Oposição da Venezuela denuncia prisão de María Corina Machado

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, foi detida nesta quinta-feira (9/1), mas , conforme relato de seu partido. A ativista, que havia permanecido escondida por meses, apareceu em um protesto contra a posse de Nicolás Maduro, marcada para esta sexta-feira (10/1). Desde o fim de agosto, ela não se apresentava em público, em meio a uma crescente onda de detenções de opositores e cidadãos comuns.

Protestos na Venezuela

María Corina Machado convocou manifestações para exigir o reconhecimento do resultado das eleições presidenciais de 28 de julho, nas quais a oposição afirma que Edmundo González teria vencido com 67% dos votos, contra 30% de Nicolás Maduro. A oposição obteve acesso à maioria das atas de votação, mas o governo se recusou a divulgar os boletins das urnas. Durante um protesto nesta quinta-feira (9), Machado discursou para uma multidão nos arredores de Caracas. No entanto, ao deixar o local, foi detida pela polícia de Maduro.


Opositores de Maduro fazem manifestação na Venezuela contra resultados da eleição (Foto: reprodução/AFP/THOMAS COEX/Getty Images Embed)


Este foi o primeiro ato público de María Corina Machado após cinco meses de ocultação, período em que se manteve escondida devido a ameaças do regime de Nicolás Maduro. Seu retorno às ruas aconteceu exatamente na véspera da posse de Maduro para um novo mandato, em meio a denúncias de fraude nas eleições, feitas tanto pela oposição quanto pela comunidade internacional.

Cerca de uma hora e meia após a denúncia da detenção de Machado, ela foi libertada. Fontes afirmam que durante seu sequestro, ela foi forçada a gravar vários vídeos e depois foi liberada. “Nas próximas horas, ela se dirigirá ao país para explicar os acontecimentos”, adicionaram.

Entenda a crise na Venezuela

A oposição venezuelana e a maior parte da comunidade internacional não reconhecem os resultados oficiais das eleições presidenciais de 28 de julho, divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que apontaram Nicolás Maduro como vencedor com mais de 50% dos votos. Esses resultados, no entanto, nunca foram validados pela divulgação das atas eleitorais, documentos que detalham os votos por mesa de votação.

Em contrapartida, a oposição divulgou as atas que afirma ter obtido com seus fiscais partidários, apontando uma vitória de Edmundo González, ex-diplomata e aliado de María Corina Machado, com quase 70% dos votos. O chavismo, por sua vez, acusa a oposição de falsificar 80% desses documentos, mas não apresentou nenhuma ata oficial para refutar as alegações. O Ministério Público venezuelano, por sua vez, iniciou uma investigação contra González por suposta usurpação das funções do poder eleitoral, intimando-o a depor três vezes.

Após a emissão de um mandado de prisão contra ele, González se asilou na Espanha no início de setembro. Desde o início do processo eleitoral, diversas figuras da oposição foram detidas, com pelo menos 2.400 prisões e 24 mortes registradas após o pleito, de acordo com organizações de Direitos Humanos.

Defesa de Nicolás Maduro reitera compromisso às vésperas de nova posse 

Esta semana, o Ministério da Defesa da Venezuela declarou que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) apoiam Nicolás Maduro como presidente legítimo do país e que estão preparadas para garantir sua posse em (10) de janeiro de 2025. O ministro da Defesa, Vladimir Sobrino López, declarou que as FANB defenderão a Constituição nacional e rejeitam qualquer tentativa de desestabilização.


Por outro lado, o líder da oposição Edmundo González Urrutia, que alega ter vencido as eleições de 28 de junho de 2024, solicitou às forças armadas que respeitem a vontade popular e que permitam sua posse como presidente. González que atualmente se encontra no exterior, anunciou planos de retornar à Venezuela para assumir o cargo nesta sexta, dia (10) de janeiro, mesmo sob ameaças por parte de prisão por parte do governo Maduro.

Segundo o jornal Agência Brasil, o então diplomata divulgou um vídeo na noite de domingo (05), solicitando que militares garantam sua posse, e diz “Em 10 de janeiro, por vontade soberana do povo venezuelano, eu devo assumir o cargo de comandante chefe com a responsabilidade de proteger nossas famílias e dirigir nossos esforços até um futuro de bem-estar e prosperidade para todos os venezuelanos. Nossa Força Armada Nacional está chamada a ser a garantia da soberania e do respeito à vontade popular”.

Em relação à declaração de González, o ministro da defesa Vladimir Sobrino López, diz ser “ridícula”, fala ainda: “Rejeitamos, categórica e veementemente, este ato palhaço e bufão de politicagem desprezível que não terá o menor impacto na robusta consciência patriótica e revolucionária das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, que, em perfeita fusão popular-militar-policial, defenderão com todas as forças a Constituição”. Reconhecendo a vitória de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela.


Vídeo sobre possível retorno de Edmund Gonzáles Urrutia à Venezuela (Foto: reprodução/YouTube/@cnnbrasil)

Entenda a situação sobre a última eleição de 2024 no país

Nas eleições presidenciais venezuelanas do último ano, julho de 2024, Nicolás Maduro buscou um terceiro mandato consecutivo, enfrentando Edmundo González Urrutia, candidato da Plataforma Unitária, principal aliança opositora. A eleição foi marcada por discussões, com acusações de fraude. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), controlado pelo governo, declarou Maduro vencedor por margem estreita, enquanto a oposição e observadores internacionais apresentaram evidências sugerindo vitória significativa de González. Protestos surgiram após o anúncio dos resultados, resultando em detenções e mortes. A Suprema Corte, alinhada ao governo, validou a vitória de Maduro, aprofundando a crise política no país.

Governo dividido aguardando os próximos dias

Dividida, a comunidade internacional permanece com dúvidas em relação à legitimidade do governo de Maduro. Países como Estados Unidos e membros da União Europeia expressam apoio a González. Em contrapartida, outras nações continuam a reconhecer Maduro como presidente. A situação política na Venezuela segue em extrema tensão, com manifestações previstas tanto por apoiadores do governo quanto por grupos oposicionistas nos próximos dias.


Nicolás Maduro anuncia reforma constitucional na Venezuela

Com cerca de um mês faltando para assumir a posse de mais um mandato presidencial, Nicolás Maduro anunciou uma reforma constitucional. A reforma foi comunicada ao público pela televisão, e, segundo Maduro, as medidas visam “consolidar a soberania popular”.

As medidas parecem estar alinhadas com as novas visões do chavismo, que, nesta nova fase, já começou com algumas polêmicas, principalmente em relação aos resultados eleitorais. Essa fase visa reforçar o controle político do governo.

“Formei uma equipe com grandes assessores internacionais e nacionais para pensar, junto ao nosso povo, em uma grande reforma constitucional que democratize ainda mais a sociedade venezuelana.”

Nicolás Maduro durante anúncio na televisão

Reformas visam manter Maduro no poder

As mudanças propostas não chegaram a ser detalhadas. No entanto, no contexto político, elas devem ser vistas como uma forma de manter Nicolás Maduro no poder, algo que não pode ser considerado inédito. Em 2017, ele já havia convocado uma Assembleia Constituinte sob a justificativa de “pacificar” o país, que na época enfrentava intensos protestos. Na ocasião, Maduro não alterou a Constituição vigente. Contudo, as medidas tiveram impacto com a aprovação de leis repressivas, reforçando a ideia de paz de maneira forçada.


Medidas parecem anunciadas parecem ter como objetivo manter Maduro no poder (foto:reprodução/AFP/PEDRO RANCES MATTEY/Getty Images Embed)


Agora, um novo desafio surge no horizonte, já que, em 2025, eleições parlamentares e regionais devem ser realizadas. Com o atual cenário de acusações de fraude e um governo cada vez mais descredibilizado, essas eleições podem se tornar uma virada de chave política essencial para o país.

Diplomacia externa em crise

Todas essas medidas não saíram intactas. O governo de Maduro vem enfrentando uma forte crise internacional, com a diplomacia do país, especialmente com os países da região, sendo cada vez mais enfraquecida desde as eleições polêmicas.

Países como o Brasil e a Argentina têm tentado agir como mediadores da situação. No entanto, atitudes e trocas de ofensas por parte de diplomatas venezuelanos e do próprio presidente têm contribuído para aumentar a crise diplomática com os vizinhos.

Milei acusa Maduro de “sequestro” após prisão de agente argentino na Venezuela

O presidente da Argentina, Javier Milei, acusou Nicolás Maduro, líder venezuelano, de cometer um “sequestro” e chamou-o de “ditador criminoso”, após a prisão de um agente diplomático argentino na Venezuela. O incidente eleva a tensão entre os dois países e reacende o embate ideológico no cenário sul-americano.

A detenção do funcionário ocorreu na última segunda-feira (16) e foi classificada como arbitrária pelo governo argentino. Milei exige a libertação imediata e ameaça levar o caso a organismos internacionais.


Argentina exige liberação imediata e ameaça consequência — (Vídeo: Reprodução / YouTube / CNN Brasil)

“Ditador criminoso”: a postura de Milei

O presidente argentino Javier Milei, conhecido por suas declarações contundentes, não poupou críticas ao governo de Nicolás Maduro após a prisão de um agente diplomático argentino. Em pronunciamento, Milei classificou Maduro como um “ditador criminoso” e acusou o governo venezuelano de realizar um “sequestro” que desrespeita convenções internacionais.

A Argentina não irá tolerar atos desta natureza contra seus cidadãos e deplora estas práticas que contrariam os princípios do respeito à liberdade individual e à dignidade humana”, lê-se no texto:


Comunicado oficial da República Argentina — (foto: Reprodução/ poder360)

Reação diplomática da Argentina

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina acionou formalmente organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a ONU, denunciando a prisão como uma violação da Convenção de Viena, que protege agentes diplomáticos no exercício de suas funções. Autoridades argentinas também reforçaram o apelo pela libertação imediata do funcionário, enquanto classificaram o episódio como “gravíssimo”.

A Argentina sinalizou que poderá adotar medidas mais duras contra a Venezuela, incluindo o rompimento total das relações diplomáticas. Até o momento, o governo de Maduro não se manifestou oficialmente, mantendo silêncio sobre as circunstâncias da detenção.

Desdobramentos e expectativa internacional

Javier Milei, desde o início de seu mandato, tem criticado abertamente regimes autoritários, buscando alinhamento com lideranças conservadoras internacionais. Analistas afirmam que a postura do governo argentino poderá atrair apoio de países alinhados contra Maduro.

Enquanto a crise evolui, organismos internacionais como a ONU e a OEA são pressionados a intervir no caso, o que pode determinar os próximos desdobramentos da relação entre Argentina e Venezuela.

EUA agiliza projeto para fechar cerco contra Maduro

Os Estados Unidos estão tomando medidas para aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por meio de um projeto de lei que visa dificultar ainda mais suas relações comerciais internacionais. A proposta busca proibir a assinatura de contratos com pessoas ou empresas que mantenham negócios com qualquer governo venezuelano que não seja reconhecido por Washington, o que inclui o governo do presidente reeleito. A medida pretende isolar ainda mais o regime de Maduro, prejudicando sua capacidade de firmar acordos e fortalecer sua posição no cenário internacional.


Nicolas Maduro e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Sobre o projeto

O projeto de lei, formalmente intitulado “Proibição de Transações e Arrendamentos com o Regime Autoritário Ilegítimo Venezuelano”, visa proibir os Estados Unidos de firmarem contratos com indivíduos ou entidades que conduzam negócios com o governo de Nicolás Maduro, considerado ilegítimo por Washington, ou com qualquer outro governo venezuelano que não seja reconhecido como legítimo pelos Estados Unidos. A proposta reflete a intensificação da pressão dos EUA sobre o regime de Maduro, buscando isolar ainda mais a Venezuela no cenário internacional.

A reação de Caracas foi imediata e enfurecida. O governo venezuelano classificou o projeto de lei como um “ataque criminoso” e denunciou a medida como uma agressão direta aos princípios da soberania e da autodeterminação. Em uma declaração oficial, o Ministério das Relações Exteriores da Venezuela acusou os Estados Unidos de agir de maneira desavergonhada ao associar o nome de Simón Bolívar à proposta, considerando isso uma ofensa ao herói nacional e ao “maior gênio da história americana”. O governo de Maduro ressaltou que Bolívar dedicou sua vida à luta contra o imperialismo e o colonialismo, ideais que, segundo eles, estão sendo desrespeitados por meio dessa nova ação, que caracterizam como uma manifestação dos “anti-valores” do imperialismo moderno.

Visão da Venezuela e dos EUA

De acordo com o governo da Venezuela, a proposta de lei apresentada pelos Estados Unidos tem como principal objetivo bloquear qualquer possibilidade de cooperação econômica entre os dois países, além de ser uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas. As autoridades venezuelanas afirmam que essa ação se soma a um total de mais de 930 medidas coercitivas unilaterais e extraterritoriais impostas ao país, que, segundo elas, têm como intenção enfraquecer a economia e prejudicar o povo venezuelano. Através dessas sanções, Washington busca isolar ainda mais o regime de Nicolás Maduro, dificultando sua capacidade de estabelecer parcerias comerciais e políticas no cenário internacional.

Por outro lado, os Estados Unidos consideram as duas últimas reeleições de Maduro como fraudulentas e têm dado apoio ao oposicionista Edmundo González Urrutia, candidato da líder da oposição María Corina Machado. A situação política na Venezuela tem se tornado cada vez mais polarizada, e, após as eleições, Machado foi forçada ao exílio na Espanha devido à repressão política. Em um cenário de divisão interna profunda, a oposição ao regime de Maduro tem sido uma das poucas questões em que existe um ponto de convergência entre os partidos políticos nos Estados Unidos, com democratas e republicanos, em sua maioria, compartilhando o objetivo de confrontar e isolar o governo venezuelano.

Impulsão do projeto

Uma das principais forças que impulsionam o projeto de lei é o congressista republicano Mike Waltz, um forte defensor de políticas agressivas em relação a regimes autoritários. Waltz foi selecionado pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para assumir o cargo de assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, posição que reflete sua postura firme e sua disposição para adotar medidas rigorosas contra adversários geopolíticos dos EUA.

O congressista, conhecido por suas visões duras sobre questões de segurança e políticas internacionais, não hesita em expressar suas opiniões de forma contundente. Em um comunicado divulgado na segunda-feira, Waltz declarou que a crise na Venezuela é fruto diretamente do “governo ilegítimo e autoritário” de Nicolás Maduro e das “políticas marxistas” que ele impôs ao país, além de criticar o que chamou de “cartel de Caracas”, referindo-se à rede de aliados políticos e econômicos que, segundo ele, sustentam o regime.

Brasil e Venezuela empatam em Maturín com gol de Raphinha

Nesta partida da 11ª rodada, a seleção da Venezuela enfrenta o Brasil em um confronto decisivo, realizado no Estádio Monumental de Maturín, às 17h (horário local). Precisando da vitória, a Venezuela, comandada por Bocha Batista, busca se recuperar e garantir seu espaço na zona de classificação direta. Já o Brasil, motivado pelo retorno de Vinicius Júnior, quer confirmar sua ascensão e conquistar mais três pontos. 

Escalação do Brasil: Ederson, Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner; Bruno Guimarães e Gerson; Raphinha, Vini Jr e Savinho; Igor Jesus. Técnico: Dorival Júnior.

Escalação da Venezuela: Romo; Aramburu, Ángel, Ferraresi e Navarro; Martínez, Cásseres e Herrera; Savarino, Machís e Rondón. Técnico: Fernando Batista (Leandro Cufré).

Primeiro tempo da partida

O jogo entre Venezuela e Brasil começou com bastante movimentação, mas sem grandes lances nos primeiros minutos. Aos 5 minutos, Jhon Murillo fez um centro, mas não encontrou ninguém para finalizar. O Brasil, com Vinicius Júnior, tentou pressionar, e aos 9 minutos, ele lançou Raphinha, mas a finalização passou por cima do gol.

Aos 12 minutos, Yangel Herrera recebeu atendimento médico após um choque, mas logo retornou ao jogo. Gerson tentou um chute de fora da área aos 15 minutos, mas a bola passou por cima. No mesmo minuto, a Venezuela fez uma substituição: Herrera saiu e Cristian Cásseres entrou.


Gol de Raphinha (Vídeo: reprodução/Instagram/@cbf_futebol)


Aos 22 minutos, Gerson acertou o poste com um chute potente, e o goleiro venezuelano, Rafael Romo, fez uma grande defesa. A Venezuela teve uma boa chance aos 27 minutos, quando Ederson errou na saída de bola, mas Rondón não conseguiu aproveitar. Em seguida, aos 33 minutos, Savarino desperdiçou outra oportunidade.

O jogo ficou mais tenso aos 36 minutos, quando Vanderson recebeu cartão amarelo por uma entrada dura em Martínez. Jhon Murillo também foi advertido aos 34 minutos. Aos 39 minutos, Vinicius Júnior teve uma chance clara, mas a finalização foi defendida.

Finalmente, aos 43 minutos, Raphinha fez uma cobrança de falta perfeita, colocando o Brasil à frente no placar. O primeiro tempo terminou com a vantagem brasileira, que controlou as ações até o apito final, apesar das tentativas da Venezuela.

Segundo tempo da partida

O segundo tempo começou com grande emoção. Logo aos 46 minutos, a Venezuela empatou o jogo. Segovia, que havia entrado no intervalo, recebeu um passe de Savarino e chutou firme para vencer Ederson, deixando tudo igual em 1-1.

Aos 57 minutos, Jefferson Savarino tentou uma jogada dentro da área, mas não havia ninguém para concluir. Aos 59, o goleiro venezuelano Romo recebeu cartão amarelo por uma falta dentro da área sobre Vinicius Júnior, que gerou um pênalti para o Brasil aos 60 minutos.


Segovia faz gol de empate para a seleção venezuelana (Foto: reprodução/Instagram/@conmebol)

Um ponto a ser destacado é o desempenho de Vinicius Júnior. Ele teve algumas boas jogadas individuais, mas a defesa venezuelana conseguiu neutralizá-lo na maioria, principalmente após a cobrança de pênalti. O jogador precisa de mais apoio e continuidade nas jogadas coletivas para poder brilhar de fato, algo que faltou no segundo tempo.

No final do jogo, a tensão aumentou. Aos 84 minutos, Romo chocou-se com Raphinha, mas o goleiro se recuperou rapidamente. Aos 89 minutos, a Venezuela sofreu a expulsão de Alexander González, que cometeu uma falta dura sobre Martinelli e um manotazo em Vinicius.

O jogo seguiu até os 95 minutos, quando o árbitro apitou o fim da partida, com o empate de 1-1, deixando ambos os times ainda em busca da classificação para o Mundial 2026.

Confira as informações para o jogo entre Brasil e Venezuela desta quinta

Nesta quinta-feira (14), a Seleção Brasileira entrará em campo para mais uma batalha em direção à Copa do Mundo. O adversário do primeiro jogo da Data Fifa deste mês será a Venezuela, que vem de um empate e uma derrota, garantindo a vantagem para o Brasil, que possui duas vitórias seguidas. A partida acontecerá no Monumental de Maturín às 18h (de Brasília), com transmissão da TV Globo.

Hoje, a Seleção Brasileira ocupa o quarto lugar da tabela, porém, em caso de vitória, poderá alcançar a vice-liderança das eliminatórias. À frente do Brasil, que possui 16 pontos, está o Uruguai, com o mesmo número de pontos, a Colômbia com 19 e a líder Argentina com 22. Como a Colômbia e o Uruguai se enfrentarão nesta sexta-feira (15), o Brasil tem grandes chances de alcançar a vice-liderança permanente em caso de vitória nos dois jogos.

Retrospecto das seleções

Na Data Fifa do mês de setembro, a Seleção Brasileira não convenceu os torcedores de que estava preparada para a classificação na Copa do Mundo de 2026. A equipe teve uma vitória não muito convincente contra o Equador em casa e foi derrotada pelo Paraguai. No entanto, no último mês, com grandes atuações de Raphinha, Igor Jesus e Luiz Henrique, o Brasil venceu os dois últimos jogos e entrará confiante em campo.

Já a Seleção Venezuelana corre um grande risco de não garantir a classificação para a Copa do Mundo. Hoje, a Venezuela ocupa o oitavo lugar com apenas onze pontos, mas entra em campo com a vantagem da invencibilidade no Monumental de Maturín, inclusive contra os atuais campeões do mundo.

O histórico do confronto entre Brasil e Venezuela é favorável ao canarinho, que possui 24 vitórias em 29 jogos, quatro empates e apenas uma vitória para a Seleção Venezuelana.

Escalações


Dorival Jr prepara o time para mais uma vitória nas eliminatórias (Foto: reprodução/Rafael Ribeiro/CBF)

O time de Dorival Jr entrará em campo com a provável escalação: Ederson, Vanderson, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Abner; Bruno Guimarães e Raphinha; Vini Jr., Igor Jesus e Savinho. Éder Militão, Rodrygo, Guilherme Arana e André estão machucados e serão desfalques para a partida.

A Venezuela será comandada pelo técnico auxiliar Leandro Cufré e deverá ser escalado com Romo; Aramburu, Ángel, Ferraresi e Navarro; Martínez, Cásseres e Herrera; Savarino, Machís e Rondón.

A arbitragem contará com Andrés Rojas, os auxiliares David Fuentes e Miguel Roldan e o VAR John Perdomo, todos colombianos.

Tensões entre Brasil e Venezuela escalam após ofensivas do governo Maduro contra Lula

A recente onda de tensões entre Brasil e Venezuela cresceu, especialmente após ataques diplomáticos do governo venezuelano contra o Brasil. Em resposta, o Itamaraty divulgou uma nota afirmando que considera uma “surpresa” os ataques da Venezuela, que foram direcionados principalmente ao presidente Lula.


Eleições no país vizinho foram o estopim para as tensões diplomáticas com o Brasil (Foto: reprodução/Getty Images News/Jesus Vargas/Getty Imagens Embed)


No documento emitido pelo órgão, o Brasil classificou as declarações e atitudes da Venezuela como de “tom ofensivo”, principalmente, o discurso do presidente Nicolás Maduro contra o presidente da República, Lula, diplomatas brasileiros e assessores do Palácio do Planalto. Essas falas, somadas a outros fatores, têm gerado tensão com o país vizinho.

“A opção por ataques pessoais e escaladas retóricas, em substituição aos canais políticos e diplomáticos, não corresponde à forma respeitosa com que o governo brasileiro trata a Venezuela e o seu povo”, se posicionou o governo brasileiro, que ressaltou respeitar “plenamente a soberania de cada país”. Itamaraty em comunicado oficial

Relações complicadas entre as duas nações

As rachaduras na relação entre os dois países já vinham sendo evidenciadas desde a reeleição de Maduro como presidente da Venezuela, eleições cercadas de polêmicas e cujo resultado ainda não foi reconhecido oficialmente pelo Brasil. A situação foi agravada pelo veto brasileiro à entrada da Venezuela no BRICS, com o país se posicionando abertamente contra a adesão venezuelana.

Postagem polêmica e indireta a Lula

Nesta semana, a polícia da Venezuela publicou uma imagem com a bandeira do Brasil e os dizeres “Quem se mete com a Venezuela se dá mal”. A imagem também exibe a silhueta de um homem que aparenta ser o presidente Lula, o que foi interpretado negativamente pela diplomacia brasileira. No entanto, essa publicação não foi mencionada diretamente no comunicado do Itamaraty.

Maduro pede pronunciamento de Lula quanto a veto da Venezuela no BRICS

Na última segunda-feira (28), o ditador e presidente venezuelano, Nicolás Maduro solicitou que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fale sobre o veto da Venezuela no BRICS. Maduro não culpou o presidente diretamente, optando por falar sobre os representantes da chancelaria brasileira.

O venezuelano espera que Lula esteja bem informado sobre os últimos acontecimentos, observe com cuidado e “diga o que deve ser dito como chefe de estado”. Ainda durante seu programa semanal na TV pública, Nicolás prossegue, comentando que o Itamaraty possui poder dentro do Brasil há muito tempo e sempre conspirou contra a Venezuela, fora sua proximidade com o Departamento do Estado americano desde a época em que João Goulart sofreu um golpe de estado.


Nicolás Maduro acusa o Itamaraty de estar vinculado ao Departamento de Estado americano (Vídeo: Reprodução/X/@folha)

A relação de Lula com a Venezuela

Anteriormente aliado de Maduro e de Hugo Chávez, seu antecessor, Lula distanciou-se do atual presidente venezuelano após sua tão polêmica reeleição, que ocorreu em julho deste ano, com a oposição denunciando o ocorrido como fraudulenta.

A fim de pressionar a entrada da Venezuela no BRICS, Maduro apareceu de última hora na cúpula de chefes de Estado do BRICS, na cidade de Kazan, na Rússia. No entanto, o desejo de Maduro não pôde ocorrer, pois, Lula não estava presente, por ter se machucado em um acidente doméstico alguns dias antes do encontro.

Quem estava presente no encontro era Celso Amorim, assessor especial da Presidência, que foi contra a entrada do país no bloco, devido uma “quebra de confiança”, conforme dito na semana passada em entrevista para o jornal O Globo.

Venezuela sobre o veto

Segundo Amorim, o Brasil agiu “de boa-fé”, mas foi preciso quebrar o veto após a Venezuela quebrar a confiança do país. E, quanto a promessa do Palácio Miraflores de entregar as atas do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o assessor relata que isso nunca aconteceu.

Sobre o acidente de Lula, o procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, questinou a veracidade do fato, chamando o ocorrido de “álibi” simplesmente para justificar a ausência do presidente na reunião.

Maduro disse querer não se pronunciar sobre o acidente, pois cabe aos médicos e Lula, e que aguardará o resultado dos esforços da Venezuela, sem depender de ninguém, nem mesmo do Brasil.

Saab acusa Lula de manipulação de acidente para “vetar” a Venezuela nos Brics

O procurador-geral do Ministério Público da Venezuela, Tarek William Saab, acusou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, de ter manipulado seu acidente doméstico, com a intenção de evitar a participação do governo de Nicolás Maduro na cúpula dos Brics, que aconteceu recentemente. Saab declarou que Lula usou do incidente como um pretexto para não comparecer ao evento e de ter “vetado” a presença da Venezuela. A declaração do procurador venezuelano gerou grandes repercussões, porém, não há evidências concretas que comprovem a acusação contra o presidente brasileiro.

Repercussão e contexto político

A declaração de Saab gerou rapidamente uma repercussão internacional entre os analistas políticos, mas o governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre as acusações. Especialistas destacam que as falas do procurador-geral venezuelano evidenciam tensões nas relações entre Brasil e Venezuela. Contudo, não há evidências concretas que comprovem a acusação contra o presidente brasileiro, levantando questionamentos sobre a veracidade das afirmações expostas por Saab e o possível uso político da situação.

O Contexto da Cúpula dos Brics

A cúpula recente dos Brics incluiu a participação de líderes como Vladimir Putin e outros chefes de Estado. Foi um evento crucial para debater a respeito da cooperação econômica e política entre as nações emergentes. A ausência do presidente Lula foi um notável fato, especialmente em um momento onde a Venezuela busca se reintegrar aos fóruns internacionais e fortalecer suas alianças.


6ª Cúpula do BRICS, realizada em Kazan, na Rússia em 2024 (Reprodução/Instagram/@cgtneurope)

A alegação do procurador-geral Saab, acusando Lula de ter “vetado” a entrada da Venezuela no encontro, ecoa em um contexto de relações tensas, onde a diplomacia e a política externa são reavaliadas. Os analistas alertam que acusações infundadas podem gerar prejuízo à imagem e diplomacia entre os países-membros, o que compromete o cenário político e coesão do bloco.