OEA não reconhece a vitória de Maduro nas eleições venezuelanas

Nesta terça-feira (30/07), a Organização dos Estados Americanos (OEA) optou por não reconhecer os resultados das eleições presidenciais. O relatório publicado pela Justiça eleitoral venezuelana, indica uma vitória de Nicolás Maduro para presidente do país.

A decisão da OEA foi feita com base em um relatório feito por observadores da organização nas eleições venezuelanas. O relatório revela que pode haver indícios de distorção nos resultados da eleição.

O principal fator para a OEA questione os resultados fornecidos pelo CNE, a maior autoridade eleitoral da Venezuela, foi a demora para a divulgação desses números.


As eleições venezuelanas ocorreram no domingo (28/07) (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Os números da eleição na Venezuela

Neste domingo (28/07), a Venezuela foi as urnas e somente na madrugada desta segunda-feira (29/07), foi divulgado os números da eleição pelo CNE. Os números publicados apontam para uma vitória de Maduro com 51,2% dos votos. O seu principal oponente, Edmundo González, teve 44% dos votos.

Ainda no dia de ontem, a líder da oposição, Marina Corina Machado, declarou que tem acesso a 73% das atas eleitorais. Corina revela ainda que estas atas dão a vitória para Edmundo González.

A reação internacional

A reação ao resultado na América Latina foi mais incisiva, com noves países questionando o resultado e não reconhecendo o pleito como legitimo. Dentre esses países estão Panamá, Guatemala, Costa Rica, Argentina, Equador, Peru, República Dominicana e Uruguai.

Alguns aliados de Nicolás Maduro reconhecem e o parabenizam, dentre eles a Rússia, com o presidente Vladimir Putin. Outros países como a China, Cuba, Honduras, Nicarágua e a Bolívia que parabenizaram e reconhecerão o resultado das eleições.

Protestos crescem no país

Desde a divulgação do resultado das eleições, acontecem protestos por várias regiões da Venezuela.


Protestos ocorrem na Venezuela, após as eleições (Foto: reprodução/anadolu/Getty Images Embed)

De acordo com várias ONGs, até os momentos foram detidas 46 pessoas durante os protestos. Além das detenções, também foi publicado pela ONGs que quatro pessoas faleceram e 44 pessoas ficaram feridas.

Veja de qual lado os líderes mundiais ficaram após vitória de Nicolás Maduro

No último domingo, (28), Nicolás Maduro se reelegeu como presidente da Venezuela, em um processo eleitoral recheado de polêmicas e especulações, por parte da oposição, liderada por Edmundo González. Após apuração de 80% dos votos, pelo Conselho Nacional Eleitoral, Maduro teve 51,2% contra 44% de seu adversário, que contestou o resultado, dizendo que teria tido 70% dos votos, gerando polêmica nas eleições venezuelanas.


Manifestantes venezuelanos após o resultados das eleições (Foto: Reprodução/X/Hoje no Mundo Militar)

Os líderes que se pronunciaram

Tendo em vista toda a repercussão, alguns líderes mundiais se pronunciaram, tanto a favor quanto contra, sobre a vitória de Nicolás Maduro. Entre os que parabenizaram o presidente, estão os líderes da Rússia, China, Honduras, Cuba, Bolívia e Nicarágua.

O pronunciamento do governo brasileiro foi mais cauteloso, prezando por esperar a divulgação dos dados faltantes por parte do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), definido como “um passo indispensável para a transparência, credibilidade e legitimidade do resultado do pleito”. Ainda foi acrescentado, na nota do Ministério das Relações Exteriores, que o governo brasileiro admira a forma pacífica de como foi feita a jornada eleitoral.

O resultado foi contestado por líderes e autoridades de outras nações, como o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, o vice-presidente da União Europeia, Josep Borrell Fontelle, além de presidentes de países vizinhos, como Chile, Argentina, Uruguai e Equador. Para adicionar, os Ministérios de Relações Exteriores de Alemanha, Espanha, Reino Unido, Peru e Colômbia também contestaram o resultado e a vitória de Maduro.

Polêmica da apuração

A oposição, mesmo com a derrota divulgada pelo CNE, afirma que na apuração correta, possui 70% dos votos, o que tornaria Edmundo González vencedor das eleições. Porém, pelo que foi divulgado, Maduro venceu as eleições com 51,2% dos votos, contra 44% da oposição.

Como foi dito no pronunciamento do governo brasileiro, apesar da oficialização da vitória de Maduro, ainda são aguardados os registros dos dados faltantes, o que está gerando as reinvidicações por parte da oposição.

Oposição contesta órgão responsável e a vitória de Maduro nas eleições na Venezuela

A coalizão de oposição ao atual governo da Venezuela contestou e não reconheceu a decisão do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) de declarar Nicolás Maduro como o vencedor das eleições no país. O candidato da oposição Edmundo González disse “Nossa luta continua, e não descansaremos até que a vontade popular seja respeitada“, em seu discurso após os resultados das eleições.

Além disso, a líder da oposição María Corina Machado, impedida de concorrer no pleito, também havia dito anteriormente que o resultado anunciado pelo CNE vai contra as pesquisas internas que apontavam para a vitória da oposição com uma grande margem em relação a Maduro. “Queremos dizer ao mundo que a Venezuela tem um novo presidente eleito e é Edmundo González Urrutia“, afirmou Machado. “Espero que todos se mantenham firmes, orgulhosos do que fizemos, porque nos próximos dias vamos anunciar ações para defender a verdade.“, disse María completando sua fala anterior.

Vitória em todos os estados

Machado declara que a oposição ganhou em todos os estados do país que os resultados esperados dariam a vitória a González com cerca de 70% dos votos contra 30% dos governistas. A política afirmou que essa foi a eleição presidencial com margem de vitória mais extensa. Segundo a oposicionista, havia três pesquisas “independentes e autônomas” que mostravam a vitória da oposição. Os resultados também seriam condizentes com quatro “recounts” (contagens rápidas) e aos boletins de urna acessados pela campanha.

“Neste momento, temos mais de 40% das atas. Vou dizer algo a vocês: 100% das atas que transmitiu o CNE, nós as temos. Não sei de onde saíram as outras”, disse a líder opositora, insinuando fraude no anúncio dos resultados. “Todas as que transmitiram, a gente as tem. E toda essa informação coincide. Sabe no quê? Em que Edmundo González Urrutia obteve 70% dos votos desta eleição, e Nicolás Maduro, 30% dos votos.” 

Questionamento dos resultados

O CNE afirmou que Nicolás Maduro foi o vencedor das eleições, com 51,2% dos votos com 80% das urnas apuradas. A oposição denunciou irregularidades na apuração dos votos e por isso pediu aos apoiadores para fazerem uma vigília nos locais de votação para viabilizar uma contagem paralela dos votos. O presidente do Chile, Gabriel Boric, disse que os resultados divulgados foram “difíceis de crer” e que “do Chile, não reconheceremos nenhum resultado que não seja verificável”. A votação ocorreu sem grandes episódios de violência, com longas filas em vários locais de votação. Os eleitores estavam aguardando na fila mesmo após o fim do horário final.


Maduro votando no dia 28 (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Anadolu)


O presidente Nicolás Maduro foi eleito em 2018 recebendo 6.248.864 votos, correspondente a 67,85% dos votos válidos. A votação teve a participação de somente 46% do eleitorado. Os resultados foram questionados pela oposição e por entidades internacionais. O contexto era, e ainda é, de profunda crise econômica e humanitária na Venezuela. Em 10 anos, o Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano caiu 80%, fazendo mais de 7 milhões de pessoas deixarem o país.

Nicolás Maduro é declarado vencedor pelo CNE da Venezuela

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) anunciou na madrugada desta segunda-feira (29) que com 80% dos votos apurados, Nicolás Maduro foi o vencedor das eleições presidenciais de domingo (28). Edmundo González, principal adversário do Chavista, diz ter recebido 70% dos votos, Estados Unidos, Chile e Peru contestaram os números oficiais.

Conforme declaração da CNE, liderada por um aliado do presidente venezuelano, Nicolás maduro obteve 51,2% dos votos e o principal candidato da oposição, Edmundo González, apenas 44%. O resultado mostra uma diferença de 704 mil votos entre os dois candidatos. Os dados finais ainda não foram divulgados por completo.

Minutos depois dos resultados terem sido anunciados, Maduro disse aos seus apoiadores do lado de fora do Palácio Miraflores, sede do governo da Venezuela, que a sua reeleição foi um triunfo da paz e da estabilidade. Com o resultado, favorecendo Maduro ele deverá permanecer no poder em Caracas por mais seis anos, totalizando seus 17 anos no comando da Venezuela.


Nicolás Maduro em campanha das eleições na Venezuela (Reprodução/Instagram/@nicolasmaduro)

Oposição e denúncias de Irregularidade nas votações

A oposição, que denunciou as irregularidades, contestou os números publicados pela CNE e afirmou que, nos seus cálculos, Edmundo González teve 70% dos votos e Maduro 30%. Os resultados de duas pesquisas publicadas pela Reuters mostram uma vitória clara de Gonzales.

Em fala breve, Edmundo González disse: “não descansaremos até que a vontade popular seja respeitada”. Segundo dados do conselho nacional eleitoral do país, 59% dos eleitores participaram da eleição deste ano, registrando um aumento de eleitores em comparação com as eleições de 2018 com 46% do eleitorado total.

Após a divulgação dos resultados, algumas autoridades internacionais questionaram a declaração de vitória de Maduro e pediram uma transparência na contagem dos votos

O anúncio do resultado segundo a CNE surgiu após horas de incerteza (em 2018, os resultados foram publicados no mesmo dia das eleições) e no contexto de reclamações da oposição por irregularidades na contagem dos votos, houve pedidos de vigília nos locais de votação visando viabilizar uma contagem paralela dos votos.

No primeiro boletim de imprensa com resultados parciais das eleições, O CNE relatou que atribuiu a demora para o resultado das porcentagens devido a uma “agressão ao sistema de transmissão de dados que atrasou de maneira adversa a transmissão dos resultados dessas eleições presidenciais”.

Repercussão internacional

Nos Estados Unidos, o secretário de estado Antony Blinken deu uma breve fala sobre eleições venezuelanas, dizendo que existe a preocupação dos resultados não refletirem de fato a vontade dos cidadãos do país.

Já no Chile, o Presidente Gabriel Boric, falou que é difícil de crer nos resultados do regime chavista, e o chanceler peruano, Javier González-Olaechea, condenou as irregularidades com atos extremos de um processo eleitoral transparente.

Maduro reage à fala de Lula sobre eleições na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reagiu a comentários de preocupação em relação a suas falas sobre o processo eleitoral venezuelano. “Que tome um chá de camomila”, declarou o candidato à reeleição nesta terça-feira (23). Maduro não citou nenhum líder ao expressar suas opiniões.

Ele disse que não falou nenhuma mentira e que apenas fez uma reflexão. “O povo da Venezuela já passou por muita coisa e sabe o que eu estou dizendo. E na Venezuela, vai trunfar a paz”, falou.

As declarações de Maduro são feitas após o presidente Lula ter demonstrado preocupações, na segunda (22), sobre recentes declarações de Maduro que diziam que ocorrerá um “banho de sangue” caso não vença as eleições. 

O presidente brasileiro disse que se assustou com as falas do venezuelano: “Quem perde as eleições toma um banho de voto, não de sangue” declarou Lula. Ele também afirmou que Maduro precisa aprender como funciona um processo eleitoral. “Quando você ganha, você fica, quando você perde, você vai embora. Vai embora e se prepara para disputar outra eleição”, afirmou o presidente do Brasil.

Nicolás Maduro é candidato à presidência da Venezuela junto com o adversário Edmundo González, ex-diplomata  escolhido por uma coalizão de opositores. O processo eleitoral é visto com desconfiança pela comunidade internacional por suspeitas de que Maduro não assegura que a votação seja livre e democrática. O pleito está marcado para domingo (28).

A antiga opositora favorita, María Corina Machado, foi afastada pelo Supremo Tribunal de Justiça alinhado ao governo. A outra opositora, Corina Yoris, foi impedida, em março, de concorrer devido ao seu acesso ao sistema de inscrição não ter sido permitido.


Eleições na Venezuela tem sido vistas com preocupação pela comunidade internacional (Foto: reprodução/AFP/Frederico Parra/Getty Images Embed)


As falas de Maduro

As farpas são referentes a um discurso feito pelo candidato venezuelano na semana passada. Maduro citou que caso não ganhasse poderia haver “banho de sangue” ou uma “guerra civil”. “No dia 28 de julho, se não querem que a Venezuela caia num banho de sangue, numa guerra civil fratricida como resultado dos fascistas, garantamos o maior sucesso, a maior vitória na história eleitoral do nosso povo”, falou.

Para tentar justificar a fala sobre sangue, Maduro disse que fez uma referência a Revolta Popular de 1989 conhecida como “Caracaço”. Nesse movimento, dezenas de pessoas morreram, o que ocasionou uma virada política no país nos anos seguintes e também a ascensão de Hugo Chávez. “Não é que eu esteja inventando, é que já vivemos um banho de sangue”, esclareceu.

Ataques ao sistema eleitoral brasileiro

Maduro também atacou o sistema eleitoral brasileiro. Ele declarou, sem provas, que nem um único boletim das urnas eletrônicas brasileiras são auditáveis. O venezuelano também disse que o sistema da Venezuela é o melhor do mundo com 16 auditorias.

Além disso, argumentou que o país faz uma auditoria em tempo real de 54% das urnas. “Em que outra parte do mundo se faz isso?”, declarou. O candidato também criticou o sistema eleitoral de outros países como os EUA e a Colômbia. Segundo ele, nesses países os votos também não são auditáveis.

“Banho de sangue” mencionado por Maduro assusta Lula

Nesta segunda-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu entrevista a agências internacionais, dentre elas, Reuters, AFP e Bloomberg. Em sua fala, Lula afirmou estar perplexo com a declaração de Nicolás Maduro sobre “um banho de sangue”, caso ele venha perder as eleições que acontecerão no dia 28 de julho, próximo domingo, na Venezuela.

“Eu fiquei assustado com a declaração do Maduro dizendo que, se ele perder as eleições, vai ter um banho de sangue. Quem perde as eleições toma um banho de voto. O Maduro tem que aprender, quando você ganha, você fica; quando você perde, você vai embora.”

Luiz Inácio Lula da Silva

Brasil enviará observadores para as eleições venezuelanas

O presidente acrescentou que observadores e o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, serão enviados à Venezuela para acompanhar o processo eleitoral.


Lula dá entrevista no Palácio da Alvorada (Reprodução/Instagram/@lulaoficial)


No dia em que Maduro fez tal a declaração sobre guerra civil e “banho de sangue”, na semana passada, o presidente brasileiro não se manifestou. Porém, hoje, ele enfatizou a importância do respeito ao processo democrático como condição para retomada do crescimento venezuelano.

“Eu já falei para o Maduro duas vezes, e o Maduro sabe, que a única chance da Venezuela voltar à normalidade é ter um processo eleitoral que seja respeitado por todo o mundo.”

Luiz Inácio Lula da Silva

Rumo ao terceiro mandato

Nicolás Maduro participará do pleito, na expectativa de ter o terceiro mandato consecutivo. O principal adversário é o ex-diplomata “Edmundo Gonzáles”, vindo da coligação de partidos opositores. Ele foi lançado pela PUD (Plataforma Democrática Unitária) após o impedimento de Corina Yoris a concorrer às eleições presidenciais.

As eleições presidenciais na Venezuela serão realizadas no próximo domingo (28). A comunidade internacional coloca em dúvidas a lisura do pleito. Isso vai contra um compromisso formal assinado em outubro de 2023.

Lula demonstra ansiedade no retorno da Venezuela ao Mercosul

Durante viagem oficial a Bolívia, o presidente Lula usou uma parte do seu discurso para expressar seu desejo em receber “rapidamente” a Venezuela de volta ao Mercosul. A fala aconteceu nesta terça-feira (09), onde o atual chefe de estado se encontrava ao lado do presidente da Bolívia, Luis Arce.

Venezuela de volta

A fala de Lula logo foi contextualizada pelo próprio presidente, que externou ao público o que interligava o retorno da Venezuela a estabilidade do restante dos países que fazem parte do Mercosul.

O presidente destacou que o Mercosul agora tem como “satisfação” acolher a Bolívia como membro legítimo e assim caminhar para a prosperidade comum.

“A normalização da vida política venezuelana significa estabilidade para toda a América do Sul. Por isso, fazemos voto de que as eleições transcorram de forma tranquila e que o resultado seja reconhecido por todos.”

Na fala, Lula trouxe em questão as eleições presidenciais da Venezuela, que devem acontecer em 28 de julho. A corrida presidencial venezuelana se torna se interesse público uma vez que o caminhar do país interfere também em seus vizinhos, além do receio de uma possível tentativa de golpe, como a denúncia de prisões de integrantes da oposição e a principal líder opositora estar impedida de concorrer.

O presidente brasileiro ainda destacou a importância da integração boliviano e seu convite para participar do G20, marcado para novembro, e assim fazer parte da Aliança Global de Combate à Fome e a Pobreza, estrelada pelo governo brasileiro.

Sem tolerância para golpismos

O presidente do Brasil ainda citou a tentativa de golpe, ressaltando que o Brasil presenciou momentos difíceis em sua história no ano de 2022, que desaguou no dia 8 de janeiro, no ataque aos Três Poderes, o dia que ficou marcado pela tentativa de tomada do congresso.

Lula também não deixou de comentar a tentativa fracassada de golpe na Bolívia, que aconteceu em 26 de junho.


Presidente Lula ao lado de Luis Arce, presidente da Bolívia (reprodução/Instagram/@lulaoficial)

“Às vésperas de comemorar o seu bicentenário em 2025, a Bolívia não pode voltar a cair nessa armadilha. Não podemos tolerar devaneios autoritários e golpismos.”

O presidente concluiu afirmando haver uma enorme responsabilidade em defender a democracia contra as tentativas de retrocesso.

Em seguida, o presidente afirmou que a desunião das forças democráticas mundiais servem de vantagem a extrema-direita, usando as eleições na França e no Reino Unido com exemplo.

Jogadores retornam aos seus clubes após eliminação na Copa América

Com a Copa América na fase semifinal, algumas seleções ficaram pelo caminho e alguns dos jogadores já retornaram aos seus clubes. Na fase de grupos, 9 jogadores já voltaram ao futebol brasileiro, mas esse número aumentou para 14 após eliminação de mais seleções nas quartas de final. Restando apenas 4 times na competição, ainda existem jogadores que irão desfalcar seus clubes por mais tempo, retornando apenas após o fim da competição.

Restam 11 atletas para retornar


Rochet após o jogo contra o Brasil (Foto: Reprodução/AJ Johnson/ISI Photos/Getty Images Embed)


Para essa Copa América, foram convocados 35 jogadores que atuam no Brasil, sendo na série A e na série B. Das 4 seleções eliminadas nas quartas de final, três tinham jogadores que atuam no Brasil, com três na seleção brasileira, 5 na seleção equatoriana e seis que atuam na seleção da Venezuela. Dos 11 jogadores que restaram na Copa América, estão divididos em apenas duas seleções, que são a Colômbia, com 5 atletas, e o Uruguai, com um total de 6 jogadores.

Jogadores que já retornaram após as quartas


Enner Valencia cantando hino antes do jogo contra a Argentina (Foto: Reprodução/Omar Vega/Getty Images Embed)


Após ser eliminado para o Uruguai, os jogadores que retornam aos clubes brasileiros são Bento para o Athletico Paranaense, Guilherme Arana para o Atlético Mineiro e Rafael para o São Paulo. Depois de ser eliminado para a Argentina, os jogadores equatorianos que retornaram para o Brasil são Alan Franco para o Atlético Mineiro, Andrés Hurtado para o Red Bull Bragantino, Félix Torres para o Corinthians, Cifuentes para o Cruzeiro, e Enner Valencia para o Internacional. Já na Venezuela são Savarino para o Botafogo, Wilker Ángel para o Criciúma, Kervin Andrade para o Fortaleza, Soteldo para o Grêmio, Rincón para o Santos, e Ferraresi para o São Paulo.

Maduro informa retomada de conversa com Estados Unidos

A menos de um mês das eleições venezuelanas, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, anunciou nesta segunda-feira (1) a retomada do diálogo com os EUA na próxima quarta-feira (3), apesar das sanções contra o setor petrolífero.

“Quero superar esse conflito brutal e estéril com eles. Recebi a proposta, por dois meses ininterruptos, de retomar o diálogo direto com o governo dos EUA. Decidi que na próxima quarta-feira as conversas com o governo dos EUA serão retomadas…”

Nicolás Maduro em seu programa de TV

O presidente ainda diz que as conversas serão retomadas para que os acordos do Catar sejam cumpridos e que os diálogos serão públicos e não escondidos.

Mostrando um sinal de confiança, o presidente disse que os Estados Unidos sabem quem vai ganhar as eleições da Venezuela e que por isso teria decidido retomar o diálogo com o governo.

Eleições Venezuelanas

Nicolás Maduro esta na presidência do país desde 2013, conseguiu seu segundo mandato em 2018 e tenta se eleger em um terceiro. Agora ele concorre pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).


Nicolás Maduro (Foto: Reprodução/Carolina Cabral/Getty Images Embed)


Edmundo González (74), diplomata aposentado e candidato pelo partido Plataforma Unidade Popular (PUD), é o concorrente mais forte de Maduro nesta eleição, que acontece dia 28 de julho em meio a uma democracia fragilizada e com as formas de escolha da presidência do país questionadas internacionalmente.


Edmundo González (Foto: Reprodução/JUAN BARRETO/Getty Images Embed)


Segundo pesquisas das empresas ClearPath, Datincorp e Poder y Estrategia y Consultores, Maduro teria em torno de 20% a 35% dos votos somente, enquanto a oposição conta com 55% à 66%.

Questionamentos internacionais

As eleições venezuelanas têm sofrido questionamentos internacionais devido algumas medidas tomadas pelo governo. Maria Corina Machado, foi declarada inelegível após justificativas de irregularidades administrativas na época em que foi deputada. Maria seria a principal rival de Maduro este ano, após vencer as primárias da oposição.

Devido a este fato, Corina Yoris foi apontada como sucessora na disputa, mas não conseguiu registrar sua candidatura. Dez prefeitos que declararam apoio ao candidato à presidente Edmundo González foram inabilitados e ficarão inelegíveis por 15 anos.

Prisioneiros fazem greve de fome na Venezuela 

Os presos de pelo menos 16 cadeias da Venezuela estão em greve de fome. Essa ação foi feita como forma de protesto contra as condições precárias das cadeias do país, além dos atrasos para a revisão de seus julgamentos, de acordo com organizações não governamentais, que fizeram pronunciamento em suas redes sociais nesta quinta-feira (13). 

Em frente ao tribunal de Caracas, capital venezuelana, diversos familiares de detentos se reuniram para um protesto contra as negligências por parte do governo, além de protestarem também para que as exigências dos presidiários sejam atendidas e haja melhorias no bem-estar prisional. 


Familiares de detentos protestando contra negligência do governo em frente ao Tribunal de Caracas (Reprodução/Federico Parra / AFP)

De acordo com a Folha de São Paulo, as autoridades venezuelanas receberam as denúncias das condições precárias dos presídios e, de acordo com os Militantes dos Direitos Humanos, a ditadura de Nicolás Maduro fez com que os prisioneiros fossem mantidos nas celas dos centros de detenção das delegacias durante um ano inteiro. De acordo com as leis da Venezuela, a permanência na delegacia deve ser de apenas alguns dias. 

Declaração da OVP 

O Observatório Venezuelano de Prisões (OVP) fez um comunicado oficial, alegando que estão lidando com a negligência e falta de ação das autoridades do país, além afirmarem que durante 13 anos de gestão, foi impossível trazer uma melhora nas condições dos presos. 

Ainda no pronunciamento, a organização acrescentou: “Os privados de liberdade na Venezuela, vítimas da demora processual e do descaso penitenciário, sentem-se enganados pelos planos de abordagem impulsionados pelo Ministério que não lhes trouxeram nenhuma solução para sua situação jurídica ”. 

Superlotação nas prisões venezuelanas 

Os casos de superlotação são cada vez mais frequentes nas prisões da Venezuela, além das condições precárias de saúde e falta de atendimentos médicos e uma escassez de comida. Esta greve de fome visará ressaltar a urgência da situação dos detentos nas prisões e a aceleração dos processos judiciais, que de acordo com os familiares dos presos, estão atrasados.

No último domingo (9), ocorreram diversos protestos pacíficos em diversas penitenciárias do país. 

O Ministério da Comunicação e Informação venezuelano foi procurado para um pronunciamento sobre o assunto, porém não responderam imediatamente. 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, gerando uma grande revolta na população.