Saiba o que falta para X voltar ao Brasil

Foi informado pela rede social X que os documentos solicitados pelo ministro Alexandre de Moraes foram apresentados ao Supremo Tribunal Federal (STF), além do desbloqueio da plataforma ter sido solicitado. O material encaminhado será analisado pelo magistrado, como afirmado por interlocutores da Corte.

Demandas solicitadas por Moraes

Segundo o X, os requisitos que Alexandre de Moraes estipulou para que a plataforma retornasse já foram cumpridos, sendo eles: regularização da representação do X no Brasil, bloqueio de nove perfis que tinham ordens de suspensão e o pagamento das multas por descumprir diversas decisões judiciais no valor de R$ 18,3 milhões.

Para regularização da plataforma no Brasil, a advogada Rachel Villa Nova Conceição foi nomeada, e a documentação da Junta Comercial comprovando o vínculo já foi entregue ao STF. As ordens de suspensão dos nove perfis, incluindo o do senador Marcos do Val, foram emitidas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Os advogados do X declaram que a petição, assinada pelos advogados Fabiano Robalinho Cavalcanti e Caetano Berenguer (Bermudes Advogados), André Zonaro Giacchetta e Daniela Seadi Kessler (Pinheiro Neto Advogados) e Sérgio Rosenthal (Rosenthal Advogados Associados), fornece o cumprimento integral das demandas de Moraes.


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Liberação do X no Brasil segue sendo analisada (Vídeo: reprodução/Bluesky/@poptime.space‬)


Outro ponto que deverá ser tratado por Moraes, e que deixou de ser mencionado na petição, foi a volta do X durante cerca de um dia no Brasil, que ocorreu por meio de um artifício utilizado, na qual uma nova suspensão foi declarada pelo ministro, mediante uma pena diária de R$ 5 milhões. Segundo interlocutores da empresa, como a multa não foi formalizada, não está claro se de fato será aplicada.

Estando tudo correto, Moraes pode determinar que a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) restabeleça o acesso da plataforma.

Anatel e Polícia Federal no caso do X

Foi mostrado pelo O GLOBO que o STF recebeu os relatórios sobre o acesso a rede social X após o bloqueio, pela Anatel e a Polícia Federal (PF).

O X passou por uma mudança em seu endereço eletrônico, que permitiu livre acesso no Brasil, quando a plataforma voltou durante algumas horas. Foi relatado pela Anatel, em documento, que o bloqueio total foi retomado pelas operadoras notificadas.

A Polícia Federal declarou ao STF sobre as medidas que estão sendo adotadas para identificação dos casos de acesso vedado por decisão de Moraes, para que uma eventual multa seja aplicada.

A identidade dos usuários que acessaram a plataforma de forma irregular foi pedida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), e autorizada por Moraes no dia 16 de setembro.

O GLOBO apresentou que, depois do STF ter pedido que o PF investigasse os casos de acesso do X, a PGR estabeleceu as condutas a serem ponderadas para uma futura punição. O foco é naqueles que continuam a propagar discursos de ódio em suas postagens e fake news, como as que podem afetar as eleições.

Polícia Federal e Anatel comunicam ao STF sobre uso do X, mesmo com a rede suspensa

O X está suspenso no Brasil por desobedecer o Supremo Tribunal Federal. Desde o fim do último mês de agosto o antigo Twitter foi suspenso de todo território brasileiro por descumprir leis e ordens da Suprema corte, que determina que toda empresa estrangeira precisa ter um representante legal no país, além da rede social também não seguir com a derrubada de contas que o ministro Alexandre de Moraes já havia pedido.

Entrega de relatórios ao Supremo

E, nessa última quarta-feira (25), essa história ganhou novos capítulos, com a Anatel e a PF entregando ao Supremo, relatórios de usuários que acessaram ao X mesmo após a determinação de bloqueio da rede. A Anatel informou à Suprema Corte que o bloqueio já foi totalmente consolidado, e foi repassada à Corte as empresas que concluíram a determinação judicial. Já a PF continua investigando quem são os usuários que continuam utilizando a plataforma.

A investigação da polícia continua porque na semana passada alguns perfis conseguiram ter acesso a rede social, isso se deve ao X migrar os servidores para um novo IP. O uso indevido da plataforma pode ter ocorrido tanto pela esperteza por parte de alguns usuários quanto pela plataforma que pode ter facilitado o acesso durante algumas horas. O que se sabe também é que algumas pessoas têm conseguido usar a rede por meio de VPN e outros subterfúgios para driblar as leis brasileiras.

Diante disso, Alexandre de Moraes determinou uma multa de R$ 5 milhões a Elon Musk.


Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Ton Molina/Getty Images Embed)


X continua suspenso

Na sexta-feira (20), o X informou que a advogada da plataforma voltará a representar a rede no Brasil. Com isso, Moraes pediu informações a alguns órgãos e instituições brasileiras como BC, Anatel, PF a receita e a própria plataforma. Agora cabe a avaliação do Ministro do Supremo, Alexandre de Moraes.

O foco das investigações é descobrir quem está fraudando as determinações da justiça, publicando fake news e discursos de ódio. Por decisão da Procuradoria Geral da República, a PF após identificar o perfil, deve notificar imediatamente, para multa e responsabilização, caso o usuário insista na conduta.

Deolane e Solange Bezerra têm pedido de soltura negado por juíza

Nesta segunda-feira, a doutora Deolane Bezerra e sua mãe, Solange, receberam a decisão de mantê-las presas, vinda da juíza Andréa Calado da Cruz. A advogada e sua mãe, junto aos outros investigados da Operação Integration, tiveram sua soltura negada após a magistrada colocar que não enxerga necessidade de alterar a prisão preventiva por outras medidas cautelares.


Vídeo sobre negativa da soltura de Deolane Bezerra (Vídeo: reprodução/Youtube/Record News)

Soltura negada

A decisão, tomada pela juíza Andréa Calado da Cruz, mantém Deolane e sua mãe em prisão preventiva, após entender que não seria necessário alterar a medida adotada por qualquer outra. A soltura foi analisada por cinco promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com os advogados de defesa dos investigados já cientes da decisão, apesar de não ter sido divulgada oficialmente.

Operação Integration

Tendo vinte pessoas indicadas pela Polícia Civil de Pernambuco, a Operação Integration investiga um esquema de lavagem de dinheiro em torno de cassinos e jogo do bicho, com valores bilionários envolvidos.

Nomes como a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, sua mãe, Solange Bezerra, o empresário Darwin Henrique, representante da casa de apostas “Esportes da Sorte” e alguns familiares do empresário estão em prisão preventiva, neste momento, para sequência das investigações do esquema bilionário.

O valor de R$ 2,27 bilhões foi bloqueado de empresas e pessoas físicas que estão envolvidas nas investigações do esquema, além da apreensão de jatinhos, helicópteros e veículos luxuosos, pertencentes aos envolvidos.

Com certeza, até por sua influência nas redes sociais, a prisão que mais repercutiu foi a de Deolane Bezerra, que causou uma comoção grande entre os seus fãs, que inclusive, foram ao presídio onde ela está, pedindo a liberdade da advogada, que continua presa ao lado de sua mãe, Solange Bezerra. Deolane soma mais de 21 milhões de seguidores no seu Instagram, onde mostra sobre seu dia a dia e sua vida, de forma geral.

X determina representante oficial no Brasil

A rede social X designou, nesta sexta-feira (20), a advogada Rachel de Oliveira Villa Nova Conceição como sua representante legal no país. A decisão veio após uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso ocorre em meio à pressão sobre a empresa, que atualmente está proibida de ser acessada no território brasileiro.

Rachel já trabalho com o X

Rachel, que anteriormente já havia trabalhado como representante legal da rede no país, volta ao cargo em meio à suspensão da rede, que não deve ser revertida de forma imediata, sendo esperada apenas para a próxima semana.

Ainda assim, ao ser procurado, o STF não confirmou se o X indicou oficialmente um representante, sendo que a rede tinha até as 21h29 para fazê-lo, sob o risco de ter seu banimento, em vigor desde 31 de agosto, estendido. O banimento foi decretado justamente pela ausência de um representante em território nacional, como previsto em lei.

Prazo de 24 horas

Nesta última quinta-feira (19), Alexandre de Moraes deu um prazo de 24 horas para que a rede social comprovasse a existência de uma representação legal no Brasil. A decisão veio após o X indicar que o STF havia contratado os advogados André Zonaro Giacchetta e Sérgio Rosenthal, de São Paulo, para representarem a rede social em processos perante a Corte.


Ministro do STF Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Bloomberg/Bloomberg/Getty Images Embed)


De acordo com Moraes, o X não forneceu ‘nenhuma comprovação do retorno das atividades’ da empresa – ‘nem tampouco da regularidade da constituição de seus novos representantes legais ou mesmo de seus novos advogados’.

Isso ocorreu em um momento em que a empresa tentou burlar o bloqueio do site, ao mesmo tempo em que indicava que começaria a cumprir as ordens impostas pelo STF. O maior destaque foi a migração dos servidores para um novo IP, permitindo que os usuários acessassem o site sem o uso de VPN. Como resultado, Moraes estipulou uma multa de R$ 5 milhões caso a rede social continuasse a contornar o bloqueio.

STF estipula prazo de 24 horas para X comprovar representação legal no Brasil

Nesta quinta-feira(19), Alexandre de Moraes estipulou 24 horas para que a empresa do bilionário Elon Musk esclarecesse ao Tribunal se já nomeou um representante legal para o “X” no Brasil. Após o antigo Twitter indicar contrato com os advogados André Zonaro Giaccheta e Sérgio Rosenthal, de São Paulo, tendo como o objetivo representar a rede social em processos na corte, o magistrado decidiu efetuar a solicitação dando este prazo. Conforme o jurista, não foi fornecido comprovação indicando atividades da empresa, e muito menos regularidade da constituição dos seus representantes legais.

Multa de 5 milhões

Em determinação do ministro, a plataforma teria que pagar um valor de cinco milhões por terem descumprindo uma ordem judicial, isso inclui também a Starlink, a qual sofrera cobrança caso não se cumpra o pagamento. Mediante o edital de intimação publicado, a taxa passou a valer a partir do dia 19 de setembro de 2024. O dinheiro a ser pago é calculado diariamente.


Elon Musk na sessão “Explorando as novas fronteiras da inovação” (reprodução/Marc Piasecki/Getty Images embed)


Bloqueio de acesso

Houve também, uma ordenação para Anatel(Agência Nacional de telecomunicações) o cumprimento de bloquear o acesso da plataforma, impedindo o acesso por servidores como CDN Cloudflare, Fastly e EdgeUNO, a companhia já havia comunicado em relação a tentativas de uso indevido burlando a ordem na última quarta-feira. Segundo a mesma, isso teria ocorrido pelo fato de ter havido uma migração, da mídia trocando o IP, facilitando o drible do bloqueio definido pelas operadoras no Brasil.

Motivações

De acordo com Alexandre de Moraes, o fato de não haver bloqueio nas contas aonde se divulgou mensagens criminosas ou até mesmo antidemocráticas, a não aplicação de multas para os usuários em questão, e ainda o fechamento do escritório no Brasil e deixando consequentemente de ter um representante legal no país para lidar com as situações relacionadas ao STF, foram os motivos da decisão tomada por ele.

A plataforma X continua suspensa no Brasil.

PGR aciona a Polícia Federal para analisar perfis de investigados no X

Na última quinta-feira (5), o chefe do Ministério Público Federal, Paulo Gonet, ordenou a Polícia Federal que investigue como perfis de investigados no Supremo Tribunal Federal conseguiram fazer uso do X e ainda publicar na plataforma.


Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, discursando em evento internacional. (Foto: reprodução/Evaristo Sa/AFP/Getty Images embed)


Procuradoria Geral da República investiga usuários do X

Mesmo a rede social alegando falha técnica no sistema, a PGR pediu a PF que continue com suas investigações. Em abril desse ano, a polícia federal comunicou ao STF que a plataforma de Musk autorizou esses perfis a fazerem publicações no X.

O relatório da polícia foi anexado à um inquérito aberto no Supremo, para investigar Elon Musk e um suposto caso de obstrução de justiça. Os investigadores disseram os usuários estariam usando o chamado “Spaces”, um recurso que segundo eles “permiti que usuários brasileiros da plataforma possam interagir com pessoas que tiveram seus perfis bloqueados por decisão judicial”.

Ainda em abril, os representantes do X no Brasil afirmaram que os investigados pela justiça estavam tentando “contornar” os bloqueios do Supremo Tribunal Federal usando as configurações, recursos e opções da própria rede social. E, seguindo as determinações da justiça brasileira bloqueou a função Spaces para brasileiros que a tentassem usar. Os advogados da plataforma do bilionário falaram que logo que souberam o uso das funcionalidades, impediram e bloquearam esse recurso no Brasil.

Investigações contra Musk

Elon Musk segue sendo alvo do Ministro Alexandre de Moraes e do STF, pois, na época, ele havia sido incluído no inquérito das Milícias digitais. Além disso, há outro inquérito que o investiga por suspeitas de tentar obstruir a investigação do judiciário brasileiro, organização criminosa e incitação ao crime.

As decisões foram tomadas por Moraes após ameaças de não cumprimento de ordens judiciais em território Nacional. A rede social X segue suspensa no Brasil por descumprimentos de ordens da Suprema corte.

Ex-funcionário do X Brasil diz que fechamento do escritório no país foi inesperado

Um ex-funcionário informou ao portal do G1 que no dia 15 de agosto, uma quinta-feira, houve uma reunião virtual da equipe de cerca de 35 pessoas do X Brasil com a diretora-executiva da empresa, Linda Yaccarino, e outros funcionários.


Redes sociais incluindo o X (Foto: reprodução/Matt Cardy/Getty Images Embed)


“Na chamada, eles mencionaram preocupações com o cenário da operação brasileira do X e deram a entender que haveria mudanças. Mas, em nenhum momento, falaram em fechar o escritório.”

A equipe foi convocada para uma reunião adicional com Yaccarino no sábado, às 10h. “Eu estranhei, porque esse tipo de compromisso no final de semana não era comum no X. Mas, como era com a CEO, imaginei que seria algo importante”, então ele e o restante da equipe foram informados do fechamento do escritório no Brasil e da perda de emprego.

Ele afirma que um e-mail foi enviado pelos recursos humanos logo depois e que todas as verbas rescisórias, exceto a multa do FGTS – um direito de todo funcionário que trabalha em regime CLT e é dispensado sem justa causa – foram pagas nos dias seguintes.

O RH do X Brasil foi gerenciado por uma empresa terceirizada, segundo o ex-funcionário. Ele relata que na última sexta-feira (30), a empresa informou seus ex-funcionários que não havia previsão para depositar esses valores devido ao bloqueio das contas da Starlink, empresa de Elon Musk que opera no Brasil.

Starlink

O empresário Elon Musk teve uma nova resposta quando o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes bloqueou contas da empresa Starlink Holding, que também é propriedade do bilionário Musk, devido à falta de um representante legal da rede social X no Brasil.

Na semana passada, Moraes considerou a existência de um “grupo econômico de fato” liderado por Musk e, em 18 de agosto, ordenou o bloqueio de todos os ativos financeiros desse grupo no Brasil para garantir que a rede X pudesse pagar as multas impostas pela Justiça brasileira.

A Starlink é a outra empresa de Elon Musk no país além do X, segundo assessores do gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Ela opera no Brasil na venda de serviços de internet por satélite, principalmente na região Norte. A Starlink declarou em um post no X que as decisões de Moraes contra o X eram “inconstitucionais” e afirmou que planeja entrar em ação legal.

No dia 24 de agosto, o ministro tomou a decisão, e no dia 27 a Starlink foi informada. O prazo de cinco dias para apresentar um recurso terminou nesta segunda-feira (2). A secretaria judicial do STF já formalizou a perda do tempo para contestar a decisão.

Bluesky 

Na segunda-feira (2), a rede social Bluesky, rival do Threads e uma das opções para os usuários do X no Brasil, anunciou que apenas na última semana adicionou 2 milhões de novos usuários. Em sua página, a própria empresa confirmou as informações.

STF decide manter X suspenso no Brasil por unanimidade

Em votação realizada pela primeira turma do STF, com cinco ministros (Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Alexandre de Moraes), resultando em vitória unânime da continuação da suspensão do X, mantendo a rede social suspensa no Brasil, até cumprimento de decisões estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal. Além disso, foi decidido que haverá uma multa de R$ 50 mil para usuários de artifícios para utilizar o aplicativo, como o VPN, considerado um “subterfúgio tecnológico”.


Explicação da situação entre Elon Musk e Alexandre de Moraes (Vídeo: Reprodução/YouTube/SBT News)

Votação do Supremo Tribunal Federal

Em votação realizada nesta segunda-feira (2), no Supremo Tribunal Federal, os cinco ministros da primeira turma, votaram de forma unânime na continuidade da suspensão do aplicativo no Brasil. Os votantes foram Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e o autor do despacho, Alexandre de Moraes.

O aplicativo continuará suspenso, até que sejam cumpridos os seguintes requisitos, colocados como condição pelo órgão: bloquear perfis com conteúdo antidemocrático ou criminoso, pague multas por descumprimento de ordens judiciais — mais de R$ 18 milhões — e indique um representante legal no país.

Além disso, Alexandre de Moraes determinou que o uso de VPN ou de outros artifícios do tipo para ser possível o uso do X, serão multados em R$ 50 mil. Esta decisão chegou a ser questionada em recurso da OAB, mas ainda não foi analisado.

O julgamento, feito em forma de plenário virtual, tem duração até 23h59, com os votos podendo ser alterados, algo muito raro de ocorrer em situações deste tipo.

Suspensão do X

Com seu escritório tendo sido fechado no Brasil dia 17 de agosto, por alegar que Alexandre de Moraes ameaçou a representante legal do aplicativo no Brasil de prisão, o aplicativo saiu do ar nos últimos dias.

O STF alega que Elon Musk descumpriu, desde abril, várias ordens do ministro Moraes, que ordenou o bloqueio de contas com comportamentos antidemocráticos, além de multas não pagas pelo bilionário, dono da plataforma.

Ministros afirmam que Elon Musk está contrariando o STF para criar narrativa de perseguição

Após o bloqueio do X no Brasil, foi comentado sobre possível estratégia de Elon Musk para criar uma imagem de perseguição, do STF com ele. Segundo alguns ministros, o bilionário estaria contrariando algumas decisões do órgão para que esta narrativa seja vista como realidade, afirmando que Musk utiliza o X como instrumento político e montou propositalmente este embate, justamente para esta situação citada.


Análise sobre a situação entre Elon Musk e Alexandre de Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Bloqueio do X no Brasil

Medida tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, traz o bloqueio do aplicativo X, antigo twitter, no Brasil, até que se cumpra as ordens determinadas pelo próprio, no Supremo Tribunal Federal.

Alguns ministros pensam que existe um peso diferente nas mãos de Moraes, em diferentes casos, algo que causa uma turbulência e um desgaste na imagem do Judiciário, colocando pressão em toda a Corte. Além disso, para alguns ministros do STF, a lei deveria ser atualizada para permitir uma maior responsabilização das plataformas.

Sobre o desfecho desta história e todas as negociações envolvidas, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, falou para o jornal Folha de S. Paulo que as fake news e milícias digitais que estão sendo investigadas, devem ter uma resolução em breve.

Situação de momento

Os ministros do STF colocaram a atitude de Elon Musk, como uma estratégia para criar uma narrativa de perseguição em relação ao órgão, responsável pela decisão de alguns bloqueios de seus recursos, o principal deles, o X.

No presente caso, como reconhecido pelas próprias impetrantes, a decisão monocrática é ‘impugnável, em tese, por agravo interno

Cristiano Zanin, ministro do STF, sobre caso envolvendo Elon Musk

Para os magistrados, o bilionário está usando o aplicativo como instrumento político, criando este confronto com o STF de maneira proposital, para que esta possível imagem fosse buscada por ele.

STF começa julgamento sobre suspensão do X no Brasil

A primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar na madrugada desta segunda-feira (2) se cabe ou não confirmar a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre a suspensão do funcionamento da rede social X, antigo Twitter, no Brasil. O julgamento será feito no plenário virtual do STF e os ministros terão até 23h59 do mesmo dia para inserirem seus votos no sistema eletrônico. Além de Moraes, votam outros ministros: Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino.

Descumprimentos de Musk

Desde do mês de abril, o bilionário Elon Musk, dono do X, tem descumprido ordens do ministro Alexandre de Moraes, quanto ao pedido de bloqueio de inúmeros perfis dentro da rede social. Essas contas estão ligadas ao processo de investigação do STF e são acusadas de afrontar a democracia e a legislação brasileira.


Prédio do Supremo Tribunal Federal e a estátua A Justiça (Foto: reprodução/Instagram/@supremotribunalfederal)

Musk também ainda não pagou as multas sobre o descumprimento das várias ordens judicias que até o momento chegam a 18,35 milhões de reais. O dono do X postou imagens com sátiras ao ministro em sua própria conta no X e acabou sendo incluso como investigado no inquérito das milícias digitais, do qual Moraes é relator.

A suspensão da rede X foi decretada em todo território até que Elon Musk cumpra a ordem judicial, pague a multa e nomeie um representante no país. O X fechou seu escritório no Brasil no dia 17 de agosto, alegando que Moraes havia ameaçado prender o representante legal da empresa no país.

Ódio contra a suprema corte

O ministro Alexandre de Moraes decidiu nesta última sexta-feira (30) a suspensão do X no país, devido à desobediência judicial da plataforma e por agir criminosamente ao divulgar uma mensagem incitando o ódio contra a Suprema Corte.

Moraes ainda afirmou que Elon Musk confunde liberdade de expressão com liberdade de agressão, e que ele confunde censura com a proibição constitucional ao discurso de ódio e de incitação a atos antidemocráticos. O ministro complementou falando que uso de redes sociais como instrumentos criminosos vem sendo investigado em diversos países.