Shenzhou-20, primeira espaçonave da China, retorna vazia após falhas técnicas

A Shenzhou-20, primeira espaçonave chinesa, considerada incapaz de retornar astronautas à Terra, deve voltar vazia após os tripulantes identificarem uma rachadura em uma de suas janelas, de acordo com informações divulgadas pela emissora CCTV nesta segunda-feira (1).

Programada para retornar com os tripulantes após estadia de 6 meses na estação espacial Tiangong em 5 de novembro, a cápsula demonstrou uma falha técnica, o que levou a China a recorrer ao adiantamento da missão de retorno dos astronautas.

Danos causados a espaçonave

De acordo com a CMSA (Agência Espacial Tripulada da China), há suspeita de que os danos foram causados por minúsculos detritos espaciais à Shenzhou-20. De acordo com Jia Qiming, porta-voz da CMSA, foi analisado que o pedaço de detrito espacial tinha menos de 1 milímetro, mas estava viajando em uma velocidade considerada muito rápida, o que causou o dano à janela da cápsula.

Diante do risco de que a rachadura na janela poderia se espalhar, quebrando o isolamento térmico e causando a despressurização da cabine, a CMSA decidiu por atrasar a missão de retorno da Shenzhou-20, retornando somente os tripulantes em outra espaçonave. Caso esse cenário ocorresse, as consequências poderiam ser fatais para os astronautas.

Qiming também disse à CCTV que a espaçonave deve retornar, portanto, sem a tripulação, e que após sua volta, a agência chinesa deve estudar e analisar a espaçonave.

Resgate dos tripulantes

Nove dias depois da data em que a Shenzhou-20 deveria retornar com os astronautas à Terra, uma outra espaçonave foi enviada pela China para realizar o resgate dos mesmos. De acordo com a CMSA, os três astronautas chineses Wang Jie, Chen Dong e Chen Zhongrui pousaram em uma cápsula em Dongfeng, na região da Mongólia Interior, no norte da China, às 5h40 (horário de Brasília).


Tripulantes retornam à Terra em 14 de novembro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/STR)


A tripulação foi enviada ao espaço no dia 24 de abril de 2025, e permaneceu em órbita por 204 dias, estabelecendo um novo recorde de permanência de astronautas chineses na órbita, segundo a CMSA.

Astrofotógrafo registra imagem em alta definição da “galáxia do coração”

Uma imagem de tirar o fôlego registrada por Ronald Brecher mostra com impressionante definição a chamada Nebulosa do Coração (Heart Nebula). O registro revela detalhes magníficos da estrutura da formação cósmica, localizada na constelação Cassiopeia, ao lado de outras nebulosas.

O fotógrafo Ronald Brecher, responsável pela captura inovadora, divulgou a imagem através de uma postagem em seu site, onde também explicou o processo. Ele utilizou duas paletas de cores, chamadas de Hubble e Foraxx, para chegar ao resultado que divulgou. Segundo Brecher, ele nunca havia fotografado a nebulosa de forma completa utilizando uma paleta de cores de banda estreita, apelidando o trabalho de “divertido de processar”.

A fotografia

Brecher ainda divulgou que para produzir essa imagem utilizou a câmera astronômica QHY367C junto ao telescópio Sky-Watcher Esprit 70 EDX, em um processo que demorou mais de 40 horas para ser finalizado. O astrofotógrafo conduziu o trabalho durante setembro deste ano, no Canadá.

O desenvolvimento do pré-processamento da captura incluiu o uso de filtros, redução de ruído e ajustes de contraste, além do uso das paletas de cores para processamento de dados. Esse meticuloso trabalho feito por Ronald Brecher foi capaz de mostrar ao resto do mundo estruturas evidenciadas nunca vistas antes da Nebulosa do Coração, sendo um avanço extremamente importante para os estudos das galáxias.


A região destacada em vermelho mostra a região da Nebulosa do Coração, próxima da constelação de Cassiopeia (Foto: reprodução/Instagram/@astronomia_na_escola)

Nebulosa do Coração

A nuvem de gás é identificada através do código IC 1805, para a diferenciar tecnicamente de outras nebulosas. Localizada a aproximadamente 7.500 anos-luz do nosso planeta, ela está inserida na constelação Cassiopeia, em uma região chamada de Braço do Perseu. Essa região cósmica ainda abriga outras nebulosas, como a Nebulosa da Alma (IC 1848) e a Nebulosa Cabeça de Peixe (IC 1795). Além disso, milhares de estrelas relativamente jovens também estão inseridas nesta região, devido a forte emissão de gases cósmicos que acontece por ali.

Por ser uma área fácil de fotografar, não é necessário equipamentos extremamente tecnológicos, como os usados pela Nasa. A partir de telescópios amadores na Terra, é possível que astrofotógrafos registrem essa região do espaço, entretanto, a observação não será tão nítida.

SpaceX realiza 11º teste de voo do foguete Starship

Durante a noite desta segunda-feira (13), por volta das 20h20, a SpaceX conseguiu realizar com sucesso o 11º voo-teste da aeronave Starship, após falhas em testes anteriores. A nave permaneceu cerca de sete minutos no espaço e retornou a Terra, caindo no Golfo do México.

Uma das partes da nave continua no espaço, transmitindo imagens ao vivo para a empresa. O resultado positivo do novo teste marca um avanço significativo nas apostas da Nasa e de Elon Musk (CEO da SpaceX) para a exploração espacial, incluindo viagens tripuladas para outros planetas e para a Lua. 

11º voo-teste 

Para o 11º teste da nave Starship, foram realizados experimentos e modificações no sistema operacional, visando restaurar capacidades que não tiveram resultados positivos nos testes anteriores. Após sete minutos no ar, a nave executou uma aterrissagem bem sucedida no Golfo do México. A aterrissagem foi um dos problemas nos outros voos que dificultaram o avanço da missão. O fato de uma das partes da aeronave ter ficado no espaço e estar transmitindo imagens ao vivo também é significativo, podendo ajudar na tecnologia desenvolvida pela SpaceX.

Até o momento, o desenvolvimento da Starship estava apresentando dificuldades desde novembro de 2024, como o cancelamento do 10º teste no dia 25 de agosto. Faltavam apenas dez segundos para que a aeronave fosse lançada, quando a SpaceX interrompeu o teste, alegando problemas climáticos. Entretanto, o teste ocorreu no dia seguinte (26), conseguindo liberar oito protótipos de satélites da Starlink no espaço, e em seguida pousando no Oceano Índico. 


Momento do lançamento da aeronave Starship (Vídeo: reprodução/YouTube/VideoFromSpace)

Planos para a Starship

Elon Musk mantém uma visão ambiciosa quanto a Starship, alegando que a nave será o veículo que levará os primeiros humanos para Marte. Musk apresenta esse objetivo desde os primeiros estágios do projeto, considerando a nave como uma peça principal na exploração do nosso planeta vizinho. 

Além de estar na visão de Musk, a Starship também está na mira da Nasa, mas na exploração lunar. O plano da agência dos EUA é utilizar a aeronave na missão Apollo, que busca levar astronautas à Lua novamente, ainda nessa década. Contudo, o projeto ainda está nos primeiros passos da fase de desenvolvimento, com a nave precisando demonstrar mais resultados positivos, já que entre os dez testes anteriores, seis falharam, incluindo até mesmo a explosão de um protótipo durante teste em solo ainda.

Astrônomos registram mudança de cor em cometa que se aproxima do Sistema Solar

O cometa interestelar identificado como 3I/ATLAS, avistado em 2024 pelo telescópio ATLAS, está apresentando mudanças de cor na sua coma e surpreendendo astrônomos com suas características. Inicialmente vermelha, a coma do objeto agora vem apresentando uma luz de tom esverdeado, levando os cientistas a tentarem descobrir possíveis motivos para a mudança.

A equipe do telescópio ATLAS avistou o objeto misterioso pela primeira vez em outubro de 2024, sendo rapidamente identificado como um cometa que se originou fora do nosso sistema solar. No começo dos estudos, o cometa apresentava características comuns, que não as diferenciava de outros cometas já vistos e estudados. Sua forma foi se alterando com o tempo, desenvolvendo uma cauda, e sua coma foi se tornando mais evidente conforme a velocidade em que ele se movia e se aproximava do Sol. Entretanto, com a nova descoberta através de telescópios espaciais, os astrônomos notaram mudanças incomuns. 

Hipótese de mudança química 

A transição de cor na coma, que é a nuvem de gás e poeira que se forma ao redor do núcleo do cometa à medida que ele se aproxima do Sol, é a propriedade que mais chama atenção do meio científico. O astrônomo Michael Jäger vem realizando algumas análises do objeto que segue em direção ao Sol, e em uma das suas últimas observações em um eclipse lunar, ele notou que a luz que antes refletia um tom avermelhado, agora dava lugar para uma luz esverdeada. 

A suposição que mais tem sido aceita é de que o motivo da transição seria um aumento acentuado na produção de cianeto, uma característica comum nos cometas, conforme o núcleo do 3I/ATLAS se aquece. Embora esse comportamento seja comum em outros cometas estudados, os astrônomos não esperavam que ocorresse uma transição de cor na coma.


Vídeo da trajetória do cometa 3I/ATLAS (Vídeo: reprodução/X/@astronamiaum)


Objeto extraterrestre 

Entretanto, mesmo que os cientistas identifiquem o objeto misterioso como um cometa interestelar, há quem diga que ele, na verdade, é um objeto extraterrestre. Avi Loeb, astrônomo de Harvard, é conhecido por seus estudos em busca de evidências que comprovem a existência de vida fora da Terra. Ele sugeriu que talvez o 3I/ATLAS, na verdade, seja um “artefato extraterrestre” e que sua composição é formada predominantemente por dióxido de carbono, que corresponde a 87% da massa do cometa. 

Entre as justificativas para sua análise, Loeb aponta que a trajetória do objeto é significativamente incomum por passar perto de outros planetas do nosso sistema, como Marte, Vênus e Júpiter, o que é difícil de ocorrer em trajetórias de outros cometas. Apesar dos estudos dirigidos pelo astrônomo, a maioria dos cientistas defende a tese de que o objeto seja sim um cometa interestelar, mesmo que conte com propriedades atípicas. 

SpaceX interrompe decolagem da Starship segundos antes do lançamento

A SpaceX cancelou novamente o esperado voo de teste do foguete Starship, sendo o décimo voo de teste até agora. Desta vez, faltavam apenas dez segundos para a decolagem da nave ao espaço, quando de repente o voo foi interrompido devido às condições climáticas, nesta segunda-feira (25).

A decolagem estava sendo transmitida ao vivo e contava com mais de 1 milhão de espectadores, que aguardavam ansiosamente o voo nas redes sociais da SpaceX. Durante o lançamento, a apresentadora da transmissão anunciou a suspensão do teste. Após o anúncio, a empresa – comandada por Elon Musk – confirmou o cancelamento por meio de suas redes oficiais no X (antigo Twitter).

Problemas climáticos

O cancelamento do voo do foguete Starship, já na reta final da contagem regressiva, foi atribuído a problemas climáticos, como citou a apresentadora durante a transmissão ao vivo. Segundo a comunicação feita no momento, o clima seria o principal fator da interrupção, mas a SpaceX não veio a público para dar mais detalhes sobre. 

Entretanto o avanço do projeto é esperado, já que a Nasa demonstra interesse em utilizar a tecnologia da Starship em possíveis missões à Lua. O interesse da Nasa evidencia a importância do projeto e aumenta as expectativas de que os testes irão continuar, mas sem data até o momento. 


Trajetória que o Starship iria fazer no teste (Vídeo: reprodução/X/@SpaceX)


Novo calendário

Para as expectativas dos espectadores e admiradores do projeto, a equipe responsável pela Starship já iniciou uma análise para uma nova data para o teste, de acordo com postagem no perfil oficial na rede social X. Mesmo em meio à frustração devido aos cancelamentos que vem ocorrendo – primeiro no domingo (24) e depois nesta segunda-feira (25) -, a equipe está empenhada em conseguir resultados significativos. 

Esse voo em questão é de suma importância, já que seria a primeira vez em que a Starship realizaria uma decolagem com carga útil na nave, lançada com apoio do propulsor Super Heavy – outro foguete que já foi lançado pela SpaceX ao espaço ano passado e que teve resultados positivos. 

O projeto complexo da SpaceX é mais do que um novo passo da tecnologia, mas também um avanço significativo na exploração espacial. Entre os objetivos do projeto, estão incluídos a realização de envios de foguetes tripulados à Marte. A definição de uma nova data permanece na expectativa e no aguardo para uma nova exploração da vasta galáxia em que vivemos.

SpaceX se prepara para 10º teste de voo para Starship

A SpaceX, empresa de Elon Musk, se prepara para o décimo teste de voo de seu foguete Starship, neste domingo (24), dentro do complexo de lançamento em Starbase, Texas. A expectativa é que o novo lançamento estabeleça avanços significativos no desenvolvimento da nave, após uma série de testes anteriores que enfrentaram falhas em fases iniciais do voo.

Preparativos e planos para o futuro

O foguete, composto pelo propulsor Super Heavy, de 70 metros, e pelo estágio superior Starship, com 52 metros de altura, estava posicionado em seu suporte de lançamento horas antes do horário previsto para decolagem, marcado para 19h30 (horário do leste dos EUA). Elon Musk deve fornecer atualizações sobre os últimos avanços no projeto pouco antes do início da missão.

O desenvolvimento da Starship é considerado importante para os planos de Musk, tanto para os negócios de lançamento da SpaceX quanto para suas ambições de exploração de Marte. A Nasa planeja utilizar o foguete em 2027 para levar astronautas à Lua, marcando o retorno de missões tripuladas ao satélite natural desde a era Apollo.


Empresário Elon Musk (Foto: reprodução/Allison Robbert/Getty Images Embed)


O sucesso da Starship também está relacionado ao futuro do serviço de internet via satélite Starlink, outra iniciativa de destaque da SpaceX. Musk pretende usar a capacidade de carga da Starship para colocar satélites maiores em órbita, para trabalhar em conjunto com o Falcon 9, responsável atualmente pelos lançamentos do projeto.

Imprevistos e detalhes do plano de voo

Este ano, a Starship enfrentou muitos contratempos, incluindo falhas no início de voos, problemas em trajetórias suborbitais e uma grande explosão na plataforma de testes em junho, que deixou detritos espalhados próximos ao México. Mesmo assim, a empresa manteve um ritmo acelerado de produção e testes, desenvolvendo novas unidades da nave em suas instalações no Texas.

O teste deste domingo vai manter o padrão de separação entre o Super Heavy e a Starship em altitude elevada. O primeiro retornará ao Golfo do México para pouso em águas calmas, enquanto o estágio superior prosseguirá em trajetória suborbital, simulando o lançamento de satélites Starlink e testando a reativação de motores no espaço. Durante a reentrada atmosférica sobre o Oceano Índico, o foguete enfrentará temperaturas extremas, colocando à prova o escudo térmico e os flaps de direção, elementos essenciais para sua rápida reutilização.

De acordo com a SpaceX, o perfil de reentrada foi projetado para submeter os flaps traseiros a forças máximas, garantindo que os limites estruturais da nave sejam testados sob condições extremas, aprendendo com os desafios enfrentados em voos anteriores.

Tripulantes se juntam à Estação Espacial Internacional durante missão Crew-11

Os membros da missão Space X Crew 11, da NASA, aterrissaram com sucesso à Estação Espacial Internacional, na madrugada deste sábado (2) às 4h46 pelo horário de Brasília, depois de viajarem usando a nave Crew Dragon, para se juntarem ao time de astronautas da expedição 73 na Estação Espacial Internacional.

A expedição durou certa de duas semanas, tendo início com os tripulantes entrando em quarentena para se prepararem.

Objetivos da missão e preparações

A missão Crew-11 é a 11ª missão de rotação da ISS realizada por tripulantes e se trata de um trabalho de rotatividade dos cientistas no laboratório em órbita feita através de um voo pela Space X, empresa comandada por Elon Musk. O lançamento estava previsto para acontecer na quinta-feira (31), tendo que ser adiado, pois as condições climáticas não estavam favoráveis para iniciar a missão.

Para partirem, os membros da missão utilizaram a nave Crew Dragon, veículo usado em parceria com a Nasa para transportar pessoas e cargas que vão e voltam da ISS. Um vídeo publicado pelo perfil oficial da Space X mostra os tripulantes dentro da nave prestes a ser lançada.


Tripulantes da Crew-11 se preparando para partir (Vídeo: reprodução/X/SpaceX)


Durante o trajeto, estavam presentes o cosmonauta Oleg Platonov, da Roscosmos, os astronautas da Nasa Zena Cardman e Mike Fincke e o astronauta Kimiya Yui, membro da JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial). Eles entraram em quarentena no dia 17 de julho no Centro Espacial Johnson da Nasa, em Houston, para se prepararem para o trajeto, tendo contato com outras pessoas à distância, dentro dos limites.

Chegada ao destino e recepção

Ao realizarem o pouso na Estação Espacial, os integrantes da missão foram recebidos de forma feliz e acolhedora pelos tripulantes da expedição.

Em um vídeo publicado na rede social, uma das tripulantes da expedição 73 declarou que se sente muito feliz ao ver a felicidade dos membros da Crew-11 por terem cumprido a missão. Zena Cardman, que foi nomeada a comandante da missão, agradeceu as outras pessoas pela recepção e afirmou estar feliz e grata pela jornada ter sido cumprida e por ver a Estação Espacial pela primeira vez.


Membros da expedição 73 dando boas-vindas aos tripulantes da SpaceX (Vídeo: reprodução/X/@Space_Station)


O retorno de Cardman e dos outros tripulantes da Crew-11 à Terra está previsto para acontecer em 2026.

Nova missão da Nasa levará astronautas à Lua novamente

A primeira e única vez em que um homem pisou na Lua foi em 1972, e até hoje é considerada um dos eventos mais gloriosos e importantes da humanidade. Séculos após o programa Apollo, responsável por realizar a primeira missão à Lua, a Nasa irá realizar outro programa com destino ao satélite. Chamado de programa Artemis, a missão representa o retorno do ser humano à Lua. 

Com previsão de lançamento para 2027, o projeto envolve uma série de missões preparatórias, com diferentes etapas para garantir o sucesso da jornada dos astronautas ao satélite terrestre. Após encerrar as viagens à Lua na década de 70, devido aos custos, a Nasa retoma os esforços de exploração com essa nova missão, focando não somente no retorno, mas também em criar a possibilidade de presença contínua do ser humano em seu solo. 

Missões e astronautas

O programa foi dividido em sete missões, com objetivo de retornar à Lua e a estudar. O programa não deve acontecer rapidamente, sendo necessário várias missões para alcançar o objetivo final, estabelecendo a presença humana no solo a longo prazo. Vale ressaltar que a primeira missão ocorreu em 2022, quando a Nasa enviou um voo sem tripulantes somente para sobrevoar a Lua. Já a segunda missão, denominada Artemis II, está programada para ser o primeiro voo com tripulantes, para testar a nave usada. Novamente, a nave somente irá sobrevoar o satélite, sem realizar pouso e tem previsão para ocorrer em abril de 2026, após ser adiada duas vezes em 2024 e 2025.

Na terceira missão, os tripulantes finalmente poderão pousar no solo da Lua. Vai ser a primeira missão do programa em que o ser humano irá retornar à superfície do corpo celeste após 50 anos. O pouso está previsto para acontecer na região polo sul lunar e a data está marcada para 2027. A quarta missão está marcada para ser o segundo pouso dos astronautas na Lua e como o início da montagem da construção da primeira estação espacial no satélite, e deve acontecer em 2028.

A quarta missão tem como previsão 2030 e deve levar novos astronautas para realizarem pesquisas. Na penúltima missão, a sexta, irá ocorrer a configuração da câmara de ar para o uso dos tripulantes e cientificamente. Já a sétima e última missão, está prevista para transportar um rover de habitação lunar até a superfície do satélite. Esse será um passo essencial para o início da construção da base permanente. 

Os quatro astronautas a participarem da segunda missão do programa Artemis são: Reid Wiseman (comandante da missão); Victor Glover (piloto da missão); Christina Koch (primeira especialista da missão); e Jeremy Hansen (segundo especialista da missão). Christina Koch vai ser a primeira mulher a sobrevoar a Lua, enquanto Jeremy Hansen será o primeiro canadense a viajar para fora da órbita terrestre. 

Primeira viagem à Lua

A primeira viagem do ser humano à Lua foi, e ainda é, considerado o evento mais importante da humanidade nos estudos espaciais. A missão Apollo ocorreu entre 1969 e 1972, com o primeiro pouso em 1969. Ao todo, foram realizados seis pousos tripulados, com destaque para o Apollo 11, que foi a primeira missão com sucesso onde humanos pisaram na Lua. 


Um dos últimos homens a pisar na Lua, Eugene Cernan, posando junto a bandeira americana (Foto: reprodução/Heritage Images/Getty Images Embed)


 A última missão realizada foi a Apollo 17, onde os astronautas Eugene Cernan e Harrison Schmitt foram os últimos humanos a pisarem no nosso satélite. O cancelamento repentino do programa Apollo, após essa última expedição, ocorreu devido a altos custos e mudanças de prioridades da Nasa, já que o objetivo principal – que era pousar na Lua – havia se concretizado. Após décadas sem humanos pisarem na Lua, o programa Artemis surge como uma nova possibilidade, com novas tecnologias avançadas e colaboração entre países.

Laysa Peixoto, 1ª astronauta do Brasil, vai ao espaço

Laysa Peixoto 22, será a primeira mulher brasileira a integrar uma missão tripulada no espaço como astronauta de carreira, em voo inaugural, pela empresa Titans Space, prevista para 2029, sob o comando do astronauta veterano da Nasa, Bill McArthur. O acontecimento histórico desperta o interesse de mais pessoas pela ciência astronomia no Brasil.

A Astronauta Brasileira vai representar o Brasil em uma nova fase de exploração espacial com viagens para estações espaciais privadas, além de missões tripuladas para Lua e Marte, futuramente.

“É uma enorme alegria representar o Brasil como astronauta em uma era que mudará para sempre a história da humanidade. É uma honra levar a bandeira do Brasil comigo, como a primeira mulher brasileira a cruzar essa fronteira”, comemorou Laysa, em publicação no Instagram nesta quinta-feira (5).

Sonho parecia impossível.

Já selecionada para a missão, Laysa segue com seu treinamento em voos suborbitais e missões privadas ao espaço, paralelamente à formação como piloto. “Ainda não caiu completamente a ficha, mas sinto uma gratidão imensa por toda a trajetória percorrida até aqui e por todos que fizeram e fazem parte dela. Esse era o sonho mais impossível que eu poderia ter”, escreveu. 


Foto destaque: Laysa em aeronave (Foto: reprodução/Instagram/@astrolaysa)

Caminho trilhado por Laysa.


A jovem astronauta cursou física na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG e participou de atividades e estudos no Observatório Astronômico da instituição. Laysa realmente sonha alto: conquistou a medalha de prata na 23 Olimpíada brasileira de Astronomia em 2020, além da medalha de bronze na Competição Internacional de Astronomia e Astrofísica.

Mas ela vislumbrava mais, a cientista identificou um objeto celeste inédito em 2021, quando tinha 18 anos, um asteroide, durante uma campanha promovida pela NASA em parceria com o programa International Astronomical Search Collaboration (IASC). O asteroid descoberto pela brasileira foi batizado inicialmente com as letras de seu nome. (LPS 0003): Laysa Peixoto Sena.

Laysa continuou avançando na carreira: após dois anos, ela ingressou na NASA e lá passou a liderar uma equipe de pesquisa com foco em desenvolvimento de tecnologias para exploração espacial. Os projetos da brasileira para serem lançados no espaço são o MADSS, que é uma sonda planejada para ir a Saturno em 2029, e o AquaMoon, projetado para extrair e transformar água da superfície lunar.

Ispace perde conexão com espaçonave durante pouso na lua

Durante uma missão espacial de envio de uma sonda à lua, pela empresa Ispace, a conexão entre a espaçonave e a central de comandos foi cortada. Não há mais informações sobre o estado do veículo desde que ele posou na lua, nessa quinta-feira (5). Há uma tentativa de reestabelecer a comunicação com a sonda, porém a empresa ainda não obteve sucesso.

Falha de comunicação

A empresa Ispace estava investindo em uma missão espacial com o objetivo de levar uma sonda, denominada Resilience, à lua. A empreitada estava sendo um sucesso até a última quinta-feira (5), quando a companhia perdeu o contato com a espaçonave no momento em que ela pousou na lua.


Vídeo demonstrando o momento que a comunicação entre a Resilience e a central de comandos é cortada (Vídeo: reprodução/X/@AvellSky)

Durante uma transmissão ao vivo, a comunicação entre a base de comandos e o módulo foi cortada, chocando a equipe e a audiência. Os apresentadores do evento afirmaram que não foi confirmada a chegada da Resilience ao seu destino, portanto não era possível atestar o sucesso da missão. Eles anunciaram que mais informações seriam divulgadas ao longo do tempo.

A missão da Ispace

Tendo começado em janeiro de 2025, a missão espacial da Ispace tinha como propósito levar a espaçonave Resilience à lua. O módulo lunar seguiu uma trilha mais calma e tranquila, com baixo gasto de energia, durando cinco meses.


Foto da Resilience ainda na Terra (Foto: reprodução/X/@ispace_inc)

O pouso, que estava previsto para acontecer às 16h24 (horário de Brasília), não conseguiu ser confirmado. Na transmissão, a altitude da Resilience de repente caiu para zero, no momento que estava prestes a atingir a superfície lunar.

Apesar de não ser confirmado, a sonda pode ter conseguido pousado em pé, e se isso realmente ocorreu, a Ispace se torna a primeira empresa não americana a pousar um veículo espacial autônomo. Ela se juntaria à Firefly, que conseguiu pousar a Blue Ghost em março deste ano. Elas seriam, então, as únicas companhias a conseguir tal feito.