Hamilton admite maior frustração da carreira após temporada turbulenta com a Ferrari

Há três anos, Lewis Hamilton classificou 2011 como o pior período de sua carreira. Entretanto, diante do cenário vivido nesta temporada de 2025, o heptacampeão já não tem dúvidas: o atual campeonato superou todos os limites de desgaste, pressão e decepções. Mesmo após uma corrida de forte recuperação no GP de Las Vegas, no último domingo, em que saiu de 19º para terminar em oitavo, o britânico deixou claro que o resultado não amenizou a sensação de impotência que marcou seu ano ao lado da Ferrari.

Em tom abatido, Hamilton desabafou ainda no paddock. Ele afirmou que, apesar de estar tentando tudo para melhorar seu desempenho, nada parece funcionar. A frustração acumulada ao longo das 22 etapas o faz olhar para 2025 como a pior temporada de sua trajetória. O piloto, que chegou à equipe italiana com expectativas elevadas e grandes planos, enfrenta agora uma realidade totalmente diferente da imaginada no começo do ano.

Um fim de semana que resumiu o drama de Hamilton

O GP de Las Vegas simbolizou o que tem sido o campeonato do britânico. Antes mesmo da largada, Hamilton já havia deixado claro que não nutria esperanças para o encerramento da temporada, após uma classificação traumática no sábado sob chuva, em que terminou na última posição do grid. Segundo ele, esse foi apenas mais um episódio que reforçou sua percepção de que vive o pior ano de sua carreira na Fórmula 1.

Mesmo assim, o britânico protagonizou uma recuperação expressiva nas primeiras voltas. Largando com pneus duros, conseguiu ganhar sete posições rapidamente, beneficiado pelo toque entre Oscar Piastri e Liam Lawson. Apesar disso, enfrentou novos sustos: raspou no muro da curva 12 e foi atingido na traseira por Alexander Albon, que posteriormente recebeu punição de cinco segundos. Com as paradas estratégicas de Fernando Alonso e Oliver Bearman, Hamilton conseguiu aparecer entre os dez primeiros ainda na volta 18, um alívio temporário em meio ao caos que se tornou a temporada.

A Ferrari, entretanto, voltou a apresentar dificuldades já conhecidas. Os problemas com o sistema de freios, que perseguem o time ao longo de 2025, reapareceram e preocupavam Hamilton no rádio. Apesar das limitações, o britânico ultrapassou Esteban Ocon para assumir o nono lugar e, conforme pilotos à sua frente foram aos boxes, chegou a alcançar a quinta posição antes de realizar seu pit stop na volta 30.


Carro de Lewis Hamilton (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Sam Bagnall)


Estratégia contestada e desgaste emocional à flor da pele

O ritmo do carro com pneus médios, porém, caiu drasticamente. Hamilton travou uma dura disputa com Fernando Alonso, conseguindo segurar a posição, mas viu seu desempenho despencar e acabou preso em décimo lugar. Irritado com o rendimento e com a estratégia adotada, o heptacampeão questionou seu engenheiro, Riccardo Adami, sobre a decisão da equipe.

No rádio, Hamilton demonstrou incredulidade ao tentar entender como caiu posições mesmo acreditando que tinha ritmo para avançar. Adami, por sua vez, afirmou que era preciso analisar os dados antes de conclusões definitivas. O diálogo expôs o desgaste entre piloto e equipe, marcado por dúvidas, falhas de comunicação e resultados abaixo do esperado.

A corrida ainda reservou uma reviravolta após a bandeirada: as desclassificações de Lando Norris e Oscar Piastri por irregularidades na prancha do assoalho garantiram ao britânico duas posições a mais, fechando o dia em oitavo e somando quatro pontos. Contudo, o avanço discreto pouco contribuiu para alterar o desfecho da temporada. Hamilton permanece em sexto no Mundial, com 152 pontos, enquanto seu companheiro Charles Leclerc, com performance mais regular, chegou a 226 pontos, ocupando o quinto lugar.


Hamilton durante o  GP de Las Vegas (Vídeo: reprodução/X/Formula 1)


Ferrari perde terreno e futuro do britânico segue cercado de incertezas

A temporada de estreia de Hamilton pela Ferrari ainda não teve nenhum pódio — fato que pesa emocionalmente e simboliza a distância entre o que foi prometido e o que realmente aconteceu em pista. Do outro lado da garagem, Leclerc conseguiu evoluir ao longo do ano, mas também enfrenta dificuldades em transformar boas corridas em vitórias, prolongando o jejum do time na categoria.

O pódio duplo da Mercedes em Las Vegas agravou ainda mais a situação da Ferrari no Mundial de Construtores. A equipe alemã chegou a 431 pontos, ampliando a distância para a italiana, que possui 378 e ocupa apenas a terceira colocação, atrás também da RBR.

Com apenas mais uma etapa pela frente, Hamilton chega ao fim de 2025 com um peso emocional inédito e inúmeras dúvidas sobre o que poderá recuperar sua melhor forma na próxima temporada. O heptacampeão, acostumado a quebrar recordes e disputar títulos, agora busca entender como transformar frustração em motivação — e como ajudar a Ferrari a retomar o caminho da competitividade. O futuro, por enquanto, permanece aberto. Mas a certeza de Hamilton é clara: esta foi, de fato, a pior temporada de sua vida.

Após fim de semana desastroso, pressão na Ferrari aumenta

O Grande Prêmio do Brasil disputado em Interlagos foi um dos capítulos mais amargos da temporada da Ferrari. O que começou com expectativas de reação acabou em uma das apresentações mais decepcionantes do ano durante o GP de Interlagos, válido pela Fórmula 1. Tanto Charles Leclerc quanto Lewis Hamilton não conseguiram completar a corrida deixando a equipe italiana sem pontos e com o moral abalado. O resultado negativo provocou um forte desabafo de Leclerc, que refletiu o sentimento de frustração e cobrança crescente em torno da equipe. A equipe italiana, símbolo de tradição e paixão no automobilismo, vê sua busca por resultados se transformar em uma corrida contra o tempo e contra seus próprios erros e com fagulhas de crises internas

Decepção que ecoa na temporada

O abandono de Leclerc nas primeiras voltas e os problemas no carro de Hamilton simbolizaram o colapso técnico e emocional da Ferrari em São Paulo. O desempenho foi tão abaixo do esperado que o fim de semana se tornou um ponto de inflexão. O piloto monegasco expressou abertamente sua insatisfação e admitiu que a equipe precisa reagir com urgência. Nos bastidores, o clima também não é dos melhores. A direção da escuderia reconhece falhas na execução e no desenvolvimento do carro, enquanto os engenheiros tentam encontrar soluções em tempo recorde para evitar que a equipe perca terreno na disputa pelo Mundial de Construtores.


Charles Leclerc tem sido alvo de críticas internas nessa temporada (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Hector Vivas)


O desabafo de Leclerc não foi apenas uma reação impulsiva, mas um reflexo do desgaste acumulado ao longo do ano. A Ferrari, que iniciou a temporada com discursos de confiança e promessas de evolução, tem colecionado resultados inconsistentes. A falta de confiabilidade do carro e as falhas estratégicas têm colocado os pilotos em situações cada vez mais complicadas, minando a confiança interna.


Lewis Hamilton convive com fase turbulenta na scuderia italiana (Foto: reprodução/Instagram/@ferrari)


Reação urgente se faz necessária

Restando poucas provas para o fim do campeonato, a Ferrari enfrenta uma de suas maiores provas de resiliência: com o campeonato já centralizado em pilotos de outras equipes (Lando Norris, Oscar Piastri e Max Verstappen), os ferrarinos seguem decepcionando: Charles Leclerc tem 212 pontos e sete pódios enquanto Lewis Hamilton tem 148 pontos mas ainda não subiu ao pódio pela equipe italiana. Cabe ressaltar que nenhum dos dois venceu sequer uma corrida em 2025 até o momento.

O foco agora está em reconquistar pontos e preservar o segundo lugar entre os construtores, mas o desafio vai além das pistas. A equipe precisa recuperar a harmonia interna, conter a pressão externa e mostrar que ainda é capaz de competir com Red Bull e Mercedes em igualdade de condições.

Leclerc tem assumido a postura de líder dentro da equipe, pedindo união e empenho, mas o tempo é curto. A imagem da Ferrari, construída sobre décadas de glórias, está sendo colocada à prova por uma temporada marcada por falhas mecânicas, estratégias duvidosas e tensões públicas. Em Interlagos, o sinal de alerta foi aceso de vez. A escuderia sabe que mais um tropeço pode transformar a frustração em crise e o sonho de reerguer-se em mera lembrança de um passado distante.

Lewis Hamilton homenageia Brasil em look de streetwear no GP de São Paulo

O Grande Prêmio de São Paulo, realizado neste domingo (9), no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, foi marcado pela presença de celebridades e por produções variadas no paddock. Os próprios pilotos da Fórmula 1 também capricharam no visual, prestando diversas homenagens ao Brasil.

Entre os destaques da tarde esteve Lewis Hamilton, piloto da Ferrari, que apostou em um traje sob medida para expressar seu carinho pelo país.

Entenda o look de Hamilton

Conhecido por usar a moda como forma de expressão, Hamilton mistura referências do streetwear com um estilo esportivo sofisticado. Nos dias de corrida, seus looks costumam atrair a atenção dos fãs, que aguardam ansiosos por suas escolhas. Em Interlagos, não foi diferente, o piloto voltou a chamar os holofotes antes mesmo de entrar na pista.

O heptacampeão mundial de Fórmula 1 apostou em um visual assinado pela marca Denim Tears. O look é composto por uma jaqueta bomber verde, estilizada com as bandeiras pan-africana e brasileira, calça jeans com o logo dos Rolling Stones e uma bandana estampada com a bandeira do Brasil. A produção teve styling de Eric McNeal, profissional responsável por diversos looks de Hamilton.



O visual traduz de forma prática como a moda pode carregar significado, reunindo elementos que expressam o amor de Lewis pelo Brasil e as causas que ele defende publicamente.

Relação de Lewis Hamilton com o Brasil

O carinho do piloto pelo Brasil não é de hoje. Hamilton costuma visitar o país com frequência, em ocasiões que vão além do calendário oficial da Fórmula 1.

Em 2022, o britânico recebeu o título de cidadão honorário brasileiro na Câmara dos Deputados, reconhecimento que reforçou sua conexão com o público e a cultura local. Nesta semana, Hamilton relembrou o momento nas redes sociais e destacou o significado de correr carregando a bandeira do Brasil. O britânico também aproveitou para agradecer aos fãs brasileiros pelo carinho e apoio constante.

Hamilton vai pilotar uma Ferrari em Interlagos

O piloto britânico Lewis Hamilton, de 40 anos, falou em entrevista ao GE sobre a influência que Ayrton Senna tem em sua carreira. Em três semanas, no GP de São Paulo, ele irá pilotar uma Ferrari, como era o sonho de seu ídolo. Neste domingo (19), a corrida aconteceu nos Estados Unidos e Lewis largou em quinto lugar.

Hamilton ganhou apenas uma posição e terminou a corrida na quarta colocação, atrás de Verstappen da Red Bull, Norris da McLaren e de seu companheiro de equipe Leclerc, respectivamente.

Entrevista do piloto ao GE

Ao perguntarem para Hamilton sobre como estava a expectativa de pilotar uma Ferrari no Brasil, o inglês falou que estava animado e ansioso para voltar ao país, por conta de todo o apoio que vai receber da torcida. Ele irá concretizar o principal sonho de seu ídolo, que faleceu no GP de Ímola em 1994, antes de vestir o uniforme vermelho.


GP dos Estados Unidos (Vídeo:reprodução/YouTube/Grande Prêmio)

Senna sempre disse que tinha o desejo de encerrar sua carreira na equipe italiana, por isso, o heptacampeão vai tentar representar o piloto brasileiro em sua casa. Interlagos é uma das pistas mais importantes do circuito e onde muitos nomes desfilaram. Hamilton inclusive já venceu no Brasil e homenageou Senna ao pilotar o McLaren MP4/5P de 1990. 

Relação de Hamilton com o Brasil

Hamilton tem uma relação muito próxima com o Brasil, tanto que, em 2022, o inglês ganhou o título de cidadão brasileiro. Além de ter o carinho de muitos brasileiros, ele sempre disse que tem Senna como referência para ser piloto. Para a corrida no Brasil, ele tenta se recuperar de uma temporada de oscilações.

Atualmente, Hamilton está apenas na sexta colocação geral, a 204 pontos atrás de Oscar Piastri, primeiro colocado, com apenas cinco corridas até o final da temporada. Mesmo com poucas chances de título, Hamilton está focado e feliz ao pilotar a Ferrari em Interlagos, como Senna quis um dia.

Lewis Hamilton se despede de Roscoe Hamilton

Lewis Hamilton anunciou a morte de seu cachorro, Roscoe Hamilton, com um texto emocionante publicado em seu instagram. Dias antes, o piloto de fórmula 1 já havia pedido orações para a recuperação de Roscoe, que estava internado após ser diagnosticado com pneumonia e sofrer uma parada cardíaca.

A parceria de Lewis e Roscoe

Lewis Hamilton revelou em entrevistas que antes de ter Roscoe como companheiro, o piloto analisou “provavelmente mil cães”. Hamilton queria um cachorro de pedigree impecável, e Roscoe tinha isso, já que sua mãe era uma campeã irlandesa, enquanto o pai era um campeão espanhol. 

O piloto de fórmula 1 na época detinha apenas um título mundial na categoria e defendia a equipe Mclaren. Quando foi anunciado sua mudança de equipe para a Mercedes, em 2013, Hamilton adotou Roscoe. O bulldog rapidamente ganhou o carinho do público e se tornou uma “celebridade” no paddock da categoria. 


Conta oficial da Fórmula 1 gravando a chegada de Roscoe no Paddock (Foto: Reprodução/Instagram/@f1)


Por muito tempo Hamilton fazia questão de levar Roscoe junto para as corridas de Fórmula 1, mas nos últimos anos, por conta da idade do cão, Roscoe só estava presente no Grande Prêmio da Inglaterra, país de nascença de Lewis. Nos demais GPs, Roscoe ficava com uma cuidadora de confiança de Hamilton. 

O cão ainda possuía um perfil no instagram, que atualmente conta com mais de 1 milhão de seguidores. Lá Hamilton sempre postava fotos e vídeos da rotina do cão, que variava entre dormir no sofá e passeios com outros cães. Lewis ainda compartilhou com o público que assim como ele, o bulldog seguia uma dieta vegana.

A despedida de Roscoe 

Na última sexta-feira (26), Hamilton já havia postado em suas redes sociais que Roscoe estava internado, o piloto pediu aos seguidores que rezassem pela melhora do cão. Na postagem, o piloto ainda revelou que o bulldog havia sido internado por conta de uma pneumonia e durante a internação, sofreu uma parada cardíaca. O heptacampeão revelou também que Roscoe estava em coma e não sabiam se ele iria acordar. 

Foi então que nesta segunda-feira, o piloto compartilhou com os seguidores que Roscoe havia partido na noite anterior com um texto emocionante: “Após quatro dias lutando com todas as forças que ele tinha, tive que tomar a decisão mais difícil da minha vida e dizer adeus ao Roscoe.(….) Obrigado a todos pelo amor e apoio que demonstraram ao Roscoe ao longo dos anos. Foi muito especial testemunhar e sentir isso. Ele faleceu no domingo à noite, 28 de setembro, nos meus braços.”


Publicação de Hamilton se despedindo de seu cão Roscoe (Foto: Reprodução/Instagram/@lewishamilton)


Na publicação, o piloto recebeu o apoio de diversos fãs e amigos famosos, como Kris Jenner, George Russel – seu ex-companheiro de equipe. As contas oficias das outras equipes também expressaram sua solidariedade com o piloto e até mesmo a conta oficial da categoria de automobilismo publicou diversas fotos de Roscoe ao longo dos anos no paddock, e desejou forças a Hamilton.

Hamilton enfrenta crise na Ferrari e admite incertezas

A temporada de 2025 da Fórmula 1 segue acumulando decepções para Lewis Hamilton. No Grande Prêmio da Hungria, disputado neste domingo (3), o heptacampeão mundial terminou apenas na 12ª colocação. Fora da zona de pontuação e longe do desempenho esperado, o britânico vive mais um capítulo difícil desde que ingressou na Ferrari.

Após a corrida, Hamilton falou abertamente sobre sua frustração. Segundo ele, os problemas vão além do que é visto nas pistas. Em entrevista à Sky Sports F1, o piloto de 40 anos foi direto: há questões internas afetando o ambiente da escuderia.

“Quando você tem um sentimento, você tem um sentimento. Há muita coisa acontecendo nos bastidores que não é boa”, afirmou.

Além disso, o britânico chegou a se descrever como “inútil” e sugeriu que talvez a Ferrari devesse procurar um substituto. Apesar das palavras duras, garantiu que ainda mantém o amor pelo automobilismo. No entanto, ao ser questionado sobre o próximo GP, em Zandvoort, entre os dias 29 e 31 de agosto, sua resposta indicou incerteza.

“Estou ansioso para voltar. Espero estar de volta” – disse, sem firmeza.

Por outro lado, o chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur, buscou tranquilizar os ânimos. Ele defendeu Hamilton e relativizou a declaração negativa, atribuindo-a ao calor do momento. Segundo o dirigente, o britânico está apenas frustrado, mas continua comprometido com o projeto da equipe.

“Não preciso motivá-lo. Ele está frustrado, mas não desmotivado, sabe? É uma história completamente diferente. Às vezes, logo após a corrida ou após a classificação, a reação está fora do tom”, explicou.

Vasseur também preferiu olhar para os pontos positivos do fim de semana, destacando o bom desempenho de Charles Leclerc no sábado. O monegasco fez a pole position e liderou grande parte da prova, o que indica, segundo ele, que o time está no caminho certo.


Hamilton em entrevista após corrida (Vídeo: reprodução/X/Lewis Hamilton News)

Leclerc perde desempenho após problema no chassi

Enquanto Hamilton teve uma atuação apagada, Charles Leclerc parecia pronto para brilhar. O piloto monegasco largou da pole e controlava a prova até a volta 40. No entanto, o rendimento do carro despencou repentinamente, o que levantou suspeitas de falha mecânica. Após o GP, Leclerc confirmou que a causa foi um problema no chassi.

Pensei que fosse outra questão que havíamos discutido, mas infelizmente era um problema no chassi. Vamos investigar para que isso não aconteça novamente

explicou

A falha se intensificou após a segunda parada nos boxes. Como resultado, o desempenho do carro se deteriorou progressivamente. Com isso, Leclerc foi ultrapassado com facilidade por Oscar Piastri na volta 51. Além disso, perdeu posições para George Russell, da Mercedes, e ainda recebeu uma penalidade de cinco segundos por condução errática.

“Foi algo pontual, então não acho que teremos esse problema de novo. Mas é muito frustrante. Tínhamos o ritmo para vencer, e no final nem chegamos ao pódio”, lamentou.

Durante a prova, o descontentamento de Leclerc também ficou claro pelas mensagens de rádio. Ele chegou a criticar como a equipe lidou com a falha no carro.

“Isso é incrivelmente frustrante. Perdemos toda a competitividade. Vocês só precisavam me ouvir. Agora está simplesmente impossível de dirigir. Será um milagre se terminarmos no pódio”, desabafou.

Por fim, o monegasco cruzou a linha de chegada na quarta colocação. Já a vitória ficou com Lando Norris, que apostou em uma estratégia de apenas uma parada e conquistou sua segunda vitória na temporada. Oscar Piastri e George Russell completaram o pódio.

Expectativa para o retorno em Zandvoort

Com os dois pilotos insatisfeitos e resultados abaixo do esperado, a Ferrari entra na pausa de verão com muitos questionamentos a serem respondidos. A próxima etapa da Fórmula 1 será o GP da Holanda, no tradicional circuito de Zandvoort, entre os dias 29 e 31 de agosto.

A dúvida que paira sobre o paddock é se Hamilton continuará vestindo o macacão vermelho após o recesso. Apesar das falas pessimistas, o chefe Fred Vasseur reforçou a confiança no trabalho da equipe e na recuperação de ambos os pilotos. Se a Ferrari quiser voltar a brigar por vitórias, será necessário não apenas solucionar os problemas técnicos, mas também reconstruir a confiança interna — algo que, neste momento, parece tão danificado quanto o chassi de Leclerc.

Ferrari renova contrato de Vasseur após meio de temporada decepcionante

A Scuderia Ferrari anunciou nesta quinta-feira (31) a renovação do contrato do chefe de equipe Frédéric Vasseur. O comunicado oficial encerra semanas de especulação sobre uma possível troca no comando da escuderia, que vive uma temporada 2025 aquém das expectativas na Fórmula 1.

Temporada irregular e falta de vitórias

A Ferrari ainda não venceu nenhuma corrida em 2025, apesar de ocupar a segunda colocação no Mundial de Construtores. A equipe soma 268 pontos a menos que a líder McLaren, e os resultados inconsistentes do carro SF‑25 têm levantado questionamentos ao longo do campeonato. Lewis Hamilton, contratado com grande expectativa, ainda não subiu ao pódio e foi desclassificado no GP da China por irregularidades técnicas. Além disso, terminou em sétimo no Japão e foi apenas quinto no Bahrein.

Já Charles Leclerc, mesmo com resultados melhores, também sente os efeitos da falta de evolução técnica do carro. Apesar de quatro pódios na temporada, o monegasco não conseguiu brigar diretamente pelas vitórias em nenhuma etapa até o momento.


Modelo SF-25 dirigido por Charles Leclerc no Grande Prêmio da Bélgica 2025 (Foto: reprodução/Nicolas Economou/Getty images embed)


Mesmo diante do cenário adverso, Vasseur vem reiterando que o potencial do carro ainda não foi totalmente explorado. Segundo ele, atualizações técnicas ao longo da temporada devem permitir ganhos graduais de performance.

Especulações e nomes cotados para substituição

Com os resultados abaixo do esperado, surgiram rumores de que a Ferrari poderia substituir Vasseur. Nomes como o de Christian Horner, ex-Red Bull, chegaram a ser especulados na imprensa europeia. No entanto, a renovação de contrato do francês afasta qualquer possibilidade de mudança imediata no comando técnico da equipe.

Segundo bastidores, o bom relacionamento interno com os pilotos e a diretoria, além do histórico de estabilidade administrativa promovido por Vasseur desde 2023, pesaram na decisão de manter sua liderança.

Confiança mantida para o futuro

O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, destacou que a renovação representa confiança nos valores de inovação e consistência defendidos por Vasseur. O chefe francês agradeceu o apoio e afirmou que os últimos 30 meses serviram para estabelecer bases sólidas para o crescimento futuro da escuderia.

Lewis Hamilton também saiu em defesa de Vasseur, destacando que sua decisão de ir para a Ferrari esteve diretamente ligada ao estilo de liderança do dirigente. O heptacampeão afirmou confiar no trabalho da equipe técnica e pediu paciência com os resultados.

A aposta da Ferrari

 A renovação de Frédéric Vasseur sinaliza a aposta da Ferrari na estabilidade como caminho para a reconstrução de sua competitividade.

Apesar do desempenho decepcionante até aqui, a equipe acredita que a continuidade no comando pode ser decisiva para retomar o protagonismo na Fórmula 1 — especialmente com as grandes mudanças de regulamento previstas para 2026.

Ferrari adapta carro para Hamilton e Leclerc foca em desempenho da equipe

Lewis Hamilton ainda não conseguiu se adaptar ao SF-25, carro da Ferrari para a temporada atual da Fórmula 1. Por isso, a equipe vem trabalhando em ajustes técnicos que atendam melhor às preferências do britânico. Ao mesmo tempo, os engenheiros já concentram esforços no desenvolvimento do projeto de 2026, quando o campeonato passará por grandes mudanças nos motores e na aerodinâmica.

Na última quinta-feira (17), a Ferrari realizou testes no circuito de Mugello. O foco foi avaliar uma nova suspensão traseira, que será usada pela primeira vez no Grande Prêmio da Bélgica, entre os dias 25 e 27 de julho. A peça agradou os técnicos e também poderá ser integrada ao modelo de 2026.

Desde sua chegada à escuderia, Hamilton tem solicitado mudanças para tornar o carro mais competitivo. Ele acredita que o atual modelo não oferece condições para disputar o título. Diante disso, a equipe tenta equilibrar os pedidos do heptacampeão com a continuidade do trabalho de Charles Leclerc, que conhece bem o funcionamento da Ferrari. Além das adaptações, a escuderia enfrenta a pressão de rivais como McLaren e Red Bull. A equipe busca soluções que melhorem o desempenho imediato sem comprometer os planos de longo prazo. Assim, a nova suspensão representa um passo técnico importante nesse processo.


Hamilton durante treino da Ferrari (Vídeo: reprodução/X/Scuderia Ferrari)

Leclerc minimiza adaptações para Hamilton e prega unidade na Ferrari

Mesmo com os ajustes voltados ao estilo de Hamilton, Charles Leclerc garante que não há qualquer problema interno. O monegasco afirmou que a Ferrari possui os recursos necessários para desenvolver um carro competitivo e adaptável aos dois pilotos. Ele reforçou que o principal objetivo é entregar um modelo capaz de lutar por vitórias.

Não estou nem um pouco preocupado. Isso é um assunto fora da equipe, mas internamente temos todas as ferramentas para adaptar um carro ao meu jeito ou ao gosto de Lewis — afirmou Leclerc. — Então não acho que esse seja o problema, só quero o carro o mais rápido possível no próximo ano. É exatamente isso que Lewis quer. Onde quer que estejamos no ano que vem, vou configurar o carro da maneira que gosto, e Lewis fará o mesmo

completou

Leclerc destacou o avanço da tecnologia na Fórmula 1. Segundo ele, os engenheiros têm hoje mais opções para ajustar os carros conforme as características de cada piloto. O cenário atual é diferente do que se via há 10 ou 15 anos, quando as limitações técnicas dificultavam esse processo.

Estamos em uma época em que os engenheiros e a tecnologia estão em alta. Precisamos apenas do carro mais rápido. Não é como há 10 ou 15 anos, quando você ficava um pouco preso em uma curva em termos de equilíbrio e não tinha as ferramentas para andar mais rápido. Agora temos esses recursos, então não me preocupo

concluiu

Próximo desafio será em Spa, onde Ferrari testa evolução

O GP da Bélgica, em Spa-Francorchamps, será o primeiro com a nova suspensão traseira no carro da Ferrari. A peça foi aprovada após os testes em Mugello e será observada de perto no circuito belga, conhecido por exigir equilíbrio e desempenho nas curvas de alta velocidade.


Próximo desafio para os pilotos da Fórmula 1 (Foto: reprodução/X/Desacelerando F1)

A equipe espera que a novidade traga resultados já nesta etapa. Além disso, os dados obtidos serão importantes para o desenvolvimento do carro de 2026. A Ferrari deseja antecipar decisões técnicas, aproveitando cada atualização atual como uma base para o novo projeto. Hamilton poderá se beneficiar da mudança, já que a suspensão pode oferecer maior estabilidade e controle. Esses são pontos que ele considera fundamentais para seu estilo de pilotagem. Por outro lado, Leclerc aposta na consistência para manter a Ferrari entre as principais equipes do campeonato.

Com a introdução da nova peça, a escuderia pretende diminuir a diferença para as líderes do grid. O desempenho em Spa servirá como termômetro para as próximas decisões da equipe. Dessa forma, a Ferrari mantém o foco em 2025, sem deixar de olhar para o futuro da Fórmula 1.

“F1: O Filme” lidera bilheterias e conquista maior estreia da Apple nos cinemas

O longa protagonizado por Brad Pitt estreou no topo das bilheterias brasileiras e mundiais. No Brasil, a produção arrecadou R$ 9,79 milhões em seu primeiro fim de semana, enquanto mundialmente atingiu a impressionante marca de US$ 144 milhões, tornando-se a maior estreia da Apple nos cinemas até hoje.

Com o projeto de fazer o esporte voltar a seu auge, chamando a atenção das novas gerações a Fórmula 1 que de início investiu em séries na Netflix como Drive to Survive agora se arriscou com o filme “F1: O Filme” que vem conquistando tanto os fãs de automobilismo quantos os cinéfilos ao redor do mundo. No Brasil, o filme foi líder absoluto de bilheteria no período de 26 a 29 de junho de 2025, com faturamento de R$ 9,79 milhões e o público estimado em mais de 365 mil pessoas. O desempenho colocou o longa à frente de títulos como “Como treinar seu dragão” e “Lilo & Stitch”, consolidando como uma das maiores estreias do ano no país.

Realismo nas pistas e o sucesso das bilheterias


No mercado internacional, F1: O Filme arrecadou US$ 144 milhões e, no fim de semana de estreia, com US$ 55,6 milhões vindos dos EUA e Canadá. Foi a maior estreia da Apple nos cinemas, superando Napoleão. Com orçamento acima de US$ 200 milhões, o filme apostou em realismo, gravando em GPs reais e contando com o apoio de Lewis Hamilton como produtor executivo, além da participação de pilotos como Lando Norris e George Russell.


Brad Pitt e Damson Idris durante as gravações de “F1: O Filme”(Foto: reprodução/Ryan Pierse/Getty Images Embed)


Homenagem ao grande ídolo

Brad Pitt, que interpreta o veterano piloto Sonny Hayes, revelou que o filme presta homenagem à história da Fórmula 1 e, em especial, a Ayrton Senna, cuja trajetória inspirou o tom emocional do roteiro há uma reverência a Senna e a tudo o que ele representou, afirmou o ator e em entrevista ao esporte espetacular. Ao lado de Pitt, Damson Idris também protagonizou o longa dirigido por Joseph Koinski de Top Gun: Maverick. A produção é fruto de uma parceria entre Apple Studios e Warner Bros., que apostou em uma estratégia ousada de lançamento: campanhas em Grandes prêmios reais, descontos via Apple Wallet e sessões especiais em IMAX impulsionaram a estreia global.

Hamilton e engenheiro da Ferrari se desentendem durante o GP de Mônaco

Após uma situação de comunicação parcial entre Lewis Hamilton e o engenheiro Riccardo Adami neste domingo (25), durante o GP de Mônaco, expõe-se uma relação irregular entre Hamilton e o engenheiro desde a chegada do piloto britânico à Ferrari. A corrida realizada em Monte Carlo teve no lugar mais alto do pódio o piloto Lando Norris.


Lewis Hamilton e engenheiro se desentendem durante o GP de Mônaco (Foto: reprodução/Instagram/@lewishamilton)


O desentendimento

O primeiro desentendimento aconteceu quando Adami disse no rádio para que Hamilton acelerasse, pois a corrida era deles, porém Lewis Hamilton não entendeu o recado e não respondeu com agilidade. Já com a corrida se aproximando do final, faltando três voltas para o término, o piloto britânico, que ocupava a quinta colocação, quis saber qual era a distância dele para os líderes, porém o engenheiro respondeu de forma inconclusiva, e dessa forma, o heptacampeão disse que não importava.

Após cruzar a linha de chegada em quinto, o britânico agradeceu os trabalhos dos mecânicos: “Obrigado aos rapazes por consertar o carro. O fim de semana não foi dos mais fáceis, mas vamos seguir”... Não houve nenhum tipo de resposta de Adami, e Hamilton percebeu: “Você ficou chateado comigo”?

O silêncio no rádio continuou, tudo o que se conseguia ouvir foi o som dos motores até o retorno do carro da Ferrari aos boxes. Na entrevista posterior ao GP de Mônaco, Hamilton disse que a informação transmitida por seu engenheiro não havia sido suficientemente clara, e que ele não sabia pelo o que estavam lutando.

Dada a logística do circuito, Hamilton não teve espaço para atacar, mas também não foi atacado pelas ruas de Monte Carlo.


Lewis Hamilton terminou o GP de Mônaco em quinto, mas se desentendeu com o engenheiro da equipe (Foto: reprodução/Instagram/@scuderiaferrari)


O desgaste entre piloto e engenheiro

Logo na Austrália, no GP de abertura da temporada, Lewis Hamilton se aborreceu com o engenheiro Riccardo Adami diante da obstinação do engenheiro de a todo momento ficar repetindo informações no rádio.

No GP de Miami, novo atrito: ao ser pressionado por Carlos Sainz, Hamilton ouviu de Adami que a distância entre o heptacampeão e o espanhol era de um segundo e quatro. Hamilton não ficou satisfeito com a estratégia da equipe na ocasião.