Fim da imigração: Trump trava entrada de países mais pobres

A decisão do presidente Donald Trump de impedir a entrada de imigrantes de países mais pobres chamou atenção no mundo inteiro. O anúncio surpreendeu governos, especialistas e organizações que defendem direitos humanos. Segundo Trump, a medida é necessária para proteger os Estados Unidos e controlar melhor quem entra no país.

Durante o pronunciamento, Trump disse que os Estados Unidos precisam limitar a chegada de pessoas que vêm do que ele chamou de “Terceiro Mundo”. Ele declarou: “Vou pausar permanentemente a imigração de todos os países do terceiro mundo para permitir que o sistema dos Estados Unidos se recupere totalmente”. A fala gerou críticas de autoridades internacionais, que consideram o termo inadequado e ofensivo.

Impactos na vida de quem tenta entrar nos EUA

A decisão afeta diretamente milhares de pessoas que planejavam viver nos Estados Unidos em busca de segurança, trabalho e melhores condições de vida. Muitas já tinham processos de visto em andamento e esperavam mudar com suas famílias. Agora, esses pedidos estão suspensos e podem até ser negados, deixando muita gente sem saber como agir.

Dentro do país, organizações que apoiam imigrantes afirmam que a procura por ajuda aumentou. Muitas pessoas estão com medo do que pode acontecer e buscam orientação sobre como ficar em situação regular. Para essas entidades, a medida cria um clima de insegurança, incentiva atitudes preconceituosas e não resolve problemas internos dos Estados Unidos.

A decisão também recebeu críticas de vários políticos norte americanos. Eles lembram que setores como agricultura, construção civil e serviços dependem da mão de obra imigrante. Para esses parlamentares, bloquear a entrada de pessoas pode causar prejuízos para estados que precisam desses trabalhadores para manter a economia funcionando.

Especialistas em relações internacionais avaliam que a medida pode prejudicar a imagem dos Estados Unidos no mundo. Governos de vários países divulgaram notas afirmando que a decisão vai contra princípios de cooperação e respeito. Segundo diplomatas, esse tipo de atitude pode dificultar acordos futuros e gerar conflitos políticos.

Muitos especialistas também dizem que regras tão duras podem afastar pessoas que querem estudar, trabalhar ou construir uma nova vida nos Estados Unidos. Eles lembram que o país sempre atraiu estudantes, profissionais qualificados e trabalhadores essenciais de várias áreas. Com a nova política, esse fluxo pode diminuir, fazendo os Estados Unidos perder talentos importantes e oportunidades de inovação. Para esses analistas, fechar as portas agora pode afetar o desenvolvimento do país no futuro e reduzir a diversidade que sempre marcou a sociedade americana.


Donald Trump em discurso (Vídeo: reprodução/YouTube/G1)


Reações políticas e preocupações humanitárias

A nova regra também tem impacto político. Analistas afirmam que a decisão agrada parte dos apoiadores de Trump, que defendem controle rígido das fronteiras. Por outro lado, aumenta a rejeição entre grupos que veem a medida como injusta e contrária aos valores do país.

A suspensão também afeta famílias que vivem nos Estados Unidos e têm parentes no exterior. Muitos reencontros, antes esperados para breve, agora não têm previsão para acontecer, o que pode causar sofrimento emocional, principalmente entre crianças que aguardam liberação para viajar.

O cenário preocupa ainda quem busca refúgio por causa de guerras, perseguições ou violência extrema. Com as portas mais fechadas, essas pessoas têm menos chances de conseguir proteção. Organizações internacionais pedem que os Estados Unidos revejam a decisão para evitar que grupos vulneráveis fiquem sem ajuda.

Especialistas dizem que a medida pode inspirar outros países a adotar políticas semelhantes, reduzindo opções para quem procura segurança fora de seu país de origem. Apesar das críticas, Trump reafirma que a prioridade é proteger o país. O tema deve gerar debates no Congresso e pode ser questionado na Justiça, e o futuro da regra vai depender dessas discussões e de negociações com outras nações.

Desemprego apresenta queda no Brasil após o mês de outubro

Dados divulgados pelo IBGE mostram que o Brasil alcançou, em outubro de 2025, a menor taxa de desemprego já registrada desde 2012. O recuo para 5,4% indica um cenário de recuperação e consolidação do mercado de trabalho formal, com impactos diretos sobre renda, consumo e estabilidade econômica para milhões de trabalhadores.

Desocupação em queda

No trimestre encerrado em outubro, a população desocupada no país caiu para cerca de 5,910 milhões, o que representa o menor contingente já registrado desde o início da pesquisa. A redução corresponde a uma queda de 3,4% em relação ao trimestre anterior e de 11,8% na comparação com o mesmo período de 2024. Ao mesmo tempo, o total de trabalhadores ocupados permaneceu estável em 102,5 milhões, consolidando um patamar considerado recorde e evidenciando a capacidade do mercado de absorver mão de obra mesmo em um cenário de desaceleração econômica.


Escala de desemprego no Brasil apresenta números históricos devido à queda (Foto: reprodução/Vitor Vasconcelos/Secom-PR)


Sinais de avanço, mas com desafios

Apesar dos números positivos, especialistas destacam que parte dessa melhora pode estar relacionada ao aumento de vagas temporárias típico do fim de ano, especialmente no setor de comércio e serviços. Esse movimento é comum nesse período e costuma elevar a contratação de trabalhadores para atender à maior demanda. Por isso, a redução do desemprego pode refletir tanto avanços consistentes no mercado de trabalho quanto um impulso passageiro provocado pela sazonalidade.

Além desse fator, mesmo com o crescimento do emprego formal e o aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, a informalidade ainda representa cerca de 37,8% da população ocupada. Esse índice elevado mostra que uma parcela significativa da força de trabalho permanece sem garantias trabalhistas, salários estáveis ou proteção social. A permanência desse cenário indica que, embora o mercado apresente sinais de recuperação, muitos trabalhadores continuam vulneráveis a oscilações na economia, o que impede que o país alcance um nível de segurança e estabilidade capaz de beneficiar todos de maneira uniforme

Por fim, o Brasil alcançou em outubro de 2025 a menor taxa de desemprego desde 2012. O aumento da formalização, o recorde de trabalhadores com carteira assinada e o crescimento da massa de renda real apontam para uma recuperação sólida do mercado de trabalho. Mesmo assim, a informalidade ainda elevada e os efeitos sazonais do fim de ano pedem cautela. Os próximos trimestres serão fundamentais para mostrar se esse resultado representa um novo patamar sustentável ou apenas uma melhora temporária

 

Mãe de Mel Maia, Débora Maia, é encontrada morta em sua residência no Rio de Janeiro

Nesta sexta-feira (28), a empresária Débora Maia, mãe da atriz Mel Maia, foi encontrada morta em sua residência, localizada na Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio de Janeiro. O corpo teria sido achado no banheiro da casa pela empregada doméstica assim que ela chegou para trabalhar. 

A idade de Débora é informada como 53 anos. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada. As autoridades responsáveis já estão investigando o caso. 

Nota oficial da família e procedimento funerário

Logo após a confirmação da morte, a equipe de Mel Maia divulgou uma nota informando o falecimento de Débora e pedindo “recolhimento e privacidade” por parte de fãs, imprensa e amigos.
Débora Maia não era apenas mãe, ela também atuava como empresária de Mel. Além de Mel, Débora tinha outra filha, Yasmim Maia.

Segundo informações, o funeral está previsto para este sábado, dia 29. O velório e a cremação acontecerão no Crematório da Penitência, no Caju, Rio de Janeiro. A cerimônia de cremação está marcada para as 15h15.

Contexto familiar e histórico recente

Fontes próximas informam que Débora enfrentava um quadro de depressão há algum tempo. Em outubro de 2024, ela chegou a desabafar nas redes sociais dizendo que todo o seu amor havia sido retribuído com ingratidão. Segundo esses relatos, ela fazia uso de medicamentos controlados, que não deveriam ser misturados com álcool e que, conforme amigos, teriam sido alterados recentemente.


 

Débora Maia se declarou para as filhas, em postagem recente (Foto: reprodução/instagram/@debora.maiasousa)


Relatos também apontam que ela morava sozinha desde a separação do ex-marido, pai de Mel e Yasmim.
A causa da morte de Débora Maia não foi divulgada até o momento.
A investigação está em curso, com acompanhamento do pai da atriz na delegacia para formalização dos trâmites legais. Família aguarda privacidade no momento de luto, conforme comunicado oficial.


Comunicado feito pela equipe de Mel Maia (Foto: reprodução/instagram/@melissamelmaia)


A Polícia Civil continua reunindo elementos para determinar a causa da morte e entender os últimos momentos de Débora. A conclusão da análise técnica deve orientar o andamento do caso, que permanece em sigilo. A família reforça que informações oficiais serão divulgadas apenas por canais já conhecidos.

 

PL suspende salário de R$ 46 mil de Bolsonaro após condenação definitiva

O PL comunicou, nesta quinta-feira (27), a suspensão imediata da remuneração e das atividades partidárias do Jair Bolsonaro, cumprindo o que prevê a legislação para filiados com direitos políticos cassados.  Até então, Bolsonaro recebia um salário bruto mensal de R$ 46.366,19 como presidente de honra da legenda, valor equivalente à remuneração de um deputado federal.  Segundo a prestação de contas do partido, o valor líquido pago era de R$ 33.873,67. 

A decisão do PL ocorre depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) decretar o trânsito em julgado da condenação de Bolsonaro no processo da chamada “trama golpista” (ação penal 2668). Com isso, a sentença, que impõe a pena de 27 anos e três meses de prisão, tornou-se definitiva e seus direitos políticos foram suspensos.

Manter o pagamento seria descumprimento da Lei

Em nota oficial, o PL declarou que, nesse contexto, manter o pagamento ao ex-presidente configuraria descumprimento da Lei 9.096/1995, que exige a imediata suspensão de funções partidárias e remuneração em caso de perda de direitos políticos. 

Desde que deixou a Presidência, Bolsonaro acumulava rendimentos de diferentes fontes: além do salário pago pelo PL, ele mantinha aposentadorias referentes ao Exército e à Câmara dos Deputados. Estima-se que sua renda pública mensal, combinando salários e aposentadorias, pudesse ultrapassar os R$ 88 mil.

A suspensão não representa um “desfavor” ao ex-presidente

Para o PL, a suspensão não representa um “desfavor” ao ex-presidente, mas sim a aplicação da lei. Em comunicado, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, disse que, se não ordenasse a interrupção dos pagamentos após o trânsito em julgado, o partido correria risco de punição judicial. “Cumpri a lei”, afirmou.


Valdemar Costa Neto confirma corte no pagamento de Bolsonaro “Cumprir a lei” (Vídeo: reprodução/Instagram/@globonews)


A suspensão das atividades partidárias e da remuneração de Bolsonaro representa um marco simbólico para o PL, que agora opta por se desvincular formalmente de seu ex-líder preso e com direitos políticos cassados. A expectativa é de que o cargo de “presidente de honra” da legenda permaneça vago enquanto durar a pena e a inelegibilidade.

Liberação do FGTS bloqueado está em analise

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quinta-feira (27) que pretende discutir com o presidente Lula, em janeiro, uma proposta para liberar os valores do fundo de garantia do tempo de serviço (FGTS) que permaneceram bloqueados de trabalhadores demitidos que escolheram a modalidade do saque-aniversário e não conseguiram acessar o saldo.

O tema voltou ao debate já que parte dos trabalhadores segue sem acesso ao próprio saldo após a demissão. A avaliação no governo é que uma nova liberação ajudaria a aliviar essa situação e dar uma resposta a quem ainda tenta recuperar os valores que ficaram retidos pelas regras do saque aniversário.

Como pode funcionar a nova liberação

A proposta que o governo pretende apresentar deve seguir a lógica adotada em liberações anteriores, permitindo que trabalhadores demitidos que aderiram ao saque aniversário tenham acesso ao saldo que ficou retido nas contas do FGTS. A ideia é abrir uma janela de saque para quem perdeu o vínculo empregatício e, por causa das regras da modalidade, não pôde retirar o valor total acumulado. O Ministério do Trabalho ainda avalia quais critérios serão usados, mas a expectativa é de que o processo seja simplificado para evitar novas pendências.

Embora os detalhes ainda estejam em estudo, a liberação deve ocorrer por meio dos canais já utilizados pelo FGTS, como o aplicativo e as agências da Caixa. O governo também discute se haverá prazos específicos para a solicitação do saque e se todos os trabalhadores demitidos após a adesão ao saque aniversário poderão entrar na medida. A proposta precisa ser aprovada pelo presidente Lula e pode exigir ajustes legais antes de entrar em vigor.


A modalidade do saque aniversário passa por ajustes no governo Lula (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Entenda o saque-aniversário

O saque aniversário é uma modalidade opcional do FGTS que permite ao trabalhador retirar, uma vez por ano, uma parte do saldo disponível na conta do fundo no mês do seu aniversário. A regra foi criada como uma alternativa ao saque tradicional, oferecendo acesso periódico a uma parcela dos recursos, de acordo com faixas de valor definidas pelo governo. A adesão é voluntária e pode ser feita pelo aplicativo do FGTS ou pelos canais oficiais da Caixa.

Ao escolher essa modalidade, o trabalhador passa a abrir mão do direito de sacar o valor total do FGTS em caso de demissão sem justa causa, mantendo apenas a multa rescisória paga pelo empregador. Por isso, mesmo oferecendo retiradas anuais, o saque aniversário pode resultar em bloqueio do saldo acumulado se houver desligamento, o que tem gerado críticas e levado o governo a discutir mudanças nas regras.

A expectativa é que o governo detalhe a proposta nos próximos meses, enquanto trabalhadores aguardam uma definição sobre o acesso ao saldo retido. Segundo o ministro, a liberação também pode ajudar a movimentar a economia, caso seja confirmada pelo presidente.

Anvisa determina retirada do sabão Ypê após contaminação

A Anvisa determinou nesta quinta-feira o recolhimento imediato de diversos lotes de sabões líquidos da marca Ypê após a contaminação de bactéria Pseudomonas aeruginosa, responsável por causar infecções especialmente em pessoas imunossuprimidas. A decisão, que suspende a venda, o uso e a distribuição dos lotes contaminados em todo o país, foi tomada após análises laboratoriais confirmarem a presença do microrganismo em produtos das linhas Ypê Express, Tixan Ypê e Ypê Power Act.

Lotes contaminados e abrangência do recolhimento

A resolução publicada pela Anvisa lista diversos lotes distribuídos em escala nacional que ainda podem estar disponíveis tanto em supermercados quanto nas casas dos consumidores. Na linha Lava Roupas Líquido Ypê Express, foram identificados como contaminados os lotes 170011, 220011, 203011 e outros que constam no documento oficial. Esses produtos estão entre os mais vendidos da marca e possuem ampla circulação no varejo, o que aumenta a preocupação da agência em relação ao alcance da contaminação e à necessidade de comunicação rápida ao público.

Além disso, os testes também apontaram irregularidades em outras linhas da fabricante. No caso do Tixan Ypê, os lotes 254031 e 193021 entraram na lista de suspensão imediata. Já na linha Ypê Power Act, os lotes 190021, 223021 e 228031 foram confirmados como contaminados e, por isso, tiveram sua comercialização proibida em todo o território nacional. A Química Amparo, responsável pela produção, foi orientada a realizar o recolhimento imediato nos pontos de venda e centros de distribuição, garantindo que as unidades sejam retiradas rapidamente das prateleiras até que a situação seja completamente normalizada.



Por que a bactéria preocupa

A contaminação por Pseudomonas aeruginosa é considerada grave, principalmente por se tratar de uma bactéria altamente resistente e capaz de sobreviver em ambientes úmidos e em superfícies que entram em contato frequente com a pele. Embora em pessoas saudáveis os efeitos possam ser leves, como irritações cutâneas, o risco aumenta significativamente em indivíduos com sistema imunológico comprometido, como idosos, pacientes hospitalizados, transplantados e pessoas em tratamento de câncer. Nessas populações, a bactéria pode causar infecções respiratórias, urinárias e até quadros sistêmicos graves. A Anvisa reforça que, mesmo com a diluição do produto no uso doméstico, não há segurança garantida quando a contaminação é confirmada.

O posicionamento da fabricante

Após a notificação, a Química Amparo divulgou uma nota informando que segue padrões rigorosos de controle interno e que adotará todas as medidas determinadas pela Anvisa. A empresa afirmou que a contaminação foi identificada por análises externas e que apenas os lotes mencionados sofreram impacto. A marca também informou que está realizando o recolhimento voluntário e que consumidores poderão solicitar a troca das unidades afetadas. A companhia destacou ainda que está conduzindo uma investigação interna para identificar a origem da contaminação e evitar que situações semelhantes ocorram novamente.

O que os consumidores devem fazer

A recomendação para quem tem os produtos é cessar o uso imediatamente e verificar o número do lote na embalagem. Se a unidade estiver entre os lotes suspensos, o cliente deve contatar o SAC da Ypê para pedir a troca ou obter outras instruções. A Anvisa solicita que os usuários verifiquem as instruções oficiais antes de descartar os produtos, pois é dever da empresa recolher e destinar corretamente os itens contaminados.

Importância da fiscalização e impacto para o mercado

A decisão da Anvisa ressalta a importância fundamental da vigilância sanitária na preservação da saúde pública. Produtos de limpeza amplamente consumidos, apesar de sua ampla circulação e histórico de confiança, podem oferecer riscos quando há falhas na produção. Esta forma de ocorrência destaca a relevância de processos de fiscalização constantes e análises laboratoriais independentes, bem como a necessidade de estabelecer canais de comunicação eficientes com a população. O incidente deve levar o mercado a revisar internamente seus padrões de qualidade, além de reforçar as práticas de rastreamento e transparência em toda a cadeia de produção.

Fim da guerra: Putin ordena retirada das tropas ucranianas

Nesta quinta-feira, dia 27 de novembro, o líder da Rússia Vladimir Putin voltou a falar a respeito do fim da guerra contra a Ucrânia. A declaração foi feita para a imprensa, durante a viagem de Putin ao Quirguistão, país na Ásia Central que fazia parte da União Soviética (URSS). Durante a conversa com a imprensa, Vladimir Putin ordenou que as tropas da Ucrânia se retirem dos territórios onde estão, e fez ameaças a respeito de fazer a retirada delas à força, que faria com que a guerra entre as duas nações chegasse ao fim. A briga pelos territórios é uma das causas da Guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

A declaração

No Quirguistão, Vladimir Putin se dirigiu à imprensa para falar da guerra com a Ucrânia. O líder da Rússia disse que o conflito só chegará ao fim quando “as tropas ucranianas se retirarem dos territórios que ocupam”. Além disso, Putin disse que, caso o exército ucraniano não saia dos territórios, a Rússia o faria caso necessário. A declaração foi vista como uma ameaça militar às tropas ucranianas: Vladimir Putin deu a entender que a retirada seria à força.


Plano de paz dos EUA para guerra entre Ucrânia e Rússia (Vídeo: Reproduçao/YouTube/@CNN Brasil)


Além das declarações a respeito do exército da Ucrânia, o líder russo também falou a respeito do plano de paz e cessar-fogo feito pelos Estados Unidos. Segundo Vladimir Putin, o projeto americano poderá ser utilizado futuramente como base para outros acordos. 

Os territórios

A Rússia quer parte de quatro regiões ucranianas, que equivalem a quase 20% do território da Ucrânia. São elas as regiões de Luhansl, Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia. Tais localidades já foram anexadas pela Rússia a seu próprio território; porém, eles ainda não foram conquistados totalmente pelo exército russo. Por isso, a Rússia quer que a Ucrânia entregue os territórios e, caso isso não aconteça, o governo russo ameaça tomar as regiões à força. 

Bolsonaro não terá direito à saidinha de Natal após condenação em regime fechado

Após ser condenado a 27 anos de prisão, Jair Bolsonaro (PL) não passará o Natal fora da cadeia. Atualmente, o ex-presidente cumpre pena em regime fechado e, portanto, não poderá solicitar a chamada “saidinha” de fim de ano.

Segundo apuração de Pedro Venceslau no CNN 360°, mesmo a apresentação de recursos não altera esse cenário. Especialistas explicam que a Lei de Execução Penal restringe o benefício apenas a presos no regime semiaberto.

Lei limita benefício ao regime semiaberto

Ainda de acordo com a legislação vigente, a saída temporária exige cumprimento da pena em regime semiaberto. Bolsonaro, contudo, permanece em regime fechado, agravado pela avaliação de risco de fuga durante a prisão preventiva.

Além disso, a progressão de regime só poderá ocorrer após o cumprimento de 25% da pena. Na prática, isso significa cerca de seis anos antes de qualquer mudança jurídica significativa. Mesmo assim, futuras chances permanecem limitadas por alterações recentes na lei. Em 2024, o Congresso aprovou o chamado PL da Saidinha, que endureceu as regras do benefício.

Nova legislação endurece regras e amplia restrições

Em suma, a nova norma proíbe a saída temporária para condenados por crimes com violência ou grave ameaça. Esse critério se aplica aos crimes atribuídos a Bolsonaro, especialmente ligados à invasão das sedes dos Três Poderes. Assim, mesmo em eventual progressão ao semiaberto, o ex-presidente poderá continuar sem acesso ao benefício. Juristas afirmam que a vedação tende a se manter durante toda a execução penal.

Enquanto isso, decisões recentes do Supremo Tribunal Federal tratam das condições da prisão. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes autorizou visitas médicas sem necessidade de aval judicial prévio. Logo, a medida busca assegurar o acompanhamento de saúde durante o período de detenção. O ex-presidente está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.


Marmitas para Bolsonaro serão fiscalizadas (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)


Além disso, Moraes permitiu visitas restritas de alguns filhos de Bolsonaro. A Justiça definiu previamente um cronograma rígido para esses encontros. Cada visita tem duração máxima de 30 minutos e ocorre apenas em datas autorizadas. As regras visam manter controle absoluto sobre o acesso ao local.

Na última terça-feira (25), Moraes também autorizou a entrega de refeições especiais. A defesa alegou que Bolsonaro estaria recusando a alimentação fornecida pela Polícia Federal. Com isso, o STF mantém uma postura rigorosa quanto ao regime, mas preserva garantias básicas. O cenário indica que Bolsonaro permanecerá preso durante as festas de fim de ano.

PL suspende salário e funções partidárias de Bolsonaro

O Partido Liberal (PL) anunciou nesta quinta-feira (27), a suspensão da participação interna e da remuneração do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ocupava o cargo de presidente de honra da sigla. A medida ocorre após sua prisão e condenação, levando o partido a formalizar o rompimento de vínculos políticos e administrativos com o ex- mandatário.

O partido informou que a decisão passou por análise que levou em conta o impacto jurídico e político da condenação. Afiliados afirmam que a medida busca resguardar a imagem da sigla e cumprir as exigências legais após a prisão do ex-presidente. A legenda destaca que a suspensão segue o que determina a legislação diante da sentença. Com isso, todas as atividades internas exercidas por ele ficam oficialmente interrompidas.

Futuro político indefinido

O futuro político de Jair Bolsonaro segue indefinido diante da prisão, da condenação em última instância e da comunicação oficial de sua inelegibilidade ao TSE. A decisão do tribunal eleitoral de 2023 já o havia tornado impedido de disputar eleições até 2030, mas a sentença por ser líder da trama golpista abriu um novo debate sobre a duração real desse impedimento. Isso porque a legislação eleitoral permite diferentes interpretações sobre quando o prazo de inelegibilidade começa a valer, especialmente em casos de condenações graves.

Essa indefinição jurídica se soma ao impacto político causado pela condenação, que reduz a capacidade de articulação de Bolsonaro e pressiona seu grupo a reorganizar a liderança dentro da direita. Mesmo mantendo influência sobre parte de sua base, ele enfrenta um horizonte imprevisível, sem garantia de quando ou se poderá voltar a disputar eleições. Com isso, sua presença no debate público tende a permanecer restrita e dependente das decisões judiciais que ainda devem ser tomadas, reforçando a sensação de incerteza sobre seu papel no futuro político do país.


Detalhes sobre a decisão do partido (Vídeo: reprodução/ YouTube/ CNN BRASIL )


A prisão de Jair Bolsonaro

A prisão de Jair Bolsonaro, no sábado (22), acrescentou um novo capítulo à crise envolvendo o ex-presidente. A detenção foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes depois que a Polícia Federal identificou a violação das regras da prisão domiciliar, com o rompimento da tornozeleira eletrônica. A decisão considerou o risco de fuga e levou o caso ao extremo.

Desde então, o STF decidiu manter a prisão preventiva, entendendo que o descumprimento das condições impostas pela Justiça justifica a continuidade da custódia. A defesa tenta reverter o cenário, alegando motivos de saúde e pedindo o retorno ao regime domiciliar, mas o tribunal ainda não deu sinais de flexibilização. Enquanto isso, a detenção aumenta a pressão sobre aliados e intensifica a tensão em torno do futuro político e jurídico do ex-presidente.

Com o avanço dos desdobramentos judiciais e a continuidade da prisão preventiva, Jair Bolsonaro passa a enfrentar um cenário cada vez mais restrito, marcado por incertezas sobre seus próximos passos e pelo impacto político.

Procuradora-geral afirma que governo pedirá pena de morte para atirador de Washington

Nesta quinta-feira (27), a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, afirmou que ambos os soldados da Guarda Nacional dos Estados Unidos, baleados na quarta-feira (26) em Washington, continuam em estado crítico. Ela pediu orações pela vida deles e também afirmou que o mínimo de pena que o governo Trump propõe é prisão perpétua. Caso os soldados venham a falecer, será solicitada a pena de morte para o suspeito.

As autoridades conseguiram atirar e prender o suspeito, que foi levado ao hospital. Além disso, identificaram-no: o nome do suspeito é Rahmanullah Lakanwal, um cidadão afegão que chegou aos EUA em 2021. Esse atentado ocorreu na véspera do feriado de Ação de Graças, contra dois membros da Guarda Nacional na Praça Farragut — uma área turística de Washington.

Atentado em Washigton capital dos EUA

Os policiais atingidos pelo atirador faziam parte da tropa da Guarda Nacional que está na capital federal desde agosto deste ano, como parte de uma ação de repressão ao crime promovida pelo presidente americano, Donald Trump. Logo após os soldados serem atingidos pelo tiroteio, Trump pediu o envio de 500 agentes federais adicionais à capital, Washington.


Vídeo do momento que o atirador foi preso (Vídeo: reprodução/X/@ZuritaCarpio)


O suspeito chegou aos EUA em 2021, solicitou asilo em 2024, e a ele foi concedido no início deste ano. Com o ocorrido, o presidente Donald Trump pediu que seu governo reexamine os imigrantes afegãos que entraram no país durante o governo do ex-presidente Joe Biden e também atacou o ex-presidente pelo tipo de política de imigração que permitiu que Lakanwal permanecesse no país.

Guarda Nacional em Washington

A Guarda Nacional foi mobilizada para Washington em agosto, em uma operação dita de “emergência”, para apoiar no combate à criminalidade, na proteção de prédios federais e no auxílio às autoridades locais e federais. Isso levantou um grande debate sobre a utilização de tropas em território nacional, ainda mais quando usadas para questões de controle migratório.


Diretor do FBI Kash Patel com militares ao lado (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Brendan Smialowski)


Para concluir, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a ação fortalece a determinação do governo em manter a Guarda Nacional para garantir que Washington seja um lugar seguro. Portanto, o governo de Donald Trump ganha mais força em relação às questões que eram questionadas sobre imigrantes no país.