Bolsonaro e aliados encerram alegações finais e aguardam julgamento no STF

O processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete aliados por tentativa de golpe de Estado chegou ao fim das alegações finais. Bolsonaro teve até quarta-feira (13) para apresentar contestações ao Supremo Tribunal Federal. Imediatamente, o caso segue para os últimos trâmites antes do julgamento, que decidirá se o grupo será condenado ou absolvido.

Núcleo central da acusação

O ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de liderar um grupo que tentou derrubar o governo eleito e romper a ordem democrática. Segundo a denúncia, ele usou a estrutura do Estado e contou com apoio de aliados civis e militares para enfraquecer as instituições.

A Procuradoria-Geral da República afirma que o grupo faz parte do “núcleo crucial” que buscou a ruptura democrática. Para a Procuradoria Geral da República (PGR), Bolsonaro foi o “principal articulador, maior beneficiário e autor” das ações contra o Estado Democrático de Direito. O ministro Alexandre de Moraes indicou que o julgamento deve ocorrer na Primeira Turma ainda neste semestre.

Etapas antes da decisão final

Após as alegações, Moraes pode pedir novas provas consideradas imprescindíveis. Em seguida, elaborará o relatório do caso e enviará para o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, marcar a data. O julgamento seguirá o rito: apresentação do relatório, eventuais depoimentos, sustentação de acusação e defesa e, por fim, os votos dos ministros da Suprema Corte. A decisão será por maioria simples, sendo assim: ao menos três votos no colegiado.

Tanto a condenação quanto a absolvição dos réus permitem recursos internos no Supremo. Paralelamente, Moraes já havia homologado a ida à Primeira Turma de recurso contra a prisão domiciliar de Bolsonaro, imposta por descumprir restrições judiciais. Contudo, a PGR ainda deve se manifestar sobre essas decisões.


Senado aguarda julgamento de Bolsonaro para novas pautas (Vídeo: reprodução/YouTube/Veja)

Nesse ínterim, o Ministério Público do Distrito Federal também abriu uma investigação para apurar um possível crime contra a honra do presidente Lula. A acusação envolve conteúdo em aplicativo de mensagens associando o presidente ao regime sírio de Bashar al-Assad.

Enquanto isso, a defesa de Bolsonaro já manifestou tentativas para revogar a prisão domiciliar e obteve autorização para que o ex-presidente faça exames médicos, mediante entrega de atestado em até 48 horas.

Homem-Aranha 4 revela bastidores e confirma Tom Holland

Homem-Aranha 4 ganha um novo trailer mostrando os bastidores do longa e o protagonista Tom Holland. De antemão, a estreia de Homem-Aranha: Um Novo Dia chega às telas de cinema em 30 de julho de 2026.

Sobretudo, a nova produção traz novidades para os fãs do herói e tem deixado o público sobre especulações de enredo, elenco e produção. Contudo, não só Holland, mas também Zendaya está de volta aos filmes interpretando Michelle Jones, a MJ. Além da dupla, Jacob Batalon estará no papel do repórter do Clarim Diário, Ned Leeds. Ainda assim, a norte-americana Sadie Sink, pertencente ao elenco de Stranger Things, também integra o elenco de Homem-Aranha, mas sua personagem ainda não foi revelada.

Elenco e possibilidades para a trama

O longa-metragem ainda terá Jon Bernthal, conhecido pelo papel de Shane Walsh na série The Walking Dead, interpretando o Justiceiro, e Mark Ruffalo no papel do incrível Hulk. Já no comando das produções está Destin Daniel Cretton, famoso diretor e roteirista, conhecido pela sua última direção: Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, lançado em 2021. Ainda nesse ínterim, os roteiristas e produtores Erik Sommers e Chris McKenna estão com a responsabilidade do roteiro, o qual promete muito, já que a dupla esteve em Homem-Aranha: Sem Volta para Casa.


Tom Holland em ação em Homem-Aranha 4 (Vídeo: reprodução/Instagram/@tomholland2013)


Apesar das novidades, rumores já circulavam e pautavam a presença de Demolidor e Rei do Crime, contudo, a ideia foi descartada e não houve esclarecimentos ao público. Em contrapartida, outros comentários apontaram a participação do vilão Knull, de Venom: A Última Rodada, como possível antagonista. Em Venom, Knull foi interpretado pelo ator britânico Andy Serkis.

Expansão do universo do herói

As gravações de Homem-Aranha 4 devem ocorrer em Glasgow, na Escócia, conforme informado pelo jornal The Herald. Além da nova produção, a Sony Pictures tem dado continuidade para o universo do Aranha com novos projetos derivados. Spider-Punk, criada por Daniel Kaluuya e Ajon Singh, pode tornar-se uma animação inédita. Punk é uma variação do multiverso do Homem-Aranha e de Hobie Brown, amigo de Peter Parker no universo 616, porém só existe na Terra 138. Hobie Brown surgiu nos quadrinhos em 2015 e se destaca pelo visual rebelde e discurso antissistema.

Com um elenco reforçado e novidades no horizonte, Homem-Aranha: Um Novo Dia promete ser um marco na trajetória do herói no MCU e garantir a ampliação das histórias do altere go de Peter Parker.

Demi Lovato e Jonas Brothers emocionam fãs com hits de Camp Rock em show especial

A cantora Demi Lovato se reuniu com o grupo Jonas Brothers neste domingo (10) e reviveu momentos marcantes do fenômeno que foi o filme Camp Rock. O encontro ocorreu na estreia da turnê Jonas 20 Greetings From Your Hometown, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. De início, Demi Lovato, Joe, Nick e Kevin Jonas cantaram sucessos como This Is Me e Wouldn’t Change a Thing. A apresentação foi bem ovacionada, visto a nostalgia e o elo que marcaram a parceria entre eles desde os tempos do Disney Channel.

Reencontro com história e emoção

Antes de tudo, Demi e Joe Jonas se conheceram durante as produções da série Jonas, cuja produção é do Disney Channel. A série foi exibida nos EUA em maio de 2009 e, dois meses depois, no Brasil. Contudo, as gravações de Camp Rock serviram de estopim para que o casal iniciasse a relação.

Durante as gravações do filme, Mitchie e Shane, personagens interpretados por Demi e Joe, construíram um romance que foi além das câmeras. Todavia, o relacionamento durou muito pouco tempo. Assim, após o término ocorrido em 2010, ambos mantiveram uma amizade e uma colaboração musical. O longa Camp Rock estreou em 2008 e atraiu uma audiência de 8,9 milhões de espectadores. Consequentemente, o sucesso do filme musical trouxe turnês, produtos licenciados e Camp Rock 2: The Final Jam, o que fortaleceu a imagem dos artistas entre o público teen.

Demi e Jonas Brothers em novos rumos

Demi Lovato já alcançou 24 milhões de discos vendidos em solo americano, bem como recebeu inúmeros prêmios. Recentemente, Demi lançou o single Fast, o qual celebra a confiança e a ousadia da cantora, além da nova era após o lançamento do álbum Revamped. Este é um álbum de remixes e teve seu lançamento em setembro de 2023. Já o último disco composto por letras inéditas é Holy Fvck (2022) e permitiu aos fãs enxergarem uma Demi mais pesada e verdadeira.


Demi e Jonas Brothers cantam hits de Camp Rock (Vídeo: reprodução/YouTube/Dorky Cabello)

Por outro lado, os Jonas Brothers almejam que 2025 pode ser um ano de novas produções. O grupo visa atrair o público com um retorno à Broadway e a produção de um filme inédito. Desse modo, as novidades podem impulsionar ainda mais a visibilidade do grupo, já que o reencontro em 2019 favoreceu Kevin Jonas financeiramente após o longo hiato da banda. Assim, o show que aconteceu no último domingo trouxe à tona memórias nostálgicas, mas também mostrou que, apesar dos passos distintos, Demi e os Jonas Brothers continuam conectados pela música.

Tel Aviv reúne multidão contra plano de ocupação da Cidade de Gaza

Uma manifestação tomou as ruas de Tel Aviv neste sábado (7) para protestar contra o plano de Benjamin Netanyahu de ocupar a Cidade de Gaza. A princípio, a decisão do gabinete de segurança, anunciada um dia antes, amplia as operações militares no território palestino, apesar dos alertas das Forças Armadas e oposição popular.

De acordo com organizadores, mais de 100 mil pessoas participaram da manifestação, exigindo o cessar imediato da campanha militar e a libertação de reféns. A maioria dos israelenses apoia o fim da guerra para resgatar cerca de 50 reféns em Gaza. Em contrapartida, as autoridades acreditam que apenas 20 pessoas estejam vivas.

Cenário de guerra versus cessar-fogo

Diante do cenário atual, Israel passa por constantes críticas dentro e fora de seu território, o que ocasionou entrar na mira de aliados europeus após a ampliação do conflito. Ainda assim, negociações diplomáticas possibilitaram a libertação da maioria dos reféns, mas tentativas de cessar-fogo falharam em julho.

Em meio às tensões, manifestantes exibiram bandeiras de Israel, fotos de reféns e cartazes contra Netanyahu. Além disso, alguns cobraram uma ação de Donald Trump, enquanto outros denunciaram inúmeras mortes de civis palestinos.


Manifestação pró-Palestina na Baía de Sydney, Austrália (Vídeo: reprodução/YouTube/Euro News)

Reações internacionais e riscos

Donald Trump acusou o Irã de interferir em negociações de cessar-fogo ao enviar sinais ao Hamas. Além da acusação feita pelo americano, a Alemanha se pronunciou através do ministro das Relações Exteriores, Johann Wadephul. Este reforçou o apelo por trégua imediata, o que acarreta pressão global sobre Israel. Netanyahu afirmou que Israel não pretende governar Gaza permanentemente. Segundo o primeiro-ministro, o objetivo é criar um perímetro de segurança e entregar o controle às forças árabes, excluindo o Hamas e a Autoridade Palestina.

O apoio internacional à causa palestina tem sido crescente, mas o intenso conflito de Israel pode trazer consequências como um isolamento diplomático e travar a comunidade internacional que busca alternativas diplomáticas para conter a contínua violência no Oriente Médio.

Trump considera alterar classificação da maconha em meio a disputas internas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia reclassificar a maconha para uma categoria de drogas menos controlada em território americano. Recentemente, o tema voltou ao centro das conversas políticas após o presidente garantir, segundo fontes, “várias vezes” que pretende cumprir a promessa de minimizar a pressão sobre a substância.

Durante um jantar em Nova Jersey, Trump reconheceu que a questão precisa de análise cautelosa. O presidente também indicou apoio à mudança. Desse modo, a proposta retiraria a maconha da Lista 1, a qual agrupa narcóticos como a heroína. Além disso, facilitaria pesquisas, usos medicinais e, possivelmente, a legalização em mais estados.

A pressão interna e as disputas políticas

A princípio, assessores próximos defendem uma ação imediata, alegando que a medida poderia ampliar o apoio antes das eleições de meio de mandato. No entanto, parte da equipe teme que impactos morais e jurídicos surjam e prejudiquem a agenda presidencial. A indústria da cannabis e apoiadores influentes, como Joe Rogan e Alex Bruesewitz, reforçam o apelo pela reclassificação.


— Ativistas pró-maconha em manifestação de 2021, em Washington, DC (Foto: reprodução/Alex Wong/Getty Images Embed)


Contudo, apesar das promessas, a política antidrogas oficial do governo americano ainda não inclui mudanças sobre a maconha. O novo chefe da Agência Antidrogas, Terrance Cole, rejeitou a ideia, o que acarretou olhares incompatíveis com o compromisso de campanha. Empresas ligadas ao setor, como a Scotts Miracle-Gro e a Trulieve, já investiram milhões em doações para comitês alinhados a Trump.

Cenário internacional e debate no Brasil

Nos Estados Unidos, cerca de 60% da população apoia a legalização recreativa, segundo o Pew Research Center. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal manteve a descriminalização do porte para uso pessoal, mas o Senado aprovou uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que criminaliza qualquer quantidade da substância.


EUA planeja operação contra cartéis de drogas (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)

Em seu último discurso sobre drogas, o Papa Francisco, falecido em 2025, condenou a legalização das drogas e afirmou que tal medida acarretaria consumos ainda maiores. Francisco chegou a classificar os traficantes como “assassinos”.

Enquanto isso, a guerra comercial do governo Trump anunciou novas tarifas contra Canadá, México e China, alegando que a medida ajuda a conter o tráfico de drogas e a imigração ilegal. Tal posicionamento mantém a pauta de segurança no centro do discurso dos EUA. Por outro lado, em solo americano o governo espera conquistar mais eleitores em 2026, sobretudo, os jovens e, deste modo, vencer as eleições presidenciais.

Sistema do Judiciário dos EUA sofre ataque cibernético

O sistema eletrônico de arquivamento de processos judiciais dos Estados Unidos sofreu um ataque cibernético de grande escala nesta última quarta-feira (6). A princípio, o jornal ‘Político” informou que a ofensiva expôs dados confidenciais de inúmeros tribunais em diversos estados norte-americanos.

Ainda assim, o ataque atingiu sistemas que incluem o Gerenciamento de Casos/Arquivos Eletrônicos de Casos, conhecido por CM/ECF, usado por profissionais do direito. Além dele, o Acesso Público aos Registros Eletrônicos do Tribunal, o PACER, que fornece acesso público a documentos judiciais, também foi afetado. Ambas as plataformas são essenciais para o funcionamento do Judiciário federal, que já enfrentava críticas por operar com tecnologia defasada.

Dados sensíveis em risco

De acordo com o Político, informações sigilosas como mandados de prisão e acusações seladas estavam entre os dados vulneráveis. Nesse ínterim, fontes ligadas à investigação apontam que agentes estrangeiros podem estar envolvidos no ataque. 

Há quatro anos, o Escritório Administrativo dos Tribunais dos EUA já articula procedimentos para melhorar a segurança de registros confidenciais. Já em 2022, o Judiciário da Câmara americana já havia alertado sobre uma invasão cibernética de “amplitude surpreendente” feita por estrangeiros hostis. Um ano após, os EUA chegaram a realizar uma competição que visava invadir um satélite na órbita da Terra para testar a segurança da Força Aérea. O teste partiu do próprio Departamento da Força Aérea dos Estados Unidos e os vencedores foram a equipe de hackers italianos, conhecidos por “mHACKeroni”.


EUA acusam China de ataques hackers (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Até o momento, o Escritório Administrativo dos Tribunais dos EUA e a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, conhecida por CISA, não comentaram o caso. Já o FBI aguarda respaldo do Departamento de Justiça e espera que haja um parecer nos próximos dias.

Vulnerabilidade digital no mundo

O caso traz novamente à tona as preocupações com ataques cibernéticos no mundo. O Brasil, por exemplo, é o segundo país mais atacado digitalmente, registrando mais de 1.300 tentativas por minuto, conforme estatísticas de 2024. Recentemente, a Polícia Civil prendeu um suspeito de facilitar um ataque ao sistema Pix brasileiro. Já nos EUA, o grupo hacker Star Blizzard, ligado ao governo russo, foi responsabilizado por tentativas de invasão ao WhatsApp de ONGs que atuam na Ucrânia. Em contrapartida, mesmo com ações preventivas como o concurso Hack-A-Sat do governo americano, os riscos continuam crescentes. 

Como resultado, Amy St. Eve, juíza do Tribunal de Circuito dos EUA, já havia afirmado que anos de subinvestimento acarretaram em um sistema vulnerável no país norte-americano. Eve também pontuou que os sistemas estão desatualizados, com riscos constantes de falhas e que necessitam de protocolos de segurança modernos.

Prisão de Bolsonaro: Moraes encaminha recurso à Primeira Turma do Supremo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu levar à Primeira Turma o recurso da defesa de Jair Bolsonaro contra sua prisão domiciliar. A medida foi determinada após Moraes considerar que o ex-presidente violou restrições judiciais ao usar redes sociais, direta ou indiretamente, durante manifestações em Copacabana.

A defesa apresentou o agravo dois dias após a decisão. Os advogados do ex-presidente alegaram que ele não desrespeitou a ordem judicial do ministro. Mesmo assim, eles sustentam que a saudação de Bolsonaro aos apoiadores não configurou crime. Por isso, pedem que Moraes reveja a decisão ou leve o caso ao colegiado com urgência, como tem ocorrido.

Ministros mantêm prisão, mas PGR será ouvida

Antes da análise pela Primeira Turma da Corte, a Procuradoria-Geral da República (PGR) precisa se manifestar a respeito das decisões dadas pelo STF. Apesar disso, há uma certa expectativa de que os cinco ministros a analisarem o caso — Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Luiz Fux e o próprio Alexandre de Moraes — rejeitem o recurso.

A decisão de Moraes visa um regime de reclusão integral, inclusive nos fins de semana. Bolsonaro também está proibido de ter contatos presenciais com terceiros, salvo autorização judicial. Contudo, na última quarta-feira, Moraes liberou o ex-presidente para que receba visitas de familiares próximos, como filhos e netos, sem ter que pedir autorização da Corte.


— Ministros da Primeira Turma: Carmen Lúcia, Luiz Fux e Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Ton Molina/Bloomberg/Getty Images Embed)


Família Bolsonaro x STF

Diante da decisão do STF, Flávio Bolsonaro assumiu a autoria da postagem polêmica e negou que tenha tentado burlar a Justiça ou desafiar Moraes. Após orientação da defesa, ele removeu a publicação. Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, compartilhou um versículo bíblico no Instagram e afirmou que os “céus anunciarão a sua justiça; pois Deus mesmo é o Juiz”.

A defesa de Jair Bolsonaro afirma que ele não pode responder por atos de terceiros, pois seu filho assumiu a autoria da postagem. Os advogados também sustentam que não há provas de que Bolsonaro tenha agido com intenção deliberada de violar medidas. Após as decisões mais recentes, Flávio Bolsonaro pediu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Este já é o 28º pedido protocolado contra o magistrado.

A decisão de Moraes também repercutiu no exterior. O Departamento de Estado dos EUA criticou a prisão domiciliar e alertou que qualquer interferência no processo judicial poderá ter consequências diplomáticas. Agora, a defesa aguarda as análises da PGR e da Corte que poderão definir o caso de Jair Bolsonaro.

Mariah Carey estreia “Sugar Sweet” ao vivo e revela detalhes de novo álbum

A cantora Mariah Carey finalmente apresentou pela primeira vez o hit “Sugar Sweet” no evento “Brighton Pride”, no último sábado (2). Imediatamente, Carey mostrou sua potência vocal e carisma característicos de uma longa carreira. Assim, a performance marcou o início da divulgação de “Here For It All”, 16º álbum da cantora, previsto para 26 de setembro.

A princípio, o novo disco promete unir baladas emocionais, faixas dançantes e influências de hip-hop e soul. Há pouco, Carey declarou que o novo trabalho pretende refletir os últimos 14 anos de sua vida, abordando autoconfiança e liberdade emocional.

Feats de respeito e remixes especiais

A cantora tem features incríveis, algumas como em “Fantasy”, com o rapper Ol’ Dirty Bastard, e “Heartbreaker”, com Jay-Z. No começo de 2024, Mariah Carey e Ariana Grande haviam gravado um remix de “Yes, And?”. Recentemente, ambas participaram de uma faixa do novo disco da Barbra Streisand, o “The Secret Of Life”.


— Mariah cantando “Sugar Sweet” (Vídeo: reprodução/Instagram/@mariahcarey)


Além disso, o novo álbum de Carey trará colaborações com a americana Kehlani e a jamaicana Shenseea. Como visto, o projeto já teve seu primeiro single, “Type Dangerous”, lançado em junho com produção de Anderson Paak. A faixa ganhou recentemente um remix brasileiro com Luísa Sonza, integrando um EP que inclui nomes como o rapper Busta Rhymes e DJ Snake.

Shows no Brasil e série documental

A cantora desembarcará no Brasil para duas apresentações: dia 13 de setembro no festival “The Town”, em São Paulo, e dia 17 do mesmo mês no evento “Amazônia Para Sempre”, em Belém, capital paraense. Além disso, Mariah promete cantar sucessos como “Obsessed” e “Fantasy”, além do palco no segundo evento ter inspiração na planta vitória-régia.

Paralelamente, Carey produz Mariah’s World, uma série documental para o canal E!, que mostrará bastidores de sua rotina sem foco em polêmicas externas. Agora, os fãs aguardam vê-la neste mês em uma apresentação no Reino Unido e, posteriormente, no “The Town 2025”, no Brasil.

Ben Barnes reage sobre papel de Sirius Black na nova série de Harry Potter

A Tampa Bay Comic Convention, convenção de quadrinhos localizada em Tampa, na Flórida, teve início nesta sexta-feira (1). Durante o evento, Ben Barnes falou sobre os rumores envolvendo seu nome para viver o bruxo Sirius Black na série de Harry Potter, nova produção da HBO Max que promete ser mais fiel aos livros de J.K. Rowling.

O ator, conhecido por papéis em Crônicas de Nárnia e Sombra e Ossos, aparece há anos em fancastings (prática em que fãs escolhem atores para interpretar personagens de obras de ficção). Assim, o ator é tido como favorito para viver o padrinho de Harry Potter. Barnes disse que se sente honrado com o carinho do público, mas ponderou que a visão sobre a saga mudou após as polêmicas envolvendo a autora. “Isso manchou um pouco a forma como eu via as histórias, mas o personagem continua sendo incrível”, comentou.

Fidelidade aos livros de J.K.

A HBO planeja sete temporadas, cada uma dedicada a um dos livros da série. A primeira temporada já foi especulada com oito episódios. Segundo a Warner Bros. Discovery, a nova adaptação explorará detalhes antes ausentes nas versões para o cinema, trazendo profundidade às tramas e personagens.


— Sirius Black em ‘Harry Potter e a Ordem da Fênix’ (Vídeo: reprodução/Instagram/@harrypotter)


Nesse ínterim, o elenco já confirmou Dominic McLaughlin, Arabella Stanton e Alastair Stout nos papéis de Harry, Hermione e Rony. John Lithgow, Janet McTeer e Paapa Essiedu também interpretarão personagens centrais como Dumbledore, McGonagall e Snape. A saga original de filmes Harry Potter arrecadou mais de US$ 7,7 bilhões no mundo. Similarmente, o orçamento da nova produção deve rivalizar com grandes séries como Game of Thrones, segundo Casey Bloys, chefe de conteúdo da HBO.

Expectativas para o lançamento

A série deve chegar entre 2026 e 2027, mas sem data oficial de estreia. O CEO da Warner Bros., David Zaslav, afirmou anteriormente que a produção poderá durar uma década, já que J.K. Rowling escreveu sete livros: Harry Potter e a Pedra Filosofal; Harry Potter e a Câmara Secreta; Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban; Harry Potter e o Cálice de Fogo; Harry Potter e a Ordem da Fênix; Harry Potter e o Enigma do Príncipe e Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Apesar do sucesso dos livros e, consequentemente, dos filmes, a HBO afirmou que a participação de J.K. Rowling será limitada e que suas opiniões pessoais não influenciarão a produção. Anteriormente, a autora se envolveu em controvérsias por comentários sobre questões de gênero, mas segue creditada como criadora do universo bruxo.

Por fim, a HBO Max também revelou a primeira imagem oficial de Dominic McLaughlin caracterizado como o icônico bruxo Harry Potter. A divulgação marca o início das gravações da tão aguardada série e aumenta a expectativa dos fãs que aguardam novas divulgações.

México supera EUA e vira segundo maior comprador da carne bovina brasileira

As exportações de carne bovina do Brasil bateram recorde em junho e mudaram a posição dos principais compradores do produto. Ao passo que houve um avanço de 420% nas importações mexicanas desde janeiro, o México ultrapassou os Estados Unidos e tornou-se o segundo maior destino da carne brasileira.

Diante disso, foram 16,1 mil toneladas enviadas no semestre, do contrário aos 3,1 mil no mesmo período do ano passado. Atualmente, o cenário transita em meio à forte redução das vendas para os norte-americanos. Desde abril, quando o presidente Donald Trump anunciou tarifas de 10% sobre importações, as compras caíram gradualmente. Em junho, após o aumento da tarifa para 50%, o volume exportado aos EUA despencou 67% em relação a abril.

Aumento expressivo no mercado mexicano

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), afirmou que o Brasil exportou 241 mil toneladas de carne bovina em junho, movimentando US$ 1,3 bilhão. Ocasionalmente, o crescimento para o México surtiu um valor de US$ 15,5 milhões para US$ 89,3 milhões no semestre. Por outro lado, a China segue como a principal parceira, com 134,4 mil toneladas importadas no mesmo mês.


Brasil fez exportação bilionário ao México em 2024 (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Enquanto o México amplia as compras, os produtores brasileiros enfrentam desafios com o mercado norte-americano. Diante do tarifaço imposto por Trump, houve a interrupção de cerca de 30 mil toneladas do produto que seguiriam aos EUA, conforme análise da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

Efeitos internos e perspectiva do setor

O crescimento da demanda externa tem pressionado os preços no mercado interno. Desde setembro de 2024, o valor da carne bovina nos supermercados brasileiros registra uma alta constante. Com isso, a menor oferta global impulsiona as exportações brasileiras e reforça a liderança do país na produção mundial.

O cenário faz com que empresas como JBS e Marfrig busquem negociar a redução das tarifas norte-americanas. Enquanto isso, produtores veem no México e na China boas alternativas para compensar as perdas no comércio com os Estados Unidos e cessar a guerra comercial.