Trump fecha acordo comercial entre EUA e China

Nesta quarta-feira (11), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou ter fechado um acordo comercial com a China, dependendo da aprovação final do presidente chinês Xi Jinping.

Trump detalhou em suas redes sociais que a China vai fornecer, de forma antecipada, todos os ímãs e quaisquer terras raras necessárias. Disse ainda que, da mesma forma, os EUA vão fornecer à China o que foi acordado, o que inclui estudantes chineses que vão poder utilizar as faculdades e universidades norte-americanas, o que para ele sempre foi algo positivo.

De acordo com a Casa Branca, o presidente Donald Trump já estudava os detalhes do acordo acompanhado de sua equipe no começo da tarde desta quarta-feira.


Presidente norte americano Donald Trump fecha acordo comercial com a China (Foto: reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)


Expectativa

O secretário do comércio, Howard Lutnick, disse nesta quarta-feira (11), que a China irá aprovar “todos os pedidos” de ímãs feitos pelas empresas norte-americanas e apontou que “o lado chinês sempre quer remover os controles de exportação”.

O secretário falou também que a China concordou em encontrar maneiras de o país fazer mais negócios com os EUA. Segundo o secretário, acordos comerciais com outros países podem acontecer a partir da próxima semana.


Acordo comercial entre EUA e China depende da assinatura de Xi Jinping, presidente da China (Foto: reprodução/Instagram/@xi.jinping_cn)


Como e onde ocorreu o acordo

Foram dois dias de negociações comerciais, antes do acordo acontecer. Autoridades americanas e chinesas se reuniram em Londres, Inglaterra, para tratar das tarifas de importação e também sobre recursos importantes para a indústria tecnológica. Na mesa de negociações entrou a questão que envolve terras raras e ímãs.

Para o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, o acordo obtido em Londres com a China vai ajudar na relação econômica entre a China e os Estados Unidos.

Trump pretende manter Starlink na Casa Branca mesmo após rompimento com Elon Musk

Nesta segunda-feira (09), o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que não pretende descontinuar o serviço da Starlink na Casa Branca. O serviço de internet via satélite é de uma das empresas do bilionário Elon Musk, com quem o presidente trocou insultos na semana passada. 

“Talvez eu mude um pouco o Tesla de lugar, mas acho que não faremos isso com o Starlink. É um bom serviço”, disse o presidente norte-americano.

Desde a corrida presidencial de Trump em 2024, o bilionário Elon Musk se juntou ao republicano, iniciando um vínculo que não viria a durar por muito tempo. Isso porque, no último dia 30 de maio Musk informou sua saída oficial do governo.

Apesar do rompimento no último dia 30, a desavença só se tornou pública na última quinta-feira (05), quando ambos trocaram farpas através das redes sociais.


Matéria da CNN Politics sobre a desavença entre Trump e Musk (Foto: reprodução/X/@CNNPolitics)


O estopim da briga

A troca de ofensas entre o presidente norte-americano e o bilionário da Tesla começou na última quinta-feira (05), quando Musk criticou o novo projeto de lei orçamentária proposto pelo governo Trump. 

Nomeado de “One Big Beautiful Bill”, o projeto visa implementar cortes permanentes de impostos, principalmente sobre heranças e rendas individuais, além da inclusão de novas reformas em programas sociais, políticas de imigração e energia. 

No último dia 30, Musk já havia criticado o projeto, alegando que, diferente do que é defendido por Trump, a nova medida apenas aumentará o déficit do governo. A oposição do bilionário atrapalhou os esforços republicanos para a implementação do projeto no congresso.

O presidente, por sua vez, afirma que Musk ficou chateado, pois parte do projeto pode atingir a Tesla, empresa do bilionário, já que retira incentivos fiscais para carros elétricos.

Os insultos trocados por Trump e Musk

Na última quinta-feira (05), a desavença política entre o presidente norte-americano Donald Trump e o bilionário Elon Musk se tornou pública, após ambos trocarem insultos pelas redes sociais. 

Através da rede social “Truth Social”, Trump ameaçou cortar todos os laços do governo com as empresas de Musk, alegando que “A maneira mais fácil de economizar dinheiro no nosso orçamento é encerrar os subsídios e contratos governamentais do Elo”.

Em resposta, Musk ameaçou desativar a nave espacial Dragon, da SpaceX, muito importante para o projeto espacial norte-americano que visa colocar novamente o homem na lua. Além disso, Musk afirmou que sem ele Trump não teria vencido as eleições:

“Sem mim, Trump teria perdido a eleição, os democratas controlariam a Câmara e os republicanos estariam em desvantagem de 51 a 49 no Senado. Quanta ingratidão”, publicou o bilionário na última quinta-feira (05).

Ele ainda afirma que o nome de Trump está nos arquivos da investigação do caso Epstein (empresário acusado de ter abusado de mais de 250 meninas menores de idade) e que “essa é a verdadeira razão pela qual eles não foram tornados públicos”. 

Elon Musk apagou algumas das suas publicações que insultavam Trump e o seu governo, entretanto, a desavença ainda não tem um desfecho. 

Donald Trump afirma que EUA e China se encontrarão para discutir acordo comercial

O presidente americano Donald Trump afirmou que autoridades dos Estados Unidos e da China se reunirão em Londres. O objetivo do encontro é discutir um novo acordo comercial entre os países. A reunião acontecerá na segunda-feira (9).

De acordo com Trump, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, o secretário do Comércio, Howard Lutnick, e o representante comercial dos Estados Unidos, embaixador Jamieson Greer participarão do encontro.


Trump anuncia reunião e participantes que estarão presentes (Foto: Reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump)

A reunião deverá ocorrer com grande sucesso.”, afirmou o presidente em postagem no Truth Social nesta sexta-feira (6)

Conversa de Trump e Jinping

A declaração foi feita no dia seguinte da conversa entre o republicano e o presidente da China, Xi Jinping, sobre o tarifaço. Trump declarou que os dois resolveram as “complexidades” do acordo comercial sobre as tarifas de importação e afirmou que a conversa teve um desfecho positivo para os dois países.


Donald Trump e Xi Jinping (Foto: reprodução/G1)

Nesta quinta-feira (5), o americano falou que as negociações entre os países continuam e estão em “boa forma“. O presidente chinês disse que o país cumpriu o acordo definido em Genebra com seriedade e sinceridade.

Ele ainda destacou que “diálogo e cooperação são a única escolha correta para a China e os Estados Unidos”. Xi Jinping ainda reforçou que os dois países devem buscar uma solução que os beneficie mutuamente, respeite as preocupações dos dois lados e mantenha a relação de igualdade.

Negociações após o “tarifaço”

Desde o anúncio em abril do “tarifaço”, Trump mantém um cabo de Guerra com Pequim. O pacote de tarifas impactou vários países, principalmente a China.

Os dois países definiram um trato temporário no dia 12 de maio em que ficou definida uma redução das tarifas por um período de 90 dias. A oficialização do acordo aconteceu em um encontro entre as delegações em Genebra, na Suíça.

Desde então, os países encontraram empecilhos para chegar a um consenso nas negociações. No dia 30 de maio, por exemplo, Trump afirmou que a China violou o acordo. O Ministério do Comércio da China respondeu e disse que as acusações eram “infundadas”. O órgão ainda afirmou que o país tomaria medidas para proteger seus interesses.

Na segunda-feira (2), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente americano pretendia conversar com o chinês a fim de resolver os impasses nos acordos. Na quarta-feira (4) Trump postou em seu perfil no Truth Social que gostava de Xi Jinping, mas que negociar com o presidente era “muito difícil”.

Elon Musk perde US$25 bilhões após briga com Trump

O empresário Elon Musk viu um declínio abrupto em seu patrimônio, nesta quinta-feira (5). Após sua saída do governo de Donald Trump, Elon tem criticado medidas e atitudes do presidente americano, o qual também retruca ao bilionário. Essas provocações ocasionaram uma queda brusca nas ações da Tesla, o que impactou diretamente na fortuna de seu CEO.

A queda da fortuna de Elon Musk

O CEO da Tesla, Elon Musk sofreu, nesta quinta-feira (5), uma queda repentina de sua fortuna, avaliada em cerca de US$420,5 bilhões. Em apenas uma tarde, o patrimônio de Musk caiu em US$25,5 bilhões, fazendo com que o número chegasse a US$395 bilhões.

Esse declínio abrupto se deve à oposição que tem exercido contra o governo do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Depois de sair do governo, Elon tem feito várias críticas às ações econômicas do presidente. Trump, em resposta, tem também criticado o empresário. Essa discussão chegou a gerar até ataques pessoais.


Elon Musk e Donald Trump no Salão Oval, durante a despedida de Musk do governo (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Por conta disso, a Tesla teve uma queda em suas ações, que foram reduzidas em 17%, subtraindo US$55, por ação, do antigo valor, o que resultou no preço de US$277, por cada ação. Isso ocorre em um momento delicado para a Tesla, visto que o restante do mercado se mantém estável.

Essa queda brusca é totalmente destoante do preço que teve em dezembro de 2024, após a eleição do presidente Trump, quando era pensado que o apoio de Elon Musk poderia impulsionar um maior sucesso da empresa.

O conflito Musk x Trump

Após deixar seu cargo no governo dos EUA, no dia 29 de maio, Elon Musk começou a fazer várias críticas a Donald Trump e suas medidas econômicas.

Em uma reunião no Salão Oval, com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que Elon estaria insatisfeito com ele e disse que o bilionário sofre de “síndrome de aversão a Trump.” Musk não gostou nada dessa fala e retrucou, declarando que sem seu apoio, durante a campanha à presidência, Trump nunca teria sido garantido.


Celulares exibindo posts da briga entre Donald Trump e Elon Musk (Foto: reprodução/Justin Sullivan/Getty Images Embed)


Além de críticas relacionadas ao trabalho dos dois, Musk e Trump também partiram para ofensas pessoais, o que esquentou muito o embate. Com toda essa polêmica, o presidente dos EUA, em reposta ao dono da Tesla, sugeriu que o governo deveria considerar cortar todos os contratos governamentais que os dois têm.

Olimpíadas 2028: Restrição de entrada nos EUA não irá atrapalhar o evento esportivo

Devido às novas ordens assinadas pelo atual presidente Donald Trump, que restringiram a entrada de cidadãos de 12 países no território norte-americano, a realização dos Jogos Olímpicos na cidade de Los Angeles não será prejudicada, segundo afirma o CEO da LA28.

De acordo com a organização, os atletas estão isentos das restrições e poderão participar normalmente do evento. Além disso, os responsáveis garantem que a apresentação olímpica conta com o apoio do governo dos Estados Unidos.

O mais importante é que a administração reconheceu a importância dos Jogos”, comentou Reynold Hoover, CEO da LA28.

O decreto traz uma exceção específica que garante o acesso de atletas, seus familiares e oficiais aos Jogos”, acrescentou, reforçando que as Olimpíadas de 2028 serão abertas a todos.

Decreto de Donald Trump

Os países afetados pelo novo veto incluem: Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Outras sete nações Burundi, Cuba, Laos, Serra Leoa, Togo, Turcomenistão e Venezuela enfrentarão restrições parciais. No entanto, a organização da LA28 acredita que essas limitações não causarão grandes impactos.

O presidente do comitê LA28 também reiterou a liberação da entrada de atletas nos EUA e destacou a confiança no relacionamento com o atual governo. Ele agradeceu ainda a atenção especial que foi concedida às Olimpíadas.


Foto destaque: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)

Copa do Mundo de 2026

O evento esportivo mais aguardado do ano também será sediado nos Estados Unidos. Na verdade, a cerimônia ocorrerá em três países da América do Norte. Segundo Hoover, Donald Trump está comprometido em garantir uma experiência segura e tranquila aos participantes do torneio.

Ele revelou que, durante uma reunião com o presidente na Casa Branca, Trump expressou o desejo de receber a Copa do Mundo da FIFA no país, afirmando acreditar que os EUA estarão preparados para acolher o mundo durante o campeonato.

Hoover finalizou dizendo que mantém diálogo constante com o governo e que, juntos, estão organizando equipes para facilitar o processo de concessão de vistos.

Trump e Musk: Briga pública com troca de acusações e ameaças de retaliação agitam as redes sociais 

O magnata Elon Musk e o presidente americano Donald Trump agitaram as redes sociais na data de ontem, quinta-feira (05). O conflito de interesses se tornou confronto público com troca de acusações, ameaças de corte de verbas e contratos, pesquisa de opinião pública para criação de um novo partido político e exposição dos bastidores do poder e da vida particular de ambos.

O início

Em 28 de maio (2025), após 128 dias à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), o empresário Elon Musk, que ocupava o cargo de Conselheiro Sênior da Casa Branca, pediu demissão. O acordo previa que Musk permanecesse no cargo por 130 dias com a tarefa de diminuir os gastos públicos. A cerimônia de saída do cargo ocorreu no salão oval da Casa Branca. Com troca de elogios e agradecimentos de ambos os lados.

No entanto, especulações de que havia um conflito de interesses entre Elon Musk e Donald Trump tomaram corpo na última terça-feira (03). Quando o empresário criticou abertamente a política orçamentária de Trump e o seu “Projeto Grande e Belo”, chamando-o de “uma abominação repugnante”.


Publicação de Elon Musk sobre a política orçamentária do presidente Donald Trump (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

Em resposta às críticas do bilionário, Donald Trump informou que Musk está irritado porque a Casa Branca não deu continuidade ao “mandato do carro elétrico”. Este projeto incentiva a produção de carros sustentáveis, interesse da empresa Tesla, focada em tecnologia e veículos elétricos, da qual Musk é diretor executivo. Trump declarou, ainda, estar “ muito decepcionado” com Elon Musk e que “o ajudou muito”. Porém, não sabe se a relação dos dois “poderá ser como antes”.


Resposta de Donald Trump às críticas de Elon Musk (Vídeo: reprodução/X@cb_doge)

A partir das falas do presidente americano, o empresário utilizou sua rede social X, (antigo Twitter), do qual é proprietário, e fez uma sequência de posts em relação a Donald Trump. O presidente, por sua vez, também utilizou sua rede social “Truth”, semelhante ao X, para responder ao magnata.

Sequência de publicações

Desde a tarde de ontem, quinta-feira (05), Elon Musk tem publicado em seu perfil oficial declarações suas e de outros usuários ironizando as falas de Donald Trump. Até, então, o alvo era o “Projeto Grande e Belo” e a política orçamentária do governo Trump que, segundo Musk, aumentará a dívida pública dos EUA e levará a américa “de volta à escravidão”. 

Em contrapartida, Donald Trump expôs descontentamentos antigos entre ele e o seu agora ex Conselheiro Sênior. Em declarações, o presidente americano informou que Musk “estava se tornando insuportável” e pediu para que ele fosse embora. Declarou, ainda, que ninguém mais queria comprar carros elétricos e que, ao saber que Trump não daria continuidade ao projeto, o empresário “simplesmente ficou louco”.


Publicação do presidente Donald Trump sobre Elon Musk, em tradução livre (Foto: reprodução/Truth/@realDonaldTrump)

Tanto as publicações quanto os comentários são diversos entre apoiadores e opositores. O empresário Elon Musk expôs vários vídeos e postagens, inclusive do presidente Donald Trump, da época em que havia concordância entre os dois. No entanto, o embate até então político passou para o campo pessoal e sobre amizades antigas do presidente americano.

Envolvimento com Jeffrey Epstein

Elon Musk, em suas postagens, fez declarações as quais ligam Donald Trump a Jeffrey Epstein, magnata americano e criminoso sexual. Falecido em agosto de 2019 enquanto cumpria pena no Centro Correcional em Nova York, nos EUA. Epstein foi um investidor bilionário, que possuía conexões financeiras, políticas e culturais com a elite estadunidense. Condenado por operar uma rede sexual, inclusive com abuso de menores de idade.


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Publicação de Elon Musk sobre o possível envolvimento do presidente americano Donald Trump com Jeffrey Epstein (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

Em resposta as declarações de Musk sobre o envolvimento do presidente Donald Trump com Epstein, a porta-voz da Casa Banca, Karoline Leavitt, classificou como “episódio lamentável” e que as falas de Elon Musk deve-se a insatisfação do empresário pois, o “Projeto Grande e Belo” não atende os interesses de Musk.

No mais, Leavitt informa que “o presidente está focado em aprovar esta legislação histórica e tornar nosso país grande novamente”. Em acordo com sua porta-voz, o presidente Donald Trump, em sua última publicação na rede social Truth, na manhã desta sexta-feira (06), declarou que os EUA “estão crescendo” e que “empresas estão chegando ao país”. Ao que parece, uma forma de focar em sua política orçamentária, uma vez que, faz parte de um dos seus mais ambiciosos projetos.

Elon Musk rompe com Donald Trump e ameaça suspender apoio à NASA

Uma tensão sem precedentes abalou as relações entre o setor privado e o governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira (5), após uma série de declarações explosivas entre Elon Musk e o presidente Donald Trump. O embate, que começou nas redes sociais, rapidamente ganhou contornos políticos e pode impactar diretamente os projetos espaciais norte-americanos com a Estação Espacial Internacional.

Polêmica nas redes sociais

O início do embate se deu quando Musk respondeu a uma postagem sugerindo seu enfrentamento direto com o presidente, apoiando a ideia de impeachment de Trump e sugerindo o senador JD Vance como substituto. Em seguida, o bilionário intensificou a polêmica ao afirmar que, diante das ameaças de cancelamento de contratos governamentais com suas empresas, a SpaceX começará a descomissionar sua nave espacial Dragon.

A possível retirada da Dragon das operações representa um risco estratégico para os EUA. A cápsula é atualmente a única nave em atividade capaz de transportar grandes volumes de carga da Estação Espacial Internacional (ISS) de volta à Terra — além de ser crucial no transporte de astronautas. Sem ela, a NASA enfrenta um vácuo logístico considerável, especialmente após os problemas com a nave da Boeing, que deixaram dois astronautas presos por nove meses na ISS (International Space Station).


Elon Musk era conselheiro de Trump e anunciou que deixará seu cargo no governo (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Liberdade espacial EUA

O clima de confronto entre Musk e Trump escancara a crescente dependência do governo americano das iniciativas privadas para sustentar sua presença no espaço. Embora as tensões entre política e inovação não seja novidade, raramente se manifestaram com tamanha intensidade e potencial de dano imediato.

A SpaceX ainda não emitiu um comunicado oficial sobre as declarações de Musk, mas o episódio já provoca inquietação nos bastidores de Washington e da comunidade científica. Caso a ameaça se concretize, os impactos serão sentidos muito além da órbita terrestre — atingindo diretamente a credibilidade e a liderança espacial dos Estados Unidos.

Trump proíbe Harvard de admitir estudantes estrangeiros por meio de nova ordem executiva

O presidente dos EUA, Donald Trump, por meio de ato proclamatório, proibiu a Universidade Harvard de admitir estudantes estrangeiros em seus cursos. O ato, semelhante a uma Ordem Executiva, foi assinado na data de ontem, quarta-feira (04). Conforme publicado, a medida é necessária para reforçar a segurança nacional e abordar os riscos existentes na universidade, sobretudo relacionados a estudantes ligados ao Partido Comunista Chinês.

Segundo consta, o Departamento Federal de Investigação (FBI) alertou o governo de que adversários estrangeiros têm utilizado o Programa de Visto de Intercâmbio Estudantil (SEVP)  para ter acesso fácil às universidades estadunidenses e assim “roubar informações do país”. Além de “propagar informações falsas” contrárias ao governo para fins políticos, utilizando o programa de maneira imprópria a fim de “promover suas próprias ambições”. 

Em resposta, a Universidade Harvard acusou o governo de Donald Trump de violar a primeira emenda da Constituição dos EUA, relacionada à liberdade de expressão, de crença e de reunião. Informou, ainda, que a Constituição protege o direito da universidade de ensinar e pesquisar sem interferência de forças governamentais. Portanto, considera a medida ilegal e informa que “continuará a proteger seus estudantes internacionais”

Informações sobre estudantes 

A ordem assinada por Donald Trump menciona, ainda, a necessidade da universidade repassar informações sobre seus estudantes ao Departamento de Segurança Interna (DHS). Uma vez que, segundo declarou, crimes violentos têm ocorrido dentro do campus da instituição e são praticados por estudantes estrangeiros, representando um risco à segurança nacional. O documento afirma, inclusive, que Harvard não tem tomado medidas eficazes para coibir tais ações. 

Consta, ainda que, Harvard não repassou ao DHS dados precisos sobre atividades ilegais, perigosas e violentas, ameaças contra alunos e funcionários e privações de direitos cometidos por alunos estrangeiros dentro da instituição. Declara, inclusive, que as informações repassadas ao departamento são deficitárias, impedindo o governo de atuar para coibir tais ações. A Universidade contesta.


Protesto: “Estudantes de Harvard pela Liberdade” em apoio aos estudantes internacionais (Fotos: reprodução/ RICK FRIEDMAN/AFP/Getty Images Embed)


As medidas são, sobretudo, relacionadas a estudantes estrangeiros chineses que tenham principalmente ligações com o Partido Comunista. Em 28 de maio (2025), o Secretário de Estado Marco Rubio, informou que os EUA revogarão vistos destes estudantes. A Assistente do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, acrescentou que o país recebeu “277.000 estudantes chineses” no ano de 2024, contra “800 estudantes estadunidenses” recebidos pela China.


Publicação de Marco Rubio repostada por Tricia McLaughlin (Foto: reprodução/X/@TriciaOhio)

Segundo consta na Ordem Executiva assinada ontem, quarta-feira (04), pelo presidente Donald Trump, Harvard teria aceito em torno de US$ 150 milhões de dólares somente da China. E, segundo informou, em troca “hospedou e treinou repetidamente membros de uma organização paramilitar do Partido Comunista Chinês”. Essa informação, Trump credita a uma investigação realizada pelo Comitê Seleto da Câmara dos Representantes dos EUA.

Prazo para implementação 

A suspensão de matrícula de estudantes estrangeiros limita-se à Universidade Harvard não se aplicando a outras instituições ou a alunos que estejam em conformidade com os interesses nacionais determinados pelo Secretário de Estado, Marco Rubio e pela Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem. 

A Ordem Executiva informa o prazo de 90 dias para que sejam implementadas essas ações em Harvard. Dando aval aos secretários Rubio e Noem de agir conforme necessário dentro da Lei de Imigração e Nacionalidade (INA), a fim de impor restrições à instituição na admissão de estudantes estrangeiros em seu corpo discente.

Elon Musk critica plano fiscal de Trump: “repugnante, escandaloso e eleitoreiro”

O bilionário Elon Musk declarou nesta terça-feira (3) que o projeto de lei orçamentária do governo Trump é uma “abominação repugnante, escandalosa e eleitoreira”. Em crítica contundente, Musk afirmou que o texto aumentará o déficit em US\$ 2,5 trilhões e levará o país à falência, evidenciando seu rompimento público com o ex-presidente.

Musk, que foi um dos principais aliados de Trump na campanha presidencial de 2024, usou sua rede social X (antigo Twitter) para expressar sua frustração:
“Sinto muito, mas já não aguento mais”, escreveu o bilionário.

Segundo ele, os parlamentares que aprovaram o projeto “deveriam se envergonhar”, pois “sabem que estão errados”. Musk alerta que o plano elevará o déficit orçamentário em US\$ 2,5 trilhões (cerca de R\$ 14 trilhões), um caminho que, na sua visão, levará os Estados Unidos à falência.

Saída conturbada do governo

O bilionário ganhou destaque no início da gestão Trump ao assumir o comando do Departamento de Eficiência Governamental (Doge), órgão responsável por cortar gastos na máquina pública. No entanto, seu tempo no cargo foi breve: Musk deixou a função no dia 28 de maio, apenas um dia após conceder uma entrevista em que criticava a proposta fiscal da administração.

Dois dias depois, participou de uma cerimônia simbólica de despedida ao lado de Trump no Salão Oval da Casa Branca. Na ocasião, Trump tentou minimizar o afastamento:
Elon, na verdade, não está indo embora. Ele vai continuar por perto”, disse o ex-presidente, sugerindo que Musk seguiria como conselheiro informal.


“Sinto muito, mas já não aguento mais” (Foto: reprodução/Instagram/@infomoney)


Tensões nos bastidores

Apesar da aparente cordialidade, aliados próximos a Trump já vinham demonstrando desconforto com a postura imprevisível de Musk. Fontes da imprensa americana chegaram a descrevê-lo como um “fardo político”.

Segundo a agência Reuters, a saída de Musk do Doge foi rápida e sem formalidades, e ele sequer teve uma conversa direta com Trump antes de pedir demissão.

O distanciamento ficou ainda mais evidente no sábado (31), quando Trump anunciou que desistiria de indicar um aliado de Musk para assumir o comando da Nasa, sem explicar os motivos. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, a decisão causou frustração em Musk.

Governo Trump promete iniciar perfuração e mineração em região de Alasca

O governo Trump comunicou nessa segunda-feira (2), que há uma tentativa de romper as proteções federais a regiões do Alasca que são ricas em recursos naturais. O objetivo é conseguir criar uma base de perfuração e mineração dessas áreas, para conseguir captar esses recursos.

Essa ação, que faz parte da agenda de Donald Trump, de obtenção da maior quantidade de bens naturais, gera polêmica, pela região explorada ser rica em fauna, servindo de habitat natural de várias espécies.

O presidente dos Estados Unidos declarou que está trabalhando para eliminar as barreiras federais que protegem áreas do Alasca, estimada em milhões de hectares.

O plano de Trump

Essa tentativa de derrubar as proteções se deve a uma de suas políticas, que visa perfurar e minerar a maior quantidade de regiões que podem entregar recursos naturais importantes para a economia do país.


Donald Trump saindo da Casa Branca (Foto: reprodução/Celal Gunes/Anadolu/Getty Images Embed)


O Secretário do Interior, Doug Jones, disse que o governo de Joe Biden ultrapassou o nível máximo de autoridade ao proibir a perfuração de petróleo em uma grande parte da Reserva Nacional de Petróleo do Alasca, que possui um tamanho de 9,3 milhões de hectares. Essa tentativa de restaurar a permissão para explorar as terras foi elogiada por funcionários da área de perfuração.

A região do Alasca

A Reserva Nacional de Petróleo do Alasca é uma região ecologicamente sensível, localizada por volta de 960 quilômetros ao norte de Anchorage, cercada pelo Mar de Chukchi, em seu lado oeste, e o Mar de Beaufort, no norte. Essa terra é lar de várias espécies, como ursos-cinzentos, ursos-polares, renas, diversos tipos de aves migratórias, entre outras. Ela é também a maior área de terras públicas dos Estados Unidos.


Foto da Reserva Nacional de Petróleo do Alasca (Foto: reprodução/X/@MarioNawfal)

As reservas foram criadas no início do século XX e inicialmente serviram como base de suprimentos para a Marinha. No ano de 1976, o Congresso permitiu que as terras federais pudessem servir como meio de obtenção de recursos que fosse permitido o desenvolvimento comercial da região. Entretanto, foi demandado pelo governo que a perfuração de petróleo fosse equilibrada com a conservação da fauna e flora.