Quartel-general paramilitar é atacado por homens-bomba no Paquistão

Nesta segunda-feira, dia 24 de novembro, o quartel-general das forças paramilitares do Paquistão foi atacado por três homens-bomba. Instalado na sede da Polícia Federal localizada na cidade de Peshawar – a capital da província Khyber Pakhtunkhwa, perto da fronteira com o Afeganistão –, o local abriga as forças paramilitares paquistanesas. O ataque começou com tiros e os três homens, após abrirem fogo, explodiram as bombas que estavam em seus corpos. Os ataques a tiros e com bombas deixaram três mortos e pelo menos onze pessoas ficaram feridas, segundo informações das autoridades paquistanesas. 

O ataque

Os homens-bomba abriram fogo contra o quartel-general para conseguirem invadir o edifício. “O primeiro homem-bomba atacou a entrada principal da delegacia e os outros entraram no complexo”, contou um funcionário do local à Agência Reuters, em anonimato. A sede da Polícia Federal fica em uma região povoada da cidade de Peshawar, capital da província de Khyber Pakhtunkhwa: por isso, a estrada e as ruas que conectam o local foram fechadas pelo exército, pela polícia e pela segurança. As informações vieram de um morador da região, em depoimento para a Agência Reuters. 


@g1

Atentado – Três homens-bomba atacaram o quartel-general de uma força paramilitar no Paquistão, nesta segunda-feira (24), matando três militares e ferindo pelo menos 11, disseram as autoridades. Os agressores abriram fogo ao forçar entrada na sede da Polícia Federal, na cidade de Peshawar, capital da província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão, antes de detonarem explosivos dentro do complexo, informou a polícia. A sede da força policial está localizada em uma área densamente povoada de Peshawar, capital da província de Khyber Pakhtunkhwa. Três membros das forças paramilitares foram mortos, afirmou Javed Iqbal, vice-comandante da força. “As forças de segurança, incluindo o exército e a polícia, isolaram a área e estão lidando com a situação com cautela, pois suspeitamos que haja terroristas dentro do quartel-general”, acrescentou o oficial. Os feridos, incluindo dois paramilitares, foram levados para o Hospital Lady Reading, informou o porta-voz da instituição, Mohammad Asim. Até o momento, nenhum grupo militante reivindicou a autoria do ataque. Para saber mais, clique em ‘leia o artigo’ #g1 #tiktoknotícias #paquistão #homembomba #atentado

♬ som original – g1 – g1

Ataque de homens-bomba deixa mortos e feridos (Vídeo: reprodução/TikTok/@g1)


Segundo as autoridades paquistanesas, o ataque deixou três mortos e onze pessoas ficaram feridas. Dessas onze pessoas, duas eram das forças paramilitares do Paquistão. Segundo informações de Mohammad Asim, porta-voz da instituição, os feridos foram levados para o Hospital Lady Reading. O vice-comandante das forças paramilitares do Paquistão afirmou que os três responsáveis pelo ataque com tiros e bombas foram mortos. Até agora, nenhum grupo reivindicou o ataque. 

Tensões

O quartel-general das forças paramilitares do Paquistão que foi atacado pelos três homens-bomba está localizado perto da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão. O local é conhecido por ter tensões armadas.

Nas últimas semanas, a região viu os ataques serem intensificados. No mês passado, a fronteira entre os dois países teve confrontos com mortes. 

Paquistão e Afeganistão prorrogam cessar-fogo após confrontos e prometem novo diálogo

O Paquistão e o Afeganistão decidiram prolongar o cessar-fogo após uma reunião realizada em Istambul, nesta quinta-feira (30). O acordo veio depois de uma série de confrontos violentos na fronteira, os mais graves desde que o Talibã assumiu o controle de Cabul em 2021. Neste mês, os combates resultaram em mortes, ataques aéreos do Paquistão e no fechamento parcial da fronteira, usada para o comércio entre os dois países.

Turquia e Catar se colocaram à disposição para ajudar no diálogo

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Turquia, as partes concordaram em criar um mecanismo de monitoramento para garantir que o cessar-fogo seja respeitado. Caso alguma das partes descumpra o acordo, sanções poderão ser aplicadas. Uma nova reunião está marcada para o dia 6 de novembro, também em Istambul, onde serão definidos os detalhes de como esse sistema vai funcionar.

O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, também confirmou o fim das negociações iniciais e disse que ambos os lados concordaram em seguir conversando em novos encontros. Ele afirmou que o Afeganistão busca relações pacíficas e respeitosas com o Paquistão, baseadas na não interferência nos assuntos internos de cada país.


Enquanto assinavam o cessar-fogo, o Talibã orquestra uma tentativa de participar da COP30 (Foto: reprodução/X/@bielferrigno)


Governo paquistanês ainda não fez uma declaração oficial

Os recentes confrontos tiveram início depois que o Paquistão lançou uma série de ataques aéreos dentro do território afegão, alegando que integrantes do Talibã paquistanês — grupo considerado uma das maiores ameaças à segurança do país — estariam escondidos em solo afegão. Segundo as autoridades paquistanesas, esses militantes vinham planejando e executando atentados contra suas forças de segurança, especialmente em regiões próximas à fronteira, o que teria motivado a resposta militar.

O governo do Afeganistão, por sua vez, reagiu com indignação, classificando os bombardeios como uma grave violação da soberania nacional e uma afronta às leis internacionais. As autoridades afegãs negaram abrigar membros do grupo extremista e afirmaram que o país não permite o uso de seu território para ações contra nações vizinhas. Além disso, o Talibã pediu respeito mútuo e cooperação.

A fronteira de 2.600 km entre os dois países é, há décadas, motivo de tensões e acusações mútuas, especialmente por causa da presença de grupos armados na região.

Paquistão afirma que índia atacou três bases aéreas do país

O governo do Paquistanês afirmou que a Índia lançou mísseis em direção a três bases aéreas do país, uma delas próxima à capital, Islamabad. As defesas aéreas do Paquistão teriam interceptado a maioria dos disparos no ataque que aconteceu na madrugada de sábado (10) no horário local.

Ao longo das mais de três décadas de rivalidade, este foi o momento de maior tensão entre os dois países. Analistas temem que o conflito escale principalmente pelo fato da índia e do Paquistão possuírem armas nucleares.

Os ataques

Em uma disputa pelo território da Caxemira, os dois países entraram em confronto diariamente desde quarta-feira (7). Na primeira ofensiva, a Índia comandou ataques no Paquistão em lugares que chamou de “bases de militantes”. O país prometeu retaliar.


Primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, autoriza contra ataque do exército (Foto: reprodução/Instagram/@cnnpolitica)


A Índia, por meio de seus aviões, lançou mísseis ar-superfície. A base de Nur Khan, a base de Mureed e a base de Shorkot foram alvos – Ahmed Sharif Chaudhry.

Uma das bases aéreas está localizada em Rawalpindi, cidade próxima à capital Islamabad. As outras duas bases ficam em Punjab, no leste do Paquistão, que é vizinha da Índia.

O porta-voz militar paquistanês disse que apenas alguns mísseis passaram pelas defesas aéreas. Os que passaram não atingiram nenhum “ativo aéreo”, de acordo com as análises iniciais de danos.

Morte de turistas

A índia declarou que os ataques da última quarta-feira foram uma retaliação a uma ofensiva mortal contra turistas hindus na Caxemira indiana, que ocorreu no mês passado. O Paquistão negou as acusações de envolvimento nos ataques.


Paramédicos e policiais levam turista ferido para hospital em Anantnag após ofensiva no dia 22 de abril de 2025 (Foto: reprodução/Tauseef Mustafa/AFP)

Desde quarta-feira, os dois países trocaram artilharia na região das fronteiras e enviaram drones e mísseis para o espaço aéreo um do outro. Nesta sexta-feira, a maior parte dos combates aconteceu na Caxemira indiana e nos Estados indianos vizinhos. A Índia declarou que abateu drones do Paquistão.

Conheça o arsenal nuclear de Índia e Paquistão que estão em conflito

Os dois países, Índia e Paquistão, contém, respectivamente, o 6º e o 7º maiores arsenais do mundo. A informação é apresentada pela Federação Cientistas Americanos (FAS). Nesta quarta-feira (7), um ataque do Paquistão na região da Caxemira controlada pela Índia deixou mortos e feridos. As duas nações já tiveram três guerras por causa da região.

No momento, nove países no mundo detém armas nucleares. Em nível global, o arsenal chega ao número de 12.331 ogivas.

Distribuição por país

  • Índia: 180 ogivas
  • Paquistão: 170 ogivas

Nesses dois casos, o arsenal estipulado são classificados como “em reserva/não implantadas”, ou seja, as ogivas precisam de algum tempo de preparação até que possam ser utilizadas.

A especialista de política nuclear Michelly Geraldo, explica que mesmo com a escalada na tensão entre os dois países, a probabilidade de uso de armas nucleares no atual cenário é considerada baixa.

A Índia e o Paquistão possuem um arsenal nucelar pequeno se comparado ao dos Estados Unidos e da Rússia, que conservam os maiores estoques do mundo. A Rússia e os EUA guardam, respectivamente, 5.449 e 5.277 ogivas nucleares cada um, o que equivale a 84% das existentes.

Além do mais, as ogivas de Índia e Paquistão estão armazenadas, e não implantadas em lançadores – isso quer dizer que estão prontas para uso. Já os EUA possuem 1.770 ogivas implantadas, sendo 1.670 em dispositivos de longo alcance; e a Rússia, 1.710.


Índia e Paquistão entram em guerra por território (Foto: reprodução/Instagram/@portalg1)


O Paquistão se faz valer do uso de armas nucleares como necessidade de se defender e garantia, proteção de seu território. Os paquistaneses implementaram um programa nuclear devido os conflitos históricos com a Índia, no intuito de impedir ataques convencionais rápidos em seu território, e por conta disso o país desenvolveu, por exemplo, armas nucleares de curto alcance.

O mesmo tipo de precaução ocorre no lado indiano. A utilização de armas nucleares pelo país é devido a tensão com o Paquistão. Porém, a Índia adota uma estratégia conhecida por “First No Use” (não usar primeiro, em tradução livre) que define que o país não será o primeiro a recorrer a armas nucleares em um eventual combate, mas responderá caso seja atacado.

Em geral, o número total de armas nucleares no mundo vem se reduzindo, sobretudo devido ao desmonte de ogivas que estavam fora de serviço, maiormente nos EUA e Rússia.

Todavia, considerando apenas as ogivas nucleares, desconsiderando lançadores, mísseis e aeronaves, o cenário é de crescimento.

De acordo com a FAS, países como China, Índia, Coreia do Norte, Paquistão, Reino Unido e a própria Rússia podem estar ampliando seus estoques ativos.

Paquistão ataca Caxemira

A região da Caxemira sofreu um ataque do Paquistão nesta quarta. A região da Caxemira é monitorada pela Índia. O ataque deixou dezenas de mortos e feridos. A agência de notícias AFP informou que o ataque da artilharia paquistanesa aconteceu no distrito de Poonch. A investida aconteceu após o Paquistão afirmar que revidaria os ataques indianos do dia anterior. A índia atestou ter atacado nove alvos paquistaneses, contudo, o ministro da Defesa indiano afirmou não haver civis entre os mortos. o Paquistão contesta a informação.

A rivalidade entre os dois países é histórica. ocorre desde a independência dos territórios, em meados do século XX.

Devido aos ataques na região, companhias aéreas asiáticas mudaram rotas e cancelaram voos que passavam pelo local. Segundo a Reuters, 50 voos para o Paquistão foram cancelados.


Exército paquistanês é autorizado a revidar ataque da Índia (Foto: reprodução/Instagram/@cnnpolítica e @cnnbrasil)


Conflito pela Caxemira

China, Índia e Paquistão detém o controle da região, porém, a Caxemira que se situa na cordilheira do Himalaia, vem sendo reivindicada desde 1947 pela Índia e o Paquistão após ambos terem conquistado a independência do Reino Unido.

As Nações Unidas pediram à Índia e ao Paquistão: “máxima contenção para garantir que a situação não se deteriore ainda mais”.

Índia ataca região da Caxemira ocupada pelo Paquistão

O Exército indiano lançou um ataque contra uma área da Caxemira sob controle paquistanês em mais uma escalada de tensões entre os dois países nucleares.

Segundo fontes militares, o ataque foi uma resposta a supostas infiltrações de militantes vindos do lado paquistanês. Cerca de nove locais no Paquistão foram atingidos. 

Detalhes do conflito

A Caxemira é um território disputado há décadas, com conflitos frequentes na fronteira. Ambos os países já travaram três guerras (1947, 1965 e 1999) pela região e mantêm um frágil cessar-fogo desde 2021.

Entretanto, na manhã desta quarta-feira (7), no horário local, operações ocorreram na região de Line of Control (LoC), a linha de cessar-fogo que divide a Caxemira entre Índia e Paquistão.

As autoridades indianas afirmam que o ataque visava “eliminar bases terroristas” na região e que nove locais foram alvos. Em resposta, o Paquistão negou as acusações e prometeu uma “resposta proporcional”, acusando a Índia de violar o cessar-fogo.  

Um jornalista da CNN relatou ter ouvido fortes explosões na Caxemira ocupada pelo Paquistão. O Exército paquistanês afirmou que três locais foram atingidos.


Soldados da Índia ao lado de destroços de helicóptero (Foto: Reprodução/Danish Ismail/AP Photo)

Aumento na tensão entre os países

Em comunicado, o Ministro da Defesa da Índia afirma que as medidas tomadas foram em resposta ao “ataque terrorista em Pahalgam, no qual 25 indianos e um cidadão nepalês foram assassinados”. A fala faz referência ao ataque contra turistas ocorrido no mês de abril de 2025.

Em resposta, o porta-voz militar paquistanês Ahmed Sharif Chaudhry disse à Geo TV que “O Paquistão responderá no momento e local de sua escolha”. Em dezembro de 2024, o vice-conselheiro de Segurança dos Estados Unidos alertou sobre a capacidade paquistanesa de atingir alvos fora da Ásia e ressaltou sua crescente ameaça.

Enquanto a Índia justifica a ação como “antiterrorismo”, o Paquistão ameaça retaliar, aumentando o risco de novos confrontos mesmo com sua estrutura política manchada desde a prisão do ex-primeiro ministro em 2023. 

A Organização das Nações Unidas (ONU), pediu moderação e diálogo entre os dois lados. Algumas potências mundiais como EUA e China acompanham a situação com preocupação, dada a possibilidade de uma crise maior.  

Trump condena ataque indiano ao Paquistão e diz: “É uma vergonha”

O presidente americano Donald Trump, na última terça-feira (06), classificou como “vergonhoso” o ataque do governo indiano ao Paquistão, em disputa pela região da Caxemira, no Sul da Ásia.

Em entrevista a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, Trump declarou que a ação era esperada e que “sabia que isso ia acontecer e aconteceu”. Apesar de avaliar que os dois países, Índia e Paquistão, se confrontam há muito tempo, pediu para que o conflito acabasse logo.

O Secretário de Estado, Marco Rubio, utilizou suas redes sociais para informar que está monitorando de perto a situação entre os dois países, além de manifestar apoio aos comentários do presidente Donald Trump .


Publicação do Secretário de Estado Marco Rubio sobre a situação entre Índia e Paquistão (Foto: reprodução/X/@SecRubio)

O Departamento de Estado dos EUA informou que na tarde de ontem, terça-feira (06), entrou em contato com conselheiros de segurança indianos e paquistaneses pedindo para que evitassem um conflito em grande escalada. 

Ataques recentes

Em 22 de abril (2025), na cidade turística de Pahalgam, no estado indiano de Jammu, um ataque atribuído a rebeldes paquistaneses, matou 26 civis em um resort. A região é conhecida por suas belezas naturais e por ser um importante santuário hindu. Milhares de turistas procuram a região em busca de turismo religioso. 

O ataque, condenado pela comunidade internacional, gerou forte comoção indiana e promessa de retaliação por parte do governo de Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia.


Declaração do primeiro-ministro indiano Narendra Modi (Vídeo: reprodução/Instagram/@narendramodi)


Em sua fala, Modi, declara que a Índia identificará, punirá e perseguirá os responsáveis pelo ataque em Pahalgam “até os confins da Terra”. 

A partir de então, os conflitos entre Paquistão e Índia, em disputa pela região da Caxemira, se intensificaram. Fazendo com que Narendra Modi, buscasse apoio junto ao Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas), para que uma possível retaliação contra o Paquistão, por parte da Índia, fosse considerada um “caso de legítima defesa”

À época, o primeiro-ministro indiano informou que suspendeu sua participação no “Tratado das Águas do Ìndo”, assinado em 1960, e tanto Índia quanto Paquistão expulsaram a delegação diplomática, indiana e paquistanesa, de seus países.

Águas do Indo

O rio Indo e a região da Caxemira estão interligados e são de suma importância para a economia agrícola tanto da  Índia quanto do Paquistão. É a principal fonte fluvial e se inicia no Tibete, cortando a região da Caxemira, até desembocar no Mar da Arábia. Além da importância agrícola, também é fonte geradora de energia para os dois países. 

A disputa pela região da Caxemira, iniciada em 1947, tem desencadeado conflitos armados, ataques e crise diplomática entre governos indianos e paquistaneses por décadas. E, consequentemente, a disputa pelo domínio das Águas do Indo, tem gerado grandes tensões na região. 


Foto auxiliar: Rio Jhelum, um dos afluente do Rio Indo, em Muzaffarabad, capital da Caxemira (Foto: reprodução/Farooq Naeem /AFP/Getty Images Embed)


Na tarde de ontem, terça-feira (06), o primeiro-ministro Narendra Modi informou que criará barragens para desviar as águas do Rio Indo, que nascem em seu território para não chegarem até o Paquistão. 

Essa ação, por parte de Modi, foi vista pela comunidade internacional como uma forma de utilizar a “água” como “arma de guerra”, uma vez que, ao impedir que o Paquistão seja abastecido pelas águas do Indo, a Índia afeta a economia agrícola e energética do país vizinho, afetando a população paquistanesa.

Operação SINDOOR

O ataque com mísseis desta terça-feira (06), da Índia contra o Paquistão, denominado de “Operação SINDOOR” e, condenado pelo presidente americano Donald Trump, atingiu nove alvos paquistaneses na região da Caxemira administrada pelo Paquistão. 


Publicação do Exército indiano sobre a “Operação SINDOOR” (Vídeo: reprodução/X/@adgpi)

Governantes globais, principalmente da Ásia e da Europa estão em alerta, uma vez que tanto a Índia, quanto o Paquistão possuem armas nucleares, podendo elevar este conflito regional para uma escalada de conflitos globais em disputas por territórios, desestabilizando a Paz mundial.

Terremotos pegam de surpresa cidades no Afeganistão, Paquistão e Índia

Segundo o Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo (EMSC), um terremoto de magnitude 5,6 atingiu a a região de Hindu Kush, no Afeganistão, no início da manhã desta quarta-feira (16), no horário local.

A princípio, o EMSC havia medido a magnitude do tremor em 6,4 na Escala Richter, mas posteriormente revisou a medição. 

Outras regiões afetadas

Além do Afeganistão, o terremoto foi sentido ao longo da manhã em Islamabade, partes ao norte do Paquistão e ao norte da Índia, incluindo Déli, com magnitude de 5,9, de acordo com o Departamento Meteorológico do Paquistão (PMD). 


Os tremores foram sentidos em regiões do Afeganistão e da Índia (Reprodução/X/@Shubash_LiveS)

De acordo com dados coletados pelo EMSC, o tremor aconteceu a uma profundidade de 121 km e o epicentro foi a 164 km a leste de Baghlan, ao norte do Afeganistão, com uma população de aproximadamente 108 mil habitantes. 

Segundo a The Indian Express, o terremoto seguiu uma série de tremores nos últimos dias, no Centro-Sul da Ásia, que causam preocupação por causa de movimentos tectônicos na região, incluindo um terremoto de magnitude 5,6 no sul das Filipinas, também nesta quarta-feira (16), sem relatos imediatos de danos e vítimas fatais.

Uma série recente de três tremores aconteceu no Tajiquistão em um período de dois dias. No último domingo (13), a região há havia sofrido dois terremotos, o primeiro com 6,1 de magnitude e o segundo, com 3,9. Os tremores de domingo ocorreram a 10 km de profundidade. 

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o tremor nas Filipinas ocorreu próximo à costa da ilha Mindanao, a uma profundidade de 30 km. O Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia identificou que o epicentro ficou a aproximadamente 43 km a sudoeste de Maitum, que é uma região remota, montanhosa e pouco povoada. 

No Paquistão, a área mais afetada foi a região montanhosa de Hanai. A ausência de estradas pavimentadas e o corte de energia dificultam os resgates. 

Impacto no Afeganistão

De acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA), o Afeganistão continua altamente suscetível a desastres naturais, que incluem enchentes sazonais, deslizamentos de terra e terremotos.

Esses terremotos frequentes causam prejuízo às comunidades mais vulneráveis, que já estão lidando com décadas de conflito e subdesenvolvimento e há pouca resiliência para lidar com os múltiplos choques simultâneos. O país tem uma história de terremotos potentes, e a cadeia montanhosa de Hindu Kush é uma área geologicamente ativa onde os tremores acontecem todo ano, segundo a Cruz Vermelha. 

O Afeganistão está assentado sobre inúmeras falhas geológicas entre as placas tectônicas Eurasiana e da Ìndia, com uma falha que também percorre todo o trecho ao longo de Herat, a terceira cidade mais populosa do país. 


Agência de notícias WION divulga as primeiras informações do terremoto (Reprodução/YouTube/WION)

De acordo com a agência de notícias WION, há registro de, pelo menos, 20 mortos e mais de 200 feridos até o momento, considerando os primeiros registros oficiais no Afeganistão e Paquistão. Uma mulher e seis crianças encontram-se entre as vítimas fatais. 

Não há registros de fatalidades na Índia até o momento. 

Autoridade da Casa Branca afirma que mísseis do Paquistão são uma ameaça aos EUA

O vice- conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jon Finer, afirmou nesta quinta-feira (19) que o Paquistão está desenvolvendo mísseis de longo alcance capazes de atingir alvos fora da Ásia.

Em sua fala, Finer também disse que os mísseis podem representar uma “crescente ameaça aos Estados Unidos”.

Pronunciamentos do vice- conselheiro

O Paquistão tem desenvolvido uma tecnologia de mísseis cada vez mais sofisticada, que vão de mísseis de longo alcance a equipamentos, que permitiriam o teste de motores de foguete bem maiores

Vice- conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, em pronunciamento

Este depoimento do vice- conselheiro de Segurança Nacional revelou o quanto a relação entre os EUA e o Paquistão se deteriorou desde 2021. Segundo ele, esse desgaste é efeito de quando os EUA retiraram suas tropas da outra república islâmica Afeganistão, após 20 anos de ocupação no país.

Este movimento foi gradual e se iniciou ainda na presidência de Donald Trump.

O Paquistão terá a capacidade de atingir alvos muito além do sul da Ásia, incluindo os Estados Unidos

Jon Finer finalizou:

“Então, francamente, é difícil para nós enxergar estas ações do Paquistão como algo senão uma crescente ameaça aos Estados Unidos”

O discurso veio um dia após Washington anunciar uma nova rodada de sanções relacionadas ao programa de desenvolvimento de mísseis balísticos do Paquistão. 


Forças militares Paquistanesas em Islamabad em 2017, durante a comemoração do Dia Nacional do Paquistão (Reprodução/Amjad Khan/Getty Images Embed)


Paquistão e Índia

Por mais que a possibilidade de uso das armas contra os Estados Unidos tenha sido ressaltada, outra hipótese é de que o Paquistão as tenha desenvolvido em uma tentativa de aproximar seu poderio militar ao da Índia.

A relação de tensão entre estes dois países é histórica e vem desde 1947, ano em que a Índia se tornou independente da Grã-Bretanha. Quando conquistada esta independência, o território que antes era inteiramente colônia inglesa ficou dividido entre Índia e Paquistão.

A grande divisão religiosa, principalmente entre o hinduísmo e o islamismo foi um ponto fundamental para os conflitos que existiram entre os países.

Desde então, os países já guerrearam entre si em algumas ocasiões. Assim, se destacam as guerras de 1947 e 1965, travada pelo controle da região da Caxemira.