Pagamento com PIX poderá ser feito por aproximação a partir da semana que vem

Nesta terça-feira (29), Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, anunciou que a partir da semana que vem, o pagamento com PIX poderá ser feito por aproximação, funcionalidade que já existe para cartões de crédito. A nova opção promete facilitar ainda mais as transações. O uso do PIX continua a se expandir, trazendo mais conveniência para os usuários. Essa inovação visa modernizar e agilizar o sistema de pagamentos no Brasil.

“Agora, nesta semana, vamos ter um evento com o Google para lançar o pagamento por aproximação do PIX. Da mesma forma que você tem hoje no Google Wallet, onde encosta o cartão de crédito e paga, você vai poder fazer isso com o PIX a partir da próxima semana”, lembra o presidente do Banco Central.

Com essa nova opção, os consumidores não precisarão acessar o aplicativo bancário para efetuar as operações. Para colocar em uso a nova função, será necessário escolher a chave PIX de uma instituição financeira, registrar a conta para pagamentos e salvar a configuração. Dessa forma, o consumidor apenas aproximará o cartão à maquininha, realizando a transação de maneira prática.


Sede do Banco Central do Brasil em Brasília, Brasil (Foto: reprodução/
Bloomberg/ Getty Images Embed)


Golpes

O Relatório de Fraude Scamscope, desenvolvido pela ACI Worldwide em parceria com a GlobalData, apresenta que, golpes aplicados por meio do PIX devem exceder R$ 3,7 bilhões no Brasil até 2027. O Brasil é o segundo país mais impactado com roubo de cartões de pagamento, segundo pesquisa realizada pela NordVPN

É importante ter cuidado com pagamentos realizados por PIX e cartões registrados em celulares porque esses métodos podem ser vulneráveis a fraudes e golpes. A exposição a aplicativos maliciosos, phishing (uma técnica de fraude online em que golpistas tentam enganar as pessoas para que forneçam informações pessoais), e a possibilidade de perda ou roubo do dispositivo, podem comprometer dados financeiros.

Além disso, a falta de autenticação adequada pode permitir que terceiros acessem contas e realizem transações indevidas. Portanto, é essencial adotar medidas de segurança, como autenticação em duas etapas e manter o software do celular atualizado.

Roubos de dados

Segundo a NordVPN, o processo de roubo de dados começa com a configuração de um tipo de software malicioso, projetado para examinar fragilidades em dispositivos. 

“Essas ferramentas maliciosas podem ter origem em várias fontes, incluindo arquivos infectados de mensagens de spam”, explicou Maria Eduarda Melo, gerente geral da NordVPN no Brasil.

Para evitar roubos de dados, considere monitorar suas contas financeiras em tempo real, além de se prevenir utilizando senhas fortes e não divulgando informações pessoais na rede.

Google deve lançar IA que promete revolucionar navegação na WEB

O Google está desenvolvendo uma nova inteligência artificial (IA) chamada Jarvis, ela foi projetada com a intenção facilitar a navegação online e melhoras a rotina dos usuários no navegador Chrome. De acordo com informações preliminares da The Information, o Jarvis será uma ferramenta automatizada que permitirá ao usuário realizar tarefas complexas como pesquisas, compras e reservas de forma muito mais rápida e eficiente.

IA deve ser apresentada em dezembro

A expectativa é de que a IA seja apresentada ao público já dezembro, junto com o lançamento do modelo avançado Gemini 2.0, conforme anunciou o CEO do Google, Sundar Pichai. Com o nome interno de Project Jarvis, o sistema usará o poder computacional do Gemini 2.0 para poder capturar e interpretar imagens da tela, planejar e executar ações que normalmente exigiriam a intervenção do usuário. Entre as funções do Jarvis estão preencher formulários, clicar em botões e até digitar informações em campos de texto, algo que poder bastante útil principalmente para aqueles que usam os programas de produtividade da marca.


Javis com e chamado atualmente tem como objeto melhor a experiência do usuário comum (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


No entanto, essa tecnologia inovadora ainda apresenta vem apresentando desafios. O Jarvis atualmente opera com um pequeno atraso entre as ações, indicando que ele depende da nuvem para processar e executar comandos. Esse detalhe consegue ressaltar a complexidade do sistema, uma vez que, segundo o Google, é necessário um tempo para “pensar” antes de realizar as ações automaticamente.

A introdução do Jarvis acontece em meio a uma acirrada competição pelo desenvolvimento de assistentes de IA de automação pessoal. Concorrentes como a Microsoft, com o Copilot Vision, e a Anthropic, com o Claude, também estão apostando no desenvolvimento de tecnologias semelhantes, cada vez mais acessíveis ao usuário comum, o que mostra o quão competitivo esse mercado pode ser.

Lançamento oficial ainda sem previsão

Ainda sem data oficial para o lançamento, o Jarvis inicialmente será testado por um grupo restrito de usuários. Mesmo em fase de ajustes, o sistema promete transformar a forma como navegamos na web, sinalizando um futuro onde assistentes digitais podem planejar e executar ações complexas com apenas um comando do usuário.

Google desenvolve algoritmo para identificar textos escritos por IA

Há quase um ano, uma das principais vertentes para os que compartilham e geram conteúdo, em especial para a área jornalística, cresceu exponencialmente: a checagem de conteúdo online.

A maior preocupação e crescimento da checagem de conteúdo se deu especialmente pelo aprimoramento e popularização da Inteligência Artificial generativa, a qual inicialmente ficou conhecida por gerar imagens, e mais recentemente pela criação de textos, como é feito pelo ChatGPT.

Reconhecimento de textos feitos por IA

A identificação de textos produzidos por Inteligência Artificial já era almejado por muitos, contudo, era um problema não solucionado. Agora, o Google solucionou parcialmente o problema, após gerar um algoritmo que acrescenta algo como uma marca d’água no conteúdo produzido por Inteligência Artificial generativa.

Essa solução já havia sido pensado durante certo tempo, mas não souberam como acrescentá-la sem afetar o conteúdo gerado. A criação dos pesquisadores do Google DeepMind apareceu pela primeira vez ontem (23/10), em um artigo da “Nature”.

Os pesquisadores colocaram um sistema chamado “SynthID-Text” no Gemini, IA da Mountain View, o qual realiza modificações leves no texto wur foi criado a partir de modelos de linguagem, fazendo com que seja possível verificar se o texto foi gerado por uma epssoa que não é humana.

O foco não é diminuir a qualidade para o leitor, mas os algoritmos identificam a marca d’água, a fim de identificar os textos não redigidos por seres humanos. Esse mesmo sistema já havia sido implementado para imagens, e é a primeira vez que é utilizado também para textos.


Ferramenta do Google inicia solução de identificação de texto produzido por IA (Foto: Reprodução/Freepik/@rawpixel-com)

Textos gerados por Inteligência Artificial

Os modelos de linguagem são treinados para imitar a fala humana, trabalhando com a chance de uma determinada sequência de palavras ser mais adequada para atender ao pedido do usuário. O SynthID-Text trabalha modificando pequenas partes dessa sequência, sendo basicamente imperceptível para o usuário.
Esta ferramenta não é infalível, e nem funciona para respostas factuais, como para responder a capital de um país. Ademais, não é possível informar se um texto foi gerado por IA caso tenha sido parafraseado.
Após os testes no Gemini, o Google DeepMind disponibilizou o algoritmo publicamente, a fim de que possa ser testado e adaptado em demais modelos de linguagem.

Google pretende facilitar o acesso à ajuda em casos de violência doméstica

Google levanta bandeira contra a violência doméstica em nova iniciativa. Ao pesquisar por “violência contra a mulher” na ferramenta de busca, em vez de exibir apenas as notícias mais recentes, a plataforma agora redireciona os usuários para serviços de apoio às vítimas. Esse tipo de recurso já está em funcionamento em países como Estados Unidos, Argentina, Bolívia, entre outros.

Luisa Phebo, líder de parcerias estratégicas de impacto social da plataforma na América Latina afirma:

A violência doméstica é um problema social que requer uma resposta coletiva. Ajudar as vítimas a encontrar rapidamente um contato para suporte faz parte da nossa missão de tornar a informação universalmente acessível”.



Google levanta bandeira contra a violência doméstica (Foto: reprodução/studiostockart/Getty Images Embed)


Aumento de casos de violência doméstica

Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dados que constituem o relatório “O Poder Judiciário na Aplicação da Lei Maria da Penha: ano 2022”, que engloba a atuação do Poder Judiciário na aplicação da Lei Maria da Penha, apontam 640.867 mil processos de violência doméstica e familiar ou feminicídio em 2022.

No mesmo período, foram proferidas 399.228 mil sentenças. e, no ano passado, os números de casos registrados aumentaram. A estatística é revelada no novo boletim Elas Vivem: liberdade de ser e viver, divulgado em 2024.  Foram registradas 3.181 mulheres vitimadas, apresentando um aumento de 22,04%.

1 mulher é morta a cada 6 horas no Brasil

Segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 1.463 mulheres foram vítimas de feminicídio no país em 2023. Por isso, o Ministério das Mulheres lançou também a campanha  “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”. A campanha trata de questões que passam pela violência psicológica, física e moral que muitas mulheres sofrem diariamente, simplesmente por serem mulheres. 

A violência doméstica tem consequências amplas e profundas que afetam não apenas as vítimas diretas, mas também a sociedade como um todo. Crianças expostas à violência doméstica têm maior probabilidade de desenvolver problemas emocionais, cognitivos e comportamentais. Isso pode afetar seu desempenho escolar, suas interações sociais e suas perspectivas futuras.

Gigantes da tecnologia criam novo óculos de realidade mista

Após um ano e meio de silêncio, surgem novidades sobre a parceria entre Google, Samsung e Qualcomm. O CEO da Qualcomm revelou que as três empresas estão desenvolvendo um óculos de realidade mista, focado no uso cotidiano e na integração com smartphones. O dispositivo promete ser mais leve e acessível do que o Apple Vision Pro, com a intenção de universalizar a tecnologia.

O mercado está prestes a mudar

Quase dois anos após o anúncio de uma parceria promissora entre Google, Samsung e Qualcomm, detalhes começam a surgir sobre o que as gigantes da tecnologia estão preparando. Em uma entrevista recente, o CEO da Qualcomm, Cristiano Amon, revelou que as empresas estão desenvolvendo um óculos de realidade mista, oferecendo um produto leve, prático e conectado ao smartphone, acessível para um público maior. Esta nova abordagem pode transformar o mercado de wearables, trazendo uma alternativa ao Apple Vision Pro.


Óculos de realidade mista: uma nova experiência tecnológica (Foto: reprodução/Pexels/@fauxels)

Enquanto a Apple apostou em um dispositivo robusto e caro, as três big techs querem algo mais próximo dos óculos Ray-Ban da Meta, um acessório conectado ao celular e que pode ser usado no dia a dia. A ideia é trazer a realidade mista para a vida das pessoas de maneira mais prática e menos restrita, funcionando tanto como um óculos de grau quanto de sol.

Uma tecnologia mais acessível para o dia a dia

O CEO da Qualcomm deixou claro que o foco é criar uma experiência nova e fluida, onde as pessoas usem o óculos com seus smartphones. Além disso, ele mencionou a importância de tornar o produto esteticamente agradável e confortável, algo que poderia incentivar a adoção em massa.


Realidade mista para usar no dia a dia (Foto: reprodução/Divulgação/Apple)

Cristiano Amon também destacou que a integração entre os óculos e os smartphones será o principal atrativo, permitindo uma conexão com diferentes marcas de celulares. Esse detalhe pode abrir um leque de possibilidades para quem deseja experimentar a realidade mista sem investir em equipamentos complexos e caros, como o Vision Pro.

Mercado promissor

As três empresas veem um enorme potencial de crescimento. De acordo com dados da International Data Corporation, 9,7 milhões de headsets de realidades virtuais, aumentada e mista devem ser comercializados neste ano. Esse número ainda é pequeno em comparação com os quase 1 bilhão de smartphones que devem ser vendidos no mesmo período, mas, ao conectar os óculos ao celular, há uma oportunidade de criar um mercado bilionário.

Justiça americana acusa Google de monopólio em anúncios

Conhecida por ser a controladora do Google, a Alphabet entrou novamente nos tribunais. Desta vez, a empresa enfrenta alegações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que afirma que a empresa manipula o mercado de anúncios digitais, um setor avaliado em mais de 600 bilhões de dólares.

A volta da empresa aos tribunais ocorre apenas um mês depois de ter sido derrotada em um caso sobre o mercado de buscas online. Em agosto, o juiz Amit Mehta, de uma corte em Washington, decidiu que o Google, ao pagar para que sua ferramenta de buscas seja a opção padrão em smartphones e navegadores da web, impede o crescimento de rivais neste mercado.

Trio de monopólios

No entanto, a acusação agora é de que o Google, junto com uma coalizão de outros oito governos estaduais, criou um “trio de monopólios” para controlar a tecnologia por trás dos anúncios em sites, prejudicando assim anunciantes e editores de conteúdo, que podem ser lesados por tal prática.


Caso da Google ainda pode gerar decisão histórica (Foto: reprodução/Getty Images NewsMichael M. Santiago/Getty Images Embed)


Esse julgamento também marca o primeiro grande caso do governo Biden contra uma grande empresa de tecnologia a chegar à justiça, sendo este o maior processo contra uma empresa do setor desde a decisão histórica contra a Microsoft, há duas décadas.

No entanto, esse processo contra o Google foi iniciado em outubro de 2020, ainda durante o governo do ex-presidente Donald Trump, mostrando a complexidade das partes envolvidas.

Google nega acusações

O Google nega essas acusações e ainda afirma que, à medida que a internet evolui, a tecnologia que suporta a publicidade também evoluiu. A empresa também declarou que enfrenta concorrência de outras empresas, incluindo gigantes das redes sociais, como Meta e TikTok, e do streaming, como Amazon e Netflix.

Suspensão de perfis de Marçal é contestada pelo Google e pelo X

Na segunda-feira (26), o Google e o X protocolaram uma petição, entrando com recursos junto ao TRE -SP, contestando o bloqueio das mídias sociais de Pablo Marçal. A justiça determinou a suspensão dos perfis do candidato em uma liminar que foi proferida no último sábado.

Para o Google, “a embargante pondera que o bloqueio integral da  página do canal, em contrapartida à remoção de conteúdos específicos, analisados pelo Judiciário e considerados como violadores, é incompatível com o art. 38 da Resolução/TSE nº  23.610/2019, pelo qual a atuação da Justiça Eleitoral em relação a conteúdos divulgados na internet deve ser realizada com a menor interferência possível no debate democrático”.

Suposto ilícito não foi praticado no perfil do Marçal

Ainda de acordo com o Google, “a questão é particularmente sensível, porque o suposto ilícito indicado na decisão não seria praticado pelo canal do representado, mas nos cortes veiculados por outros usuários – conteúdos específicos, identificáveis por suas URLs e, por isso, passíveis  de controle na forma do art. 19 do Marco Civil da Internet e da Resolução/TSE nº  23.610/2019”.


Pablo Marçal, candidato do PRTB às eleições municipais de São Paulo ( Foto: reprodução/Facebook/Pablo Marçal)


Os advogados da empresa X disseram que “No respeitoso entendimento do X BRASIL, a decisão embargada foi omissa quanto aos indícios da ocorrência de ilícitos de natureza eleitoral na plataforma X, já que não houve análise, tampouco menção expressa de conteúdos veiculados pela conta @pablomarcal, objeto da presente demanda, a justificar deferimento do pedido liminar”.

Suspensão integral do perfil contraria a constituição

A empresa afirma que “Não há qualquer menção a conteúdos veiculados na plataforma X” e que “a ordem de suspensão integral da conta @pablomarcal contrariaria dispositivos constitucionais e a legislação infraconstitucional relativa à matéria, assim como as normas eleitorais, revelando-se desproporcional sob o ponto de vista dos direitos fundamentais envolvidos”, com uma simples análise da petição.

O X argumenta que houve infração à liberdade de expressão e que é inadmissível a suspensão integral do perfil, pois bloqueará futuras veiculações de qualquer conteúdo, mesmo aqueles autorizados pela legislação eleitoral.

Brasil se torna pioneiro em ferramenta do Google contra furto de celulares

O Google, nesta terça-feira (11), tornou vigente uma nova ferramenta que visa dificultar a vida dos criminosos que se favorecem pelo furto dos celulares: o “modo ladrão”.

Como funciona 

O novo recurso destinado ao Brasil, o tornando pioneiro em seu recebimento, tem como principal função identificar as nuances da movimentação emitida pelo momento do furto. Através de inteligência artificial, o próprio dispositivo irá identificar o roubo através dos sensores do acelerômetro, ou seja, a velocidade que implica o ato de furto, seja ele a pé, bicicleta, moto ou carro.

O dispositivo é bloqueado assim que o criminoso arranca o celular das mãos da vítima, exibindo a mensagem “Possível roubo detectado: este dispositivo foi bloqueado automaticamente para proteger seus dados”. 

A nova função está primariamente disponível para dispositivos superiores ao Android 10.

Motivações 

Além do lançamento do novo recurso, o Google ainda explicou uma das principais motivações para a implementação dessa função: as famigeradas “Gangues das Bicicletas”, criminosos que atuam principalmente em grandes centros urbanos, basta movimentados e são conhecidos por passarem em alta velocidade nas bicicletas, arrancando os dispositivos celulares das mãos das vítimas. A ação é tão rápida, que não há abertura para reação.

A empresa pioneira no ramo de pesquisas, em coletiva, disse que, em setembro de 2023, várias lideranças Android estiveram no Brasil para entender como se desenrola a ação dos criminosos em furtos de celulares. Entre elas, a presidente do sistema Android, Sameer Samat. Durante a visita, conversaram com Ricardo Cappelli, na época secretário-executivo do Ministério da Justiça e também responsável pelo aplicativo Celular Seguro. 

“A gente vem conversando recorrentemente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esperamos que o lançamento apresentado hoje possa contribuir para manter as pessoas mais seguranças”, disse a diretora de Marketing do Google no Brasil, Maia Mau. 

O engenheiro de software do Google, Bruno Diniz, também falou a respeito da escolha do Brasil como país de estreia da nova função, afirmando que o Brasil era uma prioridade altíssima para a liderança do Android. 

“Foi importante ter esse contexto aqui no nosso país para eles anunciarem esses recursos hoje.”

O recurso só será funcional com ativação manual pelo próprio usuário nas configurações do aparelho. 


Nova ferramenta contra furtos, o “modo ladrão” (reprodução/Google)

A empresa não descarta a possibilidade de falhas, uma vez que quando ativado, qualquer movimento abrupto pode acabar sendo identificado como uma tentativa de furto e acabar bloqueando a tela. 

Ainda no campo das novidades, a big tech deu um pequeno spoiler de novas possibilidades quando se trata da proteção dos dispositivos furtados, anunciando que pretende facilitar o bloqueio remoto de aparelhos roubados através do número de celular.

MPF e DPU processam Google por falhas no controle do discurso de ódio

O Google e o YouTube estão sofrendo uma ação civil pública por parte do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública da União (DPU), por conta de canais do YouTube que promoveram discursos de ódio e/ou instigaram à violência. O proposito do processo é deletar estas postagens, e controlar os tópicos propagados em programas de podcast e videocast na plataforma, a fim de resguardar abusos quanto o direito à liberdade de expressão.

Ademais, a ação também deseja que seja as medidas cabíveis disciplinantes sejam tomadas por pate do Estado, conduzindo o uso de redes sociais por policiais militares e averiguando o uso indevido das plataformas por agentes públicos, considerando que policiais realizaram postagens com conteúdo violento e discriminatório, encorajando a violência e condenando comunidades pobres, negras e periféricas.

Google é autuado devido vídeos de conteúdo discriminatório postados no YouTube (Reprodução/@freestocks/Pexels)

Início das investigações

Em consequência às matérias publicadas pelo site de jornalismo independente, Ponte Jornalismo, onde houve destaque ao assunto bruto divulgado por policiais em vários canais do YouTube, em programas de podcast e videocast, o acontecido começou a ser examinado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do MPF no Rio de Janeiro. A DPU também iniciou procedimento similar.

Julio Araujo, procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto no Rio de Janeiro, e Thales Arcoverde, defensor regional de Direitos Humanos, comentaram ser alarmante o fato de não haver apuração a respeito dos ocorridos contados nos vídeos, bem como a falta de uma medida disciplinar referente o comportamento nesses podcasts e videocasts. Devido todas estas faltas, a execução de tais atos persistem, por não haver punição, e afetam não só o cotidiano dos cidadãos, mas também a segurança na instituição policial, além de sujeitar as comunidades a potenciais danos.

Ações solicitadas pelo Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União

Fora solicitado para a Justiça Federal, pelo MPF e pela DPU, que as passagens citadas sejam deletadas imediatamente, bem como que o Google tome medidas contra casos futuros. Ademais, foi pedido também que o Google inspecione e controle o tópico publicado em determinados canais, como Copcast, Fala Glauber, Café com a Polícia e Danilsosnider. A meta é que a empresa crie uma estruturação para analisar continuamente o conteúdo das postagens, e remover o que for discriminatório de forma constante.

Ademais, fora determinado que o Estado regularize o discurso de ódio ou perigoso por parte dos membros da Polícia Militar, os englobando na Instrução Normativa nº 0234/2023, e seguindo as medidas disciplinares em relação aos casos já relatados e descritos na ação judicial.

Foi pedido ainda pelo MPF e pela DPU que o Google realize o pagamento de R$ 1 milhão, referente à indenização, e que os policiais paguem R$ 200 mil, relativo a danos morais coletivos.

O Google já fora procurado pela Agência Brasil, a qual agora aguarda a colocação da empresa.

Desenvolvedores de ferramentas para IA mencionam sofrer pressão da indústria

O lançamento do ChatGPT pela OpenAI foi um grande acontecimento no final do ano de 2022. O feito por parte da desenvolvedora estadunidense foi significativo ao ponto que demais empresas como Google, Microsoft e Amazon sentiram a necessidade de seguir com a mesma proposta e implementar serviços similares. No entanto, a pressão exercida pelas marcas citadas chegou em um patamar que afetou os engenheiros responsáveis pelos projetos, conforme reportagem da rede americana CNBC.

Um dos funcionários da Amazon, em anonimato para a reportagem, relatou ter recebido mensagem da empresa no final do turno de uma sexta-feira com um pedido inusitado: iniciar uma demanda e entregá-la pronta até às 06h da próxima segunda-feira. Porém, foi tudo em vão, pois o trabalho foi caracterizado como sem prioridade no prazo em questão. 

Progresso rápido em prol da satisfação de investidores

Um dos problemas em comum apontados pelos entrevistados diz respeito à rapidez dos projetos estipulado pelos líderes. Por vezes, condições como o efeito que a inteligência artificial teria no clima são ignoradas ou até mesmo discussões sobre vigilância são deixadas de lado a favor da agilidade e satisfação do mercado. 

 Além disso, a pressão para desenvolver o produto quanto antes é exercida também por propagandas de IA rivais. Os colaboradores destas entidades relataram que os cronogramas provenientes deste tipo de anúncio serviam principalmente para satisfazer os investidores e para que não ficassem para trás em relação à concorrência. 


Desenvolvedora de software em feira de computação francesa (Foto: reprodução/Clement Mahoudeau/Getty Images Embed)


Eric Gu, ex-funcionário da Apple, cita ter passado quatro anos trabalhando nesta área e defende visão única da empresa, porém intensa. “A Apple é uma empresa muito focada no produto, então há uma pressão intensa para ser produtivo imediatamente, começar a distribuir e contribuir com recursos. Tudo se resume ao ritmo que você tinha para entregar e executar”, exemplifica. 

Amazon faz declaração a favor de IA e de colaboradores

Em contato com a CNBC, um representante da empresa de Jeff Bezos cita que a empresa está focada em “construir e implantar inovações de IA generativas” com foco em segurança e confiabilidade. Para atingir o objetivo, a Amazon defende que está apoiando os colaboradores em prol do desenvolvimento da tecnologia.