Em reação ao debate presidencial, revista Time mostra Trump com dificuldades em nova capa

A revista Time trouxe na capa da edição desta quarta-feira (11) o candidato à presidência Donald Trump. Na capa, o ex-presidente aparece em um carro de golfe atolado em um banco de areia, ele tenta sair da situação enquanto os dizeres “em apuros” estão estampados. A ilustração da Time é publicada um dia após o debate presidencial entre o candidato Trump e a vice-presidente Kamala Harris na rede de TV americana ABC.


Capa da revista Time em que mostra Trump “em apuros” (Foto: reprodução/Revista Time)

A reportagem a que a capa da revista se refere foi intitulada “Como Kama Harris tirou Donald Trump do curso”. Isso porque o primeiro confronto entre os dois candidatos foi dominado pela democrata que pressionou o ex-presidente durante todo o debate. Kamala procurou estressar Trump o chamando de “fraco” e “errado” , além de dizer que os militares chamaram o antigo governo de “desgraça”. Durante o debate, o republicano chegou a ser desmentido pelos mediadores após dizer que imigrantes estariam comendo cachorro.

De acordo com uma pesquisa realizada pela CNN, 63% dos eleitores acreditam que Harris levou a melhor no debate. Já a Times diz que o debate destacou o quão drasticamente a corrida presidencial mudou desde que Biden deixou de ser candidato. “Por mais claro que seja que Trump gostaria de ainda estar concorrendo contra Biden, é igualmente claro que Harris o abalou”, diz a revista.

O debate com Joe Biden


Debate entre Trump e Biden foi avaliado como vergonhoso para o democrata (Foto: reprodução/AP Photo/Gerald Herbert)

O debate de ontem teve um rumo contrário do que foi o de junho contra o atual presidente Joe Biden. Na ocasião, Trump levou a melhor, deixando o democrata contra a parede. Ao contrário da postura incisiva de Harris, Biden na época deixou o adversário dominar o debate chegando a gaguejar em alguns momentos. A postura do democrata na corrida presidencial levou seu partido a se desesperar e a retirar a sua candidatura em julho.

Harris e Trump estão tecnicamente empatados

Estando a dois meses da eleição, as pesquisas mostram os dois candidatos com empate técnico. A disputa está acirrada com Kamala liderando com apenas um ponto percentual (48%) contra Trump (47%) segundo uma pesquisa da New York Times/Siena College entre os dias 3 e 6 de setembro.

É importante focar nos estados chaves, isto é, estados que não tem tendência histórica a votar em algum partido em específico já que, diferente do Brasil, os Estados Unidos adotam um sistema de votos em colégios eleitorais formados por candidatos em cada estado. Entre os estados chaves, os dois também estão empatados com Harris tendo uma leve vantagem e por isso não é possível determinar uma tendência de votos.

Donald Trump e Kamala Harris empatam em Estados decisivos

Mostragem feita pela CNN mostra cenário muito equilibrado em Estados que irão decidir o próximo presidente dos Estados Unidos.

Faltando pouco menos de dois meses da eleição mais esperada pelo mundo em 2024, a disputa continua acirrada. Mesmo com diversos fatos ocorridos nas últimas semanas, tanto no partido democrata com a troca do atual presidente Joe Biden pela vice-presidente Kamala Harris, e o atentando criminoso a vida de Trump, no mês de julho.

Numericamente empatados

Dentre os cinquenta Estados Americanos, mais de quarenta já estão definidos, porém os chamados “Estados-pendulos” ainda tem vários eleitores indefinidos, e são esses eleitores que irão decidir essa eleição.

Segundo levantamento da CNN, Kamala lidera com uma margem pequena entre os eleitores em Wisconsin e Michigan, enquanto Trump tem vantagem no Arizona. Já na Geórgia, Nevada e Pensilvânia eles estão tecnicamente empatados.

Os votantes no estado do Wisconsin optam em Harris com 50% contra 44% para Trump, já no Michigan, Harris tem 48% contra 43% de Trump. No Arizona, Trump lidera com 49% contra 44% de Harris. Na Geórgia e Nevada, 48% apoiam Harris contra 47% para Trump, e na Pensilvânia, os políticos estão igualmente com 47%.

Em todos esses estados, uma média de 15% diz ainda estar indefinida em quem vai votar no próximo mês de novembro. Então é nessa margem que os candidatos devem investir nas próximas semanas em busca da Casa Branca.

Campanha de voto para as eleições de 2024 (Foto: reprodução/E+I e da-kuk/Getty Images Embed)

Vantagens X Desvantagens

A pesquisa mostra que para os eleitores, o ex presidente leva melhor em temas como imigração e economia e tem melhor capacidade para lidar com esses assuntos. E que a atual vice presidente leva melhor em temas de direitos humanos, como aborto. Além de ser considerada uma pessoa menos extremista que seu adversário. 

Muitos blocos de eleitores são almejados por ambos os concorrentes a ser o próximo presidente americano, como os latinos, negros e jovens que moram no centro oeste americano. E os descendentes Árabes e Palestinos que moram nesses lugares que andam indecisos principalmente para saber como eles irão lidar com a guerra em Israel.

A eleição americana acontecerá no próximo dia 5 de novembro.

Ex-presidente Donald Trump diz que não é a favor da proibição federal do aborto

Na noite desta quarta feira, 21 de Agosto, Tim Walz candidato a vice presidente do partido democrata, criticou a forma como os republicanos lidam com os direitos reprodutivos, ele teria afirmado que caso Trump fosse eleito iriam proibir o aborto no pais, o então opositor do empresário disse que isso iria ocorrer com ou sem congresso, em discurso na convenção democrata ele citou:

“Quando os republicanos usam a palavra liberdade, eles entendem que o governo deveria ser livre para invadir o escritório do seu médico. Corporações, livres para poluir água e ar. E bancos, livres para ter vantagem sobre os consumidores”.

Trump e o aborto

O então candidato Donald Trump respondeu ao democrata alegando que não iria haver uma proibição federal caso fosse eleito. em entrevista a Fox news O ex presidente falou:

“Eles dizem na convenção que eu quero uma proibição federal. Eu nunca faria isso, e eles sabem que eu já disse isso, não haverá uma proibição federal. A decisão agora esta de volta aos estados aos quais pertence

Durante sua campanha presidencial, Donald Trump não quis falar muito sobre a questão do aborto, entretanto teria dito que, caso fosse eleito novamente para a presidência, não iria assinar algo que impeça as mulheres de abortar, diferentemente do que ele reinterou lá em 2016, quando se opunha em relação a esse assunto.


Trump e Melania em evento do partido republicano. (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Corrida eleitoral

No início deste ano, quando ainda era pré-candidato à presidência, o republicano se mostrou interessado em apoiar uma proibição do aborto nos Estados Unidos da América, porém, naquela ocasião, ele teria indicado que possivelmente seria a favor de abortar no caso relacionado a Estupro, incesto, e até mesmo para salvar a vida de uma mãe, em entrevista a uma rádio na Terça Feira dia 19 de Abril de 2024 ele disse:

“O número de semanas agora, as pessoas estão concordando em 15. E eu estou pensando em termos disso. E isso resultará em algo muito razoável. Mas as pessoas estão realmente concordando, até mesmo os mais radicais, parece que 15 semanas é um número com o qual as pessoas estão concordando”.

As eleições americanas vão ocorrer no dia 5 de Novembro de 2024.

Corte Superior da Venezuela declara Maduro como vitorioso e impede divulgação de atas

Nesta quinta-feira (22), o Tribunal Supremo da Venezuela (TSJ), a instância máxima do poder judiciário do país, declarou Nicolás Maduro como vencedor da eleição de 2024 e bloqueou todos os acessos às Atas do processo eleitoral.

Segundo a corte, a decisão é “Inapelável” e “irreversível”. “Esta sala eleitoral continua com a perícia iniciada em 5 de agosto de 2024 a fim de produzir a sentença definitiva que dê resposta ao presente recurso, o que terá caráter de coisa julgada por ser este órgão jurisdicional a máxima instância no tema eleitoral, razão pela qual suas decisões são inapeláveis e de cumprimento obrigatório”, disse a magistrada Caryslia Beatriz Rodríguez, à frente do Supremo e da sala eleitoral.

Oposição continua em busca de recontagem e divulgação de atas eleitorais

O principal líder da oposição na Venezuela, Edmundo González apresentou Atas paralelas, onde alega que saiu vencedor das eleições, e com isso corre sérios riscos de sofrer sanções e punições judiciais, pois esse ato foi considerado desacato.

Para a oposição a corte é ligada ao Chavismo e totalmente alinhada ao governo Maduro, e não teria conduzido de forma correta a recontagem de votos que foi pedida e protestada em todo país e com pressões internacionais. Todo esse processo foi apresentado na emissora de TV governamental da Venezuela. E a reeleição do atual presidente continua confirmada desde o último dia 28 de julho.

Eleição venezuela na mira de órgãos e países internacionais


Maduro e Lula. (Foto: reprodução/Evaristo SA/Getty Images Embed)


Mesmo com a pressão de uma parte do eleitorado e de vários países exigindo a divulgação das Atas eleitorais, o Supremo Venezuelano afirmou que “todo o material eleitoral (incluindo as atas eleitorais) ficará sob controle do Tribunal Supremo”.

Em contatos e cartas dirigidas aos presidentes Joe Biden (EUA), Lula (Brasil) e mais 30 chefes de estados pediram que se assegure o direito de democracia no país, e que pressione o governo Maduro e a suprema corte a divulgar as Atas, e que Nicolás Maduro estaria buscando ganhar tempo.

Os EUA continuam sem reconhecer a vitória do atual mandatário e quer explicações e auditoria assim como a ONU. Na última sexta (16), a Organização dos Estados Americanos (OEA) confirmou uma resolução exigindo que as Atas venham a público.

Obama endossa Kamala Harris e convoca eleitores para defendê-la

No segundo dia da Convenção Nacional Democrata, Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, fez um fervoroso discurso em apoio a Kamala Harris, candidata à presidência. Revivendo seu icônico slogan “Yes, we can” para “Yes, she can”, Obama destacou Harris como um símbolo da verdadeira liberdade americana, uma figura capaz de abrir um novo capítulo na história do país.

Ele ressaltou a importância histórica de eleger a primeira mulher negra ao Salão Oval, enquanto alertava sobre as graves ameaças que pairam sobre a democracia com as eleições de novembro.

Com um tom que mesclava humor e seriedade, Obama traçou um contraste claro entre a visão inclusiva e libertadora de Harris e o clima de divisão e caos promovido por Donald Trump. Ele fez um apelo urgente aos eleitores, convocando todos a se unirem em uma mobilização massiva nos próximos 77 dias para garantir a vitória de Kamala Harris e proteger o futuro da nação.


Discurso do ex-presidente Barack Obama (Vídeo: Reprodução/X/NBCPolitics)

A visão de liberdade de Kamala e Tim Walz

Durante seu discurso, Barack Obama reforçou que Kamala Harris e Tim Walz representam uma visão mais ampla e inclusiva de liberdade nos Estados Unidos, centrada na valorização da diversidade e no direito de todos tomarem suas próprias decisões.

Ele destacou que a verdadeira liberdade está na capacidade de cada indivíduo escolher seu próprio caminho, sem que essas escolhas sejam impostas ou limitadas por preconceitos e divisões. Obama afirmou que Harris e Walz acreditam em uma América onde as escolhas individuais são respeitadas e onde a liberdade vai além das palavras, sendo refletida em ações que promovem igualdade e justiça para todos.

Ao dizer “Sim, ela pode”, Obama sublinhou a importância de reconhecer e respeitar as escolhas e as liberdades dos outros, enfatizando que essa visão é o que distingue a chapa democrata e representa a verdadeira essência dos valores americanos, em contraste com a polarização e o autoritarismo promovidos pela atual administração.

A mensagem central do ex-presidente foi clara: a liberdade que Harris representa é essencial para um futuro onde todos os americanos possam prosperar em igualdade de condições.


A vice-presidente Kamala Harris, candidata democrata à presidência, e seu companheiro de chapa, o governador de Minnesota, Tim Walz (Foto: Reprodução/Tom Williams/CQ Roll Call )

Mobilização urgente para eleger Kamala Harris

Obama fez um apelo fervoroso à mobilização dos eleitores, sublinhando que o futuro da democracia americana depende de uma ação coordenada e enérgica nos próximos 77 dias. Ele destacou a necessidade de uma campanha vigorosa para garantir a vitória de Kamala Harris e Tim Walz, enfatizando que cada esforço individual conta na construção de uma vitória coletiva.

O ex-presidente pediu que os apoiadores se envolvessem ativamente na campanha: “É hora de batermos nas portas, fazer ligações, e conversar com nossos amigos e vizinhos“, disse Obama, destacando a importância da mobilização de base.

Ele também alertou sobre as consequências da inação, ressaltando que a eleição é uma oportunidade crítica para reverter a polarização e o caos da administração atual.

Segundo Obama, o sucesso da campanha depende da determinação e do engajamento de cada eleitor, que deve se comprometer com a causa e lutar para garantir um futuro mais inclusivo e justo para todos os americanos.

EUA negocia anistia para Nicolás Maduro deixar a presidência

Conforme foi exibido por uma reportagem do The Wall Street Journal deste domingo (11), os Estados Unidos está tentando negociar uma concessão a Nicolas Maduro, ou seja, um perdão político ao presidente venezuelano, em troca de que ele aceite a renunciar seu cargo e reconheça a vitória alegada da oposição durante as eleições venezuelanas.

Ainda segundo a reportagem, que tem bases e fontes do governo norte-americano, Washington está cogitando oferecer perdões políticos à Venezuela e garantias de não perseguir Maduro nem o dirigente de seu governo.

A Venezuela foi às urnas em julho deste ano, e a oposição diz ter ganhado o resultado do pleito. Maduro alega que foi o ganhador e se nega a deixar o posto de presidente do país.


Nicolás Maduro segurando a bandeira da venezuela em sua campanha para presidencia do país (Reprodução/Instagram/@nicolasmaduro)

Eleições venezuelanas

O concelho nacional eleitoral, que corresponde ao tribunal eleitoral é aliado de Maduro, e anunciou a vitória do atual com 52% dos votos, mas não publicou o relatório eleitoral, ou seja, documentos que registram votos e os resultados em cada local do país, que são como prova do resultado final de um pleito. A CNE alega que o sistema foi hackeado

A oposição afirma que seu candidato Edmundo González venceu as eleições com 67% dos votos e como prova apresenta um site criado pelos próprios adversários com mais de 80% das atas digitalizadas, ao qual o grupo teve acesso por meio de representantes que estiveram presente da maioria dos locais de votação.

Na semana passada, uma contagem independente dos resultados eleitorais realizada pela agência noticiosa Associated Press (AP) com base nestes dados mostrou que o candidato da oposição venceu as eleições por uma diferença de 500 mil votos.

Acusação dos EUA e resposta de maduro para a oposição

Os Estados Unidos acusam Maduro de conspirar com seus aliados para importar cocaína para os Estados Unidos e, em 2020, ofereceram uma recompensa de US$ 15 milhões (cerca de 82,5 milhões de reais) por informações que pudessem facilitar a prisão do presidente venezuelano. Se as negociações da anistia de Maduro continuarem e forem bem-sucedidas, Washington cancelará a recompensa, afirma o Wall Street Journal.

Na semana passada, a oposição venezuelana também disse estar disposta a oferecer garantias para proteger o presidente venezuelano se ele aceitasse uma transição gradual de poder. Maduro descartou qualquer possibilidade de negociação e pediu à líder da oposição María Corina Machado que se entregasse à Justiça, a oposicionista está em um esconderijo em Caracas desde o fim das eleições.

Ainda segundo fontes ouvidas pelo jornal norte-americano, os Estados Unidos já tinham oferecido anistia a Maduro durante negociações secretas realizadas no ano passado em Doha, no Catar.

Venezuela: familiares exigem a libertação de manifestantes presos

No último sábado (03), Maduro informou que 2 mil manifestantes foram presos durante os protestos. Pelo menos 20 pessoas foram mortas, de acordo com Human Rights Watch, sediada nos EUA. A ONG Foro Penal, a qual está coletando relatos de famílias, registrou 1.010 detidos na manhã desta segunda-feira (05), sendo 91 menores.

Desde a semana passada, algumas famílias estão acampadas de fora dos presídios. Após a autoridade eleitoral declarar Nicolás Maduro vencedor da eleição presidencial, a oposição inconformada tomou conta das ruas de Caracas, iniciando os protestos. Os manifestantes acusam de fraude eleitoral o governo de Nicolás Maduro.

A repressão aos protestos foi enorme

As forças de defesa da Venezuela reprimiram com vigor os protestos. De acordo com o governo venezuelano, os atos fazem parte de uma tentativa de golpe apoiada pelos EUA.


Oposição venezuelana fazendo grafite em manifestação (Foto: reprodução/Juan Barreto/AFP/Getty Images embed)


As forças de segurança estão trabalhando intensamente para prender manifestantes. Muitos deles não possuem advogado e são menores de idade. Muitos são acusados de terrorismo em algumas situações.

Familiares exigem justiça

A Reuters divulgou o depoimento da mãe de um homem detido. Rossana Avilei disse que vem lutando por justiça não só para seu filho, mas também para vários detentos. Ela argumenta que eles não cometeram os crimes pelos quais estão sendo acusados, eles não são guerrilheiros, nem criminosos e nem terroristas. Muitos jovens estão desaparecidos desde os protestos, de acordo com Avilei.

“Depois de seis dias de repressão brutal, acreditaram que iam nos calar, parar ou atemorizar. Vejam a resposta. Hoje, a presença de cada cidadão nas ruas da Venezuela demonstra a magnitude da força cívica que temos e a determinação de chegar até o final.”

María Corina Machado

María Corina Machado, a líder da oposição acusou o governo de Maduro de “reprimir brutalmente aqueles que contestam o resultado das eleições. E disse que os protestos na rua são uma resposta contra o governo.”

No meio de todo esse caos, os governos dos EUA e de muitos países têm dúvidas sobre os resultados que apontaram a vitória de Maduro sobre o Edmundo Gonzáles.

Lula dialoga com os presidentes do México e da Colômbia sobre eleições na Venezuela

Nesta quinta-feira, 1º de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma conversa por telefone com os presidentes Gustavo Petro, da Colômbia, e Andrés Manuel López Obrador, do México. Na ocasião, os líderes discutiram os resultados das eleições na Venezuela, realizadas no domingo anterior, 25 de julho, que, segundo o Conselho Nacional Eleitoral venezuelano, resultaram na reeleição de Nicolás Maduro.

A ligação era esperada, mas o horário preciso ainda não havia sido confirmado. A assessoria do Planalto comunicou que a conversa ocorreu no anoitecer cerca das 17h. Ao longo do dia, Lula esteve no Palácio da Alvorada envolvido em reuniões internas.

Pronunciamento do Presidente Lula

O presidente Luiz Inácio, embora ainda não tenha emitido uma declaração oficial, comentou que não observa “nada de anormal” em relação à eleição na Venezuela.

Não tem nada de grave e assustador“, disse o presidente da Colômbia em suas redes sociais, se referindo ao resultado das eleições venezuelanas. “Convido o governo venezuelano a permitir que as eleições terminem em paz, permitindo um escrutínio transparente com a contagem de votos, atas e com observação de todas as forças políticas de seu país, além da observação internacional profissional“, escreveu Gustavo Petro.


Presidente brasileiro e Presidente venezuelano (Reprodução/ Mateus Bonomi/Anadolu Agency/Getty Images embed)


Em uma entrevista à TV Centro América, Lula afirmou que reconhecerá o resultado da eleição na Venezuela quando for comprovada a autenticidade das atas eleitorais. No entanto, o presidente declarou estar “convencido de que se trata de um processo normal e tranquilo“, disse o presidente sobre a situação.

Pronunciamento de outros presidentes

O México, assim como a Venezuela, não atendeu ao chamado da OEA. Em parceria com Brasil e Colômbia, o país optou por uma “terceira alternativa”, a fim de mostrar que não endossa as alegações de fraude apresentadas pela oposição, mas também não aceita a reeleição de Maduro.

Maduro reage à fala de Lula sobre eleições na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reagiu a comentários de preocupação em relação a suas falas sobre o processo eleitoral venezuelano. “Que tome um chá de camomila”, declarou o candidato à reeleição nesta terça-feira (23). Maduro não citou nenhum líder ao expressar suas opiniões.

Ele disse que não falou nenhuma mentira e que apenas fez uma reflexão. “O povo da Venezuela já passou por muita coisa e sabe o que eu estou dizendo. E na Venezuela, vai trunfar a paz”, falou.

As declarações de Maduro são feitas após o presidente Lula ter demonstrado preocupações, na segunda (22), sobre recentes declarações de Maduro que diziam que ocorrerá um “banho de sangue” caso não vença as eleições. 

O presidente brasileiro disse que se assustou com as falas do venezuelano: “Quem perde as eleições toma um banho de voto, não de sangue” declarou Lula. Ele também afirmou que Maduro precisa aprender como funciona um processo eleitoral. “Quando você ganha, você fica, quando você perde, você vai embora. Vai embora e se prepara para disputar outra eleição”, afirmou o presidente do Brasil.

Nicolás Maduro é candidato à presidência da Venezuela junto com o adversário Edmundo González, ex-diplomata  escolhido por uma coalizão de opositores. O processo eleitoral é visto com desconfiança pela comunidade internacional por suspeitas de que Maduro não assegura que a votação seja livre e democrática. O pleito está marcado para domingo (28).

A antiga opositora favorita, María Corina Machado, foi afastada pelo Supremo Tribunal de Justiça alinhado ao governo. A outra opositora, Corina Yoris, foi impedida, em março, de concorrer devido ao seu acesso ao sistema de inscrição não ter sido permitido.


Eleições na Venezuela tem sido vistas com preocupação pela comunidade internacional (Foto: reprodução/AFP/Frederico Parra/Getty Images Embed)


As falas de Maduro

As farpas são referentes a um discurso feito pelo candidato venezuelano na semana passada. Maduro citou que caso não ganhasse poderia haver “banho de sangue” ou uma “guerra civil”. “No dia 28 de julho, se não querem que a Venezuela caia num banho de sangue, numa guerra civil fratricida como resultado dos fascistas, garantamos o maior sucesso, a maior vitória na história eleitoral do nosso povo”, falou.

Para tentar justificar a fala sobre sangue, Maduro disse que fez uma referência a Revolta Popular de 1989 conhecida como “Caracaço”. Nesse movimento, dezenas de pessoas morreram, o que ocasionou uma virada política no país nos anos seguintes e também a ascensão de Hugo Chávez. “Não é que eu esteja inventando, é que já vivemos um banho de sangue”, esclareceu.

Ataques ao sistema eleitoral brasileiro

Maduro também atacou o sistema eleitoral brasileiro. Ele declarou, sem provas, que nem um único boletim das urnas eletrônicas brasileiras são auditáveis. O venezuelano também disse que o sistema da Venezuela é o melhor do mundo com 16 auditorias.

Além disso, argumentou que o país faz uma auditoria em tempo real de 54% das urnas. “Em que outra parte do mundo se faz isso?”, declarou. O candidato também criticou o sistema eleitoral de outros países como os EUA e a Colômbia. Segundo ele, nesses países os votos também não são auditáveis.

Desistência de Joe Biden a reeleição repercute entre celebridades

Neste domingo (21), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou em suas redes sociais a renúncia à sua candidatura à reeleição presidencial.

Horas depois da publicação, Biden declarou apoio à sua atual vice-presidente, Kamala Harris, como candidata à presidência. A notícia gerou grande repercussão entre as celebridades.


Ariana Grande (Foto: reprodução/Taylor Hill/Getty Images Embed)


Ariana Grande

A cantora Ariana Grande compartilhou nos stories do Instagram a postagem de Biden apoiando Kamala Harris, junto com um link para registro de voto. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório, e os cidadãos devem se inscrever para votar.

Spike Lee

O cineasta Spike Lee postou uma foto de Kamala Harris em seu Instagram com a legenda: “MAIS UMA VEZ UMA IRMÃ VEM NOS RESGATAR!”

Demi Lovato

Demi Lovato também utilizou os stories do Instagram para repostar o anúncio de Biden, acrescentando: “Vamos fazer isso!”. A cantora também compartilhou uma foto dela com Kamala.

Cardi B

A rapper Cardi B relembrou um vídeo postado em 30 de junho, onde sugeria que Kamala deveria ser a candidata. Na legenda, Cardi comentou: “PAREM DE BRINCAR COMIGO!!!! Verifique a data… disse isso em 30 DE JUNHO!”

Barbra Streisand

A cantora, atriz e cineasta Barbra Streisand postou em sua rede social “X” que Joe Biden entrará para a história pelas suas conquistas significativas em seu mandato de 4 anos. Barbra enfatizou a sua gratidão pelo atual presidente defender a democracia do país.

Lil Nas X

Lil Nas X, também no “X”, despediu-se de Biden e manifestou seu apoio a Kamala Harris, dizendo que o assento presidencial está pronto para ela.


Publicação de Joe Biden em seu Instagram (Foto: reprodução/Instagram/@joebiden)

Carta de Joe Biden

Na carta, Biden destacou os avanços dos últimos três anos e meio, como a consolidação da economia, a redução dos custos de medicamentos, a ampliação do acesso à assistência médica e a aprovação de legislações de segurança de armas e climática. Ele decidiu renunciar à candidatura para focar em cumprir seus deveres como presidente até o fim do mandato.


Kamala Harris (Foto: reprodução/Chris duMond/Getty Images Embed)


Kamala Harris será a candidata dos Democratas

Após a renúncia, Biden anunciou seu apoio à candidatura de Kamala Harris. Nascida em Oakland, Califórnia, Harris se formou em Ciências Políticas, Economia e Direito. Foi procuradora-geral de São Francisco e a primeira mulher negra e de descendência indiana eleita para o cargo. Em 2016, venceu a eleição para o Senado da Califórnia, tornando-se a segunda mulher negra no Senado. 

Com a eleição de Joe Biden como presidente em 2020, Kamala se tornou a primeira pessoa negra e de origem indiana a tomar posse como vice-presidente dos EUA.