Governo da Indonésia admite falta de estrutura para resgates como o caso de Juliana Marins

O governador Lalu Muhamad Iqbal, responsável pela província de Sonda Ocidental, onde está localizado o vulcão Rinjani, cenário da morte da turista brasileira Juliana Marins, divulgou neste sábado (28), por meio do Instagram, uma carta aberta direcionada aos brasileiros.

No vídeo, ele explica que as operações de resgate foram dificultadas por chuvas constantes e forte neblina. Iqbal também reconhece que a região carece de infraestrutura apropriada para lidar com emergências como essa.

Pronunciamento

Em vídeo publicado em inglês no Instagram, o governador Lalu Muhamad Iqbal lamentou a morte da turista brasileira, a quem se referiu como uma “irmã” e expressou condolências à família. Ele afirmou que toda a população local ficou abalada com a tragédia e garantiu que assim que o acidente foi comunicado, as equipes de resgate foram mobilizadas com urgência, mesmo enfrentando riscos para cumprir a missão.


Local de resgate é de difícil acesso, vertical e profundo (Reprodução/Youtube/UOL)

O governador destacou que muitos dos socorristas eram voluntários e atribuiu as dificuldades do resgate às condições climáticas adversas, como chuva intensa e nevoeiro, que impediram o uso eficaz de drones térmicos.

Também mencionou que o terreno arenoso representava perigo para os helicópteros, já que a areia poderia comprometer os motores. Por fim, admitiu que a região ainda não conta com profissionais suficientes especializados em resgate vertical, nem com equipamentos adequados para operações complexas como essa. O governador da Indonésia também afirmou que pretende implementar ações efetivas para aprimorar a resposta a incidentes parecidos no futuro.

Outra ocorrência no local

Um turista da Malásia sofreu uma queda de aproximadamente 200 metros na sexta-feira (27) no Monte Rinjani. O incidente aconteceu poucos dias após Juliana Marins ter perdido a vida na mesma trilha. De acordo com as autoridades, o homem ficou ferido, mas seu estado de saúde é estável.

A informação foi confirmada pela administração do parque que abriga o vulcão, por meio de uma publicação no Instagram. Conforme o comunicado, uma equipe de resgate foi enviada imediatamente ao local.

Veto presidencial anula exame toxicológico para CNH das categorias A e B

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar a exigência de exame toxicológico para quem for tirar a CNH nas categorias A e B, que incluem motos e carros. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial da União e muda partes do Código de Trânsito Brasileiro.

A nova lei também permite que o dinheiro arrecadado com multas seja usado não só para sinalização, fiscalização e educação no trânsito, mas também para pagar custos do processo da CNH de pessoas de baixa renda cadastradas no CadÚnico, que reúne os programas sociais do governo federal.


Lei sancionada prevê ajuda para pessoas de baixa renda (Foto: reprodução/X/@SenadoFederal)


Ajuda para inserção no mercado

Segundo o deputado José Guimarães (PT-CE), autor do projeto, a ideia é facilitar o acesso ao mercado de trabalho para quem está em situação de vulnerabilidade, principalmente em setores como transporte por aplicativo e entregas.

A legislação sancionada por Lula também traz novidades no processo de transferência de veículos. Agora, a mudança de proprietário poderá ser feita 100% de forma digital, desde que os contratos sejam assinados com assinatura eletrônica segura, como exige a legislação.

A vistoria necessária para a transferência de propriedade também poderá ser feita de forma online, caso os órgãos de trânsito estaduais ou do Distrito Federal autorizem. Essa mudança pretende simplificar o processo e reduzir a burocracia. Contratos digitais reconhecidos pelo órgão nacional de trânsito terão validade em todo o país e os Detrans dos estados serão obrigados a aceitá-los, sem exceção.

Quem fará o exame toxicológico?

Mesmo com a aprovação da nova lei, alguns trechos foram vetados. Entre eles, a proposta que exigia exame toxicológico para motoristas das categorias A e B. O Congresso ainda pode manter ou derrubar esses vetos. A exigência do exame continua valendo apenas para as categorias C, D e E — aquelas usadas por motoristas profissionais que transportam cargas ou passageiros.

Governo proíbe tatuagens e piercings estéticos em cães e gatos

Uma nova lei foi sancionada nesta terça-feira (17), em Brasília, pelo presidente em exercício Geraldo Alckmin (PSB), proibindo a realização de tatuagens e a aplicação de piercings com fins estéticos em cães e gatos. A legislação foi criada para coibir práticas consideradas cruéis contra os animais e passou a integrar a Lei de Crimes Ambientais. Com isso, a prática poderá ser punida com detenção de três meses a um ano, além de multa.

A medida, assinada também pelo ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, foi incluída entre as condutas lesivas ao meio ambiente, por representar abuso, maus-tratos ou mutilação de animais. Esta proposta surgiu por meio do projeto de lei do deputado federal Fred Costa (PRD-MG) e foi aprovada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal. A partir da publicação, a regra passa a valer em todo o território nacional.

Tatuagens e piercings são considerados maus-tratos a partir de agora

A prática de tatuar ou aplicar piercings em cães e gatos com fins puramente estéticos foi oficialmente classificada como crime ambiental. De acordo com o texto da nova lei, atos que causem sofrimento físico ou psicológico aos animais devem ser punidos, mesmo quando não geram lesões visíveis imediatas.


Dona com seu cachorro (Foto: reprodução/Alexey Demidov/unsplash)


A Constituição já proíbe atos de crueldade contra animais. No entanto, até então, práticas como tatuagens e piercings não eram tipificadas de forma clara. Com a mudança, tutores, estúdios ou qualquer pessoa envolvida nesse tipo de intervenção poderá ser responsabilizada.

Cadastro nacional facilita o cuidado com pets no Brasil

Paralelamente à nova legislação, o governo lançou em 2025 o Sinpatinhas, o Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos. Conhecido como “RG Animal”, o programa permite que tutores de cães e gatos emitam uma carteirinha digital gratuita, contendo dados completos do pet, incluindo um número único de identificação.

O cadastro é feito online, pelo site do governo federal, e ajuda na localização de animais perdidos, além de manter atualizações sobre vacinação, doenças e castração. Também foi lançado o Propatinhas, programa que oferece microchipagem e castração gratuita.

Com essas iniciativas, o governo busca fortalecer a proteção dos direitos dos animais e combater práticas que coloquem sua integridade em risco, promovendo uma relação mais ética e responsável entre humanos e pets.

Mauro Cid nega plano de fuga e diz ao STF que não tentou deixar o Brasil

O tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (13), após ser alvo de uma operação da Polícia Federal motivada por investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração envolve uma suposta tentativa de fugir do país usando um passaporte português. Um mandado de prisão foi expedido e cumprido, com Cid sendo detido em casa, no Setor Militar Urbano, em Brasília. No entanto, a defesa disse que a ordem foi revogada logo em seguida, ainda na fase inicial da operação.

Apesar da revogação, o militar foi conduzido para prestar esclarecimentos e negou qualquer intenção de evasão. Ele é um dos 30 réus, ao lado de Bolsonaro, acusados de participar de uma tentativa de golpe de Estado com o objetivo de manter o ex-presidente no poder após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 2022.

Passaporte português e auxílio de ex-ministro

Segundo a Polícia Federal, a suposta tentativa de fuga envolvia o uso da cidadania portuguesa, que Mauro Cid e sua família possuem (de acordo com a defesa de sua advogada Vânia Bittencourt), para emissão de um passaporte europeu e posterior saída do país. A PF afirma que o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, atuou junto ao Consulado de Portugal, em maio de 2025, para viabilizar esse processo em favor de Cid. Machado foi preso no Recife (PE) durante a operação.


Ex-ministro do turismo Gilson Machado no G20, 2021 (Foto: reprodução/Andreas Solaro/AFP/Getty Images Embed)


No entanto, apesar de ter a cidadania portuguesa, a sua defesa afirmou que ele não tem intenção de deixar o Brasil nem solicitou passaporte com essa finalidade. Gilson Machado também nega irregularidades e afirma que o pedido feito ao consulado foi, na verdade, em nome de seu pai, e não do ex-ajudante de ordens.

Réu por golpe e outros crimes

Desde o fim do governo Bolsonaro, Mauro Cid passou de figura discreta do entorno presidencial a um dos nomes centrais nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela PGR. Ele responde por:

  • Falsificação de cartões de vacinação contra a Covid-19, inclusive em nome de Bolsonaro;
  • Venda irregular de joias e presentes oficiais recebidos em viagens internacionais;
  • Atos antidemocráticos e conspiração golpista, com base em provas levantadas pela PGR.

As delações de Cid vêm alimentando investigações de grande repercussão, envolvendo inclusive ex-integrantes do alto escalão do governo anterior.

Fuga e justiça

Fugir do país não protege um réu da Justiça. Pelo contrário: a tentativa pode levar à decretação de prisão preventiva, à perda de benefícios processuais e à emissão de alertas internacionais, como a inclusão do nome na lista da Interpol. Países com tratados de extradição com o Brasil podem agir para devolver o fugitivo.

A eventual saída de Mauro Cid, caso tivesse ocorrido, poderia ser interpretada como obstrução de Justiça e afetaria não apenas sua imagem, mas também a validade e os termos da colaboração com as autoridades.

Ex-almirante Garnier nega golpe e diz que tropas foram coincidência

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (10), o ex-comandante da Marinha, Almir Garnier, afirmou que a presença de tropas nas ruas em 2022 foi fruto de um exercício previamente agendado e negou ter atendido a qualquer pedido do então presidente Jair Bolsonaro (PL). A Procuradoria-Geral da República o acusa de ter aderido ao plano de golpe.

Movimentação planejada segundo ex-almirante

O ex-comandante da Marinha, almirante de esquadra Almir Garnier, negou nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que tenha colocado tropas à disposição do ex-presidente Jair Bolsonaro para uma eventual tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022. Garnier afirmou que a presença de blindados nas ruas foi parte de um exercício militar previamente agendado, sem qualquer vínculo com os desdobramentos políticos da época.


Ex-Almirante Almir Garnier e o então presidente Jair Bolsonaro em exercício militar na cidade de Formosa, 2021 (Foto: reprodução/Almir Sá/Getty Images embed)


“Foi uma coincidência”, disse o militar, referindo-se ao fato de os veículos estarem nas ruas no mesmo dia da votação da PEC do voto impresso na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o exercício envolvia grande logística e investimento e, por isso, não poderia ser adiado.

Depoimento ao ministro Alexandre de Moraes

Interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes, Garnier também comentou uma reunião entre os chefes das Forças Armadas e o então presidente, ocorrida em 7 de dezembro de 2022. “O presidente não abriu a palavra a nós. Ele fez considerações que mais pareciam preocupações e análises do que uma ideia concreta”, relatou. O ex-almirante alegou que a única pauta objetiva foi a preocupação de Bolsonaro com a segurança pública, mencionando a GLO (Garantia da Lei e da Ordem) como instrumento possível dentro dos limites legais.

Apesar das negativas, o ministro Moraes foi enfático em demonstrar desconfiança: “Coincidências não existem”, declarou, em referência à sobreposição dos eventos militares e políticos naquele período.

Defesa institucional e suspeitas persistentes

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta Garnier como o único chefe das Forças Armadas que teria aderido ao plano de golpe. Outros depoimentos prestados ao STF, como os dos ex-comandantes do Exército, Freire Gomes, e da Aeronáutica, Baptista Júnior, revelam versões divergentes. Baptista Júnior declarou que Garnier sinalizou apoio a Bolsonaro, colocando tropas à disposição. Já Freire Gomes minimizou o gesto, apesar de ter anteriormente indicado à Polícia Federal preocupações quanto a um possível conluio.

Denunciado por crimes como tentativa de golpe de Estado e organização criminosa armada, Almir Garnier se defende afirmando que atuou dentro dos limites institucionais do cargo. “Eu era comandante da Marinha, não era assessor político do presidente. Eu me ative ao meu papel institucional”, declarou. Sua linha de defesa sustenta que a atuação da Marinha em 2022 foi estritamente técnica. No entanto, o tom adotado por Alexandre de Moraes e as divergências nos depoimentos levantam dúvidas sobre a real extensão de seu envolvimento nos bastidores da tentativa de ruptura democrática.

Barco de ativistas que iam para Gaza é interceptado pelo Governo de Israel

Na noite deste domingo (8), no horário de Brasília, já madrugada de segunda-feira (9) em Israel, o governo anunciou que sua Marinha interceptou uma embarcação com ativistas que se dirigia à Faixa de Gaza. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, o barco, chamado Madleen, será escoltado com segurança até a costa israelense. Os integrantes da missão, segundo o comunicado, serão repatriados novamente para seus respectivos países.

Entre os participantes da ação estavam a ativista ambiental sueca Greta Thunberg, conhecida mundialmente, e o brasileiro Thiago Ávila.

Bloqueio de Israel

Os ativistas haviam partido do sul da Itália há cerca de uma semana com a intenção de entregar alimentos e remédios à população civil de Gaza. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que adotaria todas as ações necessárias para evitar que a embarcação alcançasse a Faixa de Gaza. 

O governo israelense mantém um bloqueio completo sobre o território, alegando que essa medida é fundamental para impedir que o grupo Hamas receba armamentos e apoio externo.


Vídeo gravado por Greta Thunberg diante interceptação do barco (reprodução/Youtube/Metrópoles)

Em um vídeo divulgado pela equipe de comunicação da missão, Greta Thunberg solicita que seus apoiadores e familiares façam pressão sobre o governo da Suécia para que este intervenha junto a Israel por sua libertação. As imagens foram registradas antes de o barco ser interceptado. Até o momento, as autoridades israelenses não confirmaram se os ativistas foram detidos. (COLOCAR VIDEO)

Motivação da missão

O barco transporta diversos itens de ajuda humanitária, como arroz e farinha, fraldas, produtos de higiene para mulheres, kits de dessalinização de água, suprimentos médicos e próteses para crianças.

Além de Greta Thunberg e do brasileiro Thiago Ávila, a tripulação conta com a presença da deputada francesa Rima Hassan e de ativistas da Espanha, Holanda, Turquia e Alemanha. A missão tem caráter totalmente pacífico, todos os envolvidos passaram por treinamentos em práticas de não violência e não estão armados.

Lula chama de “inadmissível” crítica do governo dos EUA sobre ações de Alexandre de Moraes

Nesta terça-feira (03), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desaprovou novamente as críticas do governo dos EUA sobre as ações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. 

A afirmação se deu após o governo brasileiro receber um ofício dos EUA no dia 27 de maio, como resposta às decisões judiciais de Alexandre de Moraes, que resultaram no bloqueio de redes sociais americanas no Brasil.

“Primeiro, é inadmissível que um presidente de qualquer país do mundo dê palpite sobre a decisão da Suprema Corte de um outro país” disse o presidente.

Além disso, Lula também fez fortes críticas ao deputado Eduardo Bolsonaro, que tem se reunido com as autoridades norte-americanas para discutir possíveis sanções. Ele chama as práticas de Eduardo de “terroristas” e “anti patrióticas”.


Matéria do G1 sobre declaração do presidente Lula (Foto: reprodução/X/@g1)


O ofício enviado pelo governo dos EUA

As ações judiciais do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que resultaram no bloqueio de redes sociais americanas no Brasil, têm sido alvo de críticas e ameaças do governo norte-americano. 

No dia 27 de maio, o governo brasileiro recebeu um ofício dos EUA criticando as decisões do ministro brasileiro. Segundo o jornal norte-americano New York Times, que teve acesso ao documento, parte da carta dizia:

“O Departamento de Justiça disse ao ministro Alexandre de Moraes que ele poderia aplicar as leis no Brasil, mas que não poderia ordenar que empresas obedecessem ordens específicas nos Estados Unidos”

Enviado pelo Departamento de Justiça dos EUA, o documento tem caráter meramente informativo, segundo o Ministério da Justiça.

EUA vai a barrar autoridades estrangeiras “cúmplices de censura a americanos”

Na última quarta-feira (28), Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, anunciou a restrição de visto contra autoridades estrangeiras que são “cúmplices de censura a americanos”. 

Além disso, também na semana passada, Rubio não descartou a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes ser sancionado pelos EUA e disse que há “grande chance”. 

Em resposta, Lula afirmou que o Brasil vai defender, não só o seu ministro, mas defender a Suprema Corte”, finaliza.

Governo dos EUA suspende vistos para estudantes e planeja revisar redes sociais

Os pedidos de visto de estudante para os Estados Unidos começaram a ser suspensos nesta terça-feira (27), por ordem do Departamento de Estado americano, em todas as embaixadas e consulados do país ao redor do mundo. A medida foi tomada para permitir que o governo norte-americano revise os critérios de triagem e passe a exigir a checagem das redes sociais de todos os solicitantes. Enquanto isso, novos agendamentos para entrevistas estão temporariamente paralisados.

A suspensão afeta diretamente estrangeiros que buscam ingressar em instituições renomadas, como Harvard, Yale e MIT, por meio dos vistos F-1 (acadêmico), M (ensino técnico) e J (intercâmbio). O telegrama diplomático, assinado pelo Secretário de Estado Marco Rubio e divulgado nesta manhã, confirma que os atendimentos já agendados serão mantidos, mas nenhum novo horário poderá ser incluído até que novas diretrizes sejam emitidas.

Análise de redes sociais pode atrasar vistos para estudantes

O principal motivo apontado para a suspensão dos vistos de estudante é a possível ampliação da análise das redes sociais dos candidatos. A checagem, que antes era aplicada em casos específicos, passará a ser adotada de forma mais ampla. A medida, segundo o documento obtido, faz parte de um esforço para reforçar a segurança e combater possíveis fraudes na emissão de vistos estudantis.


Presidente Donald Trump (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images Embed)


Apesar disso, críticos alertam que o processo poderá causar atrasos na liberação dos documentos e levantar questões sobre privacidade e liberdade de expressão. O jornal americano Politico, que também teve acesso ao telegrama, afirmou que a nova triagem exigirá mais tempo e recursos dos consulados, o que pode afetar negativamente estudantes estrangeiros em fase de matrícula ou embarque para o país.

Harvard vira alvo e relação com estrangeiros se desgasta

A decisão também reacende a tensão entre o governo Trump e universidades que recebem alunos do exterior. Recentemente, dezenas de vistos foram revogados e a presença de estudantes estrangeiros em Harvard chegou a ser proibida — decisão que acabou revertida por um juiz federal. Além disso, Trump já expressou intenção de divulgar uma lista com nomes e origens dos matriculados em instituições de ensino como Harvard e Yale.

Enquanto o impasse não é resolvido, as representações diplomáticas americanas foram orientadas a manter o foco em outros serviços considerados prioritários, como os vistos de imigração e os atendimentos a cidadãos norte-americanos.

Elon Musk diz que trabalhará 24/07 após instabilidade no X

A rede social X, de propriedade de Elon Musk, enfrentou uma instabilidade no último sábado (24), atingindo dezenas de milhares de usuários em várias partes do mundo. Segundo o site Downdetector, que monitora quedas de plataformas online, a situação começou a se normalizar ainda no mesmo dia. Após o episódio, Musk declarou que retomou uma rotina de trabalho intensa, dividindo seu tempo entre suas principais empresas.

Queda afetou múltiplos países

Segundo o Downdetector, o pico de relatos de falhas aconteceu por volta das 9h51 (horário de Brasília), quando mais de 25 mil notificações de problemas com a rede social foram registradas, especialmente nos Estados Unidos.

No entanto, países como Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Austrália, Índia e Espanha também foram impactados. O serviço foi restabelecido gradualmente, chegando a menos de 650 relatos. A empresa X não se pronunciou oficialmente sobre o que teria causado a falha generalizada.

Após o incidente, Elon Musk usou a própria plataforma para anunciar sua dedicação integral às suas empresas. “Voltei a trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana, e a dormir em salas de conferência/servidores/fábrica. Devo estar super concentrado no X/xAI e na Tesla (além do lançamento da Starship na próxima semana), pois temos tecnologias críticas sendo lançadas”, escreveu ele.


O procuncionamento de Musk sobre trabalhar 24/7 para focar em X /xAI e Tesla, além do lançamento da Starship (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

Investidores cobram e Musk fala em foco total

A percepção de que Musk estaria dispersando sua atenção entre muitas frentes levou a questionamentos de investidores sobre seu real comprometimento com a Tesla. Como resposta, além de dizer que trabalhará 24/7, o bilionário anunciou que diminuirá sua participação no Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) para um ou dois dias por semana a partir de maio.

O DOGE, iniciativa ligada ao governo de Donald Trump e liderada por Musk, pretende promover cortes de gastos em larga escala, incluindo a suspensão de contratos públicos bilionários. A atuação política do bilionário, no entanto, tem provocado protestos e influenciado a queda das vendas da Tesla.

Diante desse cenário, Musk tenta reposicionar sua imagem como líder focado nas operações empresariais. A promessa de retorno a uma rotina de dedicação total é vista por analistas como uma tentativa de retomar a confiança de acionistas.

103 brasileiros deportados dos EUA chegam ao Brasil

No sábado (24) desembarcaram no Aeroporto Internacional de Fortaleza um grupo de 103 brasileiros deportados dos Estados Unidos, conforme informou o Governo Federal. Três dos repatriados tinham pendências com a Justiça do Brasil e foram colocados sob custódia da Polícia Federal. Do total, 76 seguiram viagem até o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, a bordo de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). O grupo era composto por 90 homens e 13 mulheres.

A recepção foi organizada por meio de uma ação conjunta liderada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio de outros órgãos federais, como os ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, das Relações Exteriores, da Justiça e Segurança Pública, além da Defesa.

Acolhimento dos deportados

De acordo com o Governo Federal, a iniciativa tem como objetivo assegurar um acolhimento humanitário aos brasileiros repatriados, oferecendo suporte logístico para que possam retornar às suas cidades de origem, entrar em contato com familiares e, se necessário, contar com abrigo temporário.


Deportados dos EUA chegam ao Brasil (Vídeo: reprodução/Youtube/Jovem Pan News)

Visto que, no primeiro voo com repatriados deste ano, ocorrido em 24 de janeiro, autoridades brasileiras expressaram preocupação ao se depararem com o uso de algemas e com relatos de maus-tratos e condições degradantes enfrentadas pelos deportados. Em resposta, foi formada uma força-tarefa com o objetivo de oferecer um acolhimento mais digno e humanizado aos brasileiros que retornam ao país nessa situação.

Durante a chegada, foram distribuídos kits de higiene, alimentos e prestado atendimento psicossocial. Além disso, os repatriados receberam orientações sobre como acessar serviços públicos essenciais, como o Sistema Único de Assistência Social (Suas), o Sistema Único de Saúde (SUS), a Defensoria Pública da União e serviços consulares.

Grupos em situação de maior vulnerabilidade, como idosos, pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIA+ são acompanhados com atenção especializada.

Deportação continua nos EUA

A maioria dos brasileiros repatriados veio dos Estados Unidos, país que passou a adotar políticas migratórias mais rigorosas desde janeiro, quando Donald Trump assumiu a presidência. Entre os meses de fevereiro e maio, o Brasil recebeu um total de 783 cidadãos deportados, a maior parte proveniente dos Estados Unidos.

Dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA indicam que, desde o início do governo Trump, mais de 142 mil imigrantes em situação irregular foram deportados ao todo.