EUA firmam parceria de US$ 1 bilhão com AMD em projetos de supercomputadores e IA

A mais nova parceria entre os Estados Unidos e a AMD (empresa multinacional de tecnologia) foi oficialmente fechada no valor de US$ 1 bilhão, visando a construção de dois supercomputadores. A nova tecnologia promete impulsionar pesquisas em energia nuclear, tratamento do câncer, inteligência artificial e até segurança nacional.

Segundo o secretário norte-americano de Energia, Chris Wright, as máquinas que serão produzidas devem atuar em experimentos complexos, os quais consomem grandes quantidades de processamento massivo de dados. Wright ainda afirmou que os supercomputadores irão atuar na administração do arsenal de armas nucleares dos Estados Unidos.

Planos para a iniciativa

As pesquisas feitas pelos supercomputadores devem acelerar a descoberta de medicamentos, através de simulações de tratamentos do câncer. De acordo com o secretário de Energia, é esperado que entre os próximos cinco ou oito anos, a maioria dos cânceres estejam em “condições controláveis”, ou seja, não avancem tanto quanto hoje para o estado terminal.

Além disso, a tecnologia também deve atuar nas pesquisas de energia nuclear e energia de fusão. Cientistas e empresas estão realizando experimentos que buscam recriar a reação nuclear responsável pela criação do Sol, colidindo átomos leves em um gás de plasma. À Reuters, Wright declarou que estão tentando refazer o mesmo fenômeno, mas que mesmo com os progressos, ainda é necessário uma tecnologia mais avançada que inclui a computação dos sistemas de inteligência artificial, que a iniciativa produzirá.


Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Thomas Kronsteiner)

Computação e IA

Entre os planos para a parceria, estão incluídos dois sistemas. O primeiro computador, batizado de Lux, deve ser entregue em seis meses. Ele irá utilizar os chips de inteligência artificial MI355X da própria AMD, além de CPUs e chips de rede fabricados pela multinacional. A presidente da AMD, Lisa Su, afirmou que a implementação do Lux foi a mais rápida entre os supercomputadores.

Já o segundo computador, intitulado Discovery, será mais avançado, baseado na série MI340 de chips de inteligência artificial da AMD. Ele deve ser entregue em 2028, com previsão de operação para 2029. A iniciativa entre o governo e a empresa privada marca um avanço nos experimentos, utilizando novas tecnologias que prometem entregar resultados de pesquisas complexas através do uso da computação e da IA.

Astrofotógrafo registra imagem em alta definição da “galáxia do coração”

Uma imagem de tirar o fôlego registrada por Ronald Brecher mostra com impressionante definição a chamada Nebulosa do Coração (Heart Nebula). O registro revela detalhes magníficos da estrutura da formação cósmica, localizada na constelação Cassiopeia, ao lado de outras nebulosas.

O fotógrafo Ronald Brecher, responsável pela captura inovadora, divulgou a imagem através de uma postagem em seu site, onde também explicou o processo. Ele utilizou duas paletas de cores, chamadas de Hubble e Foraxx, para chegar ao resultado que divulgou. Segundo Brecher, ele nunca havia fotografado a nebulosa de forma completa utilizando uma paleta de cores de banda estreita, apelidando o trabalho de “divertido de processar”.

A fotografia

Brecher ainda divulgou que para produzir essa imagem utilizou a câmera astronômica QHY367C junto ao telescópio Sky-Watcher Esprit 70 EDX, em um processo que demorou mais de 40 horas para ser finalizado. O astrofotógrafo conduziu o trabalho durante setembro deste ano, no Canadá.

O desenvolvimento do pré-processamento da captura incluiu o uso de filtros, redução de ruído e ajustes de contraste, além do uso das paletas de cores para processamento de dados. Esse meticuloso trabalho feito por Ronald Brecher foi capaz de mostrar ao resto do mundo estruturas evidenciadas nunca vistas antes da Nebulosa do Coração, sendo um avanço extremamente importante para os estudos das galáxias.


A região destacada em vermelho mostra a região da Nebulosa do Coração, próxima da constelação de Cassiopeia (Foto: reprodução/Instagram/@astronomia_na_escola)

Nebulosa do Coração

A nuvem de gás é identificada através do código IC 1805, para a diferenciar tecnicamente de outras nebulosas. Localizada a aproximadamente 7.500 anos-luz do nosso planeta, ela está inserida na constelação Cassiopeia, em uma região chamada de Braço do Perseu. Essa região cósmica ainda abriga outras nebulosas, como a Nebulosa da Alma (IC 1848) e a Nebulosa Cabeça de Peixe (IC 1795). Além disso, milhares de estrelas relativamente jovens também estão inseridas nesta região, devido a forte emissão de gases cósmicos que acontece por ali.

Por ser uma área fácil de fotografar, não é necessário equipamentos extremamente tecnológicos, como os usados pela Nasa. A partir de telescópios amadores na Terra, é possível que astrofotógrafos registrem essa região do espaço, entretanto, a observação não será tão nítida.

Revolução na navegação: OpenAI lança o ChatGPT Atlas, redefinindo a experiência online

A OpenAI agitou o cenário tecnológico nesta quarta-feira (22), ao anunciar o ChatGPT Atlas, um navegador inovador que promete ser a resposta definitiva ao que navegadores estabelecidos como Chrome e Safari não conseguiram se tornar: um assistente conversacional integral. A principal disrupção do Atlas reside na integração nativa e profunda do poder do ChatGPT, eliminando a necessidade de o usuário se desdobrar entre múltiplas abas, ferramentas de busca e a interface de inteligência artificial.

Diferentemente dos gigantes atuais, que evoluíram com foco em velocidade, integração com seus ecossistemas específicos (Google e Apple, respectivamente) e o modelo tradicional de busca, o Atlas foi concebido desde sua fundação tendo um assistente conversacional como seu cerne operacional. A ambição, conforme expressa por Fidji Simo, CEO de Aplicações da OpenAI, é transformar o navegador em um “verdadeiro superassistente”, capaz de entender o contexto único do usuário — considerando histórico, páginas abertas e sessões logadas — para entregar respostas e sugestões em tempo real e altamente personalizadas.

Um assistente autônomo com inteligência contextual e controle de privacidade

Essa inteligência contextual permite comandos que redefinem a interação. O usuário pode, por exemplo, simplesmente solicitar ao assistente que “organize minhas abas” ou que “mostre os sapatos que vi ontem”, e o Atlas executa a tarefa de forma autônoma. Esta capacidade de atuar como um agente, preenchendo formulários, resumindo conteúdos densos ou automatizando fluxos de trabalho, posiciona o Atlas não apenas como um portal para a web, mas como um ambiente de produtividade autônomo.

A OpenAI também abordou as preocupações com privacidade inerentes a essa coleta contextual. O sistema permite ao usuário ativar ou desativar o armazenamento de “memórias”, mantendo o controle sobre o acesso do ChatGPT à sua navegação. Além disso, a empresa garante que, mesmo com a capacidade de aprendizado contextual, o conteúdo da navegação não será utilizado no treinamento de seus modelos de IA, e o tradicional modo anônimo permanece acessível.


Vídeo explicando como vai funcionar o navegador do ChatGPT (Vídeo: reprodução/YouTube/Salada_Tech)

O navegador que desafia Chrome e Safari com linguagem natural

A estratégia da OpenAI é clara: expandir seu domínio para além das aplicações de IA pura, penetrando em um dos mercados de software mais consolidados. Enquanto o Chrome detém a maior fatia do mercado global e o Safari é dominante nos dispositivos Apple, o Atlas desafia o status que com sua proposta de interface baseada em linguagem natural. Inicialmente lançado para macOS, o navegador chega de forma gratuita, com planos de expansão iminente para Windows, iOS e Android. Este movimento sinaliza o esforço da OpenAI em construir um ecossistema completo em torno do ChatGPT, consolidando-se como desenvolvedora de plataformas essenciais para o uso diário.

ChatGPT entra no mundo adulto: OpenAI vai permitir conteúdo erótico com verificação de idade

Na segunda-feira (21), uma publicação de Sam Altman no X (antigo Twitter) deixou a internet em alvoroço. Ele revelou que, a partir de dezembro, o assistente da OpenAI poderá gerar conteúdo erótico para adultos com verificação de idade. Apesar da novidade, o material será criado de forma a evitar que menores tenham acesso. Para quem utiliza o recurso no dia a dia — estudando, trabalhando ou pedindo conselhos —, a notícia foi inesperada.

A plataforma, uma das mais populares do mundo, vai se aventurar em um campo até agora pouco explorado. A principal dúvida agora é como isso vai funcionar — e até onde essa liberdade poderá ir.

A expectativa agora é grande entre os usuários. Muitos querem saber quais limites serão estabelecidos e como o conteúdo será moderado. Nos bastidores, equipes da OpenAI já discutem detalhes técnicos e regras para que a experiência seja segura e responsável.

Reações imediatas

Nos grupos de tecnologia e fóruns, o assunto dominou as conversas. Parte do público comemorou a novidade, vendo espaço para mais liberdade criativa. Outros, porém, demonstraram preocupação, falando em dilemas éticos, possíveis riscos legais e até distorções de uso. Logo surgiram comparações com outros assistentes, como o da xAI de Elon Musk, que já flerta com experiências de tom sexual.



“O erotismo sempre teve papel importante em como usamos novas tecnologias”, observou o economista Mark Valorian. Entre desenvolvedores e curiosos, o assunto seguiu girando em torno de segurança, limites e do impacto que isso pode ter no comportamento das pessoas.

Altman, por sua vez, acalmar os ânimos. Garantiu que o recurso será totalmente opcional, que nada será exibido sem consentimento e que a OpenAI quer equilibrar leveza com responsabilidade.

Entre ética e entretenimento

O formato ainda é um mistério. Textos, imagens e vídeos curtos estão entre as possibilidades. Há também a ideia de incorporar vídeos virais para tornar tudo mais dinâmico e interativo. O anúncio dividiu opiniões. “Mais uma forma de desumanizar mulheres?”, questionou a artista Luna Bean em seu perfil. Já o engenheiro Roubal Sehgal viu com bons olhos: “O assistente da OpenAI andava sério demais. Se voltar a ser leve, mas com segurança, melhor ainda”, comentou.

Essa decisão abre um novo capítulo para o assistente da OpenAI e talvez para o próprio uso da tecnologia no cotidiano. Tecnologia, desejo e ética se cruzam em um território ainda sem mapa definido. E, como toda fronteira nova, promete causar polêmica, curiosidade e muito debate.

Apple prepara lançamento do iOS 26.0.2 com foco em correções e estabilidade antes da chegada do iOS 26.1

A expectativa dos usuários era de que a próxima atualização do sistema operacional da Apple fosse o iOS 26.1, prevista para o fim de outubro. No entanto, novos indícios apontam que a empresa deve lançar antes uma versão intermediária: o iOS 26.0.2. Segundo informações divulgadas pelo portal MacRumors, engenheiros da Apple já estão testando internamente o novo software, o que indica que seu lançamento está muito próximo.

Deve chegar nessa semana

De acordo com o relatório, o iOS 26.0.2 deve chegar ainda nesta semana, antes da liberação do iOS 26.1. A previsão mais provável é que a atualização seja disponibilizada entre os dias 21 e 22 de outubro, embora possa ser adiada para coincidir com outros lançamentos da empresa.



iOS atualização da Apple (Foto: Reprodução/Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images Embed)

Coincidentemente, 22 de outubro marca também a chegada de novos produtos ao mercado — entre eles o iPad Pro, o MacBook Pro e o Apple Vision Pro, todos equipados com os novos chips M5. O iPad Pro, por exemplo, deve sair de fábrica com o iPadOS 26.0.1, embora com uma numeração de compilação diferente da atualmente disponível. Essa diferença técnica pode fazer com que a Apple opte por sincronizar os lançamentos do iOS e do iPadOS, retardando ligeiramente a chegada do 26.0.2.

Corrigir Bugs

Como de costume em atualizações intermediárias, o iOS 26.0.2 não deve trazer novos recursos, mas sim corrigir bugs e aprimorar a estabilidade do sistema, especialmente após os problemas relatados por usuários desde o lançamento do iOS 26. Além disso, a Apple deve incluir ajustes de segurança considerados urgentes, que não poderiam aguardar até a liberação do iOS 26.1.

A atualização deve contemplar principalmente os modelos mais recentes, como a linha iPhone 17 e o iPhone Air. Paralelamente, é esperado que a Apple também libere uma nova atualização de segurança para o iOS 18, voltada a quem ainda prefere não migrar para o ciclo do iOS 26.

Ainda que a Apple não tenha confirmado oficialmente as datas, o iOS 26.0.2 promete ser uma atualização essencial para garantir melhor desempenho e confiabilidade aos dispositivos da marca antes da próxima grande versão do sistema.

X anuncia venda de nomes de usuários inativos para assinantes Premium

O X, antiga plataforma Twitter, anunciou no último sábado (18) que vai vender nomes de usuários inativos por meio do novo sistema “X Handle Marketplace”. O recurso estará disponível apenas para assinantes Premium+ e Premium Business. A empresa informou que o objetivo é liberar identificadores abandonados e transformá-los em oportunidades exclusivas para marcas e criadores.

Como funcionará a venda dos nomes de usuários

Segundo o comunicado oficial da plataforma, o “X Handle Marketplace” permitirá que assinantes qualificados pesquisem e solicitem nomes de usuários inativos. A redistribuição ocorrerá de duas formas: gratuita e paga. Nomes considerados “prioritários”, compostos por combinações comuns ou genéricas, poderão ser solicitados sem custo. Já os “raros”, curtos, famosos ou com grande relevância cultural serão vendidos.


Rede social X (Foto:reprodução/Cheng Xin/Getty Images Embed)

Os valores desses “@” raros devem começar em US$ 2.500, o equivalente a cerca de R$ 13,4 mil, podendo ultrapassar a marca de um milhão de dólares. A venda será feita em formato de drops públicos ou por meio de convites diretos enviados a usuários selecionados. A decisão sobre quem pode comprar levará em conta critérios como engajamento, histórico na rede e relevância do uso pretendido.

Impactos e polêmicas da nova estratégia

A iniciativa faz parte da estratégia de Elon Musk para monetizar o X e valorizar assinaturas pagas. No entanto, o anúncio já gerou debates sobre ética e segurança digital. Especialistas alertam que a comercialização de identificadores pode aumentar disputas por nomes populares e incentivar práticas como a revenda de perfis por preços abusivos.

Mesmo assim, o X defende que a mudança trará mais organização e transparência ao sistema de usuários. A empresa também confirmou que os nomes adquiridos permanecerão congelados após a compra, impedindo que sejam reutilizados. Em breve, a rede deve lançar uma opção de redirecionamento pago, permitindo que contas antigas levem visitantes diretamente ao novo perfil do comprador. Com isso, o X dá mais um passo rumo à sua transformação em um ecossistema digital baseado em exclusividade e, principalmente, em lucros.

Instagram lança atualização com novo layout e navegação por toque deslizante

O Instagram anunciou, no sábado (18), uma grande atualização no aplicativo que muda a forma de navegar entre as seções da plataforma. Agora, os usuários podem deslizar a tela para alternar entre o feed, a busca, os Reels, a câmera e o perfil. A novidade, lançada globalmente pela Meta, busca tornar o uso mais fluido e intuitivo, inspirando-se no modelo adotado pelo TikTok, que conquistou o público com sua navegação rápida e imersiva.

Nova experiência de navegação no aplicativo

Com o novo layout, a Meta quer facilitar o acesso às principais ferramentas do Instagram e deixar o design mais limpo. A empresa incluiu também um atalho fixo para mensagens privadas na barra inferior, eliminando etapas e tornando a comunicação mais prática. A atualização já está disponível para Android e iOS e pode ser acessada após a instalação da versão mais recente do aplicativo.


Instagram tem atualização (Foto:reprodução/Oscar Wong/Getty Images Embed)

Além da mudança visual, o Instagram também otimizou o desempenho do aplicativo, prometendo tempos de carregamento mais curtos e maior estabilidade. A equipe da plataforma destacou que o objetivo é oferecer uma experiência mais interativa, priorizando a agilidade e a conexão entre os usuários. A atualização faz parte de uma série de testes que a Meta vem conduzindo para integrar melhor suas redes sociais.

Reações e próximos passos da plataforma

A novidade dividiu opiniões nas redes sociais. Muitos usuários comemoraram o novo visual e a fluidez da navegação, destacando que o app “ficou mais moderno e fácil de usar”. Outros, no entanto, criticaram a aproximação com o TikTok, alegando que o Instagram estaria perdendo sua identidade original focada em fotos e conexões pessoais.

A Meta afirmou que novas funcionalidades devem chegar nas próximas semanas, incluindo melhorias nas ferramentas de criação de conteúdo e novos filtros de segurança para adolescentes. A empresa reforçou que a atualização marca uma nova fase do Instagram, que busca consolidar-se como uma plataforma completa, combinando entretenimento, comunicação e criatividade em um único espaço digital.

A nova era das buscas: Inteligência artificial redesenha o jogo do SEO

As Ferramentas de Inteligência Artificial Generativa como ChatGPT, Gemini, Perplexity e o novo modo de busca do Google não são apenas novidades tecnológicas; elas representam uma profunda mudança no comportamento de busca online, ameaçando a visibilidade de conteúdos que, até então, prosperavam sob as regras do SEO (Search Engine Optimization) tradicional.

Desde que o Google se estabeleceu como o portal de informação dominante no final dos anos 1990, o SEO ditou o manual para quem desejava as primeiras posições. Contudo, a lógica mudou: em vez de clicar em um link, o usuário moderno busca uma resposta direta e completa fornecida pela própria IA. Este novo panorama exige uma adaptação urgente, definindo um novo conceito: o Generative Engine Optimization, ou GEO.

A nova disputa por citações nas respostas das IAs

O GEO, Otimização Generativa de Mecanismos, é a fronteira mais recente da estratégia digital. Ele não se concentra em disputar o ranqueamento tradicional, mas em garantir que marcas e sites se tornem as fontes citadas e referenciadas nas respostas sintetizadas pelas IAs. Conforme aponta Luiz Bernardo, Sócio-Fundador da Prosperidade Conteúdos, a adaptação é crucial. “O futuro das buscas é conversacional. O GEO está apenas começando, mas já redefine o papel do SEO tradicional. Em vez de disputar cliques, as marcas precisarão disputar citações nas respostas das inteligências artificiais. Quem entender essa lógica antes, vai sair na frente na nova era da descoberta digital”, afirma o especialista.


Conteúdo explicando o GEO (Vídeo: reprodução/YouTube/Tropical Hub)

A migração de cliques para citações exige uma recalibragem das táticas de conteúdo. Para garantir presença nas respostas generativas, é fundamental que as empresas produzam conteúdo que seja, acima de tudo, objetivo e solucionador. As IAs priorizam a clareza; textos que respondem a perguntas reais do público-alvo, com parágrafos curtos (entre 60 e 120 palavras) e foco direto no ponto, aumentam drasticamente as chances de serem citados. Ferramentas que mapeiam as dúvidas dos usuários, como o autocomplete do Google ou o AlsoAsked, tornam-se essenciais nesse processo.

Os pilares da relevância no GEO

Além da objetividade, a autoridade e a originalidade são fatores decisivos. Em um mar de informações genéricas, o conteúdo que se destaca é aquele que só a própria marca pode fornecer: estudos de caso, dados exclusivos, números de mercado e materiais visuais próprios, como gráficos e tabelas. Quanto mais embasado e singular o conteúdo, maior a sua “relevância” para os modelos de IA, que são treinados para identificar fontes confiáveis.

O GEO também expande o foco para além do website da empresa. A distribuição de conteúdo em múltiplos canais, como LinkedIn, YouTube, Medium e Reddit, é uma tática poderosa, especialmente quando o material inclui links para o texto completo. Além disso, formatos de dados estruturados e de fácil leitura, como PDFs, planilhas e checklists, são preferidos por diversos modelos de IA.


Conteúdo mostrando os números de pesquisa do GEO (Vídeo: reprodução/YouTube/Joabel Kasper)

 

A reputação digital nunca foi tão importante. Menções em veículos de imprensa, backlinks de sites confiáveis e avaliações positivas em plataformas como Google Meu Negócio e Reclame Aqui constroem a credibilidade que as IAs buscam ao selecionar uma fonte. Por fim, a arquitetura do site deve ser amigável para a leitura por máquinas. O uso de metadados, dados estruturados e a inclusão de seções de FAQ (Perguntas Frequentes) no final dos textos facilitam a compreensão e a extração de informações pelas plataformas generativas, aumentando a probabilidade de um trecho da página ser utilizado como a resposta definitiva. Ignorar o GEO é, em essência, optar pelo desaparecimento na principal via de busca da próxima década.

NotCo acelera expansão no Brasil e projeta crescimento de 45% até 2025 com apoio da inteligência artificial

A foodtech chilena NotCo, reconhecida por desenvolver alimentos à base de plantas com o auxílio da inteligência artificial, vive um momento de forte expansão no mercado brasileiro. Após consolidar sua presença em São Paulo — responsável por 79% das vendas da marca em 2024 —, a empresa aposta em uma estratégia nacional para ampliar seu alcance e prevê um crescimento de 45% em volume de vendas até o fim de 2025.

Novos Pontos

Com operações fortalecidas nas regiões Sudeste e Sul, a NotCo adicionou 1.300 novos pontos de venda neste ano e pretende alcançar 2 mil até dezembro. A meta inclui a ampliação da rede de distribuidores regionais, que deve passar de cinco para oito até 2026, e a entrada nos mercados do Norte e Nordeste, que estão em fase de negociação.

Segundo o CEO da NotCo no Brasil, André Weinmann, o avanço é resultado direto da demanda crescente por produtos mais saudáveis e sustentáveis.

“Nosso desafio agora é ampliar o acesso, garantir escala e permitir que mais pessoas experimentem a NotCo”, afirma o executivo.

Weinmann destaca que o crescimento vem tanto do fortalecimento em São Paulo quanto da chegada a novas praças. A empresa vem apostando em canais alternativos — como lojas menores, redes de produtos naturais e até farmácias , além de melhorar sua execução comercial para reduzir rupturas e garantir disponibilidade dos produtos. O e-commerce segue como peça-chave da estratégia omnichannel, com presença em plataformas como Amazon, Mercado Livre e Shopee, permitindo testes rápidos e lançamentos exclusivos.

Investe em parceria Logísticas

Para sustentar a expansão, a foodtech investe em parcerias logísticas regionais e em estratégias de marketing localizadas. A marca trabalha com influenciadores, nutricionistas e cafeterias de cada região, adaptando o tom da comunicação sem perder sua identidade. Weinmann explica que existem particularidades importantes no mercado; por exemplo, o produto NotCreme apresenta um desempenho especialmente forte no Rio de Janeiro.


 Fernando Machado, CMO da NotCo(Foto:Reprodução/ Eóin Noonan/Sportsfile for Web Summit Rio via Getty Images/Embed)


Com a IA no centro da operação, a NotCo busca manter sua vantagem competitiva frente a gigantes do setor que também investem em alimentos à base de plantas.

“O Giuseppe não cria apenas proteínas vegetais — ele ajuda a reduzir açúcar, sal e aditivos sem comprometer sabor e textura. É um sistema vivo, que aprende continuamente”, completa Weinmann.

A próxima aposta da empresa é explorar novas ocasiões de consumo, como o momento do lanche, com produtos mais naturais e convenientes. Um exemplo é o NotHotDog, lançado no Chile, que promete reinventar um dos itens mais tradicionais do cardápio com uma proposta 100% vegetal e livre de aditivos.

Instagram reforça controles para adolescentes e adota diretrizes no estilo PG-13

O Instagram anunciou nesta terça-feira (14) uma nova rodada de medidas para reforçar a segurança de adolescentes na plataforma. A rede social, pertencente à Meta, vai alinhar as configurações das chamadas “Contas para Adolescentes” às diretrizes usadas em filmes classificados como PG-13  categoria que permite algum conteúdo sugestivo, mas com restrições a temas inapropriados para menores de 13 anos.

Privacidade e filtros automáticos

A mudança amplia o pacote de proteções lançado no ano passado, que já incluía limites de privacidade e filtros automáticos contra publicações sobre violência, procedimentos estéticos ou automutilação. Agora, o aplicativo passará a ocultar ou deixar de promover postagens com linguagem forte e que incentivem comportamentos considerados perigosos, como acrobacias arriscadas ou o uso de drogas, incluindo maconha.

Adolescentes também não poderão seguir contas que compartilhem conteúdo inadequado para a idade. Aqueles que já acompanham perfis desse tipo perderão o acesso às postagens, comentários e mensagens diretas dessas contas. Além disso, o Instagram vai bloquear novos termos de busca, como “álcool” e “gore”, para impedir o acesso a conteúdos sensíveis.

Outro foco da atualização é o chatbot de inteligência artificial da Meta, que será ajustado para não oferecer respostas impróprias. Segundo a empresa, as interações com a IA devem seguir o mesmo padrão de um filme PG-13, evitando qualquer linguagem ou comportamento fora desse limite.

Mudou por conta das críticas

O movimento ocorre enquanto governos de vários países discutem regras mais rígidas para o uso de redes sociais por jovens. Na semana passada, a primeira-ministra da Dinamarca anunciou que crianças com menos de 15 anos serão proibidas de usar plataformas sociais, salvo com autorização dos pais a partir dos 13.


Um celular com algumas redes sociais (Foto: Reprodução/Jonathan Raa/NurPhoto via Getty Images Embed)

As mudanças ocorrem em meio a críticas crescentes sobre a eficácia das proteções oferecidas aos jovens. Um estudo recente de grupos de defesa da segurança infantil apontou que 60% dos adolescentes de 13 a 15 anos ainda encontraram “conteúdos inseguros ou mensagens indesejadas” mesmo com as configurações ativadas. A Meta rebateu o relatório, afirmando que ele é tendencioso e ignora experiências positivas relatadas por usuários.

A empresa também reagiu a reportagens da Reuters e do “Wall Street Journal” que denunciaram interações inadequadas entre o chatbot e adolescentes. Em resposta, a Meta informou que está reformulando o comportamento de suas IAs e limitando os personagens disponíveis para menores.

A nova atualização será liberada inicialmente para usuários adolescentes nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália e Canadá, e chegará aos demais países nos próximos meses. Além disso, os pais poderão ativar a função “Conteúdo Limitado”, que reforça os filtros e restringe interações e comentários em postagens.