Presidente da Voepass afirma que avião do acidente em Vinhedo estava totalmente operacional

Nesta terça-feira (29), o presidente da Voepass, José Luís Felício Filho, depôs na Câmara dos Deputados sobre o acidente que ocorreu em agosto deste ano, deixando 62 mortos. Segundo o presidente, a aeronave passou por manutenção na noite anterior ao acidente e estava plenamente funcional.

Depoimento do presidente da Voepass

O ATR-72, modelo do avião que caiu em Vinhedo, fazia o trajeto de Cascavel (PR) até Guarulhos (SP). Os especialistas no mercado aéreo consideram este modelo confiável, segura e tecnológico. Além do presidente da Voepass, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), confirmou que a aeronave do acidente estava com a manutenção em dia.

No depoimento, Felício negou a fala de um ex-comandante da Voepass que, em entrevista para a TV Globo, disse que precisou usar um palito para acionar o sistema de degelo de uma aeronave do mesmo modelo.

Além disso, Felício Filho afirmou que o avião tinha combustível suficiente para, se necessário, gastar mais combustível a fim de diminuir a altitude e evitar o gelo na aeronave, porém não comentou se o acidente poderia ter sido evitado voando mais baixo. O presidente afirmou também que todos os pilotos foram treinados para administrar situações adversas.


Acidente do avião da Voepass em Vinhedo (reprodução/Secretaria de Segurança de São Paulo)

Hipóteses do Cenipa

Desde o início das investigações feitas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), a principal hipótese que poderia ter causado o acidente é o acúmulo de gelo em algumas partes do avião. Após a abertura da caixa-preta do avião, foi divulgado um registro do comandante dizendo que ainda na subida, o sistema de degelo do avião apresentava falha.

O sistema pode ter sido ligado e desligado várias vezes, mas isso tudo o Cenipa vai poder nos trazer, de uma forma precisa, qual foi a intensidade do gelo, o funcionamento do sistema, o alerta da tripulação” – afirmou o presidente.

O hangar de manutenção da Voepass deve receber, no dia 28 de novembro, uma vistoria da Comissão da Câmara dos Deputados. A visita tem o objetivo de verificar as condições de manutenção das aeronaves, a fim de melhorar a segurança da aviação.

Acidente Voepass: Análise de corpos sugere que passageiros sabiam da queda do avião

A perícia finalizou as análises necessárias para a conclusão do laudo das 62 mortes, após uma semana da queda do avião em Vinhedo e revelou mais detalhes durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (15).

As equipes dividiram a avaliação em duas partes, com um grupo focado na identificação das vítimas e outro na investigação do sinistro aeronáutico para fins criminais que possa estabelecer as razões que levaram o avião a perder controle.


A investigação do acidente reuniu órgãos como o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e o Corpo de Bombeiros (Foto: Reprodução/Força Aérea Brasileira)

O diretor do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), afirmou que os passageiros foram encontrados em suas poltronas em posição semelhante, conhecida como “brace” – uma postura de segurança para situações de emergência que consiste em sentar-se com a cabeça entre os joelhos e as mãos entrelaçadas cobrindo a nuca – e tem por objetivo reduzir lesões por impacto. Dessa forma, poderiam ter sido informados sobre a queda do avião: 

“Grande parte das vítimas encontradas estava com as mãos preservadas. Eu não sei se houve um comando da tripulação de que estavam em emergência ou se as pessoas perceberam, com essa queda acentuada, mas muitos corpos estavam naquela posição, o que não aconteceu na TAM [outro acidente] –  Eles estavam na posição normal, quando a aeronave entrou no prédio”, afirmou.

O Instituto Médico Legal (IML), conseguiu identificar todas as vítimas e 41 delas já foram liberadas para que as famílias realizem o velório, outros procedimentos estão sendo concluídos para a liberação dos 21 corpos restantes.  A cachorrinha “Luna”, que foi encontrada nos pés da dona, também já foi liberada.


Equipes envolvidas na identificação de corpos em Coletiva de Impresa nesta quinta-feira (15) (Foto: Reprodução/Governo de São Paulo)

Exames de identificação realizado nas vítimas

O superintendente da Polícia Técnico-Científica de São Paulo (SPTC), Claudinei Salomão, informou que a identificação dos passageiros foi feita com alguns exames específicos e que não foi necessário o uso do DNA:

 “Toda identificação foi possível por análises de papilas datiloscópicas comparando com documentos pessoais fornecidos pelas famílias e de arcadas dentárias”.

Os exames papiloscópicos analisam as impressões digitais – o que foi possível pela posição das mãos, já os exames odonto legais usam características da arcada dentária para identificação de corpos em estado desfigurado – o que ocorreu em alguns passageiros carbonizados devido à explosão da aeronave. Exames antropológicos estudam a parte óssea que auxiliam na identificação de idade, sexo, estatura e patologias.

40 passageiros foram identificados por impressões digitais, 15 por características físicas como tatuagens, marcas na pele e 7 por meio dos dois exames. Alguns estados brasileiros de naturalidade das vítimas também ajudaram na identificação, fornecendo planilhas com informações.

O IML retornou hoje (16), com as demais atividades que haviam sido paralisadas para realizar a força tarefa de identificação das vítimas do acidente aéreo em São Paulo.

Relatório da Voepass indica falhas de manutenção no avião de Vinhedo

Segundo o Jornal Nacional, uma documentação do avião ATR-72 emitida apenas algumas horas antes do voo no dia 09 de agosto, mostrou uma listagem com pendências na aeronave. Cintos de segurança, cortinas em janelas e bancos quebrados revelaram a ausência de manutenção.

No ano de 2023, foi identificado um problema no sistema antigelo do mesmo avião (suspeita principal do acidente). Além disso, relatórios indicaram problemas no limpador de para-brisa e pane no sistema de aproximação do solo, situações que foram resolvidas segundo atualizações nas inspeções.


Modelo de aeronave ATR-72 da VoePass envolvida no acidente fatal com 62 vitimas (Foto: Reprodução/Rafael Luiz Canossa/oglobo/Creative Commons)

A empresa Voepass afirmou que todas as aeronaves passam por análises antes dos voos e que só é possível confirmar as causas após a investigação:

“Em hipótese nenhuma nossos aviões decolam sem estar em estrita conformidade com o que estipula a regulamentação. O envio de aeronaves para manutenção é algo que faz parte da rotina de todas as companhias aéreas do mundo”, afirmou em nota publicada no site.

As investigações seguem com órgãos da Forças Aérea Brasileira (FAB) e a Polícia Federal (PF). Além da perícia, a apresentação de relatórios e avaliações aprofundadas serão necessárias para diagnosticar se as causas do acidente foram mecânicas ou humanas.

Gritos e pergunta de copiloto são captados em gravação de caixa-preta de avião da Voepass

O Jornal Nacional da TV Globo obteve informações exclusivas das transcrições da caixa-preta do avião ATR-72, da Voepass, que caiu sobre a região de Vinhedo (SP), na última sexta-feira, (9). O acidente aéreo resultou na morte de todas as 62 pessoas que estavam presentes na aeronave da antiga Passaredo, incluindo os tripulantes. 

As transcrições são do gravador de voz presente na cabine, que capturou conversas entre o piloto e o co-piloto conversando sobre “dar potência” ao avião poucos minutos antes da queda, além de ser possível ouvir gritos na aeronave.

Gravações da cabine

Até agora, as transcrições acompanham às duas horas de gravação e estão sendo feitas pelo laboratório de leitura e análise de dados do Cenipa (Centro de investigação e Prevenção a Acidentes), vinculado à Força Aérea Brasileira. 

Os investigadores responsáveis dizem que a análise preliminar indica que o ATR 72-500 perdeu altitude de maneira repentina e ressalta que a análise do áudio da cabine não tem o poder de fornecer uma causa aparente para a queda.


Copiloto Humberto de Campos Alencar e Silva (Foto: reprodução/Arquivo pessoal)

O áudio da caixa-preta e suas transcrições demonstram que o copiloto Humberto de Campos Alencar e Silva, ao perceber que o avião estava perdendo a sustentação, perguntou ao piloto o que estava acontecendo. E continua dizendo ser necessário tentar estabilizar a aeronave “dando potência”, o que não foi possível. 

Aproximadamente um minuto se passa desde o momento em que o copiloto contesta a perda de altitude e o choque do avião no solo e, neste período, é possível ouvir na gravação que a tripulação tentou reagir e consertar o problema. Ao fim, é possível ouvir gritos e o estrondo da aeronave caindo no chão.

Investigação em andamento

Em busca de sons característicos de alertas que poderiam guiar a causa da queda, como alarme de presença de fogo, falha elétrica ou pânico no motor, os investigadores notaram que, como o modelo ATR 72-500 possui hélices muito próximas à cabine de comando, o barulho causado por elas dificultou a transcrição dos diálogos gravados. 

Em uma avaliação inicial, os dados da caixa-preta por si só não permitem confirmar ou descartar a principal hipótese criada pelos especialistas nos últimos dias: a de ocorreu uma formação de gelo nas asas, seguida de uma perda de estabilidade. 

O relatório preliminar deve ficar pronto em 30 dias e, no meio tempo, os investigadores responsável tem esperança de desvendar a causa do acidente.

Após queda de avião Ministério Público decide criar grupo de trabalho para as investigações

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) decidiu criar um grupo de trabalho para investigar as possíveis causas da queda do avião da Voepass no dia (9), além de procurar identificar os responsáveis. A resolução foi publicada nesta quarta-feira (14), no Diário Oficial e vai estar ativo enquanto ocorrerem as investigações sobre o acidente e os principais objetivos do grupo serão a proposição de ações civis e criminais com base na investigação, compartilhamento de informações e oferecer atendimento integral às famílias das vítimas além de oferecer assistência jurídica, psicológica e social.

O grupo vai ser formado por três promotores de Justiça de Vinhedo, cidade onde o avião caiu, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência (NAVV) e uma unidade investigativa do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Essa unidade irá atuar investigando crimes cibernéticos.

A queda do avião

Na sexta-feira (9), um avião que saia de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP) caiu em Vinhedo (SP). A aeronave caiu em um condomínio Recanto Florido e nenhuma das 62 pessoas presentes no avião sobreviveu. As investigações, até agora, não tiveram muitos avanços, mas a Força Aérea Brasileira (FAB) conseguiu recuperar a caixa-preta da aeronave em que foram gravadas com êxito os registros de voz e dados do avião relacionados ao acidente.


Avião da Voepaass caiu com 62 passageiros na sexta (9) (Foto: reprodução(Voepass/Voepass.com)

Na segunda (12), os bombeiros informaram que conseguiram resgatar todos os corpos das vítimas do acidente. Ainda sim, nem todos os corpos foram identificados e os 40 profissionais que estão trabalhando nos destroços do avião ainda não conseguiram resgatar todos os pertences dos falecidos. A FAB nesta quarta (14), foi a Cascavel para fazer o translado dos corpos das vítimas. O IML diz que 45 vítimas já foram identificadas e 27 foram devolvidas as famílias.

As fake news do caso

A queda do avião resultou em uma série de fake news publicadas pelas redes sociais. Vaquinhas criadas em nome dos familiares das vítimas, pessoas se passando por parentes e desinformações sobre a aeronave e o governo circularam pela internet e grupos de mensagens. Segundo a Gaeco, mais de 30 perfis falsos foram derrubados e não há notícias sobre presos. Segundo Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, Procurador-Geral da Justiça, quem está cometendo esse crime será rigorosamente punido.

Mesmo após o acidente, Latam opta por continuar a parceria com a Voepass

Nesta quarta-feira (14/08), a Latam Airlines confirmou que irá continuar com o acordo que permite o compartilhamento de aviões com a Voepass. Esta decisão acontece alguns dias depois do acidente aérea ocorrido na última sexta-feira (09/08), em Vinhedo, interior de São Paulo.

O acordo entre as companhias aéreas consiste no “codeshare”, o qual é um compartilhamento de rotas locais, isso ocorre quando a companhia aérea não tem cobertura naquele local.

A Latam em sua nota afirmou ainda que “a empresa operadora do voo é quem responde por toda a gestão técnica e operacional, incluindo o atendimento aos passageiros nos aeroportos, o próprio voo e as suas eventuais contingências.


Destroços do avião da Voepass no local da queda em Guarulhos (Foto: reprodução/Nelson Almeida /AFP/Getty Images Embed)


O que é codeshare

O codeshare ou em português, código compartilhado, é um acordo feito por duas ou mais empresas aéreas, isso permite que uma empresa opere o voo e outra empresa faça a vendas do voo. Neste caso a Latam era a empresa que vendia as passagens do voo e a Voepass era quem fazia a operação do voo.

O código compartilhado foi criado na década de 60, e começou a ganhar muita força nos anos 80 e 90, isso fez com que aumentasse as alianças entre as companhias e fez com que as companhias áreas usassem o codeshare para ampliar suas linhas áreas sem ter muitos custos.

Esta parceria pode ocorrer em voos internacionais, regionais e doméstico, esse fato fez aumentar a competitividade no setor aéreo.

O acidente aéreo em Vinhedo

Na sexta-feira (09/08), o voo 2283 partiu às 11h46 de Cascavel, no Paraná, com destino no Aeroporto de Guarulhos. O acidente aconteceu às 13h25, o percurso do voo é de 2 horas.

O acidente da Voepass vitimou 62 pessoas na tarde de sexta-feira, o avião caiu em um condomínio em Vinhedo, interior de São Paulo, a queda foi a 80 km de São Paulo.

No momento da queda do avião houve a informação de que tinha 61 pessoas no voo dentre eles 57 passageiros e quatro tripulantes. No entanto, a companhia informou ter uma 62ª vítima que não estava na lista de passageiros.

As investigações para esclarecer quais foram as causas da queda estão em fase inicial, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) é quem está liderando as perícias no local do acidente.

Presidente da Voepass fala pela primeira vez sobre o acidente em Vinhedo

Em pronunciamento divulgado na noite de terça-feira (13), o comandante José Luiz Felício Filho, presidente e co-fundador da Cia aérea Voepass, expressou sua solidariedade às famílias das vítimas e que não estão medindo esforços logísticos e operacionais para apoiar os familiares neste momento de perda e de dor.

Ele também frisou que a Voepass segue as melhores práticas para a segurança operacional de suas aeronaves. O acidente aéreo na cidade do interior de São Paulo ocorreu na última sexta-feira (09) e deixou 62 mortos.

O apoio da Voepass

O presidente da Voepass disse que a empresa se responsabiliza “integralmente” por transporte, hospedagem, alimentação, translado, apoio psicológico e todas as despesas necessárias para todas as pessoas que foram afetadas pelo acidente. Nesse momento de pesar, ele garante que as famílias das vítimas terão assistência irrestrita por parte da companhia aérea.

José Felício declarou ainda que o apoio emocional é prioridade para a empresa. Um grupo de psicólogos e médicos estão à disposição no centro de acolhimento às famílias montado em SP e em outros centros do país. Os voluntários e equipe estão em contato constante com os familiares e criaram um canal exclusivo de comunicação para acesso de forma correta, transparente e objetiva a qualquer momento. Ele também reafirma que a Voepass segue os protocolos de segurança exigidos em viagens aéreas.


José Felício, presidente e cofundador da Voepass, faz comunicado às famílias das vítimas (Foto: Reprodução/Instagram/@marina37felicio)

“Sou piloto há mais de 30 anos e hoje o comandante mais antigo dessa empresa. Vim de uma origem de transportadores e, desde que assumi a presidência dessa empresa em 2004, sempre construí uma base com diretrizes sólidas e sempre pautadas pelas melhores práticas internacionais para garantir a segurança operacional de todos. A vida dos nossos passageiros, assim como dos nossos tripulantes, sempre foi e continuará sendo nossa prioridade número um”, declarou José Felício.

Ele encerra agradecendo ao apoio e solidariedade que todos tiveram com as famílias, incluindo autoridades, voluntários, colaboradores, médicos, psicólogos e todos que, de alguma forma, estão trazendo conforto neste momento devastador.

Relembre o acidente aéreo

Na tarde de sexta-feira (09), o voo 2283 da Voepass partiu do aeroporto de Cascavel, no Paraná, com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Aproximadamente às 13h21, a aeronave fez uma curva brusca e não respondeu às chamadas do Controle de Aproximação de SP. Um minuto depois, a altitude da aeronave apresentou, em seu último registro, altitude de 1.250 metros e o sinal de GPS foi perdido. Às 13h26, o avião caiu em um condomínio na cidade de Vinhedo, cerca de 70Km de seu destino final. A aeronave transportava 58 passageiros e 4 tripulantes; não houveram sobreviventes.

Após o acidente,  Voepass declarou em entrevista coletiva que os pilotos eram experientes e que os sistemas operacionais estavam em pleno funcionamento no momento da decolagem. A aeronave, de fabricação franco-italiana, tinha 14 anos de fabricação e era um modelo conhecido por sua capacidade de operar em aeroportos de pista curta. Há registros de acidentes aéreos com esse mesmo modelo na Ásia, com causas variando de falha humana a condições climáticas severas. 

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) informou que as caixas-pretas da aeronave de modelo ATR-72-500 foram recuperadas com sucesso. O acidente do voo 2283 entra para a história da aviação brasileira como um dos maiores e mais letais acidentes aéreos do país.

Força Aérea Brasileira finaliza primeiro estágio de investigação de avião que caiu em SP

A FAB (Força Aérea Brasileira) encerrou nesta segunda-feira (12), a primeira fase das investigações na aeronave da Voepass que caiu em Vinhedo, no interior do estado de São Paulo. Junto ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticas (Cenipa), foi concluída a primeira fase, a qual é apenas o começo de toda a análise que será feita sobre o acidente aéreo ocorrido na última sexta-feira (9).


Analistas falando sobre queda do avião em Vinhedo (Vídeo: Reprodução/YouTube/Domingo Espetacular)

Conclusão da primeira fase e sequência das investigações

A Força Aérea Brasileira conclui a primeira fase das investigações e análises no avião da Voepass, que caiu em Vinhedo–SP, na última sexta-feira, causando 62 mortes. Nesta primeira fase, é quando são retirados os destroços e peças do avião, transportadas para mais uma sessão de análises.

De acordo com o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticas), a divulgação do relatório deve acontecer no prazo de 30 dias ou o mais rápido possível, dependendo da complexidade do acidente. O objetivo é que possa ser descoberto o que de fato aconteceu com a aeronave, visando que este problema não se repita e seja resolvido, prevenindo acidentes parecidos. Os motores da aeronave irão para a análise no Quarto Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Conforme divulgado pelo Cenipa, a próxima fase da investigação consiste em “atividades relacionadas ao voo, ao ambiente operacional e aos fatores humanos, bem como um estudo pormenorizado de componentes, equipamentos, sistemas e infraestrutura“.

Informações do acidente

O voo tinha destino na cidade São Paulo, tendo saído de Cascavel, no Paraná, tendo caído em Vinhedo, cidade localizada a 80 km do São Paulo, resultando em 62 mortes, no total. O avião, que não relatou nenhuma emergência, estava voando normal até 13h21, perdendo contato com o radar 13h22.

Saiba quais são os desafios da perícia para encontrar vítimas da queda do voo 2283

Em acidentes de avião como no caso do Voo 2283 na cidade de Vinhedo, interior de SP, nesta última sexta-feira (9), o trabalho de identificação dos corpos das vítimas é um grande desafio. Mas segundo a perícia, o reconhecimento dos corpos das 62 pessoas que estavam a bordo do avião da Voepass já começaram a ser feitas horas após a tragédia.

Conforme afirma Vladimir Alves dos Reis, diretor do instituto medico legal (IML) de São Paulo, o mais importante e que as famílias da vítima reconheçam seus parentes falecidos, para receberem o documento de declaração de óbito e conseguirem viver o luto de seus entes queridos.

O que mais especialistas dizem

O diretor do Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal, Carlos Eduardo Palhares Machado, afirma que a posição em que a pessoa estava no avião também pode ajudar na identificação dos corpos.


Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Federal no trabalho de perícia após desastre aéreo com 62 mortes em Vinhedo, SP (Foto: reprodução/Policia Federal)

Há também situações em que os passageiros decidem mudar de lugar na última hora. Por exemplo, casais que querem ficar juntos ou pais que viajam com filhos.
No local do acidente, um scanner é usado para replicar exatamente a aparência do ambiente. Assim, imagens são registradas
e as autoridades têm acesso a detalhes de onde estavam os corpos e de certas partes do avião. Os profissionais que trabalham na identificação de corpos também têm acesso à lista de passageiros e aos documentos de cada pessoa.

Com o RG e do CPF de cada vítima, a perícia consegue identificar a qual estado essa pessoa pertence, podendo então acessar o banco de dados de cada estado para conseguir obter mais informações sobre as vítimas.

Mauricio José Lemos Freire, diretor do Instituto de Identificação de São Paulo, diz que a maioria dos estados hoje em dia já possui o sistema chamado AFIS, que é um sistema automatizado de identificação de impressões digitais, que funciona para fazer buscas de bancos de dados. Ele ainda complementa afirmando que a papiloscopista vai determinar se aquela impressão digital colhida de fato pertence realmente à pessoa e se está de acordo com a ficha datiloscópica, podendo também existir casos que essa identificação é feita visualmente.

Os peritos também afirmam conseguir identificar as vítimas por roupas, sinais particulares, tatuagens e próteses, além do próprio reconhecimento facial, por fotos sorridentes que incluam dentes, características dos dentes e pontos de identificação de características físicas de cada pessoa, explica Vladimir dos Reis, do IML de São Paulo.

Reconhecimento por DNA e previsão de respostas

Os testes de DNA só são feitos como último recurso, quando os especialistas já tentaram todos os outros métodos e não obtiveram sucesso.

Não há estimativa de quanto tempo levará para identificar todas as vítimas do voo 2283, mas será mais rápido do que em 2007, quando ocorreu a tragédia do voo da TAM no aeroporto de Congonhas, deixando 199 mortos. Com a tecnologia evoluindo e a adoção de grandes protocolos internacionais para desastres no Brasil, sabe-se que respostas e o trabalho de identificação de pessoas serão feitas em menor tempo.


Passageiros que voaram no avião um dia antes à queda relatam problemas na aeronave

No dia anterior ao acidente do avião em Vinhedo, a mesma aeronave voou até Rio Verde, em Goiás, e alguns dos passageiros relataram problemas no voo para a TV Anhanguera.

Ângela Espíndola, empreendedora que voou de Goiás à São Paulo, relatou ter estranhado o quão quente o avião estava, visto que normalmente os voos estão preparados para recebimento dos passageiros e trajeto, o que não ocorreu neste. O calor do avião foi diminuir apenas ao final da viagem, próximo de Guarulhos.

A prefeitura de Rio Verde relatou que após voar de São Paulo para Goiás, o aeroplano retornou. O fatídico voo ocorreu no dia seguinte, realizando outra rota.


Avião da Voepass cai em interior de São Paulo (Reprodução/Miguel Schincariol/Getty Images Embed)


Problemas no voo

Fora o problema com o ar-condicionado, demais passageiros relataram que houve um problema com o peso das bagagens, por ultrapassarem o peso permitido, mesmo depois da pesagem. Este problema fez com que o voo atrasasse, dado a necessidade de repesar todas as bagagens.

Ainda sobre o calor no voo, Cleiton Feitosa, servidor público, contou que a temperatura era insuportável, e o suor era anormal, como se tivesse tomado um “banho de suor”.

Daniela Arbex, jornalista e escritora, narrou que diversas pessoas passaram mal devido o calor na aeronave. A jornalista viajou na aeronave de Ribeirão Preto até Guarulhos, e após, de São Paulo à Goianá. Arbex filmou um defensor público tirando a camiseta devido o calor, situação pela qual este já havia passado duas vezes nesta companhia.

Segundo o defensor, em outra viagem neste voo, a aeromoça informou que não seria possível ficar sem camiseta, e trouxe água quando este reclamou do calor.

A prefeitura de Rio Verde indicou que o voo de quinta-feira (8), em que Ângela e Cleiton estavam, pousou por volta de 11h30, e planou com destino a Guarulhos próximo do meio-dia.

Notas quanto aos voos

Em nota, a Voepass Linhas Aéreas, a companhia aérea dona da aeronave, afirmou que o avião não estava com quaisquer retenções operacionais, e todos os sistemas estavam aptos e corretos para o voo.

O que foi confirmado pela nota da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que afirmou que o avião ATR-72, vinculado ao acidente de Vinhedo, estava em plenas condições de funcionamento.

Este mesmo avião caiu em um condomínio em Vinhedo, no bairro Capela, no interior de São Paulo, e todos os 62 passageiros faleceram. A investigação do acidente, tal qual o atendimento às vítimas, estão sendo averiguados pelo Anac e pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

Viola Davis presta solidariedade às famílias das vítimas de acidente aéreo em São Paulo

Viola Davis, renomada atriz norte-americana, manifestou suas condolências às famílias das vítimas do acidente aéreo ocorrido nesta sexta-feira (9) em Vinhedo, São Paulo. O avião, que transportava 61 pessoas, caiu em um condomínio no bairro Capela, e não houve sobreviventes.

O trágico acidente abalou não apenas as famílias das vítimas, mas também gerou grande comoção em todo o país. A aeronave, um modelo ATR-72 da Voepass Linhas Aéreas, havia partido de Cascavel, Paraná, e seguia para o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando sofreu o acidente. Este é considerado o maior desastre aéreo no Brasil desde o ocorrido no aeroporto de Congonhas, em 2007, que deixou 199 mortos.

Conexão com fãs brasileiros

Em uma publicação no Instagram, Viola Davis compartilhou uma manchete sobre o acidente e deixou uma mensagem de solidariedade ao Brasil. “Meu coração está com você, Brasil. Deus abençoe todos os entes queridos dos que perderam suas vidas“, escreveu a atriz, demonstrando sua empatia com o país. A postagem rapidamente atraiu a atenção de milhares de seguidores, reforçando a conexão que Davis já havia estabelecido com seus fãs brasileiros em várias ocasiões.


Viola Davis em solidariedade às famílias das vítimas do acidente aéreo em Vinhedo, São Paulo
(Reprodução/Instagram/@violadavis)

Nos comentários, muitos brasileiros expressaram sua gratidão pelo gesto de carinho da atriz. A atriz Camilla Camargo foi uma das que comentou: “Viola, você é incrível!“. Outros seguidores destacaram o amor e a sensibilidade de Davis, que frequentemente se manifesta em momentos importantes para o Brasil.

Detalhes do acidente e investigação

O acidente envolveu um avião modelo ATR-72, da Voepass Linhas Aéreas, que partiu de Cascavel, Paraná, às 11h58, com destino ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. A aeronave caiu por volta das 13h em uma área residencial de Vinhedo, causando uma tragédia sem precedentes na cidade. Este foi o maior acidente aéreo no Brasil desde o desastre da TAM em 2007, que vitimou 199 pessoas no aeroporto de Congonhas.


Avião cai em Vinhedo, São Paulo, e deixa 61 mortos
(Foto: reprodução/Claudia Vitorino/Istoé)

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu uma nota lamentando o ocorrido e informou que está monitorando de perto a prestação de atendimento às vítimas e seus familiares. A Anac também afirmou que iniciou uma investigação para apurar as causas do acidente, incluindo a análise da situação da aeronave e da tripulação no momento da queda.

Histórico de apoio ao Brasil

Viola Davis já demonstrou em outras ocasiões seu carinho pelo Brasil, como ao homenagear a atriz Léa Garcia, após sua morte em 2023, e ao declarar apoio à ginasta Rebeca Andrade após sua vitória nas Olimpíadas de Paris.


Homenagem de Viola Davis para Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica do Brasil (Reprodução/Instagram/@violadavis)

A atriz, que é conhecida por seu ativismo e sensibilidade em questões sociais, tem se mostrado uma voz constante de apoio ao país, tanto em momentos de celebração quanto em tempos de luto.

Seu gesto de solidariedade diante desta tragédia não apenas conforta as famílias das vítimas, mas também fortalece a relação entre a atriz e o público brasileiro, que a admira não apenas por seu talento, mas também por sua humanidade.