Israel faz nova proposta de cessar-fogo nos conflitos em Gaza

Uma emissora afiliada ao governo do Egito trouxe uma informação de que Israel havia dado uma nova proposta de cessar-fogo ao conflito realizado na Faixa de Gaza. O grupo terrorista Hamas, considerou a oferta, porém um alto funcionário afirmou que pelo menos dois dos elementos do acordo eram inviáveis. Esta medida de cessar-fogo se une a várias outras, como a que ocorreu no final de janeiro, terminando no mês de março.

A nova proposta de Israel

A emissora egípcia Al Qahera News TV, que é associada ao governo do Egito, apresentou uma nova proposta de Israel para criar um novo cessar-fogo contra a organização terrorista Hamas, na região de Gaza. O grupo terrorista foi informado do acordo, porém uma figura de autoridade afirmou que não concordavam e não cederiam a pelo menos duas cláusulas do acordo

O grupo palestino disse em um comunicado que a proposta estava em análise, e uma resposta seria entregue assim que possível. Um representante do Hamas, Sami Abu Zuhri, declarou à Reuters que dentro da proposta dada por Israel não era considerado a sua principal exigência que seria um fim às medidas ofensivas de Israel. Outro elemento da proposta era que houvesse, pela primeira vez, o desarmamento do Hamas, na próxima etapa das negociações. Sami Abu Zuhri, no entanto, negou essa medida, afirmando que isso estava fora de cogitação e não seria discutido e nem considerado pelo grupo. Israel não fez comentários imediatamente sobre o acordo.


Destroços de prédios , devido aos conflitos em Gaza (Foto: reprodução/OMAR AL-QATTAA/AFP/Getty Images Embed)


O Hamas está pronto para entregar os reféns de uma só vez em troca do fim da guerra e da retirada das forças militares israelenses de Gaza”, informou Abu Zuhri.

Fontes egípcias e palestinas informaram que a última rodada de negociações, feita no Cairo, para restaurar cessar-fogo e libertar reféns israelenses, terminou sem avanços. O Hamas insiste que para acabarem com o conflito, Israel deve se comprometer a terminar a guerra e a retirar suas forças da Faixa de Gaza, conforme o último cessar-fogo, que ocorreu no final de janeiro, tendo seu fim em meados de maio. Israel, porém, disse que não acabará com a guerra a não ser que o Hamas seja eliminado e que reféns mantidos em Gaza sejam devolvidos.

Consequências de guerra

De acordo com autoridades de saúde de Gazas, as forças militares israelenses, desde o mês anterior, ceifaram a vida de mais de 1.500 palestinos. O grupo terrorista Hamas moveu centenas de milhares de pessoas e impôs um bloqueio a qualquer suprimento que entrar nos limites do território.


Médico cuidando de cidadão palestino ferido (Foto: reprodução/Mahmoud Issa/Anadolu/Getty Images Embed)


Em meio a essa situação, 59 reféns israelenses continuam com os militantes. Israel ainda crê que 24 desses reféns ainda permanecem vivos.

Após começar uma Guerra Comercial, Trump perde dinheiro

Na semana passada, Donald Trump reacendeu a guerra comercial global e os primeiros grandes prejuízos vieram justamente para ele. Desde que anunciou um novo pacote de tarifas pesadas contra produtos importados da China, sua fortuna pessoal já encolheu em US$ 500 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), segundo estimativas da Forbes.

O maior tombo: Trump Media and Technology Group

O maior golpe no patrimônio do ex-presidente dos EUA veio do seu ativo mais valioso: o Trump Media and Technology Group. As ações da empresa despencaram 8% nos últimos três dias de pregão, atingindo o menor patamar desde outubro. 

A fatia de Trump, que na quarta-feira (2) valia US$ 2,2 bilhões (R$ 12,92 bilhões), caiu para US$ 2 bilhões (R$ 11,74 bilhões). Um prejuízo de US$ 170 milhões (R$ 1 bilhão) em menos de uma semana  e talvez só o começo.

Imóveis e campos de golfe também sofrem

As propriedades comerciais de Trump também acompanharam o movimento de queda no setor imobiliário. A Forbes estima que ele tenha perdido US$ 90 milhões (R$ 528 milhões)apenas com seus prédios de escritórios, incluindo participações em arranha-céus como o 1290 Avenue of the Americas, em Nova York, e o 555 California Street, em São Francisco. As ações de empresas parceiras, como a Vornado Realty Trust, caíram até 14% no mesmo período.

Seus famosos campos de golfe, por sua vez, sofrem com dois impactos: custos mais altos (já que muitos insumos são importados) e o risco de fuga de sócios. “Se vem uma recessão, a primeira pergunta é: por que estamos pagando essa fortuna pra continuar nesse clube?”, comenta um executivo do setor. Estimativas apontam uma perda de US$ 70 milhões (R$ 411 milhões) nesse segmento.

Hotelaria e apartamentos de luxo também viram alvo.O resort Trump National Doral, em Miami, é o maior ativo hoteleiro do ex-presidente — e também está em queda. Mesmo com eventos recentes da LIV Golf e a presença de Trump, analistas avaliam que a guerra comercial afetará fortemente o turismo de luxo. Se os hotéis de Trump seguirem o padrão de queda de empresas do setor (como a Vail Resorts e a Soho House, que recuaram 15%), o impacto pode chegar a US$ 65 milhões (R$ 382 milhões).

O mercado residencial também não escapa. Trump possui dezenas de apartamentos em edifícios que ele próprio desenvolveu anos atrás. A estimativa de perda aqui gira em torno de US$ 20 milhões (R$ 117 milhões). Seus “troféus”, como a cobertura na Trump Tower e a mansão de Mar-a-Lago, resistem um pouco mais à crise, mas podem ter desvalorizado cerca de US$ 32 milhões (R$ 187 milhões).


Criptomoedas (Foto: Reprodução/Ilustração: 3Dsculptor / Shutterstock.com

Criptomoedas: alívio que virou problema.  Por um momento, Trump parecia ter uma salvação: criptomoedas. Após o último relatório financeiro de agosto, ele embolsou quase US$ 400 milhões (R$ 2,34 bilhões com o projeto World Liberty Financial e outros US$ 175 milhões (R$ 1,02 bilhão) com a moeda digital $TRUMP.

Mas uma parte significativa desse montante pode ter sido mantida em cripto ativos  e aí veio o baque. Após elogios públicos de Eric Trump à Ethereum, o preço da moeda digital caiu 45%, sendo 18% após o anúncio das tarifas. Se metade dos ganhos de Trump em cripto tiverem derretido, são mais US$ 32 milhões (R$ 187 milhões) a menos na conta.

O que tudo isso revela? A maior ameaça ao patrimônio de Trump não são as tarifas em si, suas empresas vendem poucos bens físicos. O que realmente derruba sua fortuna é a perda de confiança dos investidores. Luxo, imóveis e startups são mercados que reagem muito mais à incerteza do que à lógica.Quanto mais instabilidade Trump cria no cenário global, maior tende a ser o tombo da própria fortuna.

Rússia e Ucrânia: novos ataques resultam em incêndios e vítimas

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky usou as redes sociais para denunciar um novo ataque russo direcionado à cidade de Kharkiv, nordeste da Ucrânia, na quarta-feira (02). Segundo Zelensky, um míssil russo atingiu a região, ferindo pessoas e matando outras quatro. Todos eram civis. 

Em sua publicação, o presidente da Ucrânia, classifica os ataques como “terror” e solicita pressão mundial, principalmente dos EUA e da União Europeia (UE) para barrar as ações praticadas por Vladimir Putin, a quem ele se refere como Moscou, por ser a capital da Rússia. 

Desde o início da guerra Rússia/Ucrânia, em fevereiro de 2022, Volodymyr Zelensky tem utilizado constantemente suas redes sociais para denunciar ataques contra o seu país,  além de solicitar apoio da comunidade mundial e de organizações multilaterais para um cessar-fogo. 


https://twitter.com/ZelenskyyUa/status/1907465750904025189
Publicação de  Volodymyr Zelensky sobre os ataques recentes contra Kharkiv (Reprodução/X/@@ZelenskyyUa

Outros ataques russos 

Algumas cidades ucranianas também sofreram ataques aéreos russos. Segundo informou o governador de Kharkiv, Oleh Syniehubov, em um período de uma hora, foram lançados 17 drones drones Shahed contra a cidade de Kiev, causando vários incêndios em instalações locais.

Os drones Shahed foram projetados pelo Irã e são conhecidos como “drones Kamikaze” ou “drones suicidas”. São veículos não tripulados, projetados para atacar vários alvos terrestres ao mesmo tempo. A Rússia utiliza o modelo Shahed 136, também conhecido como Geran-2. Esse tipo de armamento pode ser lançado via terrestre, através de um tanque militar. 

Zelensky também relatou uma série de ataques contra outras regiões do país. 


Informações sobre os ataques russos contra a Ucrânia (Reprodução/Youtubr/@CNNbrasil)

Conforme informações do presidente ucraniano, em um curto período de tempo, 74 drones foram lançados pela Rússia, destes 54 eram do tipo Shahed e 14 atingiram a cidade de Kharkiv. As regiões de Odesa e Sumy, incluindo uma subestação de energia, foram alvejadas. A cidade de Nikopol, no sul do país, próxima a Dnipro, também teve sua  subestação atingida. 

Na semana passada, a Rússia atacou a região de Belgorod, mais precisamente a cidade de Popovka, fronteiriça com a Rússia. O alvo, uma barragem usada pelo exército ucraniano para abastecer cidades da região, foi explodida por um bomba com o peso equivalente a três toneladas. O ataque causou inundações e danos a produção agrícola.  

Ajuda da OTAN

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança político-militar, atualmente formada por 32 países, prometeu ajuda militar à Ucrânia, no valor de 21 bilhões de dólares. 

Em discurso, na data de ontem, quarta-feira (02), o secretário geral  da organização, Mark Rutte, informou que a “aliança precisa combater as ameaças que enfrentamos”, referindo-se aos ataques russos contra a Ucrânia, uma guerra em atividade há mais de três anos.


Discurso de Mark Rutte em Bruxelas, Bélgica (Reprodução/X/@NATO)



Em meio a ajudas financeiras tanto da OTAN quanto da União Europeia, a Ucrânia segue aguardando um acordo de cessar-fogo com a Rússia, mediado pelos EUA. Mas, até o momento, sem avanços ou resoluções significativas. 

Benjamin Netanyahu aumenta pressão sobre o grupo Hamas

No último domingo (30), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou, em entrevista, que aumentará a pressão sobre o grupo palestino Hamas caso não libertem os reféns mantidos em Gaza. A declaração de Netanyahu ocorre após o Hamas aceitar uma proposta de cessar-fogo, mediada pelo Egito e pelo Catar, que garantiria a libertação de cinco reféns israelenses por semana. 

No entanto, Benjamin Netanyahu, conjuntamente com o governo dos EUA, fez uma contraproposta para que o grupo palestino se desarme e deixe o território. Isso foi visto, segundo declarações de Sami Abu Zuhri, autoridade do grupo palestino, como uma “receita para uma escalada sem fim na região”. 


Discurso de Benjamin Netanyahu (Vídeo: reprodução/Instagram/@b.netanyahu)


Ainda segundo outra autoridade do grupo Hamas, Khalil al-Hayya, “abaixar as armas” é algo que o grupo não fará e que a proposta de cessar-fogo aceita refere-se à libertação de reféns. 

Contudo, Benjamin Netanyahu declarou que a pressão sobre o grupo é para garantir que os reféns israelenses voltem para casa. Também afirma que irá trabalhar para implementar o plano de saída voluntária de palestinos da Faixa de Gaza para outros países. 

Ataques em Gaza

No dia 14 de março (2025), o grupo palestino Hamas havia informado sobre a proposta de cessar-fogo em Gaza, no qual seriam libertos cinco reféns israelenses-americanos. Entre eles, o soldado Edan Alexander

Todavia, as negociações para a libertação não avançaram e, no dia 18 de março (2025), o exército israelense realizou ataques aéreos em Gaza, onde mais de 400 pessoas foram mortas e outras centenas ficaram feridas. No dia seguinte (19), os ataques continuaram por terra. 

Desde então, Israel tem realizado várias incursões na Faixa de Gaza, principalmente nas cidades de Khan Younis, ao sul, e Rafah, a oeste. 

Sobre os ataques, o primeiro-ministro de Israel informou estar conduzindo a libertação dos reféns “sob fogo, e, portanto, também é eficaz”. Em uma sequência de publicações nas redes sociais, Benjamin Netanyahu reforça que aumentará a pressão sobre o grupo palestino.


Discurso de Benjamin Netanyahu sobre os ataques a Gaza (Vídeo: Reprodução/X/@IsraeliPM)

Entretanto, o Crescente Vermelho Palestino, uma organização humanitária que funciona como um “braço” da Cruz Vermelha no Oriente Médio, incluindo Gaza, tem utilizado suas redes sociais para denunciar que os ataques realizados por Israel estão matando médicos, funcionários das organizações humanitárias, além de mulheres e crianças. 

Em uma de suas publicações, a organização relembra que ataques contra equipes médicas violam o direito internacional humanitário e as Convenções de Genebra. Na data de ontem (30), a própria Cruz Vermelha publicou uma homenagem aos médicos mortos pelos ataques do exército israelense. 


Publicação sobre as mortes de médicos do Crescente Vermelho Palestino (Foto: Reprodução/X/@ifrc)

Resposta do grupo Hamas 

Em resposta à ofensiva de Netanyahu a Gaza, o grupo palestino, por meio de comunicado, alertou que “toda vez que Israel tenta recuperar seus reféns à força, acaba trazendo-os em caixões”.


Discurso de Benjamin Netanyahu e resposta do grupo Hamas (Vídeo: reprodução/YouTube/@OLiberalPA)

Para o grupo Hamas, Israel deve implementar a segunda fase do acordo de cessar-fogo, que envolve a retirada das tropas israelenses do território de Gaza e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.

Israel aprova proposta para transferência voluntária de Palestinos da Faixa de Gaza

Uma nova proposta aprovada pelo gabinete de segurança de Israel possibilitaria a saída de palestinos da Faixa de Gaza em direção a países terceiros. Anunciada no último final de semana, a decisão gerou reações adversas de especialistas e organizações de direitos humanos. O ministro das finanças, Bezalel Smotrich, afirmou que a medida foi aprovada após sugestão do ministro da defesa, Israel Katz, e tem como objetivo permitir “uma transferência voluntária para moradores de Gaza que expressam interesse em se mudar”, respeitando a legislação israelense e internacional, além de alinhar-se com a visão do presidente do EUA, Donald Trump.

Riscos de deslocamento forçado

Entretanto, essa proposta levanta sérias preocupações entre especialistas. Críticos e entidades humanitárias apontam que, apesar do discurso de voluntariedade, a iniciativa pode ser vista como uma tentativa de expulsão forçada. Isso, por sua vez, poderia configurar um crime de guerra. No contexto atual de conflito, qualquer movimento que resulte em deslocamento em massa é considerado uma forma de limpeza étnica, de acordo com o direito internacional.


Ataques Israelenses em Gaza deixa ao menos 7 mortos Foto: (Reprodução/Instagram/perfilcombrasil)


As condições de vida em Gaza, que se deterioram significativamente devido aos ataques militares, reforçam essas preocupações. Organizações de ajuda relatam que a situação se tornou insustentável, e o secretário-geral adjunto da ONU para assuntos humanitários, Martin Griffths descreveu o território como “inabitável”, com civis enfrentando “ameaças diárias à sua própria existência”.

Posicionamento da autoridade Palestina oposta a Israel

Em resposta à proposta, a autoridade Palestina expressou uma firme oposição. A ministra de estado para Relações Exteriores, Varsen Aghabekian Shaheen, declarou à CNN no mês passado que os palestinos “estão firmes em permanecer em suas terras e não se mudarão”. Por outro lado, as autoridades israelenses sustentam que a adesão à proposta será inteiramente voluntária. Para isso, planejam criar uma estrutura interna que facilitará o movimento seguro de moradores que desejarem migrar, planejando rotas de saída, pontos de controle e a necessária infraestrutura para essa migração.

Ucrânia mira infraestrutura nuclear russa em novo ataque

Engels, a base aérea russa de bombardeio estratégico, foi atacada por drones ucranianos nesta quinta-feira (20). O ataque gerou uma gigantesca coluna de fumaça e moradores precisaram deixar suas casas.   

Contudo, essa não é a primeira vez que a base é atacada. Em janeiro, o exército da Ucrânia já havia bombardeado a área, atingindo um depósito de petróleo que alimentava a base, o que causou um incêndio que durou cinco dias.   

O Ministério da Defesa Russo informou que os drones atingiram uma área de armazenamento de munições, o que explica as explosões. Além do mais, dez pessoas ficaram feridas no ataque.   


O ataque gerou uma gigante coluna de fumaça (Vídeo: reprodução/X/@otempo)

Base aérea é estratégica para a Rússia

Base aérea é estratégica para a Rússia.  Por ficar a 700km da fronteira entre os dois países, a base é importante para a atividade militar russa. Engels hospeda as aeronaves supersônicas de bombardeio, que inclusive, são adaptadas para lançar armas nucleares.

E por esse motivo, a base abriga um depósito de ogivas atômicas. O Ministério da Defesa descartou qualquer incidente com as armas nucleares durante o ataque.

Proposta de cessar-fogo

A fim de resolver a questão, no último dia 11 de março, o presidente ucraniano Volodímir Zelensky aceitou um cessar-fogo temporário de 30 dias. Essa proposta foi feita pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio. Mesmo com esforços e apoio da União Europeia, entretanto, a Rússia, através de representante, informou que só aceitaria o acordo de paz se fosse estabelecido nos termos de Moscou.      

Ontem (19/3), o presidente dos EUA, Donald Trump, ligou para Vladimir Putin, a fim de, novamente, propor um cessar-fogo. A conversa durou duas horas e terminou com a negativa do presidente russo.   

Logo após o telefonema, 45 drones atacaram a capital, Kiev. Em seguida, autoridades ucranianas informaram que casas e carros foram destruídos e duas pessoas ficaram feridas. Mais ao norte, um hospital foi atingido por um drone. Cerca de 100 pacientes precisaram ser retirados com urgência.  Como resposta, a Ucrânia enviou drones de longo alcance que destruíram um depósito de petróleo no sul da Rússia.   


Presidente russo Vladimir Putin discursando (Foto: reprodução/Instagram/@russian_kremlin)


Condições para acordo de paz

O Kremlin informou que suspendeu ataques contra a rede energética ucraniana, entretanto, acrescentou que só aceita um cessar-fogo definitivo se todo apoio militar e tecnológico à Ucrânia for suspenso imediatamente.   

Manifestantes protestam após Netanyahu bombardear Gaza e acabar com cessar-fogo

Após o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu retomar a guerra em Gaza e violar o cessar-fogo com o Hamas, manifestantes protestaram do lado de fora do Knesset, o parlamento israelense, nesta quarta-feira (19). O fim do cessar-fogo acabou com trégua que durava dois meses.

Na Rodovia 1, estrada principal que liga Tel Aviv a Jerusalém, protestantes seguravam uma faixa com a frase “O futuro da coalizão ou o futuro de Israel” em referência às acusações de Netanyahu priorizar a solidez de sua coalizão governamental em vez da segurança de Israel, além dos reféns israelenses e palestinos em Gaza.

Essas acusações foram feitas após Israel bombardear Gaza na madrugada de terça-feira (18) e matar mais de 400 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. Esse foi um dos piores números de mortos em um único dia da guerra.


Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu bombardeou Gaza após dois meses de cessar-fogo (Foto: reprodução/Amir Levy/Getty Images Embed)


Para o primeiro-ministro, a retomada do conflito ajudou a fortalecer sua coalizão instável em meio ao andamento de seu julgamento por corrupção e antes de uma importante votação sobre o orçamento de Israel. No entanto, para muitos israelenses, a continuação da guerra traz desespero e desperta sentimentos de raiva com o governo. Para palestinos, é o fim do sossego que durou somente dois meses.

Interrupção do julgamento

Elias Shraga, o presidente do órgão de fiscalização jurídica Movimento para o Governo de Qualidade em Israel, que participou da manifestação do lado de fora do Knesset, disse que o conflito de Israel ainda acontece para que Netanyahu continue no poder. “Netanyahu queria escapar da justiça. Esta é a única razão pela qual estamos enfrentando o golpe de regime e esta guerra sangrenta. Esta é uma mistura perigosa”, disse à CNN.

Netanyahu iria testemunhar em seu julgamento de corrupção na terça-feira (18). A audiência foi cancelada por conta da retomada do conflito em Gaza, algumas horas antes do primeiro-ministro ir ao tribunal. Ele nega qualquer irregularidade.

“Uma razão pela qual ele queria escapar da justiça é porque ele quer manter sua coalizão e está pronto para sacrificar seu povo, é isso. É muito simples”, continuou Shraga, que ainda afirmou que a retomada da atividade militar mostra mais uma vez que o primeiro-ministro “não se importa com os reféns” do Hamas que seriam libertados sob o acordo de cessar-fogo.

“Estamos sacrificando nossos semelhantes neste momento, [enquanto] nosso [primeiro-ministro] vende sua alma”, declarou Shraga. Netanyahu alega que a pressão militar sobre o Hamas é necessária para o resgate de reféns.

Apoio da extrema-direita

O líder da oposição Yair Lapid também participou dos protestos de quarta-feira. Segundo ele, as manifestações tem como objetivo  “garantir que o governo entenda que não pode fazer o que quiser”

Com uma fita amarela que simboliza o apoio aos reféns em Gaza, Lapid contou à  que os manifestantes estão “tentando dizer às pessoas do mundo que Israel não ficará em silêncio quando eles estiverem tirando nossa democracia”.


Ex-primeiro-ministro e líder da oposição Yair Lapid (Foto: reprodução/Marc Israel Sellem/THE JERUSALEM POST)


O ministro de extrema direita que, contrário ao acordo de cessar-fogo, deixou o governo, parece ter retomado seu apoio a Benjamin Netanyahu. Após o bombardeio sangrento em Gaza, na terça-feira (18), seu partido Poder Judaico anunciou que se uniria novamente à coalizão do primeiro-ministro.

Yuval Yairi, um artista de Jerusalém, relatou à CNN que acredita na existência de razões políticas por trás da retomada dos combates. Ele diz que Netanyahu precisa de seus aliados de direita antes do prazo final de votação do orçamento em 31 de março. Ele crê que a guerra corrói a democracia de Israel.

“Estou muito preocupado com a possibilidade de uma guerra civil. Esta nação está dividida. Às vezes parece que não há saída. As pessoas não acreditam mais na democracia. Elas não acreditam na vida que tínhamos antes de tudo começar. Você vê a divisão: religião de um lado, secularismo do outro. Parece sem esperança”, contou Yairi.

Apoiadores de Netanyahu

Do lado de fora do Knesset também havia grupos apoiadores do primeiro-ministro. Na tenda do “Heroism and Hope Forum”, Margalit Yachad, uma motorista voluntária de ambulância compõe um grupo a favor da guerra contínua em Gaza. Ela acredita que Netanyahu age de acordo com o que é melhor para o interesses do país. “Não sei por que há tanto ódio sobre ele ou a direita. Devemos respeitar o líder primeiro e não dizer coisas horríveis sobre ele, porque o inimigo vê que estamos todos divididos em partes — e não podemos vencer assim”, relatou à CNN.

Israel lança grandes ataques à Gaza e quebra a trégua assinada no início do ano

Na madrugada desta terça-feira (18), foi informado pelas próprias Forças Armadas de Israel, que eles estavam realizando ataques extensivos na Faixa de Gaza, quebrando o cessar-fogo que ocorreu no meio de janeiro de 2025. Os bombardeios acabaram levando a vida de pelo menos 330 pessoas.

Os ataques de Israel

As Forças Armadas de Israel fizeram um anúncio, em seu Telegram, na madrugada desta terça-feira (18), sobre grandes ataques que estavam fazendo na região da Faixa de Gaza. Os ataques foram os maiores desde o cessar-fogo, feito no dia 19 de janeiro, em que foi proposto uma trégua temporária na região de Gaza, até o início deste mês. Os bombardeios, promovidos nas regiões da Cidade de Gaza, Khan Younis, Rafah e Deir al-Balah, deixaram pelo menos 330 mortos.


Pessoas com corpos dos mortos em Gaza, durante os ataques de Israel (Foto: reprodução/Doaa Albaz/Anadolu/Getty Images Embed)


Mais de 330 mártires, a maioria menores de idade, mulheres e idosos, são o saldo inicial da agressão”, disse Mahmoud Basal, porta-voz da Defesa Civil de Gaza.

Foi especificado por ele que mais de 82 mortes ocorreram na cidade de Khan Younis, localizada ao sul de Gaza, e as outras foram espalhadas por Nuseirat, centro do território, Cidade de Gaza e o norte da região.

O acordo de cessar-fogo, realizado em meados de janeiro, tinha como objetivo interromper os conflitos no território de Gaza até um novo acordo ser firmado no início deste mês de março. Desta vez, a proposta era de uma trégua permanente, em que haveria a libertação dos reféns em Gaza, assim como a devolução dos corpos, e a retirada completa das forças israelenses do território palestino – acordo esse que foi rejeitado por Israel.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ele, juntamente com o Ministro da Defesa, Israel Katz, informou às Forças Armadas para agir com força contra o Hamas, organização terrorista da Palestina, alegando que eles teriam se recusado a libertar seus reféns. Para corroborar com a informação dos ataques intensos, foram canceladas as aulas em escolas nos arredores de Gaza.

Steve Witkoff, o enviado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma proposta de estender a primeira fase da trégua até abril, porém as autoridades do Hamas rejeitaram a proposta, declarando que não teriam uma moeda de troca com Israel, caso libertassem seus reféns.

O conflito continua

Os conflitos em Gaza ainda não estão pertos do fim, muito pelo contrário, pois foi declarado por Israel que eles irão agir contra o Hamas com força militar cada vez maior.


Escombros de região atacada por Israel, em Gaza (Foto: reprodução/Hamza Z. H. Qraiqea/Anadolu/Getty Images Embed)


O Hamas, portanto, entende que ao realizar estas ações, Israel pôs um fim ao cessar-fogo, iniciado no meio de janeiro. O grupo que controla o Hamas desde 2007, cobrou os mediadores do conflito, Egito, Catar e EUA, a responsabilizarem Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, pela violação da trégua.

Segundo a Secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, que tem a função de porta-voz, o governo de Donald Trump foi consultado por Israel antes de começarem os ataques em Gaza.

Na última sexta-feira (14), o Hamas fez um anúncio, citando que estaria disposto a libertar um refém israelense-americano e entregar os corpos de outras quatro pessoas com dupla nacionalidade, algo que seria parte das novas negociações sobre o cessar-fogo. O governo israelense recusou e a imprensa do país afirmou que Netanyahu não está interessado em encerrar a guerra e irá continuar firme em suas ações.

Hamas fará novas libertações, em acordo de cessar-fogo

Na manhã desta sexta-feira (14), o grupo Hamas informou que libertará o soldado israelense-americano Edan Alexander, de 21 anos, mantido como refém em Gaza e mais quatro corpos de cidadãos com dupla nacionalidade. Porém não revelou em qual data ou em quais condições fará esta libertação. 

Em comunicado, um dirigente do grupo informou que recebeu uma proposta de mediadores egípcios para retomar as negociações de paz.

“Ontem (quinta-feira), a delegação do Hamas recebeu uma proposta dos mediadores para retomar as negociações. De forma responsável, o movimento respondeu positivamente e entregou sua resposta nesta manhã, indicando seu acordo com a libertação do soldado israelense Edan Alexander, que possui cidadania americana, além dos corpos de outros quatro com dupla cidadania” (Comunicado do grupo Hamas)

Após o comunicado, o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, postou em suas redes sociais que enquanto Israel aceita as condições para o acordo de paz, o grupo Hamas, “continua a travar uma guerra psicológica”.


Postagem do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/X/@IsraeliPM)

Acordo de Paz e cessar-fogo

O acordo de Paz e cessar-fogo entre Israel e o grupo Hamas inicialmente previa três fases e teve início em 19 de janeiro de 2025. As negociações foram uma força conjunta entre EUA, Egito, Qatar, Israel e dirigentes do grupo Hamas . 

Na primeira fase, com duração de seis semanas, foram libertados 33 refém israelenses e 2.000 palestinos.

A segunda fase, para retirada total dos soldados israelenses de Gaza, estava prevista para o início deste mês de março (2025). Porém, divergências entre Israel e o grupo Hamas não deram prosseguimento ao acordo de paz, até o momento do comunicado emitido pelo grupo nesta manhã. 

Na última segunda-feira (10), Israel informou que negociadores foram enviados à Doha, no Catar, para restabelecer as negociações do acordo.


Israel enviará delegação para negociar paz com o Hamas (Vídeo: reprodução/Youtube/@CNNbrasil)

Negociações entre os EUA e o grupo Hamas 

Nos últimos dias, o enviado especial dos EUA para “assuntos de reféns”, Adam Boehler, negociou a libertação do soldado israelense-americano Edan Alexander, conforme confirmou à Reuters, Taher Al-Nono, conselheiro político do Hamas.

“Várias reuniões já ocorreram em Doha, com foco na libertação de um dos prisioneiros de dupla nacionalidade. Lidamos de forma positiva e flexível, de uma forma que atende aos interesses do povo palestino” Taher Al-Nono

Em entrevistas a repórteres da Casa Branca, Steve Witkoff, enviado especial do governo americano para assuntos estratégicos no Oriente Médio, informou que a libertação de Alexander é uma “prioridade máxima para nós”. 

No último dia 02 de março (2025), Israel havia bloqueado a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Segundo o governo israelense, essa atitude foi necessária para pressionar o grupo Hamas para dar andamento ao acordo de paz. Devido a isto, o grupo palestino solicitou mediação do Egito e do Catar. 

ONU denuncia violência sexual e genocídio de Israel em Gaza

Especialistas das Nações Unidas afirmam, em um relatório divulgado nesta quinta-feira, que Israel cometeu ‘atos genocidas’ na Faixa de Gaza, destruindo sistematicamente instalações de saúde sexual e reprodutiva e utilizando a violência sexual como estratégia de guerra.

Além disso, a Comissão de Investigação da ONU declarou que o Estado judeu ‘atacou e destruiu intencionalmente’ o principal centro de fertilidade palestino.

No mesmo documento, a comissão confirmou que ‘mulheres e adolescentes morreram devido a complicações durante a gravidez ou parto, devido às restrições impostas pelas autoridades israelenses‘.

Abusos e destruição

A ONU afirma que a recente destruição foi uma medida direcionada a impedir os nascimentos de palestinos em Gaza, configurando assim um ato genocida. Em seu relatório, documentou abusos como estupro de detentos, tratamento humilhante em centros de detenção e a forçação de vítimas a se despirem ou serem fotografadas e filmadas em circunstâncias degradantes.

Apesar da possibilidade de um cessar-fogo, o relatório destaca que esse tipo de violência passou a ser uma estratégia de guerra de Israel para destruir o povo palestino.


Mulheres palestinas em luto (Foto: reprodução/Omar AL-QATTAA/AFP/O Globo)

Israel rebate

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou o relatório, chamando-o de ‘absurdo’. Em um comunicado divulgado por seu gabinete, Netanyahu acusou o Conselho de Direitos Humanos da ONU de atacar Israel com acusações falsas.

Assim, Netanyahu, recentemente apoiado por Trump, afirmou que a comissão optou mais uma vez por atacar Israel com acusações infundadas. Por fim, o governo israelense acusou a comissão de ter uma agenda política tendenciosa e pré-determinada, tentando incriminar as Forças de Defesa de Israel.

Em conclusão, as autoridades do Estado judeu tentam argumentar que o país não está sujeito à jurisdição do TPI. No entanto, como os palestinos são signatários, isso significa que os crimes cometidos em seu território estão sob a competência do tribunal.