Presidente do Equador, Daniel Noboa, sofre atentado

Nesta terça-feira (07), o presidente do Equador, Daniel Noboa, sofreu um atentado à sua vida. Ele estava chegando a um evento na província de Cañar, região central de Azogues. Quando seu automóvel foi cercado por uma multidão enfurecida, porque o país passa por uma onda de protesto por conta do aumento do diesel.

O presidente do Equador enfrenta essa onda de protestos, principalmente dos povos indígenas, contra o aumento do preço do diesel. Antes, ele custava US$ 1,80 e passou para US$ 2,80 por galão (de R$ 9,60 para R$ 15, na cotação atual). Os valores subiram 56% por conta do fim de um subsídio do governo. 

Atentado ao presidente do Equador Daniel Naboa 

A ministra de Energia, Inés María Manzano, afirmou que o presidente Daniel não se feriu e classificou o ataque como uma “tentativa de assassinato”. Manzono afirmou também que havia marcas de bala, que indicavam que o veículo foi alvejado. A multidão atirou principalmente pedras, enquanto o carro de Noboa passava. Pelo menos cinco pessoas foram presas. Daniel, por meios oficiais e ONGs, informa que os protestos que estão ocorrendo em todo o Equador deixou um manifestante morto e cerca de 150 feridos, entre civis, militares e policiais. Cerca de 100 pessoas foram detidas. A ministra da energia informou que todos os presos serão processados por terrorismo e tentativa de homicídio. E, em especial nesse caso, do apedrejamento do carro do presidente do Equador, esses cinco foram denunciados formalmente por tentativa de assassinato.


Vídeo do ataque ao automóvel do presidente do Equador Daniel Naboa (Vídeo: reprodução/YouTube/OHFNews)

Além disso, no sábado (5), o presidente do Equador Daniel Noboa decretou estado de emergência por 60 dias em 10 das 24 províncias do Equador. O decreto menciona uma paralisação das estradas e atos de violência que alteraram a ordem pública e uma radicalização por parte dos protestantes. Do mesmo modo, o presidente Noboa classifica quem está participando dos protestos como terroristas e, sem provas, afirma haver mafiosos infiltrados no movimento, incluindo membros da quadrilha venezuelana Tren de Aragua.

Protestos da Conaie e em várias províncias

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (Conaie), maior organização de povos originários do país, começou no dia 22 de setembro uma onda de protestos devido ao aumento do diesel. As manifestações incluíram bloqueios de vias em várias províncias. Além disso, sobre o atentado que ocorreu nesta terça-feira, a Conaie falou que a polícia e o Exército agiram brutalmente contra pessoas que estavam na região por onde passava o carro com Noboa. A Conaie afirmou que mulheres idosas participavam da manifestação e que essas cinco pessoas detidas foram por uma prisão arbitrária.


Foto de protestos no Equador (Foto: reprodução/Rodrigo Buendia/Getty Images Embed)

Para concluir, a Conaie também reivindica a redução do IVA (Impuesto al Valor Agregado, ou seja, imposto sobre o Valor Agregado, equivalente ao ICMS em outros países), de 15% para 12%, e mais recursos para saúde e educação públicas. A entidade acusa o governo de responder com repressão às demandas dos povos indígenas. Um dia antes dessas acusações, o líder da Conaie, Marlon Vargas, afirmou que os manifestantes tomariam Quito se fosse preciso. Entretanto, o presidente Noboa afirmou que quem atua como delinquente será tratado como tal. Aumento dos combustíveis é um tema que sempre causa caos no Equador e já provocou protestos violentos em 2019 e 2022, durante os governos de Lenín Moreno e Guillermo Lasso. O presidente Daniel Noboa tenta colocar ordem novamente no Equador.

Protestos da Geração Z no Marrocos deixam mortos e feridos em confrontos contra gastos da Copa

Os protestos que começaram no último sábado, no final de setembro, ganharam intensidade ao longo dos dias e tiveram seu ponto mais violento na noite de quarta-feira (1º), quando ocorreram as primeiras mortes confirmadas. 

Em Lqliaa, a cerca de 470 km de Rabat, duas pessoas morreram e outras ficaram feridas após policiais abrirem fogo contra manifestantes que, segundo autoridades locais, tentavam roubar armamentos. Já na região metropolitana da capital, grupos incendiaram carros e edifícios e depredaram lojas. 

Nesta quinta-feira (2), o primeiro-ministro Aziz Akhannouch informou que o número de mortos subiu para três, sem detalhar onde ocorreu o novo óbito. O Ministério do Interior divulgou ainda que os protestos já deixaram 354 feridos — sendo 28 civis e 326 membros das forças de segurança — e pelo menos 409 manifestantes presos. O movimento, batizado de GenZ 212, em referência ao código telefônico do país, cresceu rapidamente nas últimas semanas e já alcançou cidades como Rabat, Casablanca, Agadir e Oujda. 

Estopim: mortes em hospital público e falta de infraestrutura

O Marrocos vive uma onda de protestos de grandes proporções, marcada pela mobilização espontânea e descentralizada de jovens da chamada “Geração Z”, que utilizam plataformas digitais como TikTok, Instagram e Discord para convocar manifestações e compartilhar denúncias de descaso social. 

O estopim da revolta, segundo organizações locais, foi a morte de oito mulheres grávidas em um hospital público de Agadir, evento que expôs a precariedade dos serviços de saúde e a carência estrutural de profissionais, medicamentos e equipamentos; para os manifestantes, esse episódio simbolizou a negligência do Estado em áreas essenciais, contrastando diretamente com os altos investimentos direcionados para obras relacionadas à Copa do Mundo de 2030, da qual o Marrocos será um dos países-sede.


Matéria sobre os protestos da Gen Z (Foto: reprodução/X/@BandJornalismo)

Confrontos violentos e vítimas em Lqliaa

A situação ganhou contornos ainda mais dramáticos quando, na cidade de Lqliaa, próxima a Agadir, manifestantes tentaram invadir uma guarnição da gendarmaria, resultando em um confronto violento que envolveu incêndios, ataques ao prédio e tentativas de roubo de armamentos. 

A resposta das forças de segurança foi imediata, com uso de gás lacrimogêneo, dispersões forçadas e disparos de armas de fogo, que culminaram em pelo menos duas mortes confirmadas e dezenas de feridos, evidenciando a gravidade do cenário e a escalada da repressão estatal.

De acordo com balanços oficiais e de organizações civis, mais de 400 pessoas já foram detidas desde o início das manifestações, incluindo menores de idade, enquanto aproximadamente 300 indivíduos ficaram feridos em diferentes cidades, entre manifestantes e policiais

 Além disso, os protestos deixaram um rastro de destruição, com veículos incendiados, agências bancárias depredadas e prédios públicos e privados afetados, provocando forte repercussão nacional e internacional.

Governo nega relação com Copa e promete reformas

O governo marroquino, pressionado pela repercussão negativa, afirmou em comunicados oficiais que reconhece a gravidade das demandas sociais e manifestou intenção de abrir canais de diálogo com os manifestantes, prometendo investimentos em saúde e educação. 

Ao mesmo tempo, no entanto, negou que os bilhões destinados à construção e renovação de estádios para a Copa estejam comprometendo os serviços básicos da população, alegando que parte significativa dos problemas foi herdada de administrações anteriores e não pode ser resolvida de forma imediata.

Organizações internacionais e entidades de defesa dos direitos humanos criticaram duramente o que consideram uso excessivo da força pelas autoridades, pedindo apuração das mortes, revisão das prisões e garantias do direito de protestar de forma pacífica.

Especialistas alertam que a persistência dos jovens nas ruas, aliada ao uso das redes sociais como ferramenta de mobilização em tempo real, pode aumentar a instabilidade no país caso não haja respostas concretas, ao passo que reformas estruturais e políticas inclusivas poderiam representar um caminho para reduzir tensões e restaurar a confiança da população. 

Protestos no Quênia deixam 16 mortos e expõem crise no governo Ruto

Pelo menos 16 pessoas morreram durante protestos contra o governo do Quênia nesta quarta-feira (25), a maioria foi baleada pela polícia. As manifestações marcaram um ano dos atos de 2024 quando mais de 60 pessoas morreram ao protestar contra um projeto de lei fiscal.

Milhares de manifestantes foram às ruas em Nairóbi e em outras cidades, avançando até a residência presidencial e até o Parlamento, mesmo sob forte repressão da polícia local.

Força policial é alvo de críticas

A Anistia Internacional e a Comissão Nacional de Direitos Humanos do Quênia confirmaram o número de mortos e relataram uso excessivo da força por parte da polícia. Pelo menos cinco vítimas foram atingidas por tiros e cerca de 400 pessoas ficaram feridas, incluindo jornalistas e policiais.

Ao menos 107 feridos foram atendidos no maior hospital de Nairóbi, sendo a maioria por armas de fogo. A polícia não respondeu às acusações de violência. Uma emissora local informou que um segurança da companhia elétrica nacional morreu a tiros enquanto patrulhava a sede da empresa.

As transmissões ao vivo dos protestos foram suspensas, mas restabelecidas após decisão judicial. Tal medida gerou críticas sobre a liberdade de imprensa no país.


Protestos contra a polícia na capital Nairóbi, no Quênia (Reprodução/YouTube/@TheTimes)

Tensão e crise fiscal

As manifestações ganharam força após a morte do blogueiro Albert Ojwang, sob custódia policial. Ao menos seis pessoas foram acusadas, incluindo três policiais. O episódio reacendeu o debate sobre abusos cometidos por forças de segurança no país.

A repressão aos protestos provocou a maior crise política do presidente William Ruto desde o início do mandato. Em 25 de junho de 2024, manifestantes invadiram o Parlamento do Quênia em protesto contra novos impostos, o que ocasionou o confronto com a polícia, em incêndios e 10 mortos, em decorrência de uma crise fiscal agravada pela pandemia, pela seca e pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

A comunidade internacional acompanha o caso com preocupação, principalmente diante do histórico de violência policial no país.

Trump envia a Guarda Nacional à LA no 3º dia de protestos  

Los Angeles segue no terceiro dia de protestos, que se iniciaram contra as prisões e deportações de imigrantes determinadas pelo Governo Americano. Contrariando seu opositor do Partido Democrático e atual Governador da Califórnia, Gavin Newsom, Trump enviou a Guarda Nacional na tentativa de conter a escalada dos conflitos.   

Ordem restaurada

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em sua rede social Thuth Social que o Governador do Estado da Califórnia e a Prefeita da Cidade de Los Angeles, Karen Bass “não conseguem fazer o seu trabalho” e que, portanto, o governo federal faria uma intervenção, para controlar a situação conflituosa, que já vem se arrastando há 3 dias sem solução.

Um Decreto Federal assinado por Trump autorizou o envio de 2 mil soldados da Guarda Nacional, esquadrão invocado apenas em emergências, que adentrou às ruas da cidade, portando spray com gás de pimenta e bombas de borracha, enfrentando, ao lado das tropas da polícia local, os tumultos, os quais, segundo Trump, foram provocados por manifestantes “encrenqueiros e revolucionários”.


Guarda Nacional Americana nas ruas de LA (Vídeo: reprodução/X/@Metropoles)


A tensão chegou ao cume na tarde de ontem (8/6), após manifestantes interditaram o trânsito de uma das vias expressas mais importantes do centro da cidade, a rodovia 101.

Reações contrárias  

Em defesa aos imigrantes que vivem atualmente na cidade, Karen Bass postou em sua rede social X:

“Moradores de Los Angeles — não se envolvam em violência e caos. Não deem à administração o que ela quer”.

O Democrata Newsom alegou que as ordens do Presidente Donald Trump foram dadas exclusivamente para fabricar caos e violência, postando em sua rede social X:

“Era exatamente isso que Donald Trump queria. Ele incitou os incêndios e agiu ilegalmente para federalizar a Guarda Nacional. A ordem que ele assinou não se aplica apenas à Califórnia. Ela permitirá que ele vá a QUALQUER ESTADO e faça a mesma coisa. Estamos processando-o”.

Ambos pertencem ao Partido Democrata, partido rival ao Republicano do qual pertence Donald Trump.

Milhares protestam na Argentina contra Milei às vésperas de greve geral

Na véspera de uma greve geral de 24 horas, marcada para a meia-noite desta quinta-feira (10), milhares de argentinos tomaram as ruas em protesto contra as políticas de ajuste fiscal do presidente Javier Milei. A manifestação, realizada em frente ao Congresso Nacional, reuniu sindicatos, aposentados, movimentos sociais e as três principais centrais sindicais do país: CGT, CTA-A e CTA-T.

Entre as principais reivindicações dos manifestantes estão a defesa por sindicatos livres, melhorias nas pensões e aposentadorias, atualização de bônus sociais e aumento nos orçamentos de saúde e educação.

Vim para defender os direitos dos aposentados e porque estou farto deste governo”, afirmou Carlos Salas, de 63 anos, funcionário público presente no ato, que teve clima tenso com o uso de bombas de efeito moral, além de instrumentos musicais.

Greve geral e serviços paralisados

Desde sua posse, essa é a terceira greve geral enfrentada pelo governo de Milei, revelando o aumento da insatisfação social com a política do presidente. Nas últimas semanas, o país enfrentou dezenas de milhares de demissões e já soma 15 meses consecutivos de queda no consumo.

A paralisação atinge diversos setores essenciais, como transporte público, trens, metrôs e táxis. O transporte aéreo funciona apenas parcialmente, com menos da metade da capacidade. Educação e serviços públicos, como correios e coleta de lixo, também aderiram à greve.

Economia em tensão e apoio popular

O governo argentino aguarda um empréstimo de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 121 bilhões) do Fundo Monetário Internacional (FMI) para sustentar seu plano econômico. A expectativa é antecipar pelo menos 40% desse valor, numa tentativa de conter a tensão cambial que levou o Banco Central a vender mais de US$ 1,8 bilhão (R$ 11 bilhões) de reservas nas últimas semanas.

Apesar da insatisfação popular, Javier Milei mantém um índice de apoio que varia entre 40% e 45%, principalmente por conseguir reduzir a inflação de 211% em 2023 para 118% no acumulado recente. Isso também contribuiu para a diminuição da taxa de pobreza, que teve altos índices no início de seu governo.


Milei enfrenta terceira greve no país (Vídeo: Reprodução/YouTube/UOL)


Escândalo e viajem internacional

No entanto, a liderança de Milei enfrenta certo desgaste após o escândalo chamado “criptogate”. O presidente promoveu uma criptomoeda em sua rede social X (antigo Twitter), cuja cotação desvalorizou logo em seguida. O caso está sendo investigado pelo Congresso argentino e pela justiça dos Estados Unidos.

Enquanto o país se encontrava em protesto, Milei estava em viagem ao Paraguai, onde se reuniu com o presidente Santiago Peña. Durante o encontro, defendeu a “liberdade econômica” como um valor essencial impulsionado por ambos os países.

Protestos contra Tesla e Elon Musk reúnem manifestantes em diversos países

No último sábado (29), mais de 200 protestos contra a Tesla e seu CEO, Elon Musk, foram registrados nos Estados Unidos, Canadá e Europa. Além disso, o movimento, batizado de “Tesla Takedown”, reuniu ativistas e consumidores insatisfeitos que questionam a influência política do empresário e suas recentes decisões à frente da companhia.

Por que os protestos aconteceram?

Os manifestantes acusam Musk de utilizar sua posição para favorecer interesses políticos e econômicos, especialmente após sua aproximação com o governo do ex-presidente Donald Trump. Além disso, grupos ambientalistas criticam a Tesla por prometer uma revolução sustentável, mas continuar envolvida em práticas que consideram prejudiciais ao meio ambiente e aos trabalhadores da empresa.


Manifestantes durante um comício Tesla Takedown do lado de fora de um showroom da Tesla em Columbus, Ohio, EUA (Foto: reprodução/Brian Kaiser/Bloomberg/AFP/Getty Images Embed)


Nos Estados Unidos, manifestantes se concentraram em frente a concessionárias da Tesla em diversas cidades, como Washington, Nova York e Los Angeles. Além disso, em algumas regiões, os protestos tomaram a forma de performances públicas e ações simbólicas, como por exemplo danças e encenações teatrais.

Impacto e Repercussões

O boicote à Tesla tem ganhado força nas redes sociais, e especialistas já especulam sobre possíveis reflexos na reputação e nas vendas da montadora. Embora a Tesla continue sendo líder no mercado de veículos elétricos, a crescente insatisfação pública pode afetar sua posição de destaque.



Protestantes segurando cartazes alinham-se na Orchard Lake Road em frente a uma concessionária Tesla durante um protesto nacional “Tesla Takedown”, contra o Departamento de Eficiência Governamental de Elon Musk, em West Bloomfield, Michigan, EUA  (Foto: Reprodução/Amy Lemus/NurPhoto/AFP/Getty Images Embed)


Até o momento, Elon Musk não se pronunciou oficialmente sobre os protestos. No entanto, a mobilização crescente indica que a relação entre o bilionário e o público pode estar passando por um momento decisivo.

Protestos contra prisão de ativista pró-palestino ganham força na Trump Tower

Na última quinta-feira (13), um grande grupo de pessoas se reuniu na Trump Tower, em Nova York, para protestar contra a prisão de Mahmoud Khalil, um estudante da Universidade de Columbia, e sua possível deportação. Khalil tem se destacado por seu ativismo a favor dos direitos palestinos, o que gerou bastante repercussão.

A manifestação foi organizada pela Jewish Voice for Peace, uma organização judaica que se posiciona contra o sionismo, com o objetivo de protestar contra a prisão do estudante.

Caso Mahmoud Khalil

Khalil foi preso no último sábado (8) em Nova York e atualmente está detido em um centro de imigração na Louisiana. Sua prisão gerou um forte movimento de apoio, com críticas de figuras políticas, ativistas dos direitos humanos e até mesmo de representantes das Nações Unidas.

A Jewish Voice for Peace fez um chamado para que as pessoas se reunissem e mostrassem sua insatisfação com a prisão, destacando que era importante “gritar em massa contra essa atitude”.

Estima-se que cerca de 150 pessoas participaram do protesto, segundo informações do Departamento de Polícia de Nova York (NYPD). Durante a manifestação, alguns dos participantes foram detidos, embora a polícia não tenha dado um número exato de prisões.


Ativista sendo preso por policiais do Departamento de Polícia de Nova York (Reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Postura de Trump

Esse caso reflete a crescente tensão nos Estados Unidos sobre o debate em torno do conflito israelense-palestino, especialmente com o aumento das manifestações estudantis nas universidades.

Mahmoud Khalil tem sido uma figura central no movimento a favor da Palestina nas universidades dos Estados Unidos, especialmente em Columbia, onde se envolveu em várias manifestações após os ataques militares de Israel a Gaza, em outubro de 2023.

O ex-presidente Donald Trump, que tem adotado uma postura firme contra ativistas estrangeiros, usou suas redes sociais para criticar Khalil, chamando-o de “radical estrangeiro pró-Hamas” e afirmando que sua prisão seria apenas o começo de outras ações semelhantes.

Venezuela Liberta 110 Presos de Protesto Contra Maduro

A Venezuela deu um passo importante nesta segunda-feira ao libertar 110 manifestantes que haviam sido detidos durante uma série de protestos que estremeceram o país após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, ocorrida em 28 de julho do ano passado. O pleito foi amplamente questionado por suspeitas de fraude, o que gerou uma onda de manifestações fervorosas, muitas vezes, reprimidas com severidade pelas forças governamentais.

De acordo com Tarek Saab, procurador-geral da Venezuela, essa nova medida eleva o total de detidos liberados para pouco mais de 2 mil. A decisão parece ter sido influenciada por pressões regionais, especialmente de países como Brasil e Colômbia, que têm insistentemente solicitado libertações de presos políticos como um gesto necessário dentro dos esforços diplomáticos para amenizar a crise política e humanitária no país.

Pressão Internacional e Libertações

A liberação dos manifestantes ocorre em um momento sensível para o governo Maduro, que busca evitar novas sanções internacionais e melhorar suas relações com países vizinhos na América do Sul. Embora mais de 2 mil presos tenham sido liberados, organizações de direitos humanos alertam que ainda há centenas de opositores detidos sob acusações de conspiração contra o regime.

A repressão aos protestos e as detenções em massa foram amplamente criticadas por entidades internacionais, que consideram essas ações uma violação dos direitos civis. A libertação gradual dos manifestantes pode ser vista como um esforço de Maduro para aliviar a pressão diplomática, mantendo, contudo, o controle rígido sobre a oposição.


Venezuela liberta 110 manifestantes presos em protesto contra reeleição do presidente Maduro. (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN)

Crise na Embaixada da Argentina

Enquanto o governo venezuelano dá sinais de flexibilização, como demonstrado pela recente liberação de presos, um novo capítulo em um impasse diplomático envolvendo o país ocorreu nesta semana. A oposição venezuelana informou que a Embaixada da Argentina em Caracas, gerida pelo Brasil desde a retirada dos diplomatas argentinos após as eleições de 2024, finalmente recebeu autorização para instalar um gerador elétrico.

A embaixada estava sem energia há mais de 100 dias, situação que vinha sendo apontada como parte de um “cerco” promovido pelo governo Maduro. Esse problema agravou as tensões entre Venezuela e Argentina, além de prejudicar seriamente as atividades diplomáticas do local.

A liberação do gerador pode ser interpretada como uma tentativa estratégica do governo venezuelano de atenuar críticas no cenário internacional. Apesar disso, os opositores continuam denunciando ações repressivas do regime, como o controle de ONGs e as restrições impostas à mídia independente.

Com um panorama político e econômico ainda alarmante, a Venezuela permanece sob intensa atenção internacional, especialmente com a proximidade de novas eleições e o crescente descontentamento popular em relação ao regime de Nicolás Maduro.

Posse de Trump será marcada por frio intenso e protestos em Washington

Donald Trump irá assumir a presidência como 47⁰ presidente dos Estados Unidos. A cerimônia de posse ocorrerá na segunda-feira (20), em meio a uma onda de frio que atinge a cidade de Washington. As temperaturas devem chegar a -15 ⁰C, levando a uma mudança de planos, transferindo a solenidade para a Rotunda do Capitólio, um ambiente fechado, na intenção de proteger os participantes do clima adverso.

Cerimônia e medidas

Devido o clima severo, o desfile inaugural tradicional sofreu alterações e será realocado no Capital One Arena. O espaço contará com telões para que o público consiga acompanhar o evento em um local mais protegido do frio.

Em paralelo, a cidade de Washington se prepara para possíveis protestos. A “Marcha do Povo”, organizada por grupos contrários ao novo governo, deve reunir manifestantes em defesa de gemas como justiça climática e direitos de Washington. Embora a expectativa seja de uma menor participação em decorrência do frio intenso, as autoridades reforçaram a segurança para garantir que as manifestações ocorram de modo pacífico.

Presença de Bolsonaro

Entre os convidados para a cerimônia, está na lista o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Bolsonaro, que teve seu passaporte apreendido, solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal para comparecer no evento, porém seu pedido foi negado e sua esposa Michelle Bolsonaro irá para o evento em seu nome.


Donald Trump, falando com o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, durante um jantar em Mar-a-Lago, Palm Beach na Flórida, em março de 2020 (Foto: reprodução/Jim Watson/Getty Images Embed)


A cerimônia será acompanhada de perto pela comunidade internacional, que está atenta aos desdobramentos da nova administração de Trump e suas implicações nas relações globais. Trump promete rigorosas medidas na imigração, reformas econômicas focadas em cortes de impostos e aumento de tarifas. Trump sinaliza um governo que deve impactar significativamente a política interna e também a externa dos EUA.

Coreia do Sul: Presidente não compareceu ao interrogatório

O presidente da Coreia do Sul está sendo alvo de uma Investigação Criminal após o decreto da lei marcial no país. Entretanto, Yoon não atendeu a uma intimação no domingo (15), segundo a agência de notícias Yonhap.

Yoon sofreu impeachment neste sábado (14) e está afastado de suas funções presidenciais após sua tentativa fracassada de implementar a lei marcial no país. A equipe responsável pela investigação enviou uma intimação ao presidente na quarta-feira (11), pedindo que ele comparecesse ao interrogatório às 10h de domingo, mas ele não apareceu. A promotoria pretende emitir outra intimação hoje (16).

A investigação criminal

Três partidos apresentaram uma queixa contra o presidente, o ex-ministro da Defesa Kim Yong-Hyun e o comandante da lei marcial Park An-Su, acusando-os de insurreição. O crime de liderar um levante é punível de morte ou prisão perpétua, com ou sem trabalhos forçados. O ministro da defesa Kim Yong-Hyun foi preso no domingo (8).

A polícia da Coreia do Sul apresentou um mandado de busca e invadiu o escritório do presidente nesta última quarta-feira, Yoon não estava presente durante a invasão. O comissário da Polícia Nacional, Cho Ji-Ho, foi preso por acusações de insurreição neste mesmo dia. Cho é acusado de impedir a entrada dos legisladores no parlamento após o decreto da lei marcial no dia 3 de dezembro.

Os promotores também solicitaram mandados de prisão para altos oficiais militares, entre eles está o chefe do Comando de Guerra Especial do Exército e o chefe do comando de defesa da capital, neste domingo (15).

O impeachment


Deputados aprovam o impeachment de Yoon Suk Yeol (Foto: Reprodução/Seong oon Cho/Bloomberg)

Um outro pedido de impeachment já havia sido apresentado no dia 7, mas o partido de Yoon se opôs ao pedido e a principal oposição não possuía a quantidade suficiente de parlamentares para aprovar a abertura do processo.

Entretanto, na madrugada deste sábado (14), o Parlamento Sul Coreano aprovou o novo pedido de impeachment do presidente Yoon Suk-yeol.