Declaração de Eduardo Bolsonaro gera pedido de inelegibilidade por Erika Hilton

A polarização política no Brasil ganhou um novo e intenso capítulo nesta segunda-feira (06), com a formalização de um pedido de inelegibilidade contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), impetrado por sua colega de parlamento, a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O centro da controvérsia é uma declaração feita por Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais, na qual ele condiciona a realização das próximas eleições gerais à concessão de anistia.

A solicitação, encaminhada à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), tem como base a fala de Eduardo Bolsonaro, publicada na última quinta-feira (2) na rede social X, onde ele afirmou categoricamente: “sem anistia, não haverá eleições em 2026”. A afirmação, vista por muitos como uma ameaça velada ao processo democrático, foi proferida no contexto do debate sobre a flexibilização das penas de condenados por atos antidemocráticos, um projeto apelidado de PL da Dosimetria e relatado pelo deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Alegação de ameaça à democracia

O deputado do PL, filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro, usou sua plataforma digital para criticar a proposta de revisão das penas. Para ele, o projeto, que busca uma modulação das sentenças aplicadas aos invasores da Praça dos Três Poderes, em vez de uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, “soa como suavizar a vida de ditadores”. Na sua interpretação, apenas uma anistia completa seria a verdadeira “defesa tolerável da democracia”, insinuando que a ausência desta medida poderia desencadear uma crise institucional que inviabilizaria o pleito de 2026.

A deputada Erika Hilton classificou a postura de Eduardo Bolsonaro como “inaceitável” e uma ameaça grave à ordem constitucional. Seu pedido à PGE não se limita à inelegibilidade do parlamentar. Hilton também pleiteou o bloqueio dos salários de seus assessores e das verbas de gabinete, questionando a manutenção da estrutura. Ela sublinhou a discrepância de o deputado manter um gabinete na Câmara “no qual 9 assessores recebem, mensalmente, 132 MIL reais” enquanto faz tais declarações contra a estabilidade democrática.


 

 

Post de Erika Hilton em sua rede social (Foto: reprodução/X/@ErikakHilton)

Ausência no país e outras pendências

O contexto se torna mais complexo devido à situação funcional de Eduardo Bolsonaro. Desde março, o parlamentar reside nos Estados Unidos, para onde se mudou após pedir um afastamento temporário do cargo. Na época, sua justificativa para a licença sem vencimentos era a dedicação integral à busca de “devidas sanções aos violadores de direitos humanos”.

Contudo, o prazo de afastamento expirou em 20 de julho, e desde então, o deputado tem acumulado faltas não justificadas, abrindo a possibilidade de perda do mandato. O deputado já é alvo de uma representação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética, apresentada pelo PT, que questiona sua atuação no exterior e pede sua possível cassação.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, atribui sua permanência fora do país a uma suposta “perseguição do ministro Alexandre de Moraes”, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, segundo ele, o impediria de retornar ao Brasil sem correr riscos legais. Este novo pedido de inelegibilidade, somado às pendências de seu mandato e à sua ausência prolongada, adiciona pressão significativa sobre o deputado e promete aquecer o debate político e jurídico nas próximas semanas.

Celebridades marcam presença em jantar beneficente pela Amazônia 

Fernanda Lima, Chay Suede, Rafa Kalimann e outros famosos, além da deputada federal Erika Hilton, prestigiaram o jantar beneficente “Uma Noite Para a Amazônia” nesta quinta-feira (28) no Hotel Rosewood, em São Paulo. O evento, que aconteceu no mesmo local do ano passado, é em apoio à Casa do Rio, ONG do Amazonas que protege e valoriza saberes e costumes dos povos da floresta. 

Solidariedade em prol da Casa do Rio 

A edição de 2025 do “Uma Noite Para a Amazônia” buscou angariar recursos para a construção do Centro de Saberes da Floresta. O local de reflexão, estudo e práticas ecológicas pela permanência da riqueza cultural e biológica da Amazônia integrará a estrutura da Casa do Rio. A ONG, localizada na cidade de Careiro Castanho, a 124 km da capital Manaus, promove projetos de sustentabilidade, de proteção à infância e de incentivo à agricultura familiar. 


Os famosos na chegada do hotel Rosewood, em São Paulo, para o evento Uma Noite Para a Amazônia
(Fotos: reprodução/Instagram/@hugogloss)


Carolina Ferraz, Bárbara Paz, Laura Neiva e outros famosos foram agraciados no jantar com um menu da chef-executiva do Hotel Rosewood, Rachel Codreanschi. A trilha sonora ficou por conta do cantor Criolo e das cantoras indígenas Djuena e We’e’na Tikuna.  

Ano importante para a Amazônia

Entre os dias 10 a 21 de novembro deste ano, Belém receberá a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas). A cidade, localizada no coração da Amazônia, será a primeira da floresta a sediar a conferência do clima da ONU. Após articulações diplomáticas do Governo e do Itamaraty, a região que abriga 10% da biodiversidade no planeta terá seu futuro discutido de perto por líderes do mundo todo. 


O presidente da COP30 se pronuncia sobre os impactos dos altos custos dos hotéis em Belém na conferência
(Vídeo: reprodução/x/metrópoles)


O evento, de proporções mundiais, transformou a rede hoteleira de Belém. A capital paraense tinha apenas metade das 50 mil acomodações exigidas para a realização do evento. Embora tenha atingido o número de leitos necessários, o valor das hospedagens aumentou significantemente, o que pode dificultar a participação de delegações, ONGs e comunidades tradicionais. Países como a Áustria já anunciaram que não irão participar devido aos altos custos financeiros da viagem. 

Câmara instala subcomissão para discutir fim da escala 6×1

A Câmara dos Deputados deu início, na terça-feira (19), à instalação de uma subcomissão especial para discutir a possível extinção da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A coordenação da subcomissão ficará a cargo da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), enquanto a relatoria será conduzida por Luiz Gastão (PSD-CE). A proposta busca analisar os efeitos sociais e econômicos da jornada de seis dias de trabalho com apenas um dia de descanso, atualmente adotada em diversos setores produtivos.

A subcomissão foi criada na Comissão de Trabalho da Câmara, e Erika Hilton deve apresentar o planejamento das atividades ainda nesta terça-feira. A deputada defende a abertura do debate como um passo importante na construção de um modelo mais justo e equilibrado para os trabalhadores brasileiros.

Deputados buscam alternativas à jornada tradicional

A escala 6×1, regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é considerada por muitos especialistas um modelo exaustivo, sobretudo em atividades operacionais e de atendimento. A subcomissão foi criada para ouvir representantes de trabalhadores, empregadores, juristas, médicos e especialistas em saúde ocupacional, com o objetivo de avaliar propostas que possam substituir ou flexibilizar essa jornada.


Material publicado por UOL (Vídeo: Reprodução/Youtube/UOL)

Segundo Erika Hilton, a revisão do modelo atual pode representar uma mudança histórica no direito trabalhista brasileiro. Segundo a deputada, o objetivo da subcomissão será assegurar relações de trabalho mais justas, conciliando bem-estar dos trabalhadores com a sustentabilidade econômica dos setores afetados.

Relatoria quer equilíbrio entre direitos e viabilidade econômica

Designado relator da subcomissão, Luiz Gastão reforçou que o debate não deve ser pautado por radicalismos, mas por dados, evidências e diálogo entre todas as partes interessadas. Ele já adiantou que pretende propor audiências públicas em diversas regiões do país para ouvir a realidade de trabalhadores e empresários.

A expectativa é que o relatório final da subcomissão traga sugestões de ajustes na legislação trabalhista, com base nos estudos e nas contribuições colhidas ao longo das próximas semanas. O tema promete gerar intensos debates entre representantes sindicais, parlamentares e entidades do setor produtivo, especialmente diante da atual recuperação econômica e da busca por modelos mais sustentáveis de trabalho.

Erika Hilton aciona STF e pede bloqueio de bens de Eduardo Bolsonaro

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado de seu mandato. Ela pede que o deputado seja investigado por supostamente ter apoiado tarifas comerciais impostas ao Brasil durante o governo de Donald Trump nos Estados Unidos. Erika também solicita o bloqueio dos bens de Eduardo e das doações feitas à sua família.

De acordo com o documento protocolado, a deputada afirma que o parlamentar demonstrou apoio a políticas adotadas pelos EUA que teriam prejudicado diretamente setores econômicos brasileiros. Para ela, esse tipo de atitude pode ser caracterizado como incentivo à interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil, o que pode configurar crime segundo a legislação brasileira.

Investigação paralela e ausência no Congresso

A ação se soma a uma investigação já em andamento, que apura a atuação de Eduardo Bolsonaro fora do território nacional. Mesmo afastado temporariamente de suas funções na Câmara, ele continua com forte influência política e é frequentemente mencionado como possível candidato em eleições futuras, especialmente diante da inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entenda o caso com Hilton:


Esquerda intensifica ações contra Eduardo Bolsonaro no STF e no Congresso (Vídeo: Reprodução/YouTube/@CNNbrasil)

No momento, Eduardo está licenciado do cargo, mas continua ativo politicamente nas redes sociais e em eventos com apoiadores. A movimentação jurídica ocorre em meio a discussões sobre seu eventual retorno à Câmara nos próximos meses.

Reações e novos pedidos no Legislativo

Além do processo no STF, há pressões dentro do Congresso. O Partido dos Trabalhadores (PT) reforçou um pedido anterior ao Conselho de Ética da Câmara pedindo a cassação do mandato de Eduardo. A justificativa é semelhante à apresentada por Erika Hilton e também aponta conduta incompatível com o cargo de deputado federal.

Até o momento, o STF não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, e a defesa de Eduardo Bolsonaro não comentou o caso.

Caso Érika Hilton: EUA reafirmam reconhecimento exclusivo dos gêneros masculino e feminino

A Embaixada dos EUA em Brasília, informou que o governo de Donald Trump reconhece somente dois gêneros imutáveis adquiridos com o nascimento: masculino e feminino. A resposta foi dada à Agência Brasil, na última quarta-feira (16) e está relacionada ao caso envolvendo a Deputada Federal Erika Hilton

Em sua resposta, a embaixada estadunidense informa, ainda, que o reconhecimento está respaldado pela Ordem Executiva 14168, assinada pelo presidente Trump em 20 de janeiro (2025) após sua posse presidencial. 

O posicionamento da Instituição vai contra as diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU) que considera a identidade de gênero um direito inerente à pessoa humana e recomenda que países reconheçam legalmente tal direito, vetando todo tipo de discriminação contra pessoas trans. 

Ordem Executiva 14168

Uma das promessas de campanha de Donald Trump durante sua candidatura à presidência dos EUA em 2024, combater a ideologia de gênero, foi posta em prática minutos após sua posse presidencial neste ano de 2025.

Intitulada de: “Defendendo as Mulheres do Extremismo da Ideologia de Gênero e Restaurando a Verdade Biológica ao Governo Federal’, a Ordem Executiva 14168 reconhece apenas os sexos masculino e feminino e informa que se baseia em uma verdade fundamental e incontestável.

A ordem ainda determina que a palavra “gênero”, seja subistituida por “sexo” em todos os materiais pertencentes aos departamentos federais, além de cortar verbas para financiamentos com políticas atreladas a autoafirmação e ideologia de gênero. 


Presidente dos EUA Donald Trump assinando ordens executivas momentos após sua posse presidência, na Casa Branca (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Publicada em 30 de janeiro de 2025, no  Federal Register, Diário Oficial dos EUA, a ordem 14168 é válida em todo o país e em todas as instâncias regidas pelo governo estadunidense. 

Caso Érika Hilton 

Na data de ontem, quarta-feira (16), a deputada Erika Hilton denunciou que o governo dos EUA negou sua identidade de gênero em um processo de emissão de visto. A deputada participaria de uma conferência nos EUA a convite da Universidade de Harvard. 

A parlamentar informa que foi pega de surpresa, pois seus documentos oficiais brasileiros constam como “gênero feminino” e é reconhecida oficialmente como mulher. Informa ainda ter sido vítima de transfobia por parte do governo americano. Por este motivo, acionará a Organização das Nações Unidas (ONU) por entender que os seus direitos foram violados. 


Caso Érika Hilton, Jornal Nacional (Vídeo: reprodução/Instagram/@@hilton_erika)


Além de protocolar uma denúncia contra Donald Trump e suas políticas relacionadas à identidade de gênero na ONU, Érika Hilton também solicitou uma reunião no Itamaraty, com o Ministro Mauro Vieira, ainda sem previsão de data, por entender se tratar de uma crise diplomática entre Brasil e EUA. 

O caso gerou repercussão imediata dentro e fora da comunidade LGBTQIAP+ por ir contra políticas identitárias e contra políticas de direitos humanos defendida por organizações internacionais.

Com postura anti-LGBTQ, governo Trump altera gênero de Erika Hilton em visto de visita

O governo dos Estados Unidos concedeu à deputada federal Erika Hilton (PSOL) um visto de entrada. No documento, o gênero da deputada, que é uma das primeiras parlamentares trans da Câmara, consta como masculino. 

Antes do governo Trump, Erika já havia conseguido um visto para entrar nos EUA. Nessa época, no entanto, a informação sobre seu gênero concordava com sua autodeterminação.


Presidente americano, Donald Trump (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)

Erika participaria do evento Brazil Conference at Harvard & MIT 2025. A conferência ocorreu em Cambridge nesta semana. A Câmara dos Deputados autorizou sua participação como uma missão oficial da parlamentar nos Estados Unidos.

Processo dificultado pelo governo

Em viagens oficiais, a Câmara requisita à embaixada do país que o parlamentar visitará o visto de entrada. De acordo com a equipe de Erika Hilton, o processo, que deveria ser simples e rotineira, foi dificultado desde o começo, após as novas diretrizes do governo dos EUA.


A deputada Erika Hilton se pronunciou através do X (Foto: reprodução/X/@erikakhilton)


Por telefone, a equipe da deputada foi orientada a pedir um visto de turista. O visto então foi concedido e reconhecia o status oficial da visita. Porém, na emissão do documento, que ocorreu no dia 3 de abril, constava que Erika seria do gênero masculino. Ela disse que não preencheu a documentação com essa informação em momento nenhum. A alteração ocorreu por conta de ordem que Donald Trump assinou no primeiro dia de mandato.

Segundo a equipe da parlamentar, não é possível contestar juridicamente o visto, pois se trata de um ato de soberania do governo Trump. Erika vê a situação como um problema, também, diplomático.

É absurdo que o ódio que Donald Trump nutre e estimula contra as pessoas trans tenha esbarrado em uma parlamentar brasileira indo fazer uma missão oficial em nome da Câmara dos Deputados.”

Postura anti-LGBTQ do governo Trump

A alteração do gênero da deputada no documento é uma postura que a embaixada americana toma em meio às diversas medidas e restrições do governo Donald Trump em relação a transição de gênero, além do banimento de termos como “gay”, “lésbica”, “transgênero”, e “LGBTQ” de sites governamentais.

É uma situação de violência, de desrespeito, de abuso, inclusive, do poder, porque viola um documento brasileiro. É uma expressão escancarada, perversa, cruel, do que é a transfobia de Estado praticada pelo governo americano. Quando praticada nos Estados Unidos, ainda pede uma resposta das autoridades e do Poder Judiciário americano. Mas quando invade um outro país, pede também uma resposta diplomática, uma resposta do Itamaraty”, afirma Hilton.

Com a situação, Erika Hilton se recusou a utilizar o visto e não compareceu ao evento para o qual foi convidada.

Assessoria da cantora Linn da Quebrada desmente rumores que artista tenha sido vista na cracolândia

Na noite desta segunda-feira (17), a equipe da cantora e ex-BBB Linn da Quebrada (34), desmentiu os rumores de que a artista teria sido vista na Cracolândia, em São Paulo. Em nota, afirmaram que a cantora está internada em uma clínica para cuidar da saúde mental. Segundo eles, a informação de que a ex-BBB estaria na Cracolândia possui um caráter tendencioso.

“A assessoria esclarece que a alegação de que Linn da Quebrada foi vista na Cracolândia é falsa e tendenciosa. Pedem que todos verifiquem as informações antes de compartilhá-las, evitando a propagação de boatos e estigmas prejudiciais à saúde e bem-estar. Agradecem pela compreensão e respeito de todos.” escreveram

Cuidando da saúde mental

Antes dos rumores sobre a artista, a assessoria já havia comunicado que Linn está internada para tratar uma depressão severa e, por isso, foi afastada de suas atividades.


Assessoria de LInn da Quebrada (Foto: reprodução/Instagram/@linndaquebrada)

“A assessoria comunica que Linn da Quebrada está se afastando temporariamente de suas atividades profissionais para cuidar de sua saúde e bem-estar. Ela tem enfrentado desafios relacionados à saúde mental, o que agravou a depressão e levou ao abuso de substâncias. Neste período, recebe apoio de seus familiares, equipe e profissionais especializados, focando em sua recuperação. Pedem que fãs e imprensa respeitem sua privacidade e deem o espaço necessário para sua dedicação ao processo de fortalecimento. Agradecem o carinho e apoio e prometem compartilhar atualizações quando for o momento apropriado.” relataram.


Assessoria de LInn da Quebrada (Foto: reprodução/Instagram/@linndaquebrada)

Apoio de amigos

Famosos como a cantora Majur e a deputada Erika Hilton prestaram apoio à artista em suas redes sociais. A deputada compartilhou uma mensagem de carinho para Linn.

“Todo o meu carinho à querida Linn da Quebrada.

Lina, que tanto inspirou nossa comunidade, a música, a arte e debates importantes deste país, precisa agora da nossa solidariedade e amor.

O que devemos manifestar por ela é um desejo por seu bem-estar, sua saúde mental e física. A depressão e o abuso de substâncias nunca devem ser tratados de forma irresponsável, estigmatizante, sensacionalista ou desrespeitosa. Não troquem a dignidade humana de outra pessoa por curtidas e engajamento.

E, quando falamos de pessoas trans, negras e da comunidade LGBTQIA+, precisamos lembrar que essa dignidade já nos é negada cotidianamente, levando-nos ao adoecimento, e o abuso de substâncias é um fantasma sempre à nossa espreita.

Por isso, aproveito para replicar aqui as declarações postadas por sua assessoria. Sei que muitas páginas publicaram postagens tendenciosas, e seria correto que, no mínimo, agora divulgassem este pronunciamento oficial.” declarou a deputada

A cantora Majur também compartilhou uma mensagem em apoio à artista e repudiou notícias tendenciosas sobre a ex-BBB.

“Aqui no Brasil, muitas pessoas sujas não respeitam nada nem ninguém. É um absurdo! Nada diferente do retrato de mais de 15 anos consecutivos. Eu não compactuo com informações tendenciosas e desrespeitosas sobre ninguém, muito menos sobre quem eu amo. Quem quer que seja, não é dono da verdade. Poderia ser alguém da família de vocês. Muitos são hipócritas, vivem isso no dia a dia e ainda se sentem no direito de comentar”, escreveu Majur.

“Saúde, meu amor! Tudo passa e tudo se renova! Nada é definitivo, a menos que escolhamos. Eu escolho te amar em todas as circunstâncias. Fica bem, se cuida! Muita força, Lina. Te amo! Tô contigo em todos os recomeços”, completou a artista.

Apoio

Com a saúde mental não se brinca. Se você sentir que está sob pressão, ansioso, deprimido ou tiver pensamentos autodestrutivos, peça ajuda ao seu médico, psicólogo ou familiar. Você também pode ligar para o CVV – Centro de Valorização da Vida (188). Não passe por isso sozinho.

Erika Hilton propõe anistia para mulheres condenadas por aborto no Brasil

A deputada federal Erika Hilton apresentou um projeto de lei que propõe anistia para mulheres condenadas por aborto no Brasil. Hilton anunciou a proposta ontem (08), durante o Dia Internacional da Mulher. O projeto busca corrigir uma injustiça histórica e promover um debate sobre a necessidade de reformular as leis brasileiras sobre o tema.

Direitos reprodutivos

Hilton também propõe a criação de políticas públicas voltadas à saúde reprodutiva. Destacando a importância da criação de um canal de atendimento sigiloso para mulheres que buscam informações sobre o aborto legal, bem como o reconhecimento do Dia Nacional de Luta por Justiça Reprodutiva.

Criminalização e consequências

A legislação brasileira permite que o aborto aconteça em situações específicas, sendo no caso de risco à vida da gestante, em casos de estupro e quando o feto é diagnosticado com anencefalia. O Ministério da Saúde aponta que o aborto inseguro é um dos principais fatores nos casos de morte materna no Brasil.


Mulher segura um cartaz que diz “Aborto legal já” durante um protesto contra um projeto de lei antiaborto em 15 de junho de 2024. (Foto: Nelson Almeida/AFP/Getty Images Embed)


Segundo especialistas, a criminalização reforça desigualdades sociais e expõe mulheres carentes a riscos maiores. Visto que àquelas com mais condições financeiras, possuem facilidade de acesso a procedimentos seguros.

Impacto e desafios

A deputada destaca que a proposta enfrenta resistência, mas acredita que abrir esse debate é fundamental para garantir mais direitos às mulheres brasileiras. A criminalização do aborto é uma temática sensível e mudanças na legislação constumam gerar polarização.

Assim, a iniciativa abre espaço para uma discussão sobre justiça reprodutiva e o impacto da criminalização do aborto na vida das mulheres brasileiras. Para Hilton e apoiadores da proposta, garantir a anistia é um passo fundamental na luta por direitos e pela proteção da saúde feminina.

Erika Hilton recebe ameaças após publicação de vídeo

Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL-SP, publicou neste sábado, 18 de janeiro, um vídeo em suas redes sociais para esclarecer dúvidas sobre a medida, já revogada, que previa fiscalização de transações via Pix. No vídeo, Hilton rebateu informações divulgadas por representantes da direita, pelo especialmente deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Conteúdo das ameaças

As declarações da deputada foram associadas por internautas a uma suposta defesa do presidente Lula, o que desencadeou uma onda de comentários agressivos. A assessoria de Hilton informou que mensagens com graves ameaças foram enviadas à deputada, incluindo menções a fuzilamentos, contratação de atiradores e referências a Ronnie Lessa, acusado do assassinato de Marielle Franco. Diante das ameaças, os advogados da deputada reuniram provas e registraram um inquérito na Polícia Federal para investigar a identidade dos responsáveis.


Pronunciamento da deputada (Vídeo: reprodução/Instagram/@hilton_erika)


Pronunciamento da deputada

Em nota oficial, Erika Hilton afirmou que não irá se intimidar e está adotando as medidas necessárias para responsabilizar os agressores. “Não recuarei. Estou, junto de meus advogados e equipe de segurança, tomando as medidas cabíveis para responsabilizar quem comete crimes. Mas, acima de tudo, não podemos perder o foco, que é espalhar a verdade sobre os fatos e combater a desinformação daqueles que tentam sequestrar, fazer refém e destruir a democracia, o livre debate público e a divergência de ideias. Isso é completamente diferente da mentira, do ódio e das ameaças”, declarou.

A Polícia Federal investigará o caso, buscando identificar os autores das mensagens e garantir a segurança da deputada. Segundo sua assessoria, a prioridade é que os responsáveis sejam responsabilizados por seus atos.

Este episódio reforça a urgência de combater o discurso de ódio e a desinformação nas plataformas digitais, que têm servido de terreno fértil para ataques e ameaças contra figuras públicas. A mobilização de Erika Hilton e sua equipe para enfrentar a situação é um exemplo de resiliência e da importância de medidas legais para proteger a integridade democrática e individual.

Erika Hilton exige investigação de Ana Paula Minerato por injúria racial

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) solicitou que o Ministério Público investigue Ana Paula Minerato por injúria racial. A ex-panicat proferiu ataques contra Hilton durante um programa de rádio, provocando repúdio nas redes sociais e reacendendo o debate sobre discursos de ódio.

Minerato, que posteriormente negou ser racista, afirmou que a vereadora “não representa as mulheres”. O caso se soma a outros episódios recentes que destacam a importância do combate ao racismo no Brasil.


Após polêmica, Ana Paula é desligada da Gaviões da fiel — (Vídeo: Reprodução / YouTube / Splash)

Denúncia formalizada e reações públicas

Erika Hilton encaminhou uma representação ao Ministério Público de São Paulo após receber ataques considerados racistas de Ana Paula Minerato. Durante o programa, Minerato fez declarações que, segundo Hilton, ofenderam diretamente sua identidade e trajetória como mulher trans e negra. A vereadora afirmou que atitudes como essa reforçam o racismo estrutural e a transfobia presentes na sociedade.

Organizações e ativistas dos direitos humanos também manifestaram apoio à deputada, destacando a necessidade de responsabilizar autores de atos discriminatórios. Em suas redes sociais, Hilton reafirmou que discursos de ódio não serão tolerados e que “racismo é crime e deve ser tratado como tal”.

Racismo no debate público

Casos como este ilustram a crescente exposição de figuras públicas a ataques discriminatórios e a importância de responsabilização. O Ministério Público foi acionado para investigar possíveis violações das leis de combate ao racismo e injúria racial, que podem resultar em penalidades severas, incluindo prisão e multas.

Erika Hilton tem sido conhecida como um dos principais nomes na luta pelos direitos de minorias no Brasil, usando sua posição para exigir mudanças e justiça. Enquanto isso, Minerato tem enfrentado críticas e pressão para se retratar publicamente.

A judicialização do caso reforça a relevância de se tratar o racismo como questão prioritária na sociedade brasileira, promovendo a conscientização e a adoção de políticas públicas para combater preconceitos de todas as formas.