Apple leva 1,5 milhão de IPhones da Índia para os EUA para driblar tarifas

Após o anúncio das tarifas de importação, feito pelo presidente Donald Trump, a Apple fretou aviões cargueiros para conseguirem transportar 1,5 milhão de unidades de IPhone, o equivalente a 600 toneladas, da Índia para os Estados Unidos.

Isso foi feito como uma maneira de “vencer” a medida do presidente, pois as tarifas impostas sobre a China, a maior fabricante de smartphones, seriam as mais severas.

A medida da Apple

A Apple, considerada a maior empresa de tecnologia do mundo, tomou uma medida visando contornar as tarifas de importação, feitas pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Essa medida inclui a importação de aparelhos da linha IPhone, da Índia para os EUA.

Esse esquema ocorre, pois as tarifas colocadas sobre a China, que é a maior fabricadora e exportadora dos celulares, foram as mais impactantes, em 125%, muito mais do que os 26% cobrado na Índia.

De acordo com fontes da Reuters, o peso total dos telefones transportados foi de 600 toneladas, distribuídas entre seis aviões, ou seja, 100 toneladas por veículo.

Tendo em mente que o peso de um IPhone 14, junto de um cabo de carregamento, embalados, é de aproximadamente 350 gramas, o que significa que de acordo com os cálculos, isso equivale à 1,5 milhão de aparelhos.


Caixa de IPhone 16 em loja da Apple (Foto: reprodução/Jay L Clendenin/Getty Images Embed)


A fonte da Reuters ainda acrescentou que a empresa fez lobby com as autoridades dos aeroportos indianos, para diminuir o tempo de passagem pela alfândega no aeroporto de Chennai, no Estado de Tamil Nadu, de 30 horas para 6 horas.

Mudanças nas indústrias indianas

Com essa medida da Apple em aumentar a produção e exportação de IPhones da Índia, tentando alcançar 20% das importações, o equivalente a um quinto, sendo o resto pertencente à China, as fábricas indianas tiveram mudanças em seu esquema de trabalho. A mais notável foi que os domingos começaram a contar como dia de trabalho.


IPhones 16 expostos em loja da Apple (Foto: reprodução/Hector Retamal/AFP/Getty Images Embed)


A maior fábrica da Índia, a Foxconn, em Chennai, funciona agora aos domingos. Essa fábrica foi responsável por produzir 20 milhões de aparelhos celulares no ano passado, incluindo os modelos recentes, o IPhone 15 e 16. Essas ações devem impulsionar as produções da Índia e as ações no meio de fábricas do país.

Guerra comercial: Em resposta ao “tarifaço” China aumenta as tarifas sobre EUA

O governo chinês anunciou, nesta sexta-feira (11), o aumento das tarifas sobre os produtos que chegam dos Estados Unidos, passando de 84% para 125%. Essa decisão seria uma represália às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.

Desde o anúncio feito pelo governo americano ao divulgar o “tarifaço”, aplicando à China uma porcentagem superior à dos demais países, o país asiático vem elevando a tributação sobre os produtos importados dos Estados Unidos como resposta às medidas americanas. Essa escalada está intensificando a tensão entre as duas maiores potências econômicas, o que tem gerado preocupação no mercado financeiro.

Guerra comercial

 No dia 2 de abril, o presidente dos Estados Unidos anunciou seu projeto de “tarifas recíprocas”, que previa a taxação de produtos de 180 países. No entanto, a China recebeu um tratamento diferenciado. Enquanto os outros países enfrentaram aumentos gerais, os produtos chineses já haviam sido taxados em 10% em fevereiro pela Casa Branca. Esse percentual se somou a uma tarifa anterior já vigente. Assim, na quarta-feira, 2 de abril, a China passou a enfrentar uma cobrança adicional de 34%, totalizando uma tarifa de 54% sobre suas mercadorias.

Após a iniciativa dos Estados Unidos, o líder chinês resolveu reagir à ação americana e impôs tarifas de 34% sobre os EUA. Contudo, insatisfeita com a atitude da China, Washington aumentou novamente o valor da taxação, adicionando mais 50% sobre as importações chinesas, elevando a tarifa para o patamar de 104%.

Em resposta aos valores estabelecidos por Donald Trump, Pequim aumentou as tarifas sobre os EUA para 84%, o que provocou uma nova reação de Washington, que decidiu elevar a taxação para 125% contra os chineses. Com esse acréscimo somado à porcentagem anterior, o total chegou a 145%.


Foto destaque: presidente Donald Trump exibe gráfico de tarifa durante o “Make America Wealthy Again” (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


TikTok

 Essa disputa tarifária entre os dois países afetou as negociações sobre a venda do aplicativo TikTok, que previa a transferência de 50% da plataforma para empresários americanos, sob pena de ser banida dos Estados Unidos. No entanto, devido aos conflitos entre China e EUA, a negociação foi suspensa até que a situação entre Washington e Pequim seja resolvida.

China alerta seus cidadãos sobre viagens aos EUA

O governo chinês alertou a população sobre os riscos de viagens aos Estados Unidos para seus cidadãos. Os alertas foram anunciados nesta quarta-feira (9), e são um reflexo das relações fragilizadas entre os dois países devido ao conflito comercial instaurado nas últimas semanas.

Alerta para viajantes

Diante do novo aumento de tarifas da China sobre produtos norte-americanos, que passou a ser de 84% nesta quarta-feira, as recomendações foram apresentadas para evitar a interação da população chinesa com um país que tem adotado cada vez mais uma postura hostil à China. As medidas americanas foram adotadas com a eleição do presidente republicano, Donald Trump.

Segundo o Ministério da Cultura e Turismo da China, essas seriam as justificativas para a decisão:

“Recentemente, devido à deterioração das relações econômicas e comerciais entre China e EUA e à situação da segurança interna nos Estados Unidos, o Ministério da Cultura e Turismo alerta os turistas chineses para que avaliem cuidadosamente os riscos de viajar para os Estados Unidos e tomem cuidado.”


Anúncio oficial do governo chinês (Foto: reprodução/Ministério da Cultura e Turismo da China)

O Ministério da Educação também aconselhou os estudantes chineses a refletirem antes mesmo de querer realizar algum intercâmbio ao país norte-americano, devido aos “riscos” dos últimos dias. O embate tarifário entre as duas nações parece alterar drasticamente as relações diplomáticas sino-americanas.

Deterioração das relações

O anúncio de Washington na terça-feira (8) de que a taxa sobre produtos chineses subirá para, 104% ocorreu depois que Pequim retaliou o “tarifaço” de Trump na semana anterior, elevando as tarifas sobre produtos norte-americanos. A China foi um dos países com maiores níveis de taxação entre os estados anunciados.

Trump, já havia anunciado que não mudaria sua política tarifária mesmo com as retaliações por parte do governo chinês. Com a baixa das relações entre Estados Unidos e China, a incerteza é impregnada tanto para os setores internos americanos, quanto para as diversas camadas que compõem o comércio global.

Governo Trump defende monitoramento de redes sociais de imigrantes 

O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), através de suas redes sociais, informou nesta quarta-feira (09), que passará a monitorar as redes sociais de solicitantes de vistos permanentes a fim de conceder ou não tais vistos. O objetivo do USCIS é verificar publicações antissemitas e identificar o que classificou de “simpatizantes de terroristas”. 

Em sua publicação, o departamento informa que tais medidas visam a Segurança Nacional e de judeus residentes nos EUA . Salienta, ainda, que “simpatizantes terroristas do mundo” não são bem-vindos ao país, mesmo que tentem se respaldar na constituição americana. 

A medida abrange cidadãos que possuem vistos de estudantes e, também, solicitantes de “Green Card”, possuidores de vistos temporários. 

A ação adotada pelo (USCIS) gerou críticas de especialistas e defensores dos direitos humanos, uma vez que não há informações claras sobre o que seria considerado “discurso antissemita” e quem poderia ser classificado como “simpatizante” de grupos, denominados pelos EUA, como terroristas. 

As críticas também levam em conta até que ponto a vigilância realizada pelo Governo Trump sobre as atividades de civis, estaria preservando  a Segurança Nacional ao comprometer a liberdade de expressão assegurada pela Constituição dos EUA. 


Monitoramento de Trump à imigrantes (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNNBrasil)

Em sua publicação o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS), não dá mais informações de quando ou como essa vigilância ocorreria. 

Revogação de vistos de estrangeiros 

O Secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, em entrevista à repórteres, no último dia 27 de março (2025), confirmou a revogação de mais de 300 vistos de estudantes  e  visitantes estrangeiros. Em sua declaração, informou, ainda, que assinou cada uma das revogações.

Segundo Rubio, a ação foi necessária uma vez que tais estudantes estavam envolvidos em “atividades contrárias aos interesses nacionais”.  Ainda, de acordo com o Secretário de Estado, são manifestantes que ingressam no país solicitando visto de estudante e lideram movimentos que trazem perturbação às Universidades. 


Revogação de mais de 300 vistos de estrangeiros (Vídeo: reprodução/Youtube/@@DRMNewsPortuguese) 

Marco Rubio, finaliza sua entrevista, declarando que os EUA cancelarão vistos de qualquer um que perturbe a ordem nacional, causando distúrbios e vandalizando edifícios. 

Os questionamentos a Rubio ocorreram após uma estudante da Turquia, Rumeyse Oztuk, que fazia doutorado nos EUA, ter seu visto de estudante revogado por participar de manifestação de apoio à Palestina, contra Israel e a Guerra em Gaza.

Promessa de campanha

Durante a campanha para assumir pela segunda vez a presidência dos EUA, o presidente Donald Trump defendeu a reformulação da Política de Imigração do país. Em suas falas, Trump se posicionou de forma favorável à deportação em massa de pessoas que permaneciam ilegalmente nos EUA.

Desde quando assumiu a presidência neste ano (2025), o Governo Trump tem realizado várias deportações, recebendo críticas da comunidade internacional, uma vez que, muitas destas deportações estão em desacordo com políticas relacionadas aos Direitos Humanos. 

Segundo especialistas, a maneira como o presidente Donald Trump tem conduzido o processo de revogação de vistos e deportado cidadãos estrangeiros, ferem acordos internacionais e o direito de liberdade de expressão garantido por Lei. 

Trump anuncia tarifa e preocupa indústria farmacêutica internacional

O presidente norte-americano Donald Trump informou nesta terça-feira (8) que seu governo implementará em breve uma tarifa significativa sobre medicamentos importados. Trump fez a declaração em uma festa de gala para arrecadação de fundos em um evento no Comitê Nacional Republicano do Congresso.

O presidente americano disse que os Estados Unidos são o grande mercado mundial e acredita que a tarifação gerará mais capacidade para a indústria farmacêutica interna. A medida visa incentivar os grandes laboratórios a transferirem suas fábricas para os Estados Unidos, deixando de produzir remédios em outros países, como a China


Presidente Trump avisa que em breve haverá uma tarifa importante sobre medicamentos (Vídeo: reprodução/YouTube/@NewsweekMag)

Implicações da nova tarifa

Os impostos de importação para medicamentos são uma preocupação dos líderes biofarmacêuticos, que temem que mais de 100 bilhões de dólares em investimentos saiam da União Europeia (UE).

Cerca de 16,5 bilhões de euros (18 bilhões de dólares) em investimentos podem estar em risco na Europa, segundo a Federação Europeia de Indústrias e Associações Farmacêuticas (EFPIA). Uma pesquisa recente realizada entre as 18 grandes e médias empresas fabricantes de medicamentos naquele continente confirmam esses números. 

Em fevereiro passado, Trump teria mencionado uma tarifa de 25% sobre as importações de medicamentos, em uma reunião fechada na Casa Branca com executivos da indústria, mas o setor tem feito um lobby com o presidente americano para que essa taxação seja implementada aos poucos. 

A EFPIA alertou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que a pesquisa, desenvolvimento e fabricação de medicamentos correm o risco de serem transferidos para os EUA caso mudanças políticas ágeis e extremas não ocorram.

Impacto no mercado de ações

As ações dos laboratórios mundiais despencaram depois do anúncio do presidente Donald Trump. A tarifa é considerada uma ameaça para a cadeia de suprimentos farmacêuticos em todo o mundo. 


A decisão afetou a bolsa de valores no dia seguinte ao anúncio (Foto: reprodução/X/@arturguimaraesp)

As ações dos maiores laboratórios americanos, como Amgen, AbbVie, Pfizer, Merck e Eli Lilly sofreram queda de 3% a 6%. Na Europa, uma cesta de ações do setor de saúde caiu 5%, atingindo o menor índice desde outubro de 2022, liderando as perdas entre os índices setoriais na região, que foi de 3,3%.

Análise do cenário

Analistas e empresas têm levantado preocupações sobre a dificuldade de estabelecer a produção de remédios nos Estados Unidos. 

Segundo Evan Seigerman, analista de Mercados de Capital do Banco de Montreal, no Canadá, o setor é fortemente contra a taxação de qualquer medicamento. A nova tarifa provavelmente terá muito pouco efeito sobre a mudança das fábricas de outros países para os EUA. 

Seigerman acrescenta uma preocupação a respeito das demissões recentes na agência reguladora do Departamento de Saúde dos EUA, a Food and Drug Administration (FDA). A preocupação aumentou após o anúncio das tarifas farmacêuticas. 

A princípio, as importações de medicamentos estavam isentas do primeiro conjunto de tarifas recíprocas que Trump ordenou na semana passada. Contudo, a administração de seu governo havia dado indícios de que novas taxas sobreviriam sobre o setor posteriormente. 

Dada a complexidade da cadeia de suprimentos na produção de medicamentos, o analista não espera que a indústria faça grandes mudanças. Na pior das hipóteses, as taxas durarão até o fim da administração atual do governo Trump e podem ter seu fim ainda mais cedo com um simples ato do Congresso. 

Trump afirma que China aceitará acordo comercial em breve

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (8) que acredita na possibilidade de um acordo comercial com a China, enfatizando que Pequim deseja uma resolução, mas enfrenta dificuldades para iniciar as negociações.

As declarações ocorrem em meio a uma escalada de tarifas entre as duas maiores economias do mundo, com ameaças de novos impostos sobre produtos chineses.

China busca acordo comercial, mas enfrenta obstáculos

Trump afirmou que a China deseja “desesperadamente” alcançar um acordo comercial com os Estados Unidos, mas não sabe como iniciar as negociações. O presidente americano mencionou que espera uma ligação do líder chinês, Xi Jinping, para dar continuidade às conversas.

Pequim, por sua vez, tem reiterado sua oposição às tarifas impostas por Washington e enfatizado a necessidade de resolver as disputas comerciais por meio do diálogo e respeito. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês destacou que o país tomará as medidas necessárias para defender seus interesses legítimos.


Priscila Caneparo e o economista Bruno Cotrim comentam sobre a guerra comercial que os Estados Unidos e a China estão travando (Vídeo: reprodução/YouTube/@SBT NEWS)

Além disso, especialistas apontam que o prolongamento das tensões entre os dois países pode impactar negativamente a economia global. Investidores e mercados observam com cautela os desdobramentos das negociações, enquanto cadeias produtivas inteiras seguem sendo afetadas pela incerteza tarifária.

EUA utilizam tarifas como ferramenta de acordo

Trump tem utilizado as tarifas como uma ferramenta estratégica para pressionar a China a aceitar termos mais favoráveis nas negociações comerciais. O presidente americano estabeleceu prazos para que Pequim retire suas tarifas recíprocas, ameaçando impor novos impostos que poderiam elevar as tarifas totais a 104%.


Trump diz que irá subir ainda mais as taxas contra o país asiático (Vídeo:Reprodução/YouTube/@UOL)


Além disso, Trump mencionou que está aberto a fazer acordos para reduzir tarifas, desde que os Estados Unidos recebam algo em troca. Ele citou a possibilidade de um acordo relacionado ao TikTok como exemplo, embora tenha esclarecido que não há negociações em andamento nesse sentido.

Analistas políticos destacam que essa retórica agressiva faz parte da estratégia eleitoral de Trump, que busca reforçar sua imagem de líder firme perante o eleitorado americano. Mesmo com os riscos diplomáticos envolvidos, o presidente insiste em manter o tom de desafio, apostando na recuperação da indústria nacional como trunfo político.

Trump consegue aprovação de lei severa para punir imigrantes ilegais

A Suprema Corte dos Estados Unidos concedeu a Trump o direito de utilizar uma antiga lei, que é somente usada em tempos de guerra, para punir imigrantes ilegais. A lei agiria como forma de desmantelar e deportar gangues venezuelanas. O presidente já havia tentado utilizar este artifício, no dia 15 de março, porém foi barrado por juiz.

A vitória de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, obteve uma vitória, nesta segunda-feira (7), quando a Suprema Corte dos Estados Unidos, autorizou o uso da Lei de Inimigos Estrangeiros, criada em 1798, e que historicamente, era utilizada apenas em tempos de guerra. Esta medida será usada no combate aos imigrantes ilegais, nos EUA, que fariam parte de gangues venezuelanas. Essa lei já foi usada para deter imigrantes japoneses, alemães e italianos, durante o período da Segunda Guerra Mundial.


Foto de Trump, durante encontro com o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


O juiz James Boasberg havia bloqueado o uso dessa lei, que já foi tentada pelo presidente dos EUA, porém a Suprema Corte decidiu derrubar essa decisão, permitindo o uso do método. Apesar disto, eles também impuseram limites ao governo, quanto ao uso da lei, deixando claro que é necessário haver revisão judicial.

Os detidos devem receber notificação, após a data desta ordem, de que estão sujeitos à remoção sob a Lei. Essa notificação deve ser feita dentro de um prazo razoável e de forma que permita que eles busquem de fato o habeas corpus na jurisdição adequada antes que a deportação ocorra”, disse a maioria, que aprovou a votação.

A tentativa de uso anterior

O presidente Donald Trump tentou, no dia 15 de março, já acionar essa lei, para deportar indivíduos que, supostamente, fariam parte da gangue “Tren de Aragua”. Esse grupo venezuelano é acusado de crimes na nação americana.

No dia em que Trump fez a ordem, os venezuelanos que estavam detidos por autoridades de imigração entraram com uma ação para impedir que as deportações ocorressem. A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU) foi quem representou o grupo, neste caso. O argumento usado contra o presidente, pela ACLU, é de que sua ordem ultrapassava os poderes da Presidência, pois a lei só poderia ser usada em situações de guerra. Nesse mesmo dia, Boasberg aceitou o pedido e bloqueou imediatamente a medida.


Trump respondendo repórter, durante encontro com o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Foto: reprodução/Kevin Dietsch/Getty Images Embed)


Apesar desta ordem judicial, foram mantidos dois voos, que já estavam em andamento, para El Salvador, onde 238 venezuelanos foram levados para o “Centro de Confinamento de Terrorismo”, prisão de segurança máxima do país. Advogados do Departamento de Justiça disseram que os voos já haviam deixado os EUA, portanto, a ordem que foi dada duas horas antes não havia peso suficiente para impedir a deportação. Ainda está em análise se o governo descumpriu as ordens de Boasberg.

As famílias dos imigrantes deportados negam qualquer ligação com gangues. Um dos casos que foram citados é o de um jogador e treinador de futebol venezuelano. Os advogados dizem que ele foi erroneamente associado ao “Tren de Aragua”, por possuir uma tatuagem de coroa, que, na verdade era apenas uma homenagem ao time de futebol espanhol, Real Madrid.

Tarifa imposta pelos EUA fragiliza bolsas asiáticas

As tarifas impostas pelo presidente americano começaram a vigorar neste fim de semana para fortalecer a economia dos EUA, a medida que afetou a bolsa de valores asiáticas, pretende aumentar o superávite do país diminuindo a importação e aumentando a arrecadação.

As tarifas “Já estão trazendo bilhões de dólares”, postou o presidente dos Estados Unidos na sua rede social Truth Social. Para Trump “São uma coisa linda de se ver”. Essa tomada de decisão tarifária foi para reverter os déficits financeiros com a China, União Europeia e outros países.

Os países asiáticos sentiram quase de imediato a ação do presidente americano. Abriram em queda as bolas da Coreia do Sul (-4,34%); Hong Kong(-10%), além da bolsa Nikkey 225 do Japão que teve queda de (-8,3%) nas ações; as negociações futuras foram suspensas.


Foto destaque: Donald Trump durante evento (Foto: reprodução/Instagram/@RealDonaldTrump)

Trump justifica aumento das tarifas

O presidente Donald Trump tomou atitudes por meio de tarifas para o fortalecimento dos Estados Unidos da América para ações estratégicas na indústria nacional; em medida de barganha; redução do déficit comercial e potencial arrecadatório.

Sobre a industrial, por exemplo, o objetivo é valorizar o setor, priorizando produtos fabricados nos EUA e fortalecendo a economia.

Para o aumento da segurança nas fronteiras, A medida de barganha é vista como uma estratégia para negociar pautas de interesse dos EUA. Já a redução do déficit comercial está alinhada com uma promessa do presidente devido o país estar gastando mais com importação do que arrecadação. Os países alvos que os EUA tem déficit comercial são o México, Canadá e a China.

O potencial arrecadatório imposto pela tarifa pode elevar a arrecadação do país, porém, depende da reação dos outros países e o volume de importação gerados no cenário global do segmento comercial

Trump dá uma alfinetada na gestão de Biden

Donald Trump ainda aproveitou e deu uma cutucada na antiga gestão presidencial democrata: ”O superávit com esses países cresceu durante a “presidência” do sonolento Joe Biden. Vamos reverter isso, e reverter rapidamente. Algum dia as pessoas perceberão que as tarifas, para os Estados Unidos da América, são uma coisa muito linda'”, escreveu o presidente.

Manifestantes tomam ruas dos EUA e Europa contra políticas de Trump e Musk

Milhares de manifestantes saíram às ruas neste sábado (5), em diferentes cidades dos Estados Unidos e da Europa. Manifestantes protestam contra as recentes medidas que o presidente americano Donald Trump e seu principal assessor, Elon Musk, implementaram. As manifestações, que adotaram o lema “Hands Off!” (“Tirem as mãos”), tiveram como foco principal a defesa de direitos civis e sociais considerados ameaçados pelas novas diretrizes do governo norte-americano. Nos EUA, os atos aconteceram em todos os 50 estados, com grande destaque para Washington, D.C., onde mais de 20 mil pessoas se reuniram.

Críticas ao protagonismo de Elon Musk

Críticos têm acusado o empresário Elon Musk, que atualmente lidera o chamado Departamento de Eficiência Governamental, de conduzir políticas de austeridade que incluem cortes no funcionalismo público e na assistência social. Segundo opositores, essas medidas não apenas enfraquecem a atuação do Estado, como também colocam em risco a proteção de populações vulneráveis.


Multidão ocupa a capital dos EUA exigindo respeito aos direitos civis (Foto: Reprodução/Reuters/Instagram/@rappler)

Além disso, há crescente preocupação com o poder político informal que Elon Musk acumula dentro do governo. Atuando com autonomia em áreas sensíveis sem aprovação do Congresso. O discurso de eficiência e modernização, segundo analistas, mascara um avanço autoritário que busca desmontar pilares do serviço público.

Tensões crescentes e resistência organizada

Atualmente, o cenário político americano, já marcado por forte polarização, ganha um novo capítulo com a crescente resistência organizada em escala internacional.


Manifestantes em frente ao Capitólio dos EUA (Foto: Reprodução/Reuters/Instagram/@rappler)

Por sua vez, os protestos do último sábado mostram que uma parte significativa da população está atenta e mobilizada frente ao que considera um retrocesso nos direitos e nas liberdades democráticas. Diante disso, a tendência é que o movimento ganhe força, especialmente com a proximidade das eleições, pressionando Trump e Musk a responderem à insatisfação popular.

Prazo de venda do TikTok é estendido por Donald Trump

Seguindo o embate que os Estados Unidos e a empresa chinesa ByteDance vêm passando sobre a permanência do aplicativo TikTok no país, o presidente Donald Trump aumentou o prazo para vender os ativos estadunidenses do aplicativo para um vendedor que não seja chinês, para 75 dias. Caso não seja cumprido, o aplicativo passará por uma proibição seguindo uma lei do país de 2024.

Relação dos EUA com a China

Nesta sexta-feira (4), Trump disse que o acordo precisa ser mais trabalhado, a fim de garantir que todas as aprovações necessárias sejam assinadas, o que não seria possível com a data que determinou em janeiro, que encerraria hoje (5).

O presidente informou desejar continuar “trabalhando de boa fé” com a China, e disse saber que eles não estão contentes com as tarifas recíprocas altíssimas que estabeleceu para o país.

Após o “tarifaço” imposto por Trump, a China é o local com a tarifa mais alta de produtos importados pelos EUA, sendo cobrado 54%.

As tarifas da China podem ser reduzidas, caso ocorra um acordo com a ByteDance, o que pode ocorrer através ed quatro grupos distintos, não sendo divulgados quais são, que buscam um trato com o TikTok.


Donald Trump decreta que o TikTok funcionará por mais 75 dias nos EUA (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)

Plano de Trump para o TikTok

A negociação sobre o que ocorrerá com o aplicativo no país é liderada pela Casa Branca. O plano visa que os maiores investidores não chineses aumentem suas participações, além de possuírem as operações do TikTok nos Estados Unidos.

Fontes relataram para a Reuters planejado ainda a criação de uma entidade estadunidense para a rede social, e que a participação chinesa no novo negócio fique abaixo do limite de 20% estabelecido pela legislação dos EUA, o que poderia “salvar” o TikTok de ser proibido no país.

As discussões na Casa Branca estão sendo lideradas por Susquehanna International Group e General Atlantic, de Jeff Yass e Bill Ford, respectivamente, representados no conselho da ByteDance. Segundo um repórter da ABC News em mídia social, o Walmart também está considerando juntar-se ao grupo de investidores para um acordo com o aplicativo.

O governo chinês não aprovou quaisquer acordos, e Pequim não falou publicamente para a permissão da venda do TikTok, o qual também não respondeu de imediato ao indagarem sobre.