Fair Play Financeiro: CBF divulga regras

Um passo para a melhoria do futebol brasileiro, nesta quarta-feira (26), durante o Summit CBF Academy que ocorreu em São Paulo, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou o projeto de Fair Play financeiro. Que vai fiscalizar os clubes das séries A e B do Campeonato Brasileiro, para isso foi criado o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), com as regras estipuladas pela entidade.

A apresentação do SSF foi feita pelo Caio Resende, diretor acadêmico do evento, e César Grafietti, economista especializado em esportes. Que mostraram cada etapa do projeto a ser implantado.

O que é o SSF 

O Sistema de Sustentabilidade Financeira tem quatro pilares de fiscalização que os clubes precisam seguir a curto e médio prazo. Cada instituição tem até 2028, quando as normas serão regidas, para se enquadrar no Controle de Dívidas, Equilíbrio Operacional, Controle de Custo do Elenco e Controle do Endividamento de Curto Prazo.

Como irá funcionar cada pilar, para o Controle de Dívidas os clubes terão que informar a partir de agora detalhes dos contratos de atletas firmados com outros times, deixando claro como será a forma de pagamento, além de especificações de direitos de imagem e salários. As informações devem ser direcionadas ao DTMS, sistema criado pela CBF para esse fim. 



Edição de 2025 do Summit CBF Academy (Vídeo: reprodução/Instagram/@brasil)


Vale ressaltar que o controle das dívidas vale também para atrasos com funcionários e autoridades públicas. Além de ter uma fiscalização em três datas anuais já estipuladas, 31 de março, 31 de julho e 30 de novembro. 

Já o Equilíbrio Operacional leva em conta o superávit de cada clube, ou seja, as dívidas não podem ser maiores que a arrecadação anual da equipe, será permitido zerar, mas não negativar. A CBF irá permitir que o dono do time, em caso de SAF, faça injeção financeira para que as contas fiquem pelo menos no zero. Já os demais clubes podem obter doações, desde que não seja utilizado o próprio recurso da instituição. Essa conta, no entanto, é somente do futebol masculino, não envolvendo as outras modalidades existentes.

Seguindo os pilares, o Controle de Custos de elenco é uma parte importante para manter a saúde financeira nas fiscalizações. Neste ponto, são vistos os seguintes itens: salários, encargos, direitos de imagem e amortizações que, segundo o plano, não poderão ultrapassar 70% das receitas neste primeiro momento para a série A e de 80% para os clubes da série B.

O último pilar é um dos mais complexos de controlar, pois é justamente o Controle de Endividamento a Curto Prazo. Perante as regras, os times não poderão passar de 45% da divisão da dívida líquida (a partir de 2030). Até esta data, os clubes terão um tempo para ir se adequando, em 2028 essa porcentagem é de 60% e em 2029 de 50% para chegarem com as contas saudáveis no prazo determinado.

Punições por descumprimento

É importante dizer que essas mudanças terão que ser gradativas e que a base para a fiscalização e gerenciamento dos clubes é sempre a referência do ano anterior, assim como é feito no caso de imposto de renda (feito anualmente), dando um exemplo prático. Caso haja algum descumprimento, as punições aplicadas vão seguir um critério do mais brando até o mais severo.

Em primeiro momento, aqueles que não seguirem começam com uma advertência pública, seguida de multa e, em casos mais graves, retenção de receitas e aplicação da CBF de transfer ban, mesma punição que a FIFA aplica. Ainda não se sabe como cada instituição vai se adequar ao SSF, porém espera-se que todos cumpram em prol de um belo espetáculo dentro de campo.  

Defesas de Léo Jardim na Copa do Brasil garantem lucro ao Vasco

Com a classificação às Oitavas de Final da Copa do Brasil, o Vasco da Gama obteve um lucro não apenas no aspecto esportivo. As defesas de Léo Jardim, decisivas para o avanço na competição gerou um valor a receber como bônus pago pelo avanço de fase. Se somadas as outras defesas realizadas pelo arqueiro desde o ano passado, o ganho financeiro foi superior ao valor investido pelo clube em sua contratação.

Assim, suas seis defesas de pênaltis em Copa do Brasil desde 2024 renderam ao clube o valor de quase 19 mi de reais. Contratado pelo clube em 2023 junto ao Lille, da França. Na época, o clube desembolsou cerca de R$ 16 milhões para ter o arqueiro. Tal fato, determina que o Vasco se deu bem nessa operação que além de se beneficiar do ganho técnico, também é considerada sustentável.

Lucro ao Vasco por Léo Jardim

Léo Jardim virou especialista em milagres. Na campanha da Copa do Brasil de 2024, o goleiro foi decisivo em três momentos. Ele defendeu pênaltis na segunda fase, que rendeu ao clube R$ 2,2 milhões, na terceira fase, com mais R$ 3,4 milhões, e nas quartas de final, que garantiram R$ 9,4 milhões aos cofres. Três defesas, três classificações e três cheques gordos.


Léo Jardim comemorou classificação na Copa do Brasil nas redes sociais (Foto: reprodução Instagram/@LeoCJardim/@RodrigoFerreira)


O roteiro se repetiu em 2025, mas com um tempero ainda mais dramático. Na terceira fase deste ano, Léo pegou três cobranças na mesma disputa e ajudou a engordar o caixa com mais R$ 3,6 milhões. A cada voo dele na meta, um suspiro de alívio na torcida e no financeiro do clube.

Alívio para clube que vive recuperação judicial

Em fevereiro deste ano, o Vasco da Gama conseguiu na Justiça o aval para entrar em recuperação judicial. Então, desta forma, conseguiu medidas que suspendiam temporariamente execuções, penhoras e bloqueios. A decisão, assinada pela juíza Carolyne Rossi, deu ao clube 60 dias para apresentar um plano de pagamento da dívida de R$ 1,4 bilhão.

Por outro lado, documento no processo expôs que a 777 Partners, que controlou a SAF do Vasco desde 2022, agravou a crise. Em menos de dois anos, a empresa contratou 35 jogadores. Deste total, pagou só 18% das obrigações e, mesmo investindo R$ 310 milhões, fez a dívida saltar em mais de R$ 350 milhões.

Na segunda-feira (19), o clube recebeu notificação em processo de “transferban” movido pelo Nantes e Newells Old Boys pelas contratações de Sforza e Adson, respectivamente. O “transferban” impede reforços e novas contratações até regularização das dívidas contraídas anteriormente.

Novo empréstimo consignado para trabalhadores CLT começa hoje

O governo liberou, nesta sexta-feira (21), uma nova modalidade de empréstimo consignado (descontado diretamente da folha de pagamento) para trabalhadores CLT do setor privado. O trabalhador que realizar o empréstimo poderá comprometer até 35% de seu salário bruto, incluindo benefícios, abonos e comissões. 

Nessa modalidade, os trabalhadores poderão utilizar como garantia até 10% do saldo do Fundo de Garantia por Serviço (FGTS), ou então 100% da multa rescisória na demissão por justa causa.

O empréstimo consignado é uma modalidade de empréstimo que já era disponível para aposentados, pensionistas, beneficiários do INSS e servidores públicos. Ao contratá-lo, o trabalhador tem acesso a taxas de juros mais baixas, com o desconto direto do contracheque, ou seja, do salário do funcionário.


Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante discurso sobre novo crédito consignado (Reprodução/Youtube/Canal Gov)

Como contratar o empréstimo consignado?

Segundo o Ministério do Trabalho, esta modalidade de empréstimo já está disponível no  aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS Digital).

No entanto, o uso do FGTS como garantia para o pagamento das parcelas, justamente o que garante taxas de juros mais baixas, ainda não foi regulamentado.

Apesar de o governo ter prometido esta possibilidade, ela ainda tem de passar formalmente pela análise do Conselho Curador do FGTS para entrar em vigor. 

A previsão é que esta análise seja concluída apenas no dia 15 de julho, mas este prazo pode ser reduzido.

Riscos do empréstimo consignado para trabalhadores CLT

Para contratar o empréstimo consignado, o trabalhador deve estar ciente de que esta modalidade não é um benefício, mas um empréstimo com juros.

Desta forma, fazendo uma simulação de um trabalhador que recebe um salário mínimo, que atualmente está em R$1.518, e decide contratar um empréstimo comprometendo os 35% de seu salário, seu salário será descontado em R$531,00 ao mês. Com isso, a renda já com a parcela descontada, ou seja, o dinheiro líquido para passar o mês deste trabalhador será de R$986,70, menos de mil reais.

De quanto será a redução dos juros?

Utilizando as garantias do FGTS e da multa rescisória, a expectativa é de que a taxa de juros caia cerca de 40% nesta modalidade de crédito consignado.

Em dezembro do ano passado, a taxa média de juros cobrada no consignado do setor privado foi de 2,89% ao mês. A expectativa é de que a competição entre os grandes bancos públicos e privados melhore a oferta de crédito e as taxas de juros sejam reduzidas, em um momento em que a taxa Selic (juros básicos da economia brasileira), que no momento está em 14,25% ao ano, tem expectativa para subir ainda mais em 2025.

Vasco tem pedido de recuperação judicial aceito pela justiça

O Clube de Regatas Vasco da Gama anunciou na tarde desta terça-feira (26) que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu o aval para eles começarem o processo de recuperação judicial. A juíza Carolyne Rossi Brandão Fonseca, da 4ª Vara Empresarial da Capital, tomou essa decisão, que vai ajudar o clube a elaborar um plano para quitar a dívida de R$ 1,4 bilhão com seus credores. Nesses 60 dias, o Vasco fica protegido de ações de execução, penhoras e outros tipos de restrições.

Mais tarde, o clube postou o resultado dessa decisão nas redes sociais e prometeu que daria mais detalhes pros torcedores em breve. O Vasco é presidido hoje pelo ex-jogador e ídolo Pedrinho, que está fazendo o possível pra melhorar essa fase complicada que a equipe está enfrentando.


Vasco compartilha deferimento de pedido na Justiça (Foto: reprodução X/@vascodagama)

E agora o que acontece com o Vasco após decisão?

A aprovação do pedido de recuperação judicial faz com que todas as ações e cobranças contra o Vasco sejam suspensas, dando um respiro para o clube. Agora, eles podem focar em montar um plano de pagamento para os credores e acertar as finanças.

O próximo passo é negociar com os credores para que a dívida possa ser paga aos poucos. A decisão do juiz reconheceu o esforço da atual gestão em controlar os gastos e incrementar a renda, mencionando a contratação do Philippe Coutinho e o aumento no número de sócios-torcedores como algumas das coisas boas que aconteceram recentemente.

SAF pode ter aumentado crise financeira do Vasco

A decisão judicial também apontou que a gestão da 777 Partners à frente da SAF do Vasco acabou contribuindo para o aumento da dívida do clube.

Segundo a sentença, em 1 ano e 9 meses, a empresa fez 35 contratações de jogadores, mas pagou só 18% do que devia. E mesmo com a injeção de R$ 310 milhões, a dívida do clube subiu em mais de R$ 350 milhões.

A 777 Partners adquiriu 70% da SAF Vasco da Gama em setembro de 2022. Com a promessa de tempos melhores, eles assumiram a responsabilidade pelas dívidas que, na época, estavam em torno de R$ 700 milhões. No entanto, a decisão judicial mais recente indica que a gestão da empresa piorou a situação financeira do clube, mesmo após os investimentos.

Escalada do dólar: como a moeda saltou de R$ 5,67 para R$ 6,09 em apenas um mês

O dólar voltou a subir significativamente em relação ao real. A moeda norte-americana avançou de R$ 5,67, registrados em 5 de novembro, para o valor recorde de R$ 6,09 nesta terça-feira (17), representando um aumento de 7,40% em apenas um mês. Desde que alcançou o marco inédito de R$ 6 no final de novembro, o dólar tem se mantido em alta, sem apresentar sinais de recuo.

A alta do dólar em relação ao real é resultado de uma combinação de fatores internos e externos que afetam a confiança no Brasil e no mercado global. No cenário interno, as incertezas políticas e fiscais têm grande influência. No cenário externo, as decisões do Banco Central dos Estados Unidos têm papel decisivo. O impacto dessas decisões ultrapassa as fronteiras dos EUA e influencia significativamente os mercados globais.

O dólar no sistema financeiro global


Disparada da cotação do dólar preocupa economia brasileira (Foto: reprodução/
MR.Cole_Photographer/Getty Images Embed)


O dólar é a principal moeda de reserva e meio de troca no comércio internacional. Ele é amplamente utilizado em transações globais, como o comércio de petróleo, commodities e contratos financeiros. Qualquer mudança nas condições econômicas ou na política monetária dos EUA afeta diretamente a oferta, a demanda e a valorização do dólar, refletindo no câmbio de outras moedas, como o real.

Mudança no cenário

Em 2023, o dólar teve uma queda acumulada de 8,06% ao longo do ano, marcando um início positivo para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse cenário foi impulsionado pela introdução de uma nova regra de controle de gastos públicos e pela proposta de reforma tributária. A desvalorização do dólar desempenhou um papel crucial no controle da inflação e permitiu o início de um ciclo de redução das taxas de juros.

Já em 2024, a trajetória se reverteu. O dólar registra uma alta de 25,62% frente ao real, refletindo preocupações crescentes com a inflação e um ambiente de expectativas econômicas deterioradas. Como consequência, os juros no país mudaram de direção e estão em processo de elevação. Além disso, o arcabouço fiscal apresentado no ano anterior começou a enfrentar questionamentos, gerando incertezas no mercado.

O contexto desse cenário está diretamente ligado à agenda econômica de Trump, que priorizou um protecionismo vigoroso para a indústria nacional, incluindo o aumento de tarifas sobre produtos importados. A agenda de Trump incluiu cortes de impostos corporativos e incentivos para que empresas multinacionais repatriassem seus lucros para os Estados Unidos. Esses movimentos aumentaram a demanda por dólares, já que empresas precisavam converter lucros obtidos no exterior para moeda americana.

Corinthians custeia mais de R$20 milhões de reais entre investimento em reforços, direito de imagem e cláusulas trabalhistas

Após a despedida de jogadores marcantes que passaram pelo clube na última temporada, como Cássio, Paulinho, Lucas Veríssimo, Carlos Miguel e Matías Rojas e que saíram este ano, além de já estarem com os  seus contratos vencidos e de valores tidos como estimados, o Corinthians obteve espaço em suas finanças, obtendo um aumento de 10% em folha. Os custos desses salários foram verificados pelo jornalismo do ge. 

Além disso, o investimento no jogador holandês Memphis Depay também alavancou a folha salarial  do clube. Com a contratação do novo atacante, estima-se um custo de R$70 milhões com contrato aberto até junho de 2026. Uma porcentagem deste valor, acredita-se que seja mantida pela maior patrocinadora do Corinthians, o Esportes da Sorte. 

Salários em dia 

O Timão afirma que nos últimos meses a quitação das dívidas tem ocorrido de forma antecipada. Que apesar de ter ocorrido aumento de custos com salários, os pagamentos de  todos os jogadores estão quitados. O Corinthians desembolsou mais de R$170 milhões na obtenção de direitos financeiros dos atletas este ano.

Em junho, houve atrasos de pagamentos de jogadores, que logo foram resolvidos. Na época, o clube se justificou dizendo ter ocorrido um contratempo no fluxo de caixa. 


Contratação de Depay traz esperança para o clube (Vídeo: reprodução: Instagram/@Corinthians)


Atualização de dívidas 

O diretor financeiro, Pedro Silveira, informou na última sexta-feira (13) em sua apresentação, que o défict do clube hoje contabiliza R$2,311 bilhões de reais. 

O clube elaborou nesta mesma data o “Dia da Transparência”,para esclarecer quaisquer perguntas relacionadas a administração do presidente Augusto Melo. 

As somas das dívidas foram apresentadas em forma de slide pelo dirigente do clube para lustrar sua divisão. Ao total são R$2,311 bilhões, sendo: 

  • R$924 milhões – Entre direito de imagens, dívidas, etc;
  • R$676 mil – Parcelamento Tributário 
  • R$710 mil – Neo Química Arena 

O dirigente ainda fez questão de enfatizar que o saldo devedor antes era de R$2,189 e que a parte mais pesada em agravante se deve a quitação a serem pagas para fornecedores, alguns tributários vencidos, empréstimos, pendências financeiras com jogadores, obrigações sociais e alguns direitos de imagens de atletas que foram amenizados ao longo do ano. 

Trump enfrenta queda financeira após retornar ao X

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está sentindo os efeitos de sua decisão de retornar ao X (antigo Twitter), com um impacto significativo em sua fortuna e na empresa que ele próprio fundou. Desde a última sexta-feira (9), Trump já perdeu cerca de US$ 350 milhões em dois dias e meio de pregões, segundo a revista Forbes. Sua fortuna, que era estimada em US$ 4,9 bilhões, agora está avaliada em cerca de US$ 4,5 bilhões.

A principal responsável por essa queda é a Trump Media, empresa de comunicação criada por Trump após seu banimento das principais redes sociais, como o Twitter. Suas ações caíram mais de 9% após a divulgação de resultados financeiros decepcionantes e o retorno do ex-presidente ao X, o que levou a uma possível fuga de usuários da Truth Social, plataforma concorrente do Twitter lançada por Trump. Com o ex-presidente voltando a postar ativamente no X, muitos de seus apoiadores podem deixar a Truth Social para acompanhá-lo na plataforma original.


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Donald Trump retornou ao X (Foto: Reprodução/Getty Images Embed)


Resultados financeiros decepcionam e mercado reage

A Truth Social, principal produto da Trump Media, registrou receitas de apenas US$ 837 mil no último trimestre, um valor extremamente baixo considerando a avaliação de mercado de US$ 4,7 bilhões da empresa. Além disso, a companhia apresentou um prejuízo trimestral de mais de US$ 16 milhões. A verdade é que, desde a estreia da Trump Media na bolsa de valores Nasdaq, suas ações acumulam uma queda de mais de 60%, refletindo a frustração do mercado com os resultados da empresa.

O retorno de Trump ao X agravou ainda mais a situação. Ele havia sido expulso do Twitter em janeiro de 2021, após os eventos do ataque ao Capitólio, e desde então utilizava a Truth Social como sua principal plataforma de comunicação. No entanto, com a compra do Twitter por Elon Musk e a reativação de sua conta, Trump voltou a postar na rede social, começando com uma imagem de sua prisão em agosto de 2023. A presença renovada de Trump no X pode prejudicar ainda mais a Truth Social, que já enfrentava dificuldades financeiras.

Perspectivas futuras para a Trump Media

A queda nas ações da Trump Media não é um evento isolado. A empresa já enfrentava dificuldades desde o início de suas operações. O fluxo de caixa livre da Truth Social, que mede o quanto sobra para a empresa após pagar suas despesas, foi negativo em quase US$ 24 milhões no trimestre. Esse dado alarmante indica que a empresa está gastando mais do que está ganhando, o que coloca em dúvida sua viabilidade a longo prazo.

Os especialistas apontam que, com resultados tão fracos e o retorno de Trump ao X, a Trump Media não tem grandes chances de recuperação. O mercado já demonstrou sua insatisfação com os números, e muitos investidores apostam que as ações continuarão caindo. Em um mês, as ações da empresa já acumulam uma queda de mais de 40%, e as expectativas para o futuro não são positivas.

Serena Williams conta tentativa inusitada de depositar US$1 milhão em um drive-thru

Na última quinta-feira (04), a ex-tenista Serena Williams participou do programa “Hot Ones” no YouTube. Apresentado por Sean Evans, o youtuber entrevista convidados famosos enquanto eles comem asas de frangos apimentadas, e na participação de Serena no programa, ela revelou como era sua relação com o dinheiro no início da carreira como atleta.

Tentativa de depósito

A ex-atleta conta que não jogava interessada no dinheiro que poderia ganhar, mas sim pela sua paixão pelo esporte, afirmando que não pensava em ser a melhor e que só queria vencer as partidas. “Então, meu fiscal dizia: ‘Você não recebeu seu dinheiro?’, e eu dizia, ‘Oh, não consegui aquele em Zurique’, ‘Oh, esqueci aquele em Moscou’, eu só estava jogando para vencer […] queria encontrar uma maneira de melhorar e vencer na próxima vez.” 


Entrevista de Serena Williams ao Hot Ones (Vídeo: reprodução/YouTube/First We Feast)

Logo em seguida, ela revela que tentou depositar o valor de um milhão de dólares em um caixa eletrônico drive-thru. Serena expõe que aquele era o primeiro valor alto que havia recebido por jogos de tênis e que não gostava de gastar dinheiro, “Passei pelo drive-thru… e o cara disse: ‘Uh, acho que você precisa entrar por isso’, e eu disse, ‘Oh, ok.’ “

Em meio às risadas, Serena diz que aquela foi uma lição importante para a vida sobre finanças. 

Marca de maquiagem

Em abril de 2024, Serena Williams anunciou sua nova aposta de negócios, uma marca de maquiagem própria chamada Wyn Beauty. A marca foi desenvolvida pensando nas atletas e apresenta produtos à prova d ‘água e com proteção solar, e todas as embalagens possuem uma cor verde brilhante referenciando uma bola de tênis. 


Serena Williams em fotos de divulgação de sua marca (Foto: reprodução/Instagram/@serenawilliams)


A marca contém bases, batons, corretivos, lápis de olho, blushes e outros itens de maquiagem. Atualmente, está sendo vendida nas lojas de cosméticos Ulta Beauty nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de chegada no Brasil. 

Quando até médicos e juízes se perdem nas finanças, a resposta está na sala de aula: como Alessandra Ferreira criou um projeto para educar antes que seja tarde

O que médicos, juízes, professores universitários e pequenos empreendedores têm em comum? Segundo Alessandra Alves Ferreira, uma lacuna que compromete até as melhores trajetórias: a falta de educação financeira.

“Vi de perto profissionais com salários altíssimos entrarem em colapso financeiro. Gente brilhante, mas que nunca aprendeu o básico: como planejar, como poupar, como fazer escolhas,” conta a executiva, que hoje lidera squads de tecnologia no Itaú Unibanco — e dirige, paralelamente, o projeto social Multiplicando Sonhos.

Criado em 2017, o projeto foi pensado como uma resposta a esse problema estrutural: a ausência de formação financeira nos anos escolares, o que gera consequências profundas, mesmo entre pessoas com alto nível de instrução formal. O Multiplicando Sonhos quer mudar isso — e acaba de ser premiado pelo esforço. A iniciativa foi um dos destaques da primeira edição do Prêmio VOL, que reconhece práticas voluntárias com impacto social mensurável.

“Esperar que um adulto aprenda a lidar com dinheiro quando já tem dívidas, filhos e pressão profissional é cruel. A alfabetização financeira precisa acontecer junto da alfabetização tradicional — é uma questão de dignidade,” diz Alessandra.

Ensinar finanças é ensinar a fazer escolhas

O projeto atua em escolas públicas e privadas com oficinas práticas, em que alunos aprendem a lidar com orçamento, consumo, poupança e objetivos de curto, médio e longo prazo. A ideia é desenvolver a autonomia desde cedo, criando consciência sobre a lógica do dinheiro — mas também sobre valores, prioridades e consequências.

“A escola ensina equação de segundo grau, mas não ensina o que fazer com o salário do primeiro emprego. Isso não faz sentido. Nosso projeto traz essa conversa para o centro da formação,” explica.

O impacto é comprovado: 83% dos estudantes relatam que passaram a planejar mais o futuro após o curso, e 96% dizem ter conquistado algo novo com o que aprenderam — seja abrir uma conta, ajudar os pais, ou tomar uma decisão diferente sobre consumo.

Do mercado financeiro para a sala de aula

Com uma carreira sólida nas áreas de finanças e tecnologia, Alessandra começou como gerente de contas, migrou para investimentos e aprofundou seus estudos na Fundação Getulio Vargas (FGV). Em 2016, seu projeto de MBA foi eleito um dos 11 melhores entre 865 trabalhos de 91 turmas da instituição em todo o mundo, sendo publicado no livro “Os Melhores Projetos de MBA de 2016”.

Mas, segundo ela, o prêmio que mais importa é o que ainda não tem placa: ver jovens de periferia planejando o próprio futuro com confiança e clareza.

“Meu trabalho no Itaú me ensinou a pensar em escala, estratégia e dados. No Multiplicando Sonhos, uso tudo isso com outra métrica: a transformação real das pessoas.”

Educar para não remediar

Durante a pandemia, o projeto adaptou-se ao formato virtual com lives e conteúdos digitais, mantendo o vínculo com estudantes e professores. O retorno presencial ocorreu assim que possível, com destaque para a retomada na Escola Estadual Professor Simão Mathias, em São Paulo — uma das primeiras a reabrir as portas para o Multiplicando Sonhos.

Hoje, com o reconhecimento do Prêmio VOL 2021(evento que ocorreu em 06 de dezembro de 2021), o projeto mira mais alto: atingir todas as capitais brasileiras até 2030, alinhando-se a metas globais como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU — especialmente nos eixos de educação, igualdade de oportunidades e inclusão econômica.

“Multiplicar sonhos não é metáfora. É estratégia. Se a gente ensina as crianças a fazer escolhas com consciência, elas crescem com mais poder sobre a própria história.”

Alessandra continua dividida entre o mundo da tecnologia e as realidades das escolas, mas não enxerga contradição nisso. Pelo contrário: vê um elo direto entre o que aprendeu nas grandes corporações e o que deseja entregar à sociedade.

“Meu maior projeto é devolver o que recebi. E isso começa por onde tudo deveria começar: na escola.”