Magic V5: dobrável mais fino do mundo é lançado no mercado

A Honor anunciou oficialmente o lançamento global do Magic V5, seu mais recente smartphone dobrável do segmento premium. O modelo, apresentado inicialmente na China em julho, chega agora a diversos países da Europa com a promessa de ser o dobrável mais fino do mercado, medindo apenas 8,8 mm de espessura quando fechado e pesando 217 gramas.

A Honor apresentou detalhes sobre o design e a funcionalidade do novo produto lançado, além de revelar os valores em alguns países.

Design com potência e câmeras avançadas

O design compacto não compromete a capacidade interna do aparelho. O Magic V5 traz uma tela interna OLED flexível de 7,95 polegadas e um display externo de 6,43 polegadas, ambos com taxa de atualização de 120 Hz. A fabricante afirma que as telas alcançam brilho máximo de até 5.000 nits, o que garante melhor visibilidade em ambientes muito iluminados.

Por dentro, o dispositivo é equipado com o processador Snapdragon 8 Elite, aliado a versões que podem chegar a 16 GB de memória RAM e 1 TB de armazenamento interno. A bateria é um dos grandes destaques: com tecnologia de silício – carbono, oferece 5.820 mAh de capacidade, número elevado para um aparelho tão fino. O carregamento suporta até 66 W via cabo e 50 W por indução.

Em termos de durabilidade, o modelo conta com proteção contra poeira e água certificada pelas normas IP58 e IP59. O display externo ainda é reforçado com o vidro Honor NanoCrystal Shield. No conjunto de câmeras, o Magic V5 traz um sensor principal de 50 MP, uma lente ultra-angular de 50 MP e uma teleobjetiva de 64 MP.


Design do novo Honor Magic V5 (Foto: reprodução/X/@playfuldroid)

No campo do software, o smartphone chega com a interface MagicOS 9.0, que oferece integração com recursos de inteligência artificial. Entre eles está o Google Gemini, que pode ser ativado rapidamente com um duplo toque na traseira do aparelho.

Comercialização e valores previstos

O Honor Magic V5 será comercializado em países europeus a partir de 1.999 euros (cerca de R$ 12,7 mil) e no Reino Unido por 1.699,99 libras (aproximadamente R$ 12,4 mil). A marca ainda oferece pacotes promocionais com acessórios e substituição gratuita da tela interna no primeiro ano de uso.

No entanto, a empresa não confirmou planos para lançar o modelo no Brasil. Até o momento, o único dobrável da Honor disponível oficialmente no país é o Magic V3, vendido por R$ 19.999. Também não há registros de homologação do V5 pela Anatel, requisito obrigatório para sua comercialização em território nacional.

Victoria Beckham investe em inovação e anuncia base que combina alta performance e tratamento dermatológico

A estilista e empresária Victoria Beckham anunciou a ampliação de sua linha de beleza com o lançamento da The Foundation Drops, primeira base da marca Victoria Beckham Beauty. O produto será lançado oficialmente em 3 de setembro de 2025, com 19 tonalidades e preço sugerido de US$ 110.

Tecnologia e proposta diferenciada

O novo item surge após anos de planejamento. Beckham afirmou que sempre quis criar uma base própria, mas decidiu esperar até que tivesse uma proposta realmente inovadora para um mercado já saturado. “Não se trata apenas de preencher uma categoria, mas de oferecer um produto com integridade e resultados visíveis”, declarou a empresária.


A base, que possui 19 tons, fará parte da linha de cuidados com a pele da marca (Foto: reprodução/Victoria Beckham Beauty)


A base foi desenvolvida em parceria com a marca de skincare Augustinus Bader e conta com a tecnologia TFC8, reconhecida por suas propriedades regenerativas. A fórmula combina pigmentos de alta performance a ativos que tratam a pele, oferecendo um equilíbrio entre cobertura e cuidados dermatológicos.

Crescimento da marca e expectativas

O lançamento acontece em um momento positivo para a grife. Em 2024, a Victoria Beckham Ltd. registrou crescimento de 26% no faturamento, atingindo £ 112,7 milhões (aproximadamente R$ 822,7 milhões), com EBITDA ajustado de £ 2,2 milhões. O segmento de beleza tem sido um dos grandes impulsionadores, com destaque para o Satin Kajal Liner, que vende uma unidade a cada 30 segundos.

A expectativa é que a nova base fortaleça ainda mais a presença da marca no setor. A categoria de pele deve representar 20% das vendas até o fim de 2025. Além disso, a empresa planeja expandir sua distribuição global para mais de 200 pontos de venda, incluindo redes como Neiman Marcus, Bluemercury, Nordstrom e Printemps.

Preço e posicionamento

Com valor de US$ 110, a The Foundation Drops chega ao mercado posicionada como um produto premium. O foco da marca é atender consumidores que buscam beleza aliada ao cuidado da pele, mantendo a filosofia de oferecer itens de alta qualidade e funcionalidade.

Pixel 10 Pro XL aposta na inteligência artificial como diferencial de mercado

No cenário em constante evolução dos smartphones, a Google lança o Pixel 10 Pro XL, um aparelho que se posiciona não apenas como o mais recente da linha, mas como uma redefinição da experiência mobile. Este modelo de ponta integra de forma harmoniosa poder de processamento, capacidades de inteligência artificial e um sistema de câmeras de última geração, estabelecendo um novo padrão para o que um smartphone pode oferecer.

Inovação em desempenho e inteligência artificial

O coração do Pixel 10 Pro XL é o seu novo chip Tensor G5, projetado para elevar o desempenho a um nível sem precedentes. Com um aumento de performance de até 60% em tarefas de IA e uma velocidade geral 34% superior, o aparelho garante uma fluidez e responsividade notáveis em todas as atividades, desde multitarefas intensas até o uso diário.

A grande novidade é a capacidade de rodar o modelo de IA Gemini Nano diretamente no dispositivo. Isso significa que a inteligência artificial não depende de uma conexão com a nuvem para funcionar, permitindo recursos proativos e personalizados. O usuário pode desfrutar de sugestões inteligentes, comandos de voz mais rápidos e um assistente de câmera que otimiza as fotos em tempo real, tudo com maior privacidade e eficiência.


Além do desempenho e da fotografia, o Pixel 10 Pro XL foi construído para durar (Foto: reprodução/X/@pplware)

Fotografia e tela de nível profissional

O Google sempre se destacou na fotografia computacional, e o Pixel 10 Pro XL leva essa reputação a novas alturas com seu sistema de câmeras triplas. A configuração inclui uma lente wide de 50 MP, uma ultrawide de 48 MP com função macro e uma telefoto de 48 MP com zoom óptico de 5x. Um dos recursos mais impressionantes é o Pro Res Zoom, que utiliza o poder da IA para alcançar um zoom digital de até 100x com clareza e detalhes impressionantes.

A qualidade de imagem é complementada pela tela Super Actua de 6,8 polegadas. Com um pico de brilho de 3300 nits, a visualização é impecável mesmo sob luz solar intensa. A taxa de atualização adaptativa, que varia de 1 a 120 Hz, assegura uma navegação fluida e economiza bateria ao exibir conteúdo estático.

Durabilidade, sustentabilidade e bateria de longa duração

Além do desempenho e da fotografia, o Pixel 10 Pro XL foi construído para durar. Ele conta com uma bateria robusta de 5200 mAh que, com o modo de economia extrema, pode durar até 100 horas. O carregamento é rápido e compatível com o novo sistema magnético PixelSnap Qi2, oferecendo conveniência e eficiência. O aparelho também demonstra o compromisso da Google com a longevidade e a sustentabilidade. Sua construção utiliza materiais reciclados e ela possui a proteção IP68, garantindo resistência à poeira e à água.

Mais notavelmente, a Google promete sete anos de atualizações de sistema e segurança, assegurando que o dispositivo permaneça relevante, seguro e com recursos atualizados por um período excepcionalmente longo. O Pixel 10 Pro XL não é apenas um smartphone poderoso, mas um investimento em tecnologia que visa durar e evoluir com o tempo.

OpenAI avalia inserir anúncios no ChatGPT e acelera novo ciclo da publicidade digital

A OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT, estuda a possibilidade de integrar anúncios em sua plataforma de inteligência artificial. A medida, caso confirmada, pode redefinir o ecossistema da publicidade digital, em um momento em que assistentes baseados em IA começam a substituir os buscadores tradicionais na jornada de consumo.

Cada vez maio a ultilização da IA


Um celular com a OpenAI empresa do Chat Gpt (Foto: Reprodução/Ismail Aslandag/Anadolu/Getty Images Embed)


De acordo com uma pesquisa da Emarketer, o mercado de anúncios em assistentes de IA deve crescer de US$ 1 bilhão em 2025 para US$ 25,9 bilhões em 2029. A tendência reflete a mudança de comportamento dos consumidores, que estão cada vez mais recorrendo à IA para tomar decisões de compra.

Segundo Lucas Reis, vice-presidente de Operações do IAB Brasil e fundador da Trezion AI, esse crescimento é impulsionado pelo papel da IA no momento decisivo da jornada de compra. “O uso de assistentes generativos, como ChatGPT, Perplexity ou Bing, impacta diretamente o ponto de decisão dos consumidores”, afirma.

Dados reforçam essa transformação: 38% dos adultos nos Estados Unidos já utilizam resumos gerados por IA em mais da metade de suas buscas. No setor de varejo, 41% dos consumidores demonstram interesse em recorrer a assistentes digitais para apoiar decisões de compra. Além disso, 47% dos norte-americanos já pedem recomendações diretamente a sistemas de IA, o que significa que a decisão final tende a ser guiada por algoritmos que apresentam um conjunto restrito de opções.

Talvez tenha anúncios no Chat

Um diretor da OpenAI confirmou que a empresa analisa a ideia de incluir anúncios no ChatGPT como alternativa para financiar os altos custos de operação e desenvolvimento. O grande desafio, porém, será equilibrar a monetização com a experiência de uso que tornou a ferramenta popular.


Para Reis, esse movimento marca apenas o início de um ciclo. “Estamos diante do processo mais acelerado da história da publicidade digital. No novo paradigma, ser recomendado por um assistente de IA é mais valioso do que aparecer no topo da página”, conclui.

Esse cenário abre espaço para a chamada GEO (Generative Engine Optimization), nova estratégia de otimização de conteúdo voltada para que marcas sejam priorizadas por modelos de linguagem, em vez de apenas disputarem espaço no topo dos buscadores tradicionais.

China realiza evento de competições esportivas entre robôs humanoides

A China iniciou, nesta sexta-feira (15), os Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, um evento que reúne diversos esportes competidos entre robôs, para demonstrar os avanços do país em Inteligência Artificial e Robótica. A competição reúne 280 equipes participantes de 16 países.

O evento tem previsão de três dias de duração, e além de apresentar jogos como tênis de mesa, futebol e atletismo, também traz outras funções para os robôs, como serviços de limpeza, manuseio de materiais e organização de medicamentos.

Entretenimento e caminho para pesquisas

Competidores do Brasil, Alemanha e Estados Unidos estiveram presentes no elenco dos jogos, com 192 dessas equipes representando universidades e 88 sendo funcionários de empresas privadas. Todas as equipes que estavam competindo usavam robôs feitos por fábricas chinesas, como os da empresa Booster Robotics.

Durante os jogos realizados em Pequim, com preços variados entre 128 e 580 yuans (R$ 90 e R$ 430) por ingresso, os humanoides colidiram e caíram várias vezes durante as partidas de futebol. Em um desses jogos, quatro robôs colidiram uns com os outros e caíram juntos formando um montante no campo.

Durante uma corrida de 1500 metros, um robô caiu enquanto corria em alta velocidade, surpreendendo os telespectadores e gerando risadas e aplausos. O público que assistia presenciou queda de robôs em outros eventos de atletismo, mas apesar de muitos humanoides caírem frequentemente, muitos deles se levantavam sem a ajuda dos organizadores, gerando aplausos da plateia.


Robôs disputando partida de futebol (Foto: reprodução/Kevin Frayer/Getty Images Embed)


Max Polter, participante dos jogos e membro da equipe de futebol HTWK Robots da Alemanha, afiliada à Universidade de Ciências Aplicadas de Leipzig, afirmou que veio para os jogos não só para vencer, mas também para realizar pesquisas, tendo em vista que o evento traz diversas abordagens tecnológicas para observar e coletar.

Aumento do investimento em eventos de robótica

Os organizadores dos jogos afirmaram que o evento, além de proporcionar entretenimento para quem está assistindo, também traz a oportunidade de coleta de dados, com o intuito de criar robôs para outros tipos de funções, como o trabalho em fábricas. Alguns comentaristas afirmaram que o futebol, um dos esportes praticados, traz melhorias para a coordenação dos robôs, o que pode ser importantes para que os robôs realizem trabalhos mais complexos.

A China tem investido bilhões de dólares em humanoides e robótica, tendo realizado diversos eventos nos últimos meses como a abertura de lojas dedicadas a robôs humanoides, uma conferência de robótica e uma competição que o país definiu como a primeira maratona mundial de robôs humanoides, realizada em Pequim.

Analistas do Morgan Stanley divulgaram, na semana passada, um relatório mostrando um aumento notável da participação do público em eventos de robótica, em comparação com os anos anteriores, e afirmaram que isso mostra que a China está se dedicando em inteligência incorporada. Esse alto investimento do país em humanoides se deve ao fato que o país vem notando um envelhecimento em sua população, além do aumento da concorrência com os EUA em tecnologias avançadas.

ChatGPT pode armazenar informações pessoais de usuários

Se você é usuário antigo do ChatGPT, a ferramenta de inteligência artificial pode guardar mais informações sobre você do que imagina — incluindo detalhes que talvez preferisse manter em sigilo. É possível, no entanto, verificar o que o chatbot sabe e solicitar a exclusão dessas memórias.

Memória do Chat

O recurso de memória do ChatGPT registra trechos de informações compartilhadas nas conversas para oferecer respostas mais personalizadas no futuro. Entre os dados armazenados podem estar profissão, localização, interesses e até preferências de consumo. Em alguns casos, a IA mantém registros mais sensíveis, como questões de saúde, dados familiares ou financeiros — sempre a partir de informações fornecidas voluntariamente pelo próprio usuário.

Quando uma memória é salva, o ChatGPT costuma exibir o aviso “Memória salva atualizada” durante o diálogo. Ao clicar nesse marcador, é possível conferir qual dado foi registrado. A consulta completa, porém, pode ser feita a qualquer momento: basta pedir para que a IA revele o que sabe sobre você.


Tela de início do ChatGPT quando você entra(Foto: reprodução/Smith Collection/Gado/Getty Images Embed)


Antes tinha que pagar, agora é gratuito

Essa funcionalidade, antes restrita a assinantes pagos, agora está disponível para contas gratuitas. Ao listar as memórias, o ChatGPT também oferece a opção de atualizar ou apagar qualquer item. Um exemplo citado por um usuário é a compra de um carro: ao informar que adquiriu um Honda Jazz Híbrido, a ferramenta atualizou o registro e passou a oferecer dicas relacionadas ao modelo.

Embora a OpenAI, criadora do ChatGPT, afirme que a IA não realiza pesquisas externas sobre os usuários, especialistas em privacidade recomendam cautela ao compartilhar informações pessoais nas conversas. Afinal, tudo o que for dito pode ser armazenado e reutilizado posteriormente.

A discussão sobre a memória do ChatGPT também levanta questões regulatórias. Em países como a União Europeia, onde a Lei Geral de Proteção de Dados (GDPR) é rigorosa, empresas de tecnologia podem ser obrigadas a oferecer mecanismos simples e transparentes para que usuários revisem e apaguem informações armazenadas. A OpenAI já sinalizou que pretende manter a opção de gerenciamento de dados como parte central da experiência.

Para usuários, a melhor prática continua sendo revisar regularmente o que está salvo e evitar inserir nas conversas dados que não gostaria de manter em registro. Assim como em redes sociais e outros serviços online, a privacidade no ChatGPT depende não apenas das políticas da empresa, mas também das escolhas de cada pessoa ao interagir com a plataforma.

Apple testa nova Siri capaz de executar tarefas complexas por comando de voz

A Apple está se preparando para dar um passo importante na integração entre inteligência artificial e experiência do usuário. De acordo com informações da Bloomberg, a empresa testa atualmente uma nova geração da assistente virtual Siri, projetada para realizar ações diretamente em diversos aplicativos apenas com comandos de voz — um avanço que promete mudar a forma como interagimos com dispositivos móveis.

Inovação da Apple

A principal inovação está na adoção da estrutura App Intents, que permitirá a desenvolvedores habilitar funções específicas de seus aplicativos para serem acessadas por diferentes sistemas da Apple, incluindo busca, atalhos e, agora, a Siri. Hoje, a assistente ainda apresenta limitações na interação com apps de terceiros, mas a nova arquitetura promete ampliar consideravelmente esse alcance.

Na prática, o usuário poderá solicitar tarefas complexas sem precisar tocar na tela. Entre as ações possíveis estão buscar e editar fotos, publicá-las nas redes sociais, postar comentários, fazer login em serviços, chamar um carro por aplicativo e até mesmo realizar compras online. Os testes já envolvem aplicativos populares como Uber, AllTrails, Threads, Temu, Amazon, YouTube, Facebook e WhatsApp.


Siri, um assistente digital desenvolvido pela Apple (Foto: reprodução/PHILIPPE LOPEZ/AFP via Getty Images Embed)


Lançamento ainda vai demorar

A Apple apresentou uma prévia dessa nova Siri em 2024, mas o lançamento oficial ainda vai demorar. A previsão é que a versão reformulada chegue ao mercado apenas na primavera de 2026. Até lá, a empresa continuará aprimorando a tecnologia para garantir não só a precisão dos comandos, mas também a segurança e a privacidade dos usuários — aspectos centrais na estratégia da companhia.

O movimento reflete a disputa acirrada entre as big techs para transformar assistentes virtuais em ferramentas mais inteligentes, funcionais e integradas ao dia a dia. Caso a iniciativa seja bem-sucedida, a nova Siri poderá redefinir a interação homem-máquina e abrir oportunidades para marcas e desenvolvedores interessados em explorar o potencial da “revolução por voz”.

Especialistas do setor afirmam que a atualização pode colocar a Apple em pé de igualdade — ou até à frente — de concorrentes como Google Assistant, Alexa e a recém-lançada assistente de IA da OpenAI. A integração profunda com o ecossistema iOS, somada ao apelo da marca, pode acelerar a adoção dessa tecnologia entre consumidores e empresas.

Além disso, a implementação do App Intents pode estimular uma nova onda de desenvolvimento de aplicativos voltados exclusivamente para interações por voz. Isso abriria espaço para experiências mais acessíveis, especialmente para pessoas com mobilidade reduzida ou necessidades especiais, reforçando o papel da tecnologia como ferramenta de inclusão.

CISOs Ganham Protagonismo, o papel estratégico na era dos ciberataques

A escalada dos ciberataques impulsionou a transformação do papel do Chief Information Security Officer (CISO), que passou de uma função estritamente técnica para uma posição estratégica e executiva dentro das empresas. Esse movimento reflete uma mudança de paradigma, onde a segurança da informação é vista não apenas como uma área de suporte, mas como um pilar fundamental para o sucesso e a continuidade dos negócios.

No Brasil, a urgência dessa mudança é evidente. Relatórios recentes, como o da Check Point Research, mostram um aumento alarmante de 21% nos ciberataques semanais no primeiro trimestre de 2025, totalizando mais de 2,6 mil incidentes por semana. Esse crescimento, embora menor do que o aumento de 108% na América Latina, destaca a necessidade de uma liderança forte e estratégica na área de segurança digital.

CISO estratégico ainda enfrenta barreiras no conselho

Especialistas da indústria, como Vitor Sena, CISO da Gerdau, e Denis Nesi, CISO da Claro Brasil, reforçam que o CISO moderno vai além da gestão de softwares e do compliance. Ele atua como um parceiro de negócio, participando ativamente de discussões sobre inovação digital, operações industriais e proteção de dados. No entanto, Nesi aponta que muitos desses profissionais ainda não estão nos conselhos de administração, o que limita a visão estratégica da segurança em um momento crucial.

Os desafios que a segurança da informação enfrenta hoje são complexos e multifacetados. A ascensão da inteligência artificial (IA), a adoção de ambientes multicloud e a necessidade de garantir a segurança na cadeia de suprimentos são apenas alguns dos pontos que o CISO precisa gerenciar. Além disso, a área lida com a dificuldade de atrair e reter talentos qualificados, muitas vezes com orçamentos restritos.


CISO Hiroshi Kodama, fala à mídia durante uma demonstração na sede da NEC Corporation (Foto: reprodução/
Tomohiro Ohsumi/Getty Images Embed)


CISO traduz riscos em valor para o negócio

A complexidade do cenário de ameaças também exige uma nova abordagem de comunicação. Roberto Rebouças, da Kaspersky, destaca que muitos executivos têm dificuldade em entender os termos técnicos de cibersegurança. Por isso, é fundamental que o CISO traduza a complexidade da área para a linguagem de negócios, mostrando como a segurança da informação protege os lucros, garante a continuidade das operações e mitiga riscos. Isso envolve construir relacionamentos com outras áreas e usar exemplos práticos para ilustrar o valor da segurança.

A mudança de postura dos executivos também impulsiona a relevância do CISO. Oscar Isaka, do Gartner, observa que empresas estão fazendo investimentos agressivos em tecnologias de ponta, como a IA Generativa (GenAI), e estão cada vez mais preocupadas com os riscos cibernéticos associados a essas inovações. Incidentes cibernéticos já estão afetando os resultados financeiros, o que faz com que os líderes prestem mais atenção à cibersegurança. Nesse contexto, o CISO que se mantém atualizado e consegue articular a importância de sua área tem uma oportunidade única de promover a sua agenda e garantir os recursos necessários para proteger a organização.

Guerra dos chips: EUA vão taxar em 100% semicondutores importados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última quarta-feira (6) uma tarifa de 100% sobre a importação de chips semicondutores. A medida faz parte de uma política de incentivo à produção interna e prevê isenção para empresas que optarem por fabricar em solo americano.

A nova taxação foi anunciada durante um evento da Apple, que também revelou planos para ampliar seus investimentos no setor. A empresa está liderando a criação de uma cadeia de fornecimento de silício totalmente nacional e prevê a produção de mais de 19 milhões de chips para seus produtos em 2025.

O futuro dos semicondutores nos EUA


Os Estados Unidos concentram grandes empresas de tecnologia e buscam autonomia na produção de semicondutores. Taiwan é um grande aliado nessa corrida tecnológica. A empresa Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) já construiu fábricas no país.


A corrida tecnológica entre os Estados Unidos e a China em detalhes (Vídeo: reprodução\YouTube\Folha de São Paulo)

Para impulsionar esse setor, o governo norte-americano está incentivando financeiramente projetos voltados à pesquisa e ao desenvolvimento de chips avançados. A corrida pelo avanço nesse setor é estratégica para áreas como tecnologia, defesa e inteligência artificial.

A disputa asiática

Taiwan produz 90% dos semicondutores do mundo. O contexto geopolítico pelo qual o país asiático está inserido é bem complexo e se arrasta há anos. O território é reivindicado pela China por ser um local estratégico para a economia chinesa e para a disputa da hegemonia da economia mundial contra os Estados Unidos.
Países como Japão, Coreia do Sul, Malásia e Vietnã também estão na corrida para fortalecer a participação nesse mercado promissor. Embora a China tenha a matéria-prima para a produção de semicondutores, Taiwan detém praticamente todo o monopólio e os recursos para a fabricação.

Diante desse cenário, Donald Trump deixou clara a posição dos Estados Unidos em relação ao mercado de semicondutores, que está em ascensão. Atualmente, esse componente é essencial para diversos equipamentos eletrônicos, o que revela uma demanda cada vez mais promissora.

Sistema do Judiciário dos EUA sofre ataque cibernético

O sistema eletrônico de arquivamento de processos judiciais dos Estados Unidos sofreu um ataque cibernético de grande escala nesta última quarta-feira (6). A princípio, o jornal ‘Político” informou que a ofensiva expôs dados confidenciais de inúmeros tribunais em diversos estados norte-americanos.

Ainda assim, o ataque atingiu sistemas que incluem o Gerenciamento de Casos/Arquivos Eletrônicos de Casos, conhecido por CM/ECF, usado por profissionais do direito. Além dele, o Acesso Público aos Registros Eletrônicos do Tribunal, o PACER, que fornece acesso público a documentos judiciais, também foi afetado. Ambas as plataformas são essenciais para o funcionamento do Judiciário federal, que já enfrentava críticas por operar com tecnologia defasada.

Dados sensíveis em risco

De acordo com o Político, informações sigilosas como mandados de prisão e acusações seladas estavam entre os dados vulneráveis. Nesse ínterim, fontes ligadas à investigação apontam que agentes estrangeiros podem estar envolvidos no ataque. 

Há quatro anos, o Escritório Administrativo dos Tribunais dos EUA já articula procedimentos para melhorar a segurança de registros confidenciais. Já em 2022, o Judiciário da Câmara americana já havia alertado sobre uma invasão cibernética de “amplitude surpreendente” feita por estrangeiros hostis. Um ano após, os EUA chegaram a realizar uma competição que visava invadir um satélite na órbita da Terra para testar a segurança da Força Aérea. O teste partiu do próprio Departamento da Força Aérea dos Estados Unidos e os vencedores foram a equipe de hackers italianos, conhecidos por “mHACKeroni”.


EUA acusam China de ataques hackers (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Até o momento, o Escritório Administrativo dos Tribunais dos EUA e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, conhecida por CISA, não comentaram o caso. Já o FBI aguarda respaldo do Departamento de Justiça e espera que haja um parecer nos próximos dias.

Vulnerabilidade digital no mundo

O caso traz novamente à tona as preocupações com ataques cibernéticos no mundo. O Brasil, por exemplo, é o segundo país mais atacado digitalmente, registrando mais de 1.300 tentativas por minuto, conforme estatísticas de 2024. Recentemente, a Polícia Civil prendeu um suspeito de facilitar um ataque ao sistema Pix brasileiro. Já nos EUA, o grupo hacker Star Blizzard, ligado ao governo russo, foi responsabilizado por tentativas de invasão ao WhatsApp de ONGs que atuam na Ucrânia. Em contrapartida, mesmo com ações preventivas como o concurso Hack-A-Sat do governo americano, os riscos continuam crescentes. 

Como resultado, Amy St. Eve, juíza do Tribunal de Circuito dos EUA, já havia afirmado que anos de subinvestimento acarretaram em um sistema vulnerável no país norte-americano. Eve também pontuou que os sistemas estão desatualizados, com riscos constantes de falhas e que necessitam de protocolos de segurança modernos.