EUA posiciona bombardeiro B‑2, pronto para lançar bomba contra Irã

Os Estados Unidos enviaram o bombardeiro stealth B-2 Spirit, equipado com a poderosa bomba penetrante GBU-57A/B, conhecida como “bunker-buster”, para o Oriente Médio. A arma é a única capaz de atingir profundamente instalações subterrâneas como a central nuclear de Fordow, no Irã.

O envio ocorre enquanto o governo de Donald Trump reforça apoio a Israel por meio de dispositivos militares no Golfo e no Mar Mediterrâneo. A medida, porém, não confirma uso da bomba — apenas põe de prontidão capacidades que Israel não possui.


Modelo de B‑2 Spirit usado para guerra entre Israel e Irã (Foto: reprodução/Who/What/Getty Images Embed)


Por que a GBU‑57A/B é crucial

A GBU‑57A/B é uma munição convencional de 15 toneladas desenvolvida pela Boeing. Seu poder reside na capacidade de penetrar centenas de metros antes de explodir, ideal para destruir estruturas subterrâneas profundamente enterradas como Fordow, construída sob uma montanha perto de Qom.

Israel não tem jatos capazes de transportar esse tipo de bomba, enquanto os EUA controlam totalmente sua distribuição. Assim, apenas o B‑2 da Força Aérea americana pode operá-la com eficácia.

Contexto regional e risco estratégico

O movimento de caças F‑22, F‑35 e porta‑aviões pelos EUA no Golfo acompanha a estratégia americana. Apesar de reforçar a defesa de Israel, ainda não há sinal de uso ativo do B‑2 ou da bomba.


Simulação do B‑2 Spirit com a bomba penetrante GBU‑57A/B (Vídeo: reprodução/Instagram/@flyingtopics)


Analistas advertem, porém, que qualquer ataque a Fordow com essa bomba poderia aumentar significativamente a tensão na região. Mesmo sendo convencional, seu impacto subterrâneo pode gerar tremores, danos ambientais ou riscos radiológicos — embora o risco de explosão nuclear seja considerado baixo.

Com o B‑2 em posição e a GBU‑57A/B disponível, os EUA mostram capacidade singular de intervir em instalações altamente protegidas. Para muitos, é uma demonstração de força; para outros, é uma escalada que pode provocar reação iraniana e reação internacional.

Escalada da guerra no Oriente Médio; Irã recebe novos ataques de Israel e sobe para 8 o número de mortos  

Israel amanheceu em chamas na madrugada desta segunda-feira (16), horário local, totalizando oito pessoas mortas e 100 feridas, após mísseis iranianos atingirem Tel Aviv e Haifa, no litoral do país, onde fica localizado o Porto, segundo informou a Agência de Notícias Reuters. Após promessa de revide, afirmando que moradores de Teerã “pagariam o preço”, Israel Katz, Ministro da Defesa de Israel, voltou atrás em sua fala, mencionando que Israel não tem a intenção de atacar civis.

Ataques e contra-ataques  

Guerra avança para o seu 4º dia consecutivo. Em meio a ataques e contra-ataques a alvos militares e/ou bases governamentais, estratégica e milimetricamente estudados por ambas as partes, cresce a cada dia o número de civis mortos e feridos. Israel soma 22 mortos e 100 feridos, enquanto o Ministério da Saúde Iraniano contabilizou 224 vítimas e 1.277 feridos, sendo 90% civis, segundo relato do porta-voz Hossein Kermanpour. Minuto a minuto novos alvos são atingidos e declarações feitas por autoridades e membros das Forças Armadas dos Exércitos, prometendo revides.

A conta oficial do Governo de Israel na rede social X divulgou um vídeo e uma mensagem sobre o programa de mísseis do Irã, mencionando que não se trata apenas de uma ameaça regional, mas que podem atingir toda a Europa, justificando que Israel faz aquilo que é preciso ser feito.


Vídeo com imagens de mísseis do Irã (Vídeo: reprodução/X/@Israel)

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, declarou que um projeto de lei está sendo estudado, para possibilitar a saída do país do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o que pode aumentar, ainda mais, a tensão no Oriente Médio:

“À luz dos acontecimentos recentes, tomaremos uma decisão apropriada. O governo precisa fazer cumprir os projetos de lei do parlamento, mas tal proposta está apenas sendo preparada e coordenaremos as etapas posteriores com o parlamento”.

Tal declaração pode aumentar, ainda mais, a tensão no Oriente Médio. O tratado tem como propósito o comprometimento pelo não desenvolvimento ou aquisição de armas nucleares.

Programa Nuclear do Irã

Israel está entre os não signatários do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que conta com outros países na mesma situação, como a Coreia do Norte, que se retirou em 2003, a Índia, Paquistão e Sudão do Sul. França, China Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, países membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, são signatários.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, AIEA, sigla em inglês, Teerã teria violado as obrigações assumidas após a assinatura do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), não obstante o país afirme que seu programa nuclear é pacífico.

Mulher morre em Israel após ataque iraniano, outras 78 pessoas morreram em retaliação

Uma mulher morreu nesta sexta-feira (13) na cidade de Ramat Gan, próxima a Tel Aviv, após ser atingida por estilhaços de um projétil durante a nova escalada de conflitos entre Irã e Israel. A informação foi confirmada pela polícia israelense, que relatou que a vítima morreu no local. Esta é a primeira morte oficialmente registrada em território israelense desde o início dos recentes ataques iranianos.

Mais sobre o acidente

A região de Dan, onde ocorreu o incidente, foi duramente afetada. Equipes médicas atuaram rapidamente para socorrer diversos feridos, que foram retirados da área sob risco. Segundo um porta-voz da polícia, os serviços de emergência continuam mobilizados, dado o cenário instável e a possibilidade de novos ataques.

O ataque faz parte de uma ofensiva mais ampla lançada pelo Irã, que prometeu retaliar com intensidade qualquer ação de defesa vinda de países aliados a Israel. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou que os mísseis lançados nesta nova onda de ataques tinham como alvo centros militares e bases aéreas israelenses.

Sobre a retaliação de Israel

Em resposta, o Exército de Israel afirmou ter conseguido interceptar parte dos mísseis utilizando seus sistemas de defesa aérea, embora nem todos os projéteis tenham sido neutralizados. O Comando da Frente Interna em Israel autorizou os civis a saírem dos abrigos após o fim da última onda de ataques, sinalizando uma momentânea redução da ameaça.


Prédio no Irã após ser atingido por bomba israelense (foto: reprodução/x/@jessi_ca)

Enquanto isso, o cenário no Irã também é alarmante. De acordo com o embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, ao menos 78 pessoas morreram em território iraniano em decorrência dos ataques israelenses, incluindo oficiais militares de alto escalão. Mais de 320 pessoas ficaram feridas, sendo a maioria civis.

A situação tem mobilizado lideranças internacionais. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Israel Katz, estão reunidos em um bunker, avaliando os próximos passos estratégicos. De acordo com fontes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com Netanyahu nesta sexta-feira, em meio às tensões crescentes na região. O conflito continua gerando apreensão global, com riscos de uma escalada ainda maior.

Escalada no Oriente Médio: Irã ataca Israel após bombardeios em Natanz

Em resposta a um bombardeio israelense realizado na quinta-feira (12), que atingiu instalações nucleares e matou altos comandantes militares iranianos, o Irã lançou na sexta-feira (13) uma série de mísseis contra alvos em Israel, elevando a tensão no Oriente Médio e provocando alerta na comunidade internacional.

Bombardeio em Natanz reacende tensão

A crise se intensificou quando Israel atacou centros de pesquisa nuclear em Natanz, cidade no centro do Irã que abriga duas usinas voltadas ao enriquecimento de urânio, etapa crucial para a produção de armas nucleares

O bombardeio resultou na morte do comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, do chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri, e de dois cientistas iranianos. Em carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, classificou a ação como uma “declaração de guerra” e prometeu vingança pela perda de vidas humanas.

Segundo autoridades israelenses, a operação teve como objetivo impedir o avanço do suposto programa nuclear iraniano, que, segundo um oficial das Forças de Defesa de Israel, já teria urânio enriquecido suficiente para a fabricação de armas nucleares.

Domo de Ferro intercepta maioria dos projéteis

A retaliação iraniana veio com o lançamento de mísseis balísticos contra o território israelense. De acordo com o governo de Israel, a maioria foi interceptada pelo sistema de defesa aérea Domo de Ferro (Iron Dome), mas algumas regiões foram atingidas.


Mísseis balísticos atingem Tel Aviv (Vídeo: reprodução/X/@TreyYingst/@Foxnews)


O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, acusou Teerã de ultrapassar “linhas vermelhas” ao mirar em áreas civis. “O Irã ousou disparar contra centros populacionais. Garantiremos que o regime dos aiatolás pague caro por isso”, declarou.

Do lado iraniano, o embaixador Amir-Saeid Iravani afirmou na ONU que os “ataques bárbaros e criminosos” de Israel atingiram infraestrutura civil, zonas residenciais e instalações nucleares.

Ele confirmou 78 mortos e mais de 320 feridos, com “esmagadora maioria” de vítimas civis. Iravani também responsabilizou os Estados Unidos pelos ataques, por fornecerem armas e apoio logístico. “Não esqueceremos que nosso povo morreu por armas americanas”, disse.


Mísseis de Israel atingem áreas civis iranianas (Foto: reprodução/Fatemeh Bahrami/Anadolu/Getty Images Embed)


Escalada militar gera temor de conflito regional

O Irã pediu que o Conselho de Segurança condene Israel e responsabilize o país pelos ataques. Já a Guarda Revolucionária iraniana afirmou que os mísseis lançados miraram “dezenas de alvos militares e bases aéreas” em solo israelense.

Com a troca de ataques e o endurecimento dos discursos, aumenta o temor de um conflito regional mais amplo. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos diplomáticos e a possibilidade de que a escalada militar entre Israel e Irã ultrapasse os limites da retórica e se torne uma guerra aberta no já instável cenário do Oriente Médio.

Oriente Médio: Israel ataca o Irã e elimina os principais chefes militares

As Forças de Defesa de Israel (IDF) atingiram alvos militares iranianos em ataques surpresa realizados na madrugada desta sexta-feira (13), horário local, matando comandantes da alta patente das Forças Armadas do Irã. A ação ocorreu enquanto líderes iranianos realizavam uma reunião de contenção de crise para discutir questões ligadas à expansão do programa nuclear iraniano.

Conforme informou o IDF, diferentes áreas do Irã, incluindo alvos nucleares, foram atingidos por “representarem uma ameaça ao Estado de Israel e ao mundo em geral”.  Segundo Eyal Zamir, chefe das forças armadas israelense, o país está preparado para qualquer contra-ataque e, quem desafiar Israel, “pagará um preço alto”. 

Logo após os ataques, Effie Defrin, porta-voz do IDF, fez um pronunciamento nas redes sociais. Segundo informou, Israel não teve escolha e realizou os ataques a fim de proteger seus cidadãos. Uma vez que, o Irã está trabalhando na produção de armamento nuclear, enriquecendo milhares de quilos de urânio em suas instalações subterrâneas.


Pronunciamento de Effie Defrin, logo após os ataques contra o Irã (Vídeo: reprodução/X/@IDF)



Sabotagem do Mossad

Antes e durante o ataque, o Serviço de Inteligência de Israel, Mossad, realizou uma série de sabotagens desativando o sistema de defesa iraniano. O que permitiu acessar o espaço aéreo do Irã. Várias cidades do país foram atingidas, no entanto, o alvo principal foi a  instalação de enriquecimento iraniana, na cidade de Natanz, a cerca de 225 km ao sul da capital Teerã.


Ataques israelenses a diversos alvos iranianos (Vídeo: reprodução/X/@GeopolPt)

De acordo com informações, Israel atingiu o complexo de segurança onde militares estavam abrigados, além de seis bases militares e prédios residenciais em diversos pontos de Teerã, capital do Irã, incluindo alvos estratégicos nas cidades próximas à capital. Essa ofensiva causou dezenas de mortes e foi chamada por funcionários iranianos de “ataque seletivo”.

Mortes de militares

Em uma sequência de postagens em suas redes sociais, o IDF vem relatando detalhes sobre o ataque. Em uma das publicações confirmou que o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas, o Comandante do IRGC e o Comandante do Comando de Emergência do Irã foram mortos na ofensiva.


Confirmação das mortes de militares de alta patente do Irã (Foto: reprodução/X/@IDF)

As mortes do general Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã; do general Hossein Salami, comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) e do major-general Gholam-Ali Rashid, chefe do Comando de Emergência do Irã, também foram confirmadas pela mídia estatal iraniana. Além da morte de dois cientistas nucleares, Fereydoun Abbasi-Davani e Mohammad Mehdi Tehranchi.

Promessa de revide

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, informou que a ofensiva de Israel contra alvos militares iranianos causando a morte de seus principais chefes foi uma “declaração de guerra” por parte de Israel, prometendo vingança.

“A mão poderosa das Forças Armadas da República Islâmica não os deixará impunes, se Deus quiser. Com esse crime, o regime sionista preparou um destino amargo e doloroso para si mesmo e certamente o receberá”.

Em um comunicado enviado à Organização das Nações Unidas (ONU), Araghchi pede intervenção imediata do Conselho de Segurança da ONU para a resolução dessa questão. Já o general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas, incluiu os EUA como alvo nesse contra-ataque, acusando o país norte-americano de apoiar a ofensiva realizada por Israel. Em sua fala Shekarchi afirma que “americanos e israelenses vão pagar um preço alto pelos bombardeios”.

Marco Rubio, Secretário de Estado dos EUA, declarou que  “Israel tomou uma ação unilateral” e que a Casa Branca foi informada sobre os planos de ataque israelense contra o Irão, porém, não participou da ação. Conforme Rubio,a prioridade dos EUA, agora, é proteger suas tropas no Oriente Médio devido à tensão que os ataques causaram na região. 

Após acordo com a Rússia, Ucrânia consegue recuperar mais de 1.200 corpos de soldados

Nesta quarta-feira (11), órgão oficial ucraniano informou que ocorreu troca de prisioneiros de guerra com a Rússia. A informação é de que a Ucrânia levou para o país os corpos de 1.212 militares na guerra com a Rússia. Por meio de mensagens no aplicativo Telegram, a coordenação da troca de prisioneiros informou que foram repatriados os corpos de 1.212 mortos da Defensoria Pública, para a Ucrânia.

De acordo com o assessor do Kremlin e, Moscou, Vladimir Medinsky, a Ucrânia reconduziu, por sua vez, 27 corpos de soldados russos.


Apesar da troca de corpos entre Ucrânia e Rússia, a guerra continua entre os dois países (Foto: reprodução/Instagram/@cnnpolitica)


Procedimento para a troca de corpos

Ainda que a entrega dos corpos tenha ocorrido em um local não revelado, fotos foram divulgadas pela organização de funcionários do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Utilizaram-se vários caminhões refrigerados para transportar os corpos. Feita a transferência, cabe agora aos peritos forenses identificarem cada um deles.

Na semana passada, firmou-se um acordo entre Kiev e Moscou em sua última rodada de negociações para que houvesse uma troca de corpos em larga escala.


Presidente russo, Vladimir Putin sobe o tom e ameaça Ucrânia apesar de troca recente por corpos de militares envolvidos na guerra (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


A guerra continua

Apesar de ter ocorrido a troca de corpos entre os dois países, a guerra continua. em uma ofensiva que teve a utilização de 17 drones, tendo durado nove minutos, a Rússia atacou a cidade de Kharkiv. No ataque, segundo o prefeito, morreram duas pessoas e constam 57 feridos. Entre os feridos há 7 crianças. O ataque ocorreu nesta quarta-feira (11). 15 apartamentos de um prédio residencial foi atingido devido ao ataque maciço dos drones, fazendo com que ocorressem incêndios.

De acordo com o Exército ucraniano, a Rússia utilizou um total de 85 drones. O ataque ocorreu na madrugada, tendo como alvo diversas regiões do país. Ainda segundo o Exército ucraniano, foram abatidos 50 drones russos.

Itamaraty confirma retorno de ativista brasileiro detido por Israel

Nesta segunda-feira (09), o Itamaraty afirmou, através de uma postagem na plataforma X, que o ativista brasileiro Thiago Ávila chegou ao aeroporto de Tel Aviv, onde embarcará em outro avião rumo ao Brasil. 

“A Secretária-Geral confirmou a chegada de Thiago Ávila ao aeroporto de Tel Aviv, de onde retornará ao Brasil. Assegurou a presença de funcionários da Embaixada do Brasil no aeroporto para garantir que o brasileiro receba tratamento digno e tenha seus direitos observados”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em postagem na plataforma X.

Junto a outras pessoas, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg, Thiago estava em um navio de ajuda humanitária a caminho da Faixa de Gaza, quando foi interceptado pela Marinha Israelense.


Postagem do Itamaraty sobre reunião com mulher de Thiago Ávila (Foto: reprodução/X/@ItamaratyGovBr)


Thiago Ávila

O brasileiro Thiago Ávila da Silva Oliveira, de 38 anos, é uma das pessoas que estavam no navio de ajuda humanitária interceptado pela Marinha Israelense no último domingo (08). A embarcação estava a caminho da Faixa de Gaza com mantimentos e medicamentos.

Thiago é um ativista comunitário membro do Freedom Flotilla Coalition (FFC), uma organização que presta ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Nascido em Brasília, desde jovem Thiago se envolveu com movimentos da agroecologia e ajuda social. 

Com 720 mil seguidores no Instagram, Thiago compartilha o seu trabalho de ação humanitária em diversos países e vem mostrando de perto a sua atuação em Gaza junto ao FFC. 

Nos últimos dias, um vídeo publicado por Thiago chamou a atenção, no qual ele diz: “se você está assistindo a esse vídeo, quer dizer que fui detido ou sequestrado por Israel, ou outra força cúmplice no Mediterrâneo, em nosso caminho para a Faixa de Gaza para romper o cerco”.

A resposta do Itamaraty

Nesta terça-feira (10), o Itamaraty divulgou uma nota sobre a interceptação da embarcação em que Thiago Ávila e outras pessoas estavam. No comunicado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou acompanhar de perto a situação e pediu a liberação dos ativistas. 

“Ao recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, o Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos.”, diz parte da nota.

Um vídeo compartilhado pela Coalizão da Flotilha da Liberdade, uma organização voltada a prestar ajuda humanitária à população da Faixa de Gaza, mostra as pessoas dentro da embarcação sendo abordadas pela Marinha Israelense.

Enquanto isso, outras imagens divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores de Israel mostram comida e água sendo entregues aos ativistas. Hoje o Itamaraty confirmou a volta de Thiago ao Brasil. 

Rússia causa o maior ataque de drones à Ucrânia

Na madrugada desta terça-feira (10), a Rússia lançou o maior ataque de drones, até então, à Ucrânia. Foram utilizados ao todo 315 drones no bombardeio da capital Kiev. Os ataques danificaram vários prédios e estruturas, especialmente uma maternidade. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que esse foi o maior ataque à Ucrânia e que a força militar russa supera qualquer esforço para acabar com a guerra.

O ataque russo

A Rússia lançou, na madrugada desta terça-feira (10), um ataque de drones à capital da Ucrânia, Kiev, que foi considerado o maior até o momento. Foram usados 315 drones no ataque que destruiu vários edifícios e estabelecimentos da capital. Segundo o chefe da administração militar de Kiev, Tymur Tkachenko, sete distritos da cidade foram afetados, sendo que vários prédios, casas, armazéns e carros foram explodidos e incendiados. Ele afirmou que foi uma noite difícil para o povo ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez posts em seu X (antigo Twitter), relatando os ataques russos que incidiram sobre Kiev. Ele afirmou como os esforços para resolver a guerra e manter a paz são ínfimas, perto da intensidade da opressão russa.


Post de Volodymyr Zelensky sobre os ataque de drones russos (Foto: reprodução/X/@ZelenskyyUa)

Na cidade de Odessa, os ataques foram bastante intensos. De acordo com o Ministério Público da região, pelo menos dois homens morreram e outros nove ficaram feridos. O ataque à cidade causou destruição em vários locais, como uma maternidade.

Relatos do ataque

O bombardeio à Ucrânia gerou relatos de vítimas que estavam presentes na região. Uma mulher, que se identificou apenas como Violeta, que é uma moradora de Odessa, relatou como a noite que passou foi terrível.

Minha garagem com meu carro está destruída… Passamos por momentos terríveis. Graças a Deus não me machuquei. Ouvi a sirene a tempo e corri para o corredor para me esconder. Foi bem a tempo, porque o teto do meu apartamento desabou. Ouvi outras explosões em Odessa, mas nada se compara a esta, é tão perto. Meu vizinho, um menino, ficou ferido, teve o ombro cortado por estilhaços de vidro, e ontem à noite o levaram para receber pontos.”, declarou Violeta.


Prédio ucraniano devastado após ataque da Rússia (Foto: reprodução/Ukrinform/NurPhoto/Getty Images Embed)


Outra mulher, chamada Lyudmila contou como foi a situação, tudo que viu e ouviu. Ela descreveu como foram assustadores os barulhos e os drones passando por toda a região. Ela declarou, também, que essa é a primeira vez em quatro anos que foram atingidos.

Rússia entrega proposta de cessar-fogo à Ucrânia

Nesta segunda-feira (2), em Istambul, Turquia, negociadores da Rússia entregaram um documento detalhado à delegação ucraniana com os termos propostos por Moscou para um possível cessar-fogo total. A informação foi divulgada por Vladimir Medinsky, assessor do Kremlin e chefe da delegação russa nas negociações de paz.

Declaração de Medinsky

Segundo Medinsky, além do plano principal de cessar-fogo, a Rússia propôs uma pausa temporária nos combates, sugerindo um cessar-fogo localizado com duração de dois a três dias em determinadas regiões. A agência de notícias russa RIA informou que foram apresentadas duas alternativas principais: a primeira exige que a Ucrânia retire completamente suas tropas de quatro regiões que a Rússia considera como parte de seu território; a segunda proposta envolve um acordo mais amplo, que incluiria um pacote de condições para avançar com o cessar-fogo.

A Ucrânia afirmou que ainda está analisando o conteúdo do documento. O principal negociador ucraniano, Rustem Umerov, explicou que a delegação só teve acesso ao memorando russo durante a reunião desta segunda-feira e que a análise deve levar cerca de uma semana. Umerov também criticou o fato de que a Rússia segue rejeitando um cessar-fogo incondicional, o que, segundo ele, dificulta avanços mais significativos nas negociações.

Sobre a reunião

As conversas em Istambul começaram com quase duas horas de atraso, sem que houvesse explicação oficial, e duraram apenas cerca de uma hora, de acordo com autoridades turcas. Apesar da breve duração do encontro, houve um avanço humanitário: Rússia e Ucrânia concordaram com uma nova rodada de troca de prisioneiros, priorizando aqueles que estão gravemente feridos ou que têm menos de 25 anos. Também foi acordada a repatriação dos corpos de soldados mortos em combate. Medinsky afirmou que a Rússia pretende devolver cerca de 6 mil corpos à Ucrânia.


Foto da reunião em Istambul (Foto: reprodução/x@Margth9)

Rustem Umerov destacou ainda que os temas mais importantes só poderão ser resolvidos em um encontro direto entre os presidentes dos dois países. Por isso, propôs que uma reunião entre os líderes ocorra entre os dias 20 e 30 de junho. Ele sugeriu também que outros líderes internacionais, como o presidente dos Estados Unidos, participem do encontro.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reforçou essa ideia e afirmou que trabalhará para organizar uma reunião entre Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky e Donald Trump, possivelmente em Istambul ou Ancara, com o objetivo de destravar o processo de paz.

Rússia e Ucrânia negociam troca de prisioneiros, mas cessar-fogo segue distante

Nesta segunda-feira (2), as negociações entre Rússia e Ucrânia chegaram a um acordo pela troca de prisioneiros. Segundo o Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, que mediou o diálogo, a reunião durou menos de uma hora.

No acordo firmado em Istambul, os dois países concordaram em realizar uma nova troca de prisioneiros de guerra e devolver os corpos de 12.000 soldados. Apesar das expectativas, as negociações realizadas hoje (2) chegaram ao fim sem qualquer avanço em direção a um cessar-fogo.

Além disso, em comunicado ao final da reunião, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Turquia, Öncü Keçel, classificou o encontro de líderes como “de extrema importância para o mundo, e sem resultados negativos”. Por fim, ele acrescentou que “ambas as partes farão suas declarações”.


O Ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, confirma acordo entre os dois países (Foto: reprodução/X/@HakanFidan)

Troca inclui jovens soldados e corpos de combatentes

Os dois países chegaram a um acordo para a troca de prisioneiros gravemente feridos e doentes, além da repatriação de seis mil corpos de soldados mortos em combate. Entretanto, o acordo firmado também inclui jovens soldados entre 18 e 25 anos. Portanto, estes ganharão liberdade, seguindo o princípio de “todos por todos“.

Para manter o diálogo em andamento, a Ucrânia propôs uma nova reunião com Moscou entre 20 e 30 de junho. Enquanto isso, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, demonstrou interesse em ampliar a mediação. Ele sugeriu uma cúpula com Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky e Donald Trump, para, finalmente chegar a um acordo de paz definitivo.

Rússia sugere cessar-fogo parcial, Ucrânia exige trégua total

Em contrapartida, o primeiro vice-ministro ucraniano das Relações Exteriores, Sergei Kyslytsia, declarou que “a Rússia continuou a rejeitar a proposta de cessar-fogo incondicional”. Já o principal negociador russo, Vladimir Medinsky, afirmou que seu país sugeriu uma trégua parcial, limitada a algumas áreas do front por dois ou três dias.

Além disso, o presidente russo,Vladimir Putin, apresentou um memorando com exigências para um cessar-fogo definitivo, incluindo a anexação de 20% do território ucraniano e a retirada completa das tropas de Kiev dessas regiões. A Ucrânia, por sua vez, insiste em um cessar-fogo total e incondicional, além da devolução de prisioneiros e crianças ucranianas levadas para a Rússia.