Guerra na Ucrânia: príncipe Harry visita vítimas do conflito

O príncipe britânico Harry (40), visitou nessa quinta-feira (10), as vítimas do conflito na Ucrânia. Essa visita faz parte de seu trabalho com veteranos feridos, explicou o porta-voz.

O Duque de Sussex, que atuou por 10 anos no Exército britânico, esteve no Superhumans Center, uma clínica especializada em ortopedia, a qual oferece cuidados e reabilitação para civis e militares feridos em decorrência da guerra.

Veterano de duas missões no Afeganistão, Harry esteve em Lviv acompanhado por ex-combatentes ligados à Invictus Games Foundation — instituição beneficente responsável pelo evento esportivo internacional criado por ele para apoiar militares lesionados em combate.


Durante a passagem, ele também conversou com profissionais da saúde e pacientes do Superhumans Center, além de se reunir com a ministra dos Assuntos de Veteranos da Ucrânia, Natalia Kalmykova.

Afastado da realeza britânica

Abdicado das funções como membro ativo da monarquia desde 2020,
Harry, que mora na Califórnia com a esposa Meghan e os dois filhos do casal, Archie Harrison Mountbatten-Windsor e Lilibet Diana Mountbatten-Windsor, retornou a Londres nesta semana para tratar de uma ação judicial relacionada a mudanças em seu sistema de segurança no Reino Unido.

Harry, filho caçula do rei Charles, busca reverter uma decisão do Home Office — órgão responsável pela segurança pública — o qual, em fevereiro de 2020, determinou que ele não teria direito automático à proteção policial durante suas visitas ao Reino Unido.

Em 2023, o Tribunal Superior de Londres considerou a decisão legítima, negou o recurso apresentado por Harry e não autorizou que ele levasse o caso a uma instância superior.


Príncipe Harry em visita ao centro de reabilitação da Ucrânia (Vídeo: reprodução/YouTube/NBCnews)


Guerra na Ucrânia

O conflito na Ucrânia, que já se estende por três anos, causou a morte de 12,3 mil civis, além de ter forçado 3,7 milhões de pessoas a deixarem suas casas no território ucraniano e feito outros 6,8 milhões procurarem refúgio fora do país, em busca de proteção internacional.

A passagem do príncipe Harry pela Ucrânia evidencia seu compromisso com a causa dos veteranos de guerra, mesmo após deixar suas funções na família real. Criador da Invictus Games Foundation e ex-militar com experiência em missões no Afeganistão, ele tem se dedicado a apoiar a recuperação física e emocional de combatentes feridos.

Ao visitar o Superhumans Center e se reunir com autoridades locais, Harry reforça seu papel como porta-voz dos que sofrem com os impactos dos conflitos armados, utilizando sua posição para promover acolhimento e visibilidade a essas histórias.

Cartão imigratório: Donald Trump mostra “cartão ouro” que dará direto a cidadania americana por 28 milhões

Nesta quinta-feira (3), o presidente dos Estados Unidos apresentou o “Golden Card” ou “Cartão de Ouro”, que concederá a empresários o direito à cidadania americana por US$ 5 milhões (cerca de 28 milhões de reais). O documento, anunciado pelo republicano, começará a ser comercializado a partir da próxima semana.

O cartão funcionará como uma alternativa ao visto EB-5, criado nos anos 1990 para atrair investidores estrangeiros. “Eles serão ricos e bem-sucedidos, gastarão muito dinheiro, pagarão muitos impostos e empregarão muitas pessoas. Acreditamos que terão grande sucesso”, declarou Trump.

Segundo o presidente, a criação do Cartão Dourado faz parte de uma estratégia alinhada às políticas de controle imigratório do governo. Desde seu retorno ao cargo, ele tem implementado leis mais rígidas para a fiscalização das fronteiras e a deportação de imigrantes ilegais. Trump ainda afirmou que o benefício será concedido a empresários estrangeiros que se cadastrarem e forem aprovados no programa de cidadania, acrescentando que foi o primeiro a adquiri-lo.

Como funcionará

Com o objetivo de estimular a economia, o governo Trump lançou o “Golden Card”, um visto destinado a estrangeiros dispostos a pagar US$ 5 milhões para garantir sua permanência no país. Os aprovados receberão o documento ainda em seus países de origem.

Em fevereiro, ao anunciar o programa, Trump destacou que o novo cartão substituirá o visto EB-5. Segundo o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, a iniciativa busca reformular o processo de obtenção da residência permanente para investidores internacionais.

Atualmente, empresários que aplicam recursos em negócios nos EUA ou geram ao menos 10 empregos para cidadãos americanos podem solicitar o visto de permanência. Com a nova proposta, todos os candidatos precisarão apresentar uma solicitação ao governo e passar por uma avaliação criteriosa. Lutnick também ressaltou que empresas americanas poderão usar o programa para contratar profissionais qualificados do exterior.


Donald Trump (Foto: reprodução/X/@thewhitehouse)


Políticas anti-imigração

Desde que reassumiu a presidência dos Estados Unidos, Donald Trump tem adotado medidas mais rigorosas contra imigrantes ilegais. De acordo com dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA, apenas no primeiro mês de seu mandato, 37,6 mil pessoas foram deportadas. Durante a campanha eleitoral, Trump prometeu realizar a maior deportação da história do país.

Donald Trump menciona aliviar tarifas para a China caso a venda do TikTok seja aprovada

Nesta quinta-feira (3), durante uma conversa com repórteres no Air Force One, o presidente Donald Trump mencionou a possibilidade de negociar tarifas e discutir um acordo com a China sobre a venda do aplicativo TikTok.

“Todos os países nos ligaram. Essa é a beleza do que fazemos, nos colocamos no banco do motorista”, revelou Trump.

Ele também afirmou estar aberto a novas discussões com outras nações, porém espera que essas negociações tragam benefícios para os Estados Unidos. Trump citou o aplicativo como exemplo, sugerindo que a China poderia colaborar com a venda da plataforma em troca de um alívio tarifário.

Ao ser questionado sobre possíveis negociações em andamento, o presidente negou, alegando que apenas usou o caso como um exemplo.

EUA vs. TikTok

O TikTok enfrenta há tempos desafios nos EUA, com o governo americano alegando que sua ligação com a China e o acesso a dados de milhões de usuários representam um risco à segurança nacional.

No início deste ano, o aplicativo foi banido do país, pois a ByteDance, empresa responsável por sua administração, se recusou a vendê-lo para investidores americanos.

A empresa negou as acusações de ter compartilhado dados de usuários dos EUA com o governo chinês e argumentou que a lei que impõe sua venda viola os direitos constitucionais dos americanos, garantidos pela Primeira Emenda.

Com mais de 170 milhões de usuários no país, a plataforma chegou a suspender seus serviços até a posse do atual presidente, Donald Trump, que assinou um decreto adiando a proibição do aplicativo até o dia 5 de abril, caso parte da empresa fosse vendida para empresários americanos.


Foto destaque: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Foto: reprodução/X/@valoreconomico/Al Drago/Bloomberg)

As tarifas americanas

Ao assumir o poder em 20 de janeiro, Trump introduziu novas mudanças nas tarifas sobre produtos importados pelos EUA.

Países como Canadá e México tiveram suas exportações taxadas em 25%, o que gerou retaliações por parte dos dois governos. Após ameaças de taxações recíprocas, Trump suspendeu a medida por 30 dias. Ele também ameaçou impor tarifas à Colômbia caso o país não aceitasse os imigrantes que estavam nos Estados Unidos.

China e Brasil também estão entre os países impactados pelas tarifas impostas por Donald Trump. Na última quarta-feira (2), o presidente republicano anunciou uma taxação de 54% sobre as importações chinesas para os EUA, o que pode intensificar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

No caso do Brasil, as exportações para os Estados Unidos sofrerão uma taxa de 10% a partir deste sábado (5). No entanto, alguns produtos, como o petróleo, estarão isentos da nova tributação, enquanto o aço permanecerá sujeito à tarifa de 25%, conforme a determinação de Trump em março.

Justiça federal suspende resolução sobre prescrição de medicamentos por farmacêuticos

Nesta segunda-feira (31), a recente decisão da Justiça Federal de suspender a resolução que autorizava farmacêuticos a prescrever medicamentos trouxe alívio para algumas entidades médicas, mas também frustração para os profissionais da farmácia que defendem a amplificação de sua atuação na saúde. A decisão afeta diretamente a relação entre profissionais da saúde e pacientes, gerando debates sobre a segurança e a qualidade do atendimento.

A decisão ocorreu após o Conselho Federal de Medicina (CFM) ingressar com uma ação judicial para anular a norma editada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). A sentença, de caráter liminar, foi assinada pelo juiz Aalôr Piacini, da 17ª Vara Federal Civil da Justiça no Distrito Federal.

Na determinação, o magistrado destacou que o “balcão de uma farmácia não é o local para se firmar um diagnóstico e tratamento de uma doença, sob pena do exercício ilegal da medicina”. O CFF ainda pode recorrer da decisão. O juiz determinou que a decisão seja divulgada nos meios de comunicação institucionais do CFF sob pena de multa diária de R$ 100 mil

Resolução suspensa e seus impactos

A Resolução CFF Nº 5, de 20 de fevereiro de 2025, previa que farmacêuticos poderiam prescrever medicamentos de venda sob prescrição e renovar receitas previamente emitidas por outros profissionais da saúde. Além disso, permitiria que realizassem exames físicos para avaliar sinais e sintomas, bem como interpretassem exames laboratoriais.

Publicada no Diário Oficial em 17 de março, a medida deveria entrar em vigor no mês seguinte, mas enfrentou forte oposição de entidades médicas. O CFM argumentou que farmacêuticos não possuem atribuição legal ou preparo técnico para diagnosticar doenças e definir tratamentos.


Medicamentos (Foto: reprodução/Leon Neal/Getty Images Embed)


Impacto nos farmacêuticos e na população

A discussão sobre a resolução levanta questionamentos sobre os limites de atuação dos farmacêuticos. Para o Conselho Federal de Farmácia, a norma estava fundamentada na legislação vigente e nas diretrizes curriculares do curso de Farmácia. A entidade ressalta que farmacêuticos já prescrevem alguns medicamentos, como PrEP e PEP, usados na prevenção do HIV.

Mas especialistas temem que a nova medida possa comprometer a segurança dos pacientes. O advogado Henderson Furst, especialista em Bioética, afirma que a regulamentação tenta atender a demandas de mercado, mas carece de respaldo legal. “Se um farmacêutico solicita um exame, como um plano de saúde vai aceitar? O SUS permitiria um pedido vindo de uma farmácia?”, questiona.

Próximos passos na disputa jurídica

Esta não é a primeira vez que uma norma semelhante enfrenta resistências legais. Em decisão anterior, a mesma 17ª Vara Federal Civil do DF declarou ilegal uma resolução de 2013 que permitia que farmacêuticos prescrevessem medicamentos que não exigiam receita médica.

A decisão desta segunda-feira é mais um episódio na disputa entre profissionais da saúde sobre os limites de atuação de cada categoria. Enquanto o CFF defende o direito dos farmacêuticos de ampliar sua atuação, entidades médicas alertam para os riscos de sobreposição de funções e possíveis prejuízos ao atendimento dos pacientes.

O Conselho Federal de Farmácia ainda pode recorrer, prolongando o debate sobre o papel dos farmacêuticos na prescrição de medicamentos no Brasil.

Argentina: manifestantes pedem o fim da legalização do aborto

Neste sábado (29), manifestantes tomaram as ruas para exigir a criminalização do aborto na Argentina. O procedimento foi legalizado no país em 2020, há menos de quatro anos.

Com cartazes e símbolos, os participantes expressaram sua oposição à prática. Um deles segurava um cartaz com a mensagem “Ilegal, inseguro e caro”, enquanto outro exibia a imagem de médicos acompanhada da frase “Você estudou para curar, não caia na armadilha do aborto”. Além disso, muitos agitavam lenços azul-claro, símbolo do movimento antiaborto na América Latina.

A legalização do aborto na Argentina

A lei que legalizou o aborto foi sancionada em dezembro de 2020 pelo governo anterior, mas entrou em vigor somente no ano seguinte. Com a nova legislação, as mulheres podem interromper a gestação até a 14ª semana sem precisar justificar a decisão. O texto também garante o direito ao aborto em casos de estupro ou quando a gravidez representa risco à vida ou à saúde da gestante.


Rocío Bonacci, deputada argentina que assinou um projeto para revogar a Interrupção Voluntária da Gravidez (Foto: reprodução/CNN Brasil)

Projeto de lei para anular a legalização do aborto

Em 2024, deputados do partido do atual presidente, Javier Milei, encaminharam ao Congresso um projeto de lei visando revogar a legalização do aborto. O conteúdo enviado propunha o fim da interrupção voluntária da gestação e a prisão das mulheres que optassem por abortar. O texto sugeria que a pena para essas mulheres fosse de um a três anos de prisão, mas afirmava que, dependendo das circunstâncias, o Judiciário poderia decidir pela liberação das gestantes, levando em consideração os motivos que as levaram a interromper a gravidez.

Além disso, o documento propunha a prisão de indivíduos que realizassem abortos, mesmo com o consentimento da gestante. Esses profissionais poderiam enfrentar penas de um a quatro anos de prisão, com a possibilidade de aumento para até seis anos caso houvesse a morte da mulher. Médicos, cirurgiões, parteiras ou farmacêuticos que utilizassem seu conhecimento ou habilidades para realizar o aborto ou auxiliassem na prática ficariam proibidos de exercer suas funções, com a pena de prisão dobrada.

O projeto, assinado pela deputada Rocío Bonacci e apoiado por outros legisladores, busca descriminalizar o aborto apenas em casos onde haja ““evitar um perigo iminente para a vida da mãe, desde que o perigo não possa ser evitado por outros meios”.

O partido do atual presidente também retirou o financiamento para educação sexual, contracepção e pílulas abortivas. Segundo ele, as políticas relacionadas aos direitos reprodutivos eram “ridículas”, considerando a queda na taxa de natalidade nos países ocidentais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, entre 5% e 13% das mortes maternas globalmente são causadas por abortos inseguros, e três em cada quatro abortos na América Latina acontecem de maneira insegura.

Jair Bolsonaro comemora o arquivamento do inquérito sobre fraude em cartão de vacina

Nesta quinta-feira (28), o ex-presidente Jair Bolsonaro comemorou em sua rede social o arquivamento do inquérito na investigação sobre fraude em cartão de vacinação contra a Covid-19.
“Hoje, a própria Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento do inquérito dos cartões de vacina. Depois de meses de manchetes, prisões arbitrárias, buscas e espetáculos, admitiram o óbvio: não havia qualquer prova contra mim”, escreveu o ex-presidente.

Bolsonaro alega que o inquérito era frágil desde o início, mas serviu ao seu verdadeiro propósito: abrir caminho para dezenas de operações de pesca probatória, prender ilegalmente seus aliados e tentar obrigar seus assessores a mentir para incriminá-lo, continuou.
O advogado Paulo Cunha Bueno, que também faz parte da equipe de defesa do ex-presidente, comemorou a determinação do arquivamento do inquérito.

Fraude em cartão de vacina

 Há um ano, a Polícia Federal finalizou a investigação e concluiu que Bolsonaro havia cometido os crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos.
Entretanto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou em parecer ao STF que, mesmo com a alegação de Mauro Cid, em sua delação premiada, de que Bolsonaro o instruiu a inserir dados falsos de vacinação, não há evidências que corroborem essa narrativa.

O procurador-geral apontou uma lei que proíbe a aceitação da denúncia fundamentada exclusivamente nas declarações do colaborador.

“(…) Daí a jurisprudência da Corte [STF] exigir que a informação do colaborador seja ratificada por outras provas, a fim de que a denúncia seja apresentada”, afirmou Gonet.
Além disso, ele afirmou que esta é uma situação diferente das acusações da PGR analisadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) esta semana, resultando na decisão de tornar Jair réu pela acusação de tentativa de golpe de Estado, além de outros supostos crimes.


Paulo Gonet, procurador-geral da República, destacou ao STF que, apesar da alegação de Cid em delação, não há provas que sustentem a acusação contra Bolsonaro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/EVARISTO SA)


Jair Bolsonaro e a Pandemia

De acordo com a Polícia Federal, Jair Bolsonaro tentou obter certificados falsos de vacinação contra a Covid-19 para ele e sua filha, a fim de poderem entrar nos Estados Unidos no final de 2022, antes da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Isso porque, naquela época, a apresentação desse documento era exigida na alfândega americana para a maioria dos viajantes.

Segundo a investigação da PF, os certificados de vacinação de Bolsonaro foram gerados quatro vezes entre dezembro de 2022 e março de 2023, por meio do aplicativo ConecteSUS. As emissões ocorreram a partir de um computador no interior do Palácio do Planalto e do celular de Mauro Cid.

A apuração também apontou que era Cid quem gerenciava o acesso de Bolsonaro ao ConecteSUS, pois a conta do presidente estava vinculada ao e-mail de seu ex-ajudante de ordens.
Desde o início da pandemia, o ex-presidente e seus aliados contrariaram diversas orientações estabelecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

STF julga denúncia contra Bolsonaro e ex-ministros por tentativa de golpe

Nesta terça-feira (25), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar se aceita a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-integrantes de seu governo, acusados de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado em 2022. O julgamento será realizado em três sessões e tem previsão de encerramento na quarta-feira.

As sessões do julgamento foram marcadas para as 9h30 e 14h desta terça-feira, com a última prevista para as 9h30 de quarta-feira. A transmissão ao vivo será realizada pelos canais oficiais, e a segurança foi reforçada nos arredores do STF devido à grande repercussão do julgamento.

Acusados enfrentam responsabilidades

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-ministros integravam o núcleo central da tentativa de golpe. A acusação sustenta que esses indivíduos tomaram decisões-chave e articularam ações para quebrar a ordem democrática.

Os acusados são:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier Santos – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF;
  • General Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Mauro Cid – ex-chefe da Ajudância de Ordens da Presidência;
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Souza Braga Netto – ex-ministro da Casa Civil.

Impactos políticos e jurídicos

Se a denúncia for aceita, o STF iniciará investigações para determinar a responsabilidade dos envolvidos na situação. Caso os ministros da Primeira Turma decidam transformar os acusados em réus, o processo seguirá para a fase de instrução, incluindo a coleta de provas e depoimentos.

O desfecho do julgamento pode impactar o cenário político do país, repercutindo na imagem do ex-presidente e nas futuras disputas eleitorais. Enquanto apoiadores de Bolsonaro falam em perseguição política, opositores defendem a responsabilização dos envolvidos


Jair Bolsonaro em entrevista antes da audiência no STF (Vídeo: reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro)


Segurança reforçada e expectativa para o desfecho

Devido à importância do caso, a segurança foi intensificada nas imediações do STF para evitar manifestações e tumultos. O julgamento acontece em um período de forte polarização política, reacendendo debates sobre a democracia e a estabilidade das instituições no Brasil.

A expectativa é que, até quarta-feira, a Primeira Turma do STF defina os próximos passos do processo, o que pode representar um avanço na investigação sobre os atos de 2022.

Lula assina medida que amplia isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil

Nesta terça-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um projeto de lei que propõe mudanças significativas na cobrança do Imposto de Renda (IR). A medida amplia a isenção do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês, beneficiando mais de 10 milhões de brasileiros. A nova legislação também estabelece um imposto mínimo de 10% para quem ganha a partir de R$ 1 milhão por ano, além de incluir uma taxação sobre dividendos enviados ao exterior.

Impactos no orçamento federal

De acordo com estimativas do Governo, a reforma no Imposto de Renda terá um impacto de R$ 25,84 bilhões para a União em 2026. Entretanto, as compensações fiscais, que incluem o imposto mínimo sobre a alta renda e a tributação sobre os dividendos, devem gerar uma arrecadação adicional de R$ 34,12 bilhões. Desses, R$ 25,22 bilhões virão da cobrança do imposto de 10% para pessoas de alta renda, enquanto R$ 8,9 bilhões são esperados das remessas internacionais de dividendos.


Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista, falando sobre o imposto de renda (Vídeo: reprodução/Instagram/@ricardostuckert/@lulaoficial)


Neutralidade fiscal e justiça social

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou durante a cerimônia de assinatur, que o projeto de lei busca a neutralidade fiscal, ou seja, equilibrar as receitas e despesas do Governo, sem gerar distorções econômicas. Haddad também afirmou que a proposta poderá ser aprimorada no Congresso Nacional, ressaltando a importância de considerar a justiça social no processo legislativo.

Este projeto reflete uma das principais promessas de campanha do presidente Lula, apresentado pelo ministro da Fazenda em novembro do ano passado. Junto com um pacote de contenção de gastos do governo, a medida agora segue para o Congresso Nacional. Se aprovada, a nova lei passará a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, trazendo mudanças significativas na tributação para milhões de brasileiros.

Caso Vitória: Laudo descarta violência sexual e confirma morte por facadas

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) revelou que a adolescente Vitória Regina de Sousa, de 17 anos, não sofreu violência sexual antes de ser assassinada. Documento também confirmou que a jovem foi morta com três facadas, sendo uma no pescoço, outra no tórax e uma terceira no rosto. Investigação continua para esclarecer os detalhes do crime brutal ocorrido em Cajamar, Grande São Paulo.

Detalhes do Laudo

De acordo com a análise forense, vítima apresentava ferimentos profundos, indicando que a agressão foi feita com força significativa. Perfurações no pescoço e no tórax atingiram órgãos vitais, possivelmente causando a morte rápida da jovem. Corte no rosto, segundo peritos, pode ter sido um ato de mutilação pós-morte ou um golpe complementar ao crime.

Exames também confirmaram que não houve lesões traumáticas na região genital ou perineal da vítima, afastando a hipótese inicial de violência sexual. Laudo pericial também indicou a presença de álcool no sangue da adolescente, embora peritos alertem que esse resultado pode estar relacionado ao processo de putrefação do corpo. No entanto, polícia investiga se Vitória foi embriagada ou dopada antes do crime.

Desaparecimento e Descoberta do Corpo

Jovem desapareceu na noite de 26 de fevereiro após sair do trabalho e pegar um ônibus em direção à sua casa. Corpo foi encontrado nu, com a cabeça raspada e marcas de facadas, em uma região de mata. Arma do crime ainda não foi localizada, e polícia segue buscando pistas sobre o objeto utilizado na execução.

Câmeras de segurança registraram Vitória saindo do shopping onde trabalhava e se dirigindo ao ponto de ônibus. Durante o trajeto, ela trocou mensagens com uma amiga relatando medo de dois rapazes que estavam no ônibus com ela. Mais tarde, em um novo áudio, disse que um carro com dois homens passou por ela e que eles a assediaram. Essa foi sua última comunicação antes de desaparecer.


Foto da vítima e momentos antes do crime acontecer (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Suspeito Preso e Andamento das Investigações

Polícia Civil identificou Maicol Sales dos Santos como o principal suspeito do crime. Ele foi preso no dia 8 de março e é apontado como o autor do assassinato, possivelmente motivado por vingança, após não ter sido correspondido pela vítima. Testemunhas relataram ter visto o carro dele próximo ao local onde Vitória desceu do ônibus e, posteriormente, movimentos suspeitos na casa do suspeito durante a madrugada.

Polícia também analisa o celular de Maicol, onde foi identificado que ele visualizou uma foto postada por Vitória no ponto de ônibus poucos minutos antes de ela desembarcar. Para os investigadores, esse pode ser um indício de que ele a monitorava e planejou a abordagem.

Caso segue sob investigação para elucidar todos os detalhes do crime e identificar possíveis cúmplices. Polícia aguarda exames adicionais, incluindo a análise de um fio de cabelo encontrado no carro de Maicol, para confirmar sua ligação direta com a cena do crime.

Rodovia Anchieta é liberada após a queda de passarela

Após quase 12 horas de congestionamento devido à queda de uma carreta que derrubou a passarela na altura de Cubatão (SP), a Via Anchieta foi totalmente liberada na manhã desta sexta-feira (14).

De acordo com a Ecovias, empresa responsável por administrar o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), a pista norte foi desbloqueada às 6h27, enquanto a sul foi liberada às 9h.

A queda da passarela

Vários motoristas, com destino ao litoral paulista, ficaram retidos no trânsito e ainda enfrentaram congestionamento após um acidente na altura do km 52, na noite de quinta-feira (13). A Ecovias informou que o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) trabalha em Operação Descida (7×3), com três faixas da imigrante e quatro da Anchieta abertas para o litoral, enquanto a subida é realizada pelas três pistas da imigrante, no sentido norte.

“Para a descida, recomenda-se postergar a viagem até a liberação das pistas e a normalização do tráfego no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)”, informou a Ecovias.


Rodovia Anchieta (Foto: Reprodução/Ecovias)

Rodovia paralisada

A fonoaudióloga Cida Coelho, que mora em Santos, participou de um evento na capital paulista e, desde as 19h de quinta-feira (13), tenta voltar para casa. Presa no trânsito dentro de um ônibus com dezenas de passageiros, ela reclama da falta de água e comida.

“Estamos aqui sem água, sem comida, sem nada”, desabafou.

Parentes dos passageiros também ficaram apreensivos com o engarrafamento. A servidora federal Vivian Farks revelou que não conseguiu dormir, pois seu marido está preso em um ônibus parado na rodovia.

“Não dormi nada. Muita angústia. Ele toma remédio para pressão e anticoagulante por conta de uma válvula no coração. Estou extremamente preocupada, pois além de tudo tem a situação de estresse para ele”, desabafou.

Conforme a atualização mais recente da concessionária, às 9h, a pista sul da Rodovia Anchieta, sentido litoral, ainda registra congestionamento entre os km 27 e 40, além de retenção do km 48 ao 51. Já na pista norte, o tráfego segue lento do km 40 ao 54.