Eleição: Trump fala em “reich unificado” se for reeleito

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, postou um vídeo nesta segunda-feira (21) mostrando imagens de um artigo de jornal falso que faz referência a um “Reich unificado” (o termo “reich” é associado à Alemanha nazista que designou a Alemanha como “Terceiro Reich”, de 1933 a 1945), caso ele seja reeleito em 2024. O vídeo causou rebuliço na internet e diversos comentários.


Vídeo postado por Trump (Vídeo: Reprodução/X/@delucca)

Karoline Leavitt, porta-voz da campanha de Trump, disse em comunicado que o vídeo não foi criado pela campanha.

Foi republicado por um funcionário que claramente não viu a palavra, enquanto o presidente estava no tribunal.

Karoline Leavitt em comunicado

O termo “reich” é frequentemente ligado à Alemanha sob Hitler, que designou a Alemanha como “Terceiro Reich”, de 1933 a 1945.

Eleição

A equipe de Biden não deixou a postagem do ex-presidente passar, e o porta voz da campanha fez um comunicado sobre a atitude do ex-presidente.

América, pare de rolar e preste atenção. Donald Trump não está brincando; ele está dizendo aos Estados Unidos exatamente o que pretende fazer se recuperar o poder: governar como um ditador sobre um ‘reich unificado.

James Singer, porta-voz da campanha de Biden em comunicado

Em 5 de novembro de 2024 ocorrem as eleições dos Estados Unidos, onde provavelmente Trump se candidatará novamente pelo Partido Republicano.

Trump no governo

Tendo iniciado sua presidência nos Estados Unidos no dia 20 de janeiro de 2017 e encerrado em 20 de janeiro de 2021, Trump teve diversas falas comparadas as de Hitler, como a que compara seus oponentes políticos a “vermes”. Também, a afirmação de que os imigrantes sem documentos estão “envenenando o sangue do nosso país” , além de atacar judeus americanos por não apoiarem a ele e a Israel o suficiente, segundo o ex-presidente.


Donald Trump (Foto: Reprodução/CNN Brasil)

Ele rejeitou as críticas em um comício em dezembro.

Tempestade no Texas mata sete pessoas e deixa população sem energia

Uma violenta tempestade no Texas causou a morte de sete pessoas e deixou um rastro de destruição, incluindo a queda de energia em mais de 540 mil residências e empresas. Os fortes ventos, que chegaram a 177 km/h, derrubaram torres de energia e árvores, resultando em tragédias que impactaram famílias e comunidades locais.

Entre as vítimas, uma mulher de 85 anos perdeu a vida em um incêndio provocado por um raio, enquanto um homem de 57 anos morreu ao tentar mover um poste elétrico danificado. Christin Martinez, mãe de quatro filhos, foi fatalmente atingida quando uma árvore caiu sobre seu carro.

Outras mortes ocorreram devido à queda de árvores, a um acidente com um guindaste e a um homem que necessitava de oxigênio e foi encontrado inconsciente após a queda de energia.


Destruição do tornado abala diversas residências (Foto: reprodução/Washington Post/Getty Images)

Mais de 500 mil pessoas sem energia

A tempestade, que inicialmente atingiu o Texas, seguiu para a Louisiana, onde alertas de inundação foram emitidos para a Costa do Golfo. Em Houston, a tempestade causou graves interrupções, com semáforos fora de serviço, janelas de escritórios quebradas e escolas fechadas. O Houston Independent School District cancelou as aulas na sexta-feira devido aos danos.

Na sexta-feira à noite, cerca de 600 mil residências e empresas estavam sem eletricidade, número que caiu para 366 mil no sábado.

A empresa CenterPoint Energy, responsável pela distribuição de energia na região, apontou que os danos ao sistema elétrico foram enormes. Milhares de trabalhadores foram mobilizados para restaurar a energia, mas as autoridades alertam que o processo pode levar semanas.

Crise no sistema hídrico

A tempestade também causou a derrubada de esgotos, resultando no derramamento de mais de 100 mil galões de águas residuais em várias áreas de Houston. No entanto, as autoridades asseguraram que a água potável da cidade permanece segura para consumo.

Com as temperaturas previstas para ultrapassar os 40 graus Celsius nos próximos dias, as autoridades abriram centros de refrigeração para ajudar os residentes a enfrentarem o calor intenso.

Rússia muda de fase em conflito contra Ucrânia

A Rússia divulgou nesta terça-feira (14) que conseguiu colocar na ativa o RSM-56 Bulava, uma semana depois de Vladimir Putin fazer ameaças com uma guerra nuclear ao Ocidente. A motivação são os conflitos de interesses em torno da invasão da Ucrânia. O país já avançou sobre frentes de batalha no leste e no norte. Seu próximo alvo é a cidade de Kharkiv.

O Kremlin vem utilizando interferências no GPS e sabotando infraestruturas logísticas militares, em uma campanha contra países da Otan.

Putin investe pesado no conflito

O avanço do exército russo se deve à combinação de dois fatores: as manobras de Vladimir Putin na economia para bancar os altos custos da guerra e a demora da ajuda do principal financiador da Ucrânia, EUA, tornando as linhas de frente mais frágeis, com a deterioração dos equipamentos e artilharia ucranianos.


Ataque de mísseis russos em Kharkiv em 04 de maio (Foto: Reprodução/Ukrinform/NurPhoto/Getty Images Embed)


O governo da Ucrânia está na expectativa de que a ofensiva russa aumente nas próximas semanas. O Exército ucraniano vem tentando construir linha de defesas mais fortes, ao longo de 1.000 km de linha de frente.

Rússia aproveita demora de ajuda dos EUA

Porém, as forças da Ucrânia têm menor número de infantaria, blindados e munições. Sem a ajuda do Ocidente, torna-se “presa” fácil para o avanço das tropas da Rússia, com seu histórico instinto imperialista.


Cidade de Kharkiv na Ucrânia (Foto: reprodução/Instagram/@kharkiv_city_inst)


No período de mais de dois anos de ataques russos, as tropas da região nordeste da Ucrânia, onde está localizada Kharkiv, foram as que mais resistiram. Kharkiv é um importante centro industrial e científico do país, além de ser a segunda maior cidade ucraniana. Uma eventual vitória da Rússia pode ter um grande peso simbólico.

Na última sexta-feira, Zelensky reclamou que nem todos os parceiros têm cumprido com os acordos em tempo hábil. E ontem, ele recebeu o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, em Kiev.

Incertezas jurídicas rodeiam processos contra Trump

A defesa do ex-presidente Donald Trump, envolvido em quatro processos em jurisdições distintas, alega que está enfrentando um ataque coordenado e uma perseguição política, apontando para um suposto duplo padrão de justiça. Contudo, as chances de três dos quatro processos criminais não serem julgados antes das eleições parecem crescer esta semana.

O processo em Nova York, centrado no suposto esforço de Trump para encobrir um caso amoroso, tem proporcionado momentos constrangedores. No entanto, os detalhes deste caso, não relacionados diretamente à sua presidência ou aos seus esforços para anular as eleições de 2020, parecem pertencer a um contexto diferente.

Trump se declarou inocente em todas as acusações. Entretanto, a demora nos julgamentos levanta questões sobre a eficácia do sistema judicial.

O que dizem os documentos

No caso dos documentos confidenciais, o julgamento foi adiado indefinidamente, enquanto a juíza Aileen Cannon enfrenta críticas pela demora em tomar decisões e pelo deferimento aos pedidos de adiamento por parte de Trump.

O mesmo padrão se repete no caso federal em Washington DC, onde a Suprema Corte dos EUA interferiu no processo, recusando-se inicialmente a acelerar a revisão da alegação de imunidade absoluta de Trump e, posteriormente, expressando interesse em questões que prolongam ainda mais o julgamento.

Caso da Geórgia e de Nova Iorque

Na Geórgia, Trump busca desqualificar a promotora Fani Willis, criando um impasse legal que adia o julgamento. O único caso em andamento, em Nova York, relacionado ao suposto caso com a atriz Stormy Daniels, apresenta uma batalha jurídica prolongada.


Donald Trump em julgamento penal no tribunal de NY em ultimo dia 02/05 (Fotografia: Reprodução/istoe.com.br/POOL/AFP)


Apesar das acusações sérias e do contexto político, a condenação em qualquer um desses casos pode não ter um impacto significativo nas eleições deste ano, que estão previstas para o fim de 2024. Isso destaca as complexidades do sistema judicial dos Estados Unidos e a estratégia da defesa de Donald Trump de adiar os processos.

Juíza nega pedido de anular julgamento em caso de Trump

Stormy Daniels prestou depoimento nesta terça-feira (7) no caso de suborno envolvendo Trump como 13ª testemunha do caso, porém os advogados do ex-presidente solicitaram a anulação do julgamento alegando que o depoimento da atriz de filmes adultos foi prejudicial, o juiz Juan Merchan negou o pedido. A solução está no interrogatório, foi o que Merchan afirmou.

O juiz também declarou ter ficado surpreso por não haverem mais objeções do lado de Trump referente ao depoimento da Stormy. A advogada do ex-presidente, Susan Necheles, declarou ao juiz que, assim que foi sinalizado por Merchan o fato do testemunho de Daniels ter ido longe demais, a defesa começou a fazer objeções constantes.

Mas até aquele momento, realmente sentíamos que Vossa Excelência havia decidido no banco que eles tinham permissão para fazer o que estavam fazendo.

Susan Necheles

“Acho que sinalizei a você e à promotoria que estávamos entrando em muitos detalhes”, o juiz Merchan respondeu.

Caso de Donald Trump

Trump é acusado pelo Ministério Público de ter pago US$130 mil para tal, com o intuito de que ela não revelasse no final de sua campanha presidencial em 2016 que os dois haviam tido relações sexuais em 2006.
Tal ato não é crime, a infração da lei ocorreu por Trump ter registrado estes US$130 mil como honorários advocatícios, tornando o pagamento ilegítimo.

Eu estava olhando para o teto e não sabia como tinha chegado lá. Eu estava tentando pensar em qualquer outra coisa que não fosse aquilo que estava acontecendo.

Stormy Daniels

Trump alega ser inocente, e que em 2006 já estava casado com Melania, sendo assim, nunca teve relações com Stormy. Em fevereiro, o ex-presidente tentou impedir na Justiça que ela fosse convocada a depor, e se queixou por não ter sido avisado antes sobre a convocação da atriz para o julgamento.

A noite de Stormy e Trump segundo a atriz

Stormy contou que conheceu Trump em um torneio de golfe na California, em 2006 ele era empresário e apresentador de reality show. Um jantar entre os dois foi proposto pelo segurança do ex-presidente. Quando ela chegou ao quarto no hotel encontrou Trump de pijama, a atriz pediu para que ele se trocasse e o mesmo aceitou. Em seu depoimento, Stormy disse que quando estava na suíte teve um “apagão”, a mesma afirmou que não consumiu drogas nem álcool e que, quando se deu conta estava na cama, sem roupa.


Stormy Daniel (Foto: Reprodução/ British Vogue)


A atriz conta que Trump não usou preservativo mas ela não o mandou parar, e saiu do quarto pouco tempo depois. Ela também diz que não se sentiu física ou verbalmente ameaçada, mas sabia que o segurança dele estava do lado de fora e se viu em um desequilíbrio de poder.

Empresas abrem ação para bloquear lei dos EUA

A controladora ByteDance e a sua empresa “TikTok” abriram um processo nesta terça-feira (7) em um tribunal federal tentando bloquear a lei, criada pelo presidente dos EUA em 24 de abril, que força a venda do aplicativo até 19 de janeiro no país, caso não seja cumprido, a pena será a proibição o APP nos Estados Unidos.

As empresas alegaram que a lei viola a Constituição do país por diversos motivos, entre eles, a liberdade de expressão.


TikTok e ByteDance (Foto: Reprodução/Olhar Digital)

“Pela primeira vez na história, o Congresso promulgou uma lei que sujeita uma única plataforma de discurso a uma proibição permanente e nacional.”

Declaração das empresas no processo

O processo diz o seguinte:

“Simplesmente não é possível: nem comercialmente, nem tecnologicamente, nem legalmente (…) Não há dúvida: a lei forçará o fechamento do TikTok até 19 de janeiro de 2025, silenciando os 170 milhões de norte-americanos que usam a plataforma para se comunicar.”

Processo sobre a venda do TikTok

A Casa Branca não comentou sobre o assunto.

Motivações da lei

Os parlamentares alegaram, ainda sem provas, que por meio do aplicativo a China poderia espionar e roubar dados dos norte-americanos. A lei foi aprovado pela maioria do congresso após algumas semanas somente. O TikTok alegou que jamais vazaria informações de usuários americanos, e que as alegações são “especulativas”.

Ela impõe a proibição para que as lojas de aplicativos ofereçam o TikTok e proíbe que os serviços de hospedagem na Internet ofereçam suporte a rede social. As empresas solicitaram à Justiça que impeça o Merrick Garland procurador-geral dos EUA, de aplicar a lei.

Sobre a transferência do código-fonte do TikTok para os EUA “levará anos para que um conjunto totalmente novo de engenheiros adquira familiaridade suficiente”, de acordo com o processo.

Segurança dentro do aplicativo

A empresa investiu 2 bilhões de dólares na segurança de dados dentro do aplicativo com os usuários norte-americanos, além de assumirem compromissos adicionais com uma minuta de noventa páginas do Acordo de Segurança Nacional montado por meio de negociações com o Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS), um dos tópicos da minuta é uma ”opção de desligamento” para o governo dos Estados Unidos permitindo assim que eles suspendam a rede social do país caso o aplicativo viole alguma das obrigações.

 

Senado dos EUA aprova pacote de US$ 95 bilhões a países parceiros

Na noite de terça-feira (23), o Senado dos Estados Unidos aprovou um pacote de ajuda externa no valor de US$ 95 bilhões, destinado principalmente à Ucrânia, Israel e Taiwan, bem como outros parceiros dos EUA no Indo-Pacífico. A medida, que teve 79 votos a favor e 18 contrários, foi encaminhada para sanção do presidente Joe Biden, que já se manifestou favorável à aprovação.

O pacote, composto por quatro projetos de lei, representa um esforço para fornecer assistência militar, ajuda humanitária e apoio econômico destinados a problemas regionais e globais. O maior componente destina-se à Ucrânia, com US$ 61 bilhões em financiamento para auxiliar o país em meio aos avanços do Exército russo e à escassez de suprimentos militares.

O pacote inclui US$ 26 bilhões para Israel, juntamente com ajuda humanitária para civis em zonas de conflito em todo o mundo. Outros US$ 8,12 bilhões são direcionados para esforços no Indo-Pacífico, com o objetivo de “combater a China comunista”, e um quarto projeto de lei aborda questões como possíveis proibições ao aplicativo TikTok e sanções adicionais ao Irã.


Líder do senado retorna sinalizando decisão positiva de apoio aos países aliados (Foto: reprodução/Francis Chung/Instagram)

Conflito entre os republicanos

O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que “a democracia ocidental talvez tenha enfrentado sua maior ameaça desde o fim da Guerra Fria”. A aprovação do pacote, porém, não foi sem controvérsias, com parte da oposição vinda de republicanos alinhados ao ex-presidente Donald Trump, que questionam a necessidade de ajuda externa.

Mitch McConnell, líder republicano do Senado e defensor da assistência à Ucrânia, lamentou o atraso na aprovação do pacote, que em parte se deveu às objeções de alguns membros do partido em adicionar mais fundos à ajuda já concedida ao país europeu desde o início da guerra.

Um dos pontos destacados do pacote é a inclusão de US$ 10 bilhões em apoio econômico à Ucrânia na forma de um empréstimo, com a possibilidade de perdão a partir de 2026. Esse financiamento visa auxiliar a Ucrânia a evitar um avanço por parte das forças russas no leste do país.

Situação em Gaza

O financiamento para Israel também levanta interesses, mas a maneira como isso afetará o conflito na Faixa de Gaza ainda não está clara. Israel já recebe bilhões de dólares em assistência de segurança anual dos EUA, mas este novo financiamento pode ter implicações adicionais, especialmente após os recentes eventos na região.

O progresso da legislação tem sido acompanhado de perto pela indústria, com empresas de defesa dos EUA competindo por contratos para fornecer equipamentos à Ucrânia e a outros parceiros.

TikTok sob ameaça nos EUA: Biden assina lei que pode resultar em proibição nacional

Nesta quarta-feira (24), o presidente Joe Biden promulgou um projeto de lei que coloca em risco a operação do TikTok nos Estados Unidos, potencialmente levando a uma proibição nacional do aplicativo. O projeto foi aprovado pelo Congresso como parte de uma ampla legislação de ajuda externa direcionada a Israel e Ucrânia, passando pela Câmara no sábado (20) e pelo Senado na terça (23).

Essa legislação representa a ameaça mais significativa ao TikTok desde que as autoridades dos EUA começaram a expressar preocupações sobre o aplicativo em 2020. Segundo a nova lei, o TikTok precisa encontrar um novo comprador em poucos meses ou enfrentar a proibição total nos EUA.

O projeto de lei

A controladora chinesa do TikTok, ByteDance, tem 270 dias a partir da assinatura do projeto de lei por Biden para vender o aplicativo. O não cumprimento resultaria na remoção do TikTok das lojas de aplicativos e dos serviços de hospedagem na internet nos EUA, acarretando sérias consequências.


A partir da assinatura do projeto de lei por Biden, a ByteDance, controladora chinesa do TikTok, tem 270 dias para vender o aplicativo (Foto: reprodução/Freepik/NurPhoto)

Isso implicaria em impedir novos downloads e interações com o conteúdo do TikTok. O prazo final para a venda, estabelecido pela assinatura do projeto por Biden, é 19 de janeiro de 2025, com a possibilidade de uma extensão de 90 dias se houver progresso significativo rumo à venda.

O TikTok está considerando ações legais contra essa lei. Em um vídeo postado na plataforma, o CEO Shou Chew tranquilizou os usuários, afirmando que a empresa continuará lutando pelos direitos nos tribunais, confiante de que prevalecerá.

Inconstitucionalidade na lei que proíbe o TikTok

A lei foi denunciada como inconstitucional por um porta-voz do TikTok, que afirmou que prejudicaria os 170 milhões de usuários e 7 milhões de empresas nos EUA que utilizam a plataforma. Um projeto de lei semelhante, aprovado pela Câmara em março, estava estagnado no Senado até que os republicanos o anexassem ao pacote de ajuda externa, acelerando sua tramitação.

A incerteza permanece sobre o futuro do TikTok nos EUA, mas os usuários podem continuar usando o aplicativo por enquanto. No entanto, é possível que haja mais manifestações de criadores e da própria empresa contra essa legislação. O TikTok prometeu contestar a lei nos tribunais caso Biden a assinasse.

Nova versão de lei aprovada pela Câmara dos EUA busca banir TikTok do país

Um projeto de lei foi aprovado, no último sábado (20), pela Câmera dos Estados Unidos, que prevê a proibição do TikTok no país caso a ByteDance não venda sua participação a uma companhia norte-americana. A nova medida se assemelha a que foi apresentada em março, onde era previsto a proibição da plataforma chinesa no território estadunidense. Contudo, a condição adicionada nessa nova versão dá mais tempo para o TikTok abdicar de sua desenvolvedora e arrumar um comprador de confiança do país. Esse projeto foi aprovado por 360 votos a 58. 

“É lamentável que a Câmara dos Deputados esteja usando a cobertura de importante assistência externa e humanitária para mais uma vez aprovar um projeto de lei que atropelaria os direitos de liberdade de expressão de 170 milhões de americanos”, pronunciou o TikTok, domingo (23). 


Pronunciamento do TikTok quanto ao projeto de lei (Reprodução/X/@TikTokPolicy)


Caso o projeto seja assinado, a nova versão daria 270 dias para que a empresa encontre um novo proprietário, podendo se estender para mais 90 dias. Essa nova empresa não poderá ter qualquer relação com a empresa chinesa ByteDance, atual dona do TikTok. 

Por que a iniciativa desse projeto de lei?

Desde o governo de Donald Trump, o país tem demonstrado preocupações quanto a ByteDance, pois acreditam que representa um risco para a segurança do país. Alguns afirmam que a empresa chinesa poderia se aproveitar do poder para obter dados de usuários americanos, usando a plataforma como uma forma de espionagem. 

Para que o projeto saísse da paralisação que acontecia desde março, os congressistas alteraram para um projeto de lei de financiamento, pois, além de ser prioridade do presidente Joe Biden, costumam ter um processamento mais rápido nas casas. Com isso, o TikTok será incluído em um pacote de ajuda econômica externa, que visa auxiliar a países aliados dos EUA que se encontram em estado de guerra, como Ucrânia e Israel. 

Força Espacial dos EUA anuncia exercício de perseguição aérea

A Força Espacial dos Estados Unidos revelou uma iniciativa pioneira destinada a garantir a segurança e a soberania no espaço, anunciando o primeiro exercício militar em órbita da potência americana.

Sob o nome de Victus Haze, esta missão representa uma colaboração sem precedentes entre a Força Espacial e empresas do setor aeroespacial, com o objetivo de demonstrar a capacidade de contra-ataque diante de possíveis “agressões em órbita”.

Segundo o comunicado oficial da Força Espacial, a Rocket Lab e a True Anomaly serão as principais colaboradoras neste exercício histórico. A Rocket Lab ficará encarregada de lançar uma espaçonave que perseguirá um satélite construído pela True Anomaly, em um cenário elaborado para simular ameaças reais no espaço.


Ilustração de dois satélites realizando operações de encontro e proximidade em órbita baixa da Terra (Foto: reprodução/True Anomaly)

Detalhes da operação

O exercício, supervisionado pelo Comando de Sistemas Espaciais da Força Espacial, visa fornecer insights valiosos sobre como as forças militares podem responder a situações de potencial perigo em órbita terrestre. Identificam-se como possíveis ameaças satélites que se aproximam indevidamente de espaçonaves americanas ou exibem comportamentos suspeitos e incomuns.

O General Michael Guetlein, vice-chefe de operações espaciais da Força Espacial, ressaltou a importância de investigar e compreender os ativos espaciais de outras nações para avaliar suas intenções e capacidades. Este exercício inovador está programado para ocorrer em duas fases distintas.

Etapas da operação

Na primeira fase, a espaçonave da True Anomaly será lançada para simular um satélite adversário, enquanto a Rocket Lab lançará sua espaçonave para inspecioná-la. Posteriormente, as espaçonaves trocarão de papéis, com a True Anomaly manobrando ao redor da espaçonave da Rocket Lab.

A conclusão do exercício está prevista para o outono de 2025, quando ambas as empresas entregarão suas espaçonaves à Força Espacial.

Corrida espacial

Operações militares em órbita não são completamente novas na história espacial. Nos anos mais recentes, diversos países têm demonstrado interesse em desenvolver capacidades militares no espaço, levando a uma série de operações semelhantes.

A China, por exemplo, realizou em 2007 um teste anti-satélite que destruiu um de seus próprios satélites em órbita baixa da Terra, gerando preocupações internacionais sobre a militarização do espaço.

Além disso, os Estados Unidos já realizaram operações de vigilância e manobra de satélites em órbita, como parte de exercícios para testar suas capacidades e salvaguardar seus interesses estratégicos.