Trump menciona ataque terrestre dos EUA em território venezuelano

Nesta segunda-feira (29), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças americanas realizaram um ataque contra a Venezuela. O ataque foi realizado de forma terrestre e contra uma instalação que, segundo Trump, era usada pelo narcotráfico no país.

Operação citada por Trump

As declarações começaram inicialmente durante uma entrevista à rádio americana WABC, de Nova York, na última sexta-feira (26), quando o presidente mencionou uma operação, porém sem muitos detalhes. No domingo (28), o jornal The New York Times informou que o local se referia a instalações usadas por narcotraficantes na Venezuela. A confirmação dos fatos e de toda a operação aconteceu somente nesta segunda-feira, vinda diretamente do presidente Donald Trump após ser questionado.

Durante a entrevista, o presidente afirmou que houve uma “grande explosão na área onde eles carregam os barcos com drogas”. Ainda segundo Trump, o local “não existe mais”.

Detalhes sobre o local exato não foram informados. Também não foi divulgado se o ataque foi conduzido pelas Forças Armadas ou pela CIA (Agência Central de Inteligência).

Silêncio e ataques

Algumas fontes foram ouvidas pela imprensa americana e, segundo informações, o presidente Trump pode estar se referindo a instalações vinculadas ao narcotráfico na costa da Venezuela. O jornal The New York Times reportou que membros da administração indicaram que se trata de uma base usada por traficantes para abastecer embarcações. O jornal não apresentou confirmações oficiais sobre os detalhes da operação.


Nicolás Maduro, da Venezuela (Foto: reprodução/Juan Barreto/Getty Images Embed)


O possível ataque surge em meio a um ambiente crescente de pressão de Washington sobre o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela, que inclui diversas operações marítimas e ações com a finalidade de desmantelar redes de tráfico de drogas e também enfraquecer a economia venezuelana.

Até agora, os Estados Unidos têm realizado, em sua maioria, ataques a embarcações suspeitas em mar aberto e apreensões de petroleiros venezuelanos, além de movimentação militar mais ampla no Caribe, mas não havia confirmação pública anterior de um ataque em solo venezuelano.

Nenhuma confirmação oficial foi feita até o momento por órgãos americanos, como o Pentágono, a Casa Branca ou a própria CIA, sobre a suposta ação. O governo da Venezuela também não publicou nenhuma nota sobre o ataque.

Bolsonaro segue internado após novas crises de soluços em Brasília

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado em Brasília, no Hospital DF Star. Bolsonaro segue em observação após passar por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, realizada na última quinta-feira (25), durante o feriado de Natal. O estado de saúde do ex-presidente foi atualizado por um boletim médico neste fim de semana.

Saúde e procedimentos

Neste último domingo (28), o hospital divulgou um comunicado informando que Bolsonaro voltou a apresentar novas crises de soluços desde a noite de sábado (27) e, juntamente com isso, uma elevação da pressão arterial, mesmo já tendo passado por um procedimento para controlar esses episódios. Apesar das crises, os médicos destacaram que seu estado de saúde é “estável e sem soluços no momento”, sem sinais de agravamento clínico grave.


Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/Pablo Porciuncula/ Getty Images Embed)


As crises de soluço têm sido um dos maiores desafios no tratamento do ex-presidente desde sua última internação. De acordo com relatos de pessoas próximas a Bolsonaro, o episódio ocorrido na noite do dia 27 foi um dos mais intensos desde o início da internação, com contrações que se estenderam por horas.

Próximos passos

Segundo a equipe médica, o procedimento realizado foi um bloqueio anestésico do nervo frênico direito, responsável pelos impulsos enviados ao diafragma — principal músculo respiratório. O procedimento foi realizado com a intenção de interromper as contrações involuntárias que provocam soluços persistentes. Com o retorno dos soluços, a equipe médica informou que o ex-presidente fará novamente o mesmo procedimento; porém, desta vez, o nervo frênico esquerdo será bloqueado como complemento ao tratamento.

Ainda segundo o boletim médico, Bolsonaro continuará sob cuidados intensivos, incluindo fisioterapia, medidas de profilaxia de trombose, entre outros procedimentos que auxiliarão no monitoramento constante de seus sinais vitais.

Jair Messias Bolsonaro ainda cumpre sentença de mais de 27 anos por tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito. A autorização para a internação foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que Bolsonaro deixasse a prisão temporariamente para realizar os tratamentos médicos necessários.

Arnold Schwarzenegger reencontra ex-mulher após 14 anos de escândalo

Nesta época de Natal, o ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, de 78 anos, surpreendeu ao passar o Natal ao lado de sua ex-esposa Maria Shriver, de 70 anos. A surpresa do reencontro marca o fim de um dos capítulos mais marcantes da vida pessoal do artista.

Reencontro

A filha mais velha do casal, Katherine Schwarzenegger, registrou o momento do ex-casal ao publicar uma foto em suas redes sociais de toda a família reunida no dia 24, véspera de Natal. Na legenda da foto, estava escrito “dezembro aconchegante”. A imagem logo tomou grandes proporções e reacendeu o interesse sobre a história do casal.


Maria e Arnold Schwarzenegger em evento (Foto: reprodução/Jon Kopaloff/Getty Images Embed)


Em 2011, o casal formado por Schwarzenegger e Shriver anunciou a separação após 25 anos de casamento. O anúncio do fim veio logo após a divulgação de um escândalo de traição que envolvia o ator e uma funcionária doméstica que trabalhava para a família, com quem teve um filho chamado Joseph Baena.

Momentos antes da revelação da traição, acontecia também o fim do mandato de Arnold como governador do estado da Califórnia. Em tempo, Schwarzenegger chegou a vir a público para admitir o caso extraconjugal.

Divórcio 10 anos depois

A oficialização do divórcio de Maria e Arnold só veio 10 anos após o anúncio do término, em 2021. A trajetória de reconciliação entre Schwarzenegger e Shriver inclui momentos difíceis, tanto como casal quanto individualmente, inclusive expressos no livro Eu Sou Maria, lançado por Shriver em 2025, no qual ela descreve o processo do divórcio como “brutal”.

Apesar de todas as adversidades enfrentadas, o registro de toda a família reunida para o Natal deste ano pode indicar que ambos conseguiram estabelecer uma relação de respeito mútuo e cooperativa em prol de toda a família e da história juntos. A foto mostra o ex-casal lado a lado, em clima de celebração e confraternização.

O casal teve quatro filhos juntos — Katherine, Christina, Patrick e Christopher.

Alexandre de Moraes emite nota oficial e nega pressão sobre Banco Central

Na noite da última terça-feira (23), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes divulgou uma nova nota oficial para esclarecer encontros mantidos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, após questionamentos sobre uma suposta atuação em favor do Banco Master. Segundo o magistrado, as reuniões ocorreram exclusivamente para tratar dos impactos da aplicação da Lei Magnitsky, sem qualquer relação com processos de aquisição bancária.

De acordo com Moraes, os encontros aconteceram em seu gabinete, em duas datas distintas: 14 de agosto, após a primeira aplicação da legislação norte-americana, e 30 de setembro, quando as sanções também atingiram sua esposa. O ministro reforçou que, em nenhum momento, houve discussões sobre a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), nem qualquer tipo de pressão institucional junto à autoridade monetária.

Reuniões e negativas de interferência

Na nota, Alexandre de Moraes afirmou que jamais esteve fisicamente no Banco Central e negou ter realizado ligações telefônicas ao presidente da instituição para tratar do assunto. Segundo ele, todas as conversas tiveram caráter institucional e se limitaram aos efeitos práticos das sanções financeiras impostas pela Lei Magnitsky, especialmente no que diz respeito à manutenção de contas bancárias, cartões de crédito e movimentações financeiras.



O ministro também negou qualquer participação do escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, na operação envolvendo o Banco Master. Ele declarou que o escritório nunca atuou junto ao Banco Central em processos relacionados à aquisição do banco pelo BRB, rebatendo diretamente as suspeitas levantadas após reportagens sobre o tema.

Divergências entre versões

Apesar da manifestação do ministro, reportagens recentes apontaram que Moraes teria procurado Galípolo em outras ocasiões para tratar do andamento da operação. Segundo fontes ouvidas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, teriam ocorrido contatos telefônicos e ao menos um encontro presencial, nos quais o ministro demonstrou interesse na aprovação do negócio. O Banco Central, por sua vez, confirmou que houve reuniões, mas afirmou que elas se restringiram aos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.

A operação envolvendo o Banco Master segue sob investigação. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso no âmbito de apurações conduzidas pela Polícia Federal, que identificaram supostas fraudes no repasse de créditos bilionários. O caso foi posteriormente remetido ao Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, e continua em análise.

Contrato milionário e repercussão

Outro ponto que gerou repercussão foi a existência de um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. Documentos revelaram que o acordo previa pagamentos mensais elevados ao longo de três anos, embora órgãos como o Banco Central e o Cade tenham informado que não receberam qualquer atuação formal do escritório no caso.

Em meio às controvérsias, Alexandre de Moraes sustenta que não houve conflito de interesses e que todas as suas ações ocorreram dentro dos limites institucionais. O episódio reacende debates sobre transparência, relações entre Poder Judiciário e sistema financeiro e os impactos políticos e jurídicos da aplicação de sanções internacionais a autoridades brasileiras.

Bolsonaro é internado em hospital para realizar cirurgia de hérnia

Jair Bolsonaro (PL), deixou a Superintendência da PF em Brasília nesta quarta-feira (24), véspera de natal, e foi internado no Hospital DF Star, que fica a cerca de 5 a 7 minutos da Superintendência, para realizar uma cirurgia para hérnia inguinal bilateral.

O ex-presidente é internado após autorização do STF e do ministro Alexandre de Moraes para deixar a sede da Polícia Federal, onde está preso atualmente. Bolsonaro deixou a sede da PF por volta das 9h30, e chegou ao hospital em cerca de cinco minutos. Esta é a primeira vez em 32 dias que o mesmo deixa a prisão.

Internação e cirurgia

A cirurgia interventiva de hérnia inguinal bilateral será a oitava cirurgia de Jair. A expectativa é de que a equipe médica chegue a Brasília nesta quarta-feira (24), o procedimento cirúrgico irá ocorrer no dia do natal (25).


PF levando Jair Bolsonaro ao hospital DF Star em Brasília (Foto: Reprodução/SERGIO LIMA/Getty Images Embed )


Em entrevista à CNN, o cirurgião Cláudio Birolini e a equipe médica responsável pela cirurgia de Bolsonaro, estimam ao menos uma semana de internação após a cirurgia. O procedimento cirúrgico é considerado seguro, de baixo risco, com recuperação rápida e geralmente costuma durar cerca de três horas.

Determinações de segurança

Alexandre de Moraes detalhou as determinações de segurança e como será cada etapa da internação do ex-presidente. 

  • Estabeleceu que a transferência de Bolsonaro para o hospital deveria ocorrer sem aparição pública e de maneira discreta, com desembarque feito pelas garagens do hospital.
  • Determinou segurança e fiscalização 24 horas por dia, com no mínimo dois policiais federais posicionados na porta do quarto, contando também com equipes dentro e fora do hospital.
  • Moraes proibiu a entrada de telefones celulares, computadores e quaisquer dispositivos eletrônicos no quarto onde Bolsonaro está instalado, exceto, claro, os equipamentos médicos. 
  • O ministro autorizou que Michelle Bolsonaro (PL) acompanhe Jair Bolsonaro. Os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro também pediram para ser acompanhantes do pai, mas o pedido foi negado por Moraes. Os filhos podem recorrer a visitas mediante prévia autorização judicial.

Alexandre de Moraes autoriza cirurgia do ex-presidente Bolsonaro no dia 25, no Natal

Nesta terça-feira (23), no Diário de Justiça, foi publicada uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizando o pedido da defesa do ex-presidente do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, para que ele pudesse sair da prisão na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. (Condenado a 27 anos e 3 meses por condenação por tentativa de golpe de Estado). 

A decisão autoriza o ex-presidente a realizar uma cirurgia para tratar um quadro de hérnia inguinal bilateral por conta de crises de soluço, no Hospital DF Star, também localizado em Brasília. A defesa do ex-presidente solicitou que seus filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, acompanhassem o pai deles, Jair, no hospital. No entanto, a única pessoa autorizada a acompanhar Jair Bolsonaro durante toda a internação, em razão da cirurgia, foi sua esposa, Michelle.

O ex-presidente será internado no Hospital DF Star no dia 24 de dezembro, véspera de Natal, para a realização de exames, e passará por cirurgia no dia 25, data do Natal, para a correção de hérnias inguinais que vêm afetando sua saúde há bastante tempo.

Estado de saúde do ex-presidente do Brasil, Bolsonaro 

O ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, passou por uma perícia médica realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal (PF). Na avaliação, foi concluído que o ex-presidente apresenta soluços intensos e persistentes, com episódios de até 30 a 40 minutos, o que teria agravado seu estado de saúde e contribuído para o desenvolvimento de hérnia inguinal bilateral — um problema que afeta os dois lados da região da virilha —, tornando necessária intervenção cirúrgica. 

A cirurgia é considerada eletiva, ou seja, não se trata de um caso de urgência ou emergência. Porém, para uma melhora de saúde de Bolsonaro, é bom fazer quanto antes.  A hérnia inguinal, também chamada de hérnia na virilha, ocorre quando tecidos do interior do abdômen atravessam um ponto enfraquecido da parede muscular abdominal, formando um abaulamento local, ou seja, um inchaço na região da virilha. Quando essa condição ocorre em ambos os lados, ela é classificada como bilateral.


 

Médico explica a cirurgia que o ex-presidente Bolsonaro vai ser submetido (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018, o que, desde então, tem causado problemas de saúde crônicos e múltiplas cirurgias ao longo dos anos. Em abril deste ano de 2025, o ex-presidente foi hospitalizado em Brasília após sentir fortes dores abdominais por uma obstrução no intestino, consequência da facada sofrida em 2018.

Já em setembro de 2025, Jair Bolsonaro foi ao Hospital DF Star para exames e retirada de oito lesões de pele. As análises indicaram a presença de câncer de pele em estágio inicial. Também foram constatadas anemia persistente e alterações na função renal.

Entre outubro e novembro de 2025, o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, relatou episódios de fortes soluços e vômitos que afetaram a saúde e a comunicação de Jair Bolsonaro. O que levou à necessidade de avaliação médica e ao pedido de autorização judicial para a cirurgia, que ocorrerá no dia 25 de dezembro, no Natal.

Decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes

A autorização para a cirurgia foi concedida pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes, na última quinta-feira (19). Na ocasião, ele permitiu que a esposa do ex-presidente Bolsonaro, Michelle, o acompanhasse no hospital, mas negou que seus filhos, Flávio e Carlos Bolsonaro, pudessem estar presentes.

Além disso, o ministro também negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente. Moraes entende não haver requisitos legais para a concessão do benefício e mencionou diversos descumprimentos das medidas cautelares por Jair Bolsonaro, como o uso de telefone irregular e a tentativa de violar a tornozeleira eletrônica.


Post do Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, sobre a decisão de Moraes (Foto: reprodução/Instagram/@carlosbolsonaro)


A defesa do ex-presidente não havia solicitado uma data para a cirurgia na quinta-feira (19); no entanto, submeteu o pedido oficialmente nesta terça-feira (23). Assim, o ex-presidente poderá passar pela cirurgia no dia 25 de dezembro.

Para concluir, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) desde 22 de novembro, após ter tentado violar a tornozeleira eletrônica que utilizava. O ex-presidente confessou ter tentado abrir o aparelho com um ferro de solda. Em 25 de novembro, o ministro Alexandre de Moraes determinou que ele começasse o cumprimento da pena de mais de 27 anos e 3 meses de reclusão no mesmo local em que já estava detido.

Moraes concede prisão domiciliar a Heleno

O general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do governo Jair Bolsonaro, passou a cumprir prisão domiciliar na noite desta segunda-feira (22), após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Condenado a 21 anos de prisão por envolvimento em uma trama golpista após as eleições de 2022, Heleno deixou o Comando Militar do Planalto depois que laudos médicos apontaram um quadro de demência compatível com Alzheimer, levando o STF a autorizar a mudança de regime por razões humanitárias.

Decisão do STF altera regime de cumprimento da pena

O ministro Alexandre de Moraes autorizou a conversão do regime fechado para prisão domiciliar após analisar laudos médicos produzidos por peritos oficiais que apontaram comprometimento cognitivo e a necessidade de acompanhamento contínuo. A decisão foi tomada no âmbito da execução da pena imposta a Augusto Heleno, condenado pelo Supremo Tribunal Federal por envolvimento em uma trama considerada antidemocrática após as eleições de 2022.

Na decisão, Moraes afirmou que a mudança no regime não representa revisão da condenação nem redução da gravidade dos crimes, mas uma medida de caráter excepcional, fundamentada em critérios humanitários e previstos na legislação penal brasileira. O ministro também destacou que o cumprimento da pena continua válido e que a prisão domiciliar está condicionada ao respeito a regras rigorosas impostas pelo STF.


Heleno começa a cumprir prisão domiciliar após decisão de Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)


Saída do Comando Militar do Planalto

Augusto Heleno estava detido desde o fim de novembro em instalações do Comando Militar do Planalto, em Brasília, local destinado ao cumprimento inicial da pena em razão de sua condição de general da reserva. Com a nova decisão, ele deixou a unidade militar e seguiu para sua residência, onde passou a cumprir a pena sob monitoramento judicial.

A permanência em unidade militar havia sido definida como alternativa ao sistema prisional comum, mas o avanço do quadro clínico levou a Corte a reavaliar a adequação do local ao estado de saúde do condenado. A defesa vinha sustentando que o ambiente de reclusão poderia agravar o comprometimento cognitivo apontado nos exames.

Laudos médicos e parecer da PGR embasaram decisão

A conversão do regime foi embasada em laudos médicos solicitados pelo próprio Supremo Tribunal Federal, elaborados por peritos da Polícia Federal. Os documentos indicaram um quadro compatível com demência em evolução, exigindo cuidados constantes e acompanhamento especializado, além de apontarem risco de agravamento caso o general permanecesse em ambiente de detenção.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente ao pedido da defesa, entendendo que os elementos médicos apresentados justificavam a adoção da prisão domiciliar. O parecer da PGR foi citado por Moraes como um dos fundamentos para a decisão.

Restrições impostas durante a prisão domiciliar

Apesar de cumprir a pena em casa, Augusto Heleno permanece submetido a medidas cautelares determinadas pelo STF, incluindo monitoramento eletrônico e restrições de comunicação. A decisão estabelece que o ex-ministro não poderá deixar a residência sem autorização judicial, manter contato com outros investigados nem utilizar meios de comunicação que possam interferir no andamento do processo.

O Supremo também determinou que o descumprimento das condições impostas poderá resultar na revogação imediata do benefício e no retorno ao regime fechado, reforçando que a prisão domiciliar não significa liberdade.

Condenação e contexto da investigação

Heleno foi condenado pelo STF por participação em um núcleo estratégico que, segundo a acusação, atuou para desacreditar o processo eleitoral e estimular medidas de ruptura institucional após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O ex-ministro era considerado um dos principais assessores do governo e mantinha forte influência sobre temas ligados à segurança institucional.

A pena aplicada ultrapassa 20 anos de prisão e passou a ser executada após o trânsito em julgado da decisão. O caso integra um conjunto de ações penais que envolvem militares da reserva e civis acusados de atentar contra o Estado Democrático de Direito.

Repercussão da decisão

A autorização da prisão domiciliar gerou repercussão imediata no meio político e jurídico. Enquanto especialistas destacam que a medida está prevista em lei e pode ser aplicada independentemente da gravidade do crime, desde que haja justificativa médica comprovada, críticos avaliam que o caso reacende o debate sobre tratamento diferenciado a autoridades de alto escalão.

No Supremo, a avaliação é de que a decisão segue parâmetros técnicos e jurídicos, mantendo a execução da pena e assegurando o controle judicial sobre o condenado. O caso segue sob acompanhamento da Corte, que poderá reavaliar o regime caso haja descumprimento das condições ou mudança no quadro clínico.

China critica interceptação de navios pelos EUA e defende Venezuela

Nesta segunda-feira (22), a China afirmou que a apreensão de navios de outros países pelos Estados Unidos é uma grave violação do direito internacional. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês fez a declaração durante uma coletiva de imprensa diária. Segundo o ministro, Pequim se mantém firme em sua oposição a sanções unilaterais consideradas “ilegais”.

China alerta sobre tensões diplomáticas

Em posicionamento oficial, a China classifica as ações de apreensão dos Estados Unidos como arbitrárias, destacando que tais medidas não podem ser constatadas como respaldadas por organismos multilaterais e que desrespeitam normas de navegação internacional e também de comércio. O ministro ressaltou ainda que práticas desse tipo agravam as tensões diplomáticas entre os países e comprometem a estabilidade das relações de interesse.


Cargas com bandeira dos EUA e China (Foto: reprodução/Yaorusheng/Getty Images Embed)


Ainda durante a coletiva, o representante do governo chinês afirmou que a Venezuela possui pleno direito de manter relações políticas, comerciais e econômicas com qualquer outro país.

A China, até então, é um dos maiores aliados do governo venezuelano, que há alguns dias saiu em defesa de Nicolás Maduro diante das críticas que o regime vem enfrentando por parte dos Estados Unidos, atualmente sob a administração de Donald Trump.

Cenário geopolítico

Informações divulgadas neste último domingo (21) indicam a terceira interceptação, por parte dos Estados Unidos, de um navio petroleiro nas proximidades da costa da Venezuela. Tal fato culminou no posicionamento chinês referente a essas atitudes. Contudo, a ação foi noticiada por duas agências distintas, Bloomberg e Reuters, que apresentaram versões diferentes sobre o ocorrido.

Segundo a Bloomberg, o navio seria o petroleiro Bella 1 e forças norte-americanas já teriam embarcado na embarcação. Já a Reuters informou que o navio interceptado estaria sendo perseguido, mas que a abordagem ainda não teria sido concluída até o momento da publicação.

O episódio coloca em foco o cenário de tensão geopolítica envolvendo, mais uma vez, os Estados Unidos, a Venezuela e seus aliados, além de trazer novamente ao debate o uso de sanções econômicas como instrumento de pressão política no cenário internacional.

Polêmica com campanha da Havaianas gera críticas nas redes

A Havaianas, uma das marcas mais tradicionais do mercado nacional, passou a enfrentar uma onda de críticas após a publicação de um filme publicitário com a presença da atriz Fernanda Torres. O conteúdo foi interpretado de forma política por parte do público e gerou forte repercussão nas redes sociais, especialmente entre usuários que associaram a campanha a posicionamentos ideológicos.

Interpretações

No vídeo, Fernanda Torres inicia com uma fala que foi interpretada por parte do público como uma crítica à direita política, ao afirmar: “Desculpa, mas eu não quero que você comece 2026 com o pé direito”. Em poucas horas, hashtags e vídeos relacionadas ao boicote à marca já se encontravam entre os assuntos mais comentados do país, ampliando o alcance da discussão e dividindo opiniões entre os consumidores.


Vídeo campanha, Havaianas com Fernanda Torres (Vídeo: reprodução/Instagram/@oficialfernandatorres)


Ainda no post, a legenda do vídeo publicado diz: “Eu e Havaianas só te desejamos uma coisa nesse Ano Novo: coragem pra entrar com os dois pés em tudo que vier por aí”. A mensagem, segundo uma parte do público, apenas intensificou a divisão política do caso.

Cancelamento

Com a repercussão do vídeo, algumas pessoas começaram a se manifestar de forma negativa sobre o filme publicitário, fazendo declarações públicas sobre interromper imediatamente o uso dos produtos da empresa. Comentários críticos também passaram a questionar o posicionamento da marca e a relação entre publicidade e discurso político.

O vídeo faz parte de uma série de outras publicações lançadas anteriormente em parceria com a atriz Fernanda Torres, com o objetivo de promover ideias, campanhas e novos lançamentos da marca. A publicação em si tinha como objetivo celebrar a chegada do verão e o período das festas de final de ano, tradicionalmente associado a ações de marketing da empresa.

Até o momento, não houve nenhum pronunciamento oficial por parte da Havaianas nem da assessoria da atriz Fernanda Torres sobre as interpretações geradas pelo conteúdo ou sobre as críticas recebidas.

Perícia médica conclui que Jair Bolsonaro precisa ser operado

Uma perícia médica concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta um quadro de hérnia e precisa passar por cirurgia. O laudo foi elaborado após avaliação clínica e exames que analisaram o estado de saúde do ex-chefe do Executivo, indicando a necessidade de tratamento cirúrgico para evitar possíveis complicações.

A conclusão da perícia foi divulgada em meio a questionamentos sobre as condições físicas de Bolsonaro. Segundo os médicos responsáveis, o procedimento é indicado como forma adequada de tratamento, já que a hérnia pode causar dores frequentes e comprometer a qualidade de vida do ex-presidente caso não seja tratada.

Resultado da perícia médica

De acordo com o resultado oficial, a junta médica responsável pela avaliação concluiu que Bolsonaro apresenta um quadro que exige intervenção cirúrgica. No documento, os peritos afirmam que “Diante do exposto, essa Junta Médica pericial conclui que o periciado Jair Messias Bolsonaro é portador de hérnia inguinal bilateral que necessita reparo cirúrgico em caráter eletivo”.

A perícia levou em consideração o histórico clínico do ex-presidente, além dos sintomas apresentados durante a avaliação. Os especialistas entenderam que a cirurgia é a alternativa mais segura para tratar o problema de forma adequada e evitar o agravamento do quadro ao longo do tempo.

O laudo também considerou episódios anteriores relacionados à saúde do ex-presidente. Desde o atentado sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, teve de passar por diferentes procedimentos médicos e períodos de internação. Esse histórico foi analisado para garantir que a recomendação fosse feita com cautela e com base em critérios técnicos.

Segundo os médicos, a hérnia pode causar desconforto constante, dores e limitações nas atividades do dia a dia. Em alguns casos, a condição pode evoluir e provocar complicações mais sérias, o que reforça a indicação do procedimento cirúrgico como forma de tratamento.

Pessoas próximas afirmam que Bolsonaro vinha relatando incômodos frequentes, o que motivou a realização da perícia. A avaliação teve como objetivo esclarecer a real condição de saúde do ex-presidente e definir a melhor conduta médica a ser adotada. O laudo não informa uma data específica para a cirurgia, mas aponta a necessidade do procedimento.



Perícia médica em Bolsonaro conclui que ex-presidente tem hérnia e necessita de cirurgia (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Repercussão e próximos passos

A divulgação do resultado da perícia teve ampla repercussão no meio político. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmaram que ele deve seguir todas as orientações médicas e realizar a cirurgia conforme a recomendação dos profissionais responsáveis pelo acompanhamento do caso. Integrantes da oposição também se manifestaram e destacaram que questões relacionadas à saúde devem ser tratadas com seriedade, responsabilidade e respeito, sem uso político do laudo. Para eles, o documento é técnico e deve ser analisado apenas sob o ponto de vista médico, levando em consideração o bem estar do ex presidente.

Especialistas ouvidos apontam que a cirurgia para correção de hérnia é considerada comum e apresenta bons resultados na maioria dos casos. O tempo de recuperação varia conforme o tipo de procedimento e as condições clínicas do paciente, mas o acompanhamento médico é essencial para garantir uma recuperação segura. A equipe responsável pela avaliação informou que continuará monitorando o quadro de Bolsonaro e que exames adicionais poderão ser solicitados para definir detalhes da cirurgia e preparar o ex-presidente para o procedimento, com o objetivo de reduzir riscos e assegurar a eficácia do tratamento.

A condição de saúde também pode impactar a agenda pública de Bolsonaro. Dependendo do período escolhido para a realização da cirurgia, ele poderá precisar se afastar temporariamente de compromissos e atividades públicas, seguindo as orientações médicas. Com a conclusão da perícia, a expectativa é que novas informações sejam divulgadas após a definição do cronograma do procedimento. O caso segue sendo acompanhado de perto, já que envolve a saúde de uma figura de grande relevância na política brasileira.