar à base bolsonarista dos Estados Unidos, em meio à corrida eleitoral. Apesar disso, o impacto econômico imediato tende a ser limitado, já que os Estados Unidos representam cerca de 12% das exportações brasileiras.

No entanto, a decisão aumentou a tensão diplomática entre os dois países. Esse cenário pode dificultar negociações futuras em fóruns multilaterais como o BRICS, a OMC e o Mercosul. Representantes do agronegócio e da indústria brasileira demonstraram preocupação com os efeitos da carta de Trump sobre setores como siderurgia, exportações agrícolas e bens manufaturados.

Guerra comercial: Brasil adotará reciprocidade contra tarifas de Trump, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de ontem, quarta-feira (09), declarou que adotará a Lei Brasileira de Reciprocidade Econômica como medida contra a elevação de tarifas impostas pelo presidente estadunidense Donald Trump ao Brasil. A fala do presidente Lula ocorreu após o governo dos EUA informar sobre aplicação tarifária de 50% em relação aos produtos importados brasileiros, prevista para entrar em vigor em 01 de agosto (2025).

Soberania brasileira

Em declarações, o presidente Lula defendeu a soberania do Brasil, alegando que o país não será comandado por governos externos. Ratificou a competência das instituições brasileiras, assegurando que os trâmites legais pertinentes ao processo relacionado aos “atos antidemocráticos”, “não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”. 

As alegações do presidente brasileiro referem-se ao fato de que Donald Trump atrelou a elevação tarifária aplicada ao Brasil ao processo envolvendo o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, tornado réu pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, em 26 de março de 2025. Ainda, referindo-se ao episódio de 08 de janeiro de 2023, Lula enfatizou que a “ liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas”.


Declaração do presidente Lula às falas de Donald Trump sobre aplicação tarifária (Foto: reprodução/X/@lulaoficial)

Após contestar o presidente estadunidense, Lula declarou que a relação comercial Brasil-EUA beneficiou o país norte-americano em U$ 410 bilhões de dólares, conforme dados apresentados pelo próprio país de Donald Trump. Ao final, o presidente brasileiro voltou a defender a soberania do Brasil e informou que os interesses da população são o referencial para relacionamentos bilaterais. 

Lei de Reciprocidade 

Aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo presidente Lula em abril de 2025, a Lei Brasileira de Reciprocidade Econômica ou Lei da Reciprocidade Comercial entrou em vigor no mesmo mês. Conforme a legislação, o Brasil poderá adotar contramedidas tarifárias a países que imponham barreiras comerciais de modo unilateral, prejudicando o país comercialmente. A Lei foi promulgada como resposta às tarifas impostas pelo presidente estadunidense Donald Trump, também em abril de 2025, denominada como “dia da libertação dos EUA”.


Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso sobre a Lei Brasileira de Reciprocidade Econômica, abril/2025 (Vídeo: reprodução/Instagram/@lulaoficial)


Antes das declarações realizadas na data de ontem, quarta-feira (09), o presidente brasileiro convocou uma reunião emergencial com Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e, Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores. A medida foi necessária para alinhar os discursos e decidir sobre quais ações serão tomadas frente as decisões do governo estadunidense, maior potência econômica mundial.

Trump impõe tarifa de 50% ao Brasil e gera crise com governo Lula

Nesta quarta-feira (09), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encaminhou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciando que a partir do dia 1º de agosto, passa a valer a tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos.

Logo após o tarifaço de Trump, Bolsonaro (PL) reagiu enviando uma indireta a Lula (PT). O ex-presidente publicou em suas redes sociais, uma citação de Provérbios 29.2, que diz: “Quando os justos governam, o povo se alegra. Mas quando os perversos estão no poder, o povo geme”. 

Junto a isso, aliados de Jair Bolsonaro culparam Lula pela ação de Trump, uma vez que, segundo eles, o governo atual vem estabelecendo uma política grosseira aos EUA, defendendo posições contrárias aos interesses americanos e se aproximando da China e do Irã.

Justificativas para nova tarifa

Na carta enviada a Lula (PT), o presidente dos Estados Unidos traz como um dos argumentos para elevação de tarifa o julgamento do ex-presidente, Jair Bolsonaro no STF. Trump classificou a forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente como uma “vergonha internacional” e que o julgamento precisa acabar imediatamente por se tratar de um “caça às bruxas”.

Desde março deste ano, Jair Bolsonaro responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado em 2022. Além disso, ele está inelegível até 2030, devido a uma decisão de 2023 do Tribunal Superior Eleitoral.

Junto ao ex-presidente mais sete réus respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.


Analista de Internacional faz análise sobre a repercusão internacional do tarifaço de Trump (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil)


O processo está sob as regras da legislação penal, e se encaminha para a última etapa antes do julgamento, as chamadas alegações finais, que decide se o grupo será acusado ou absolvido.

Outra justificativa do presidente norte-americano é a relação comercial com o Brasil, que segundo ele é  “injusta e desequilibrada” e que a tarifa de 50% busca corrigir essas lacunas.

Como a decisão de Trump afeta o Brasil?

A decisão do governo americano impacta diretamente os produtos que lideram as exportações entre Brasil e Estados Unidos, sendo eles o petróleo, o aço, o café e as carnes bovinas.

Em carta, Trump alerta Lula dizendo que se o Brasil adotar medidas de reciprocidade e aumentar as próprias tarifas em resposta à ação do governo americano, os EUA aumentaram ainda mais as taxas sobre produtos brasileiros, acrescentando o percentual aumentado aos 50% já previstos por eles.

O presidente norte-americano aponta que uma possível redução de tarifa poderia ser feita caso o Brasil abrisse seus mercados e eliminasse tarifas e barreiras comerciais. E promete agilizar os processos para viabilizar a iniciativa de empresas brasileiras que queiram fabricar seus produtos diretamente nos EUA para evitar os 50% em suas exportações.

Resposta do governo brasileiro

O governo brasileiro rebateu, por meio de texto publicado no site do Planalto e nas redes sociais do presidente Lula (PT), as afirmações feitas por Trump e afirmou ser falsa a informação sobre o déficit norte-americano, uma vez que “as estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”. Além disso, ressaltou que “qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da lei brasileira de reciprocidade econômica“.

Ainda em texto, Lula defende o Judiciário brasileiro. “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”.

Interrupção do conflito em Gaza pode ocorrer até o fim de semana, diz enviado especial dos EUA

O enviado especial dos Estados Unidos para o Oriente Médio, Steve Witkoff, indicou nessa terça-feira (8) que o acordo temporário de paz em Gaza (de 60 dias) pode sair até o final da semana. A declaração se deu após o encontro do presidente americano Donald Trump com o líder isralense Benjamin Netanyahu na Casa Branca, em Washington.

Segundo a CNN, Witkoff disse que houve progresso substancial nas negociações que começaram domingo. Como parte do acordo em discussão, 10 reféns vivos e mais 9 já mortos seriam liberados pelo Hamas a suas famílias – garantiu o funcionário estadunidense.

Netanyahu e Trump aceleram discussões

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, está nos Estados Unidos em uma visita à Casa Branca desde segunda-feira. O encontro realizado terça-feira foi o segundo da semana, já que Trump e Netanyahu já haviam conversado pessoalmente no dia anterior.

Vamos falar, eu diria, quase exclusivamente de Gaza. Precisamos resolver isso”, afirmou Trump a jornalistas logo antes da segunda reunião.


Trump e Netanyahu se reúnem na Casa Branca (Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)


Uma das medidas polêmicas discutidas nessa terça-feira foi o incentivo à retirada de palestinos da Faixa de Gaza e envio para outros países da região. 

Essa é a terceira viagem de Netanyahu à capital dos Estados Unidos desde que Trump assumiu seu segundo mandato. 

Mediadores do Catar são mais cautelosos

Apesar do clima esperançoso entre Washington e Jerusalém, negociadores do Catar, país árabe que, junto com o Egito e o próprio EUA, está oficialmente envolvido na busca por uma solução para o conflito, não se mostraram tão otimistas.

Não acho que posso dar qualquer prazo no momento, mas posso dizer agora que precisaremos de tempo para isso”, anunciou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari, em Doha.

A declaração se deu no contexto da realização de conversas indiretas entre Israel e Hamas em território catariano, simultâneas ao encontro de Netanyahu e Trump nos Estados Unidos.

Trump e Netanyahu planejam retirar palestinos de Gaza

Nesta segunda-feira (7), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se juntou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma reunião na Casa Branca, para discutir sobre a guerra entre Israel e Palestina, relacionado aos conflitos realizados na Faixa de Gaza. Durante o encontro, os líderes mundiais discutiram sobre possíveis métodos para a resolução dos combates.

Uma das possíveis medidas encontradas foi a de realocar os palestinos da região de Gaza, para outros países que se pusessem como opção para recebê-los.

O polêmico plano

O plano de enviar as pessoas de Gaza para outros países não foi uma medida muito aceita pela comunidade internacional. O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que transferências forçadas de povos, de seus territórios, é proibida.


Encontro de Donald Trump e Benjamin Netanyahu na Casa Branca (Foto: reprodução/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP/Getty Images Embed)


Apesar disso, ambos Trump e Netanyahu destacam como é uma ação que promove a proteção da população palestina e a contenção de danos, além de ser de livre escolha para as pessoas escolherem ou não se querem ser realocadas.

Estamos trabalhando com os EUA para encontrar países dispostos a concretizar o que sempre dizem: que querem dar aos palestinos um futuro melhor. Isso se chama livre escolha. Sabe, se as pessoas querem ficar, elas podem ficar, mas se querem ir embora, elas devem poder ir embora.”, declarou Netanyahu.

Trump ainda afirmou que houve uma boa cooperação dos países vizinhos à região de Gaza, que estariam dispostos a receber os refugiados da guerra.

Uma nova tentativa de cessar-fogo

No encontro entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu, foi discutido principalmente um novo acordo de possível cessar-fogo de 60 dias, quando seriam feitos esforços para chegar a um fim definitivo ao conflito. No acordo, estava declarado que haveria trégua na Faixa de Gaza, a troca de prisioneiros e reféns de ambos Israel e o Hamas, organização terrorista da Palestina, e também a retirada parcial das forças armadas israelenses do território.

Essa proposta foi emitida na semana passada e foi aceita pelo governo israelense, que acreditava que as propostas eram justas. Alguns dias depois, o Hamas também confirmou que concordava com o plano.

Musk volta a confrontar Trump e cita lista de Epstein dessa vez

Elon Musk voltou a confrontar Donald Trump publicamente em sua conta na rede social X, nesta segunda-feira (7), ao compartilhar um meme associando o presidente norte-americano à lista Epstein. No chamado meme postado pelo CEO da Tesla, é insinuado que o governo atual do país, dirigido por Trump, estaria dificultando o processo de investigações.

O apoio público de Musk a Trump se iniciou em sua campanha a candidatura para presidente dos EUA e logo após tomar posse do cargo, Donald colocou Elon como chefe do Departamento de Eficiência Governamental. O empresário deixou o cargo em maio e desde então ataques mútuos vem acontecendo por meio de redes sociais entre os ex-aliados políticos.

Início dos embates públicos

Em 5 de junho, Musk republicou em sua rede social no X uma postagem antiga onde dizia estar incrédulo com que os republicanos – partido oposto ao de Donald Trump – aumentariam o teto da dívida do governo. Ele cutucou o presidente ao escrever que eram palavras sábias, porque Trump quer eliminar o limite do teto. O presidente norte-americano deu uma resposta ao empresário através de uma entrevista na Casa Branca, insinuando que Musk, na verdade, estaria incomodado com relação aos créditos de veículos elétricos.

Musk vem realizando diversas postagens onde ataca Donald Trump, fazendo acusações desde envolvimento do presidente com Jeffrey Epstein até pedidos de impeachment do governo. Entre ataques, o CEO voltou algumas vezes atrás e pediu desculpas por postagens, mas em junho, os confrontos voltaram a acontecer, novamente iniciados por Musk. Trump chegou a rebater os ataques, dizendo uma vez que poderia deportar Elon Musk.


Trump e Musk juntos na Casa Branca (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Criação de partido político

No final de junho, Musk veio novamente às suas redes sociais, desta vez para defender a ideia de que criaria um novo partido político, contrário tanto aos Democratas – partido opositor de Trump -, quanto aos Republicanos, que estão no poder atualmente. Chamado de “Partido América” por Musk, o empresário diz garantir que o partido defenderia o verdadeiro interesse dos americanos. 

No último sábado (5), Musk diz ter lançado o partido, mas não está claro se esse registro ocorreu formalmente. Trump rebateu no dia seguinte, criticando a ideia de Elon, através de uma publicação na rede social criada pelo Trump Media.

Netanyahu recomenda Trump para receber o prêmio Nobel da Paz

Nesta segunda-feira (7), Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou, em um encontro com Donald Trump, na Casa Branca, ter enviado uma recomendação aos organizadores do prêmio Nobel da Paz, indicando o presidente dos EUA ao troféu. Ele diz ter indicado o americano por suas tentativas em resolver os conflitos mundiais que estão ocorrendo atualmente, como Israel e Palestina, e também Rússia e Ucrânia.

Nessa reunião eles ainda discutiram sobre uma tentativa de cessar-fogo na região da Faixa de Gaza, que, de acordo com fontes do governo israelense, está sendo vista de maneira positiva, por todas as partes envolvidas do conflito.

A indicação ao Prêmio Nobel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, esteve em uma reunião na Casa Branca, junto com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir temas da geopolítica do mundo atual, principalmente os assuntos ligados às tensões envolvendo os países em guerra, como Israel e Palestina, Rússia e Ucrânia e o Irã, que também travou conflito com Israel.

Um dos tópicos que Netanyahu abordou, porém, tem haver com Trump e seus esforços em tentar mediar e resolver os conflitos mundiais. O primeiro-ministro emtregou uma carta ao presidente dos EUA e disse tê-lo indicado ao prêmio Nobel da Paz. Ele afirma que também enviou esta carta à organização da premiação.


Benjamin Netanyahu entregando a carta de recomendação ao prêmio Nobel da Paz, para Donald Trump (Foto: reprodução/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP/Getty Images Embed)


O prêmio Nobel da Paz é entregue a figuras relevantes do nosso mundo, que realizam projetos que tem como objetivo o avanço da nossa população e do mundo, como um todo, além de, como diz o nome, promover a paz mundial. Ainda não há informações se os organizadores da premiação receberam a carta de recomendação.

Um novo cessar-fogo

Ainda na reunião na Casa Branca, Donald Trump e Benjamin Netanyahu discutiram sobre os conflitos da Faixa de Gaza. Os dois líderes buscam países que possam receber os palestinos que habitam a região, para protegê-los do conflito e minimizar as fatalidades. Trump afirmou que já tem boas respostas e ótima cooperação por parte de países do Oriente Médio.

Na semana passada, o presidente dos EUA afirmou que Israel aceitou uma proposta de cessar-fogo que tinha como ações uma trégua no território de Gaza, a troca entre os reféns de ambos os lados e também a retirada parcial das forças armadas israelenses da região. Alguns dias depois, o Hamas, organização terrorista da Palestina, afirmou ter aceitado esse acordo.

Trump está indignado com Elon Musk sobre o Partido América: disrupção para EUA

O presidente Donald Trump reage neste domingo (6), em sua rede social, com tristeza à intenção de Elon Musk de criar o Partido América, dizendo que o bilionário “saiu completamente dos trilhos”, apesar de antes compartilharem as mesmas ideias políticas.

Trump e Musk e as divergências

Foi justamente no Dia da Independência dos EUA, em quatro de julho, que o presidente americano anunciou o pacote econômico que gerou a insatisfação de Musk. Antes aliados, agora Musk tem pensamentos que divergem de Trump.

“Estou triste ao ver Elon Musk sair completamente “dos trilhos”, basicamente se tornando um desastre total nas últimas cinco semanas. Ele até quer fundar um Terceiro Partido Político, apesar do fato de que eles nunca tiveram sucesso nos Estados Unidos — o sistema parece não ser feito para eles”, publicou Trump.

Donald fez uma analogia negativa sobre a criação de um novo partido com os democratas, dizendo  que a ascensão de um novo partido traria “disrupção e caos”, o que isso já é feito pelos Democratas da Esquerda Radical que agem sem bom senso.


Elon Musk anuncia que vai criar um novo partido político ( Vídeo: Reprodução/You Tube/CNNBrasil)

Megaprojeto de Trump e insatisfação de Elon Musk

A revogação de subsídios a veículos elétricos e os cortes em programas sociais e ambientais, sancionados no mega pacote fiscal chamado “One Big Beautiful Bill”, foram o que deixou o bilionário mais insatisfeito, pois impacta diretamente em suas empresas.

O republicano Donald Trump considerou “ridícula” a proposta do governo democrata, Joe Biden, que visava tornar obrigatória a meta de que metade dos veículos comercializados nos Estados Unidos até 2030 fossem elétricos. Donald Trump se opõe ao plano de seu antecessor, Biden, que previa a ampliação dos veículos elétricos. Para Trump, as pessoas devem ter liberdade para escolher o que comprar — como carros à gasolina ou híbridos — desde que haja viabilidade comercial ou surgimento de novas tecnologias, mas sem imposição dos EVs.

Opiniões divergentes desde a campanha

Donald Trump relembrou que, na campanha de 2024, o então aliado político, Elon Musk, sabia que, ao ser eleito o presidente dos Estados Unidos, tomaria a atitude de por fim ao mandato de EV´s. Então o que sancionou Trump, na verdade, não foi uma surpresa para Musk. Mas tudo indica que já havia uma mudança de conduta antes, quando o próprio Musk teria indicado um democrata para comandar a NASA.

Guerra na Ucrânia: Presidente Donald Trump revela estar chateado após ligação com Vladimir Putin

Nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou ter ficado frustrado após uma conversa com Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia. Segundo Trump, o diálogo entre eles ocorreu na quinta-feira (3), pelo telefone.

“Fiquei muito decepcionado com a conversa que tive hoje com o presidente Putin e não acho que ele esteja pensando em parar”.

Ele também afirmou que pretende entrar em contato, nesta sexta, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

Nesse mesmo dia, o republicano já tinha comentado sobre o telefonema e a conversa que teve com Putin sobre o fim da guerra, mas admitiu que não conseguiram entrar em um acordo.

Os ataques russos continuam

Logo após a ligação de Trump ao representante russo, conforme as informações das forças armadas ucranianas, os bombardeios russos deixaram ao menos 14 pessoas feridas, além de destruírem uma base ferroviária e provocarem um incêndio em carros e nas residências na cidade de Kiev.

De acordo com o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, que utilizou o Telegram para informar sobre os ataques, comentou que, das 14 pessoas que ficaram feridas, 12 precisaram ser hospitalizadas.

Klitschko também escreveu que os destroços dos drones que caíram nos locais incendiaram um dos hospitais da cidade localizado no distrito de Holosiivskyi.

As forças aéreas ucranianas relataram que o país russo lançou, ao todo, 539 drones e 11 mísseis, e que 270 drones e dois mísseis foram abatidos. O presidente falou que o ataque recente foi, de fato, o maior de todos e o mais cruel também.

No entanto, do outro lado do conflito, o governo russo alegou 48 drones arremessados pela Ucrânia foram destruídos.


Vladimir Putin Presidente da Rússia (Foto: reprodução/ GAVRIIL GRIGOROV/POOL/AFP/Getty Images Embed)



3 anos do conflito

O conflito, que já completou 3 anos, tem gerado preocupações em várias partes do mundo. Devido à guerra, segundo dados publicado pela ACNUR, cerca de 10,6 milhões de civis se deslocaram de forma forçada. Desses, 3,7 milhões se deslocaram para outras regiões do país, para tentar fugir do conflito, que, até o momento, vem atingindo algumas cidades. Já 6,8 milhões resolveram buscar abrigo em outros países do continente europeu.


Donald Trump e Vladimir Putin (foto: reprodução/X/@DOGDEGA)

Vale lembrar que o Brasil também foi um dos países que abrigaram esses refugiados. Com uma data prevista para permanecer no país por 1 ano, um programa global, Kingdom Partnerships Network (GKPN), uma rede internacional composta por 105 mil igrejas de 108 países, trouxe 270 ucranianos ao Brasil e 35 deles foram encaminhados para São José dos Campos, interior de São Paulo.

Atualmente, um terço dos cidadãos que ainda moram no país necessitam de ajudas humanitárias e sonham, um dia, poder retornar às suas vidas.

Mesmo com tentativas de diálogo no campo político, a realidade nas ruas ucranianas segue marcada por sirenes, destruição e a esperança de um fim que ainda parece distante.

EUA suspende restrição de softwares para China, alívio para as indústrias

Donald Trump suspendeu as restrições impostas à China para exportação de software de design de chips e produtos de etano. A decisão foi tomada durante reunião em Londres, na semana passada. Pequim também analisará concessões sobre terras raras. O entendimento entre os dois países representa um alívio para o mercado global.

Acordo reflete positivamente nas empesas

As empresas Synopsys, Cadence Design Systems e Siemens, que são três das maiores desenvolvedoras de software de automação de design eletrônico (EDA) do mundo, informaram nesta quarta-feira (2) a restauração do acesso aos seus softwares e tecnologias para os seus clientes na China.

Siemens uma das empresas atingidas pela restrição (foto: reprodução/Instagram/@siemens_usa)

O presidente americano está enviando cartas aos produtores de etano visando rescindir a exigência de licenciamento restritivo imposta às exportações para a China entre maio e junho.

Os Estados Unidos haviam adotado medidas de restrição aos desenvolvedores de software EDA e aos produtores de etano, como retaliação à suspensão das exportações de terras raras e ímãs imposta pela China no mês de abril.

A queda de braço entre EUA e CHINA

As retaliações impostas por ambos os lados causaram grande tensão entre as indústrias e no mercado global. Pequim retaliou suspendendo as exportações de terras raras (elementos químicos essenciais para a produção de tecnologia moderna), em resposta às restrições dos EUA. Essa atitude da China afetou as cadeias de suprimento de montadoras de automóveis, fabricantes aeroespaciais, empresas de semicondutores e empreiteiras militares. A questão quase colocou em xeque o acordo comercial bilateral.


O Ministério do Comércio da China afirmou nesta sexta-feira (27) que, após diálogo com os Estados Unidos, ambos confirmaram um acordo. A China analisará os pedidos de exportação de itens controlados pelo país, enquanto os EUA se comprometeram a cancelar as medidas restritivas.

“Os EUA intensificaram para depois aliviar. Eles impuseram restrições a muitos outros itens para fazer com que os chineses recuassem em relação às terras raras”, de acordo com uma fonte familiarizada com as discussões dentro do governo dos EUA.

A tensão global entre os EUA e a China tem dado sinais de diminuição. À medida que os acordos avançam, o cenário comercial pode retornar ao patamar observado entre fevereiro e março, segundo a mesma fonte.