Bolsonaro solicita ao ministro Alexandre de Moraes abatimento de pena

Nesta quinta-feira (8), a defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro protocolou um pedido ao relator do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes, solicitando autorização para que Bolsonaro participe do programa de remição de pena pela leitura de livros.

Bolsonaro cumpre uma pena de vinte e sete anos e três meses por tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito por meios ilegítimos, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e destruição de patrimônio protegido, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

No pedido apresentado pelos advogados do ex-presidente ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro solicita que ele seja incluído no programa de remição de pena pela leitura, previsto na Lei de Execução Penal e regulamentado por resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ou seja, é uma forma de o condenado reduzir o tempo de prisão por meio de atividades culturais ou educativas, como, no caso de Bolsonaro, pela leitura de livros.

Programa de remição de pena pela leitura de livros 

De acordo com as regras do programa, cada obra literária lida e avaliada pode resultar na remição de quatro dias da pena, ou seja, a condenação do preso é reduzida em quatro dias a cada resenha de livro aprovada pela comissão responsável.

Para isso, o preso deve apresentar um relatório escrito (uma resenha), que será submetido à análise dessa comissão responsável, normalmente formada pelo: Diretor da Superintendência da PF, responsável pela administração da unidade; Servidores da execução penal designados, como psicólogos, assistentes sociais ou profissionais com atribuição de execução penal; E Representante da Vara de Execução Penal ligada ao processo, como juiz ou oficial de justiça que acompanha a execução da pena.


Documentário sobre como funciona o programa de remição de pena pela leitura de livros (Vídeo: reprodução/YouTube/Companhia das Letras)


Os advogados de defesa do ex-presidente Bolsonaro afirmam que ele manifesta interesse em aderir formalmente às atividades de leitura, com o objetivo de desenvolver ações educativas compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena. A petição destaca que é necessária autorização judicial prévia para garantir o acesso aos livros e às condições materiais necessárias para a elaboração das resenhas exigidas.

A defesa solicita que o relator, ministro do STF Alexandre de Moraes, autorize a participação de Bolsonaro no programa e determine à administração da superintendência da PF que viabilize o acesso às obras e o registro das atividades. Isso permitiria a apresentação de futuros pedidos de abatimento da pena para Bolsonaro, que foi condenado a vinte e sete anos e três meses em regime fechado.

O pedido está atualmente sob análise do ministro Moraes. Caso seja aprovado, a administração penitenciária deverá proporcionar o acesso às obras literárias e garantir condições para que Bolsonaro elabore as resenhas exigidas pelo programa, possibilitando a redução de sua pena.

Situação do ex-presidente Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso no dia 22 de novembro de 2025, em razão da violação da tornozeleira eletrônica e por ser considerado risco de fuga, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Antes, o ex-presidente estava cumprindo prisão domiciliar, e com essa violação, perdeu o direito e agora cumpre em regime fechado.

Após essa prisão, Bolsonaro iniciou o cumprimento de sua pena de vinte e sete anos e três meses em decorrência da participação na trama golpista.


Médico de Bolsonaro falando sobre o estado de saúde dele (Vídeo: reprodução/YouTube/SBT News)


Para concluir, no Natal de 2025, Bolsonaro foi autorizado por Moraes a sair da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para realizar cirurgia de hérnia inguinal bilateral no Hospital DF Star, também em Brasília.

Entre os dias 26 de dezembro de 2025 e 1º de janeiro de 2026, o ex-presidente apresentou soluços persistentes e os médicos monitoraram a situação dele, devido à hipertensão e para a realização de exames de rotina. Outras avaliações incluíram endoscopia e controle de refluxo e gastrite.

Bolsonaro recebeu alta hospitalar no dia 1º de janeiro de 2026 e retornou à Superintendência da PF em Brasília para continuar cumprindo a pena.

Na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, ele sofreu uma queda dentro da prisão, batendo a cabeça. Foram realizados exames de tomografia e ressonância, e o quadro clínico foi considerado leve, sem necessidade de cirurgia. No mesmo dia, ele retornou à prisão e segue sendo monitorado pelos médicos e pela Polícia Federal.

Lula veta PL da dosimetria e mantém punições a Bolsonaro e envolvidos no 8 de janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente, nesta quinta-feira (8), o Projeto de Lei nº 2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria, que reduziria as penas do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A assinatura do veto ocorreu em cerimônia no Palácio do Planalto, durante evento que marcou os três anos das invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília.

A decisão mantém intactas as punições aplicadas aos réus do núcleo central da suposta tentativa de golpe, incluindo ex-ministros e militares condenados, e reforça o compromisso do governo com a responsabilização de crimes contra o Estado Democrático de Direito. O veto agora retorna ao Congresso, que poderá decidir por mantê-lo ou derrubá-lo.

Veto reforça punição e mantém condenações

Lula justificou o veto afirmando que a redução das penas poderia enfraquecer a responsabilização de envolvidos nos ataques aos Três Poderes. “Crimes contra a democracia devem ser punidos de forma rigorosa e sem exceção”, declarou durante a cerimônia, diante de autoridades e convidados.

Entre os condenados, além de Bolsonaro, estão Walter Braga Netto, Anderson Torres, Almir Garnier, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Mauro Cid. Alexandre Ramagem, que se encontra nos Estados Unidos, é considerado foragido pela Justiça brasileira. A decisão presidencial não altera suas punições, mantendo o cumprimento integral da pena e impedindo qualquer benefício de progressão de regime enquanto ele não se apresentar às autoridades.


Lula veta PL da Dosimetria (Vídeo: reprodução/YouTube/Metrópoles)


Vale lembrar que Lula já recebeu anistia por atos cometidos durante a Ditadura Militar. Na época, ele era líder sindical e foi preso por organizar greves no ABC paulista. Embora tenha sido perdoado como perseguido político, essa experiência não interfere nos processos atuais nem na decisão de vetar o PL da Dosimetria.

Congresso pode derrubar veto

Apesar do veto presidencial, deputados e senadores ainda podem analisar a proposta em sessão conjunta. Para que o veto seja derrubado, são necessários 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Caso isso ocorra, a lei entraria em vigor, mas ainda poderia ser questionada no Supremo Tribunal Federal.


Motta e Alcolumbre avaliam ter apoio para derrubar veto de Lula ao PL da Dosimetria (Vídeo: reprodução/YouTube/InfoMoneyNews)


A proposta aprovada no Congresso previa reduzir penas e antecipar progressão de regime para condenados pelos atos de 8 de janeiro, inclusive o ex-presidente Bolsonaro, que cumpre pena de mais de 27 anos na Superintendência da PF, em Brasília. A legislação atual, no entanto, exige cumprimento mínimo de 25% da pena antes de pleitear progressão; a lei em análise reduziria esse tempo para 16% em alguns casos.

O veto de Lula marca o terceiro aniversário dos atos e reforça a mensagem de que crimes contra a democracia não terão retrocesso. A decisão agora segue para análise do Congresso, mantendo o debate político aceso sobre o futuro das penas. De um total de 1.399 condenados, 179 permanecem em regime fechado em 8 de janeiro de 2026, incluindo pelo menos 20 idosos. Dados do STF mostram que cerca de 9% têm mais de 60 anos e muitos foram condenados a penas superiores a 10 anos, como Iracina Gosh, 72 anos, com 14 anos de prisão, e Vildet Guardia, 74 anos, com 11 anos, que tiveram suas prisões domiciliares revogadas.

Bolsonaro passa mal na prisão e é levado ao hospital

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante a madrugada desta terça-feira (6), sofreu uma queda dentro da cela onde está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e bateu a cabeça em um móvel. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que relatou preocupação com o estado de saúde do marido e afirmou que o atendimento médico só ocorreu pela manhã.

Relato feito por Michelle Bolsonaro

Em publicações nas redes sociais, Michelle Bolsonaro afirmou que o ex-presidente teve uma crise enquanto dormia e acabou caindo ao se levantar. Segundo ela, Bolsonaro “não está bem” e apresentou sinais de mal-estar durante a noite. A ex-primeira-dama também relatou que a cela permanece trancada no período noturno, o que teria impedido um atendimento imediato após a queda. O episódio só teria sido percebido oficialmente quando agentes da Polícia Federal foram chamá-lo pela manhã para receber visita.


Stories de Michele Bolsonaro sobre a saúde do marido (Foto: reprodução/Instagram/@michellebolsonaro)


Michelle descreveu o momento como angustiante e disse estar acompanhando de perto a situação médica do ex-presidente. Em tom de preocupação, afirmou que aguardava informações mais detalhadas sobre os primeiros atendimentos realizados e sobre as medidas que seriam tomadas a partir da avaliação clínica inicial.

Atendimento médico e avaliação inicial

Após o episódio, Jair Bolsonaro foi atendido por um médico da Polícia Federal e, posteriormente, avaliado por seu médico particular. De acordo com as informações divulgadas, o ex-presidente sofreu um traumatismo cranioencefálico leve em decorrência da queda. Os profissionais de saúde indicaram que, naquele primeiro momento, não havia sinais de gravidade, mas recomendaram observação clínica para monitorar possíveis complicações.

A Polícia Federal informou, em nota, que o atendimento foi prestado assim que a situação foi comunicada e que os ferimentos constatados foram leves. Segundo a corporação, não houve necessidade imediata de transferência hospitalar, mas o quadro segue sendo acompanhado por profissionais de saúde.



Possibilidade de exames complementares

Mesmo com a avaliação inicial indicando um quadro estável, a equipe médica considera a realização de exames complementares, como tomografia ou ressonância magnética, para descartar lesões mais graves em decorrência da pancada na cabeça. A realização desses exames, no entanto, depende de autorização judicial, já que Bolsonaro está sob custódia da Polícia Federal.

A defesa do ex-presidente já sinalizou a intenção de solicitar ao Supremo Tribunal Federal a liberação para que os exames sejam realizados em um hospital especializado em Brasília. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autorização ou sobre eventual transferência temporária para uma unidade hospitalar.

Histórico recente de problemas de saúde

O novo episódio ocorre poucos dias após Jair Bolsonaro ter recebido alta hospitalar. No fim de 2025, o ex-presidente passou por procedimentos médicos relacionados a uma hérnia inguinal e também tratou um quadro persistente de soluços, que vinha causando desconforto e exigiu acompanhamento clínico. Ele deixou o hospital no início de janeiro e retornou à custódia da Polícia Federal logo em seguida.

Desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro apresenta um histórico recorrente de internações, cirurgias e complicações de saúde. Ao longo dos últimos anos, essas condições têm sido frequentemente citadas por aliados e pela defesa como motivo de preocupação quanto à sua permanência em regime prisional.

Impactos no cenário jurídico

A saúde do ex-presidente já foi usada anteriormente pela defesa como argumento para pedidos de prisão domiciliar, sob alegação de razões humanitárias. No entanto, o Supremo Tribunal Federal negou as solicitações, entendendo que as condições médicas apresentadas até então não justificavam a mudança no regime de cumprimento da pena.

Com o novo episódio envolvendo queda e traumatismo leve na cabeça, a defesa pode voltar a pressionar o Judiciário por medidas alternativas, dependendo do resultado dos exames e da evolução do quadro clínico. Especialistas avaliam que qualquer decisão nesse sentido dependerá de laudos médicos detalhados e de pareceres técnicos.

Repercussão política e expectativa por novas informações

O caso teve forte repercussão política e nas redes sociais, com manifestações tanto de apoiadores quanto de críticos do ex-presidente. Enquanto aliados demonstraram preocupação com sua integridade física, opositores ressaltaram que o acompanhamento médico faz parte dos procedimentos previstos para presos sob custódia do Estado.

Até o momento, Jair Bolsonaro permanece na Superintendência da Polícia Federal, em observação. A expectativa é de que novas informações sobre seu estado de saúde sejam divulgadas após a conclusão de exames médicos e avaliações complementares, o que deve ocorrer nos próximos dias.

Eduardo Bolsonaro tem retorno imediato ao cargo na PF

A Polícia Federal determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função para a qual foi aprovado por concurso público antes de iniciar a carreira política. A decisão foi publicada oficialmente e estabelece que o parlamentar reassuma as atividades administrativas após o encerramento de seu mandato. O caso ganhou repercussão nacional por envolver um nome conhecido da política brasileira e por provocar reação imediata do próprio Eduardo Bolsonaro.

A determinação ocorre em meio a debates sobre deveres funcionais e obrigações legais de servidores públicos que se afastam para exercer mandatos eletivos. A medida também reacendeu discussões sobre a relação entre instituições do Estado e figuras públicas, especialmente quando decisões administrativas passam a ter impacto político e repercussão nas redes sociais.

Polícia Federal determina retorno ao cargo

De acordo com a Polícia Federal, Eduardo Bolsonaro deve retornar ao cargo de escrivão após o fim do vínculo com o mandato parlamentar. A corporação informou que a medida segue normas administrativas aplicadas a servidores concursados que se afastam temporariamente para exercer funções eletivas. Com o encerramento desse período, o retorno ao cargo de origem passa a ser obrigatório.

A decisão foi formalizada por meio de ato administrativo e estabelece prazos para que o retorno seja cumprido. Caso não haja apresentação para reassumir a função, podem ser adotadas medidas previstas na legislação que rege o funcionalismo público. A Polícia Federal ressaltou que o procedimento segue regras gerais e não se trata de uma decisão excepcional.



PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão (Vídeo: reprodução/YouTube/Metrópoles)


O cargo de escrivão envolve atividades internas da corporação, como registro de procedimentos, organização de inquéritos e apoio às investigações conduzidas pela Polícia Federal. Trata se de uma função técnica, exercida por servidores aprovados em concurso público e submetidos a normas específicas de conduta e atuação profissional.

A determinação chamou atenção por envolver um ex parlamentar de projeção nacional. Especialistas em administração pública destacam que a legislação prevê esse tipo de retorno como parte da rotina do serviço público, independentemente da visibilidade do servidor. Ainda assim, o caso ganhou destaque pelo posicionamento adotado por Eduardo Bolsonaro diante da decisão.

Reação de Eduardo Bolsonaro nas redes sociais

Após a divulgação da decisão, Eduardo Bolsonaro se manifestou publicamente por meio de suas redes sociais. Na publicação, ele criticou duramente a Polícia Federal e afirmou que não pretende se submeter à determinação. A fala teve ampla repercussão e foi compartilhada por apoiadores e críticos.

“Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal. Que a Gestapo faça o que bem entender com meu concurso público, jamais trocaria minha honra por um emprego na burocracia pública”, escreveu Eduardo Bolsonaro.

A declaração gerou reações imediatas no meio político e jurídico. Enquanto aliados demonstraram apoio ao posicionamento do ex parlamentar, críticos apontaram que o retorno ao cargo é uma obrigação prevista em lei para servidores públicos concursados. O uso de termos fortes também foi alvo de comentários e análises nas redes sociais.

A Polícia Federal não comentou diretamente a fala de Eduardo Bolsonaro, mas reforçou que a decisão segue critérios administrativos e legais. A corporação afirmou que todas as medidas adotadas têm base normativa e que eventuais descumprimentos são tratados conforme a legislação vigente.

O episódio também reacendeu o debate sobre a relação entre servidores públicos e a exposição política. Para especialistas, casos como esse evidenciam a necessidade de separar posições pessoais de deveres institucionais. A legislação estabelece direitos e obrigações claras, tanto para a administração quanto para o servidor.

Enquanto isso, o caso segue em acompanhamento. Caso Eduardo Bolsonaro não se apresente para reassumir o cargo, a Polícia Federal poderá adotar providências administrativas, conforme previsto em lei. Essas medidas podem incluir processos internos para apurar eventual descumprimento da determinação.

A situação mantém o nome de Eduardo Bolsonaro em evidência e amplia o debate sobre o funcionamento das instituições públicas. A decisão da Polícia Federal, somada à reação do ex-parlamentar, reforça como questões administrativas podem ganhar dimensão política e gerar ampla repercussão nacional.

O desfecho do caso dependerá dos próximos passos adotados tanto pela Polícia Federal quanto pelo próprio Eduardo Bolsonaro. Até lá, o episódio segue sendo acompanhado por autoridades, imprensa e pela sociedade, diante de sua relevância institucional e política.

Filipe Martins é detido após quebra de medidas cautelares

O ex-assessor do governo de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, foi preso no Paraná após determinação do Supremo Tribunal Federal. A prisão foi cumprida pela Polícia Federal e ocorreu depois da avaliação de que ele teria descumprido medidas cautelares impostas pela Justiça. O caso ganhou repercussão nacional por envolver um nome ligado ao antigo governo federal e a investigações sensíveis do cenário político recente.

A decisão judicial reacendeu debates sobre o andamento dos processos ligados a atos contra as instituições democráticas. Filipe Martins já era investigado por suspeita de participação em articulações consideradas antidemocráticas. Com a nova prisão, o episódio passou a ser acompanhado de perto por autoridades, juristas e pela opinião pública, que aguarda novos desdobramentos.

Prisão no Paraná e decisão no Supremo

A Polícia Federal cumpriu a ordem de prisão de Filipe Martins no estado do Paraná, onde ele se encontrava no momento da abordagem. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a decisão foi tomada após o entendimento de que o ex assessor não teria seguido integralmente as regras determinadas pela Justiça. As medidas cautelares haviam sido impostas justamente para garantir o andamento do processo sem necessidade de prisão imediata.

Entre os pontos analisados, está o cumprimento das restrições estabelecidas anteriormente, como limites de comunicação e conduta. A avaliação foi de que houve quebra dessas determinações, o que levou o Supremo Tribunal Federal a autorizar a prisão. Após a detenção, Filipe Martins foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.



Ex-assessor de Bolsonaro tem prisão decretada (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)


O caso ocorre em um contexto de investigações mais amplas relacionadas a ações que teriam como objetivo enfraquecer o Estado democrático de direito. Filipe Martins é citado em apurações que envolvem discussões internas e articulações políticas durante o período em que atuou como assessor especial da Presidência da República.

A decisão judicial foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que já conduz outros processos ligados ao mesmo conjunto de investigações. A atuação do ministro tem sido alvo de atenção constante, tanto por apoiadores quanto por críticos das medidas adotadas pelo Supremo em casos envolvendo figuras públicas.

Defesa critica prisão e fala em perseguição

A defesa de Filipe Martins reagiu de forma contundente à prisão. O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que a decisão do Supremo não se trata de uma medida cautelar, mas sim de uma ação motivada por vingança. Segundo ele, a prisão já representaria o início do cumprimento de uma pena, mesmo sem o encerramento definitivo do processo.

“Em verdade, hoje o STF coloca em prática aquilo que já queria desde 2019, quando o Filipe Martins foi selecionado como líder do gabinete do ódio. Hoje, Alexandre de Moraes coloca em prática aquilo que desde sempre queria: prender Filipe Martins. Não é uma medida cautelar, é uma medida de vingança”, declarou o advogado.

Ainda de acordo com a defesa, não teria havido descumprimento das determinações judiciais. Jeffrey Chiquini afirmou que, mesmo com o cumprimento das cautelares de forma rigorosa, a decisão pela prisão foi tomada de maneira unilateral. Para ele, a atuação do ministro não levou em conta argumentos apresentados pela defesa ao longo do processo.

“Trata se evidentemente de início de cumprimento da pena. Vejam que não importa provar ser inocente, não importa cumprir as cautelares de forma exemplar. O ministro Alexandre de Moraes decide como ele quer, da forma como ele quer, e a hora que ele quer”, completou o advogado.

As declarações reforçam a estratégia da defesa de questionar a legalidade e a motivação da prisão. O advogado afirmou ainda que pretende recorrer da decisão e buscar medidas judiciais para tentar reverter a situação. Segundo ele, o objetivo é garantir o direito de Filipe Martins a um julgamento justo e dentro dos parâmetros legais.

Enquanto isso, o Supremo Tribunal Federal mantém a posição de que a prisão foi necessária para assegurar o cumprimento das determinações judiciais e evitar riscos ao andamento do processo. A Corte não comentou diretamente as críticas feitas pela defesa, mas reiterou que as decisões seguem fundamentos jurídicos e avaliações técnicas. O caso segue em andamento e novas manifestações das partes devem ocorrer nos próximos dias.

Jair Bolsonaro passa por endoscopia, afirma boletim médico

Faltando apenas algumas horas para 2025 acabar, o ex-presidente Jair Bolsonaro irá se submeter a uma endoscopia para ver como está o seu intestino ainda nesta quarta-feira (31). Ele se encontra internado no hospital, visando a sua avaliação, para definir o que se pode fazer agora, após ter feito uma nova cirurgia para conter o seu quadro de soluços nesta terça-feira (30). A equipe que está a cargo de cuidar dele informou sobre haver cuidados médicos pós-operatórios relacionados à herniorrafia inguinal bilateral que foi realizada neste último sábado (27).

Entenda a situação do ex-presidente

Nesta terça-feira (30), o governante anterior a Lula havia deixado o centro cirúrgico após ter feito um novo procedimento para resolver a questão do quadro envolvendo problemas com soluços. Bolsonaro tem feito vários procedimentos cirúrgicos nos últimos dias. No momento, está cumprindo algumas necessidades de seu tratamento, seguindo em fisioterapia respiratória e terapia de CPAP noturno e algumas medidas de prevenção para a trombose. A ex-primeira dama, Michele Bolsonaro, confirmou que ele estará fazendo alguns procedimentos e disse que estão passando por situações difíceis atualmente.

Nestes últimos dias, estando internado no DF Star, localizado em Brasília, Bolsonaro passou por procedimentos para resolver esses problemas. Há uma possibilidade de alta nesta quinta-feira (1), podendo voltar para o local onde cumpre pena. O médico Claudio Birolini que faz o acompanhamento direcionado da saúde do ex-presidente, explicou ainda a respeito do porquê precisa mantê-lo até depois do réveillon.


Michelle Bolsonaro no dia 23 de novembro de 2025 (Foto: reprodução/Evaristo SA/Getty Images Embed)


Jair Bolsonaro: trajetória

Além de ter sido presidente do Brasil no período entre 2018-2022, ele também foi deputado durante muitos anos em sua carreira política. Também esteve no exército durante um período de sua vida, se envolvendo em várias polêmicas ao longo da carreira. Enquanto era presidente, teve que lidar com a pandemia entre 2020 a 2021, no meio de seu governo e com responsabilidade em administrar o país.

Ele esteve com o partido PSL quando foi eleito, mas acabou saindo e indo para o PL, assim tentando novamente a reeleição para um novo mandato 4 anos depois. No entanto, ao tentar continuar seu trabalho, acabou perdendo as eleições para Lula da Silva. No dia 22 de novembro, Jair Bolsonaro teve sua prisão domiciliar convertida para preventiva ao ser acusado de romper sua tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro segue internado após novas crises de soluços em Brasília

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro permanece internado em Brasília, no Hospital DF Star. Bolsonaro segue em observação após passar por uma cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral, realizada na última quinta-feira (25), durante o feriado de Natal. O estado de saúde do ex-presidente foi atualizado por um boletim médico neste fim de semana.

Saúde e procedimentos

Neste último domingo (28), o hospital divulgou um comunicado informando que Bolsonaro voltou a apresentar novas crises de soluços desde a noite de sábado (27) e, juntamente com isso, uma elevação da pressão arterial, mesmo já tendo passado por um procedimento para controlar esses episódios. Apesar das crises, os médicos destacaram que seu estado de saúde é “estável e sem soluços no momento”, sem sinais de agravamento clínico grave.


Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/Pablo Porciuncula/ Getty Images Embed)


As crises de soluço têm sido um dos maiores desafios no tratamento do ex-presidente desde sua última internação. De acordo com relatos de pessoas próximas a Bolsonaro, o episódio ocorrido na noite do dia 27 foi um dos mais intensos desde o início da internação, com contrações que se estenderam por horas.

Próximos passos

Segundo a equipe médica, o procedimento realizado foi um bloqueio anestésico do nervo frênico direito, responsável pelos impulsos enviados ao diafragma — principal músculo respiratório. O procedimento foi realizado com a intenção de interromper as contrações involuntárias que provocam soluços persistentes. Com o retorno dos soluços, a equipe médica informou que o ex-presidente fará novamente o mesmo procedimento; porém, desta vez, o nervo frênico esquerdo será bloqueado como complemento ao tratamento.

Ainda segundo o boletim médico, Bolsonaro continuará sob cuidados intensivos, incluindo fisioterapia, medidas de profilaxia de trombose, entre outros procedimentos que auxiliarão no monitoramento constante de seus sinais vitais.

Jair Messias Bolsonaro ainda cumpre sentença de mais de 27 anos por tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito. A autorização para a internação foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que Bolsonaro deixasse a prisão temporariamente para realizar os tratamentos médicos necessários.

Bolsonaro é submetido a procedimento após crise intensa de soluços

Os médicos de Jair Messias Bolsonaro decidiram realizar um novo procedimento após uma crise intensa de soluços persistentes. A princípio, o ex-presidente está internado em um hospital particular do Distrito Federal desde 24 de dezembro.

A intervenção cirúrgica foi executada neste sábado (27), após recomendação de perícia médica realizada na semana passada. Antes disso, a equipe tentou controlar o quadro com medicações, mas sem a resposta clínica esperada.

Procedimento foi indicado após falha do tratamento

Segundo os médicos, Bolsonaro apresentou uma crise forte de soluço na sexta-feira (26), o que prejudicou o descanso noturno. Diante disso, a equipe optou por um bloqueio do nervo frênico, indicado em casos persistentes. Desse modo, o procedimento reduz temporariamente a atividade do nervo que controla o diafragma. Assim, ele ajuda a interromper soluços que não respondem a tratamentos convencionais. A intervenção ocorre com anestesia local e aplicação de medicamento guiada por ultrassom.

Neste sábado (27), os médicos realizaram o bloqueio apenas do lado direito. Segundo os especialistas, não é recomendável bloquear os dois nervos simultaneamente. Por isso, uma nova intervenção está prevista para a próxima segunda-feira. Os médicos afirmaram que a cirurgia durou aproximadamente uma hora. Logo depois, Bolsonaro retornou ao quarto, consciente e orientado.

Internação segue com previsão de alta após nova avaliação

Após o procedimento, Bolsonaro iniciou sessões de fisioterapia como parte da recuperação. Além disso, a equipe manteve medicação para prevenção de trombose. Ainda segundo os médicos, a internação deve durar entre cinco e sete dias. No entanto, o prazo pode ser ajustado conforme a resposta clínica.

Se o novo bloqueio apresentar resultado positivo, a alta pode ocorrer após 48 horas. Caso contrário, outras alternativas poderão ser avaliadas gradualmente. Entre as possibilidades, estão aplicação de toxina botulínica ou crioablação do nervo.


Equipe médica esclarece situação de Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/Poder360)


No entanto, essas opções são consideradas fora da indicação padrão. A equipe médica reforçou que seguirá sempre a abordagem menos invasiva possível. Assim também, reavaliações periódicas vão orientar qualquer nova decisão terapêutica. A informação sobre o procedimento foi divulgada inicialmente pela esposa de Jair, Michelle Bolsonaro, nas redes sociais. Ela informou que o marido voltou ao centro cirúrgico na tarde deste sábado.

Bolsonaro já havia passado por cirurgia para tratar uma hérnia inguinal bilateral. O procedimento ocorreu após autorização do Supremo Tribunal Federal. A perícia médica concluiu que o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente adequado. Apesar disso, o laudo apontou que o procedimento não caracteriza urgência imediata.

Bolsonaro inicia fisioterapia e segue em tratamento após cirurgia

O ex-presidente Jair Bolsonaro iniciou sessões de fisioterapia como parte do processo de recuperação após procedimento cirúrgico recente. A informação foi divulgada em novo boletim médico, que também aponta o uso de medicação para prevenção de trombose. Segundo a equipe responsável, o quadro clínico é estável e o tratamento segue conforme o planejado.

O estado de saúde de Bolsonaro tem sido acompanhado de perto por médicos e divulgado por meio de notas oficiais. A atualização mais recente detalha as etapas da recuperação e reforça que o ex-presidente está sob cuidados contínuos, com foco na retomada gradual das atividades e na prevenção de complicações comuns no pós-operatório.

Detalhes do procedimento cirúrgico

No boletim médico, a equipe responsável detalhou como foi realizado o procedimento cirúrgico ao qual Jair Bolsonaro foi submetido. As informações foram repassadas pelo médico-cirurgião Cláudio Birolini, que conversou com jornalistas após a cirurgia. Segundo ele, a intervenção ocorreu dentro do esperado e teve como objetivo tratar um problema que já vinha sendo acompanhado pela equipe médica.

“Procedimento cirúrgico realizado hoje transcorreu de acordo com o previsto, que foi uma hernia inguinal bilateral dos dois lados, então o presidente tinha uma hérnia do tipo mista, direta e indireta e foi corrigida”, explicou o médico. De acordo com a equipe, a condição atingia ambos os lados da região abdominal e exigia correção cirúrgica para evitar complicações futuras.

Ainda conforme o boletim, a cirurgia incluiu etapas importantes para garantir maior segurança ao paciente. “Foi feita um reforço da parede abdominal e foi colocada uma tela de material plástico”, informou a nota médica. Esse tipo de procedimento é considerado comum nesse tipo de cirurgia e tem como finalidade dar mais sustentação à área operada, reduzindo o risco de novos problemas na região.

Os médicos também destacaram que não houve intercorrências durante a realização da cirurgia. O procedimento foi concluído sem complicações e o resultado foi avaliado como satisfatório pela equipe. Após o término da intervenção, Bolsonaro foi encaminhado para a área de recuperação, onde passou a ser monitorado de forma contínua.

Desde então, o ex-presidente segue em observação hospitalar e recebe os cuidados necessários para o período pós-cirúrgico. A equipe médica acompanha a evolução do quadro com avaliações regulares, seguindo protocolos específicos para esse tipo de procedimento. Segundo os médicos, todas as medidas adotadas visam garantir uma recuperação segura e dentro do esperado.

A divulgação detalhada das informações tem como objetivo trazer transparência sobre o estado de saúde de Jair Bolsonaro. Considerando o histórico de internações e cirurgias enfrentadas pelo ex-presidente nos últimos anos, a equipe reforça a importância do acompanhamento médico e da comunicação clara com a população.


Ex-Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL) (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Ton Molina)


Recuperação e cuidados após a cirurgia

Após a cirurgia, Jair Bolsonaro iniciou sessões de fisioterapia como parte do tratamento. O objetivo é ajudar na recuperação dos movimentos, melhorar a circulação e fortalecer o corpo durante o período de recuperação. De acordo com o boletim médico, as atividades são realizadas de forma gradual, respeitando as condições do paciente. Além disso, o ex presidente faz uso de medicação para prevenir trombose, um cuidado comum após cirurgias e períodos de repouso, adotado para reduzir o risco de formação de coágulos.

O boletim informa que Bolsonaro apresenta evolução positiva, sem registro de complicações até o momento. A alimentação está sendo retomada aos poucos, assim como atividades leves, sempre com acompanhamento médico. A orientação é manter repouso e seguir corretamente os horários dos medicamentos e das sessões de fisioterapia. Os médicos também recomendaram que as visitas sejam limitadas para garantir o descanso necessário, enquanto o acompanhamento segue contínuo, com avaliações diárias e divulgação de novas informações conforme a evolução do quadro.

A equipe médica reforçou que o tratamento segue conforme o planejamento inicial e que não há previsão de mudanças no momento. A expectativa é de que a recuperação aconteça de forma gradual, respeitando o tempo necessário para a cicatrização e o fortalecimento do organismo. Novos boletins devem ser divulgados caso haja qualquer alteração no quadro clínico ou avanço significativo no processo de recuperação.

Bolsonaro é internado em hospital para realizar cirurgia de hérnia

Jair Bolsonaro (PL), deixou a Superintendência da PF em Brasília nesta quarta-feira (24), véspera de natal, e foi internado no Hospital DF Star, que fica a cerca de 5 a 7 minutos da Superintendência, para realizar uma cirurgia para hérnia inguinal bilateral.

O ex-presidente é internado após autorização do STF e do ministro Alexandre de Moraes para deixar a sede da Polícia Federal, onde está preso atualmente. Bolsonaro deixou a sede da PF por volta das 9h30, e chegou ao hospital em cerca de cinco minutos. Esta é a primeira vez em 32 dias que o mesmo deixa a prisão.

Internação e cirurgia

A cirurgia interventiva de hérnia inguinal bilateral será a oitava cirurgia de Jair. A expectativa é de que a equipe médica chegue a Brasília nesta quarta-feira (24), o procedimento cirúrgico irá ocorrer no dia do natal (25).


PF levando Jair Bolsonaro ao hospital DF Star em Brasília (Foto: Reprodução/SERGIO LIMA/Getty Images Embed )


Em entrevista à CNN, o cirurgião Cláudio Birolini e a equipe médica responsável pela cirurgia de Bolsonaro, estimam ao menos uma semana de internação após a cirurgia. O procedimento cirúrgico é considerado seguro, de baixo risco, com recuperação rápida e geralmente costuma durar cerca de três horas.

Determinações de segurança

Alexandre de Moraes detalhou as determinações de segurança e como será cada etapa da internação do ex-presidente. 

  • Estabeleceu que a transferência de Bolsonaro para o hospital deveria ocorrer sem aparição pública e de maneira discreta, com desembarque feito pelas garagens do hospital.
  • Determinou segurança e fiscalização 24 horas por dia, com no mínimo dois policiais federais posicionados na porta do quarto, contando também com equipes dentro e fora do hospital.
  • Moraes proibiu a entrada de telefones celulares, computadores e quaisquer dispositivos eletrônicos no quarto onde Bolsonaro está instalado, exceto, claro, os equipamentos médicos. 
  • O ministro autorizou que Michelle Bolsonaro (PL) acompanhe Jair Bolsonaro. Os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro também pediram para ser acompanhantes do pai, mas o pedido foi negado por Moraes. Os filhos podem recorrer a visitas mediante prévia autorização judicial.