Bella Hadid é internada novamente por causa da doença de Lyme; entenda a condição

Na última quarta-feira, dia 17 de setembro, a supermodelo Bella Hadid compartilhou em uma rede social que está hospitalizada novamente. A razão são os sintomas debilitantes da Doença de Lyme. A modelo convive com a doença desde 2013, e já foi internada outras vezes. A Doença de Lyme é uma infecção bacteriana, transmitida pela mordida de um carrapato sugador de sangue, contaminado com a bactéria Borrelia burgdorferi

Bella Hadid e a doença de Lyme

A modelo contraiu a doença por volta dos 17 anos, quando ainda era estudante. Yolanda Hadid, mãe de Bella, e Anwar Hadid, irmão da modelo, também são portadores da doença. Bella Hadid já fez diversos tratamentos para a “Lyme Disease”, e já esteve hospitalizada mais vezes. A condição é tratada como doença crônica por Bella Hadid e sua equipe médica. Por causa da doença, a modelo se afastou das passarelas e da vida pública em 2023. Na época, o portal E! News divulgou que Bella precisava de uma pausa para se cuidar; e que a modelo estava sofrendo de sintomas intensos, como  batimentos cardíacos irregulares, dores nas articulações e dificuldade para respirar. 


Bella Hadid está internada novamente (Foto: reprodução/Instagram/@bellahadid)

Os sintomas da Doença de Lyme começam com um Eritema Migratório, mancha avermelhada em formato de alvo, clássico da Doença de Lyme. Depois, os sintomas evoluem para dores de cabeça, dores de garganta, calafrios, fadiga, dores musculares e pescoço rígido; que podem ser confundidos com sintomas de outras doenças. O tratamento precisa ser adequado, para que a Doença de Lyme não evolua e se torne crônica.

Doença de Lyme e seus famosos

Bella Hadid, Yolanda Hadid e Anwar Hadid não são os únicos famosos que sofrem da Doença de Lyme. A doença é comum na América do Norte (principalmente nos Estados Unidos e Canadá). Famosos como Avril Lavigne, Shania Twain, Justin Timberlake e Alec Baldwin são portadores da doença. Justin Timberlake quase cancelou a turnê “Forget Tomorrow” por causa da doença.

Senado autoriza venda de medicamentos em supermercados

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta-feira (17) o projeto de lei que autoriza a instalação de farmácias em supermercados. De autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), o projeto foi aprovado em caráter terminativo, ou seja, não precisa passar pelo plenário do Senado, a menos que haja recurso de, no mínimo, nove senadores para que isso ocorra. Caso não haja esse pedido, o texto segue diretamente para a Câmara dos Deputados.

A proposta foi apresentada como substitutivo ao Projeto de Lei 2.158/2023, do senador Efraim Filho (União-PB), e modifica pontos importantes da legislação atual sobre o comércio de medicamentos.

O que muda com o projeto?

O texto altera a Lei nº 5.991/1973, que trata do controle sanitário de medicamentos e outros produtos farmacêuticos. A versão original previa que medicamentos isentos de prescrição médica poderiam ser comercializados diretamente nas prateleiras dos supermercados, com acompanhamento de farmacêuticos. No entanto, após três audiências públicas, o relator Humberto Costa reformulou o texto.


Prateleiras com medicamentos (Foto: reprodução/ Bloomberg /getty images embed)


Agora, a proposta permite a instalação de drogarias completas dentro de supermercados, em espaços separados, respeitando todas as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A mudança foi considerada mais segura e tecnicamente adequada pelo relator, pois busca equilibrar o aumento do acesso da população aos medicamentos com a proteção à saúde pública.

Embora a proposta amplie a conveniência para o consumidor, é importante lembrar que a automedicação pode causar intoxicações e agravar quadros clínicos, mesmo com o uso de medicamentos comuns, como analgésicos e anti-inflamatórios, alertou Costa.

Como funcionará a medida na prática?

O texto aprovado determina que:

  • A farmácia instalada dentro do supermercado deve ser fisicamente separada das demais áreas do estabelecimento.
  • Deve haver presença de um farmacêutico durante todo o horário de funcionamento da drogaria.
  • A venda de medicamentos será restrita à área da farmácia, sendo proibida a exposição de remédios em gôndolas ou bancadas fora desse espaço.
  • Medicamentos sob controle especial deverão ser pagos antes da entrega ou transportados em embalagens lacradas até o caixa.
  • O uso de canais digitais (como aplicativos e sites) será permitido apenas para entrega, desde que respeitadas as normas sanitárias.

Emendas rejeitadas

Durante a análise do projeto, algumas emendas foram rejeitadas. Entre elas, a proposta do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que previa a possibilidade de venda de medicamentos sem a presença de um farmacêutico, e a do senador Marcos Pontes (PL-SP), que buscava proibir a comercialização de medicamentos com marcas próprias. Segundo o relator, essa última questão já é regulamentada pela Anvisa e deve ser debatida em um projeto específico.

Internação de Bolsonaro reacende debate sobre pré-síncope

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi novamente internado nesta terça-feira (16), no Hospital DF Star, em Brasília. A hospitalização ocorre menos de 48 horas depois de ter recebido alta do mesmo local, no qual realizou exames de rotina. Desta vez, o quadro que o levou de volta à unidade de saúde foi uma crise de soluços e vômitos, além de um episódio de pré-síncope, como descreveu a equipe médica.

A condição, embora não represente um desmaio completo, gerou preocupação e trouxe à tona a discussão sobre o que exatamente é a pré-síncope e os fatores que a desencadeiam. Também conhecida como quase síncope, a pré-síncope é a sensação iminente de que se vai desmaiar, mas sem a perda total da consciência. É um estado que pode durar de alguns segundos a poucos minutos e que traz consigo uma série de sintomas desconfortáveis e alarmantes.

Sinais e causas da pré-síncope

Entre os sinais mais comuns da pré-síncope, destacam-se a fraqueza repentina, suor frio, náusea ou sensação de estômago embrulhado, e palpitações cardíacas. O paciente também pode relatar dores abdominais e alterações na visão, como o embaçamento ou a percepção de pontos pretos. Tais sintomas, embora variem de intensidade, são indicativos de que algo está afetando o fluxo sanguíneo para o cérebro.


Matéria sobre internamento de Bolsonaro por pré-síncope (Vídeo: reprodução/YouTube/ O POVO)

A principal causa da pré-síncope é a diminuição do fluxo de sangue para o cérebro, um problema frequentemente associado a uma queda abrupta da pressão arterial. As razões para essa queda podem ser diversas, e incluem desde fatores emocionais — como ansiedade ou medo extremo — até condições físicas. A desidratação é uma causa comum, assim como o uso de certos medicamentos para pressão alta. Em alguns casos, problemas cardíacos subjacentes também podem ser a origem do problema.

Grupos de risco e o caso Bolsonaro

É importante notar que existem grupos com maior predisposição para esses episódios. Os principais fatores de risco para a pré-síncope incluem ter pressão alta ou diabetes. Histórico de tabagismo e a ocorrência prévia de episódios semelhantes também aumentam a probabilidade.

A condição é mais comum em mulheres do que em homens, embora possa afetar qualquer pessoa. A internação de Bolsonaro para monitoramento e exames aprofundados é um procedimento padrão, visto que a pré-síncope pode ser um alerta para condições de saúde que exigem atenção médica.

Usuários de Ozempic e Mounjaro relatam mudança no sabor da comida

Pesquisadores da Europa alertaram na segunda-feira (16) que cerca de 1 em cada 5 pessoas que usam Ozempic, Wegovy ou Mounjaro estão percebendo sabores alterados nos alimentos. O estudo envolveu 411 pacientes que usam esses medicamentos para controle de peso, testados entre março e julho na Áustria. Eles relataram comidas doces ou salgadas com gosto diferente.

A pesquisa foi feita pela Universidade de Bayreuth, em parceria com a Faculdade Médica de Viena, e publicada durante a conferência anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes. Os resultados surgiram após os participantes comentarem mudanças no paladar durante o tratamento.

A relação entre os remédios e o paladar alterado

Os medicamentos baseados em incretina atuam no cérebro e no intestino. Eles afetam receptores de fome e de recompensa. Assim, as mudanças no sabor podem surgir. De fato, participantes disseram que doces pareciam mais doces. Outros disseram que salgados tinham sabor intensificado.


Canetas de emagrecimento (Foto: Reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Além disso, os tratamentos também alteraram a sensação de saciedade. Muitos usuários relataram sentirem-se satisfeitos mais cedo. O estudo apontou que menos fome se tornou comum. E desejos alimentares diminuíram para grande parte dos que testaram.

Foram entrevistadas 411 pessoas, 148 usavam Ozempic, 217 Wegovy, e 46 Mounjaro. Todos fizeram uso por pelo menos três meses consecutivos. Pesquisadores perguntaram sobre sabor, apetite, desejos e mudanças de peso. Eles analisaram doce, salgado, ácido e amargo. Mudanças em doce ou salgado se destacaram. Já acidez e amargor mudaram pouco para quase ninguém. Resultados se ajustaram por fatores como idade, dose e índice de massa corporal.

Resultado para consumidores e médicos

Pessoas que usam esses medicamentos devem ficar atentas às mudanças de paladar. Isso pode ajudar médicos a ajustar dietas. Assim, se doce ficou exagerado ou salgado parece forte, conversar com profissional pode melhorar o tratamento.

Além disso, as alterações no sabor podem ser pistas de resposta ao uso. Se o apetite cai ou a saciedade aumenta, essas sensações associadas ao sabor alterado podem indicar efeito positivo do remédio. Entretanto, reclamações graves merecem investigação, para descartar outras causas de saúde. O estudo usou relatos dos próprios participantes. Assim, não há confirmação de causa e efeito. Também falta diversidade geográfica e alguns grupos pouco representados. É preciso replicar o estudo em outras populações.

Bolsonaro retira lesões na pele e recebe novos diagnósticos

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido neste domingo (14) a um procedimento no Hospital DF Star, em Brasília, para a retirada de oito lesões na pele, localizadas no tronco e no braço direito. O procedimento contou com anestesia local e sedação e, segundo boletim divulgado, ocorreu sem complicações. As amostras coletadas foram enviadas para análise anatomopatológica, que deve confirmar se alguma das lesões apresenta risco maior para a saúde.

Diagnósticos identificados

Durante a passagem pelo hospital, Bolsonaro também foi submetido a uma série de exames clínicos e laboratoriais. Os resultados apontaram um quadro de anemia por deficiência de ferro, condição que pode provocar fadiga, queda de imunidade e maior vulnerabilidade a infecções. Para corrigir o problema, os médicos optaram pela aplicação de ferro de forma intravenosa, considerada mais eficaz em situações de carência significativa.


Bolsonaro enfrenta problemas de saúde (Foto: reprodução/Arthur Menescal/Getty Images Embed)

Outro ponto de atenção foi identificado nos exames de imagem, que revelaram uma pneumonia residual ligada a um episódio recente de broncoaspiração, quando alimentos ou líquidos entram nas vias respiratórias de forma acidental. Embora a inflamação esteja em fase de recuperação, o caso ainda requer monitoramento para evitar complicações, como infecções pulmonares mais graves. Os especialistas reforçaram a necessidade de cuidados adicionais durante a reabilitação, combinando acompanhamento médico frequente, disciplina no tratamento e atenção a sintomas que possam indicar agravamento.

O boletim médico destacou ainda que o ex-presidente seguirá monitorado quanto a problemas crônicos que já enfrenta, como hipertensão e refluxo gastroesofágico. Todos esses fatores exigem acompanhamento regular e disciplina no tratamento.

Recuperação e próximos passos

Após a intervenção, Bolsonaro recebeu alta no mesmo dia e retornou à prisão domiciliar, onde cumpre decisão judicial desde agosto. O comunicado da equipe médica ressaltou que ele deve manter os cuidados estabelecidos e seguir o tratamento para os diferentes diagnósticos em andamento.

A avaliação definitiva sobre as lesões retiradas depende da análise laboratorial, que irá indicar se há necessidade de novas intervenções. Enquanto isso, o foco permanece na recuperação pós-procedimento e no controle das condições já diagnosticadas, garantindo estabilidade clínica no curto prazo.

Anemia por deficiência de ferro: conheça condição identificada em Jair Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o hospital neste domingo (14) após passar por um procedimento cirúrgico para retirada de lesões cutâneas. No entanto, o boletim médico também revelou que ele foi diagnosticado com anemia por deficiência de ferro, condição que pode comprometer a saúde e a qualidade de vida se não tratada adequadamente.

O que é a anemia por deficiência de ferro?

A anemia ferropriva é o tipo mais comum de anemia em todo o mundo. Ela ocorre quando o corpo não possui ferro suficiente para produzir glóbulos vermelhos em quantidade e qualidade adequadas. Essas células sanguíneas têm como função principal transportar oxigênio para todas as células do organismo.


Bolsonaro deixando o hospital neste domingo (14) e retornando para a prisão domiciliar (Vídeo: Reprodução/X/@JovemPanNews)

Sem ferro, a produção de hemoglobina — proteína presente nos glóbulos vermelhos que carrega o oxigênio — fica reduzida. Como consequência, o corpo apresenta menor capacidade de oxigenação, o que resulta em sintomas como cansaço extremo, fraqueza e dificuldade de concentração.

Sintomas e sinais de alerta

De acordo com especialistas, os principais sintomas da anemia ferropriva incluem:

  • cansaço excessivo e falta de energia;
  • irritabilidade e desânimo;
  • sensação de coração acelerado ao realizar esforços;
  • pele pálida, principalmente visível nos lábios e nas palmas das mãos;
  • queda de rendimento cognitivo.

A doença pode surgir de forma silenciosa, sendo muitas vezes descoberta apenas em exames de sangue. Quando não tratada, pode comprometer atividades do dia a dia e afetar diretamente a qualidade de vida.

Causas, tratamento e prevenção

A principal causa da anemia ferropriva está ligada a uma alimentação com baixa ingestão de ferro, comum na dieta moderna com alto consumo de alimentos ultraprocessados e pouca diversidade nutricional. Além disso, perdas de sangue, como em úlceras ou menstruação intensa, também podem contribuir para o quadro.

O tratamento geralmente envolve a reposição de ferro, seja por meio de suplementação ou pela adoção de uma dieta rica em alimentos como carnes vermelhas, feijão, lentilha, espinafre e outros vegetais verde-escuros.

A boa notícia é que a condição tem cura completa e após o tratamento, a melhora na disposição e no bem-estar é notável. Especialistas recomendam procurar um médico caso os sintomas persistam, para evitar complicações e garantir a recuperação plena.

Novas doses de Mounjaro são anunciadas no Brasil

A empresa farmacêutica Eli Lilly informou nesta segunda-feira (15), que trará ao mercado brasileiro novas versões de Mounjaro em dosagens mais elevadas. Segundo a companhia, as canetas contendo 7,5 mg e 10 mg de tirzepatida, substância ativa do remédio, estarão disponíveis nas farmácias a partir da segunda quinzena de setembro e da segunda metade de outubro, respectivamente. 

Dessa forma, os pacientes no Brasil passarão a ter acesso a quatro opções de concentração: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg e 10 mg. Todas as variações passaram por estudos clínicos e receberam aprovação quanto à segurança.

Preços e dosagens

A Eli Lilly comunicou estar satisfeita em ampliar as opções de dosagens disponíveis no Brasil. Com mais de um século de atuação e conhecimento consolidado na área de cardiometabolismo, a companhia destacou a relevância que o tratamento oferece para pessoas com diabetes tipo 2 e obesidade, ressaltando que agora esses pacientes terão acesso a opções mais potentes, pensadas para atender demandas médicas personalizadas.

A empresa informou ainda que as novas apresentações de Mounjaro serão incluídas no programa “Lilly Melhor Para Você”. Os valores máximos estipulados chegam a R$ 2.599,00 (7,5 mg) e R$ 2.999,00 (10 mg) nas compras realizadas online, enquanto nas farmácias físicas os preços serão de R$ 2.699,00 (7,5 mg) e R$ 3.099,00 (10 mg). Cada caixa corresponde a um mês de tratamento, contendo quatro canetas autoinjetoras.

Em nota oficial, a companhia destacou seu compromisso em manter o fornecimento do medicamento no Brasil, de forma a acompanhar o crescimento da procura. Desde 2020, já foram destinados mais de US$ 50 bilhões para ampliar a estrutura produtiva e garantir a disponibilidade do tratamento.

Outros medicamentos

A tirzepatida faz parte da classe das incretinas, fármacos utilizados para controlar os níveis de glicose no sangue e que também contribuem para a perda de peso. No Brasil, além do Mounjaro, já estão disponíveis outros medicamentos desse mesmo grupo, como a semaglutida, encontrada nas versões Ozempic e Wegovy.


Funcionamento e efeito do Mounjaro (Vídeo: reprodução/Youtube/@BBC News Brasil)

A expansão do uso dessas terapias no país acompanha o aumento das condições que elas tratam. De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 10% dos adultos brasileiros convivem com diabetes, enquanto 57% apresentam sobrepeso. Esse cenário coloca o Brasil entre os principais mercados para esse tipo de tratamento.

ANVISA proíbe fabricação e venda de produtos da Ervas Brasillis

Após inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), realizada na última sexta-feira (05), a empresa Ervas Brasillis Produtos Naturais LTDA teve mais de 30 produtos interditados, ficando proibida a fabricação, comercialização e uso dos mesmos, devido ao funcionamento irregular de uma fábrica que apresentava condições insalubres. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

Produtos e lotes

A empresa Ervas Brasillis, que comercializa produtos e suplementos de origem natural, foi alvo da fiscalização da ANVISA, que constatou que os alimentos eram produzidos em local sem as devidas licenças sanitárias e em ambiente impróprio.

Conforme o Decreto-Lei nº 986/1969, artigo 46, empresas que fabriquem ou comercializem qualquer tipo de alimento devem possuir licenças emitidas por órgãos sanitários competentes, sejam eles estaduais, municipais ou do Distrito Federal. A medida publicada no Diário Oficial da União determina a apreensão de todos os lotes e a proibição de fabricação, comercialização, importação ou propaganda de qualquer produto da empresa Ervas Brasillis.

A lista conta com 32 produtos, sendo alguns deles são: Tadala Natural Marca NB Nutrition; Hibisco Marca Ervas Brasil; Óleo de Girassol Ozonizado Marca Ozonlife; Creatina Marca Turbo Black Vitamin; Hibisco Marca Ervas Brasi; Lactoze sem Glúten Marca Turbo Black Vitamin; Graviola – Marca Ervas Brasil; Magnésio Treonato – Marca Turbo Black Vitamin; L-Arginina e Alanina – Marca Turbo Black Vitamin, entre outros.


Suplemento alimentar em pó (Foto: reprodução/ Pinterest / The New York Times )

A empresa

Segundo informações disponíveis na internet, a empresa Ervas Brasillis Produtos Naturais LTDA possui 17 anos de atuação, tendo sido fundada em 2008 no município de Marataízes, no estado do Espírito Santo. A empresa está sujeita a penalidade de multa conforme prevê a legislação aplicada pela ANVISA, além das proibições já determinadas.

Até o momento, não há informações sobre multas aplicadas ou previsão para a retomada das atividades da empresa em algum possível novo local.

FDA autoriza testes clínicos de transplante de rim de porco em humanos

Nesta segunda-feira (8), os Estados Unidos autorizaram os primeiros testes clínicos de transplante de rim de porco em humanos. A decisão da Food and Drug Administration (FDA) representa um marco histórico na medicina e abre caminho para que uma técnica inovadora possa, no futuro, ser aplicada em larga escala. A medida busca enfrentar a grave escassez de órgãos disponíveis para transplante, que hoje deixa milhares de pessoas em longas filas de espera.

Etapas para levar a inovação à prática clínica em escala

A técnica começa na pesquisa genética, com porcos modificados para reduzir riscos de rejeição — removendo antígenos glicânicos e inserindo genes humanos, além de desativar retrovírus por meio da ferramenta CRISPR. Já foram realizados transplantes em humanos sob diretrizes especiais: o primeiro foi em março de 2024, e o paciente faleceu por causas não relacionadas ao transplante. Em fevereiro de 2025, um segundo paciente, Tim Andrews, recebeu com sucesso um rim gene-editado da eGenesis, funcionando bem e livrando-o da diálise.


Porcos geneticamente modificados criados em fazenda no estado da Virgínia, EUA (Foto: reprodução/Andrew Caballero-Reynolds/Getty Images embed)


O passo seguinte foi a autorização da FDA, agência responsável pela regulação de alimentos e medicamentos nos EUA, para um ensaio clínico formal com 30 pacientes com mais de 50 anos, em diálise e na lista de espera por um rim humano — um avanço importante para validar a segurança e eficácia em ambiente controlado.

Panorama das inovações e questões éticas

O xenotransplante — uso de órgãos animais em humanos — vem avançando rapidamente. Além dos rins, corações de porco também são analisados em animais, com resultados promissores. No entanto, persistem desafios técnicos, como compatibilidade anatômica, diferença de temperatura corporal, longevidade do órgão e riscos imunológicos. No quesito ético, surgem debates sobre o bem-estar animal, consentimento informado dos pacientes, monitoramento de longo prazo e justiça no acesso à tecnologia. A FDA também envolveu pacientes e grupos de defesa nestes debates, valorizando transparência e ética durante os encontros EL-PFDD.

Uma nova era para os transplantes

A autorização dos testes clínicos marca o início de uma nova era na medicina de transplantes. Se os ensaios forem bem-sucedidos, porcos geneticamente modificados poderão se tornar uma fonte viável de rins, reduzindo drasticamente mortes na fila de espera. Porém, avanços científicos e vigilância ética devem caminhar juntos para que essa inovação beneficie a todos com segurança e justiça.

Dr. Matheus Alencar alerta sobre os riscos da chamada ‘farinha da felicidade’

A mistura conhecida como “farinha da felicidade”, que viralizou nas redes sociais prometendo emagrecimento rápido, melhora do humor e até regulação do intestino, tem gerado debates entre especialistas. Apesar de conter ingredientes saudáveis como linhaça, chia, aveia, amêndoas, psyllium e farinha de banana verde, médicos reforçam que não existe fórmula mágica para perder peso.

Segundo o médico Matheus Alencar, embora alguns desses alimentos apresentem fibras, proteínas e gorduras boas que podem contribuir para a saúde intestinal, cardiovascular e até para o aumento da saciedade, é importante compreender que nenhum deles, isoladamente ou misturados, será capaz de promover o emagrecimento. “Essas receitas acabam passando a ideia de uma solução milagrosa, quando, na realidade, podem até trazer riscos, como desconforto intestinal, interação com medicamentos, alergias e, em alguns casos, favorecer cálculos renais”, explica o especialista.

O médico ainda reforça que o consumo excessivo de farinhas, mesmo das chamadas funcionais, pode resultar em uma ingestão calórica maior do que o necessário, dificultando justamente a perda de peso. “O que sustenta um processo de emagrecimento saudável é o equilíbrio da alimentação balanceada, sono de qualidade, atividade física regular e controle do estresse. Nenhum produto isolado substitui esse conjunto de cuidados”, completa.

Embora alguns ingredientes da mistura possam, de fato, ser incluídos em uma dieta equilibrada e trazer benefícios quando consumidos nas quantidades adequadas, a orientação é sempre buscar acompanhamento profissional. “Antes de inserir qualquer moda alimentar no dia a dia, é fundamental entender as necessidades individuais e evitar riscos desnecessários. A saúde deve vir sempre antes da promessa de resultados rápidos”, conclui Alencar.