Nesta segunda-feira (16), o presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump se encontrou com o Shou Chew, CEO do TikTok na Flórida. Segundo informações, Trump está tentando reverter a proibição do aplicativo de vídeos no país, prevista para o dia 19 de janeiro.
Recentemente, em entrevista, Donald Trump afirmou que a rede social tem “um lugar especial” em seu coração, reconhecendo que o aplicativo teve impacto na sua vitória nas eleições presidenciais realizadas este ano.
“Vamos dar uma olhada no TikTok. Você sabe, tenho um lugar especial no coração para o TikTok, porque ganhei a juventude por 34 pontos, e há quem diga que o TikTok tem algo a ver com isso”.
Donald Trump
Na última semana, o Tribunal de Apelações rejeitou o pedido do TikTok para suspender a proibição no país.
Proibição
Em abril deste ano, o presidente Joe Biden sancionou um projeto de lei que obriga o aplicativo de vídeos, TikTok, a ser vendido para uma empresa americana, que seja segura aos olhos dos Estados Unidos. Se a ordem não for cumprida até dia 19 de janeiro de 2025. A rede social será banida em todo país.
Pelo fato do TikTok ser comandado por uma empresa chinesa, a ByteDance, os Estados Unidos afirma que a rede social apresenta um risco para o país, por coletar dados confidenciais dos usuários. Segundo políticos americanos, a China pode usar esses dados coletados como arma de espionagem. O TikTok negou todas as acusações.
Saúde mental
Quatorze estados americanos entraram com ações judiciais contra o TikTok, a justificativa seria de que o aplicativo estaria deteriorando a saúde mental dos jovens.
As reclamações abordaram diversos aspectos da rede social. Filtros de beleza, mecanismos que fazem os vídeos rolarem constantemente e vídeos de desafios que podem colocar o jovem em risco, são um dos principais assuntos abordados.
Essas ações foram vistas como uma pressão oficial dos Estados Unidos, fortalecendo o projeto de proibição do aplicativo no país.