Hamas publica vídeo de reféns andando de carro por Gaza em meio a ataques israelenses

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esta sexta-feira (05), o Hamas divulgou um vídeo onde mostra dois dos reféns israelenses levados pelo Hamas em um festival de música em 2023 em um carro, os levando na Faixa de Gaza.

Um dos reféns, Guy Gilboa-Dalal, circulou com os terroristas por vários pontos da Cidade de Gaza, incluindo a sede do Crescente Vermelho. No vídeo, o refém afirma em hebraico que está sendo mantido em cárcere há 22 meses e que as imagens foram registradas no dia 28 de agosto.

Palavras dos reféns comovem a internet

O vídeo, de mais de três minutos de duração, mostra Guy Gilboa-Dalal no banco traseiro de um veículo em movimento. Ao redor, é possível ver diversos edifícios destruídos, implorando a Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, para não iniciar ataques à Cidade de Gaza.

Em fevereiro, durante a trégua com Israel, o Hamas publicou um vídeo que mostrava dois israelenses, um deles Gilboa-Dalal, em um veículo, assistindo uma cerimônia de libertação de reféns.

“Ouvi dizer que vocês vão atacar a Cidade de Gaza e essa ideia está me dando pesadelos. O que isso significa? — pergunta Gilboa-Dalal — Significa que vamos morrer aqui. Só queremos que isso acabe. Queremos voltar para nossas famílias” afirmou, um dos reféns, pedindo aos israelenses que se manifestem contra o governo e exijam o fim da guerra.


Vídeo de reféns israelenses divulgado por Hamas (Vídeo: reprodução/YouTube/@InfoMoney)


Guerra sem pausa

A guerra em questão, completa 699 dias nesta sexta-feira (05), que foi marcada por protestos em Israel pedindo um acordo de cessar-fogo que resultaria na libertação dos reféns.

O conflito iniciou no dia 07 de outubro de 2023 após um ataque terrorista coordenado por vários grupos militantes palestinos contra cidades israelenses, passagens de fronteira, instalações militares adjacentes e colonatos civis nas proximidades da Faixa de Gaza, no sul de Israel.

Até hoje, não se aproxima de um desfecho pacífico entre os dois lados e novos casos de violência surgem a todo instante.

ONU exige investigação sobre mortes de palestinos durante busca por ajuda em Gaza

O secretário-geral da ONU, António Guterres, exigiu nesta semana uma investigação independente sobre as mortes de palestinos que tentavam receber ajuda humanitária no sul de Gaza. Em declaração oficial, seu porta-voz afirmou que Guterres considera “inaceitável” que civis tenham que arriscar suas vidas por comida.

O secretário-geral também exigiu que os responsáveis sejam identificados com urgência e devidamente responsabilizados pelos atos. Segundo ele, a situação exige respostas rápidas e transparentes, especialmente diante do agravamento da crise humanitária no território.

Cruz Vermelha relata vítimas de tiros e estilhaços

No domingo (1), o hospital de campanha do Comitê Internacional da Cruz Vermelha em Gaza recebeu 179 feridos, entre eles mulheres e crianças. De acordo com a organização, a maioria apresentava ferimentos por bala ou estilhaços. Vinte e uma pessoas não resistiram e morreram ao chegar à unidade.


ONU exige investigação após mortes em ponto de distribuição de comida em Gaza (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Band)

Relatos dos feridos à Cruz Vermelha indicam que todos estavam a caminho de um ponto de entrega de alimentos e suprimentos. O grupo extremista Hamas responsabilizou Israel pelos disparos contra civis e afirmou que ao menos 31 pessoas morreram na ocasião. Já as Forças Armadas de Israel negaram as acusações, alegando que não abriram fogo contra os civis.

Novos relatos de mortes aumentam tensão em Rafah

Na segunda-feira (2), equipes médicas relataram novos casos de mortes a tiros na mesma área de distribuição de ajuda, em Rafah, no sul de Gaza. Autoridades de saúde locais, sob controle do Hamas, informaram que três palestinos morreram.

As forças israelenses disseram estar cientes das novas denúncias e anunciaram uma “investigação abrangente”. Segundo o exército, durante a noite foram disparados tiros de advertência para impedir que suspeitos se aproximassem de posições militares, a cerca de um quilômetro do local de entrega de alimentos.

Enquanto o número de mortos aumenta e os relatos se multiplicam, cresce a pressão internacional por uma apuração transparente e a garantia de proteção à população civil em meio à crise.

Equipe de Joe Biden anuncia que ex-presidente está com câncer de próstata

O ex-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, foi diagnosticado neste domingo (18) com câncer de próstata. O político teve seu estado de saúde divulgado através do seu gabinete pelos seus assessores de imprensa, que também informaram que a doença já está no nível 9 de estágio avançado.


Biden agradece o apoio de sua esposa após descoberta do câncer. (reprodução/X/JoeBiden)

Estado de saúde do Democrata

Um dos estados mais agressivos do câncer de próstata, a pontuação chamada escore de Gleason tem como uma escala de 1 a 10 para a aparência das células cancerígenas comparadas a suas semelhantes normais. O político foi diagnosticado com a doença aos 82 anos de idade.

Examinado na semana passada por médicos especialistas, Biden apresentava um quadro sintomático com problemas urinários e também foi constatado que o câncer está se espalhando pelos ossos. O gabinete do ex-presidente estadunidense afirmou: “Embora esta represente uma forma mais agressiva da doença, o câncer parece ser sensível a hormônios, o que permite um tratamento eficaz. O presidente e sua família estão analisando as opções de tratamento com seus médicos.”

Saiba o que é o câncer de próstata

O câncer de próstata envolve as regiões da uretra e a glândula prostática, com o desenvolvimento de um tumor na região. Em casos mais avançados com a sua expansão sobre outras regiões mais próximas, envolve os ossos, bexiga, vesículas seminais e também linfonodos. 

O tratamento da doença pode variar com o quadro do paciente e o estado atual da doença. Além da quimioterapia ou imunoterapia, que são tratamentos aplicados em diversos tipos de câncer, também pode ser usada a terapia hormonal, cirurgia de prostatectomia e radioterapia. 

Biden que foi o presidente mais velho a assumir posse da presidência dos EUA, tendo sido vice-presidente do governo de Barack Obama em dois mandatos (2009-2017) e presidente eleito (2021-2024). O político era cotado para ser o concorrente do Partido Democrata contra Donald Trump nas eleições de 2024, porém devido a idade foi substituído por Kamala Harris. 

Acordo milionário entre Diddy e ex-namorada vem à tona no julgamento

Nesta quarta-feira (14), a cantora Cassie Ventura, durante um novo depoimento prestado, detalhou os traumas vividos durante seu relacionamento com Sean “Diddy” Combs. Poucas horas após abrir um processo contra o rapper, em 2023, Cassie firmou um acordo no valor de US$ 20 milhões — o equivalente a R$ 118 milhões.

No processo, ela acusou Diddy de estupro, agressão física e comportamento controlador. Segundo a artista, o ex-companheiro a forçava a participar de maratonas sexuais, conhecidas como “freak offs”, frequentemente acompanhadas do uso de drogas. Cassie chorando contou que, em meio à dor, recorreu à automutilação para tentar aliviar o sofrimento que vivia.

Terapia vira ponto de virada após pensamentos suicidas

Depois de anos vivendo sob abuso e controle, Cassie chegou ao limite. Em 2023, já fora do relacionamento com Diddy, ela buscou ajuda profissional pela primeira vez. Segundo relatou no tribunal, foi nesse momento que entendeu o quanto estava ferida — emocional e fisicamente.


Em depoimento, a ex-namorada de P. Diddy afirma ter sido violentada (Vídeo: reprodução/YouTube/Jovem Pan News)

Cassie contou que chegou a pensar em tirar a própria vida, num período em que a dor parecia maior do que qualquer saída possível. A terapia, segundo ela, foi um passo crucial para recuperar sua voz e entender que merecia viver longe daquele ciclo de violência. Hoje, ela enxerga esse processo como o início de uma reconstrução — lenta, mas necessária.

Imagens de agressão reforçam denúncias

Para sustentar as acusações, os promotores apresentaram um vídeo de segurança divulgado em 2024 pela CNN. As imagens, registradas em 5 de março de 2016, mostram Diddy agredindo Cassie em um corredor de hotel. O material visual gerou forte comoção e fortaleceu a credibilidade do depoimento da cantora.

Apesar da defesa de Diddy sustentar que tudo ocorreu de forma consensual, as evidências apresentadas mostram que essa versão não se sustenta. O caso segue em julgamento, e a pressão por justiça cresce à medida que mais detalhes vêm à tona.

À medida que o processo avança, o depoimento de Cassie ganha força como um símbolo crucial na batalha contra a violência doméstica, principalmente quando ocorre oculta pelo poder e pela fama.

Filhas de Diddy deixam tribunal durante depoimentos impactantes

Na abertura do julgamento federal de Sean “Diddy” Combs, nesta segunda-feira (12), em Manhattan, as atenções se voltaram para as reações da família do rapper diante das acusações. Suas filhas, Chance, D’Lila e Jessie, compareceram à audiência acompanhadas da avó, Janice Combs. No entanto, diante de relatos extremamente perturbadores, as jovens deixaram o tribunal em dois momentos distintos. Os depoimentos trouxeram à tona acusações contundentes de violência física, exploração sexual e abusos psicológicos recorrentes, envolvendo o artista e seu círculo mais próximo.

Depoimentos expõem cenas explícitas e violência

Logo nas primeiras horas, o trabalhador sexual Daniel Phillip revelou detalhes sobre as supostas práticas de Diddy. Ele afirmou que a ex-namorada do cantor, Casandra (Cassie) Ventura, o contratou para manter relações sexuais enquanto Diddy assistia. Além disso, ele relatou episódios nos quais o artista teria agido com violência contra a ex-parceira.


Julgamento de P.Diddy por tráfico sexual (Vídeo: reprodução/YouTube/Band Jornalismo)

Durante o julgamento, os promotores exibem imagens de segurança de 2016 que mostram Diddy agredindo Cassie. Suas filhas, ao lado da avó, assistem à gravação com semblante fechado, enquanto a defesa permanece em silêncio.

Acusações apontam esquema criminoso

O Ministério Público acusa Diddy de liderar um esquema criminoso por meio de sua gravadora, a Bad Boy Records, supostamente usada como fachada para práticas ilegais. De acordo com a promotora Emily Johnson, o cantor contava com a ajuda de pessoas próximas e funcionários para acobertar abusos físicos, psicológicos e sexuais. Ela também afirmou que ele usava vídeos de festas regadas a drogas e sexo para chantagear Cassie e outras mulheres, mantendo-as sob controle emocional.

Inicialmente denunciado por três crimes, Diddy agora responde a cinco acusações criminais federais, incluindo extorsão, tráfico humano e prostituição. Apesar da gravidade das denúncias, ele se declara inocente. A defesa argumenta que os relacionamentos mencionados ocorreram de forma consensual. Enquanto isso, o julgamento segue avançando, acompanhado de intensa cobertura da mídia e crescente tensão a cada novo depoimento apresentado em tribunal.

Vaticano mostra Capela Sistina pronta para eleger novo papa

O Vaticano divulgou nesta terça-feira (6), as primeiras imagens da Capela Sistina preparada para o conclave. Sob os icônicos afrescos de Michelangelo, as mesas foram meticulosamente organizadas e identificadas com os nomes dos 133 cardeais com menos de 80 anos, aptos a votar. É nesse cenário solene e simbólico que os religiosos se reunirão, em completo sigilo, para escolher o novo líder da Igreja Católica.

O Vaticano prepara o espaço com rigor, unindo tradição, espiritualidade e praticidade. A capela foi adaptada para acomodar confortavelmente todos os votantes, já que as sessões podem durar várias horas — ou até dias, se não houver consenso imediato sobre o sucessor do Papa Francisco.

Cardeais se isolam e iniciam o processo de escolha

Os cardeais começaram a se hospedar, ainda hoje, em dois hotéis dentro do Vaticano. Desde então, estão completamente isolados do mundo exterior, sem acesso a celulares, internet ou qualquer forma de comunicação externa. O isolamento garante que os cardeais decidam com total liberdade, livres de qualquer influência externa.


Capela Sistina pronta para a eleição do novo papa (Vídeo: reprodução/YouTube/TerraBrasil)


Esse isolamento é fundamental para preservar a liberdade de escolha e para que o resultado do conclave reflita exclusivamente a vontade dos cardeais. Especialistas e membros do clero afirmam que, até o momento, não há consenso sobre o futuro líder da Igreja Católica, o que aumenta ainda mais a expectativa.

Sala das Lágrimas espera pelo pontífice eleito

Ao lado da capela, a Sala das Lágrimas já está cuidadosamente preparada para o momento histórico em que o novo papa vestirá suas vestes papais. O Vaticano organizou o espaço com atenção aos detalhes, disponibilizando batinas em diversos tamanhos, aguardando com expectativa a chegada do escolhido.

Esse gesto simbólico vai além de uma tradição que atravessa os séculos — ele traduz o silêncio solene com que a Igreja recebe seu novo líder espiritual. A escolha do papa não representa apenas uma sucessão; ela encerra uma etapa e abre outra, cheia de expectativas, dilemas contemporâneos e responsabilidades imensas diante de milhões de fiéis ao redor do mundo.

Vaticano anuncia horários do fim das votações que definem o novo papa

Nesta terça-feira (6), a Santa Sé divulgou os horários em que devem terminar as votações do conclave, que começa nesta quarta-feira (7) na Capela Sistina. A partir das 7h e das 14h (horário de Brasília), fiéis do mundo inteiro, especialmente os brasileiros, poderão ver a famosa fumaça subir, indicando se o novo papa foi escolhido.

A Igreja Católica prevê quatro votações diárias, duas pela manhã e duas à tarde. No entanto, a fumaça branca — sinal de que um novo pontífice foi eleito — só aparecerá nos horários de 5h30 e 12h30 caso a escolha aconteça nessas rodadas. Caso contrário, os fiéis verão a fumaça preta às 7h e às 14h, indicando que o processo continua.

Cardeais entram na Capela Sistina para definir o novo papa

Os 133 cardeais com direito a voto devem entrar na Capela Sistina por volta das 11h30 (horário de Roma). Como o cardeal decano Giovanni Battista Re está afastado por conta da idade, o cardeal Pietro Parolin assumirá a presidência do conclave.


Eleição para novo Papa será nesta semana e votação deve durar de dois a três dias (Vídeo: reprodução/Youtube/Rádio Band News FM)

A votação ocorre de forma secreta e continua até que um dos candidatos alcance dois terços dos votos. A média de duração dos últimos dez conclaves foi de pouco mais de três dias, com os dois mais recentes — em 2005 e 2013 — finalizados em apenas dois dias.

Ou seja, os olhos do mundo poderão ver a fumaça branca mais cedo do que imaginam.

Fumaça branca indica o início de uma nova era

À medida que os cardeais votam, a expectativa cresce entre os fiéis. A fumaça branca, símbolo do consenso, representa mais que o anúncio de um novo líder. Ela marca o início de um novo capítulo para a Igreja Católica e reafirma o elo profundo entre fé, tradição e expectativa dos fiéis.

Enquanto o mundo aguarda, muitos especulam quais nomes estão mais próximos de ocupar o trono de São Pedro. Alguns cardeais, considerados “papáveis”, são apontados como favoritos há anos. Mas, como mostram conclaves passados, o resultado pode surpreender.

Agora, tudo está pronto para que a Capela Sistina volte a ser palco de um dos momentos mais emblemáticos da Igreja. A qualquer momento, o céu de Roma pode se encher de fumaça branca — e com ela, a esperança renovada de milhões de fiéis.

Vaticano atualiza lista do conclave e confirma ausência de dois cardeais

Nesta terça-feira (29), o Vaticano anunciou que os cardeais Antonio Cañizares Llovera, da Espanha, e Vinko Puljic, da Bósnia, não participarão do conclave que elegerá o novo papa. Ambos já haviam comunicado sua ausência na semana anterior, mas agora foram oficialmente retirados da lista de votantes por razões de saúde, conforme confirmou o porta-voz da Santa Sé, Matteo Bruni.

Conclave se aproxima com 133 cardeais votantes

Com essas duas ausências confirmadas, o número de cardeais com direito a voto fica em 133. Apenas aqueles com menos de 80 anos podem participar do processo, conforme as regras estabelecidas pela Igreja. A eleição do novo pontífice está marcada para o dia 7 de maio e ocorrerá na tradicional Capela Sistina, no Vaticano, cercada de expectativa, tradição e absoluto sigilo. Para que um novo papa seja eleito, são necessários no mínimo 89 votos — o equivalente a dois terços dos eleitores presentes, garantindo legitimidade ao resultado final da escolha.


Cardeais que não iram participar do Conclave (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

Maioria dos votantes foi escolhida por Francisco

Outro dado relevante é que a maioria dos cardeais votantes — 108 dos 133 — foi nomeada pelo atual Papa Francisco. Os outros 25 foram escolhidos pelos papas anteriores, Bento XVI e João Paulo II. Isso indica que a escolha do novo papa deve manter, em certa medida, a linha ideológica e pastoral promovida por Francisco, com leve inclinação ao centro-direita, como avaliam especialistas em assuntos religiosos e estudiosos do Vaticano. Muitos observadores apontam ainda que esse perfil majoritário reforça a continuidade de temas como justiça social, meio ambiente e diálogo inter-religioso, que marcaram o pontificado de Francisco nos últimos anos.

Caso nenhuma candidatura atinja os dois terços após 34 rodadas de votação, o processo avança para um segundo turno, entre os dois mais votados. A expectativa em torno do conclave cresce, já que sua decisão definirá os rumos da Igreja Católica nos próximos anos e influenciará diretamente milhões de fiéis ao redor do mundo.

Apagão surpreende Europa e impede mãe de chegar ao parto da filha

Nesta segunda-feira (28), uma falha elétrica de grandes proporções atingiu Portugal e partes da Espanha, interrompendo serviços essenciais e causando uma série de atrasos no transporte aéreo. Em meio ao caos, uma história em especial emocionou muitos: uma mãe, que embarcava rumo a Barcelona para acompanhar o nascimento do neto, ficou presa no aeroporto, impossibilitada de chegar a tempo.

Enquanto a filha entrava em trabalho de parto, a avó aguardava ansiosa por informações em um terminal sem energia e sem previsão de retomada de voos.

Falha elétrica paralisa aeroportos

A pane elétrica teve impactos diretos e imediatos nos principais aeroportos da região, gerando atrasos, cancelamentos em massa e um cenário de total desorganização. Com sistemas de check-in e controle de voo fora do ar, filas se formaram rapidamente e os painéis de informações pararam de funcionar, deixando passageiros sem qualquer previsão de embarque. Muitos se viram sem orientação, dependendo apenas de comunicados verbais e da boa vontade dos funcionários, que também enfrentavam dificuldades para lidar com o volume de reclamações e a falta de estrutura.


Apagão causa caos em Portugal e Espanha (Vídeo: reprodução/YouTube/Band Jornalismo)

Para os passageiros que precisavam embarcar com urgência, a espera se tornou ainda mais angustiante e difícil de suportar. No caso da avó que seguia para Barcelona, a expectativa de ver o neto nascer deu lugar à impotência diante do imprevisto. “É frustrante estar tão perto e, ao mesmo tempo, tão distante de um momento tão importante”, comentou ela a outros passageiros que também aguardavam respostas. O clima nos terminais era de tensão e incerteza, com crianças chorando, pessoas tentando reorganizar planos pelo celular e muitos simplesmente sentados no chão, esperando que a situação se normalizasse.

Incertezas e esforços para restabelecimento

Autoridades e companhias aéreas mobilizaram-se para contornar a situação, mas a abrangência do apagão dificultou ações imediatas. Muitos passageiros, como a avó impedida de chegar ao parto, passaram horas em busca de respostas. Os serviços foram sendo restabelecidos gradualmente, enquanto as companhias tentavam acalmar os passageiros com atualizações frequentes sobre a situação.

O episódio reforça a importância da preparação diante de falhas sistêmicas e revela o impacto humano de um imprevisto: quando a tecnologia falha, histórias pessoais ficam em suspenso — e momentos que não se repetem acabam sendo vividos à distância.

Lula presta homenagem no velório do Papa Francisco

Nesta sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do velório do Papa Francisco, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Lula estava acompanhado da primeira-dama Janja, da ex-presidente Dilma Rousseff, além dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Ricardo Lewandowski (Justiça) e do assessor Celso Amorim. Também integraram a comitiva os presidentes da Câmara, do Senado e do STF. A presença de tantas autoridades brasileiras refletiu o impacto global da liderança espiritual do pontífice.

Cerimônia marcada pela emoção

O adeus ao Papa Francisco tem comovido fiéis do mundo todo, tornando-se um dos momentos mais marcantes e tocantes vividos no Vaticano nos últimos tempos. A comoção tomou conta da Praça de São Pedro, que recebeu mais de 150 mil pessoas vindas de várias partes do mundo para prestar suas últimas homenagens ao pontífice, que marcou gerações com sua postura acolhedora e compromisso com os mais vulneráveis. Fiéis, religiosos e líderes de países dividiram espaço na imensa praça, onde o silêncio e a oração deram o tom de respeito e admiração.


Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comitiva Brasileira (Foto: reprodução/Ricardo Stuckert/@lulaoficial)

Como será a despedida solene do Papa Francisco

Neste sábado, com o caixão lacrado, o cardeal Giovanni Battista Re, decano do Colégio Cardinalício, dará início à Missa das Exéquias — rito tradicional da Igreja Católica em homenagem aos falecidos. A cerimônia será realizada ao ar livre, como em velórios papais anteriores, reforçando a ligação entre o papa e o povo. O cenário imponente da Praça de São Pedro, cercada pelas colunatas de Bernini, torna-se palco de um último adeus coletivo, carregado de simbolismo e emoção.

Ao final da celebração, o caixão será conduzido em procissão solene até a Basílica de Santa Maria Maggiore, um dos templos mais importantes do catolicismo em Roma, onde acontecerá o sepultamento. O momento contará com a presença de autoridades, representantes religiosos e também de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente convidadas para estar nos degraus que levam ao local de descanso final do pontífice — um gesto que ecoa os valores de humildade e inclusão que marcaram seu papado.