Presidente Trump celebra queda nos preços da carne nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou recentemente que um novo acordo comercial realizado por sua administração resultou em uma redução significativa nos preços da carne no país. “Estamos trabalhando com carne bovina, e acho que temos um acordo que vai reduzir o preço”, disse Trump, destacando que a negociação beneficia diretamente os consumidores americanos. A declaração foi feita em meio a discussões sobre inflação e custos de alimentação, temas que têm afetado o orçamento das famílias em todo o país.

Trump descreveu o acordo como quase uma “mágica”, enfatizando que a redução de preços era um objetivo difícil de alcançar diante do cenário econômico global. Ele ressaltou que a medida visa fortalecer a produção nacional de carne, incentivar o setor agrícola e melhorar a competitividade do mercado interno. A iniciativa surge em um momento em que o preço da carne tem sido motivo de preocupação para consumidores e para o governo.

Impacto econômico e resposta do setor

A redução nos preços da carne anunciada pelo governo Trump tem múltiplas implicações para a economia americana. Especialistas afirmam que a medida pode aliviar parte da pressão inflacionária enfrentada pelos consumidores, especialmente diante do aumento dos custos de alimentos e energia. Analistas do setor agrícola indicam que o acordo provavelmente envolve negociações de importação e exportação, cortes temporários em tarifas e incentivos a produtores locais, medidas que podem reduzir os preços finais nas prateleiras.

O presidente reforçou o tom da medida durante uma coletiva, afirmando: “Esse seria o único produto que diríamos estar um pouco acima do que queremos — talvez mais alto do que queremos — e isso também vai cair em breve. Fizemos algo, usamos nossa mágica”. A fala reforça a percepção de que a iniciativa é fruto de ação direta do governo, e não apenas uma tendência de mercado.

Produtores de carne, distribuidores e grandes redes de supermercados foram diretamente impactados pelo acordo. Alguns empresários celebraram a iniciativa, destacando que ela pode estimular o consumo e aumentar a demanda, mesmo que os lucros individuais sejam ligeiramente reduzidos devido à diminuição do preço de venda. Por outro lado, críticos alertam que a redução de preços deve ser monitorada para não comprometer a sustentabilidade do setor, especialmente para pequenos produtores que enfrentam custos elevados.

Além disso, a medida vem em um momento em que os preços da carne nos Estados Unidos estavam em alta, pressionados por custos de transporte, insumos agrícolas e eventos climáticos que afetaram a produção. Ao anunciar a redução, Trump buscou reforçar sua imagem como um presidente atento às necessidades do cidadão comum.


O presidente Donald Trump (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Anna Moneymaker)

Repercussão política e social

A declaração do presidente Donald Trump sobre o acordo gerou repercussão política imediata. Para aliados, a medida é um acerto estratégico que demonstra capacidade de negociação e foco em resultados práticos. A queda nos preços pode ser usada como argumento em campanhas e discursos, reforçando a ideia de um governo que busca soluções tangíveis para os desafios econômicos do país.

Do ponto de vista social, a redução nos custos de alimentos tem impacto direto no orçamento das famílias americanas. Muitos consumidores enfrentam dificuldades para equilibrar gastos essenciais, e o preço da carne é um dos itens mais sensíveis em qualquer cesta básica. Com a redução anunciada, famílias de diferentes classes podem perceber uma melhora no poder de compra, ainda que gradual.

Especialistas em políticas públicas ressaltam, no entanto, que a medida não resolve completamente os problemas estruturais da economia, como a inflação de longo prazo e os custos de produção agrícola, mas representa uma iniciativa de alívio imediato para os consumidores. Além disso, a comunicação clara das medidas é essencial para que o público compreenda o alcance real do acordo, evitando expectativas irreais.

A queda nos preços da carne, conforme anunciada pelo presidente, demonstra uma ação governamental direta voltada para o consumidor, com impactos econômicos e políticos relevantes. Enquanto aliados comemoram e consumidores observam aliviados a diminuição dos custos, analistas continuam avaliando os efeitos a longo prazo sobre o setor agrícola, a sustentabilidade dos preços e a dinâmica do mercado. Independentemente disso, a iniciativa coloca os preços da carne na agenda nacional, destacando a importância de políticas públicas e negociações estratégicas em momentos de inflação e desafios econômicos globais.

Zelensky pede mísseis Tomahawk a Trump, que evita se comprometer sobre ataques à Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta sexta-feira (17) o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. O encontro, que durou cerca de 2h30, foi descrito pelo ucraniano como “produtivo”. Segundo Zelensky, os dois discutiram questões militares, incluindo o fornecimento de armamentos e defesas aéreas, mas o americano não confirmou se irá enviar mísseis Tomahawk a Kiev.

Confiamos nos Estados Unidos. Confiamos que o presidente quer acabar com esta guerra”, declarou Zelensky após a reunião. Trump, por sua vez, afirmou em sua rede Social que teve uma conversa “cordial” com o líder ucraniano, mas reforçou o apelo para que as partes cheguem a um acordo de paz: “Disse a ele, como também sugeri a Putin, que é hora de parar com a matança e fazer um ACORDO!”.

A reunião aconteceu um dia depois de Trump conversar por mais de duas horas com o presidente russo, Vladimir Putin. O americano informou que ambos combinaram um novo encontro em Budapeste, na Hungria, na tentativa de avançar nas negociações pela paz.

Pressão por mísseis e impasse diplomático

Zelensky tem pressionado Washington para liberar mísseis Tomahawk, armamento de longo alcance e alta precisão, que dariam à Ucrânia maior capacidade de atingir alvos em território russo. No entanto, Trump se manteve evasivo sobre o tema. “É uma escalada da guerra, vamos discutir isso. Preferimos que eles não precisem dos Tomahawks”, disse o presidente americano.

O líder ucraniano mostrou a Trump e assessores mapas com possíveis alvos estratégicos na Rússia que poderiam ser atingidos com os mísseis. Fontes próximas à delegação de Zelensky afirmam que a iniciativa buscou convencer Washington de que ataques mais precisos fortaleceriam a posição de Kiev nas negociações.

Durante o encontro, Trump chegou a elogiar o paletó de Zelensky e o chamou de “líder forte”. A reunião foi mais amistosa do que a anterior, em fevereiro, quando ambos trocaram farpas em meio a divergências sobre o rumo da guerra.


Presidente ucraniano solicitou ajuda militar a Donald Trump (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Andrew Harnik)

Trump tenta equilibrar relações com Rússia e Ucrânia

Apesar de manter contato direto com Vladimir Putin — inclusive recebendo o russo no Alasca meses atrás —, Trump tem adotado recentemente um tom mais favorável à Ucrânia. Ele chegou a defender a recuperação integral do território ocupado por Moscou, mas insiste que o caminho deve ser o diálogo.

A guerra entre Rússia e Ucrânia já dura desde fevereiro de 2022 e, apesar de múltiplas rodadas de negociação, não há avanços concretos rumo a um cessar-fogo. Trump tenta se posicionar como mediador do conflito, enquanto reforça sua promessa de campanha de “acabar com as guerras” iniciadas sob o governo anterior.

Trump ameaça Hamas após retomada violenta de Gaza

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje, através da rede social Truth Social, que, caso o Hamas continue a matar pessoas em Gaza, a Casa Branca permitirá que Israel reocupe a região e aniquile os membros do grupo. Um dos negociadores da paz temporária no Oriente Médio, Trump advertiu os terroristas acerca do estrito cumprimento do acordo, na busca pela manutenção da trégua.

Hamas mata 33 pessoas em Gaza

À medida que libertava os últimos reféns vivos, na segunda-feira (13), o Hamas retomou de forma violenta o controle sobre a Faixa de Gaza. Supostos colaboradores das forças israelenses foram assassinados nas ruas.

Uma fonte anônima disse à CNN que, desde a interrupção do conflito, 32 membros de “uma gangue ligada a uma família na Cidade de Gaza” foram mortos, assim como seis integrantes dessa mesma família. Mais tarde, vídeos de execuções públicas no que parece ser a localidade puderam ser vistas nas redes sociais, embora não se saiba a data e local exatos da produção do conteúdo.


Guerra em Gaza deixou brutal destruição (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Abdolrahman Rashad/)


A situação não é nova. Historicamente, os vários recuos de tropas israelenses em Gaza, após brutal destruição promovida pelo Estado vizinho, foram acompanhados de repressão àqueles que facilitaram ou lucraram com sua ocupação, o que configura uma afronta aos termos da negociação de paz.

Tropas israelenses também foram acusadas, pela Organização das Nações Unidas, nos últimos dias, de desrespeitar o acordo, ao atirar contra civis palestinos que se aproximaram quando elas se retiravam da região. 

Cessar-fogo é anunciado

A partir da liderança dos Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia, foi divulgado na segunda-feira (13) um acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, após 2 anos de conflito. 

Em 7 de outubro de 2023, o Hamas atacou uma festa isarelense na fronteira com Gaza, deixando 1.200 mortos e 251 sequestrados. Israel revidou com brutalidade, fazendo cerca de 67 vítimas palestinas fatais e desencadeando uma crise humanitária na região, que sofre com o precário abastecimento de comida e água.

As recentes negociações possibilitaram o imediato retorno dos reféns mantidos pelo grupo terrorista a suas famílias. Contaram ainda com planos de desarmamento do Hamas e de um futuro sem que esse comande a região, no que poderia culminar com o feito inédito da criação do Estado da Palestina, uma reivindicação histórica da ONU e do mundo árabe.

É ela, a história, no entanto que provê argumentos contrários à esperança de novos tempos: entre diversos cessar-fogo, o conflito já dura quase 80 anos, contando com inúmeros conflitos e tréguas nesse meio tempo.

Diplomacia em foco: Brasil e EUA se reúnem para tratar de tarifaço em Washington

Brasília e Washington voltam a centralizar as atenções do cenário político-econômico internacional nesta quinta-feira (16), com a realização de uma reunião crucial de negociação entre o Brasil e os Estados Unidos. O encontro, que ocorrerá na capital norte-americana, visa discutir as tarifas impostas recentemente pelos EUA sobre uma gama de produtos brasileiros.

A pauta de negociações, confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é liderada pelo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, designado pelo presidente Donald Trump para representar os interesses americanos.

Diplomacia brasileira tenta reverter sobretaxa de Trump

A reunião presencial em Washington concretiza o acerto telefônico da semana anterior entre Vieira e Rubio. A diplomacia brasileira, com o chanceler em Washington desde a véspera e em preparação com técnicos do governo, busca uma solução para a sobretaxa de 50% anunciada por Trump, que atingiu diversas exportações brasileiras. Uma fonte com conhecimento do assunto, falando à Reuters sob anonimato, confirmou o agendamento da cúpula para hoje.

O contexto que envolve a imposição das tarifas é complexo e inclui elementos políticos. Trump justificou a medida citando, entre outros motivos, o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, o qual o líder norte-americano classificou como “caça às bruxas”.


Matéria sobre a primeira reunião para negociar tarifaço (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

Lula adota tom pragmático e reforça foco econômico em diálogo

Apesar da polarização política, o presidente Lula buscou sinalizar um foco pragmático nas tratativas comerciais. Durante discurso em cerimônia no Rio de Janeiro, na quarta-feira (15), Lula detalhou a recente conversa telefônica com Trump, mencionando que a questão do ex-presidente Bolsonaro não fez parte do diálogo, que se concentrou em temas da agenda econômica bilateral.

Em tom descontraído, Lula brincou com a declaração de Trump sobre a “excelente química” que teriam tido em um breve encontro na Assembleia-Geral da ONU, ao dizer que na ligação, “não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, destacando a importância da pauta econômica.

A reunião entre Vieira e Rubio testa o nível de aproximação e o canal de diálogo estabelecido entre os dois governos, após um período de tensões comerciais e políticas. A expectativa é que o encontro possa pavimentar o caminho para a suspensão ou, pelo menos, a redução das tarifas adicionais, essenciais para o reequilíbrio das relações comerciais e para o setor exportador brasileiro. O resultado deste diálogo definirá a trajetória da relação bilateral e o futuro das exportações do Brasil para um de seus principais parceiros comerciais.

Maduro reage às operações secretas da CIA na Venezuela autorizadas por Trump

O presidente venezuelano Nicolás Maduro, nesta quarta-feira (15), criticou as operações secretas da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), autorizadas pelo presidente estadunidense, Donald Trump, no país sul-americano. Mais cedo, durante entrevista coletiva, Trump declarou que a agência realiza ações na Venezuela a fim de combater o crescimento do crime organizado no país e na América Latina.

Maduro classificou as medidas adotadas por Trump como um “golpe de Estado” e “guerra psicológica” e, na manhã desta quinta-feira (16), horário de Brasília, realizou várias publicações relacionadas à força militar venezuelana e ao carisma do povo de seu país. Declarando que a Venezuela é uma nação de “gente decente, honesta, trabalhadora, solidária e humana”.

Críticas a Trump e a opositores

Logo após a confirmação de Donald Trump sobre as ações da CIA no país sul-americano, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela emitiu um comunicado oficial através de suas redes sociais, classificando como “belicosas e extravagantes” as declarações do governo dos EUA. A nota ressalta, ainda, que Trump viola gravemente o Direito Internacional e a Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), ao realizar investidas contra a Venezuela.


Publicação do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela sobre ações da CIA no país (Foto: reprodução/Instagram/@cancilleria_ve)

A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, seguiu na mesma linha de seu líder, Nicolás Maduro. Sem citar diretamente o governo estadunidense, Rodríguez enfatizou que os venezuelanos carregam a herança de Simón Bolívar e defenderão a Venezuela sob qualquer circunstância. Por isso, alertou: “que nenhum agressor ouse” atentar contra o seu país.

Ataques letais

Desde o início de setembro (2025) o governo dos EUA tem realizado ataques no mar do Caribe contra embarcações, supostamente envolvidas com o narcotráfico na região. Segundo informações, estas investidas resultaram em 27 mortos até o momento. O último ataque letal ocorreu na terça-feira (14), matando seis pessoas. A ação foi autorizada pela Casa Branca, a qual, em suas redes sociais, classificou como “ataque cinético letal contra uma embarcação afiliada a uma Organização Terrorista”.



Além de autoridades venezuelanas, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também está apreensivo com a escalada das ações estadunidenses no país vizinho. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (15), Petro declarou que, caso a CIA conduza operações em território venezuelano e haja ataque militar, estas investidas podem “respingar” em seu país. Contudo, mesmo diante deste cenário, por se tratar de operações secretas por parte da inteligência dos EUA, Donald Trump não detalhou o que pode advir destas ações e se Nicolás Maduro é um alvo a ser eliminado pela agência.

 

“A pior de todos os tempos”: Trump critica imagem de capa da Time em meio a elogios por Gaza

Em um episódio que mescla vaidade pessoal e o intrincado relacionamento com a mídia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social na terça-feira (14) para emitir uma crítica surpreendentemente direcionada à sua própria imagem de capa na revista Time. Embora a reportagem principal da edição o elogiasse por uma significativa conquista diplomática, o foco do líder americano recaiu sobre a fotografia escolhida, que ele classificou como “a pior de todos os tempos”.

A edição em questão, cuja capa estampa o título “O triunfo dele” e destaca “O líder que Israel precisava” e “Como Gaza se recupera”, celebra o papel decisivo do republicano na intermediação do cessar-fogo em Gaza, que foi iniciado na semana passada e já resultou na libertação de todos os reféns vivos. No entanto, mesmo diante de um título tão lisonjeiro, Trump demonstrou insatisfação com o visual apresentado.

Trump critica foto publicada

“A revista Time escreveu uma matéria relativamente boa sobre mim, mas a foto pode ser a pior de todos os tempos”, escreveu o presidente em sua rede social. O cerne de sua queixa reside nos detalhes da imagem, que, segundo ele, teriam  “desaparecido” com seu cabelo, substituindo-o por algo que “parecia uma coroa flutuante, mas extremamente pequena. Muito estranho!”, completou.

Conhecido por sua atenção meticulosa à imagem pública, o presidente americano expressou um descontentamento particular com o ângulo da foto. “Eu nunca gostei de tirar fotos de ângulos inferiores, mas esta é uma foto super ruim e merece ser criticada”, declarou, questionando em tom de desconfiança:  “O que eles estão fazendo, e por quê?”, continuou. A reação de Trump não é inédita, refletindo seu histórico de atrito com veículos de imprensa, mesmo quando o conteúdo das matérias lhe é favorável.


Publicação da capa de Trump pela revista Time (Foto: reprodução/X/@TIME)

Capa da Time gera repercussão global

A controvérsia em torno da capa de uma das mais influentes revistas americanas rapidamente ganhou repercussão internacional e nas redes sociais, com observadores interpretando o episódio como mais um capítulo na relação complexa e por vezes turbulenta do republicano com a imprensa.

Enquanto a reportagem da Time projeta o acordo de Gaza como uma potencial “conquista marcante” de seu segundo mandato, a crítica do presidente desvia o foco do sucesso diplomático para a estética da representação, reforçando a natureza combativa de sua interação com o jornalismo. A revista Time, até o momento, não se pronunciou sobre as críticas.

Conflito com a China: Trump ameaça retaliação por queda nas compras de soja

O clima comercial entre Washington e Pequim se agravou novamente nesta terça-feira (14). Em publicação no Truth Social, Donald Trump classificou como um “ato economicamente hostil” a decisão da China de reduzir drasticamente as compras de soja americana. O presidente deixou claro que os Estados Unidos podem adotar medidas de retaliação, incluindo cortes em produtos como o óleo de cozinha, afirmando que o país tem capacidade de produção própria.

Estamos considerando encerrar negócios com a China relacionados ao óleo de cozinha e a outros produtos comerciais como forma de retaliação a atos economicamente hostis. Podemos facilmente produzir óleo de cozinha internamente, não precisamos comprá-lo da China, escreveu Trump.

Em Mar-a-Lago, assessores do presidente afirmaram que ele acompanha de perto os relatórios sobre exportações agrícolas e avalia novas medidas caso a China não reverta a redução nas compras de soja americana.

Soja no centro da disputa

A China, maior compradora mundial de soja, reduziu nos últimos meses suas aquisições dos Estados Unidos, favorecendo o Brasil e a Argentina. A decisão tem impactos imediatos para agricultores americanos, que dependem das exportações para manter suas plantações e empregos locais.

Em Des Moines, Iowa, um produtor resumiu o impacto: Cada tonelada que a China deixa de comprar pesa no nosso orçamento. Isso afeta plantações, empregos e todo o mercado local”. Economistas alertam que a queda nas vendas pode repercutir nos preços globais e comprometer contratos futuros de exportação.


Donald J. Trump em publicação no Truth Social (Foto: reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump)

Tarifas, tecnologia e geopolítica

A retaliação americana não é inédita. Trump já mantém ordens tarifárias sobre bilhões de dólares em produtos chineses, alegando a necessidade de reduzir o déficit comercial, trazer de volta produção perdida e frear o tráfico de fentanil.

Além das questões econômicas, Estados Unidos e China divergem sobre tecnologia, direitos humanos, a origem da pandemia de covid-19 e tensões geopolíticas envolvendo Hong Kong, Taiwan e Ucrânia. Especialistas alertam que qualquer medida de retaliação imediata terá efeitos diretos sobre produtores americanos, cadeias globais de suprimentos e preços de alimentos. O governo americano ainda não divulgou quais setores seriam afetados além do óleo de cozinha, mas a ameaça reforça o clima de tensão comercial e política entre as duas maiores economias do mundo.

Milei publica bilhete de Trump e celebra amizade: “Meu amigo, um grande presidente”

O cenário político sul-americano e as complexas relações internacionais voltaram ao centro das atenções com o encontro de alto nível entre o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, nesta terça-feira (14). A reunião, que aconteceu cerca de uma semana após Washington concordar em conceder um pacote de apoio financeiro significativo à Argentina, consolidou a parceria ideológica e estratégica entre os dois líderes.

Após o encontro no Salão Oval, o presidente argentino recorreu à rede social X para destacar a proximidade com o republicano. Milei publicou uma fotografia sorridente ao lado de Trump, acompanhada de um bilhete manuscrito e assinado pelo presidente americano, que o chamava de “amigo” e o elogiava como um “grande presidente”. A legenda da postagem reforçava a sintonia ideológica, combinando o famoso slogan de Trump, MAGA (Make America Great Again), com o lema do próprio Milei, “VLLC” (¡Viva la libertad, carajo!).

Ajuda bilionária dos EUA à Argentina reforça aliança estratégica

A visita de Milei aos EUA teve como principal objetivo discutir os detalhes da ajuda financeira prometida por Washington. O apoio, anunciado na semana passada pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent, virá por meio de um swap cambial com o Banco Central argentino, totalizando US$ 20 bilhões. A injeção de capital é vista como um movimento crucial para estabilizar a economia argentina e suas reservas cambiais, especialmente antes das eleições legislativas no país. Segundo fontes da Casa Branca, a decisão atípica de intervir no exterior visa estabilizar um aliado-chave na região e sustentar a agenda econômica ultraliberal de Milei.

Durante o almoço com o presidente argentino, Trump teceu comentários que expandiram o escopo da discussão para o contexto sul-americano. O presidente americano defendeu o apoio à Argentina, argumentando que o sucesso do país vizinho serviria de exemplo e que muitos outros já estão seguindo. O apoio não é incondicional: a imprensa americana relatou que Trump teria condicionado a continuidade da ajuda ao desempenho eleitoral de Milei nas próximas legislativas, ressaltando que investimentos são tratados de forma diferente quando se trata de um governo socialista.


Publicação de Milei sobre bilhete de Trump, que o chama de amigo (Foto: reprodução/X/@JMilei)


Trump cita conversa com Lula

Em uma nota diplomática que chamou a atenção, Trump mencionou sua recente boa conversa com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Embora Milei e Lula sejam adversários políticos, o comentário de Trump sobre o Brasil sugeriu um esforço para manter canais abertos na região.
Apesar de enfrentar críticas internas nos EUA, especialmente de agricultores norte-americanos, que apontam para o redirecionamento das compras de soja da China para a Argentina, o governo Trump demonstra interesse em fortalecer laços estratégicos. Questionado sobre a possibilidade de um acordo de livre comércio com a Argentina, Trump não descartou a ideia, afirmando que é possível, o que sinaliza um aprofundamento da relação bilateral para além da crise econômica. O pacote de ajuda e o apoio político de Trump, portanto, representam um forte endosso à administração Milei em um momento de extrema fragilidade econômica e política.

Reconhecimento diplomático: Israel anuncia maior honraria civil a Donald Trump

O cenário político e diplomático internacional ganhou destaque nesta segunda-feira (13), com o anúncio de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será agraciado com a Medalha de Honra Presidencial Israelense, a maior honraria civil concedida pelo Estado judeu. O reconhecimento, oficializado pelo presidente de Israel, Isaac Herzog, é uma resposta direta à atuação de Trump na mediação que culminou no atual acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas, e na iminente libertação dos reféns mantidos em cativeiro em Gaza por mais de dois anos.

A notícia foi divulgada em paralelo à chegada de Trump a Israel na manhã desta segunda-feira, marcando o início de uma breve, mas intensa, visita ao país. A Medalha de Honra Presidencial, que já foi concedida a figuras de destaque internacional como o ex-presidente dos EUA Barack Obama em 2013, é reservada a indivíduos que demonstraram uma “contribuição extraordinária ao Estado de Israel ou à humanidade”.

Trump será homenageado por papel decisivo em acordo de cessar-fogo

Em um comunicado oficial, o presidente Herzog enfatizou a relevância dos esforços do líder americano: “Por meio de seus esforços incansáveis, o presidente Trump não apenas ajudou a trazer nossos entes queridos para casa, mas também lançou as bases para uma nova era no Oriente Médio, construída com base na segurança, cooperação e esperança genuína por um futuro pacífico”. Herzog classificou como uma “grande honra” a futura entrega da comenda.

O papel de Donald Trump foi classificado como “central nas negociações” que garantiram o acordo de cessar-fogo e a prometida libertação dos reféns israelenses. Contudo, apesar do peso do anúncio, a cerimônia de entrega da medalha não ocorrerá de imediato. O presidente Herzog informou que Trump será notificado sobre a premiação durante sua visita e a receberá formalmente “nos próximos meses“.


Donald Trump no Knesset, o Parlamento de Israel (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

Agenda internacional e clima de incerteza

A agenda do Trump em Israel inclui um discurso no Parlamento (Knesset) e encontros com familiares dos reféns, antes de seguir viagem para o balneário de Sharm el-Sheikh, no Egito. Lá, ele participará de uma cúpula com mais de 20 líderes internacionais, onde está prevista uma declaração formal sobre o fim da guerra em Gaza.

Apesar do otimismo de Trump, que no domingo, ao embarcar na Base Aérea de Andrews, declarou que “a guerra terminou“, a afirmação ainda paira sob o signo da incerteza. Segundo fontes próximas às negociações, Israel e Hamas continuam a ter divergências em relação aos termos finais do conflito, sugerindo que o fim das hostilidades, embora iminente, ainda não está totalmente consolidado. A condecoração, portanto, celebra uma etapa crucial de um processo de paz ainda em curso.

Ministro da Defesa de Israel elogia Trump e Netanyahu por firmarem acordo

Nesta quinta-feira (9), Israel Katz, Ministro da Defesa de Israel, parabenizou o presidente americano, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por firmarem a  primeira fase do acordo de paz na Faixa de Gaza. O novo tratado prevê a liberação de reféns que estão sob domínio do Hamas. 

“Agradeço ao Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu e ao presidente dos EUA, Donald Trump, pela liderança que levou ao acordo — e aos heróicos soldados das Forças de Defesa de Israel, cuja coragem, determinação e imenso sacrifício nos trouxeram a este grande momento”, escreveu o ministro no aplicativo Telegram. 

Além disso, Katz também escreveu uma mensagem às famílias dos reféns mantidos pelo Hamas desde o início da guerra e, também, saudou as tropas das Forças de Defesa de Israel, incluindo os mortos. 

A primeira parte do acordo

Na última quarta-feira (8), Israel e Hamas anunciaram que chegaram a um acordo para implementar a primeira parte do plano de cessar-fogo no território da Faixa de Gaza. Esse acordo, apresentado em setembro pelos Estados Unidos, teve negociação mediada pelo Egito, Turquia e Catar. 


Moradores de Gaza comemoram acordo de paz selado entre Israel e Hamas. (Vídeo/Instagram/@bbcbrasil)

De acordo com os pontos discutidos, esta primeira etapa consistirá na liberação de todos os reféns mantidos pelo Hamas desde o início da guerra, em outubro de 2023. Além disso, tropas israelenses devem recuar de suas posições em Gaza. Por fim, o território palestino receberá mais caminhões de ajuda humanitária, com a entrega de comida, água e medicamentos. 

Os corpos dos reféns mortos

Apesar da primeira parte do plano de cessar-fogo incluir a devolução dos reféns e os corpos dos que já foram mortos, o Hamas alega que não sabe onde estão todos os corpos das vítimas. 

Nesse sentido, segundo a imprensa americana, o grupo teria pedido mais tempo para devolver os corpos dos israelenses mortos. Estima-se que dos 48 reféns que permaneciam sob domínio do Hamas, apenas 20 estejam vivos. 

De acordo com a primeira parte do plano, Israel também deve libertar quase 2 mil palestinos, incluindo os condenados à prisão perpétua.