Dólar fecha em menor valor em 9 meses e cai para R$5,40

Nesta segunda-feira (30), o dólar encerrou o dia em queda de 0,88%, menor valor desde setembro de 2024. Acompanhando sua desvalorização crescente no exterior, a moeda caiu para R$5,4350. Devido a esse fator, agentes financeiros são obrigados a direcionarem a nova cotação de forma a melhor beneficiarem suas negociações.

Já o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em alta de 1,45%, contabilizando 138.854,60 pontos. Só neste mês, foi acumulado uma elevação de 1,33%, enquanto o ano de 2025 tem avanço de 15,44%. O aumento ocorreu principalmente devido a um fluxo positivo de capital externo, no valor de cerca de R$4,2 bilhões durante o mês até o dia 26, somando um saldo de quase R$25,3 bilhões no ano.

Pesquisa Focus

A nova edição da Pesquisa Focus foi divulgada pelo Banco Central (BC), logo no início do dia. Os analistas consultados apontam um leve recuo na projeção da inflação para 2025, agora em 5,20%, o que representa uma queda de 0,04 ponto percentual em relação à projeção passada.  A expectativa para o Projeto Bruto Interno (PIB) deste ano foi mantida em 2,21%, enquanto a do próximo ano teve uma pequena alta para 1,87%. A projeção de inflação para 2026 permaneceu a 4,50%.

Mais tarde, o boletim Firmus, também divulgado pelo BC, indicou que as empresas não-financeiras no Brasil reduziram suas projeções para a taxa de câmbio em seis meses à frente. A mediana das expectativas para a cotação do dólar para o próximo semestre passou de R$6,00 – apurada em fevereiro – para R$5,80 em maio. Apesar disso, a expectativa que se mantém é de que a inflação seguirá acima do centro da meta nos anos seguintes.


Cotação do dólar diminui de fevereiro para maio (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images Embed)


Mercado de Trabalho Brasileiro

Outros dados apresentados pelo boletim, foram referentes ao mercado de trabalho do Brasil. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o país registrou em maio 2.256.225 admissões e 2.107.233 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 148.992 novas vagas formais.

Esse conjunto de dados, aliado à queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro Americano, contribuiu para a redução das taxas dos contratos de Depósito Interbancário (DIs), beneficiando ações de empresas mais expostas à economia local na B3.

Pix Automático começa a ser implementado e promete revolucionar pagamento de contas recorrentes no Brasil

O Banco Central (BC) apresentou oficialmente nesta quarta-feira (4) o Pix Automático, nova funcionalidade do sistema de pagamentos instantâneos que entrará em operação para todos os usuários a partir de 16 de junho de 2025. A novidade promete simplificar o pagamento de contas recorrentes, como água, luz, condomínio, academias e assinaturas, oferecendo uma alternativa moderna e mais acessível ao tradicional débito automático.

Diferente do débito em conta que exige convênios específicos entre empresas e bancos , o Pix Automático poderá ser utilizado por qualquer pessoa, com qualquer empresa, desde que haja a autorização prévia do consumidor. A operação será feita diretamente pelo aplicativo do banco, na área dedicada ao Pix, com a possibilidade de agendamento de cobranças com frequência semanal, mensal, trimestral ou anual.

Autorizar apenas uma vez o pagamento

O consumidor precisará autorizar o pagamento apenas uma vez. A partir disso, os valores serão debitados automaticamente na data definida. Caso necessário, o usuário poderá cancelar a autorização até a meia-noite do dia anterior à cobrança. Segundo o BC, o sistema realizará até duas tentativas de cobrança no dia do vencimento e, se não houver saldo suficiente, outras três nos dias seguintes. Em casos de atraso, multas e juros serão cobrados na próxima fatura.

O Banco Central destaca que o Pix Automático mantém os mesmos padrões de segurança já reconhecidos do sistema Pix e que os usuários continuam amparados pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), em caso de falhas ou fraudes.

A medida é vista como uma iniciativa para ampliar a inclusão financeira e digital no país. Segundo relatório da agência de classificação de risco Moody’s, soluções como o Pix estão transformando o setor bancário na América Latina, com impacto direto nas receitas e na concorrência. Inspirada pelo sucesso do sistema brasileiro, a Colômbia já trabalha na implementação do seu próprio modelo, batizado de Bre-B.

Banco do Brasil já começou


Símbolo do Banco do Brasil (Foto: reprodução/ Adobe Stock/einvestidor.estadao)

Algumas instituições financeiras já começaram a se antecipar ao cronograma. O Banco do Brasil, por exemplo, passou a oferecer o Pix Automático desde o dia 29 de maio para todos os clientes, tanto pessoas físicas quanto empresas. No entanto, para as companhias, será necessário firmar um convênio com o banco, além de seguir um prazo mínimo de 90 dias para agendamento das cobranças — período superior ao estipulado pelo BC, que varia entre dois e dez dias antes do vencimento.

Com o Pix Automático, o Banco Central reforça a aposta em soluções digitais para facilitar o dia a dia dos brasileiros, reduzindo burocracias e promovendo maior eficiência nos pagamentos.

Banco Central anuncia novos serviços para reforçar segurança bancária e facilitar acesso a valores esquecidos

O Banco Central (BC) anunciou nesta segunda-feira (26) um conjunto de novas funcionalidades com foco na segurança do sistema financeiro e na praticidade para os cidadãos. Entre as principais novidades, está a criação de um serviço que permite aos usuários restringirem voluntariamente a abertura de novas contas bancárias em seu nome, como forma de combater fraudes.

Foco no Sistema para impedir fraudes

Segundo o BC, a medida visa evitar a abertura de contas fraudulentas com uso de identidade falsa, além de impedir a inclusão indevida de novos titulares em contas conjuntas ou de responsáveis em contas de pessoas jurídicas. A ferramenta estará disponível a partir de dezembro deste ano para todos os usuários do Sistema Financeiro Nacional.


Como acessar o site GOV(Foto: reprodução/André Magalhães/Canaltech)

A aprovação ao serviço é opcional e pode ser feita por meio de uma conta no portal “gov.br” com nível de segurança prata ou ouro, e autenticação em duas etapas ativada. O sistema também permitirá que o cidadão reverta a restrição a qualquer momento, por tempo indeterminado ou determinado, conforme sua preferência. A funcionalidade exibirá o histórico de ativações, desativações e consultas realizadas por instituições financeiras — que, por sua vez, passarão a ser obrigadas a consultar essa base de dados antes de abrir novas contas.

Regaste de valores esquecidos

Além da nova camada de proteção contra fraudes, o BC anunciou uma atualização no Sistema Valores a Receber (SVR), que agora permite a solicitação automática de resgate de valores esquecidos em instituições financeiras. A nova função estará disponível a partir desta terça-feira (27) e tem como objetivo facilitar o processo, eliminando a necessidade de consultas frequentes e requisições manuais por parte do usuário.

“Queremos tornar mais simples o acesso aos valores que pertencem ao cidadão, sem a exigência de ações repetitivas para cada resgate”, destacou o BC em nota.

As funcionalidades anteriores do SVR permanecem inalteradas. Assim como o serviço de restrição à abertura de contas, a adesão ao resgate automático também é opcional e requer login com conta “gov.br” de nível prata ou ouro.

Em iniciativas futuras, o BC anunciou o lançamento de uma nova versão da “calculadora do cidadão” para 2026, com design modernizado e mais acessível. A ferramenta é amplamente utilizada para simular operações financeiras, como cálculo de juros e correção de valores pela inflação.

Ainda neste ano, em junho, será lançada uma nova versão do portal “Meu BC”, com mais serviços e informações centralizadas para o cidadão. Já para 2026, a autarquia prevê novos relatórios com dados sobre consórcios, Open Finance e marcações de chaves Pix com suspeitas de fraude.

Após cobranças indevidas de bancos, INSS suspende antecipação salarial

Na última sexta-feira (2), o INSS definiu a suspensão do pagamento da antecipação salarial para aposentados, depois de uma série de denúncias relatando que os bancos estavam cobrando uma taxa para realizar a operação. O denunciante foi Federação Brasileira de Bancos (Febraban), durante uma reunião com o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), antes do ex-ministro Carlos Lupi ter pedido demissão devido o escândalo das fraudes contra aposentados do INSS.

O órgão declarou em nota ao GLOBO que a suspensão do serviço, assim como a análise pela Procuradoria Federal Especializada, aconteceu urgentemente, a fim de averiguar as instruções normativas relacionadas à antecipação e adoção das devidas medidas.

Meu INSS Vale +

A antecipação foi criada através de uma instrução normativa do INSS, a mesma que está sendo averiguada hoje, em novembro do ano passado. Num primeiro momento, era possível adiantar somente R$ 150,00, que seria descontado na folha do mês seguinte, sem nenhum custo para o beneficiário.

Ademais, só era possível antecipar através de um cartão físico, com chip e senha, livre de juros, tarifas e taxas. Isso porque, a ideia era que funcionasse como um “vale” para situações emergenciais.

Entretanto, em fevereiro o adiantamento aumentou para R$ 450,00, e foi permitido pelo INSS novas formas de receber o valor, além do cartão, desde que fosse feito por biometria.

Cobrança por antecipação salarial

Depois dessa flexibilização, conforme um ofício encaminhado ao BC, INSS e Previdência, pela Febraban e a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), alguns bancos passaram a cobrar pela antecipação do valor, com taxas que podem superar o teto do consignado do INSS.

Durante a reunião do CNPS, Ivo Mósca, representante da Febraban no colegiado, solicitou a suspensão imediata do serviço aos beneficiários, relatando que os bancos estariam cobrando juros de até 5%.


Golpe do INSS é descoberto em Minas Gerais (Vídeo: reprodução/X/@lazarorosa25)

Os bancos reclamaram, dizendo que o setor não foi ouvido durante a criação do produto, e pediram a descontinuação do serviço, até que um cenário mais adequado seja encontrado.

Em um dos ofícios, as instituições financeiras indagaram se retirar o benefício “por outros meios” permitiria a cobrança de juros e taxas, evidenciando que os custos para os segurados poderiam ser maiores que os do crédito consignado, aumentando o risco de famílias se endividarem.

O setor relatou ainda que, se o produto se enquadrar em uma operação de crédito, seria necessário cobrar IOF, fora ser cumprido diversas obrigações reguladas pelo BC.

Esta denúncia se enquadra no desconto da folha de pagamentos do INSS em favor de entidades, como associações e sindicatos. Conforme a investigação da Corregedoria Geral da União (CGU), entre 2019 e 2024 os descontos somaram R$ 6,3 bilhões.

Falha do PIX causa transtorno e deixa usuários na mão

Aqueles que tentaram utilizar o PIX na manhã da quinta-feira (13) podem ter tido alguns problemas. Os usuários de diversos bancos e Fintech indicaram a dificuldade em realizar transferências e pagamentos até o momento em que o sistema não respondeu. O Banco Central (BC) informou que houve um problema momentâneo do sistema e assegurou que o problema já foi sanado.

Reclamações tomam conta das redes sociais

A instabilidade surpreendeu muitas pessoas. Desde a manhã, consumidores do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, Nubank, C6 Bank, PicPay e Stone reclamaram de serviços fora do ar. O site Downdetector, que monitora falhas em aplicativos, registrou um pico de mais de 4.400 reclamações por volta das 9h10.

“Tentei pagar o mercado e nada! Como faz sem dinheiro vivo?”, questionou um usuário no Twitter. “Tinha que transferir um dinheiro urgente e o PIX simplesmente travou”, lamentou outro.


Banco Central do Brasil (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Banco Central garante que já está tudo certo

Pouco depois das 10h, o Banco Central se pronunciou sobre o problema. “Identificamos uma falha na consulta às chaves do PIX, o que causou instabilidade momentânea. O problema já foi resolvido e o sistema está operando normalmente”, informou a instituição.

O C6 Bank, uma das empresas afetadas, também comunicou que enfrentou dificuldades entre 8h50 e 9h50, mas garantiu que o serviço já estava normalizado. Outros bancos deram declarações semelhantes, confirmando que as operações foram retomadas.

Instabilidade recorrente preocupa usuários

Essa não foi a primeira vez que o PIX apresentou problemas em um curto período. Na sexta-feira anterior (7), o sistema já havia ficado fora do ar por algumas horas, afetando todas as instituições financeiras do país.

O PIX se tornou essencial no dia a dia dos brasileiros, trazendo praticidade e rapidez para pagamentos e transferências. Mas a repetição dessas falhas tem deixado muita gente preocupada. Especialistas alertam que o Banco Central precisa reforçar a estabilidade do sistema para evitar novos apagões.

Enquanto isso, os usuários seguem torcendo para o PIX continuar funcionando sem mais problemas.

Dólar e inflação aumentam, mas economia cresce e desemprego caí

Na última sexta-feira do ano, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou os índices de desemprego, empregos de carteira assinada, e o IPCA-15. Estes dados econômicos são muito relevantes para compreender como foi o ano para o país, em especial para a economia, e como o ano deve iniciar. Apesar do número positivo da queda do desemprego, os preços estão aumentando cada vez mais.

Os dados de economia divulgados pelo IBGE

O teto da inflação ultrapassou a meta definida pelo Banco Central, tendo crescido 0,34% em dezembro, e fechado o ano com uma alta de 4,71%. Os gastos que mais impactaram o bolso da população foram com alimentos, bebidas e despesas pessoais, como educação e saúde.

Segundo os índices de desemprego, a taxa de desocupação baixou para 6,1%, o menor patamar da história desde 2012, quando se iniciou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Além disso, foram abertos mais de dois milhões de postos de empregos formais.

Aumento da taxa Selic

Em uma tentativa de frear o acréscimo pelo qual o país passou, o Banco Central elevou a taxa Selic para 12,25% na última reunião do Copom, além de ter sido deliberado novas adições para o próximo ano.

A decisão não foi bem aceita pelo presidente Lula e pela ala do PT, que passaram o ano criticando as decisões, como ter mantido a taxa em 10,5%. Em junho, o presidente havia dito que o mercado financeiro foi o enfoque para que o Banco Central mantivesse os juros na reunião que houve com o Copom.

Lula afirmou que seu governo investe no povo brasileiro, enquanto que o BC optou por focar no sistema financeiro, “nos especuladores que ganham dinheiro com os juros”.


O presidente Lula critica decisões do Banco Central (Vídeo: Reprodução/X/@lazarorosa25)

Reação do mercado financeiro perante a economia

A conduta não foi bem recebida no mercado financeiro, e economistas criticaram o modo como a equipe econômica agiu perante as contas públicas. Segundo estes, houve um pessimismo perante o corte incisivo nos gastos que não ocorreu, o que fez com que se duvidasse se o arcabouço fiscal seria ou não cumprido.

Essa incerteza causou um aumento no dólar de mais de 25%, fazendo-o atingir a alta de R$ 6,27. A fim de brecar a ação, o BC fez uma intervenção recorde na moeda estadunidense em dezembro, por meio de leilões.

As expectativas do mercado sobre o IBOVESPA também não foram atendidas, com o índice tendo caído mais de 10% em 2024; nesta sexta-feira, a queda fechou em 0,67%, com 120.269 pontos.

Dólar cai com aprovação de Pacote Fiscal e leilões do Banco Central

Após uma inclusão de US$ 8 bilhões no financeiro na última sexta-feira (20), o dólar decaiu no mesmo dia e, de modo a garantir que o valor da moeda aumente, neste sábado o Banco Central leiloou US$ 7 bilhões.

Na manhã deste sábado (21), o Banco Central vendeu por volta de US$ 3 bilhões, tendo realizado em seguida um leilão no valor de US$ 4 bilhões. Desde que o BC interviu por meio de leilões, que se iniciou na quinta-feira passada (12), a autarquia inseriu US$ 27,7 bilhões no financeiro.

O dólar fechou o dia com uma baixa de 0,87%, com uma cotação de R$ 0,6710. Somando o acúmulo da semana marcada pela alta oscilação do mercado, o dólar fechou em R$ 6,30, seu recorde, com a divisa tendo subido 0,69%. O IBOVESPA avançou 0,75%, com 122.102 pontos, e a queda da semana foi de 2,01%.

Presidente sobre as ações do Banco Central para queda do dólar

Os comentários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram bem recebidos sobre o Banco Central e a área fiscal, o que consolidou a diminuição convicta das cotações.

Lula afirmou que seu governo está atento às demandas e necessidades de novas medidas para a área fiscal, depois das ações efetuadas para proteção do arcabouço.

Os comentários do presidente foram acompanhados no vídeo pela presença de Fernando Haddad, ministro da Fazendo, Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, e Gabriel Galípolo, futuro presidente do Banco Central.

O pacote fiscal que auxiliou no recuo da moeda estadunidense

Investidores também foram muito auxiliados com o pacote fiscal aprovado no Congresso, mesmo com algumas demandas não tendo sido atendidas pelo governo, como, por exemplo, o limite de renda para o benefício de prestação continuada.

Dois aspectos do pacote fiscal já haviam sido aprovados antes de sua plena aprovação: a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que reduz despesas obrigatórias do Executivo, que foi promulgada pelo Congresso no início da tarde da última sexta-feira, bem como um projeto de lei complementar que funciona como uma trava para a despesa pública.


Lula fala sobre a autonomia do Banco Central (Reprodução: Vídeo/Instagram/@lulaoficial)


Após a difusão da PEC, no meio da tarde, o movimento de câmbio intensificou-se após o presidente publicar um vídeo no Instagram informando que Galípolo, que atuará como presidente do Banco Central no futuro, possui o apoio e confiança de toda a equipe da presidência.

Após alta disparada do dólar, Banco Central faz intervenção econômica com leilões

Ontem, segunda-feira (dia 17/12), o Banco Central (BC) realizou um leilão extraordinário de dólares depois da moeda bater 6,10 reais. Essa foi a maior intervenção econômica depois da pandemia, que faturou 1, 6275 bilhões de dólares.  

Leilões do BC 

O BC também entrou no mercado de maneira à vista depois que as cotações subiram em disparadas, vendendo assim 845 milhões de dólares na última sexta. A última vez que isso aconteceu, de a autarquia vender dólares à vista, foi em 30 de agosto.  

Antes de o leilão ser anunciado, a moeda ainda disparava em quase 7 reais. Depois que o leilão aconteceu, a moeda desceu o patamar de 6,0309 reais. 

Incertezas do mercado 

Após as declarações da presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, dizendo que o mercado mandaria “o dólar para a lua” e em meio às incertezas do pacote de cortes de gastos em tramitação no Congresso e a elevação da taxa Selic em percentual, o dólar segue em suas constantes altas. Ainda houve declarações da Ministra do Planejamento, Simone Tebet, dizendo que o “mercado joga contra o país”.  


Dólar, a moeda norte-americana (Foto: reprodução/Getty Images Embed/NurPhoto) 


Com isso, soma-se a quarta intervenção econômica monetária feita antes de completar uma semana. A ação foi a maior desde 10 de março de 2020 que, devido à pandemia e seus efeitos, o BC arrecadou 2 bilhões de dólares. Esse leilão serve como uma tentativa de desacelerar a cotação, estimulando a lei da oferta e demanda, injetando a moeda norte-americana no mercado. 

Não existe previsão para a votação do pacote de contenção fiscal, as expectativas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é que tudo ocorra ano que vem, que o calendário do Congresso seja mais tranquilo. O ministro faz um pedido como apelo para que as medidas não sejam desidratadas. 

A previsão da inflação em 2024 cresceu de 4,71% para 4,84%, já para o próximo ano de 2025 segue a alta de 4,40% para 4,59%. 

A futura gestão do BC 

Gabriel Galípolo já declarou que o BC só iria atuar em cima do câmbio se o mercado reagisse com um comportamento disfuncional. Diante da queda de braço entre BC e o mercado com as cotações de câmbio, as taxas de juro subiram ontem diante das falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, criticando os juros elevados e depois dos leilões de dólares. Lula afirma que o mercado não reage bem quando o seu pacote econômico tenta proteger os mais pobres e taxar setores mais ricos. 

Matéria por Vinícius Luiz (Lorena-R7)

Pagamento com PIX poderá ser feito por aproximação a partir da semana que vem

Nesta terça-feira (29), Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, anunciou que a partir da semana que vem, o pagamento com PIX poderá ser feito por aproximação, funcionalidade que já existe para cartões de crédito. A nova opção promete facilitar ainda mais as transações. O uso do PIX continua a se expandir, trazendo mais conveniência para os usuários. Essa inovação visa modernizar e agilizar o sistema de pagamentos no Brasil.

“Agora, nesta semana, vamos ter um evento com o Google para lançar o pagamento por aproximação do PIX. Da mesma forma que você tem hoje no Google Wallet, onde encosta o cartão de crédito e paga, você vai poder fazer isso com o PIX a partir da próxima semana”, lembra o presidente do Banco Central.

Com essa nova opção, os consumidores não precisarão acessar o aplicativo bancário para efetuar as operações. Para colocar em uso a nova função, será necessário escolher a chave PIX de uma instituição financeira, registrar a conta para pagamentos e salvar a configuração. Dessa forma, o consumidor apenas aproximará o cartão à maquininha, realizando a transação de maneira prática.


Sede do Banco Central do Brasil em Brasília, Brasil (Foto: reprodução/
Bloomberg/ Getty Images Embed)


Golpes

O Relatório de Fraude Scamscope, desenvolvido pela ACI Worldwide em parceria com a GlobalData, apresenta que, golpes aplicados por meio do PIX devem exceder R$ 3,7 bilhões no Brasil até 2027. O Brasil é o segundo país mais impactado com roubo de cartões de pagamento, segundo pesquisa realizada pela NordVPN

É importante ter cuidado com pagamentos realizados por PIX e cartões registrados em celulares porque esses métodos podem ser vulneráveis a fraudes e golpes. A exposição a aplicativos maliciosos, phishing (uma técnica de fraude online em que golpistas tentam enganar as pessoas para que forneçam informações pessoais), e a possibilidade de perda ou roubo do dispositivo, podem comprometer dados financeiros.

Além disso, a falta de autenticação adequada pode permitir que terceiros acessem contas e realizem transações indevidas. Portanto, é essencial adotar medidas de segurança, como autenticação em duas etapas e manter o software do celular atualizado.

Roubos de dados

Segundo a NordVPN, o processo de roubo de dados começa com a configuração de um tipo de software malicioso, projetado para examinar fragilidades em dispositivos. 

“Essas ferramentas maliciosas podem ter origem em várias fontes, incluindo arquivos infectados de mensagens de spam”, explicou Maria Eduarda Melo, gerente geral da NordVPN no Brasil.

Para evitar roubos de dados, considere monitorar suas contas financeiras em tempo real, além de se prevenir utilizando senhas fortes e não divulgando informações pessoais na rede.

Termina hoje o prazo para os brasileiros sacarem os Valores a Receber

Durante vários meses, o governo avisou aos cidadãos sobre o “dinheiro esquecido” em bancos e instituições financeiras. Esses valores referem-se a montantes em contas bancárias fechadas, FGTS, tarifas e parcelas cobradas indevidamente dos clientes, sobras de financiamentos e cotas de cooperativas. Nesta quarta-feira (16), encerra-se o prazo para a retirada destes valores usando o sistema de valores a receber do Banco Central.

Mais de 8 bilhões a serem resgatados

De acordo com os dados do Banco Central, até o dia 07/10, havia mais de R$8, 5 bilhões aguardando resgate. Deste montante, R$6,6 bilhões pertencem a 41 milhões de pessoas físicas e R$ 2 bilhões a 3,6 milhões de empresas no Brasil.   

Os valores a serem resgatados variam, mas a maioria são de valores considerados irrisórios. Cerca de 63% dos recebedores têm até R$10, 25% têm valores até R$100 a sacar, 10% receberão entre R$100,01-R$1 mil e apenas 2% podem receber mais de R$1 mil.


A maioria dos brasileiros tem até R$10 a receber, segundo o sistema do Banco Central (Foto: reprodução/Rafapress/Freepik)

Não é necessário ter uma conta no gov.br para fazer a consulta. Para verificar se há algum valor a receber, apenas informe o número de CPF e data de nascimento próprios ou da pessoa falecida no site https://www.bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber. Caso seja uma empresa, é preciso informar o CNPJ e sua data de abertura. Caso haja algum valor a ser sacado, a transferência será feita via chave pix informada pelo cidadão. Se não for possível fazer a solicitação pelo site valores a receber, a pessoa precisa contactar a instituição devedora para negociar a forma de devolução do dinheiro.

Se o valor a ser recebido pertence a uma pessoa falecida, é necessário que o sacador seja seu herdeiro,inventariante, testamentário ou representante legal. Daí, a pessoa precisa falar com a instituição para saber quais documentos devem ser apresentados para sacar o valor esquecido.

O que fazer caso o prazo seja perdido

Em caso de perda de prazo, que se encerra hoje, a pessoa ainda terá duas chances de reaver o dinheiro. Esse vencimento se refere a uma lei sancionada pelo presidente Lula, estabelecendo o prazo de 30 dias após publicação da mesma para que os recursos esquecidos sejam resgatados. Se não requisitado ou sacado nestes 30 dias, o artigo 45 da lei estabelece que os valores serão incorporados ao Tesouro Nacional.

Depois desta quarta-feira, o Ministério da Fazenda irá publicar um edital contendo todos os valores recolhidos pela União, indicando a instituição financeira depositária e informando a agência e natureza do depósito. O cidadão ganha então mais 30 dias corridos para pedir o dinheiro esquecido novamente. Se o valor ainda não for requisitado após este período, os brasileiros ainda terão mais seis meses após a publicação deste edital para pedir os valores judicialmente. Apenas após este período, que se encerra em abril de 2025, o governo terá direito aos valores esquecidos de forma definitiva.