Trump anuncia que Israel e Irã chegam a acordo por cessar-fogo

Nesta segunda-feira (23), foi comunicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, através de suas redes sociais que Israel e Irã chegaram a um acordo para cessar-fogo “completo e total” entre os países, para encerrar de vez o conflito que vem causando mortes e destruição nos últimos dias. O cessar-fogo está previsto para iniciar cerca de 6h após o horário atual (cerca de 1h da manhã pelo horário de Brasília).

O presidente americano comentou em suas redes sociais que o cessar-fogo deve ser completo e total, com duração de cerca de 12h. O primeiro país a iniciar o cessar-fogo será o Irã, e após 12h, Israel também entrará com as medidas. Passadas 24 horas, o conflito será considerado encerrado.

O anúncio

Trump chamou o conflito como “a guerra dos 12 dias”, e comentou que o conflito poderia ter se prolongado por meses, ou até mesmo por anos, mas não durou, nem vai durar. O presidente fez o anúncio através de suas redes sociais no mesmo dia em que a base americana instalada em Doha, no Catar, sofreu ataques de mísseis balísticos vindos do Irã. No entanto, a defesa aérea do Catar confirmou que os mísseis foram interceptados, sem que houvesse vítimas.

Embora Trump tenha dito que os países chegaram a um acordo, nenhum deles se manifestou de maneira oficial para confirmar a informação.


Comunicado de Donald Trump sobre o cessar-fogo através do Truth Social (Foto: reprodução/X/@hoje_no)

Início do conflito

O conflito se iniciou no dia 12 de junho, quando os primeiros ataques partiram de Israel, com a premissa de que o Irã estaria desenvolvendo uma arma nuclear, algo que nenhum país poderia possuir. Desde então, ataques a bases militares, instalações nucleares e até mesmo uma emissora de TV foi alvo do conflito.

Em meio ao caos que se instalava no Oriente Médio, os Estados Unidos intervieram no conflito, quando no domingo (22) foi iniciada a operação “martelo da meia-noite”. Segundo o governo americano, foram utilizadas cerca de 75 armas guiadas de precisão e mais de 125 aeronaves americanas. 

O principal alvo do governo eram as fontes do epicentro do programa nuclear iraniano, a principal delas localizada em Fordow, uma instalação de enriquecimento nuclear que fica enterrada sob uma montanha. Após a operação, foi confirmado pelo governo que a operação teria sido um sucesso, destruindo as instalações iranianas e freando o avanço nuclear do país.


Emissora de Rádio e TV Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) destruída após ataque de Israel na última segunda-feira (16) (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Catar foi crucial nas negociações

De acordo com uma fonte envolvida nas negociações pelo cessar-fogo ouvida pela Reuters, Donald Trump e seu vice-presidente, JD Vance, discutiram a proposta juntamente com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani. De acordo com a fonte, Trump afirmou ao emir que Israel já havia concordado com o pedido de cessar-fogo, e pediu para Al-Thani ajudar a negociação com o Irã pelo fim da guerra.

Ainda de acordo com a Reuters, o primeiro-ministro do Catar teria realizado uma ligação com as autoridades iranianas na cidade de Teerã, o Irã concordou com a proposta apresentada pelos americanos, a fim de selar a paz.

Guerra no oriente médio: Donald Trump fala sobre bombardeios dos EUA nas bases nucleares do Irã

Donald Trump falou neste sábado, 21, às 20h50 (pelo horário de Brasília) sobre os ataques dos Estados Unidos às três principais bases nucleares do Irã. Que ocorreram minutos antes do pronunciamento do presidente.

No pronunciamento, realizado dentro da Casa Branca, o presidente afirmou que os ataques executados pelo país nas três principais instalações nucleares do Irã foram de alta precisão. Ele ainda pediu que guardassem os nomes: Fordow, Natanz e Isfahan, pois os bombardeios tiveram como objetivo acabar com a capacidade nuclear iraniana, já que, segundo ele, isso cessará as ameaças nucleares feitas pelo país.

Trump também continuou dizendo que só existem duas opções: paz ou tragédia para o Irã, e pediu que os ataques ocorridos nos últimos dias fossem encerrados. Ele ainda destacou o dia dos bombardeios como o mais doloroso e fatal de todos, e garantiu que, caso a paz não aconteça de imediato, os Estados Unidos continuarão atacando com urgência e com habilidade.

O país norte-americano entrou na guerra após uma semana intensa de confrontos aéreos entre Israel e Irã. Aviões de combate do exército americano explodiram as principais unidades nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan.

O presidente chamou os ataques como um grande sucesso

“Durante 40 anos, o Irã repete ‘morte à América, morte a Israel’. E agora nós estamos quebrando as suas pernas com essas bombas”, afirmou.

Donald Trump chamou o Irã de bully, expressão usada para se referir a alguém valentão, e declarou que o país é o “valentão do Oriente Médio”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou neste domingo (22) que os Estados Unidos ultrapassaram um limite inaceitável ao atacar instalações nucleares do país. O pronunciamento foi feito durante uma coletiva de imprensa na cidade de Istambul. O chanceler também afirmou que os bombardeios realizados pelos Estados Unidos violam a Carta da ONU e o direito internacional, e ressaltou que Teerã já notificou o Conselho de Segurança da organização para a realização de uma reunião de emergência.



Ali Khamenei, líder supremo do Irã (Foto: reprodução/x/@QGdoPOP)

EUA e Israel

Trump também aproveitou a ocasião para parabenizar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os militares americanos e israelenses que, de acordo com ele, trabalharam juntos para exterminar as ameaças. Ressaltou ainda que não há força militar capaz de fazer o que os Estados Unidos fizeram.

Na manhã deste domingo (22), o governo americano realizou uma coletiva de imprensa no Pentágono, sede responsável pelo Departamento de Defesa, para esclarecer os combates feitos ao Irã.

Casa Branca divulga imagens de Trump durante ataque dos EUA a alvos nucleares no Irã

O departamento de comunicação da Casa Branca divulgou, na noite do último sábado (21), imagens do presidente Donald Trump coordenando os ataques a três instalações nucleares iranianas. Diretamente dos EUA e sob o seu comando, as plantas nucleares nas cidades de Fordow, Isfahan e Natanz, no Irã, foram bombardeadas. 

A ação foi condenada por membros da oposição ao governo Trump. Conforme informações, a ofensiva não teve o apoio do Congresso norte-americano.  A deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o deputado Jim McGovern declararam que Donald Trump tomou uma decisão unilateral “arrastando os EUA para uma guerra no Oriente Médio“.

Sala de situação

Na investida dos EUA contra o Irã, na sala de situação da Casa Branca, juntamente com Donald Trump, estavam presentes: o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rúbio, o secretário de Defesa dos EUA Peter Hegseth, além de militares e outras autoridades estratégicas estadunidenses. 

Em declaração após os bombardeios, o presidente Trump afirmou que a ação “quebrou as pernas” do regime liderado pelo Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, e declarou que a ação poderá “trazer paz” ou “tragédia” para o Irã, a depender dos próximos passos dados pelo país do Oriente Médio.


Donald Trump e demais autoridades dos EUA monitorando o ataque ao Irã (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Em seu discurso, Donald Trump declarou, ainda, que caso haja uma retaliação por parte do Irã contra os EUA, a resposta “virá com muito mais força” do que foi nesta ofensiva. No entanto, autoridades iranianas, entre elas o próprio aiatolá Ali Khamenei, informaram que não se renderão e não farão acordos mediante “coerção”.  

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou em suas redes sociais que os ataques “terão consequências duradouras” e que o Irã utilizará “todas as opções” para contra-atacar. Na madrugada deste domingo (22), horário local, o Irã bombardeou cidades israelenses, incluindo a cidade de Tel Aviv.

Reação mundial

Após os ataques dos EUA contra instalações nucleares iranianas, líderes de grandes potências mundiais condenaram a ofensiva realizada pela Casa Branca. Tanto autoridades da China quanto da Rússia criticaram a ação dos EUA, uma vez que, segundo informaram, a ofensiva agrava a situação no Oriente Médio.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que “as ações dos EUA violam gravemente os propósitos e princípios da Carta da ONU e do direito internacional, e exacerbaram as tensões no Oriente Médio”. Informando ainda que o país está pronto para trabalhar pela paz na região. 


Publicação do Ministério das Relações Exteriores da China sobre a ofensiva dos EUA contra o Irã (Foto: reprodução/X/@MFA_China)

Kaja Kallas, vice-presidente da União Europeia, pede que as negociações sejam retomadas para um cessar-fogo entre Israel e Irã. Jean-Noel Barrot, ministro das Relações Exteriores francês, solicita que o conflito seja resolvido dentro dos termos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). A Alemanha se mantém cautelosa e informa que o chanceler do país, Friedrich Merz, avalia a situação. Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declara apoio aos EUA, informando que a ação foi necessária para barrar a ascensão do programa nuclear iraniano.

Netanyahu apoia ataque dos EUA ao Irã e diz que decisão “mudará a história”

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu agradeceu publicamente ao presidente Donald Trump pela ofensiva contra instalações nucleares no Irã. Para Netanyahu, a ação representa um ponto de virada no cenário internacional. Segundo ele, os Estados Unidos foram os únicos capazes de agir com a força necessária.

Antes, Trump confirmou o ataque na terça-feira (21), afirmando que as tropas americanas atingiram três locais estratégicos: Fordow, Natanz e Esfahan. As aeronaves já teriam deixado o espaço aéreo iraniano e retornado em segurança. A ação ocorreu após dias de escalada militar entre Irã e Israel, marcada por bombardeios e ameaças mútuas.

EUA como protagonismo militar

No discurso, Netanyahu declarou que os EUA superaram expectativas com a operação. Ele reiterou a visão de “paz por meio da força” e ressaltou a aliança com os norte-americanos. “Presidente Trump, obrigado. O povo de Israel agradece. Que Deus abençoe a nossa aliança inquebrantável”, disse.

A ofensiva marca um novo capítulo no conflito. A TV estatal iraniana reagiu exibindo um gráfico com bases militares americanas no Oriente Médio sob o título “Dentro do alcance de fogo do Irã”. Um comentarista alertou que todos os cidadãos americanos na região agora são considerados alvos legítimos.


Benjamin Netanyahu elogia ação de Trump em ataque ao Irã (Vídeo: reprodução/YouTube/JovemPanNews)

EUA e Israel intensificam ações

As Forças de Defesa de Israel (IDF) realizaram ataques-surpresa na madrugada do dia 13 contra alvos militares iranianos, matando comandantes de alta patente durante uma reunião de crise sobre o programa nuclear. No oitavo dia de conflito, Israel acusou o Irã de lançar uma bomba de fragmentação sobre Tel Aviv — o ataque não deixou vítimas, mas danificou uma casa em Azor. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia dado a palavra de rejeição da ideia de cessar-fogo e defendeu um “fim real” para o conflito. Especialistas afirmam que os EUA, únicos com poder bélico capaz de conter o Irã, assumiram o protagonismo militar, reforçando a política de “pressão máxima” que Trump retomou ao voltar ao cargo.

EUA apertam exigências para estudantes estrangeiros e monitoram redes sociais

O governo dos Estados Unidos retomou a emissão de vistos para estudantes estrangeiros com novas regras. Agora, candidatos devem desbloquear suas redes sociais para análise. A recusa pode ser interpretada como tentativa de esconder atividades, o que leva à reprovação.

Segundo o Departamento de Estado, a exigência mira postagens que contrariem os princípios e instituições americanas, portanto, a medida marca o retorno da triagem reforçada que havia sido suspensa.

Vistos cancelados e universidades em alerta

Desde janeiro de 2025, o governo Trump ampliou as restrições a estudantes internacionais. Harvard, por exemplo, recebeu ordem para limitar suas matrículas a cidadãos americanos, mas conseguiu barrar a decisão temporariamente na Justiça.

Além disso, o governo revogou, sem explicações públicas, mais de mil vistos de estudantes em 40 estados. Casos incluíram desde infrações leves até acusações mais graves. Universidades relataram falta de comunicação e notificações apenas por sistemas internos.


Regras para vistos de estudantes ficam mais rígidas (Reprodução/YouTube/@g1)

Pressão contra estrangeiros e foco nos chineses

Estudantes chineses foram diretamente afetados após o secretário Marco Rubio anunciar que o país suspenderia vistos ligados a universidades “críticas”. A justificativa envolve suspeitas de ligação com o Partido Comunista Chinês, mas os critérios permanecem vagos.

O Instituto de Educação Internacional estima que aproximadamente mais de 270 mil estudantes chineses estudavam nos EUA até 2024. Agora, muitos enfrentam incertezas e instabilidade diante do novo cenário político e educacional.

Crise nos vistos para imigrantes e autoridades

Os EUA ainda ampliaram restrições e passaram a bloquear vistos de autoridades estrangeiras ligadas à censura contra o país, segundo Marco Rubio. Além disso, o governo Trump revogará o status legal de mais de 500 mil imigrantes latino-americanos protegidos por um programa de asilo criado em 2022.

Consequentemente, a medida atinge especialmente venezuelanos, cubanos, haitianos e nicaraguenses, que agora enfrentam risco de deportação em massa.

Trump afirma que fim do conflito entre Israel e Irã é a melhor opção

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que um fim real ao conflito entre Israel e Irã é a melhor opção para resolver a questão, ao contrário de um cessar-fogo, que seria apenas uma solução temporária. Ele também não descartou a possibilidade de desistir completamente das negociações. Além disso, o presidente contou sobre o papel dos americanos na guerra, afirmando que os iranianos não deveriam atacá-los, senão eles também iriam entrar em conflito.

A declaração de Trump

Após deixar a Cúpula do G7, no Canadá, que começou a ser organizada antes dos conflitos no Oriente Médio, o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a bordo da aeronave Air Force One, deu depoimentos a repórteres sobre o conflito entre Israel e Irã. De acordo com o americano, o cessar-fogo não seria uma boa opção para a guerra. Ao invés disso, ele sugere um fim real em toda a situação.


Donald Trump em reunião do G7 (Foto: reprodução/SUZANNE PLUNKETT/POOL/AFP/Getty Images Embed)


Trump também deu a entender que deixar de apoiar qualquer um dos dois lados também é uma opção viável para os EUA. Ele diz que o melhor é esperar pelas próximas 48 horas para averiguar como Israel irá se posicionar diante desta situação.

O papel dos EUA no conflito

Quando questionado sobre o envolvimento militar dos Estados Unidos no embate entre Israel e Irã, o presidente Donald Trump garantiu que as forças armadas iranianas não teriam armas nucleares, desejando inclusive, que os planos de programas nucleares do Irã fossem eliminados antes mesmo da intervenção militar americana.


Donald Trump dando entrevistas em avião (Foto: reprodução/BRENDAN SMIALOWSKI/AFP/Getty Images Embed)


Sobre o seu apelo para a saída de Teerã, Trump informou que não havia nenhum motivo específico para a atitude, somente uma questão de segurança.

Ele também aproveitou para elogiar as tropas militares americanas no Irã e afirmar que, caso os iranianos interferissem com eles, os estadunidenses não teriam problema em exercer força contra o exército iraniano. Além disso, Trump declarou que, dependendo do prosseguimento da situação, ele enviará seu vice-presidente J. D. Vance, junto de Steve Witkoff, para se encontrar com os iranianos, ainda esta semana.

Cristiano Ronaldo presenteia Donald Trump com camisa autografada e pede paz

Na última segunda-feira (16), António Costa, português que é o presidente do Conselho Europeu, entregou uma camisa de Cristiano Ronaldo ao presidente Donald Trump. Na camisa da seleção portuguesa continha uma mensagem de paz escrita e seu autógrafo logo em seguida. O presidente do Conselho Europeu e o presidente dos Estados Unidos se encontraram na cúpula do G7, no Canadá. 

Camisa autografada 

O jogador português mandou um recado a Trump junto ao presente que foi autografado. Cristiano resolveu escrever: “Ao presidente Donald Trump. Jogando pela paz“. Este gesto repercutiu bastante internacionalmente. 


Camisa entregue a Trump (reprodução/X/@eucopresident)

O presente foi dado ao presidente norte-americano dias depois do jogador português ser o destaque mundial por conquistar com Portugal a Liga das Nações e em meio ao cenário político tenso. 

Cenário político tenso 

Atualmente o mundo vive um cenário político bastante tenso, uma vez que, de acordo com o site de notícias norte-americano Axios, o presidente dos Estados Unidos avalia bombardear o Irã. 

O site ainda afirmou que o primeiro-ministro e Israel, Benjamin Netanyahu, acredita que Trump deve se unir a Israel nos ataques contra o Irã. Axios, ainda afirma que as autoridades dos Estados Unidos estão mobilizando aviões de guerra para o Oriente Médio. A informação foi confirmada pela Fox News. 

Caso aconteça alguma ação militar americana, o Irã possui um plano para revidar atacando bases dos EUA no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo New York Times, com base nas informações da inteligência militar de Washington. 

Futuro de Cristiano Ronaldo 

Depois de uma temporada bastante decepcionante, o Al-Nassr demitiu Majed Jaman Alsorour, diretor executivo do time, de forma repentina. Com um futuro indefinido e um contrato chegado ao fim no dia 30 de junho, o jogador português realizou diversas exigências para permanecer no time para a próxima temporada, e a equipe já começou a se movimentar nos bastidores. 

Governo Trump manda revisar contratos da SpaceX após embate com Elon Musk

Em meio a uma disputa pública com Elon Musk, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou neste mês que a Nasa e o Departamento de Defesa realizem uma revisão detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, segundo a Reuters. A medida pode abrir caminho para retaliações políticas e comerciais contra o bilionário, cujas empresas receberam bilhões de dólares em recursos públicos.

Revisão limita papel da SpaceX na defesa antimísseis dos EUA

O governo dos Estados Unidos deu início a uma apuração detalhada dos contratos firmados com a SpaceX, empresa aeroespacial de Elon Musk, após recentes atritos públicos entre o bilionário e o presidente Donald Trump. De acordo com fontes ouvidas pela agência Reuters, a Casa Branca solicitou que tanto o Departamento de Defesa quanto a Nasa revisem os acordos que somam cerca de US$22 bilhões.

Segundo pessoas próximas ao processo, o objetivo da revisão é reunir informações detalhadas sobre os acordos mantidos com a SpaceX, especialmente no contexto de um novo programa de defesa antimísseis que a empresa poderia integrar. Fontes ligadas ao Pentágono indicaram que está em avaliação a possibilidade de restringir a atuação da companhia nesse projeto estratégico.

A iniciativa da Casa Branca surge após Trump afirmar, no início de junho, que seu governo poderia rever contratos e benefícios concedidos às empresas de Musk. A declaração soou como uma resposta direta à troca de críticas públicas com o empresário, que até recentemente integrava o governo como conselheiro e líder de um órgão dedicado à eficiência administrativa, o DOGE.


Trump acompanha o sexto lançamento de teste da Starship, nave da SpaceX, em novembro de 2024, antes dos conflitos com Musk (Foto: reprodução/Brandon Bell/Getty Images Embed)


Especialistas apontam riscos de uso político de contratos

Embora ainda não esteja claro se contratos existentes podem ser legalmente revogados, a revisão alimenta suspeitas de uma possível retaliação e levanta preocupações sobre o uso de instrumentos públicos para fins pessoais ou políticos. Especialistas em governança veem riscos à transparência e à integridade na gestão dos recursos federais.

De acordo com fontes próximas ao governo, a principal motivação por trás da revisão dos contratos seria preparar o terreno para uma possível ação direta contra Elon Musk, caso o presidente decida adotar medidas mais duras. Uma das fontes chegou a afirmar que a análise busca fornecer “instrumentos políticos” que possam ser usados contra o empresário, caso necessário.

SpaceX e Departamento de Defesa não se pronunciaram. A Nasa afirmou que continuará trabalhando com parceiros do setor privado para cumprir as metas espaciais da atual gestão. Já a Casa Branca evitou comentar especificamente os contratos da SpaceX, mas ressaltou, segundo a Reuters, que todas as licitações passam por processos rigorosos de avaliação.

Confronto no Oriente Médio aumenta o risco de conflito nuclear entre Israel e Irã

Washington, 12 de junho – O clima de instabilidade no Oriente Médio voltou a ganhar os holofotes do cenário internacional nesta quinta-feira, com um alerta preocupante vindo dos Estados Unidos. O governo americano demonstrou forte apreensão diante da possibilidade de um ataque de Israel contra o Irã, levantando o temor de um conflito em larga escala que pode desestabilizar ainda mais a região.

Conflito nuclear

A escalada de tensão ganhou força após o Irã anunciar o aumento de suas atividades nucleares, em resposta a uma recente resolução da Agência Internacional de Energia Atômica, que acusa o país de não cumprir os compromissos relacionados à não proliferação nuclear. Essa movimentação elevou o grau de preocupação entre autoridades internacionais, principalmente diante da postura estratégica de Israel, que historicamente adota uma linha dura frente ao avanço nuclear iraniano.

O governo dos Estados Unidos adotou medidas emergenciais, incluindo planos de evacuação e segurança reforçada para cidadãos americanos no Oriente Médio. O alerta foi lançado em meio ao receio de que um eventual ataque israelense possa ocorrer a qualquer momento, provocando uma reação em cadeia de consequências imprevisíveis.

As embaixadas americanas na região entraram em estado de atenção máxima, enquanto órgãos de inteligência acompanham, em tempo real, qualquer movimentação militar nas fronteiras sensíveis. Segundo fontes do alto escalão, o objetivo é prevenir tragédias e garantir a segurança de cidadãos estrangeiros em zonas de possível conflito.


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Míssil explode na Cidade de Gaza durante um ataque aéreo israelense (Foto: reprodução/Mahmud Hams/Getty Images Embed)


Soluções diplomáticas

Apesar da tensão crescente, as negociações para um novo acordo nuclear com o Irã seguem em curso, com uma rodada prevista para ocorrer no próximo domingo, em Omã. Esse fator ainda é visto como uma esperança de solução diplomática. A continuidade do diálogo, no entanto, depende da manutenção da estabilidade na região e da contenção de ações militares unilaterais.

O impasse entre diplomacia e confronto direto revela mais uma vez a fragilidade dos acordos internacionais e a complexidade das alianças estratégicas no Oriente Médio. Um conflito entre Israel e Irã não afetaria apenas os países diretamente envolvidos, mas teria desdobramentos geopolíticos globais, pressionando lideranças mundiais a se posicionarem em meio a um jogo delicado de poder, sobrevivência e interesses.