Eduardo Bolsonaro encerra licença e pode perder mandato por ausência na Câmara

A licença de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Câmara dos Deputados termina neste domingo (20), após 120 dias fora do Brasil. O parlamentar corre o risco de perder o mandato por descumprir o regimento interno da Casa.

O filho do ex-presidente deve apresentar justificativas válidas para suas ausências, já que a Câmara exige presença mínima nas sessões ordinárias.

Desde fevereiro, Eduardo vive nos Estados Unidos e o anúncio da licença veio em março. Anteriormente, o STF tornou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado. Contudo, embora não seja formalmente investigado no mesmo processo, o deputado tem sido alvo das críticas das instituições brasileiras.

Investigação e moradia nos EUA

Eduardo Bolsonaro é alvo de apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) por possível obstrução de justiça, coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A PGR afirma que o parlamentar promoveu ataques às instituições brasileiras enquanto estava nos EUA.

Além disso, o parlamentar ignorou as solicitações da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. A omissão compromete o andamento das investigações. 


Eduardo Bolsonaro questiona ficar nos EUA ou voltar ao Brasil (Vídeo: reprodução/Instagram/@bolsonarosp)


Ainda assim, Eduardo pensa em promover mudanças no regimento da Câmara. Ele propõe ampliar a possibilidade de licenças consecutivas ou permitir que parlamentares permaneçam no exterior por tempo indeterminado.

Repercussões políticas e impacto nas relações internacionais

A licença do deputado também ganhou visibilidade internacional. Após o presidente Donald Trump anunciar um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, membros do governo atribuíram a medida a articulações de Eduardo e Jair Bolsonaro. A oposição acusou o ex-presidente do Brasil e seu filho de contribuírem para o agravamento das relações comerciais entre Brasil e EUA.

Nesse ínterim, Eduardo reforçou a tensão ao apoiar Trump nas redes sociais e pedir sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. Analistas apontam que a estratégia tenta pressionar o STF e enfraquecer a atuação do ministro, responsável por inquéritos que envolvem aliados do bolsonarismo.

No cenário político, cresce a pressão para que o deputado preste contas à Câmara. Eduardo Bolsonaro foi o terceiro mais votado em São Paulo em 2022 e agora vê seu futuro político ameaçado por sua ausência prolongada.

Marco Rubio revoga vistos americanos de Alexandre de Moraes, aliados e familiares

O secretário de Estado do governo dos Estados Unidos, Marco Rubio, revogou nesta sexta-feira (18) os vistos americanos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, de seus aliados na Corte, bem como de seus familiares imediatos. 

Em publicação no X (antigo Twitter), Rubio disse que “o presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro da Suprema Corte da Justiça Federal Brasileira Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão vasto que não apenas viola os direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil para atingir americanos”


O anúncio da revogação foi feito por meio de rede social (Foto: reprodução/X/@SecRubio)

O Departamento de Estado dos EUA publicou uma nota dizendo que “esta política de restrição de visto está de acordo com a Seção 212 (a) (3) (C) da Lei de Imigração e Nacionalidade, que autoriza o Secretário de Estado a tornar inadmissível qualquer estrangeiro cuja entrada nos Estados Unidos ‘teria consequências adversas potencialmente graves para a política externa’”

O anúncio não deixa claro quem seriam exatamente os aliados de Moraes. A BBC News Brasil questionou o Departamento de Estado americano sobre quem seriam as pessoas específicas além de Moraes afetadas pela sanção, contudo a resposta foi que não haveria nada mais a ser compartilhado sobre o assunto. 

Eis o CUSTO MORAES para quem sustenta o regime.

Eduardo Bolsonaro

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, reagiu com satisfação à medida do governo americano em publicação no X e deu a entender que as ações não vão parar por aí.

O que motivou a ação do governo americano

A decisão ocorreu algumas horas após a Polícia Federal (PF) realizar buscas e apreensões, além de determinar o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre 19h e 6h do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Donald Trump. 

Bolsonaro passou a usar o dispositivo nesta sexta-feira, por ordem do STF e a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), assinado por Paulo Gonet. 

Moraes justificou as medidas cautelares pela caracterização de crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania por parte de Bolsonaro.

A determinação é resultado do inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro no governo Trump a fim de promover retaliação e sanções contra o governo brasileiro e os ministros do STF, em um esforço para interromper o prosseguimento da ação penal sobre a tentativa de golpe, da qual o pai é réu. 


Há indícios do envolvimento dos Bolsonaros, pai e filho, no ataque americano à soberania brasileira (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)

O deputado está de licença de seu mandato parlamentar desde março deste ano, quando foi morar nos Estados Unidos. O período de licença se encerra neste domingo (20). 

A PGR esclareceu que havia um risco concreto de fuga e de intimidação a autoridades brasileiras por parte do ex-presidente. Além de usar tornozeleira eletrônica, Bolsonaro está proibido de acessar embaixadas ou manter contato com diplomatas de outros países.

Aliados de Bolsonaro pedem sanções contra Moraes

Bolsonaristas solicitam há meses ao governo dos EUA o uso da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, porém a revogação do visto não representa a aplicação deste dispositivo legal. 

A lei em questão entrou em vigor em 2012, com o apoio de republicanos e democratas, durante o governo de Barack Obama. O objetivo da lei é punir indivíduos que violarem os direitos humanos, de acordo com a Casa Branca. 

A Lei Magnitsky também é conhecida como “pena de morte financeira” porque impõe fortes sanções a estrangeiros: não podem ter conta bancária nos EUA, nem portar cartão de crédito de nenhuma das grandes operadoras norte-americanas. Além disso, instituições financeiras globais podem ser obrigadas a congelar ativos, fechar contas e cancelar os cartões de crédito do indivíduo sancionado. 

O nome da lei tem origem em uma homenagem a Sergei Magnitsky, advogado russo que foi preso e supostamente torturado em uma prisão por investigar crimes relacionados à lavagem de dinheiro e corrupção na Rússia. Magnitsky morreu no cárcere e o caso inspirou legisladores americanos a sancionar e punir os envolvidos nessa investigação e na morte do advogado. 

Eduardo Bolsonaro busca apoio de Trump para sanções contra Moraes

Segundo relatório do jornal The Washington Post, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem sido alvo de uma articulação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com aliados do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para pressionar o governo americano a impor sanções contra Moraes. A iniciativa acontece em meio a uma escalada de tensões políticas e judiciais entre o bolsonarismo e o Judiciário brasileiro.

Eduardo Bolsonaro amplia articulação para promover sanções contra Moraes

De acordo com o The Washington Post, Eduardo Bolsonaro tem participado de reuniões com congressistas republicanos e membros da administração Trump, buscando apoio para aplicar sanções contra Moraes com base em supostas violações de direitos humanos e abusos de autoridade. O objetivo é enfraquecer a influência do ministro, responsável por importantes inquéritos envolvendo aliados de Jair Bolsonaro.

A estratégia prevê a imposição de sanções econômicas, como congelamento de bens e restrições de viagem, além de medidas diplomáticas que possam pressionar o ministro e o STF. Fontes afirmam que essa articulação faz parte de um esforço mais amplo para internacionalizar a disputa política no Brasil.



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/X/@BolsonaroSP)


Contexto político internacional e alianças da direita

A mobilização de Eduardo Bolsonaro acontece em sintonia com movimentos de direita conservadora global, que buscam apoio entre setores políticos nos Estados Unidos para influenciar decisões internas brasileiras. Ele mantém relação próxima com figuras como Steve Bannon, ex-estrategista de Donald Trump, que critica publicamente decisões do STF.

Essas conexões reforçam a pressão para que as autoridades estadunidenses adotem medidas punitivas contra Moraes, em resposta à cassação de mandatos políticos e bloqueios de redes sociais relacionados à disseminação de desinformação.

Repercussões diplomáticas e resposta institucional

Até o momento, o STF não se pronunciou oficialmente sobre as movimentações para aplicar sanções contra Moraes. No entanto, especialistas em direito constitucional alertam para os riscos de interferência internacional nas decisões judiciais brasileiras, o que pode comprometer a soberania do país.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) não comentou o caso, mas diplomatas indicam preocupação com o impacto negativo que essa articulação pode gerar nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.


Após operação da PF contra o pai, Eduardo Bolsonaro critica Moraes e defende tarifaço dos EUA

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro se pronunciou ao meio dia de hoje (18), diretamente dos Estados Unidos, através das redes sociais, sobre a imposição de medidas restritivas a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

Há tempos denunciamos as ações do ditador Alexandre de Moraes — hoje, escancaradamente convertido em um gangster de toga, que usa o Supremo como arma pessoal para perseguições políticas”, publicou Eduardo Bolsonaro no X.

Jair Bolsonaro foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira em Brasília. Ele está proibido de usar redes sociais, de manter contato com diplomatas estrangeiros e de se aproximar de embaixadas, além de precisar usar tornozeleira eletrônica. Ele também deve permanecer em casa no período noturno, das 19h às 7h.

Legislador atribui ação do STF às tarifas de Trump

Na rede social X, Eduardo Bolsonaro disse que a ação da Polícia Federal se deu como uma forma de provocar o presidente americano, Donald Trump, após a imposição de tarifas de 50% a exportações brasileiras aos EUA. 


Eduardo Bolsonaro se manifesta no X diante da operação da PF contra o pai (Foto: reprodução/X/@BolsonaroSP)


Na ocasião, Trump afirmou que o tarifaço, como ficou conhecido, se devia a uma suposta perseguição ao ex-presidente brasileiro, embora especialistas apontem que a política externa de Lula baseada no fortalecimento dos BRICS e aproximação com a China possa ter influenciado a decisão.

A declaração do deputado federal brasileiro se dá em um contexto de crescentes tensões entre a diplomacia americana e brasileira.

Aumenta o cerco contra Jair Bolsonaro

O risco de deixar o país e o suposto atentado à soberania nacional, através de interferência judicial e apoio à sobretaxação americana, fizeram com que o STF autorizasse a operação da Polícia Federal desta sexta-feira. 

Jair Bolsonaro é investigado por tentativa de golpe de Estado. Na segunda-feira (14), a Procuradoria Geral da República apresentou as alegações finais no caso e pediu a condenação do ex-presidente por cinco crimes. O próximo passo é o julgamento pelo Superior Tribunal Federal.

Lula critica chantagem de Trump e critica aliados brasileiros em discurso na TV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu em rede nacional de rádio e televisão na noite desta quinta-feira (17) para comentar a nova tarifa imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Segundo Lula, a decisão do presidente norte-americano Donald Trump de elevar em 50% os impostos é uma tentativa de forçar o Brasil a ceder politicamente. O presidente também se mostrou irritado com o apoio de políticos brasileiros à medida, chamando esse comportamento de traição ao país.

Trump enviou uma carta ao governo brasileiro alegando que a decisão teria sido tomada por conta de “ataques à liberdade de expressão” e “problemas com o sistema democrático brasileiro”. Lula disse que o conteúdo da carta traz informações falsas e representa um desrespeito à relação entre os países. Ele lembrou ainda que o Brasil tentou negociar com os EUA, realizando mais de dez encontros oficiais, além de enviar uma proposta formal no dia 16 de maio, que nunca foi respondida.

Críticas a políticos brasileiros que apoiaram a tarifa

Durante o pronunciamento, Lula demonstrou frustração com figuras brasileiras que, mesmo diante das consequências econômicas da nova tarifa, apoiaram a decisão de Trump.

Não é um gringo que vai dar ordem a este presidente da República”, afirmou Lula ao comentar a postura de Trump.


Lula alerta que interferir na justiça brasileira ameaça a soberania do país (Vídeo: Reprodução/YouTube/@canalgov)

Sem citar nomes, ele afirmou que existem políticos no país que apostam no caos para se beneficiarem politicamente. Entre os nomes apontados nos bastidores está o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março e tem defendido publicamente a medida. Eduardo é investigado pela Polícia Federal por suspeita de articulação internacional contra instituições brasileiras.

Defesa do Pix e recado aos EUA

Outro ponto levantado por Lula foi a investigação aberta pelos EUA sobre serviços de pagamento eletrônico no Brasil. Apesar de o Pix não ter sido citado diretamente, o governo brasileiro entendeu que o sistema está sendo alvo da ofensiva. O presidente reagiu com firmeza, dizendo que o Pix é uma das ferramentas mais importantes para os brasileiros, com milhões de usuários, e que não aceitará ataques contra esse modelo, que já é referência internacional por ser rápido, gratuito e acessível.

Lula encerrou o pronunciamento afirmando que o Brasil não aceitará intimidações e continuará defendendo seus interesses, suas instituições e sua autonomia diante de pressões externas.

Bolsonaro se defende no Senado e critica ação da PGR e STF

Na manhã desta quinta-feira (17), Jair Bolsonaro participou de uma coletiva de imprensa no Senado. Durante conversas com jornalistas, o ex-presidente alegou não ser culpado e disse que está sofrendo uma injustiça.

Jair Bolsonaro comenta sobre a decisão favorável feita na segunda-feira (14) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) à sua condenação por tentativa de golpe. A PGR, reiterou o pedido de condenação do ex-presidente pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa.

Caso seja condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro pode pegar mais de 40 anos de prisão. Em coletiva, o ex-presidente afirmou que a ideia de ser preso não passa pela sua cabeça.

Preocupado com o filho

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por tentar atrapalhar as investigações, voltou a ocupar espaço na mídia. O deputado licenciado, morando nos Estados Unidos atualmente, tenta, segundo ele e a própria família, influenciar a interferência do governo Donald Trump nos processos judiciais de seu pai, Jair Bolsonaro.


Eduardo Bolsonaro defende nova tarifa de exportação imposta por Trump (Vídeo: reprodução/Youtube/G1)

A licença de Eduardo vence no domingo (20), caso ele não volte e atinja um terço de faltas nas sessões da Câmara, poderá perder o mandato. Segundo o ex-presidente, o filho não irá voltar porque também é alvo de perseguição no Brasil, e, por causa disso, pode ser preso pela Polícia Federal assim que chegar no aeroporto.

Parlamentares adversários já fizeram pedidos ao STF nesse sentido, entretanto as solicitações não avançaram na justiça, ou seja, não há nenhuma ordem de prisão contra Eduardo no Brasil.

A tarifa de Trump

O estado de São Paulo será um dos mais afetados, caso a tarifa imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, não seja reduzida. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador do estado e aliado de Bolsonaro, escolheu não apoiar o tarifaço, o que rendeu atritos com Eduardo Bolsonaro, que é a favor.

Para reduzir os impactos negativos no setor do agronegócio no estado, Tarcísio procurou o corpo diplomático norte-americano para tentar negociar as tarifas impostas. Entretanto, a ação dificultaria a conquista de anistia que Jair Bolsonaro busca como moeda de troca para revogação do aumento de tarifa. 

A ação de Tarcísio causou mal-estar em Eduardo que mandou um recado ao governador de São Paulo pelas redes sociais, dizendo que o mesmo agia com “subserviência servil” ao empresariado brasileiro. Com a intervenção de Bolsonaro, o tom mudou e a paz entre o governador e o deputado voltou. “Visões de mundo diferentes são normais”, publicou Eduardo no X (antigo Twitter).

Erika Hilton aciona STF e pede bloqueio de bens de Eduardo Bolsonaro

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado de seu mandato. Ela pede que o deputado seja investigado por supostamente ter apoiado tarifas comerciais impostas ao Brasil durante o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Erika também solicita o bloqueio dos bens de Eduardo e das doações feitas à sua família.

De acordo com o documento protocolado, a deputada afirma que o parlamentar demonstrou apoio a políticas adotadas pelos EUA que teriam prejudicado diretamente setores econômicos brasileiros. Para ela, esse tipo de atitude pode ser caracterizado como incentivo à interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil, o que pode configurar crime segundo a legislação brasileira.

Investigação paralela e ausência no Congresso

A ação se soma a uma investigação já em andamento, que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro fora do território nacional. Mesmo afastado temporariamente de suas funções na Câmara, ele continua com forte influência política e é frequentemente mencionado como possível candidato em eleições futuras, especialmente diante da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entenda o caso com Hilton:


Esquerda intensifica ações contra Eduardo Bolsonaro no STF e no Congresso (Vídeo: Reprodução/YouTube/@CNNbrasil)

No momento, Eduardo está licenciado do cargo, mas continua ativo politicamente nas redes sociais e em eventos com apoiadores. A movimentação jurídica ocorre em meio a discussões sobre seu eventual retorno à Câmara nos próximos meses.

Reações e novos pedidos no Legislativo

Além do processo no STF, há pressões dentro do Congresso. O Partido dos Trabalhadores (PT) reforçou um pedido anterior ao Conselho de Ética da Câmara pedindo a cassação do mandato de Eduardo. A justificativa é semelhante à apresentada por Erika Hilton e também aponta conduta incompatível com o cargo de deputado federal.

Até o momento, o STF não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, e a defesa de Eduardo Bolsonaro não comentou o caso.

Eduardo Bolsonaro demonstra apoio a Trump em meio à tensão comercial

Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais, na data de ontem, quarta-feira (09), para agradecer ao presidente estadunidense Donald Trump e apoiar as ações a serem tomadas pelos EUA referentes ao Brasil. O parlamentar, atualmente deputado federal licenciado, afirmou que as medidas de Trump  devem-se ao “afastamento do Brasil dos valores do mundo livre”.

Nota conjunta

Morando nos EUA, Eduardo Bolsonaro, em declaração direta ao presidente norte-americano, publicou: “obrigado, presidente Donald J. Trump. Espero que as autoridades brasileiras agora tratem esses assuntos com a seriedade que merecem.” Posteriormente, enviou à imprensa brasileira uma nota assinada conjuntamente com o jornalista Paulo Figueiredo.

No documento, os interlocutores imputaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e ao governo Lula o ônus tarifário de 50% a ser aplicado sobre os produtos brasileiros importados ao país norte-americano, com previsão para entrar em vigor a partir de 01 de agosto (2025).

A declaração, intitulada de “Uma hora a conta chega”, alega que o ministro Moraes não age sozinho em suas decisões; aventando que o governo brasileiro tem participação direta nos atos cometidos pelo STF. Chamando a aplicação tarifária contra o Brasil de “tarifa-Moraes”, os declarantes afirmam que as medidas são “uma forma de responsabilizar não apenas indivíduos, mas o sistema que, segundo ele, sustenta abusos de poder”


Nota conjunta publicada na íntegra pelo jornalista Paulo Figueiredo (Foto: reprodução/X/@pfigueiredo08)

Anteriormente, na última segunda-feira (07), o parlamentar publicou que medidas seriam tomadas pelos EUA em relação ao Brasil. Sem informar quais medidas estariam por vir, alertou sobre ações do governo norte-americano contra o que chamou de “perseguição no Brasil”. Um aceno de que o mandatário estadunidense realizaria sanções inerentes ao governo brasileiro e que afetariam a relação comercial entre os dois países.

Situação reage

O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados Federal, Lindbergh Farias, apoiador do governo Lula, tem tecido críticas contundentes à atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro. Em várias declarações, Farias, condena os atos de Eduardo ao que ele chama de “promoção de ataques institucionais”.

Na manhã de hoje, quinta-feira (10), juntamente com outros parlamentares, Lindbergh Farias, por meio de suas redes sociais, chamou os que defendem as ações de Donald Trump contra o Brasil de “vira-latas, capacho dos EUA”. As falas do deputado referem-se à “moção de louvor e regozijo” encabeçada pelo líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante, e aprovada pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, na data de ontem, quarta-feira (09), em favor das ações de Trump.


Lindbergh Farias em relação aos apoiadores das medidas adotadas por Donald Trump contra o Brasil (Vídeo: reprodução/Instagram/@lindberghfarias)]


Segundo Farias, a partir de agora o Brasil divide-se entre aqueles que defendem os interesses do Brasil e os que defendem os interesses dos EUA. Vale ressaltar que, até o final desta matéria, não houve manifestação por parte da oposição sobre as falas do parlamentar. Porém, devido à polarização deflagrada no país nos últimos anos, com vasta utilização das redes sociais, há de se esperar uma “guerra de narrativas” acirrando cada vez mais a polarização política no país.

Bolsonaro admite envio de R$ 2 milhões ao filho e confirma reunião com conselheiro de Trump nos EUA

Durante depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (5), o ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu ter se reunido com Ricardo Pita, um conselheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos, ligado aos assuntos do Hemisfério Ocidental. Apesar de confirmar o encontro, Bolsonaro preferiu não revelar o conteúdo da conversa, dizendo apenas que foi um diálogo reservado.

A oitiva faz parte da investigação que apura possíveis tentativas de atrapalhar o andamento de processos judiciais no Brasil, especialmente com foco na atuação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, em território norte-americano. A suspeita é de que Eduardo possa ter buscado apoio externo contra decisões de autoridades brasileiras, o que pode configurar obstrução de Justiça ou coação.

Bolsonaro se desvincula das ações do filho

Ao ser questionado sobre o papel do filho, Bolsonaro tentou se afastar de qualquer responsabilidade pelas atitudes de Eduardo. Segundo ele, o deputado age de forma independente e não compartilha detalhes sobre com quem se reúne nos Estados Unidos. Bolsonaro também negou que o filho esteja tentando interferir nas investigações que envolvem a tentativa de golpe de Estado.

Veja o vídeo da entrevista:


Bolsonaro diz ter enviado R$ 2 milhões ao filho Eduardo via PIX e afirma que o valor tem origem legal (Vídeo: Reprodução/YouTube/@BrasilUrgente)


Durante o depoimento, o ex-presidente reforçou que nunca procurou representantes americanos para discutir possíveis punições a autoridades brasileiras, como membros do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República. Ele afirmou, ainda, acreditar que os Estados Unidos não tomariam nenhuma atitude com base em pressões de terceiros.

Ajuda financeira veio de doações

Outro ponto abordado pelos investigadores foi o envio de dinheiro para Eduardo Bolsonaro se manter nos EUA. Bolsonaro explicou que transferiu R$ 2 milhões via PIX, no dia 13 de maio. Esse valor teria vindo de uma arrecadação online organizada em 2023, que somou cerca de R$ 17 milhões, com doações de apoiadores.

Além disso, Bolsonaro relatou que conversou com o ex-ministro do Turismo, Gilson Machado, sobre os gastos que estava tendo com o filho. Após essa conversa, Machado teria iniciado uma nova campanha para levantar mais recursos, sem que Bolsonaro soubesse, arrecadando aproximadamente R$ 1 milhão.

Segundo o ex-presidente, ele mesmo cuida do dinheiro dessas arrecadações e afirmou que tanto ele quanto sua esposa, Michelle Bolsonaro, recebem salário do Partido Liberal (PL), o que complementaria a renda da família.

Bolsonaro disse, ainda, que gostaria que o filho retornasse ao Brasil, mas que Eduardo decidiu permanecer fora do país após parlamentares do PT pedirem que seu passaporte fosse apreendido. A demora na decisão causou insegurança e acabou influenciando a escolha de permanecer no exterior por mais tempo.

Bolsonaro justifica envio de R$ 2 milhões para Eduardo nos EUA: “para não passar dificuldade”

Nesta quinta-feira (5), Jair Bolsonaro prestou depoimento à Polícia Federal sobre a investigação envolvendo seu filho Eduardo nos Estados Unidos. Após o interrogatório, o ex-presidente afirmou à imprensa que enviou R$ 2 milhões para Eduardo cobrir despesas no país. O ex-presidente justificou a transferência dizendo que queria evitar que o filho enfrentasse dificuldades financeiras.

Segundo Bolsonaro, não se trata de apoio a qualquer ato ilegal, e que o filho teria pedido sua ajuda financeira para sustentar sua família, composta pela esposa, uma filha de quatro anos e um filho de um ano. “Ajudei, botei um dinheiro na conta dele, bastante até. E ele está levando a vida dele. Dinheiro limpo, legal, Pix. Botei R$ 2 milhões na conta dele, porque lá fora é tudo mais caro, tenho dois netos. Não quero que passe dificuldade”, explicou Bolsonaro.


Jair Bolsonaro admite ter enviado dinheiro ao filho, Eduardo, que mora nos EUA (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)

Deputado é alvo de investigações no Brasil

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enfrenta investigações que apuram possíveis crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigações relacionadas a organizações criminosas e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A pedido da PGR, a investigação foi aberta em maio. A alegação é que Eduardo tenta intimidar autoridades responsáveis por processos contra o pai, Jair Bolsonaro, e seus aliados.

Além disso, o filho do ex-presidente tem afirmado publicamente que busca junto ao governo norte-americano a imposição de sanções contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal. Segundo ele, há uma perseguição política contra sua família no Brasil.

Eduardo Bolsonaro se afasta do cargo de deputado

O deputado federal por São Paulo anunciou, em março deste ano, que iria se licenciar do cargo e permanecer nos Estados Unidos com a família. Eduardo argumentou que enfrenta perseguição política e que sua volta ao país poderia resultar em medidas judiciais. Entretanto, para justificar sua permanência no exterior, ele busca apoio de autoridades americanas e defende sanções contra membros do STF, alegando que há abusos no sistema judicial brasileiro.

Além disso, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro reforçam a narrativa de que Eduardo sofre riscos caso volte ao Brasil. Enquanto isso, ele tenta viabilizar uma forma de exercer seu mandato remotamente, algo que não está previsto no regimento da Câmara dos Deputados.