Ouro sobe acima de US$ 4 mil com dúvidas comerciais e compras de bancos centrais

O ouro encerrou em alta nesta segunda-feira (3), sendo negociado acima do nível de US$ 4 mil. O impulso ocorre devido às novas compras de banco centrais e pela persistente incerteza de investidores acerca das taxas de juros e da política comercial dos Estados Unidos.

As declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) são uma das causas das incertezas entre os investidores. O crescente nível de juros dos EUA junto às políticas comerciais entre o país norte-americano e outros países tem causado dúvidas, o que acarretou que o ouro tivesse uma alta e se mantivesse como o principal metal de refúgio na economia.

Mercado do ouro

As negociações de dezembro do ouro na divisão de metais da Nymex (bolsa de Nova York), encerraram o pregão em alta de 0,44%, a US$ 4.014,00 por onça-troy, significando um avanço do metal no mercado global.

De acordo com o banco holandês ING, um dos fatores que o mercado vem analisando é o acordo comercial entre os EUA e a China. Oficializado na semana passada, o acordo recente entre as duas potências trouxe um respiro temporário ao mercado, entretanto, não ajudou efetivamente nas principais divergências.


A situação comercial entre EUA e China é um dos fatores que impulsionaram o ouro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/FREDERIC J.BROWN)


A situação atual aumenta a busca pelo ouro, mas os novos cortes de juros pelo Fed em dezembro mantém as expectativas reduzidas, segundo o ING.

Expectativas sobre os juros

Para o Saxo Bank, o momento atual é incerto, mesmo que os principais motivos pela alta do ouro “permanecem intactos”. Embora esses fatores permaneçam em uma posição de persistência, o ouro enfrenta obstáculos de curto prazo diante da política monetária cautelosa do Fed. De acordo com o banco dinamarquês, quando o momento de correção de juros acabar, os mesmos motivos que alimentaram a alta do metal devem retornar, com previsão para 2026.

Entre os dirigentes do Fed há uma divergência nas próximas decisões. O diretor do Fed, Stephen Miran, mencionou nesta segunda-feira (3), que pretende defender a redução de 50 pb (pontos-base) na próxima reunião monetária em dezembro. Já o presidente da distrital de Chicago, Austan Goolsbee, mencionou que ainda não tomou uma decisão acerca do encontro.

Do auge à queda: ouro desaba após sequência histórica de altas

Na segunda-feira (20), o ouro parecia imbatível. Encerrava o dia no topo de uma escalada impressionante, acima dos US$ 4.380, um marco que coroava meses de valorização e incertezas econômicas em mercados globais. Após 24 horas, o cenário virou completamente. Nesta terça-feira (21), o metal precioso registrou sua maior queda desde 2020, numa correção que pegou o mercado de surpresa e devolveu parte dos ganhos acumulados ao longo do ano.

O ouro vinha chamando atenção por todos os lados do mercado. Investidores e analistas não conseguiam tirar os olhos da escalada do metal, impulsionada por compras constantes de bancos centrais e movimentos especulativos. Enquanto isso, o cenário global se mostrava instável, entre tensões geopolíticas e sinais mistos da economia americana, fazendo do ouro um refúgio procurado. Nas últimas semanas, o metal parecia quase imbatível, com uma demanda que não dava trégua e alimentava expectativas cada vez maiores.

Realização de lucros leva ouro a forte correção

Nos terminais de negociação, o movimento foi rápido e intenso. O ouro à vista recuou 4,1%, cotado a US$ 4.178,23 (R$ 22.514,61), enquanto os contratos futuros para dezembro caíam 3,9%, a US$ 4.190,80 (R$ 22.582,41). Esse recuo foi suficiente para interromper uma sequência de recordes impulsionada pela expectativa de cortes nos juros americanos e pela corrida global por ativos de proteção.

Analistas atribuem o tombo a uma conjunção de fatores, incluindo a força do dólar, que avançou 0,4% no dia, e um repentino apetite por risco entre investidores. “Quando o mercado respira e busca ganhos em outros ativos, o ouro é o primeiro a sofrer”, comenta Jim Wyckoff, analista sênior da Kitco Metals.


Ouro tem maior queda após rali histórico (Vídeo: reprodução/YouTube/InfoMoneyNews)

Do auge à cautela: ouro desacelera após alta histórica

A virada acontece em um momento delicado. O metal vinha acumulando alta de cerca de 60% em 2025, sustentado por tensões geopolíticas e compras consistentes de bancos centrais. Agora, com o dólar fortalecido e os olhares voltados para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos, adiado para sexta-feira (24) devido à paralisação no país, o mercado adota uma postura de espera e maior cautela.

O que antes era euforia virou prudência. Nos bastidores, operadores falam em realização de lucros e ajuste natural após uma escalada rápida demais para ser sustentável. O ouro, que parecia invencível na véspera, lembra agora que até os portos mais seguros balançam quando o vento do mercado muda de direção de forma inesperada.

Ouro atinge novo recorde com tensão global e corte de juros à vista

O ouro ultrapassou a marca histórica de US$ 4.100 por onça na segunda-feira (13), em meio ao aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e China e à expectativa de corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve. A cotação à vista chegou a US$ 4.116,77 no início da tarde, segundo dados de mercado. O movimento reflete a busca global por ativos considerados seguros em um cenário de instabilidade geopolítica e incertezas econômicas.

Investidores apostam em ouro meio à incerteza

A valorização do ouro neste ano já acumula alta de 56%, impulsionada por fatores como compras de bancos centrais, fluxo crescente de investidores institucionais e sinais de desaceleração monetária nos EUA. Com a tensão política reacendida pelo presidente americano Donald Trump e a sinalização do Fed para cortes em outubro e dezembro, investidores correram para proteger seus ativos.


Publicação da CNN Brasil (Vídeo: reprodução/Youtube/CNN Brasil Money)

A corrida por segurança vem crescendo desde o rompimento da trégua comercial entre EUA e China. O anúncio de Trump, feito na última sexta-feira, desestabilizou os mercados globais e reforçou o papel do ouro como proteção contra riscos. Além disso, o Federal Reserve deve cortar os juros em 0,25 ponto percentual ainda em outubro, com chances de nova redução em dezembro. Taxas mais baixas favorecem o ouro, por se tratar de um ativo sem rendimento, que se valoriza quando o custo de oportunidade de mantê-lo cai.

Alta histórica atrai investidores e movimenta mercado brasileiro

Com o novo recorde internacional, o ouro também despertou o interesse de investidores brasileiros. Dados da B3 apontam crescimento de 700% no volume de negociação do Contrato Futuro de Ouro no último trimestre, com destaque para a participação de estrangeiros e pessoas físicas. Esse movimento reflete a busca por ativos mais seguros em meio à volatilidade do cenário econômico.

Além disso, a isenção de tarifas oferecida pela bolsa brasileira até novembro impulsionou ainda mais o número de negociações. Especialistas afirmam que, diante da valorização histórica, o ouro volta a ganhar força como alternativa de proteção e diversificação de carteira. ETFs como o GOLD11 e GLDX11 também ganharam força, oferecendo exposição direta ao metal. Para especialistas, a tendência é que o ouro continue em alta, podendo chegar a US$ 5.000 até o fim de 2026, especialmente se as tensões geopolíticas persistirem e os cortes de juros se confirmarem.

Ouro atinge recorde inédito e se firma como refúgio diante da turbulência nos mercados internacionais

Ouro atinge recorde histórico ao ultrapassar US$ 4.000 por onça, refletindo fatores econômicos e geopolíticos que aumentam a procura pelo metal como ativo de proteção. A expectativa de cortes na taxa de juros do Federal Reserve (Fed), somada à paralisação parcial do governo americano, intensifica a instabilidade nos mercados e eleva a percepção de risco entre investidores.

Os contratos futuros de ouro para entrega em dezembro avançaram cerca de 1,3%, atingindo US$ 4.058, enquanto o ouro à vista negociava próximo de US$ 4.036. Especialistas afirmam que a valorização evidencia o papel do metal como proteção frente à volatilidade cambial e às oscilações financeiras, atraindo atenção de investidores institucionais e privados.

Expectativa de cortes de juros impulsiona valorização

Analistas apontam que a perspectiva de redução da taxa básica de juros nos EUA é um dos principais fatores por trás da alta do ouro. Um corte de 25 pontos-base neste mês, seguido por outra possível redução em dezembro, estimula a demanda pelo metal, que historicamente se valoriza em períodos de juros baixos, preservando valor mesmo sem gerar dividendos.

Peter Grant, vice-presidente de metais, afirma que o ouro atua como um refúgio seguro em tempos de incerteza, destacando que a demanda de investidores institucionais fortalece sua importância estratégica.

Paralisação do governo reforça recorde histórico

A paralisação parcial do governo americano, agora no sétimo dia, interrompeu a divulgação de indicadores oficiais, obrigando investidores a recorrer a dados alternativos e projeções independentes para avaliar o ritmo de cortes de juros. Assim, o cenário reforça a atratividade do ouro, que atinge recorde histórico e segue valorizando-se em períodos de instabilidade política.


Ouro alcança valor recorde no mercado internacional (Vídeo: reprodução/YouTube/G1)

Crises geopolíticas em países como França e Japão pressionam os mercados internacionais, consolidando o metal como principal ativo seguro frente a ações e moedas tradicionais. Enquanto isso, investidores ajustam carteiras para proteger capital e aproveitar oportunidades de valorização.

Compras estratégicas e crescimento do ouro atinge recorde histórico

Valorização do ouro atinge recorde histórico em 2025, acumulando alta superior a 50% no ano, superando os mercados acionários e reforçando sua posição como ativo de destaque. Compras estratégicas de bancos centrais, somadas a aportes em fundos de índice (ETFs), sustentam essa trajetória de valorização.


         Ouro alcança valorização de 50% (reprodução/X/@DocRoger)


A prata acompanhou parcialmente o movimento, registrando crescimento de 2,4% e aproximando-se de seu próprio recorde histórico. Outros metais, como platina e paládio, apresentaram variações mais moderadas, mantendo o foco dos investidores no ouro como principal porto seguro.

Cenário futuro e perspectivas do ouro atinge recorde histórico

Segundo analistas, a evolução do ouro atinge recorde histórico nos próximos meses e dependerá de três fatores: decisões do Fed, paralisação governamental e volatilidade global. Um corte mais profundo de juros ou a extensão da instabilidade política poderia impulsionar ainda mais o metal, consolidando seu papel como refúgio seguro.

Além disso, a demanda deve permanecer elevada, impulsionada por investidores individuais e institucionais que buscam diversificação. Mercados monitoram indicadores alternativos, já que a paralisação limita dados oficiais.

Portanto, ajustes estratégicos em carteiras são esperados, aproveitando oportunidades de valorização e mitigando riscos de desvalorização. A expectativa é que o ouro continue desempenhando papel estratégico, oferecendo proteção contra incertezas econômicas e turbulências geopolíticas.

Consequentemente, especialistas reforçam que a evolução do metal pode impactar ativos correlacionados, como prata, platina e ETFs de metais preciosos, tornando o ouro um termômetro confiável da percepção de risco global. Também, variações no preço do metal influenciam decisões de alocação de capital em mercados internacionais, afetando estratégias de investidores institucionais e privados, fundos de investimento e políticas de reservas de bancos centrais.

Ouro e ações dos EUA batem recordes simultaneamente em meio a otimismo do mercado

O mercado financeiro global assiste a um fenômeno incomum: o ouro e o índice acionário S&P 500 dos EUA atingem picos históricos simultaneamente. Na segunda-feira (22), ambos renovaram suas máximas, um feito que se repetiu seis vezes só neste ano e dez vezes no ano passado. Este alinhamento é notavelmente raro, tendo ocorrido antes, de 1970 a 2023, apenas em duas ocasiões, em 1972, logo após o fim da conversibilidade do dólar em ouro.

Historicamente, esses ativos caminham em direções opostas. O ouro, um tradicional “porto seguro“, prospera em tempos de incerteza e pessimismo econômico. Já as ações costumam subir em cenários de crescimento ou quando a expectativa de estímulo monetário é alta. A convivência atual sugere uma encruzilhada, onde medo e confiança se sobrepõem, ou que uma dinâmica mais profunda está em jogo.

Desvalorização do dólar impulsiona ouro e ações americanas

A principal tese para explicar o inusitado recorde duplo é a forte desvalorização do dólar americano. Analistas como Marko Papic, da BCA Research, e Peter Corey, da Pave Finance, apontam para o enfraquecimento da moeda como o catalisador. O Índice Dólar já recuou 10% neste ano, o que favorece o ouro, cotado em dólares, e torna as ações americanas mais atraentes para investidores estrangeiros.

Este declínio é atribuído, em parte, ao esgotamento do impulso fiscal gerado pelos trilhões de dólares injetados na economia dos EUA durante a pandemia. Segundo Papic, o fim da “dominância fiscal americana” é um ponto de virada.


Ouro e ações dos EUA estão em alta simultaneamente (Foto: reprodução/X/@bahiaeconomica)


Risco de repetição histórica, inflação pode ameaçar os recordes de mercado

O paralelo com o início da década de 1970, o último momento de convergência, é um alerta. Na época, a queda da inflação entre 1970 e 1972 impulsionou as ações. Contudo, a aceleração inflacionária em 1973 levou a um aumento brusco nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), resultando na perda de metade do valor do S&P 500.

Especialistas alertam que a sustentação dos recordes atuais dependerá do rumo da economia: se o crescimento for consistente, as ações podem se decolar e manter a alta; se a inflação ressurgir e o Fed agir drasticamente, o mercado pode enfrentar um desfecho semelhante ao de 1973.

Ouro dispara e atinge máxima histórica com expectativa de corte de juros pelo Fed

Nesta segunda-feira (8), pela primeira vez o ouro superou a marca de US$ 3,6 milhões por onça no mercado spot, impulsionados pelas fortes expectativas de que o Federal Reserve (Fed) irá cortar as taxas de juro na próxima semana. Esse movimento do mercado refletiu os dados de empregos nos EUA, reforçando a possibilidade do corte de juros pelo Fed.

Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, afirma que o ouro pode avançar ainda mais, em direção aos níveis de US$ 3,7 mil a US$ 3.730. De acordo com ele, a “continuidade da fraqueza do mercado de trabalho e as expectativas de cortes contínuos nas taxas de juro do Fed até o início de 2026 podem fornecer suporte sustentado para o ouro”.

Expectativa de corte de juros

O impulso positivo do ouro no mercado veio após o relatório de empregos divulgado na última sexta-feira (5) mostrar uma desaceleração notável no crescimento do emprego nos Estados Unidos. Esse dado possibilitou a chance de um corte de juros de um quarto de ponto percentual, estimado em 90% pelo CME FedWatch. Ainda existe uma chance de 10% de um corte maior de 50 bp, com uma redução ainda mais agressiva.

Esse cenário na economia americana tem sido determinante para o avanço do ouro no mercado, com a queda de juros reduzindo a atratividade de outros ativos para os investidores e fortalecendo a busca por metais preciosos. 


O nível de desemprego nos EUA está ligado a alta do ouro (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Fatores estruturais

A valorização do metal precioso também é explicada por meio de fatores estruturais de médio e longo prazo. O ouro já acumula um crescimento de 38% neste ano, após o aumento de 27% em 2024. Entre os principais fatores para a alta estão o enfraquecimento constante do dólar e o aumento de incertezas no cenário comercial internacional. 

Outro fator de peso é o movimento dos bancos centrais. O da China, por exemplo, tem se destacado ao ampliar sua sequência de compras de ouro por dez meses consecutivos até agosto. Esse movimento reforça o valor do ouro atualmente como ativo estratégico.

Já os rendimentos do Tesouro dos EUA atingiram seu nível mais baixo em cinco meses, reduzindo a atratividade relativa da renda fixa e acabando por direcionar as atenções dos investidores para o ouro. De acordo com Fawad Razaqzada, da City Index e FOREX.COM, o movimento avançado do ouro deve acompanhar os dados dos EUA, caso eles continuem a reduzir. Contudo, se os dados americanos demonstrarem resistência, o analista de mercado avalia que os níveis do ouro devem ser corrigidos.

Bancos centrais se afastam do dólar e apostam mais em ouro, euro e iuan

Em meio à crescente fragmentação do comércio global e à instabilidade geopolítica, bancos centrais ao redor do mundo estão repensando suas estratégias de reserva internacional. Um novo relatório do Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF), que será divulgado nesta terça-feira (25), revela uma tendência significativa de diversificação das reservas cambiais, com menor dependência do dólar americano.

Segundo o estudo, realizado com 75 bancos centrais que juntos administram cerca de US$ 5 trilhões em ativos, um em cada três planeja aumentar sua exposição ao ouro nos próximos um a dois anos. O metal precioso, que já vinha sendo adquirido em ritmo recorde nos últimos anos, deve continuar se beneficiando dessa reconfiguração. Cerca de 40% dos entrevistados afirmaram que pretendem ampliar suas reservas de ouro na próxima década.

“O movimento é claro: após anos de compras robustas, os gestores estão dobrando a aposta no ouro como proteção em tempos incertos”, afirma o relatório.


Notas da China(Foto: reprodução/AFP/Exame)

Dólar perde espaço

A pesquisa do OMFIF também sinaliza uma queda acentuada no apetite pelo dólar. A moeda americana, que no ano passado liderava a preferência entre os bancos centrais, caiu para a sétima posição no ranking de popularidade. Sete em cada dez gestores de reservas afirmaram que o ambiente político dos Estados Unidos é um fator de desestímulo ao investimento em dólar, mais que o dobro da proporção registrada no ano anterior.

A desvalorização do dólar e a instabilidade nos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), considerados tradicionalmente como ativos seguros, foram agravadas após as tarifas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump no chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril. O episódio gerou turbulência nos mercados e acendeu alerta entre os responsáveis pelas reservas internacionais.

Max Castelli, chefe de estratégia e consultoria para mercados soberanos globais no UBS Asset Management, afirmou à Reuters que recebeu um volume incomum de chamadas após o anúncio das tarifas. “Pela primeira vez, gestores de reservas questionaram se o status de porto seguro do dólar está em risco — algo que nem ocorreu após a crise de 2008”, disse.


Muitas notas de euro (Foto: reprodução/Freepik)

Ouro, euro e iuan ganham força

Na corrida por alternativas, o euro e o iuan surgem como os maiores beneficiários da diversificação. Cerca de 16% dos bancos centrais planejam ampliar investimentos em euro nos próximos 12 a 24 meses, mais que o dobro da fatia registrada no ano passado. Em seguida vem o iuan, que também se fortalece como opção viável.

A longo prazo, no entanto, o protagonismo tende a mudar. O iuan chinês é visto como a principal aposta para a próxima década, com 30% dos bancos centrais indicando intenção de aumentar sua exposição à moeda, cuja participação nas reservas globais pode triplicar para 6%.

Especialistas ouvidos pela Reuters acreditam que o euro pode recuperar a relevância perdida após a crise da dívida de 2011. Estima-se que sua participação nas reservas cambiais globais possa voltar a cerca de 25% até o final da década, contra os atuais 20%.

Apesar da tendência de diversificação, o dólar deve continuar sendo a principal moeda de reserva mundial, embora com queda projetada para 52% das reservas cambiais globais até 2035, segundo a pesquisa do OMFIF — uma redução em relação aos atuais 58%.

JP Morgan prevê valorização do Bitcoin e vê criptomoeda superando o ouro em 2025

Banco de investimento acredita em um segundo semestre positivo para o mercado cripto, diante de um cenário de apoio político nos EUA, maior clareza regulatória e crescente interesse institucional. Após meses de volatilidade, o Bitcoin volta a atrair a atenção de investidores e promete disputar com o ouro o posto de principal reserva de valor.

Bitcoin retoma força e supera expectativas

O Bitcoin (BTC) voltou a ultrapassar os US$ 100 mil (cerca de R$ 566 mil) e a ganhar destaque neste ano após fortes oscilações no preço. A instabilidade foi causada, em parte, pelas ações do presidente dos EUA, Donald Trump, que aumentaram as tensões comerciais no cenário global.

A nova projeção do JP Morgan marca uma mudança importante na visão de uma das maiores instituições financeiras do mundo sobre o mercado de criptomoedas. Segundo o banco, o Bitcoin deve superar o ouro em desempenho durante 2025, favorecido por condições regulatórias e políticas mais favoráveis.

O relatório aponta que, entre fevereiro e abril, o ouro teve alta enquanto o Bitcoin caiu. Porém, nas últimas semanas, a tendência se inverteu, com o Bitcoin ganhando força e o ouro perdendo valor. O JP Morgan acredita que esse movimento continuará ao longo do ano, com o Bitcoin se destacando cada vez mais.

Fatores políticos e institucionais impulsionam criptomoeda

A análise do banco identifica como principais motores da valorização do Bitcoin a maior aceitação institucional das criptomoedas, o avanço de regulamentações mais claras nos Estados Unidos e o apoio de Donald Trump ao setor.

O presidente, inclusive, já estabeleceu uma reserva monetária em Bitcoin, semelhante às existentes em dólar e ouro, com o objetivo de diversificar e proteger a economia do país.

Além disso, grandes empresas do setor financeiro e tecnológico vêm se posicionando discretamente para aproveitar a próxima onda de crescimento do mercado cripto. Esse movimento indica uma expectativa otimista por parte de players relevantes, que veem nas criptomoedas não apenas um ativo de risco, mas uma aposta estratégica de longo prazo.


Trump no Salão Oval da Casa Branca, em 6 de março de 2025, quando estabeleceu a Reserva Estratégica de Bitcoin (Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)


Volatilidade continua, mas otimismo prevalece

Em abril, analistas do JP Morgan disseram que a imagem do Bitcoin como “ouro digital” estava sendo questionada, já que a criptomoeda perdeu valor devido à volatilidade do mercado causada pela guerra comercial dos Estados Unidos.

A criptomoeda chegou a cair para cerca de US$ 75 mil (R$ 424,5 mil), uma queda de mais de 30% em relação ao seu recorde de quase US$ 110 mil (R$ 622,6 mil). A queda foi impulsionada pelo medo dos investidores diante das tarifas impostas por Donald Trump.

Apesar disso, a criptomoeda voltou a ser negociada em torno de US$ 100 mil (R$ 566 mil). Especialistas acreditam que o preço do bitcoin continuará subindo até ultrapassar os US$ 20 trilhões (R$ 113,2 trilhões) da capitalização de mercado do ouro. Eles também preveem que o BTC possa atingir US$ 1 milhão por unidade (R$ 5,66 milhões) no futuro.

Ouro e Bitcoin disputam papel de reserva de valor

A valorização do Bitcoin ocorre em paralelo ao bom desempenho do ouro, que também atingiu máximas históricas em 2025, impulsionado pela busca por segurança diante das incertezas geopolíticas. No entanto, enquanto o metal tem apresentado uma leve correção nas últimas semanas, o BTC parece consolidar seu papel como alternativa viável de proteção patrimonial.

Segundo Gadi Chait, diretor de investimentos do banco cripto Xapo Bank, os dois ativos ocupam posições semelhantes no imaginário dos investidores. Com capitalizações de mercado próximas, ambos se consolidam como opções sólidas diante de um cenário global volátil.

Clash de Cartier retorna com ousadia e autenticidade em nova coleção

A Cartier relança a icônica coleção Clash de Cartier, agora com um novo olhar que mistura tradição e ousadia. Sua nova versão, a linha ganha força com texturas amplificadas, formas marcantes e um design que expande as possibilidades da joalheria contemporânea. Aneis, brincos, colares e pulseiras surgem em ouro ou cravejados de diamantes, mantendo os códigos estéticos emblemáticos da coleção, como os studs e os clous carrés, agora reinterpretados com mais volume e fluidez.

Movimento e dualidade em cada detalhe

Uma das principais novidades da coleção é sua estrutura inovadora. As peças foram desenvolvidas com uma malha ondulada, que se adapta ao corpo e acompanha seus movimentos com leveza e precisão. Essa característica dá às joias uma sensação de leveza e liberdade, sem perder o acabamento luxuoso e sofisticado. A proposta da Cartier vai além do visual: é uma reinterpretação da joalheria tradicional, onde os opostos se encontram. Força e delicadeza, rigidez e suavidade, rebeldia e elegância, criando uma grande harmonia.


Anel Clash de Cartier e Pulseira Clash de Cartier (Foto: Reprodução/Cartier)


O resultado são joias de personalidade forte, ideais para quem busca autenticidade em cada detalhe do visual. A coleção é pensada para pessoas com estilo próprio, que não seguem tendências, mas sim as adaptam à sua essência.

Lily Collins encarna o espírito Clash

Para personificar essa atitude ousada, a Cartier escolheu a atriz Lily Collins como embaixadora da coleção. Com seu espírito livre, sofisticação natural e versatilidade, a anglo-americana traduz perfeitamente o conceito da Clash de Cartier. Lily representa a mulher moderna: segura de si, cheia de nuances e orgulhosa de suas contradições.


Lily Collins em evento da Cartier em 2017 (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Jon Kopaloff)


A nova fase da Clash reforça o compromisso da maison em inovar, sem perder a essência. A coleção é um convite à auto expressão, joias que abraçam o inesperado e celebram a liberdade de ser único.

A Cartier

É uma renomada maison francesa de joalheria e relojoaria de luxo, fundada em Paris em 1847 por Louis-François Cartier. Ao longo de sua história, tornou-se símbolo de elegância, sofisticação e inovação no design de joias e relógios. E se tornou uma grande referência por atender à realeza europeia e celebridades, sendo chamada de “joalheiro dos reis e rei dos joalheiros” pelo rei Eduardo VII do Reino Unido.

Rebeca Andrade afirma em entrevista que quer se aventurar em novos esportes 

Em entrevista para o site Comitê Olímpico do Brasil (COB), Rebeca Andrade revelou o desejo por se aventurar em outros esportes. A atleta, que atualmente é a maior medalhista do país, afirmou que tem interesse em praticar aulas de tênis e “altinha”, uma modalidade derivada do futebol e geralmente praticada nas praias.

Rebeca declarou ser péssima em esportes que envolvam bola, mas que quer muito aprender. A atleta destacou que deseja utilizar um pouco mais de seu tempo para focar em outras coisas que gosta de fazer e que as deixam relaxada. Além dos esportes citados, a ginasta mencionou que também gosta de dançar, cantar, ir à praia e fazer trilhas. 

Paris 2024

Nas Olimpíadas de Paris do ano passado, Rebeca Andrade colocou seu nome na história do esporte brasileiro. A atleta conquistou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze. Com as quatro medalhas que ganhou, Rebeca se tornou a maior esportista da história do Brasil nas Olimpíadas.


Rebeca Andrade conquista medalha de ouro (Foto: reprodução/Instagram/@rebecarandrade)

Na entrevista ao site da COB, ela relembrou momentos de sua passagem pela capital francesa. Ela declarou que a experiência foi muito emocionante pela presença de sua mãe na arquibancada e pelo sonho da equipe em alcançar o pódio. Além disso, Rebeca afirmou que ter feito o hino do Brasil tocar foi o momento mais especial para ela.

Preparativos para Los Angeles 2028

A ginasta contou como está sendo a preparação para as próximas Olimpíadas. Em entrevista, ela disse estar focada em cuidar de sua mente e do seu corpo e que não pretende fazer solo. A atleta revelou que o ano de 2025 é um ano mais tranquilo, pois apesar de ter o Mundial, não é em equipes. Segundo Rebeca, o ano de 2026 é mais puxado, pois vale a vaga nas Olimpíadas e as equipes que subiram ao pódio já estão classificadas.