Após 412 dias, opositores venezuelanos revelam bastidores de fuga histórica

Durante mais de um ano, cinco ativistas ligados à oposição venezuelana viveram confinados dentro da embaixada argentina em Caracas, sem qualquer garantia de salvo-conduto para deixarem o país em segurança. Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Humberto Villalobos e Omar González buscaram refúgio no local em março de 2024, após uma onda de prisões contra […]

25 maio, 2025
Foto destaque: Claudia Macero, Pedro Uchurrurtu e Magalli Meda, em agosto de 2024 na Embaixada da Argentina em Caracas. (Reprodução/EFE/Henry Chirinos)
Foto destaque: Claudia Macero, Pedro Uchurrurtu e Magalli Meda, em agosto de 2024 na Embaixada da Argentina em Caracas. (Reprodução/EFE/Henry Chirinos)
Opositores buscaram asilo na Embaixada da Argentina e ficaram 412 dias à espera

Durante mais de um ano, cinco ativistas ligados à oposição venezuelana viveram confinados dentro da embaixada argentina em Caracas, sem qualquer garantia de salvo-conduto para deixarem o país em segurança.

Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Humberto Villalobos e Omar González buscaram refúgio no local em março de 2024, após uma onda de prisões contra apoiadores de María Corina Machado, às vésperas das eleições presidenciais.

A espera foi longa. Foram 412 dias de sobrevivência silenciosa, com rotina limitada, sem luz por meses e sem água por semanas. “Imaginem ficar presos por mais de um ano no mesmo espaço, sem poder acender um interruptor”, contou Meda, emocionada. O grupo se uniu como uma família, sustentado pela esperança de que sair daquele ambiente fechado ainda seria possível.

Saída sob sigilo e críticas à diplomacia

A operação de retirada foi descrita pelos opositores como “uma das mais espetaculares já realizadas”. Embora os detalhes ainda estejam sob sigilo, os envolvidos negam qualquer negociação com o governo de Maduro. Segundo eles, a fuga foi planejada e executada com precisão, sem confronto e sem ruído.


Opositores de Nicolás Maduro desembarcaram nos EUA após resgate do governo americano. (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)

O grupo criticou a atuação da diplomacia tradicional, alegando que países como Brasil, México e Colômbia falharam diante do autoritarismo. Também pediram sanções mais duras, citando o financiamento do regime por meio de empresas estrangeiras, tráfico e exploração de recursos naturais. Para os ativistas, a liberdade conquistada é só o começo de uma nova fase de luta.

Crise venezuelana

A crise eleitoral na Venezuela se agravou após a divulgação dos resultados de 28 de julho, que deram vitória a Nicolás Maduro, mas sem apresentação das atas oficiais. A oposição, por sua vez, divulgou documentos que indicam vitória de Edmundo González, hoje asilado na Espanha. Desde então, cresceram as prisões e denúncias de perseguição política.

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