Renato Gaúcho exalta Thiago Silva e diz que ele ainda pode disputar a Copa do Mundo

Na manhã desta segunda-feira (7), o técnico Renato Gaúcho concedeu entrevista coletiva em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A fala ocorreu um dia antes da semifinal do Mundial de Clubes entre Fluminense e Chelsea, marcada para o MetLife Stadium. Durante a coletiva, Renato destacou a importância de Thiago Silva e afirmou que o zagueiro ainda possui nível para jogar uma Copa do Mundo.

O Thiago Silva tem sido fundamental para a gente. Uma que eu costumo falar que ele é um monstro jogando, dispensa comentários sobre o futebol dele. Eu volto a repetir, na minha simples opinião, é um jogador de Copa do Mundo ainda, tem todas as condições de jogar a próxima Copa, mas aí já é um problema do Ancelotti

afirmou o técnico.

A declaração rapidamente repercutiu nas redes sociais. Muitos torcedores debateram se o defensor, atualmente com 40 anos, ainda pode voltar à Seleção Brasileira. Renato, porém, deixou claro que a convocação depende do técnico Carlo Ancelotti.


O técnico Renato Gaúcho exalta seu zagueiro (Vídeo: reprodução/X/TNT Sports)

Zagueiro acumula boas estatísticas desde retorno ao clube

Thiago voltou ao Flu no ano passado, e desde seu retorno entrou em campo em 40 partidas. Das vezes que esteve em campo, auxiliou o time a não sofrer gol em 21 oportunidades. O zagueiro é titular absoluto e capitão da equipe. Além disso, lidera dentro e fora de campo, segundo palavras do próprio Renato Gaúcho.

Com passagens por Milan, Paris Saint-Germain e Chelsea, Thiago acumulou títulos e experiência no futebol europeu. Essa bagagem, segundo o técnico, tem feito a diferença no desempenho coletivo da equipe carioca.

O Thiago é exemplo de profissionalismo, comprometimento e leitura de jogo. Ele é uma referência, conversa muito com os mais jovens e comanda o time em campo. O grupo respeita muito

destacou Renato.

Thiago Silva jogou durante oito anos com a camisa do PSG (Foto: Reprodução/Instagram/@thiagosilva)

Preparação para o Chelsea teve ajuda direta de Thiago Silva

O confronto contra o Chelsea será especial para Thiago Silva, que defendeu o clube inglês por quatro temporadas. Na preparação para a semifinal, ele auxiliou a comissão técnica do Fluminense com informações táticas e observações sobre o adversário.

Procurando ajudar a comissão técnica em uns detalhes interessantes. Eu tive pouco tempo atrás em Londres e aí fui aos treinos. É claro que a gente não pode abrir muita coisa, mas a gente está preparado para esse confronto, acho que isso é o mais importante

afirmou

Além disso, o zagueiro revelou que mantém contato frequente com atletas do elenco adversário. Segundo ele, o reencontro com antigos companheiros será especial, mas a prioridade é garantir a vaga na final.

Eu não conheço tanto o Maresca, mas conheço muitos atletas ali, falo praticamente toda semana com eles, alguns bem próximos de mim. Eu fico feliz com esse enfrentamento, vai ser um dia especial para mim, mas será ainda mais especial se a gente conseguir a classificação

completou

Possível futuro fora das quatro linhas começa a ser desenhado

A atuação de Thiago Silva nos bastidores da preparação da equipe levantou questionamentos sobre um possível futuro como membro da comissão técnica do Fluminense. Embora ainda não tenha confirmado sua aposentadoria, o zagueiro deixou claro que já se vê em posição de colaboração tática e estratégica.

Renato Gaúcho não descartou a possibilidade de contar com o atleta em outra função após o fim de sua carreira como jogador. Segundo o treinador, o conhecimento tático e a experiência internacional acumulados por Thiago Silva são diferenciais que poderiam ser aproveitados além das quatro linhas.

Por enquanto, o foco do zagueiro segue na campanha do Fluminense no Mundial de Clubes. O jogo contra o Chelsea, adversário histórico e simbólico em sua trajetória, será mais do que uma semifinal: para Thiago, pode representar a chance de encerrar um ciclo em grande estilo.

Ancelotti não define dono para a camisa 10 da seleção

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, comentou sobre a disputa simbólica pela lendária camisa 10 da equipe, atualmente usada por Vini Jr, mas que durante anos foi marca registrada de Neymar. Em entrevista concedida à Conmebol, o treinador italiano ressaltou que a numeração ainda não está oficialmente definida e pode voltar para o craque do Santos no futuro.

Camisa 10 em aberto

“Acredito que essa escolha não é definitiva. A camisa 10 no Brasil tem um peso muito grande. O Vinicius, assim como outros jogadores, tem características que o qualificam para usá-la, pois demonstra personalidade e caráter. Mas isso pode mudar, já que o Brasil tem muitos atletas capazes de assumir essa responsabilidade e corresponder à expectativa que a camisa representa”, declarou Ancelotti.


Vinicius Junior e Carlo Ancelotti (Foto: Reprodução/David S. Bustamante/Soccrates)

Em fase de recuperação física e buscando retomar seu melhor nível no Santos, Neymar ainda não tem presença garantida entre os titulares da Seleção. Mesmo assim, Ancelotti deixou claro que o camisa 10 histórico está nos planos para a disputa da Copa do Mundo de 2026.

“Sim, conversei com ele. Neymar é um jogador muito importante para nossa seleção e também para o Mundial. Ele precisa se preparar bem, e ainda há tempo para isso. Falei sobre a importância dessa preparação, porque temos um plano para que ele desempenhe um papel fundamental na equipe”, afirmou o técnico de 66 anos.

Novo camisa 10

Na última Data Fifa, com Neymar ausente e Vini Jr em destaque, a camisa 10 foi utilizada pelo atacante do Real Madrid. No entanto, para o próximo compromisso da Seleção, Vini está suspenso por acúmulo de cartões amarelos, o que abre margem para uma nova escolha.

O Brasil retorna aos gramados em setembro, quando enfrentará o Chile fora de casa e, na sequência, encerrará a campanha nas Eliminatórias Sul-Americanas contra a Bolívia em solo brasileiro. Já garantida na Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos, Canadá e México, a Seleção agora foca nos ajustes finais em busca de uma preparação sólida para o torneio.

Ancelotti elogia arena  do Corinthians e exalta clima positivo na concentração

O renomado treinador Carlo Ancelotti, conhecido por sua vasta experiência no futebol europeu e por comandar grandes clubes como Real Madrid e Milan, fez uma visita ao Brasil que deixou fãs e profissionais do esporte animados. Durante sua passagem, Ancelotti não poupou elogios ao Estádio do Corinthians, a Arena Corinthians, destacando sua infraestrutura de primeira linha e a atmosfera vibrante que o local proporciona.

A infraestrutura impressionante da arena Corinthians

Em um evento realizado na cidade de São Paulo, o treinador italiano ressaltou a importância de estádios modernos para o desenvolvimento do futebol. “A Arena Corinthians é um exemplo de excelência. A estrutura é impressionante, e o ambiente que ela cria para os torcedores é algo que eleva o espetáculo do futebol. É um lugar onde a paixão pelo esporte se torna palpável”, declarou Ancelotti. Ele também mencionou a experiência única que os torcedores têm ao assistir aos jogos ali, ressaltando como o design do estádio contribui para uma interação mais próxima entre jogadores e fãs.


Carlo Ancelotti novo técnico da seleção Brasileira. (Foto: reprodução/ Instagram/CBF)

Além de falar sobre o estádio, Ancelotti também aproveitou a oportunidade para comentar sobre o clima da Seleção Brasileira. Ele expressou sua admiração pela equipe e pelo trabalho desenvolvido pelo técnico atual.

“O clima na Seleção Brasileira é contagiante. A união entre os jogadores e a confiança no trabalho coletivo são aspectos fundamentais para o sucesso. Vejo um grande potencial nesta equipe”.

afirmou Ancelotti.

A força coletiva e a união da seleção Brasileira

O treinador italiano destacou ainda a importância de manter um ambiente saudável dentro do grupo, onde todos se sintam valorizados e motivados. “Quando os jogadores estão em um ambiente positivo, isso reflete diretamente no desempenho em campo. O Brasil tem uma rica tradição no futebol, e essa energia pode ser sentida em cada treinamento”, disse.

Ancelotti também mencionou a relevância de contar com jogadores que possuem experiência internacional e que podem trazer essa vivência para dentro da seleção. Para ele, isso faz toda a diferença na busca por títulos em competições importantes como a Copa do Mundo.


Carlo Ancelotti novo técnico da seleção Brasileira. (Foto: reprodução/ Instagram/CBF)

Ao final de sua visita, Ancelotti deixou uma mensagem encorajadora aos jovens jogadores brasileiros: “Acreditem em seus sonhos e trabalhem duro. O talento é apenas uma parte da equação; a dedicação e a paixão pelo jogo são igualmente essenciais”. Sua presença no Brasil não apenas trouxe visibilidade ao futebol nacional, mas também reforçou laços entre culturas futebolísticas distintas. Com seu olhar atento às nuances do jogo e suas opiniões embasadas pela experiência, Carlo Ancelotti se consolidou como uma figura respeitada não apenas na Europa, mas também no coração dos torcedores brasileiros, que esperam ver sua Seleção brilhar nos próximos desafios internacionais.

Raphinha volta à Seleção com moral e números que justificam otimismo de Ancelotti

Após o empate sem gols diante do Equador, na estreia de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira, o treinador italiano não escondeu a importância da volta de Raphinha ao time. Para Ancelotti, o retorno do atacante do Barcelona promete elevar o desempenho ofensivo da equipe — e os números respaldam essa expectativa.

Peça importante para essa reconstrução do Barcelona

Campeão espanhol, Raphinha foi peça-chave na campanha do Barcelona na temporada europeia e tem mantido regularidade também com a camisa da Seleção. A boa fase do camisa 11 chega em momento decisivo, com o Brasil se preparando para encarar o Paraguai nas Eliminatórias Sul-Americanas.

Pela Seleção, o atacante apresenta desempenho sólido no atual ciclo. Em 10 partidas nas Eliminatórias, todas como titular, ele balançou as redes cinco vezes e deu duas assistências, com média de uma participação direta em gol a cada 122 minutos.

Raphinha ainda contribui com 2,1 passes decisivos e 2,6 finalizações por jogo sendo 1,2 no alvo. Apesar de ter reduzido o número de dribles certos (0,6 por partida), continua sendo efetivo ao atrair faltas (1,4 por jogo) e abrir espaços no ataque.

A temporada pelo clube catalão também reforça sua boa fase. Raphinha disputou 63 jogos, sendo titular em 59, e teve participação direta em 61 gols foram 38 marcados e 23 assistências. Isso representa um envolvimento em gol a cada 85 minutos. Além disso, o atacante acumula 2,6 passes decisivos por partida e criou 48 grandes chances ao longo da temporada. Ele também arrisca bastante: são 3,3 finalizações por jogo, com 1,3 delas no gol. Seu repertório ofensivo inclui ainda 1,2 dribles certos e 1,0 falta sofrida por jogo.

Bons números com a camisa da seleção

Com a amarelinha, Raphinha já soma 33 partidas, sendo titular em 29. Ele marcou 11 gols e deu sete assistências, participando diretamente de um gol a cada 129 minutos. As estatísticas ainda mostram média de 1,4 passes decisivos, 2,3 finalizações (uma no alvo), 0,9 dribles certos e 1,3 faltas sofridas por jogo.


Raphinha comemorando gol com a camisa da seleção (Foto: Reprodução/Rafael Ribeiro/CBF)

Diante desse cenário, a volta de Raphinha não só reforça a equipe de Ancelotti, como também confirma sua relevância técnica e tática na Seleção. O Brasil ganha em profundidade, agressividade e poder de decisão — ingredientes que podem ser decisivos no próximo desafio das Eliminatórias.

Davide Ancelotti é anunciado como auxiliar técnico da Seleção Brasileira

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta sexta-feira (6) a contratação de Davide Ancelotti como auxiliar técnico da Seleção Brasileira. O profissional de 35 anos desembarca em São Paulo no fim de semana e se junta à comissão liderada por seu pai, Carlo Ancelotti.

Desde o anúncio de Carlo no comando da equipe, a presença de Davide já era tratada como parte do planejamento. Pai e filho mantêm uma parceria contínua desde 2015, o que fortalece a integração da equipe técnica.

Experiência no futebol europeu

Davide começou sua carreira como auxiliar técnico no Napoli. Em seguida, atuou no Bayern de Munique, no Everton e no Real Madrid. Em todos os clubes, trabalhou ao lado de Carlo, sendo responsável por treinos táticos, análise de desempenho e preparação física.

Além disso, ele possui licença PRO da FIFA, certificação máxima para treinadores. Essa qualificação permite sua atuação tanto em clubes quanto em seleções. Por isso, sua presença fortalece a estrutura técnica da Seleção Brasileira neste novo ciclo.

Foco em inovação e competitividade

Com a chegada de Davide, a comissão técnica passa a contar com quatro integrantes indicados por Carlo Ancelotti. Além dele, integram o grupo Paul Clement, Francisco Mauri e Mino Fulco. Todos já colaboraram com o treinador em equipes de elite na Europa.

Segundo comunicado publicado no site da CBF, a presença de Davide representa “mais um avanço na busca por inovação e desenvolvimento técnico”. A entidade destaca que a equipe busca aplicar metodologias modernas, com foco em organização tática e intensidade de treino.

Além disso, a comissão iniciou um trabalho de análise detalhada dos adversários e dos atletas convocados. Com isso, espera-se uma evolução no desempenho coletivo da equipe brasileira nas próximas competições.


Melhores momentos da estreia de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira (Vídeo: reprodução/YouTube/GE)

Próximos compromissos da Seleção

Na última quinta-feira (5), o Brasil empatou sem gols com o Equador, fora de casa, pela estreia de Carlo Ancelotti. O jogo marcou o início de um novo ciclo na Seleção, que agora mira a próxima rodada das Eliminatórias.

A equipe enfrenta o Paraguai na próxima terça-feira (10), na Neo Química Arena, em São Paulo. Enquanto isso, os treinos seguem em ritmo intenso no centro de treinamento da CBF. A chegada de Davide deve agilizar a adaptação dos métodos europeus ao grupo atual de jogadores. Por fim, a expectativa é que a nova estrutura técnica ajude o Brasil a garantir sua vaga na próxima edição da Copa do Mundo. Com mais organização e foco tático, a equipe busca retomar o protagonismo no cenário internacional.

Estreia de Ancelotti: sem brilho, Brasil empata com o Equador nas Eliminatórias

Cinco de junho de 2025 e o Brasil dá o pontapé inicial ao trabalho do treinador Carlo Ancelotti a frente da Seleção Brasileira. E esse começo se deu contra o Equador pela 15ª Rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo 2026. Com o placar de 0 a 0, a estreia de Ancelotti foi com o Brasil somente empatando com o Equador na cidade de Guayaquil.

Resumo do Jogo

Na estreia de Ancelotti, o Brasil começou pressionando, mas falhou na definição e cedeu espaço ao Equador, que cresceu no fim e criou as melhores chances. Richarlison cometeu erros e perdeu bolas que geraram perigo, Vanderson sofreu, e Vini Jr. foi o joagador mais agudo. Primeiro tempo morno, 0 a 0, com muito a ajustar.

O Equador seguiu melhor no segundo tempo, explorando os lados e pressionando a saída do Brasil, que seguiu travado e sem criatividade. Casemiro teve a melhor chance, mas parou em Galíndez. Estupiñán respondeu com perigo, e Alisson salvou. Com pouca organização e muito desgaste, o empate sem gols marcou a estreia apagada do Brasil de Ancelotti.

Brasil pressiona, mas Equador cresce no primeiro tempo

O Brasil começou pressionando, com boa movimentação e tentativa de infiltração, mas esbarrou na defesa equatoriana. O Equador respondeu com bolas longas e jogadas aéreas para Minda, explorando as fragilidades defensivas, principalmente pelo lado de Vanderson. Lateral direito, no entanto, estava ligado na partida. O Brasil teve as melhores chegadas no início, com Vini Jr. forçando escanteio e Gerson acionando o próprio Vini, que finalizou prensado.


Ancelotti comanda o Brasil pela primeira vez, mas resultado não foi o esperado (Vídeo: reprodução X/@DoentesPFutebol/Rede Globo)

Richarlison quase comprometeu ao errar no meio, lance, porém gerou chute fraco de Yeboah e, depois, uma saída ruim de Alisson, quase resultou em gol. O Brasil insistiu pela direita, mas pecou nas decisões. Vanderson perdeu chance clara ao hesitar cara a cara com o gol, e Casemiro, de cabeça, mandou uma boa chance por cima do travessão.

No final, o Equador subiu a marcação, empurrou o Brasil para trás e criou as melhores chances. Yeboah, livre, cabeceou para fora. Minda ganhou de Alex Sandro, que salvou no limite. Angulo ainda deixou Vanderson no chão e cruzou na área, mas ninguém completou. O primeiro tempo terminou zerado, com o Brasil falhando na construção e o Equador mais perigoso. Faltou brilho para abrir o placar para ambas as equipes.

Cenas inusitadas na estreia de Ancelotti no segundo tempo

No segundo tempo, o Equador ganhou ritmo com a entrada de Preciado, que avançava com perigo pelo lado direito. O Brasil tentou ajustar a saída de bola, mas esbarrou em falhas de passe e falta de efetividade na finalização, exemplificada por erro de Richarlison após ótima jogada de inversão entre Estêvão e Vini Jr.

Ainda, no começo da etapa um lance inusitado: um escanteio para o Brasil demorou mais de quatro minutos por conta da bandeirinha de escanteio não parar em pé por conta de buraco no campo. Enquanto isso, torcida do Equador cantava: “sí, se puede!” para empurrar time local.


A bandeirinha de escanteio sentiu “lesão” em campo, teve solicitação de substituição (Vídeo: Reprodução X/@GeGlobo)

O Equador voltou melhor, explorando o lado esquerdo com Estupiñán, que cruzou com perigo e obrigou Casemiro a cortar. O Brasil respondeu em jogada de Bruno Guimarães para Vini Jr., que falhou no drible e perdeu a chance. Logo depois, Yeboah driblou Casemiro e finalizou com desvio, mas Alisson defendeu.


Muito suor, poucas chances

Os equatorianos seguiram dominando, abrindo espaços pelas beiradas e obrigando Alisson a sair do gol para interceptar cruzamento rasteiro de Angulo. O Brasil, espaçado, sofria na recomposição. Caicedo, do Chelsea, ainda levou perigo em cobrança de falta, e Alex salvou de cabeça, evitando o pior.

O Brasil até criou boa chance aos 30, quando Vini Jr. achou Gerson, que fez o corta-luz para Casemiro finalizar forte, mas Galíndez defendeu em dois tempos. Na sequência, o Equador respondeu rápido com Estupiñán, que bateu colocado e exigiu defesa de Alisson.

O jogo seguiu travado, com o Brasil preso no campo de defesa, errando na construção e sofrendo com o forte calor acima dos 30º. Faltou criatividade e sobrou transpiração. Com somente quatro minutos de acréscimo, a partida terminou em 0x0, frustrando a estreia de Ancelotti.

Como ficou a classificação?

Com o resultado o Brasil fica na quarta colocação com 22 pontos, enquanto o Equador está em 2º com 24. Ótima campanha dos comandados do argentino Sebastián Beccacece até aqui. Seleção Brasileira ainda pode ser ultrapassada na rodada pela equipe da Colômbia.

A Copa do Mundo de 2026 vai ser a primeira edição com a presença de 48 países. Por isso, a América do Sul tem a reserva do total de 6 vagas diretas para a competição. O sétimo terá que disputar uma repescagem. O Brasil é o único país que disputou todas as edições de Copa do Mundo.

A Argentina, atual campeã da Copa em 2022 e rival histórica de nossa Seleção já está garantida para a próxima. Hoje, com a estreia de Ancelotti, o Brasil deu um dos quatro passos disponíveis para acessar a classificação diretamente. Ainda restam três novas chances contra o Paraguai, o Chile e a Bolívia.

Guardiola volta a falar sobre treinar seleção e comenta sobre Ancelotti no Brasil

Nessa quarta-feira (04), o treinador espanhol Pep Guardiola voltou a falar sobre o desejo de treinar uma seleção e ainda comentou sobre Carlo Ancelotti, em entrevista exclusiva à agência “Reuters”. 

O técnico do Manchester City nunca comandou uma seleção nacional, mas afirmou que gostaria de disputar uma Copa do Mundo, uma Eurocopa e uma Copa América como treinador de uma seleção. “Mas depende de muitas, muitas coisas. Se acontecer, tudo bem. Se não acontecer, tudo bem também” disse Guardiola.

Além disso, Guardiola comentou sobre Carlo Ancelotti assumindo a seleção brasileira e a rivalidade entre os dois treinadores nas competições entre clubes.


Matéria do Lance! sobre entrevista de Pep Guardiola (Foto: reprodução/X/@lancenet)


Rivalidade entre Guardiola e Ancelotti

Pep Guardiola ainda não pretende deixar o Manchester City e sonha em conquistar uma Champions League pelo clube inglês. O treinador renovou o seu contrato com o clube em novembro do ano passado e tem vínculo até 2027. 

Na rivalidade entre Guardiola e Ancelotti em disputas pela Liga dos Campeões, o técnico italiano leva a melhor. São cinco confrontos entre eles na história da fase eliminatórias da competição, com quatro vitórias de Ancelotti. 

“Estou muito feliz por ele. Mas estou muito feliz por ele não estar mais em Madri, porque ele me vence o tempo todo. Que eu não tenha mais que lidar com isso”, disse Guardiola sorrindo.

O foco do treinador espanhol segue na conquista de títulos pelo City, mesmo sem nenhum triunfo na última temporada.

Temporada sem títulos pelo Manchester City

A quase mais de uma década no clube inglês, Pep Guardiola comentou sobre o fracasso da última temporada e as fortes críticas que recebeu. Apesar da carreira vitoriosa, a temporada sem títulos pelo City chamou a atenção.

Em novembro de 2024, quando assinou a renovação do seu contrato, Guardiola já havia comentado sobre os problemas do clube e se pretendia deixá-lo. O treinador disse ter pensado que “esta temporada deveria ser a última“, mas sentiu que não era o momento para sair com os problemas que o clube enfrentava.

Apesar do desejo de comandar uma seleção, agora o foco de Guardiola volta-se para a próxima temporada e a conquista da Champions League, dessa vez sem enfrentar Ancelotti, que assumiu a seleção brasileira. 

Equador x Brasil: saiba onde assistir ao jogo, horário e escalações

O Brasil entra em campo contra o Equador nesta quinta-feira (5), às 20h (horário de Brasília), no estádio Monumental Isidro Romero Carbo, em Guayaquil. O jogo é válido pela 15ª rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 e marca a estreia de Carlo Ancelotti no comando da equipe verde e amarela. 

A transmissão da partida ficará por conta da TV Globo e do SporTV. Também é possível assistir ao confronto pelo streaming Globoplay em dispositivos móveis. 

Seleção Brasileira

Atualmente, a Seleção Brasileira ocupa o quarto lugar na tabela de classificação das Eliminatórias, ficando atrás de Argentina, Equador e Uruguai. Com uma campanha marcada por oscilações, o Brasil acumula 21 pontos em 14 jogos, sendo seis vitórias, três empates e cinco derrotas. 

O último jogo dos brasileiros pelas Eliminatórias foi marcado pela derrota por 4 a 1 contra os argentinos, o que culminou na demissão de Dorival Júnior, no dia 28 de março. Nesta rodada, com a estreia de Carlo Ancelotti no comando da equipe, a Seleção pode garantir a vaga para a Copa do Mundo de 2026 antecipadamente. 


Seleção Brasileira passou por vexame ao ser derrotada por 4 a 1 pela Argentina em março deste ano (Foto: reprodução/Marcelo Endelli/Getty Images Embed)


O treinador italiano chegou ao Rio de Janeiro no dia 25 de maio e fez a primeira convocação como técnico da Seleção no dia seguinte (26). Após o jogo contra o Equador, a equipe de Ancelotti retorna ao Brasil e enfrenta o Paraguai na Neo Química Arena, no dia 10 de junho, às 21h45 (horário de Brasília). 

Brasil x Equador

Brasil e Equador já se enfrentaram em 36 oportunidades, somando 28 vitórias brasileiras, seis empates e apenas dois triunfos do adversário. No confronto mais recente contra os equatorianos, disputado em setembro de 2024, a Seleção Brasileira venceu a partida pelo placar de 1 a 0. 

A provável escalação do Brasil tem Alisson; Vanderson, Alexsandro, Danilo e Alex Sandro; Casemiro, Gerson, Bruno Guimarães e Estêvão; Richarlison e Vini Jr

Já do lado equatoriano, a formação esperada conta com Galíndez; Ordóñez, Pacho, Hincapié e Estupiñán; Moisés Caicedo, Vite e Alan Franco; Castillo (Minda), Kendry Paez e Enner Valencia (Kevin Rodríguez).

Marquinhos aconselha Ancelotti na Seleção e cita sucesso de Luis Enrique no PSG

Carlo Ancelotti mal começou seu trabalho à frente da Seleção Brasileira e já recebeu um conselho de um dos líderes do elenco. Marquinhos, zagueiro e um dos capitães da “Amarelinha”, comentou durante entrevista coletiva nesta terça-feira (3) sobre os primeiros contatos com o treinador italiano e sugeriu que Ancelotti se inspire em Luis Enrique, atual técnico do Paris Saint-Germain, com quem conquistou a tríplice coroa nesta temporada.

De campeão para campeão

Aos jornalistas, o defensor destacou a importância de um treinador conhecer profundamente seu elenco. Campeão da Champions League com o PSG no último dia 31 de maio diante da Inter de Milão, Marquinhos lembrou do técnico de seu clube para aconselhar o experiente Ancelotti:

(…) Ancelotti terá que fazer exatamente o mesmo que Luis Enrique. Conhecer os jogadores a fundo, entender as qualidades de cada um e aproveitar todos os seus talentos – afirmou o zagueiro.


Marquinhos segurando a taça da Champions League ao lado do treinador Luis Enrique (Foto: reprodução/Franck Fife/Getty Images Embed)


Comparações e exigência

Marquinhos traçou paralelos entre o sucesso recente do PSG e os desafios da Seleção Brasileira. Para ele, a alta competitividade do futebol atual exige atenção total aos detalhes, algo fundamental em torneios como a Copa do Mundo.

O futebol de hoje é extremamente competitivo, no mais alto nível, muito dinâmico nos mínimos detalhes. Para ganhar uma Copa do Mundo ou uma Liga dos Campeões, tudo conta. E acho que minha equipe no Paris Saint-Germain foi, sem dúvida, uma prova disso — analisou.

Sobre o início dos trabalhos com Ancelotti, ele revelou que já teve uma reunião com o treinador e que a comissão técnica apresentou seus métodos logo no primeiro contato.

Já deu pra ver bem o que a gente vai fazer. Com certeza, com o passar dos treinos e jogos, ele vai corrigindo muitas coisas que vai querer — disse.


Entrevista do zagueiro Marquinhos na íntegra (Vídeo: reprodução/Youtube/TNT Sports Brasil)

O zagueiro, mesmo em meio a ansiedade, foi cauteloso ao comentar o início do ciclo de Ancelotti no comando do Brasil, pedindo paciência para que o trabalho tenha tempo para se desenvolver.

É muito importante aqui na Seleção Brasileira a gente ter esse ambiente confortável, os jogadores tranquilos, para conseguir fazer um excelente trabalho“, completou.

Ancelotti comandou seu primeiro treino com a Seleção na última segunda-feira (2), no CT Joaquim Grava, em São Paulo. O técnico optou por poupar atletas de Palmeiras e Flamengo para preservar a parte física.

Novo técnico do Real Madrid, Xabi Alonso, busca afastar ‘fantasma’ de técnicos espanhóis

Nas últimas semanas, o técnico e ex-jogador da seleção espanhola, Xabi Alonso, foi anunciado como novo treinador do Real Madrid após a saída de Carlo Ancelotti rumo a seleção Brasileira. O treinador retorna ao Real Madrid, desta vez para comandar a equipe merengue. Vale lembrar que Xabi Alonso defendeu as cores do clube entre os anos de 2009 à 2014.

No entanto, existe uma marca que ‘assombra’ treinadores espanhóis que comandam os merengues. Dos últimos treinadores nascidos em território espanhol que comandaram o clube, apenas Vicente Del Bosque teve um trabalho relevante. O treinador campeão do mundo com a Espanha em 2010 comandou os galácticos em 2003, conquistando 6 títulos pela equipe, entre eles estão 2 Champions League, 2 Ligas Espanholas, 1 Supercopa da Espanha, 1 Supercopa da Europa e 1 Copa Intercontinental de clubes. De lá pra cá, foram 6 treinadores espanhóis, e nenhum deles chegou a ter um grande trabalho. 

A ‘maldição’ dos espanhóis

Após a saída de Del Bosque, José Antonio Camacho foi o nome escolhido para substituir o espanhol no ano de 2004, mas seu trabalho durou pouco mais de 117 dias à frente dos galácticos. Mariano García Remón chegou após a saída de Camacho, e durou menos tempo que o compatriota: apenas 101 dias. Na temporada 2005/2006, o técnico interino Juan Ramón López Caro ficou a frente do cargo de treinador, e após encerrar sua passagem pelo Madrid, soltou uma frase emblemática: “No Real Madrid, o segundo lugar é um fracasso”.

Juande Ramos foi treinador do Madrid até o final da temporada 2008/2009, mas sua passagem ficou marcada por uma goleada histórica sofrida para o maior rival Barcelona pelo placar de 6×2. Em 2015, a chegada de um nome renomado agitou os bastidores. Rafa Benítez chega ao Madrid após passagem pelo Napoli. O treinador não chegou a completar 1 ano no cargo e acabou demitido. 

O último espanhol a comandar o Real Madrid antes da chegada de Xabi Alonso foi Julen Lopetegui. O treinador foi escolhido para substituir ninguém menos que Zinedine Zidane, técnico tricampeão consecutivo da Uefa Champions League pelos merengues. O início do trabalho de Lopetegui até chegou a empolgar a torcida, mas o treinador não resistiu a uma sequência ruim de resultados, e uma goleada sofrida para o Barcelona pelo placar de 5×1 resultou na demissão do treinador.


Vicente Del Bosque, último treinador espanhol vitorioso pelo Real Madrid. (Foto: Reprodução/Mark Leech/Getty Images Embed)


Como chega Xabi Alonso

Xabi Alonso apesar de novo como treinador, já se mostrou capaz de superar desafios e adversidades. Na temporada 2023/2024, o treinador conquistou o Campeonato Alemão com o Bayer Leverkusen de maneira invicta. Além do campeonato nacional, a equipe comandada pelo ex-jogador faturou também a Copa da Alemanha e ficou a 1 jogo de conquistar a tríplice coroa, mas acabou perdendo a decisão da Europa League para a Atalanta. A partida em questão foi a única derrota que o clube alemão sofreu em toda a temporada.

Na última temporada, o clube não teve o mesmo sucesso que na temporada em que chegaram próximos da tríplice coroa. A equipe ficou com o vice-campeonato alemão, 13 pontos atrás do campeão, Bayern. Xabi Alonso chega com um vínculo de 3 anos, válido até junho de 2028.