Fim da guerra: Putin ordena retirada das tropas ucranianas

Nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, o líder da Rússia Vladimir Putin voltou a falar a respeito do fim da guerra contra a Ucrânia. A declaração foi feita para a imprensa, durante a viagem de Putin ao Quirguistão, país na Ásia Central que fazia parte da União Soviética (URSS). Durante a conversa com a imprensa, Vladimir Putin ordenou que as tropas da Ucrânia se retirem dos territórios onde estão, e fez ameaças a respeito de fazer a retirada delas à força, que faria com que a guerra entre as duas nações chegasse ao fim. A briga pelos territórios é uma das causas da Guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

A declaração

No Quirguistão, Vladimir Putin se dirigiu à imprensa para falar da guerra com a Ucrânia. O líder da Rússia disse que o conflito só chegará ao fim quando “as tropas ucranianas se retirarem dos territórios que ocupam”. Além disso, Putin disse que, caso o exército ucraniano não saia dos territórios, a Rússia o faria caso necessário. A declaração foi vista como uma ameaça militar às tropas ucranianas: Vladimir Putin deu a entender que a retirada seria à força.


Plano de paz dos EUA para guerra entre Ucrânia e Rússia (Vídeo: Reproduçao/YouTube/@CNN Brasil)


Além das declarações a respeito do exército da Ucrânia, o líder russo também falou a respeito do plano de paz e cessar-fogo feito pelos Estados Unidos. Segundo Vladimir Putin, o projeto americano poderá ser utilizado futuramente como base para outros acordos. 

Os territórios

A Rússia quer parte de quatro regiões ucranianas, que equivalem a quase 20% do território da Ucrânia. São elas as regiões de Luhansl, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia. Tais localidades já foram anexadas pela Rússia a seu próprio território; porém, eles ainda não foram conquistados totalmente pelo exército russo. Por isso, a Rússia quer que a Ucrânia entregue os territórios e, caso isso não aconteça, o governo russo ameaça tomar as regiões à força. 

Trump sanciona duas maiores petroleiras da Rússia em pressão para cessar-fogo na Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs ontem (22) restrições às duas maiores empresas do setor petrolífero da Rússia, a Lukoil e a Rosneft, na tentativa de coagir o líder local, Vladimir Putin, a aderir às negociações de armistício na Guerra da Ucrânia. A medida bloqueia bens e transações das duas companhias e mais de 30 subsidiárias em território estadunidense e configura como a primeira grande sanção do governo Trump à Rússia devido à invasão da Ucrânia, ocorrida em 24 de fevereiro de 2022.

Trump reforça resposta do Ocidente à Moscou

Antes de implementar as sanções, Trump disse à imprensa, na Casa Branca, que desmarcou um encontro com Putin na Hungria, anunciado na semana passada, para debater o conflito. A declaração ocorreu horas depois da Rússia realizar um ataque aéreo massivo à Ucrânia, incluindo a sua capital, Kiev.

Com a ação restritiva, os EUA abandonam a pretensa neutralidade, juntando-se, finalmente, aos sistemáticos esforços europeus para punição do gigante euro-asiático. Na semana passada, especificamente, o Reino Unido dificultou a operação das mesmas empresas. Já ontem, a União Europeia avançou em seu 19º pacote de sanções contra Moscou, proibindo importações de gás natural liquefeito russo.

O presidente Putin não veio à mesa de uma maneira honesta e decidida como esperávamos. Houve conversas em Alaska; o presidente Trump recuou quando percebeu que as coisas não estavam avançando. Discussões por baixo do pano têm ocorrido, mas acredito que Trump está desapontado com onde estamos nessas discussões”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, à Fox Business na quarta-feira.


 Trump e Putin se reuniram em agosto no Alaska para discutir futuro da guerra (Foto: reprodução/Andrew Harnik/Getty Images Embed)

Essas são sanções, não tarifas secundárias. Elas serão substanciais e poderosas. Pedimos aos nossos aliados europeus e do G7, além de Canadá e Austrália, que venham conosco”, complementou Bessent.

Ucrânia celebra, mas analistas são ponderados

O posicionamento de Trump foi recebido por Kiev como uma vitória pontual, tal como indica a embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos, Olga Stefanishyna:

A decisão está inteiramente alinhada com a reiterada posição ucraniana: paz só é possível através de força e pressão ao agressor usando todas as ferramentas internacionais disponíveis”, disse ela.

Os especialistas americanos Edward Fishman e Jeremy Paner, no entanto, possuem ressalvas.

Até agora o que foi anunciado fois essas sanções iniciais à Rosneft e Lukoil, mas o decisivo para o futuro é se haverá a existência ameaçadora de sanções secundárias a bancos, refinadoras de petróleo e negociadores em países terceiros que mantém relações com ambas as companhias”, explicou Fishman, pesquisador sênior do think tank Atlantic Council.

Paner, da mesma forma, acredita que a falta de alcance das medidas para países compradores de petróleo russo, como Índia e China, fará com que essas não chamem a atenção de Putin.

Zelensky pede mísseis Tomahawk a Trump, que evita se comprometer sobre ataques à Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu nesta sexta-feira (17) o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. O encontro, que durou cerca de 2h30, foi descrito pelo ucraniano como “produtivo”. Segundo Zelensky, os dois discutiram questões militares, incluindo o fornecimento de armamentos e defesas aéreas, mas o americano não confirmou se irá enviar mísseis Tomahawk a Kiev.

Confiamos nos Estados Unidos. Confiamos que o presidente quer acabar com esta guerra”, declarou Zelensky após a reunião. Trump, por sua vez, afirmou em sua rede Social que teve uma conversa “cordial” com o líder ucraniano, mas reforçou o apelo para que as partes cheguem a um acordo de paz: “Disse a ele, como também sugeri a Putin, que é hora de parar com a matança e fazer um ACORDO!”.

A reunião aconteceu um dia depois de Trump conversar por mais de duas horas com o presidente russo, Vladimir Putin. O americano informou que ambos combinaram um novo encontro em Budapeste, na Hungria, na tentativa de avançar nas negociações pela paz.

Pressão por mísseis e impasse diplomático

Zelensky tem pressionado Washington para liberar mísseis Tomahawk, armamento de longo alcance e alta precisão, que dariam à Ucrânia maior capacidade de atingir alvos em território russo. No entanto, Trump se manteve evasivo sobre o tema. “É uma escalada da guerra, vamos discutir isso. Preferimos que eles não precisem dos Tomahawks”, disse o presidente americano.

O líder ucraniano mostrou a Trump e assessores mapas com possíveis alvos estratégicos na Rússia que poderiam ser atingidos com os mísseis. Fontes próximas à delegação de Zelensky afirmam que a iniciativa buscou convencer Washington de que ataques mais precisos fortaleceriam a posição de Kiev nas negociações.

Durante o encontro, Trump chegou a elogiar o paletó de Zelensky e o chamou de “líder forte”. A reunião foi mais amistosa do que a anterior, em fevereiro, quando ambos trocaram farpas em meio a divergências sobre o rumo da guerra.


Presidente ucraniano solicitou ajuda militar a Donald Trump (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Andrew Harnik)

Trump tenta equilibrar relações com Rússia e Ucrânia

Apesar de manter contato direto com Vladimir Putin — inclusive recebendo o russo no Alasca meses atrás —, Trump tem adotado recentemente um tom mais favorável à Ucrânia. Ele chegou a defender a recuperação integral do território ocupado por Moscou, mas insiste que o caminho deve ser o diálogo.

A guerra entre Rússia e Ucrânia já dura desde fevereiro de 2022 e, apesar de múltiplas rodadas de negociação, não há avanços concretos rumo a um cessar-fogo. Trump tenta se posicionar como mediador do conflito, enquanto reforça sua promessa de campanha de “acabar com as guerras” iniciadas sob o governo anterior.

Míssil russo atinge Kharkiv e deixa 11 feridos

A Rússia lançou Míssil que acertou, nesta noite de domingo (17), uma área residencial em Kharkiv, na Ucrânia, ferindo pelo menos 11 pessoas. Entre os feridos, uma menina de 13 anos. Conforme informou Oleh Synehubov, governador da região, pelo aplicativo Telegram.

Estragos na área afetada

A ofensiva militar fez com que o serviço de emergência do Estado realizasse atendimentos, prestando assistência tanto a moradores nas ruas quanto a bombeiros que precisaram inspecionar prédios residenciais. Os habitantes das casas foram obrigados a deixar seus lares, conforme divulgou a agência Reuters.

No nordeste do país, a região de Sumy também foi alvo de um ataque aéreo guiado, o qual feriu uma mulher de 57 anos e causou estragos em dezenas de residências, além de um prédio escolar, conforme as autoridades locais.

O rumo das negociações

Para haver paz entre os países, um cessar-fogo seria uma estratégia coerente. O ataque à cidade de Kharkiv pode impedir mais uma vez o avanço agendado para esta segunda-feira (18), entre o presidente Donald Trump e o líder da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em Washington, com a participação de sete líderes europeus.

No fim da semana passada, Trump ficou muito otimista após encontro com Vladimir Putin, no Alasca, para um acordo de paz. Depois da conversa com o líder russo, o presidente americano voltou sua atenção para um diálogo com o presidente da ucrânia. Mas Zelensky já adiantou que não tem intenção de ceder território para ser feito o acordo de paz e manifestou querer garantias de segurança internacionais, conforme o artigo 5 da Otan.
Nessa queda de braço, o presidente americano dá a dica do tom da negociação:

A Rússia é uma potência muito grande, e eles, a Ucrânia, não são”, disse o republicano.


Encontro de Putin e Trump, antes do novo ataque da Rússia ( Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)

Ponderações da Rússia

O movimento da Rússia, que circula nos bastidores entre os diplomatas ocidentais, prevê a retirada de tropas de algumas áreas da Ucrânia. No entanto, os russos vão exigir a anexação da Crimeia. Mais o controle sobre grande parte do Donbas, além do bloqueio da entrada de Kiev na Otan, e o levantamento parcial das sanções internacionais.

O cenário indica que ambos os países querem garantias. Tanto que o embaixador russo em Viena, Mikhail Ulyanov concorda que a Ucrânia tenha essa exigência para o tratado de paz. Entretanto, enfatiza que a Rússia também precisa de garantia de segurança, pois os direitos são iguais.

Putin propõe acordo territorial em troca do fim da guerra na Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, teria sugerido encerrar a guerra na Ucrânia em troca do controle permanente das regiões de Donetsk e Lugansk, no leste do país. A sugestão foi apresentada durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na última sexta-feira, de acordo com informações da agência Reuters e do jornal The New York Times, que citaram fontes próximas às tratativas.

Primeira proposta concreta do encontro

De acordo com as reportagens, Putin apresentou pela primeira vez uma medida objetiva desde o início do diálogo direto com Trump. O pedido envolveu a manutenção das duas áreas ocupadas por tropas russas como condição para aceitar o fim do conflito. O encontro terminou sem a formalização de um cessar-fogo ou anúncio de propostas oficiais.

Paralelamente à oferta de Putin, Donald Trump convidou chefes de governo da Europa para participar de uma reunião na Casa Branca com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. O encontro está previsto para a próxima segunda-feira em Washington e deve discutir os próximos passos na busca por uma solução para a guerra. Até agora, tanto Washington quanto Kiev não confirmaram os convites, e a lista de líderes estrangeiros chamados para o encontro segue sem divulgação.


Zelensky se pronuncia após encontro entre Putin e Trump no Alasca (Vídeo: reprodução/Youtube/@sbtnews)


Rússia abre mão de outras áreas ocupadas

Segundo a cobertura da Reuters e do The New York Times, Moscou estaria disposta a renunciar ao controle das demais regiões atualmente sob ocupação militar na Ucrânia, o que representa cerca de 20% do território total do país. O gesto, embora limitado, foi interpretado como um sinal de possível abertura para negociações futuras, ainda que condicionado à preservação de Donetsk e Lugansk sob domínio russo.

A cúpula marcada entre Trump e Zelensky em Washington é vista como estratégica para avaliar a posição dos Estados Unidos no conflito e a participação europeia nas negociações. Para analistas políticos, o convite feito por Trump busca reforçar a pressão diplomática sobre Moscou e demonstrar unidade do Ocidente em torno de Kiev. Mesmo assim, ainda não há clareza sobre a possibilidade de a proposta da Rússia ser aceita pelos aliados da Ucrânia.

Guerra na Ucrânia: Presidente Donald Trump revela estar chateado após ligação com Vladimir Putin

Nesta semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou ter ficado frustrado após uma conversa com Vladimir Putin sobre a guerra na Ucrânia. Segundo Trump, o diálogo entre eles ocorreu na quinta-feira (3), pelo telefone.

“Fiquei muito decepcionado com a conversa que tive hoje com o presidente Putin e não acho que ele esteja pensando em parar”.

Ele também afirmou que pretende entrar em contato, nesta sexta, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy.

Nesse mesmo dia, o republicano já tinha comentado sobre o telefonema e a conversa que teve com Putin sobre o fim da guerra, mas admitiu que não conseguiram entrar em um acordo.

Os ataques russos continuam

Logo após a ligação de Trump ao representante russo, conforme as informações das forças armadas ucranianas, os bombardeios russos deixaram ao menos 14 pessoas feridas, além de destruírem uma base ferroviária e provocarem um incêndio em carros e nas residências na cidade de Kiev.

De acordo com o prefeito da cidade, Vitali Klitschko, que utilizou o Telegram para informar sobre os ataques, comentou que, das 14 pessoas que ficaram feridas, 12 precisaram ser hospitalizadas.

Klitschko também escreveu que os destroços dos drones que caíram nos locais incendiaram um dos hospitais da cidade localizado no distrito de Holosiivskyi.

As forças aéreas ucranianas relataram que o país russo lançou, ao todo, 539 drones e 11 mísseis, e que 270 drones e dois mísseis foram abatidos. O presidente falou que o ataque recente foi, de fato, o maior de todos e o mais cruel também.

No entanto, do outro lado do conflito, o governo russo alegou 48 drones arremessados pela Ucrânia foram destruídos.


Vladimir Putin Presidente da Rússia (Foto: reprodução/ GAVRIIL GRIGOROV/POOL/AFP/Getty Images Embed)



3 anos do conflito

O conflito, que já completou 3 anos, tem gerado preocupações em várias partes do mundo. Devido à guerra, segundo dados publicado pela ACNUR, cerca de 10,6 milhões de civis se deslocaram de forma forçada. Desses, 3,7 milhões se deslocaram para outras regiões do país, para tentar fugir do conflito, que, até o momento, vem atingindo algumas cidades. Já 6,8 milhões resolveram buscar abrigo em outros países do continente europeu.


Donald Trump e Vladimir Putin (foto: reprodução/X/@DOGDEGA)

Vale lembrar que o Brasil também foi um dos países que abrigaram esses refugiados. Com uma data prevista para permanecer no país por 1 ano, um programa global, Kingdom Partnerships Network (GKPN), uma rede internacional composta por 105 mil igrejas de 108 países, trouxe 270 ucranianos ao Brasil e 35 deles foram encaminhados para São José dos Campos, interior de São Paulo.

Atualmente, um terço dos cidadãos que ainda moram no país necessitam de ajudas humanitárias e sonham, um dia, poder retornar às suas vidas.

Mesmo com tentativas de diálogo no campo político, a realidade nas ruas ucranianas segue marcada por sirenes, destruição e a esperança de um fim que ainda parece distante.

Rússia nega atrasos nas negociações de paz, mas intensifica ataques à Ucrânia

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, negou nesta terça-feira (1) que a Rússia esteja retardando negociações de paz em relação à guerra na Ucrânia. A declaração foi uma resposta direta à crítica do enviado especial de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, para a Ucrânia, que havia acusado Moscou de estagnar os avanços diplomáticos.

“Ninguém está atrasando nada aqui”, afirmou Peskov aos jornalistas, reforçando que a Rússia “é naturalmente favorável a alcançar os objetivos da operação militar especial por meios políticos e diplomáticos”.

Apesar do discurso conciliador, a realidade nos campos de batalha contradiz a fala do Kremlin. Na madrugada de domingo (29), a Ucrânia sofreu o maior ataque aéreo desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, mais de 500 armas aéreas foram lançadas contra o país em poucas horas — incluindo 477 drones e iscas, além de 60 mísseis. Embora a maioria tenha sido interceptada, os danos causados marcam uma escalada agressiva no conflito.

Discurso de paz, ações de guerra

Peskov disse ainda que Moscou é grata à equipe de Trump pelos esforços de mediação e que não tem interesse em prolongar o conflito. No entanto, enquanto o Kremlin insiste na retórica da paz, a Rússia continua bombardeando alvos em território ucraniano diariamente, inclusive áreas civis.


Soldados testam drone militar na região pró-Rússia de Donetsk (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


A seção de direitos humanos da ONU divulgou, na segunda-feira (30), um relatório alarmante: as vítimas civis e as violações de direitos humanos aumentaram significativamente nos últimos meses, com destaque para os ataques com drones, que vêm se tornando cada vez mais letais. “A escalada é clara”, afirmou o escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR), que monitora o conflito.

Paz distante

A guerra, que completa três anos em 2025, parece longe de um fim. As falas do Kremlin contrastam com os dados divulgados por agências internacionais e com a intensidade dos ataques em solo ucraniano.

Embora a Rússia afirme que busca a resolução por vias diplomáticas, a realidade sugere um cenário oposto: um conflito cada vez mais violento, com consequências trágicas para a população civil de ambos os países.

“Não haverá paz imediata”, diz Trump após telefonema com Putin

Nesta quarta-feira (4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que conversou por telefone com Vladimir Putin sobre os ataques ucranianos contra bases russas. Em postagem na Truth Social, o presidente americano afirmou que ambos mantiveram um diálogo diplomático, mas “não uma conversa que levará à paz imediata na Ucrânia”.

Segundo Trump, a ligação durou 15 minutos e o líder russo está decidido a reagir aos ataques que destruíram pelo menos 40 aviões russos. Ainda durante a conversa, ele demonstrou preocupação com o armamento nuclear do Irã e pressionou Putin para que interceda pelo fim do enriquecimento de urânio.

O presidente Putin disse, e muito fortemente, que terá que responder ao recente ataque aos aeródromos. Também discutimos o Irã e o fato de que o tempo está se esgotando na decisão do Irã sobre armas nucleares, que deve ser tomada rapidamente! Declarei ao presidente Putin que o Irã não pode ter uma arma nuclear e, sobre isso, acredito que estávamos em acordo”, escreveu Trump em sua rede social.


Donald Trump fala sobre a conversa com Vladimir Putin (Foto: reprodução/X/@Geopoliticabra2)

Putin endurece discurso

Vladimir Putin afirmou também nesta quarta-feira (4) que a Ucrânia realizou ataques contra pontes nas regiões de Bryansk e Kursk durante o fim de semana, e classificou as ofensivas como atos de terrorismo. As explosões derrubaram as estruturas, mataram sete pessoas e deixaram 115 feridos.

Segundo ele, os ataques atingiram civis e tinham o objetivo de prejudicar as negociações de paz. O Kremlin reforçou que responderá à ofensiva ucraniana e acusou Kiev de intensificar as hostilidades. Além disso, o presidente russo afirmou que os ucranianos pediram uma reunião de cúpula entre líderes. Entretanto, questionou como esse encontro poderia ocorrer diante das atuais circunstâncias de terro


Encontro de representantes da Rússia e Ucrânia, em Istambul, Turquia (Foto: reprodução/X/@HakanFidan)

Acordo de troca de prisioneiros

Anteriormente, em reunião realizada na Turquia, as partes chegaram a um acordo para a troca de todos os prisioneiros com até 25 anos, além dos doentes e gravemente feridos. O trato também prevê a devolução dos corpos de soldados mantidos por ambos os lados.

Enquanto isso, a Rússia apresentou sua proposta de paz, que exige a anexação definitiva de 20% do território ucraniano, incluindo as regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson, Zaporíjia e a Península da Crimeia ao território russo. A retirada imediata das tropas desses territórios. Além da remoção das sanções impostas à Rússia pelo Ocidente e descongelamento de ativos russos bloqueados no exterior.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, classificou a proposta como um “ultimato com condições inviáveis” e sugeriu um cessar-fogo temporário, até que se encontre uma solução definitiva para o conflito.

Trump declara insatisfação com Putin após bombardeio à Ucrânia

A capital, Kiev, e outras regiões do país foram bombardeadas por drones e mísseis russos neste domingo. O ataque, ordenado por Putin, irritou o presidente dos EUA, que lamentou o número de fatalidades e feridos. O fato dificulta acordos diplomáticos para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia e coloca uma interrogação na mediação de Donald Trump para solucionar o conflito.

Trump e Putin: confiança estremecida

O ataque de Putin à Ucrânia, neste final de semana, deixou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nada contente. “Não estou satisfeito com Putin”. A fala do presidente americano tem tom de decepção, pois as negociações entre Moscou e Kiev estão em ponto morto.

“Não sei o que há de errado com ele. O que diabos aconteceu com ele? Certo? Ele está matando muita gente. Não estou feliz com isso”, disse Trump a repórteres no aeroporto de Morristown, Nova Jersey, enquanto se preparava para retornar a Washington.


Donald Trump presidente dos EUA (reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)

Reflexos do descontentamento

O presidente americano, embora tenha ressaltado o bom relacionamento que tem com o presidente russo, levantou a possibilidade de impor mais sanções ao país euro-asiático. “Sempre me dei bem com ele, mas ele está enviando foguetes para cidades e matando pessoas, e eu não gosto nem um pouco”, disse Trump.

Alvo dos ataques, a capital Kiev e outras regiões do país foram bombardeadas em grandes proporções por drones e mísseis russos, vitimando pelo menos 12 pessoas e ferindo dezenas.
Os ataques da Rússia contra a ucrânia ocorreram depois que os dois países concluíram a maior troca de prisioneiros desde que Moscou lançou a invasão em fevereiro de 2022, quando prisioneiros foram enviados de volta para ambos os lados. A guerra já dura cerca de três anos e a troca de prisioneiros era visto como uma sinalização de paz entre os dois países.
A Rússia, sob o governo de Putin, atingiu a Ucrânia liderada por Volodymyr Zelensky, em um bombardeio considerado como o maior ataque aéreo individual, com 367 drones e mísseis. Segundo Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia.

Kiev é alvo de mísseis e drones após troca de prisioneiros entre Rússia e Ucrânia

A capital ucraniana foi atacada na noite de sexta-feira (23) por mísseis e drones russos, segundo as Forças Armadas da Ucrânia. A ação ocorreu no mesmo dia em que Rússia e Ucrânia realizaram a troca de 270 prisioneiros de guerra e 120 civis, totalizando 390 pessoas libertadas por cada lado.

De acordo com Tymur Tkachenko, chefe interino da administração militar de Kiev, destroços de mísseis e drones interceptados caíram em pelo menos quatro distritos da cidade. A Associated Press relatou que disparos de metralhadoras também foram ouvidos por toda a capital durante a ofensiva.

Na manhã deste sábado (24), autoridades ucranianas informaram que seis distritos de Kiev foram atingidos. Quinze pessoas ficaram feridas, entre elas duas crianças que precisaram ser hospitalizadas. Ao todo, três vítimas foram internadas. Ainda segundo os serviços de emergência, dois incêndios foram registrados no distrito de Solomianskyi, e muitos moradores buscaram abrigo nas estações subterrâneas do metrô.

Moradores em alerta e capital danificada

As Forças Armadas da Ucrânia afirmaram que este foi um dos maiores ataques contra Kiev desde o início da guerra, envolvendo 14 mísseis balísticos e cerca de 250 drones. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, declarou nas redes sociais que a noite foi “muito difícil” para o país e pediu novas sanções internacionais como forma de pressionar Moscou a aceitar um cessar-fogo.


Presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy pediu novas sanções internacionais para pressionar Moscou a concordar com um cessar-fogo (Vídeo: reprodução/Instagram/@zelenskiy_ooficial)


Rússia avança em vilarejos e intensifica ofensiva

Antes do ataque, o prefeito da cidade, Vitalii Klitschko, já havia alertado sobre a aproximação de mais de 20 drones russos. Pouco depois, o Ministério da Defesa da Rússia informou que suas tropas capturaram os vilarejos de Stupochki, Otradne e Loknia, nas regiões de Donetsk e Sumy, intensificando a ofensiva no leste do país.

Apesar da troca de prisioneiros sinalizar um raro gesto de negociação entre os dois países, os ataques mostraram que a escalada militar continua em ritmo acelerado. A comunidade internacional acompanha com preocupação a intensificação do conflito, temendo novos desdobramentos nas próximas semanas.