“Não haverá paz imediata”, diz Trump após telefonema com Putin

Nesta quarta-feira (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que conversou por telefone com Vladimir Putin sobre os ataques ucranianos contra bases russas. Em postagem na Truth Social, o presidente americano afirmou que ambos mantiveram um diálogo diplomático, mas “não uma conversa que levará à paz imediata na Ucrânia”.

Segundo Trump, a ligação durou 15 minutos e o líder russo está decidido a reagir aos ataques que destruíram pelo menos 40 aviões russos. Ainda durante a conversa, ele demonstrou preocupação com o armamento nuclear do Irã e pressionou Putin para que interceda pelo fim do enriquecimento de urânio.

O presidente Putin disse, e muito fortemente, que terá que responder ao recente ataque aos aeródromos. Também discutimos o Irã e o fato de que o tempo está se esgotando na decisão do Irã sobre armas nucleares, que deve ser tomada rapidamente! Declarei ao presidente Putin que o Irã não pode ter uma arma nuclear e, sobre isso, acredito que estávamos em acordo”, escreveu Trump em sua rede social.


Donald Trump fala sobre a conversa com Vladimir Putin (Foto: reprodução/X/@Geopoliticabra2)

Putin endurece discurso

Vladimir Putin afirmou também nesta quarta-feira (4) que a Ucrânia realizou ataques contra pontes nas regiões de Bryansk e Kursk durante o fim de semana, e classificou as ofensivas como atos de terrorismo. As explosões derrubaram as estruturas, mataram sete pessoas e deixaram 115 feridos.

Segundo ele, os ataques atingiram civis e tinham o objetivo de prejudicar as negociações de paz. O Kremlin reforçou que responderá à ofensiva ucraniana e acusou Kiev de intensificar as hostilidades. Além disso, o presidente russo afirmou que os ucranianos pediram uma reunião de cúpula entre líderes. Entretanto, questionou como esse encontro poderia ocorrer diante das atuais circunstâncias de terro


Encontro de representantes da Rússia e Ucrânia, em Istambul, Turquia (Foto: reprodução/X/@HakanFidan)

Acordo de troca de prisioneiros

Anteriormente, em reunião realizada na Turquia, as partes chegaram a um acordo para a troca de todos os prisioneiros com até 25 anos, além dos doentes e gravemente feridos. O trato também prevê a devolução dos corpos de soldados mantidos por ambos os lados.

Enquanto isso, a Rússia apresentou sua proposta de paz, que exige a anexação definitiva de 20% do território ucraniano, incluindo as regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson, Zaporíjia e a Península da Crimeia ao território russo. A retirada imediata das tropas desses territórios. Além da remoção das sanções impostas à Rússia pelo Ocidente e descongelamento de ativos russos bloqueados no exterior.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou a proposta como um “ultimato com condições inviáveis” e sugeriu um cessar-fogo temporário, até que se encontre uma solução definitiva para o conflito.

Lula chama de “inadmissível” crítica do governo dos EUA sobre ações de Alexandre de Moraes

Nesta terça-feira (03), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaprovou novamente as críticas do governo dos EUA sobre as ações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. 

A afirmação se deu após o governo brasileiro receber um ofício dos EUA no dia 27 de maio, como resposta às decisões judiciais de Alexandre de Moraes, que resultaram no bloqueio de redes sociais americanas no Brasil.

“Primeiro, é inadmissível que um presidente de qualquer país do mundo dê palpite sobre a decisão da Suprema Corte de um outro país” disse o presidente.

Além disso, Lula também fez fortes críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro, que tem se reunido com as autoridades norte-americanas para discutir possíveis sanções. Ele chama as práticas de Eduardo de “terroristas” e “anti patrióticas”.


Matéria do G1 sobre declaração do presidente Lula (Foto: reprodução/X/@g1)


O ofício enviado pelo governo dos EUA

As ações judiciais do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que resultaram no bloqueio de redes sociais americanas no Brasil, têm sido alvo de críticas e ameaças do governo norte-americano. 

No dia 27 de maio, o governo brasileiro recebeu um ofício dos EUA criticando as decisões do ministro brasileiro. Segundo o jornal norte-americano New York Times, que teve acesso ao documento, parte da carta dizia:

“O Departamento de Justiça disse ao ministro Alexandre de Moraes que ele poderia aplicar as leis no Brasil, mas que não poderia ordenar que empresas obedecessem ordens específicas nos Estados Unidos”

Enviado pelo Departamento de Justiça dos EUA, o documento tem caráter meramente informativo, segundo o Ministério da Justiça.

EUA vai a barrar autoridades estrangeiras “cúmplices de censura a americanos”

Na última quarta-feira (28), Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, anunciou a restrição de visto contra autoridades estrangeiras que são “cúmplices de censura a americanos”. 

Além disso, também na semana passada, Rubio não descartou a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes ser sancionado pelos EUA e disse que há “grande chance”. 

Em resposta, Lula afirmou que o Brasil vai defender, não só o seu ministro, mas defender a Suprema Corte”, finaliza.

Trump eleva tarifas sobre aço e alumínio para 50% e agita mercados globais

Nesta segunda-feira (2), os preços do aço e do alumínio registraram forte alta nos Estados Unidos, impulsionados pelo anúncio do ex-presidente Donald Trump sobre a elevação das tarifas de importação desses metais para 50%. A decisão, revelada na última sexta-feira (30), causou um efeito imediato nos mercados globais e intensificou as tensões da já delicada guerra comercial em curso. As novas tarifas devem entrar em vigor no dia 4 de junho, segundo o comunicado oficial.

Justificativa de Trump

A medida foi justificada por Trump como uma resposta à suposta quebra de acordo por parte da China, que, segundo ele, descumpriu promessas de reduzir barreiras comerciais e restrições à exportação de minerais essenciais. O impacto da declaração não demorou a ser sentido: enquanto os preços dos metais disparavam nos EUA, as ações de siderúrgicas internacionais, especialmente na Europa e Ásia, apresentaram quedas expressivas.


Foto de rolos de alumínio (Foto: reprodução/X/@g1)

Atualmente, os Estados Unidos são o maior importador mundial de aço fora da União Europeia, com cerca de 26,2 milhões de toneladas adquiridas ao longo de 2024, conforme dados do Departamento de Comércio. Especialistas do setor, porém, veem com ceticismo a real aplicação das tarifas nos moldes anunciados. Muitos lembram que o ex-presidente já recuou de decisões similares no passado, o que mantém o mercado em alerta e em estado de incerteza.

Possíveis consequências

Eoin Dinsmore, analista do Goldman Sachs, alertou que a alta nos preços pode agravar ainda mais o cenário da indústria norte-americana, que já sofre com uma demanda enfraquecida. Ele acredita que os custos maiores deverão pesar negativamente sobre o setor industrial, que pode se retrair ainda mais ao longo do ano.

No mercado físico norte-americano, o alumínio apresentou um salto de 54% nos preços, enquanto o aço em bobina laminada teve um aumento de 5%. A Europa, que destina aproximadamente 20% de suas exportações de aço fora da UE aos EUA, poderá ser uma das regiões mais afetadas.

Apesar da controvérsia, produtores norte-americanos de alumínio celebraram a medida. Mark Duffy, presidente da Associação de Alumínio Primário dos EUA, declarou que as tarifas são uma forma de combater décadas de concorrência desleal promovida por produtores estrangeiros subsidiados.

Já na Bolsa, as ações de empresas siderúrgicas americanas registraram ganhos significativos no pré-mercado. Nucor, Cleveland-Cliffs e Steel Dynamics avançaram entre 14% e 26%, refletindo o otimismo entre os produtores domésticos diante da nova política tarifária.

EUA alertam sobre ameaça chinesa e pedem aumento de investimentos militares na Ásia

Em sua estreia no principal fórum de segurança da Ásia, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou no sábado (31) que a China representa uma ameaça concreta e crescente. Ele pediu aos países do Indo-Pacífico que reforcem seus orçamentos de defesa diante de um cenário geopolítico cada vez mais instável.

Estreia marcada por discurso duro contra China

Durante sua primeira participação no Diálogo de Shangri-La, realizado em Singapura, Pete Hegseth adotou um tom direto e combativo ao descrever o que chamou de “ameaça real e iminente” representada pela China. Segundo ele, Pequim estaria se preparando para usar força militar com o objetivo de mudar o equilíbrio de poder na região, especialmente em relação a Taiwan.

Hegseth destacou que qualquer tentativa de invasão da ilha por parte da China traria consequências devastadoras para todo o Indo-Pacífico e para o mundo. O secretário reforçou que a proteção da região é prioridade do governo Trump e garantiu que a China não tomará Taiwan sob a atual administração americana.

Em comunicado, a embaixada da China em Singapura acusou Washington de fomentar instabilidade regional e classificou os comentários de Hegseth como provocativos. “Na verdade, os próprios EUA são o maior causador de problemas para a paz regional”, declarou a diplomacia chinesa.

O governo chinês considera Taiwan parte de seu território e não descarta o uso da força para garantir a reunificação com a ilha, governada de forma independente. Taiwan, por sua vez, rejeita qualquer reivindicação de soberania por parte do governo chinês, defendendo que apenas o povo taiwanês tem o direito de decidir seu futuro.


Pete Hegseth, à esquerda, é recebido por Chan Chun Sing, à direta, em Singapura para o Diálogo de Shangri-Lá em 31 de maio de 2025 (Foto: reprodução/MOHD RASFAN/Getty Images Embed)


Aliados sob pressão para ampliar orçamento de defesa

Além das críticas à China, Hegseth cobrou um aumento nos investimentos em defesa por parte dos países aliados da Ásia. De acordo com ele, a média de 1,5% do PIB destinada a gastos militares por nações da região é insuficiente diante do cenário de ameaças crescentes, como o avanço militar chinês e alianças entre Rússia, China, Irã e Coreia do Norte.

Hegseth comparou a situação com a da Europa, onde os países membros da OTAN vêm aumentando significativamente seus orçamentos de defesa, com alguns comprometendo até 5% do PIB, especialmente após críticas e ameaças dos EUA de deixar a aliança diante da falta de cooperação. Ele afirmou que os aliados asiáticos deveriam seguir esse exemplo, especialmente porque atualmente “gastam menos em defesa diante de ameaças mais diretas”.

As declarações provocaram reações divididas. A senadora democrata Tammy Duckworth, que participa do fórum, classificou o discurso como condescendente. Já o ministro da Defesa da Holanda, Ruben Brekelmans, elogiou o reconhecimento do esforço europeu e afirmou que foi a primeira vez que ouviu esse tipo de reconhecimento vindo de Washington.

Hegseth também defendeu que os países europeus se concentrem na segurança do próprio continente, o que permitiria aos EUA redirecionar esforços para a Ásia. Enquanto Washington aproveitou o fórum para reforçar seu posicionamento estratégico, a China adotou uma postura mais discreta: o ministro da Defesa, Dong Jun, não compareceu ao evento e foi representado por uma delegação acadêmica.

FBI investiga ataque que feriu 8 pessoas durante marcha em homenagem a reféns israelenses

Neste domingo (01), o diretor do FBI, Kash Patel, declarou que a instituição está apurando um possível atentado terrorista ocorrido em Boulder, no estado do Colorado, nos Estados Unidos. Conforme informações divulgadas pela agência Reuters, um homem jogou coquetéis molotov em um grupo de pessoas que participava de uma manifestação em solidariedade aos reféns israelenses ainda mantidos em Gaza. Oito pessoas ficaram feridas durante o incidente.

Vítimas sofreram queimaduras

A polícia local informou que o suspeito, identificado como Mohamed Soliman, foi preso. De acordo com as autoridades, durante o ataque ele teria gritado “Palestina Livre”, algo que indica que se tratou de um atentado intencional e premeditado.


Suspeito é detido pela polícia durante manifestação (Vídeo: reprodução/X/Maxcardosobr)

A agência Reuters noticiou que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou em nota que as vítimas foram alvo do ataque apenas por serem judeus e expressou confiança de que os Estados Unidos aplicará uma punição severa ao responsável. As vítimas, com idades entre 52 e 88 anos, sofreram queimaduras. Segundo a emissora CBS, o sistema de saúde UCHealth, que atua no Colorado, informou que duas pessoas feridas precisaram ser levadas de helicóptero para atendimento médico.

Durante uma coletiva realizada na tarde deste domingo, o chefe de polícia de Boulder declarou que por enquanto ainda não há elementos suficientes para definir o caso como um ato de terrorismo. Ele destacou que seria imprudente tirar conclusões precipitadas ou especular sobre as motivações do ocorrido neste estágio da investigação.

Testemunha relata ação de possível autor

Uma estudante de 19 anos da Universidade do Colorado, Brooke Coffman, presenciou o ataque e relatou ter visto quatro mulheres caídas ou sentadas no chão, com queimaduras nas pernas. Segundo ela, uma das vítimas parecia ter sofrido queimaduras graves em grande parte do corpo e foi coberta com uma bandeira por alguém que tentou ajudá-la.

A testemunha também contou que viu um homem, que acredita ser o autor do ataque, sem camisa e em pé no pátio, segurando uma garrafa de vidro com um líquido transparente.

Lula defende Alexandre de Moraes contra possíveis sanções dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), diante da possibilidade de sanções dos Estados Unidos contra o magistrado. A declaração foi feita neste domingo (01), durante discurso na convenção nacional do PSB, realizada em Brasília.

Frases do presidente

“Os EUA querem processar o Alexandre de Moraes, porque ele quer prender um cara brasileiro, que está nos EUA fazendo coisa contra o Brasil o dia inteiro”, disse o presidente.

“Eu nunca critiquei a Justiça deles. Eles fazem tanta guerra, tanta coisa e eu nunca critiquei. Por que eles querem criticar o Brasil?”, afirmou Lula durante a convenção.

No dia 21 de maio, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o ministro Alexandre de Moraes poderia ser alvo de sanções por parte do governo norte-americano.

Além disso, em um episódio mais recente, veio a público uma carta enviada pelo Departamento de Justiça dos EUA. Nessa mensagem, o órgão informou Moraes de que decisões da Justiça brasileira não têm validade automática em território americano, a menos que sejam oficialmente reconhecidas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Essa carta foi uma resposta às decisões judiciais tomadas no Brasil que resultaram, por exemplo, no bloqueio de redes sociais norte-americanas, como a plataforma Rumble.


Lula volta a defender a regulamentação das redes sociais (Vídeo: reprodução/X/ @CNNBrasil)

Entenda o que é o Rumble

O Rumble é uma plataforma de vídeos similar ao YouTube, conhecida por defender a liberdade de expressão e atrair criadores com visões conservadoras ou que se dizem censurados em outras redes. Ganhou popularidade por permitir conteúdos que outras plataformas costumam restringir.

Em fevereiro deste ano, Moraes mandou suspender a plataforma Rumble porque a empresa não obedeceu a várias ordens da Justiça. Entre elas, estavam a retirada do perfil do jornalista Allan dos Santos, o bloqueio de dinheiro enviado para ele e a nomeação de um representante da empresa no Brasil.

Allan dos Santos mora nos Estados Unidos e é considerado foragido pela Justiça brasileira desde 2021. Isso porque Moraes mandou prendê-lo durante uma investigação sobre um grupo suspeito de espalhar notícias falsas.

Nova tensão tarifária entre EUA e China promete estremecer o mercado

O governo chinês foi acusado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter violado os termos do acordo celebrado pelo país asiático com seu país, no último dia 12 de maio, em Genebra, na Suíça. O relato foi feito em um post na rede social Truth Social na manhã de hoje, sem detalhar o que de fato teria ocorrido. Ficou definido no acordo que as tarifas cobradas por ambos os países teriam uma redução de 115% em suas tarifas originais.

O Republicano destacou que somente celebrou o acordo com o intuito de ajudar a China, salvando o país de grave perigo econômico:

Há duas semanas, a China corria grave perigo econômico! As tarifas altíssimas que estabeleci tornaram praticamente impossível para a China vender no mercado dos Estados Unidos, que é, de longe, o número um do mundo. Muitas fábricas fecharam e houve, para dizer o mínimo, ‘agitação civil’. Eu vi o que estava acontecendo e não gostei. Para eles, não para nós. Fiz um acordo rápido com a China para salvá-los do que eu pensava que seria uma situação muito ruim, e eu não queria que isso acontecesse

Donald Trump

Algumas horas após a publicação de Trump, a Embaixada da China publicou um comunicado através do porta-voz Liu Pengyu, pedindo aos Estados Unidos para acabar com as restrições discriminatórias impostas ao país asiático:

Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis

Liu Pengyu

Retaliações ao governo chinês

Diante destes acontecimentos, Stephen Miller, Vice-Chefe de Gabinete de Políticas da Casa Branca, afirmou que o governo americano está preparando novas sanções contra a China: “Isso abre todo tipo de ação para os Estados Unidos garantirem conformidade futura”.


Stephen Miller (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


E continuou, em fala concedida separadamente à CNN:

Há medidas que já foram tomadas, há medidas que estão sendo tomadas, há medidas que estão sendo consideradas. Seria incrivelmente imprudente da parte da China continuar nesse caminho e não buscar, em vez disso, o caminho da cooperação.”

Stephen Miller

Abalo ao mercado

Índices do mercado de ações americano recuaram nesta manhã, diante das preocupações comerciais de violação do acordo tarifário. O principal índice de desempenho do mercado de ações dos Estados Unidos, o S&P 500, caiu 0,2% e o Nasdaq Composite, índice do mercado de ações que inclui quase todas as ações listadas na bolsa de valores de mesmo nome, caiu 0,4%.


Ilustração do índice S&P 500 (Foto: reprodução/ Justin Tallis/AFP/Getty Images Embed)


Já o índice do dólar americano, que é calculado levando em consideração as taxas de câmbio de outras seis moedas estrangeiras (o euro, a libra esterlina, o iene japonês, o dólar canadense, a coroa sueca e o franco suíço) valorizou hoje, e talvez encerre o mês em alta, quebrando uma sequência de quatro meses em queda.

Suprema Corte dos EUA autoriza Trump a retirar visto de 500 mil imigrantes

A Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou, nesta sexta-feira (30), que a administração do presidente Donald Trump suspenda a condição de proteção temporária concedido a aproximadamente 532 mil imigrantes. A medida abre espaço para que essas pessoas percam o direito de permanecer legalmente no país, ficando suscetíveis à deportação.

Fim da proteção migratória

Entre os afetados estão cidadãos da Venezuela, Cuba, Haiti e Nicarágua, que haviam recebido a permissão especial de entrada nos Estados Unidos durante o governo do ex-presidente Joe Biden.

Essa proteção, implementada em 2022, foi criada como alternativa para reduzir as travessias ilegais na fronteira, oferecendo vistos de dois anos mediante o apoio de patrocinadores norte-americanos que arcassem com os custos da chegada desses estrangeiros.

A liberdade condicional de imigração, conforme previsto na legislação dos Estados Unidos, é uma autorização provisória que permite a permanência de estrangeiros no país em situações de “urgência humanitária” ou quando há “interesse público relevante”.

Essa medida possibilita que os beneficiados residam e exerçam atividades profissionais em território americano.

O julgamento da Suprema Corte ocorreu sem a divulgação do placar da votação, mas duas magistradas manifestaram oposição à decisão.

A maioria dos juízes optou por não divulgar argumentos públicos sobre o veredito. Atualmente, a Corte é composta por nove ministros.


Suprema Corte dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Mike Kline/Getty Images Embed)


Imigrantes relatam riscos da deportação

No processo que chegou ao mais alto tribunal dos EUA, o Departamento de Justiça defendeu a medida alegando que a suspensão do programa comprometia políticas migratórias importantes.

Segundo o governo Trump, a manutenção das proteções temporárias enfraqueceria medidas legais adotadas para coibir a imigração irregular — propostas que, inclusive, teriam sido amplamente apoiadas nas urnas durante sua reeleição.

Por outro lado, os imigrantes que ingressaram com ação contra o fim da medida afirmam que perder a permissão de permanência representaria a ruptura de famílias e a volta a países onde a instabilidade, a violência e a perseguição política ameaçam suas vidas.

Com o processamento de pedidos de asilo e outras solicitações suspenso, muitos relatam que ficariam desamparados e sujeitos a deportações imediatas.

Estados Unidos diz que vai restringir visto para autoridades estrangeiras que colaborar com censura

O secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, fez um anúncio nesta quarta-feira (28) sobre o bloqueio de vistos contra outras autoridades estrangeiras que estivesse colaborando para a censura contra os Estados Unidos. Em seu relato, houve a citação de autoridades provenientes da América Latina, mas não relatou explicitamente quem será afetado com a nova medida. 

Conflito de interesses

As justificativas para tais medidas seriam a de impedir que autoridades de fora do solo americano, tomasse medidas contrárias a publicações em redes sociais e que afetassem diretamente os EUA. Também tem como base impedir que cidadãos americanos e residentes no país sejam presos por decisões que ferem os princípios constitucionais que regem os Estados Unidos.

As principais redes sociais que estão subsidiadas em solo americano são o Facebook, Instagram e WhatsApp (propriedade da meta) e o X (propriedade de Elon Musk)


Anúncio do secretário de Estado, Marco Rubio (Foto: reprodução/X/@SecRubio)

O consultor do atual presidente americano Donald Trump, chamado Jason Miller, marcou o Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF), Alexandre de Moraes, na publicação com o seguinte comentário: “Compartilhe isso com alguém que vem imediatamente à sua mente quando você lê isso. OK, vou começar… Olá @Alexandre!”

Desentendimentos anteriores

O Brasil já chegou a bloquear a rede X (antigo Twitter) em 30 de agosto de 2024 por ordem do então Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e só voltou em 8 de outubro do mesmo ano. A suspensão da rede social ocorreu devido a irregularidades no funcionamento com as leis brasileiras e a recusa de Elon Musk de apresentar um representante oficial no país.

Segundo o Departamento de Estado, a nova política de restrição de vistos será aplicada conforme a Lei de Imigração e Nacionalidade. Essa legislação concede ao secretário de Estado a autoridade para impedir a entrada de estrangeiros cuja chegada possa representar riscos significativos à política externa dos Estados Unidos.

Governo dos EUA promete revogar vistos de estudantes chineses com laços com o partido comunista

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que o país revogará vistos de estudantes chineses. A informação foi dada ontem, quarta-feira (28), através de suas redes sociais. Segundo Rubio, a medida é direcionada a estudantes que possuem conexão com o Partido Comunista Chinês e que estudam em áreas, denominadas por ele como “críticas”. No entanto, as áreas mencionadas por ele não foram especificadas em sua publicação. 

Segundo informações do Instituto de Educação Internacional (IIE), organização sem fins lucrativos, com sede em Nova York, nos EUA, em 2024, o número de estudantes chineses matriculados nas mais diversas áreas no país ultrapassou a barreira dos 270 mil. 

Se levarmos em consideração o comunicado de Marco Rubio e conforme as políticas exercidas pelo governo Trump relacionadas à algumas universidades desde que tomou posse, estima-se que os estudantes afetados pela revogação sejam aqueles que estão em desacordo com as políticas adotadas pelo presidente americano.

Governo Trump e às universidades 

Desde que tomou posse em janeiro (2025), o presidente Donald Trump vem recebendo críticas por parte de especialistas e opositores. Muitas dessas críticas, devem-se  às medidas adotadas por ele em relação aos critérios utilizados para classificar estudantes e universidades. 

Entre assinaturas de Ordens Executivas e decisões judiciais que anulam seus atos, Trump tem travado batalhas com repercussão e impactos globais. A Universidade Harvard, em Cambridge, no Massachusetts, EUA, é uma das mais impactadas pelas medidas do presidente americano. 


Entrevista do presidente americano Donald Trump sobre medidas adotadas em relação à Harvard (Vídeo: reprodução/Instagram/@washingtonpost)


No último dia 22 de maio (2025), através do departamento de Segurança Interna dos EUA, o governo americano informou que Harvard não poderá ter matriculados estudantes que não sejam estadunidenses. A medida entraria em vigor já no início do ano letivo, 2025/2026, e afetaria, inclusive, estudantes que já fazem parte do quadro da universidade. Porém, a universidade entrou com uma ação judicial e conseguiu bloquear temporariamente esta decisão.

Reação chinesa

Após o comunicado do secretário de estado Marco Rubio, a Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, se pronunciou nas redes sociais oficiais do ministério. Para Ning, os EUA devem proteger os interesses de todos os estudantes, inclusive os chineses. 

Na publicação seguinte, Mao Ning anunciou a isenção de vistos para 47 países. Entre eles, Brasil, Argentina, Chile e Uruguai. A expansão na concessão de vistos ocorreu durante a Cúpula China-ASEAN-CCG. Uma aliança trilateral envolvendo a China, nações do Sudeste Asiático e países do Sul Global.


Publicação sobre expansão de vistos (Foto: reprodução/X/@SpoxCHN_MaoNing)

A isenção para brasileiros em visita à China entrará em vigor a partir do próximo dia 01 de junho  (2025) e terá validade até 31 de maio (2026). A entrada será concedida a cidadãos com viagens de negócios, intercâmbio, visita a familiares, trânsito pelo país e turismo. Conforme informou Ning, a medida adotada visa o fortalecimento dos laços culturais e econômicos entre os dois países. 

Conforme analisado pela mídia internacional, enquanto os EUA adotam medidas voltadas para o isolacionismo e protecionismo, com políticas públicas e tarifárias contundentes, vários países entre eles a China, procuram fazer alianças bilaterais e multilaterais, visando o fortalecimento comercial, econômico, cultural e político interno e externo.