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O documentário He Said, She Said: Blake Lively vs Justin Baldoni já tem data para chegar ao Brasil. A produção será lançada no Universal+ em 16 de setembro e promete detalhar os bastidores da polêmica disputa judicial que marcou a adaptação de É Assim Que Acaba (It Ends With Us).
Dirigido por Chris Hackett, o filme acompanha as acusações feitas por Blake Lively contra Justin Baldoni, que além de dirigir o longa também contracenou com a atriz. A briga jurídica ganhou destaque em Hollywood e levantou discussões sobre assédio, ambiente de trabalho e poder nos sets de filmagem.
Foto destaque: Lively vs Baldoni ganhará documentário com estreia para setembro (reprodução/X/The Hollywood Reporter)
A origem da controvérsia
Segundo o processo, Lively acusou Baldoni de conduta sexual inapropriada durante a produção, além de alegar que ele contratou uma agência de relações-públicas para difamá-la. A atriz afirmou que o diretor tentou incluir cenas de sexo explícito sem o seu consentimento e teria criado um ambiente hostil nas filmagens. Baldoni, por sua vez, nega todas as acusações.
A disputa também envolveu divergências criativas. Enquanto Lively defendia uma abordagem mais positiva para o marketing do filme, Baldoni queria dar ênfase ao tema central da obra: a violência doméstica. Esse conflito teria acentuado as tensões até que o processo fosse instaurado.
Impacto do caso e bastidores do sucesso
O longa original, É Assim Que Acaba, estrelado por Lively, Baldoni, Jenny Slate, Brandon Sklenar, Hasan Minhaje Amy Morton, foi um sucesso de bilheteria: custou cerca de 25 milhões de dólares e arrecadou 350 milhões. Apesar do êxito comercial, as acusações acabaram ofuscando o impacto cultural da adaptação.
A produção do documentário também ressalta como a obra de Colleen Hoover, que inspirou o filme, tinha como objetivo principal levantar reflexões sobre relacionamentos abusivos. Agora, com estreia marcada, o público brasileiro poderá acompanhar de perto e em detalhes um dos capítulos mais controversos de Hollywood.
Equipe jurídica de Sean “Diddy” Combs buscou contato com o governo do presidente Donald Trump para discutir a possibilidade de um perdão federal após o rapper ter sido condenado, no mês passado, por duas acusações relacionadas ao transporte com intenção de envolvimento em prostituição. A solicitação foi confirmada nesta terça-feira (5) por sua advogada, Nicole Westmoreland, em meio a um cenário jurídico e político delicado.
Magnata contínua detido
Combs, magnata da música e figura polêmica do entretenimento, está atualmente detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, aguardando sua sentença marcada para 3 de outubro. O pedido de fiança, avaliado em US$ 50 milhões, foi negado pela Justiça com base em registros de comportamentos violentos, incluindo um vídeo de agressão à ex-namorada Cassie Ventura em 2016, além de cartas de outras mulheres que expressaram receio pela própria segurança caso ele fosse solto.
Embora o perdão presidencial ainda seja uma possibilidade remota, o tema ganhou atenção após Trump afirmar em entrevista que, apesar de ter sido amigo de Diddy no passado, a relação entre eles se deteriorou politicamente, o que dificultaria uma eventual clemência. A Casa Branca, por sua vez, afirmou que não comenta pedidos de perdão, independentemente de sua existência.
A equipe de defesa afirma que trabalha em um recurso e considera a condenação injusta. Segundo Westmoreland, nenhuma das dezenas de denúncias civis em aberto contra Combs — incluindo alegações de homens, mulheres e supostas vítimas menores de idade — foi formalmente incluída no caso federal. A defesa sustenta que, se houvesse provas concretas dessas acusações, elas teriam sido apresentadas no julgamento.
Gala “Arte pela Vida” em homenagem Diddy” Combs, Donald Trump e Melania Trump (Foto: reprodução/Johnny Nunez/Getty Images Embed)
Pedido por liberdade provisória
Em meio a polêmicas, a postura de figuras próximas ao artista também chamou atenção. Gina Huynh, ex-parceira que inicialmente constava como testemunha da acusação, mudou de posicionamento e enviou uma carta apoiando a liberdade provisória do rapper. A defesa nega qualquer tentativa de interferência por parte de Diddy.
Combs, que já enfrentava rumores e processos há anos, agora lida com o peso de uma condenação criminal enquanto tenta reverter a situação nos tribunais — e, possivelmente, nos bastidores da política americana.
Seis ex-colaboradores da Preserve, marca de lifestyle fundada por Blake Lively, denunciaram à imprensa britânica Daily Mail condições de trabalho desorganizadas e abusivas na empresa, que encerrou atividades em 2015 após apenas um ano de funcionamento. Os relatos incluem jornadas excessivas, falta de mobiliário e salários atrasados, além de críticas à postura da atriz e de seu irmão Eric Lively, então diretor criativo da marca.
Jornadas exaustivas e condições precárias
De acordo com os depoimentos, os funcionários enfrentaram jornadas de trabalho excessivas. Em alguns casos, os colaboradores relataram dificuldades financeiras devido ao não pagamento pontual dos salários, chegando a não conseguir pagar o transporte público para o trabalho.
Além disso, os funcionários reclamaram de condições precárias no ambiente profissional. Funcionários afirmam que, durante semanas, foram obrigados a trabalhar sentados no chão devido à ausência de mobiliário adequado.
“As denúncias que Blake faz hoje sobre ambientes de trabalho são profundamente irônicas, considerando que o da Preserve era um dos mais insanos, tóxicos e desorganizados que se pode imaginar”, declarou um dos entrevistados. A atriz está em processo judicial contra Justin Baldoni por assédio sexual durante as filmagens do filme “É Assim Que Acaba”.
Blake Lively com a mãe, Elaine, e o irmão, Eric, na estreia de seu filme (Foto: reprodução/Jamie McCarthy/Getty Images Embed/)
Liderança contestada e falta de profissionalismo
As críticas à gestão da Preserve também recaíram sobre Eric Lively, irmão de Blake e diretor criativo da empresa. Ele foi descrito como frequentemente ausente, atrasado e sem preparo para o cargo. Há relatos de que ele teria deixado funcionários esperando do lado de fora, no frio.
Um dos ex-funcionários afirmou que ele “era completamente desqualificado para administrar uma empresa”, enquanto outro o comparou a um “ator interpretando o papel de diretor criativo”. A postura de Blake também foi questionada, com um ex-colaborador relatando que ela transmitia a sensação de que “não se importava”.
Acertos financeiros e blindagem da imagem pública
Apesar das alegações, a assessoria de imprensa de Blake Lively, Leslie Sloane, foi mencionada como responsável por manter as questões internas da empresa fora do conhecimento público por anos, abafando as denúncias e protegendo a imagem da atriz.
Ainda de acordo com o Daily Mail, alguns funcionários receberam acordos financeiros de até US$ 300 mil após ameaçarem entrar com ações legais por maus-tratos no ambiente de trabalho.
Em uma entrevista concedida para a Entrepreneur em 2023, Blake lamentou o fechamento da empresa e reconheceu que a Preserve enfrentou diversos desafios e afirmou ter aprendido com os erros cometidos.
Ator sul-coreano Kim Soo-Hyun, de 37 anos, conhecido mundialmente pelos dramas Rainha das Lágrimas e Tudo Bem Não Ser Normal, está no centro de um escândalo que abala o showbiz asiático. Ele foi formalmente acusado pela família da atriz Kim Sae-Ron, falecida em fevereiro deste ano aos 24 anos, de ter mantido um relacionamento amoroso com ela desde quando ela ainda cursava o ensino fundamental.
Escândalo com o ator sul coreano
A denúncia foi feita publicamente nesta quarta-feira (7) pelo advogado da família, Bu Ji-seok, que apresentou gravações de conversas da jovem com terceiros, nas quais ela relatava o relacionamento com Soo-Hyun e a perseguição que sofria da empresa do ator, a Golden Medalist. A agência, presidida por Soo-Hyun, negou todas as acusações e declarou que os áudios seriam manipulados para simular a voz da atriz.
Segundo a família, o namoro teria começado quando Sae-Ron tinha 15 anos e o ator, 27. A relação teria durado seis anos, encerrando-se em 2021. Eles o acusam de violar a Lei de Bem-Estar Infantil e afirmam que desejavam apenas um pedido de desculpas. O ator, por sua vez, abriu um processo contra a família por difamação.
Kim Soo-Hyun (Foto: Reprodução/Instagram/@ soohyun_k216)
Entrevista a coletiva de imprensa
A polêmica se intensificou após revelações sobre dívidas milionárias que a atriz teria contraído com a agência de Soo-Hyun, relacionadas a uma multa de R$ 2,7 milhões paga por ele após Sae-Ron ser flagrada dirigindo embriagada em 2022. A tia da atriz afirma que a cobrança da dívida e a pressão emocional contribuíram para o trágico desfecho: o suposto suicídio de Sae-Ron.
Em uma coletiva, Soo-Hyun chorou ao confirmar o namoro, mas afirmou que só estiveram juntos entre 2019 e 2020, quando ela já era maior de idade. A Golden Medalist reiterou que as provas são forjadas e que tomará medidas legais contra os envolvidos na divulgação das informações. O caso segue sob investigação da polícia sul-coreana.
O apresentador Danilo Gentili veio em suas redes sociais, nesta quarta-feira (16), para se defender contra a acusação de sua ex-funcionária, de que não a teria defendido quando denunciou Otávio Mesquita de estupro. Gentili informou como deu a ela todo o apoio e tentou resolver a situação, levando o caso para autoridades do SBT e até mesmo da polícia, porém a amiga recusou.
A proteção de Gentili
Danilo Gentili, humorista e apresentador do programa “The Noite”, na emissora SBT, fez um pronunciamento em suas redes sociais, nesta quarta-feira (16), sobre as acusações de sua ex-assistente, Juliana Oliveira, de que ele não a teria ajudado quando ela o procurou sobre a denúncia que fez ao apresentador Otávio Mesquita de abuso sexual. Juliana acusou Mesquita de abuso sexual pela gravação de um programa no ano de 2016, em que ele teria a tocado de maneira inapropriada. Ela veio na terça-feira (15), para criticar Gentili sobre sua falta de manifestação sobre a recente denúncia.
Em seu vídeo, Danilo rebate as críticas sofridas, afirmando que deu todo o apoio possível, oferecendo para levar o caso para autoridades, como a polícia e o próprio SBT. Ele inclusive ofereceu dar o contato de seu advogado, para que Juliana pudesse resolver a situação, porém ela negou toda a ajuda.
Vídeo de defesa de Danilo Gentili (Vídeo: reprodução/Instagram/@danilogentili)
Tudo o que eu tenho para dizer sobre o caso Juliana vs Otávio Mesquita está nesse vídeo. Tentei deixar o vídeo o mais curto possível, mas eu não consegui, pois ele contém áudios completos. O vídeo tem 3 partes: 1) Eu conto a minha versão de como eu enxerguei a história toda estando ali ao lado da cena. 2) Eu traço a linha cronológica dos fatos. Isso é importante para compreenderem tudo. 3) Eu mostro porque a Juliana é injusta quando diz que ninguém ficou do lado dela. Assistam e tirem as próprias conclusões”
Danilo Gentili
Gentili disse como não queria Otávio em seu programa em 2016, o mesmo em que Juliana o denunciou, pois achava ele um “mala” e como já o havia tratado mal em outras ocasiões. Ele disse como no momento acreditou que os toques entre Juliana e Mesquita eram consensuais, visto que a ex-funcionária já havia feito uma matéria com ele no “Clube das Mulheres”, onde ela parecia ter intimidade, já que se “esfregava” nele, porém, de acordo com ela, o momento no programa não foi consensual.
O humorista afirma que se tivesse percebido algo inapropriado no programa, teria terminado na hora e nem o teria publicado e, já que a situação parecia normal, ele não havia feito nada a respeito até agora. Segundo Danilo, foi somente no ano de 2020, quando surgiu o caso de denúncia de assédio contra Marcius Melhem, feito por Dani Calabresa, que Juliana o procurou para falar sobre o seu caso.
Quando ela o contou sobre sua situação, Danilo partiu imediatamente em sua defesa, afirmando como tanto ele, quanto a equipe “estão na mesma trincheira”, prestando apoio à ex-assistente. Ele tentou prestar queixa na polícia, o que Juliana recusou. Ele então falou que iria no compliance do SBT e denunciaria ele no RH, algo que ela novamente recusou. Ele tentou ainda colocar seu advogado à disposição dela, chegando até a mandar mensagem para saber o que fazer, porém ela novamente recusou e disse que não queria fazer nenhuma denúncia, só não queria Otávio Mesquita no programa novamente, um pedido que Danilo atendeu.
Durante sua explicação, ele mostrou prints de conversas e áudios em que ele conversa com Juliana e fala sobre como, em sua opinião, ele acredita que o melhor fosse denunciar, prosseguir com o processo e encerrar o assunto.
O fim do desabafo
Gentili finalizou explicando como, quando Otávio foi no programa sem ser convidado, ele foi barrado e proibido por Danilo, que blindou Juliana. Ele desabafou sobre como, mesmo depois de todas as suas tentativas de ajudar, ela veio na Internet para criticá-lo, sobre não ter dado apoio durante seu momento de fragilidade.
Danilo Gentili e Juliana Oliveira (Foto: reprodução/X/@lialinbr)
Ele disse como as falas da ex-assistente, comparado com as evidências que Danilo mostrou no vídeo foram incoerentes e também reclamou sobre como Juliana se fez de vítima, utilizando sua cor de pele para justificar a falta de atitude do humorista, dizendo como o fato de ela ser negra impede ele de querer fazer algo, e como somente ela sendo uma branca rica faria Gentili se manifestar. Ele mostrou como isso é apenas uma vitimização, visto que não só ela possui dinheiro, diferente do que ela deu a entender, como também ele a auxiliou durante todo o processo. Por fim, Danilo Gentili desabafou sobre como, apesar de ajudar essa pessoa e a tornar famosa e rica, quando a pessoa se torna militante “enfia uma faca em suas costas”.
Acusado de “assédio e intimidação”, o príncipe Harry deixou o cargo de patrono da ONG Sentebale, fundada em homenagem à sua mãe, a princesa Diana. As acusações foram feitas pela presidente da instituição, Sophie Chandauka, que na segunda-feira (31) reforçou as denúncias, enquanto amigos próximos do príncipe saíram em sua defesa.
Conflito e renúncia
O desentendimento entre Harry e Chandauka culminou na saída do príncipe do posto de patrono da Sentebale, ONG fundada por Harry e pelo príncipe Seeiso em 2006, visando ajudar crianças e jovens afetados pelo HIV e AIDS em Lesoto e Botsuana, na África.
Na semana passada, Harry anunciou que tomou a “decisão devastadora” de renunciar ao cargo na ONG. O príncipe Seeiso e todo o conselho administrativo também deixaram a organização.
Chandauka afirmou em entrevista ao programa “Trevor Phillips on Sunday” que Harry e Meghan Markle prejudicaram um importante evento beneficente em abril de 2024 ao permitirem presença da equipe de filmagem da série da Netflix, de contrato milionário. A presidente também revelou que as doações para a instituição diminuíram desde a saída do príncipe. Amigos do monarca afirmam que as acusações “não têm base”.
Príncipe Harry em agenda de ONG (Foto: Reprodução/Instagram/@sentebale)
Declarações e polêmicas
“O que o príncipe Harry queria era me expulsar da organização, e isso continuou por meses, com bullying e assédio. Tenho provas. Houve reuniões do conselho em que membros da equipe executiva e consultores estratégicos externos me enviaram mensagens dizendo: ‘Devo interromper? Devo parar com isso? Oh, meu Deus, isso é tão ruim’”, disse Chandauka em entrevista à Sky News.
O que fomentou ainda mais a polêmica foi um vídeo descoberto, que mostra Meghan fazendo com que Chandauka, que se posicionou para registro com troféu ao lado de Harry, trocasse sua posição para se colocar ao lado da duquesa de Sussex. Após o evento, Chandauka relata que recebeu de Harry pedido de declaração em apoio a Meghan e que o tom do pedido foi “desagrável”.
Dois ex-administradores se manifestaram em apoio ao príncipe, incluindo Kelello Lerotholi. “Posso dizer honestamente que, nas reuniões em que estive presente, nunca houve sequer um indício disso”, comentou quanto ao pedido.
Sophie Chandauka é apontada por má administração da organização, e conflitos entre os administradores e a presidente se intensificaram desde que ela assumiu a função em 2023.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, nesta segunda-feira (24), na véspera do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), que não está preocupado com o processo que decidirá se ele se tornará réu por suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
Como se sente sobre o julgamento
Em entrevista ao podcast Inteligência LTDA, Jair Bolsonaro afirmou que não tem como ele ter participado de uma organização criminosa armada no 8 de janeiro que não teve nenhuma arma. Ainda declarou: “Não tenho preocupação nenhuma do que estou sendo acusado”.
Entrevista de Jair Bolsonaro ao podcast Inteligência LTDA (Vídeo: reprodução/Instagram/@inteligencialtd)
O julgamento ocorrerá em três sessões: duas hoje, terça-feira (25), às 9h30 e às 14h; e a terceira ocorrerá na quarta-feira (26), às 9h30. O STF reforçou a segurança e limitou o acesso ao tribunal durante os dias de audiência. Sobre o início do julgamento, o ex-presidente declarou: “o julgamento começa pela admissibilidade, se eu me torno réu ou não. Tenho bons advogados, e eles vão, em um primeiro momento, explorar a questão de tecnicidade”.
Bolsonaro comentou ainda que o caso precisaria ser analisado pela primeira instância e também pelo STF, no plenário, e não pela Primeira Turma. Além disso, sua defesa não teve acesso completo aos depoimentos do ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, que acabou fechando um acordo de delação premiada.
Expectativas sobre o julgamento
Nesta terça-feira, está previsto que as defesas de todos os denunciados sejam ouvidas. No período da tarde, o relator do caso, o Ministro Alexandre de Moraes, fará a leitura do relatório e votará se aceita ou não a denúncia.
Segundo o Jornal Metrópole, os crimes imputados a Jair Bolsonaro e os outros que foram denunciados são: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano contra o patrimônio da União; e deterioração de patrimônio tombado.
Nos bastidores, aliados do ex-presidente acreditam que a decisão do STF será unânime pela aceitação da denúncia, tornando Bolsonaro e os demais acusados em réus. Eles também demonstram preocupação em relação ao impacto da transmissão do julgamento na opinião pública.
Sean “Diddy” Combs enfrenta novas acusações de agressão sexual. No dia 26 de fevereiro de 2025, um homem, identificado como John Doe, entrou com um processo alegando que o rapper o drogou, abusou sexualmente e ameaçou de morte. De acordo com informações do TMZ, durante a ameaça, Combs teria feito referência a “Pac”, apelido de Tupac Shakur, rapper assassinado a tiros em 1996.
Sobre o caso
O homem afirma que foi contratado por Diddy em 2012 por meio de um serviço de acompanhantes masculinos, no qual trabalhava na Flórida. Ele viajou até Nova York para se encontrar com o rapper, que estava no Intercontinental Hotel. Segundo ele, ao entrar no quarto, o homem relata que foi recebido por Diddy e sua companheira.
De acordo com o processo, o homem alega que Combs o drogou com uma garrafa de água e/ou óleo de bebê esfregado em seu corpo, fazendo com que ele perdesse o controle de si mesmo.
O garoto de programa diz que Diddy o drogou, o seguiu até o banheiro e o estuprou. “Se eu consegui que Pac Tupac fosse atingido, o que você acha que pode acontecer com você?” teria dito Diddy, referindo-se ao rapper Tupac Shakur.
Diddy performando no Madison Square Garden em 2012 (Foto: Reprodução: Getty Images/Embed/Taylor Hill)
Defesa de Diddy
A equipe jurídica de Sean “Diddy” Combs minimizou as recentes acusações de agressão sexual feitas contra o rapper, em um comentário enviado ao TMZ: “Não importa quantos processos sejam movidos — especialmente por indivíduos que se recusam a colocar seus próprios nomes nas alegações — isso não mudará o fato de que o Sr. Combs nunca abusou sexualmente de ninguém, nem se envolveu em tráfico sexual, seja homem ou mulher, adulto ou menor”.
Os advogados acrescentam: “Vivemos em um mundo onde qualquer um pode entrar com uma ação judicial por qualquer motivo. Felizmente, existe um processo judicial justo e imparcial para descobrir a verdade, e o Sr. Combs está confiante de que ela prevalecerá no tribunal.”
Atualmente, Combs está detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, onde permanecerá até o seu julgamento, marcado para o dia 5 de maio.
Sean Diddy Combs, também conhecido como, P. Diddy, está enfrentando diversas acusações, entre elas a de tráfico sexual e de transporte de pessoas para prostituição. A defesa do rapper declara que nenhuma pessoa branca jamais foi alvo de um processo remotamente semelhante.
A lei Mann
A lei Mann, também conhecida como Lei do Tráfico de Escravas Brancas, foi aprovada em 1910 e proíbe o transporte de mulheres ou meninas para fins de prostituição, ou outras atividades imorais. Em 1978, o Congresso atualizou a definição de “transporte” no ato e adicionou proteção para menores de ambos os sexos contra a exploração sexual.
Sean “P. Diddy” Combs durante a 44ª edição do Grammy Awards (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Jeff Kravitz)
Sobre o Caso
O caso envolve uma acusação de que Combs teria transportado mulheres e jovens para atividades de prostituição, mas sua defesa contesta que, na realidade, as pessoas envolvidas eram namoradas do rapper e acompanhantes masculinos contratados de forma legal para a situação. Além disso, afirmaram que a prática foi totalmente consensual.
Os advogados de Diddy argumentam que “o uso de acompanhantes, homens ou mulheres, é comum e amplamente aceito na cultura americana hoje” e que ele foi “destacado porque é um homem negro poderoso e está sendo processado por conduta que regularmente fica impune” segundo a Variety.
A defesa de Combs afirma que a acusação deve ser descartada como um exemplo de acusação seletiva, dado o histórico racista da Lei Mann. A defesa menciona que a lei foi utilizada ao longo da história de maneira desproporcional contra homens negros, especialmente figuras públicas de destaque, como o músico Chuck Berry.
Atualmente, Diddy enfrenta uma série de processos envolvendo extorsão, tráfico e abuso sexual. O rapper nega todas as acusações feitas contra ele. Em setembro de 2024, ele foi preso em Nova York e no momento aguarda o seu julgamento, que está marcado para ocorrer em maio deste ano.
A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou nesta terça-feira (19) a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Além dele, outros acusados também foram cúmplices no plano de Golpe de Estado articulado em 2022 visando uma ruptura institucional. Ao todo, foram 34 acusados. De acordo com o documento apresentado, Jair Bolsonaro estava ciente de todos os atos, como também liderou a organização criminosa responsável pelos crimes antidemocráticos. Além disso, a PGR afirmou que o ex-presidente já possuía um discurso pronto para o pós-golpe, caso desse certo.
O discurso encontrado na sala de Jair Messias Bolsonaro reforça o domínio que este possuía sobre as ações da organização criminosa, especialmente sobre qual seria o desfecho dos planos traçados – a sua permanência autoritária no poder, mediante o uso da força”, disse a PGR.
Discurso foi encontrado na sala do ex-presidente e no celular de Mário Cid
Bolsonaro e seu ex-braço direito Mauro Cid (Foto: reprodução/Alan Santos/PR)
De acordo com a Procuradoria Geral da República, o discurso, assim como o esquema do plano de golpe, foi encontrado na sala do ex-presidente e também no celular de Mauro Cid, braço direito de Bolsonaro na época.
“Tratava-se do discurso a ser recitado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no momento da efetivação do golpe de Estado. O mesmo texto também foi encontrado no aparelho celular de Mauro Cid”, de acordo com a denúncia.
O que acontece agora
Após a apresentação desta denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal), o caso será analisado pela primeira turma do Supremo. O ministro Alexandre de Moraes estabelecerá um prazo de 15 dias para que os acusados enviem uma resposta por escrito ao STF. A primeira turma do Supremo é formada por Moraes e os ministros Cármen Lúcia, Luiz Fux, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Eles irão analisar o documento e apresentar a decisão. Caso seja aceita a denúncia, os acusados se tornam réus e deverão responder penalmente pelos crimes.
Turma liderada por Alexandre de Moraes irá decidir o futuro do ex-presidente (Foto: reprodução/Agência Brasil)
Por isso, vale lembrar que a apresentação da denúncia significa que a PGR encontrou provas suficientes contra os acusados. No entanto, não há condenação para nenhum deles até o momento.