China e EUA se encontram em Genebra para negociar tarifas comerciais

O governo da China e dos Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (6) que terão uma reunião neste fim de semana em Genebra, na Suíça, para dar início às conversas de negociação sobre a guerra comercial entre os dois países. De acordo com a agência de notícias Reuters, o encontro deverá acontecer no sábado (10). 

Após as tarifas impostas pelo presidente norte-americano, os Estados Unidos anunciaram taxas de até 145% sobre os produtos importados da China. O governo chinês retaliou a ação com alíquotas de até 125% sobre os produtos importados dos EUA, em uma progressão de taxas sem previsão de recuo.

Representantes oficiais

De acordo com o governo dos EUA, o secretário do Tesouro do país, Scott Bessent, e o representante de Comércio, Jamieson Greer, vão para a Suíça nesta quinta-feira (8) para se encontrar com o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, que irá para Genebra nesta sexta-feira (9). O Ministério do Comércio chinês confirmou o encontro. 

Lifeng é considerado o principal responsável pela economia chinesa e permanecerá na Suíça até a segunda-feira (12). 

No entanto, o governo chinês alerta que, se os Estados Unidos forem incoerentes, ao dizer uma coisa e fazer outra, ou seja, usarem as conversas como disfarce para continuar coagindo e chantageando, a China não se dobrará. 

Há um velhor ditado chinês: ‘Ouça o que se diz e observe o que se faz’.

Governo da China

Em comunicado oficial, o governo chinês decidiu retomar o diálogo com os Estados Unidos “com base na plena consideração das expectativas globais, dos interesses da China e dos apelos da indústria e dos consumidores dos EUA”.


Ambos os governos se abrem para dialogar sobre as tarifas comerciais (Reprodução/X/@GeopolPt)

Washington informou que Bessent e Greer também vão se reunir com a presidente da Suíça, Karin Keller-Sutter para negociar ações comerciais recíprocas.

“Estou ansioso por conversas produtivas enquanto trabalhamos para reequilibrar o sistema econômico internacional, de forma a melhor atender aos interesses dos EUA”, comunicou Bessent. 

Greer também terá uma reunião com a Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, junto com a missão do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês). 

“Por determinação do presidente Trump, estou negociando com países para reequilibrar nossas relações comerciais, alcançar reciprocidade, abrir novos mercados e proteger a segurança econômica e nacional dos EUA”, afirmou Greer. 

O representante americano disse estar ansioso para ter reuniões proveitosas e estar com sua equipe em Genebra, que tem trabalhado para promover os interesses dos Estados Unidos em questões multilaterais. 

Estados Unidos no prejuízo

Greer defende que Trump usou as medidas tarifárias para reduzir o déficit comercial dos Estados Unidos. Entretanto, até o momento, as medidas tiveram efeito contrário.

O Departamento de Comércio dos EUA informou nesta terça-feira (6) que o déficit americano teve recorde em março. A antecipação de importações por empresas americanas antes que as tarifas impostas fossem efetivadas contribuíram para o aumento do déficit.


O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou 14%, atingindo um recorde de US$ 140,5 bilhões em março (Reprodução/YouTube/CNN Brasil Economia)

Dados comerciais mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) sofreu queda no primeiro trimestre de 2025. Este foi o primeiro declínio nos últimos três anos. 

A indústria farmacêutica, por exemplo, tentou evitar as tarifas de Trump, o que levou a um aumento recorde de importações de medicamentos. 

O déficit comercial norte-americano com a China caiu consideravelmente, pois as tarifas punitivas de Trump diminuíram as importações chinesas de maneira significativa. 

Conversas com outros países

O governo americano aumentou o número de reuniões com parceiros comerciais desde 2 de abril, quando o presidente Trump anunciou uma tarifa de 10% para a maioria dos países. 

As maiores tarifas entrarão em vigor no dia 9 de julho. Se acordos bilaterais não forem firmados, haverá tarifação de 25% sobre automóveis, aço e alumínio, 25% sobre produtos canadenses e mexicanos, e 145% sobre produtos chineses. 

Em retaliação, o governo chinês aumentou para 125% a tarifa sobre produtos norte-americanos, apesar da oferta de algumas isenções. 

A União Europeia afirmou nesta terça-feira (6) que o bloco de 27 países apresentará contramedidas se não houver um acordo comercial com o governo americano.

Decano intercede por cardeais e suplica por papa que una a Igreja

O cardeal decano Giovanni Battista Re rogou durante a missa Pro Eligendo Pontifice por iluminação para os cardeais que escolherão o novo papa. A homilia que faz parte do processo da sucessão papal aconteceu nesta quarta-feira (7), a partir das 10h pelo horário local (5h no horário de Brasília). A missa acontece tradicionalmente antes da reclusão total dos cardeais no primeiro dia de conclave.  

“Estamos aqui para invocar a ajuda do Espírito Santo, para implorar a sua luz e a sua força, a fim de que seja eleito o papa que a Igreja e a humanidade precisam neste momento tão difícil e complexo da história”, disse o decano.


O cardeal decano destacou a importância de um retorno a Deus em uma sociedade moderna (Reprodução/X/@vaticannews_pt)

O decano declarou que a “unidade da Igreja é desejada por Cristo, uma unidade que não significa uniformidade, mas comunhão sólida e profunda na diversidade, desde que se permaneça plenamente fiel ao Evangelho”. A busca por esta unidade da Igreja Católica é uma das tarefas do novo papa. 


A Santa Missa para a eleição do Romano Pontífice aconteceu na Basílica de São Pedro (Reprodução/YouTube/Vatican News – Português)

Battista reforçou que a missão do novo pontífice inclui promover o crescimento da comunhão de todos os cristãos com Cristo, da comunhão dos bispos com o papa e dos bispos entre si. Uma comunhão entre pessoas, povos e culturas, em que a Igreja é a ‘casa e escola de comunhão’. 

Ritual pós-missa

Após o rito protocolar da missa, os cardeais seguem em procissão até a Capela Sistina, entoando o hino Veni Creator, em uma invocação ao Espírito Santo. Lá chegando, um por um, todos os cardeais prestam o juramento de sigilo absoluto sobre o conclave. 

Então o mestre de cerimônias declara o Extra omnes, momento em que todos que não vão participar da votação saem do local, que é fechado. Daí surge o termo conclave, derivado do latim cum clavis, que significa “fechado à chave”. 

A partir desse momento, os cardeais não têm mais contato com o mundo exterior. 


Os cardeais que farão parte do conclave participaram da Santa Missa na Basílica São Pedro. (Reprodução/Instagram/@vaticannewspl)

No recinto permanecem apenas os 133 cardeais com menos de 80 anos que escolherão o novo papa, dentre eles sete brasileiros. A expectativa de duração deste conclave é de dois a três dias. 

Roteiro do conclave

No ínicio, um sorteio de nove cardeais define quem assumirá três funções:

  • Coleta dos votos de quem está enfermo (infirmarii)
  • Contagem dos votos (escrutinadores)
  • Revisão do resultado (revisores)

Em sequência, cada um dos cardeais preenche uma cédula de votação com o nome do cardeal escolhido para ser o novo papa, dobra o papel e o deposita em uma urna. No fim, o escrutinador lê cada voto em voz alta, que é registrado em uma tabela, furado e amarrado a um fio. 

As cédulas são queimadas após o fim da contagem e a fumaça que sai pela chaminé instalada na Capela Sistina indica para o mundo se há um novo papa ou não. No caso de fumaça branca, um novo papa foi eleito; se for fumaça preta, acontecerá uma nova votação.

O mínimo de 89 votos (dois terços) é necessário para eleger o novo papa. O conclave não se encerra até que este total seja atingido. 

Agenda dos primeiros dias

Neste primeiro dia de conclave, haverá apenas uma votação no período da tarde. Caso o número necessário de votos para a eleição não seja atingido, quatro novas rodadas de votação poderão acontecer na quinta-feira (8), duas pela manhã e duas à tarde. 

Segundo informações disponibilizadas pelo Vaticano, este é o cronograma do conclave para hoje e amanhã: 

  • Quarta-feira (7) às 14h (horário de Brasília): primeira e única votação do dia. É provável que a fumaça seja preta, representando indefinição.
  • Quinta-feira (8) por volta das 5h30 (horário de Brasília): primeira votação do segundo dia. Caso o novo papa seja eleito, fumaça branca sairá da chaminé. Caso contrário, nada acontecerá.
  • Quinta-feira (8) por volta das 7h (horário de Brasília): segunda rodada de votação do dia. Caso o novo papo seja escolhido, haverá fumaça branca. Se não houver definição, fumaça preta. 
  • Quinta-feira (8) por volta das 12h30 (horário de Brasília): terceira rodada de votação do dia. Fumaça branca sairá da chaminé se o novo papa tiver sido eleito. Caso contrário, nada acontecerá.
  • Quinta-feira (8) por volta das 14h: quarta rodada de votação do dia. Mais uma vez, se houver definição do novo papa, fumaça branca sairá da chaminé; caso contrário, sairá fumaça preta. 

Se o novo pontífice não for escolhido nos primeiros três dias de votação, o conclave será pausado por 24h e os cardeais seguirão para orações. Se a votação não definir o novo papa em mais sete rodadas de votação após as orações, o conclave sofrerá outra pausa. 

Se não houver nenhum nome eleito após 34 votações, apenas os dois nomes mais votados permanecerão na disputa.

Habemus Papam

Assim que o papa é eleito, o conclave pergunta se ele aceita o cargo e, caso positivo, qual o nome que deseja adotar. Então, ele é levado para a Sala das Lágrimas, onde veste os trajes papais. 

O ato seguinte e final do conclave é o anúncio e apresentação pública do novo pontífice do Vaticano na sacada da Basílica de São Pedro.

Conclave inicia nesta quarta-feira sem consenso sobre novo papa

Cardeais do mundo inteiro estão reunidos no Vaticano em prol da escolha de um sucessor para o Papa Francisco. Em entrevista, a maioria diz ainda não saber em quem irá votar e que os discursos ajudam muito no processo de escolha e decisão deles, onde tudo pode mudar, como aconteceu no último conclave. Papa Francisco não era cotado como favorito por nenhum veículo de informação, mas seu discurso fez com que os cardeais votantes optassem por ele, em 2013.

Os 133 cardeais votantes estão aproveitando o tempo antes do início do conclave para discutir acerca da Igreja Católica e suas realidades. Em seguida ficarão reclusos na Casa Santa Marta, sem contato com o mundo exterior para o início do conclave.

De olho nos discursos

Alguns nomes encabeçam as listas de favoritos à sucessão, entre eles estão o cardeal italiano Pietro Parolin e o filipino Luis Antonio Tagle. Entretanto, muitos clérigos ressaltam não saberem ainda em quem irão votar, outros até mesmo chegaram a mudar de ideia desde que chegaram ao Vaticano.

Em entrevistas a diversos veículos, clérigos ressaltaram a importância dos discursos realizados nas congregações gerais, e como eles podem mudar o rumo das votações. Ajudam a formar opiniões e entenderem melhor quem são os cardeais que melhor se encaixam nesta função, no atual contexto mundial vivenciado.

Como funciona o processo do conclave?

Foram previstas duas sessões pré-conclave, uma na última segunda-feira e a outra está prevista para hoje, véspera do início do conclave. Na manhã de quarta, com uma missa realizada na Basílica de São Pedro, será o marco inicial do conclave 2025.

Na parte da tarde, os cardeais irão entrar oficialmente na Capela Sistina para começar a votação do sucessor de Francisco. É esperado que neste mesmo dia seja realizada a primeira votação. Já no dia seguinte, duas votações serão realizadas, uma no turno da manhã, outra a tarde.

Para que haja um novo papa eleito, é necessário que uma maioria de dois terços votem no mesmo cardeal. Caso não consiga este feito após os primeiros três dias, será feita uma “pausa de oração”, com a duração de um dia, antes que uma nova votação seja iniciada.


Fumaça solta após a decisão do Conclave (Foto: reprodução/AFP/Getty Images Embed)


Anúncio do resultado da votação para o mundo

O sinal dado ao mundo exterior acerca do andamento do conclave vem através de uma chaminé instalada acima da Capela Sistina. Existem dois tipo de anúncio; a fumaça preta que sinaliza a votação inconclusiva e a fumaça branca quando um novo papa estiver sido escolhido. Essas fumaças são geradas com a junção de um produto químico e as cédulas dos cardeais que são queimadas.

Anotações e trocas importantes durante o jantar

A expectativa dos cardeais é que a votação não seja concluída nas duas primeiras votações, que os primeiros votos são apenas para orientações e ajustes. O cardeal Filoni destaca a importância de todos os cardeais ficarem isolados do mundo e hospedados juntos na casa de hóspedes Santa Marta, já que depois do jantar eles se reúnem e comparam anotações após as votações.

Atropelamento na Alemanha deixa oito feridos, três em estado grave

Nesta sexta-feira (2/5), um atropelamento na cidade de Stuttgart, sul da Alemanha, deixou oito pessoas feridas, três delas em estado grave. A polícia alemã informou que, por volta das 17h50 (12h50 no horário de Brasília), um veículo modelo Mercedes-Benz Classe G, de cor preta, atropelou uma multidão de pedestres na cidade de Stuttgart.

Logo após o ocorrido, autoridades locais detiveram o motorista do carro, um homem de 42 anos. Agora, investigam as circunstâncias do caso que é tratado até o momento como um acidente.

Testemunhas que estavam próximas ao local relataram que o veículo avançou sobre a calçada, atropelando as pessoas, e só parou quando acertou uma escada de concreto.

Polícia descarta possibilidade de terrorismo

Conforme informações do chefe da polícia da região de Olgaeck, não há indícios de que se trate de um ataque terrorista ou intencional. Segundo ele, a investigação inicial aponta para um trágico atropelamento. Acredita-se que o motorista possa ter passado mal ao volante.

Além disso, polícia orienta os moradores de Stuttgart a evitarem a área central da cidade, especialmente a região de Olgaeck, devido às restrições de trânsito, incluindo vias bloqueadas. O serviço de transporte VLT também sofreu interrupção parcial.


Polícia alemã informa sobre o acidente e orienta moradores a evitarem a região (reprodução/X/@PP_Stuttgart)

Três feridos graves, um deles reanimado no local do atropelamento

Bem como já se sabe, o atropelamento feriu pelo menos oito pessoas. Três delas estão em estado grave, e uma precisou de reanimação imediata no local. Outras cinco vítimas sofreram ferimentos leves e receberam atendimento no próprio local do acidente. Entre elas, uma mãe que passeava com o filho em um carrinho de bebê. A criança, de um ano e nove meses, não se feriu.

Desta forma, as equipes de resgate encaminharam rapidamente os três feridos em estado crítico a hospitais na cidade. Entretanto, as autoridades ainda não divulgaram os nomes das vítimas nem as instituições responsáveis pelo atendimento.

Atropelamentos na Alemanha e a ameaça do terrorismo

Embora o atropelamento em Stuttgart seja tratado como um acidente até o momento, a Alemanha já enfrentou casos em que veículos foram usados em ataques terroristas.

Em 2016, terroristas dirigiram um caminhão contra um mercado de Natal em Berlim, matando 12 pessoas e ferindo dezenas. Já em 2018, na cidade de Münster, no noroeste do país, um homem avançou com uma van sobre pedestres em uma área movimentada, tirando a vida de duas pessoas e deixando várias outras feridas antes de cometer suicídio.

Apagão surpreende Europa e impede mãe de chegar ao parto da filha

Nesta segunda-feira (28), uma falha elétrica de grandes proporções atingiu Portugal e partes da Espanha, interrompendo serviços essenciais e causando uma série de atrasos no transporte aéreo. Em meio ao caos, uma história em especial emocionou muitos: uma mãe, que embarcava rumo a Barcelona para acompanhar o nascimento do neto, ficou presa no aeroporto, impossibilitada de chegar a tempo.

Enquanto a filha entrava em trabalho de parto, a avó aguardava ansiosa por informações em um terminal sem energia e sem previsão de retomada de voos.

Falha elétrica paralisa aeroportos

A pane elétrica teve impactos diretos e imediatos nos principais aeroportos da região, gerando atrasos, cancelamentos em massa e um cenário de total desorganização. Com sistemas de check-in e controle de voo fora do ar, filas se formaram rapidamente e os painéis de informações pararam de funcionar, deixando passageiros sem qualquer previsão de embarque. Muitos se viram sem orientação, dependendo apenas de comunicados verbais e da boa vontade dos funcionários, que também enfrentavam dificuldades para lidar com o volume de reclamações e a falta de estrutura.


Apagão causa caos em Portugal e Espanha (Vídeo: reprodução/YouTube/Band Jornalismo)

Para os passageiros que precisavam embarcar com urgência, a espera se tornou ainda mais angustiante e difícil de suportar. No caso da avó que seguia para Barcelona, a expectativa de ver o neto nascer deu lugar à impotência diante do imprevisto. “É frustrante estar tão perto e, ao mesmo tempo, tão distante de um momento tão importante”, comentou ela a outros passageiros que também aguardavam respostas. O clima nos terminais era de tensão e incerteza, com crianças chorando, pessoas tentando reorganizar planos pelo celular e muitos simplesmente sentados no chão, esperando que a situação se normalizasse.

Incertezas e esforços para restabelecimento

Autoridades e companhias aéreas mobilizaram-se para contornar a situação, mas a abrangência do apagão dificultou ações imediatas. Muitos passageiros, como a avó impedida de chegar ao parto, passaram horas em busca de respostas. Os serviços foram sendo restabelecidos gradualmente, enquanto as companhias tentavam acalmar os passageiros com atualizações frequentes sobre a situação.

O episódio reforça a importância da preparação diante de falhas sistêmicas e revela o impacto humano de um imprevisto: quando a tecnologia falha, histórias pessoais ficam em suspenso — e momentos que não se repetem acabam sendo vividos à distância.

Celebridades exibem os looks mais estilosos no Coachella 2025

O Coachella deixou de ser apenas um festival de música há muito tempo. Realizado em Palm Springs, na Califórnia, o evento é hoje um dos maiores palcos de estilo do mundo, e a edição de 2025 não decepcionou — mesmo com menos celebridades exibindo seus visuais nas redes sociais. A atmosfera boho-chic que sempre definiu o festival segue presente, mas agora repaginada com influências futuristas, minimalistas e até retrô. O resultado? Uma mistura eclética de tendências que comprovaram que o Coachella continua sendo um verdadeiro termômetro fashion.

Transparência, brilho e referências dos anos 2000

Entre os destaques deste ano, os looks com transparência voltaram com força total, acompanhados por muita pele à mostra e tecidos leves, ideais para o calor do deserto. As peças com brilho — especialmente prateadas e holográficas — dominaram os palcos e os bastidores, trazendo uma vibe futurista e glam. Tops de rede, saias assimétricas, calças cargo e óculos com lentes coloridas também marcaram presença, reforçando o retorno das tendências dos anos 2000. Celebridades como Hailey Bieber e Doja Cat apostaram em composições ousadas, misturando peças de alta-costura com toques streetwear.


Look de Hailey Bieber para o festival (Foto: reprodução/Instagram/@haileybieber)

Coachella com minimalismo cool e customizações únicas

Se por um lado houve quem brilhasse com produções chamativas, muitas famosas optaram por um visual mais clean e conceitual. Looks monocromáticos, conjuntos de alfaiataria leve e vestidos minimalistas mostraram ser possível se destacar sem exageros.


Look de Victoria Monet (Foto: reprodução/Instagram/@victoriamonet)

Outro ponto alto foram as customizações: tops feitos à mão, peças reaproveitadas e acessórios únicos deram um toque pessoal às produções. O Coachella 2025 mostrou que, na moda, autenticidade continua sendo a maior tendência.

Além das celebridades tradicionais, influenciadoras digitais e fashionistas internacionais marcaram presença com produções pensadas nos mínimos detalhes. Nomes como Emma Chamberlain, Leonie Hanne e Bretman Rock surpreenderam com combinações criativas, apostando em styling ousado e colaborações exclusivas com grandes marcas. O festival reforça seu papel como vitrine de tendências e palco para lançamentos de coleções cápsula e ativações de moda.

Brasileira presencia fechamento da Basílica de São Pedro após morte do Papa Francisco

Na manhã desta segunda-feira (21), a brasileira mineira Morgana Oliveira, presenciou o momento do fechamento do maior edifício religioso do catolicismo. De férias na Itália, a esteticista estava visitando a Basílica de São Pedro. Ela ouviu os sinos tocarem por volta das 7h30 da manhã no horário local (2h35 pelo horário de Brasília).

Morgana relembrou que havia muita gente no local. De repente, os sinos começaram a tocar, e todos que estavam em visitação perceberam o fechamento das zonas de visitação, incluindo a cúpula. Assim que ela e os demais saíram, após a pequena confusão gerada pelo encerramento das visitas, perceberam que já haviam passado trinta minutos desde a notícia do falecimento do Papa Francisco.

Sinos anunciaram a morte do Papa

O sino da Basílica de São Pedro, no Vaticano, anunciou a morte do Papa Francisco ao tocar na manhã desta segunda-feira (21). O som das batidas ecoou pela Praça de São Pedro, surpreendendo turistas e peregrinos, incluindo a brasileira Morgana Oliveira, que estava no local.

Aliás, o sino é o mesmo que o Papa Francisco ficou diante, quando fez sua última aparição pública durante a bênção do Domingo de Páscoa, em que declarou suas últimas palavras: “Irmãos e irmãs, Feliz Páscoa!”.


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Momento do “toque de luto” do sino Basílica de São Pedro, pela morte do Papa Francisco (Vídeo: reprodução/X/@IbonPerezTv)

Basílica de São Pedro permanece fechada

Apesar da alta visitação, a Basílica de São Pedro, no Vaticano, permanecerá fechada temporariamente após o falecimento do Papa Francisco. Na quarta-feira, 23 de abril, o corpo do pontífice será levado ao local, permitindo que os fiéis prestem suas últimas homenagens.

Sendo assim, após esse momento de despedida, a basílica deverá retomar suas atividades habituais. Além disso, para quem for viajar, com finalidade de turismo no Vaticano, neste momento, deve acompanhar os comunicados oficiais, pois, após a morte de um papa, o local tem um protocolo a seguir e estabelece uma série de restrições.

O Vaticano após a morte de um Papa

Conforme o ritual da Basílica de São Pedro, após a morte de um papa, o Vaticano entra no período chamado “Sé Vacante“, que significa “trono vazio”. Durante esse tempo, o governo da Igreja Católica fica sob a responsabilidade do Colégio dos Cardeais.

Enquanto isso, o camerlengo organiza o funeral, prepara o Conclave para escolher o novo papa e destrói o Anel do Pescador, que marca o fim do pontificado do papa falecido.

O funeral ocorre entre o quarto e o sexto dia após o falecimento, seguido por nove dias de luto. E, por fim, o Conclave reúne os cardeais na Capela Sistina, onde votam até que um sucessor seja eleito.

Javier Milei se despede do Papa Francisco

O presidente da Argentina, Javier Milei, se manifestou, nesta segunda-feira (21), sobre a morte do Papa Francisco, falecido aos 88 anos. Em uma publicação nas redes sociais, o chefe de Estado argentino expressou pesar e relembrou o recente encontro que teve com o pontífice em fevereiro deste ano, no Vaticano.

“Apesar de diferenças que hoje parecem menores, ter podido conhecê-lo em sua bondade e sabedoria foi uma verdadeira honra para mim. Como Presidente, como argentino e, fundamentalmente, como um homem de fé, despeço-me do Santo Padre e me solidarizo com todos que hoje recebem essa triste notícia”, declarou Milei.


Publicação no perfil oficial do Presidente da Argentina (Foto: reprodução/X/@JMilei)

A Casa Rosada confirmou que o presidente viajará a Roma para participar do funeral de Francisco, que ainda não tem data anunciada oficialmente. Guillermo Francos, chefe de gabinete da Nação Argentina, informou que parte da agenda presidencial será suspensa nos próximos dias para viabilizar a presença de Milei na cerimônia.

Mudança de tom após campanha marcada por críticas

Durante a campanha eleitoral de 2023, Javier Milei protagonizou duras críticas ao papa, chegando a chamá-lo de “imbecil que defende a justiça social”. O discurso agressivo fazia parte de sua retórica contra o que ele chamava de “intervencionismo estatal e clerical”. No entanto, ao assumir a presidência, Milei passou a adotar um tom mais conciliador em relação ao pontífice.

A visita ao Vaticano foi simbólica. Com presentes e doces, o presidente argentino buscou demonstrar respeito e iniciar uma nova fase na relação com Francisco. O encontro ocorreu em um momento crítico para a Argentina, que enfrenta sua pior crise econômica em décadas, com inflação acima de 200% e dificuldades políticas após a rejeição de um pacote de reformas no Congresso.

Reencontro entre fé e política marca despedida

O gesto de Milei ao lamentar a morte do papa e confirmar sua presença no funeral representa mais que uma formalidade diplomática. É também uma tentativa de unir diferentes setores da sociedade argentina diante de uma perda significativa para o país e para o mundo católico.

Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio, foi o primeiro papa latino-americano e permaneceu próximo das questões sociais da Argentina ao longo de seu pontificado. Sua relação com o poder político local sempre foi complexa, mas respeitosa. Agora, com sua partida, Milei demonstra que, apesar das diferenças, reconhece a importância histórica e espiritual do pontífice para a Argentina e para o mundo.

EUA impõem tarifa de 104% à China e acirra guerra comercial

Nesta terça-feira (8), a Casa Branca confirmou que as tarifas de 104% sobre produtos chineses começarão a ser cobradas a partir de quarta-feira (9). A decisão foi anunciada pela secretária de imprensa Karoline Leavitt, após o prazo dado pelo presidente Donald Trump para a China recuar sua retaliação comercial ter expirado sem resposta.


Secretária de imprensa Karoline Leavitt durante coletiva (Foto: reprodução/Al Drago/Bloomberg/Getty Images Embed)


Tarifa recorde entra em vigor após silêncio da China

Trump havia dado até as 13h do mesmo dia para o governo chinês retroceder na decisão de retaliar as tarifas americanas. Mais cedo, Donald chegou a afirmar, em suas redes sociais, que aguardava uma ligação de Pequim. A resposta, porém, foi o silêncio. Durante a madrugada, o governo chinês anunciou que manteria as tarifas contra os EUA, reforçando que “em uma guerra comercial, não há vencedores”.

O impasse elevou as tensões entre as duas maiores economias do planeta, dando sequência a uma escalada tarifária que iniciou no dia 2 de abril, quando Trump anunciou novas taxas de importação sobre 180 países, com foco especial na Ásia.

Efeito dominó atinge mercados e preocupa investidores

A medida norte-americana gerou reações em cadeia nos mercados globais. Apesar de as bolsas asiáticas e europeias terem fechado em alta, o clima de instabilidade fez com que os principais índices de Wall Street perdessem força ao longo do dia. No Brasil, o IBOVESPA passou a operar em baixa e o dólar voltou a atingir os R$ 6 por volta das 14h.

O temor de uma guerra comercial ampliada fez com que investidores fugissem de ativos de risco. Conforme a Casa Branca, cerca de 70 países já procuraram os EUA para negociar acordos diante das novas tarifas, numa tentativa de evitar retaliações semelhantes às aplicadas sobre a China.

A tarifação de Trump prevê uma composição de taxas resultantes no total de 104%:

  • 10% já estavam em vigor antes de fevereiro;
  • outros 10% foram adicionados no início do ano;
  • uma nova tarifa de 34% foi anunciada em 2 de abril;
  • e agora, mais 50% foram impostos após a retaliação chinesa.

O clima de tensão entre as duas maiores economias do mundo segue sem previsão de trégua e o impacto no comércio global pode ser profundo.

Mundo bate recorde de execuções e acende alerta global sobre pena de morte

Nesta terça-feira (8), a Anistia Internacional revelou que o mundo registrou, em 2024, o maior número de execuções por pena de morte em quase uma década. Segundo o relatório divulgado pela organização, foram 1.518 execuções no ano passado, um aumento de 32% em relação a 2023. A maior parte delas se concentrou em três países: Irã, Iraque e Arábia Saudita, responsáveis por 91% dos casos oficialmente documentados.

O aumento alarmante das execuções em 2024

O Irã aparece como o principal executor, com 972 mortes registradas, número que representa 64% de todas as execuções conhecidas. Muitas dessas sentenças, de acordo com a Anistia, foram motivadas por repressão política, atingindo inclusive manifestantes do movimento “Mulher, vida, liberdade” que foram sentenciados à morte, incluindo um jovem com deficiência mental. Na Arábia Saudita, a pena capital continua sendo aplicada para silenciar dissidentes e membros da minoria xiita. O Iraque também surpreendeu pelo salto expressivo no número de execuções, que passou de 16 para 63 em apenas um ano.


Irã executa sete pessoas em praça pública (Foto: reprodução/ISNA/AFP/Getty Images Embed)


Segredo, repressão e o uso político da pena de morte

Embora o relatório traga números preocupantes, ele também destaca o silêncio e a falta de transparência de países como China, Coreia do Norte e Vietnã conhecidos por aplicarem a pena de morte, mas que não divulgam dados confiáveis. A China, segundo a Anistia, continua sendo o país que mais executa pessoas no mundo, embora as cifras oficiais permaneçam fora do alcance público. Outro dado alarmante diz respeito ao uso da pena capital em crimes relacionados a drogas, que representam mais de 40% das execuções globais.

A Anistia alerta para a tendência preocupante de alguns países em reverter avanços: Maldivas, Nigéria e Tonga estudam reintroduzir a pena de morte para crimes ligados ao tráfico de drogas, enquanto República Democrática do Congo e Burkina Faso avaliam restaurar as execuções para crimes comuns.

Apesar do cenário, a Anistia reforça que a maioria do mundo segue em caminho oposto. Atualmente, 145 países aboliram ou deixaram de aplicar a pena de morte. “A pena de morte é um crime atroz que não tem lugar no mundo atual”, declarou Agnès Callamard, secretária-geral da organização, que pede mais pressão internacional e solidariedade às vítimas de regimes opressores.