Tesla realiza testes de seus primeiros robotáxis no Texas

No último domingo (22), a montadora americana de veículos elétricos do bilionário Elon Musk, a Tesla, realizou seus primeiros testes com robotáxis na rua, operando na cidade de Austin, no Texas. O teste em pequena escala levou às ruas veículos do tipo Model Y. Agora, o novo desafio da empresa de Musk é implementar um sistema em milhões de veículos no prazo de um ano.

De acordo com analistas do setor de tecnologia, a Tesla possuí vantagens em relação aos seus concorrentes no ramo de veículos elétricos e autônomos. Um dos fatores que pode ser determinante para a aceleração do processo de implantação dos robotáxis é que a Tesla tem capacidade de fabricação em massa, sendo pioneira em atualizações remotas de software.

Além disso, a montadora possui um diferencial em relação às suas concorrentes, especificamente à Waymo. Ela não utiliza sensores radar e lidar, focando apenas em um sistema de câmeras atreladas a um conjunto de inteligência artificial.


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Model Y, veículo da Tesla utilizado no teste do robotáxi (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


O robotáxi da tesla

O experimento realizado pela Tesla na cidade de Austin, no Texas, consistia no envolvimento de uma dúzia de carros não tripulados, com operação em áreas delimitadas e monitores de segurança no banco do passageiro da frente. O teste envolveu também um planejamento estratégico para evitar condições climáticas adversas, além da seleção de influenciadores defensores da marca.

Levando em consideração que os veículos da Tesla utilizam sistemas de IA, o professor de engenharia da computação da Carnegie Mellon University, Philip Koopman, aponta que o principal desafio para o aperfeiçoamento dos veículos da marca será o ‘treinamento’ dos robotáxis para situações extremas e complexas de tráfego. Para Koopman, isso pode levar anos, mas para ele, não há motivo para acreditar que a empresa de Musk fará um desenvolvimento rápido, levando em consideração a Waymo.


Sawyer Merritt, um dos influenciadores convidados a participar dos testes, comenta sobre sua experiência (Vídeo: reprodução/X/@SawyerMerritt)

Os primeiros robotáxis

Esse sistema de táxis autônomos vem sendo trabalhado nos EUA há muito tempo, mais precisamente em 2009, quando o Google iniciou o desenvolvimento de seu veículo não tripulado. O protótipo realizou sua primeira volta em meados de 2015, também na cidade de Austin. 

Desde então, a Waymo desenvolveu uma frota de cerca de 1500 robotáxis em cidades selecionadas no território americano. De acordo com um porta voz da marca, a empresa planeja inserir cerca de 2 mil veículos adicionais nas ruas até o final de 2026.

Taylor Swift surpreende jogadores com show no Tight End University

Nesta terça-feira, dia 24 de junho, o público do “Tight Ends and Friends” (a festa-beneficente aberta ao público que faz parte da TEU) levou um choque de alegria quando Taylor subiu ao palco no Brooklyn Bowl. Emprestando o violão de Kane Brown, ela performou um acústico de “Shake It Off” de forma improvisada, dedicando a canção aos “nossos jogadores favoritos”. Vestida de forma casual-chique, surgiu de repente ao lado de Kane Brown.

Ela havia combinado a surpresa com apenas três minutos de antecedência, quando Brown a convidou no fim de seu set:

Vocês se importam se eu trouxer um convidado muito, muito especial?

Em seguida, Taylor pegou emprestado o violão de Chase Rice e, ao lado de Brown, cantou um acústico de “Shake It Off”, perguntando ao público.

“quão alto dá pra cantar aqui dentro?” Antes de dedicar o hino pop “aos nossos jogadores favoritos” os tight ends.

Aquela foi sua primeira apresentação pública após recuperar os direitos de seus seis primeiros álbuns no fim de maio de 2025.


Taylor Swift apresentando Shake It Off (Vídeo: reprodução/Instagram/@footballissexy)


Sobre o Tight End University

O evento ocorreu em Nashville, Estados Unidos, e Taylor Swift fez sua estreia oficial no tapete vermelho ao lado de Travis Kelce durante a cerimônia de abertura da Tight End University (TEU). O evento, criado em 2021 pelos próprios Kelce, George Kittle e Greg Olsen, reúne jogadores da NFL para três dias de treinamentos, análises de vídeo, palestras e mentorias, tudo com foco em aprimorar técnica e fortalecer.


Taylor Swift em evento Tight Ends and Friends (Foto: reprodução/Instagram/@swiftie_ts13_2.0)


Além de Taylor e Kane, a noite contou com apresentações de Chase Rice, Jordan Davis, Luke Combs e outros nomes do country. A dinâmica beneficente não ficou de fora. Toda a renda da noite foi destinada para três instituições: 87 & Running (fundada por Kelce), The Heartest Yard (apoio a crianças com cardiopatias congênitas) e uma ONG escolhida por Kittle. Nos últimos dois anos, o TEU já havia doado US$ 800 000 em 2023 e US$ 900 000 em 2024.

Comentários sobre a performance

Vídeos da apresentação viralizaram no X (antigo Twitter) e TikTok, rendendo comentários sobre como Taylor, mesmo fora do seu universo pop, consegue cativar qualquer plateia, transformando um evento esportivo.


Em post no Instagram fã de Taylor relembra a época da cantora na música country (Foto: reprodução/Instagram/@swifitieswonderland_13)


Em post do Instagram, uma fã da cantora comentou; “Ela lembrando das raízes e o porquê é dona do álbum country mais premiado da história”, relembrando que Taylor é uma das poucas artistas que fazem parte do Billions Club, grupo de artistas que possuem músicas com mais de 1 bilhão de streams na plataforma Spotify. Essa união de mundos, música e esporte, reflete o apoio mútuo de Taylor Swift e Kelce, e reforçou o suporte da cantora à causa dos atletas, conduzida pelo namorado Travis Kelce.

Luísa Sonza encerra turnê nos EUA e sugere pausa na carreira

Por meio das redes sociais, nesta terça-feira (24), Luísa Sonza celebrou o encerramento da turnê Escândalo Íntimo Tour pelos Estados Unidos, agradecendo calorosamente ao público pelo enorme apoio durante a trajetória. A cantora destacou que foram nove shows com ingressos completamente esgotados em seis cidades diferentes, um marco importante.

Apesar do sucesso estrondoso da turnê, Luísa também aproveitou para avisar aos fãs que a espera pelo seu próximo álbum, provisoriamente intitulado “LS4”. Nas redes sociais, ela fez questão de se despedir com um “byebye”, sinalizando que agora pretende dar uma pausa para se dedicar com calma e tranquilidade à nova fase de sua carreira.


Luísa Sonza deixa recado nas redes para os fãs (Foto: reprodução/X/luisasonza)

Era “Escândalo Íntimo”

Com “Escândalo Íntimo”, Luísa Sonza viveu a fase mais bem-sucedida de sua carreira até agora. O álbum rendeu parcerias internacionais, como com Demi Lovato e Joe Jonas, e garantiu à cantora indicações ao Latin GRAMMY e ao Europe Music Awards. O disco, lançado em agosto de 2023, também concorreu na categoria de “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa” e marcou a estreia de Luísa em outras línguas, como nas faixas “La Muerte”, “You Don’t Know Me” e na versão em inglês de “Chico”.

A narrativa da era foi construída de forma acelerada e se desdobrou em diversos formatos: faixas bloqueadas, documentário na Netflix, edição deluxe, turnê e participações em grandes festivais. Luísa revelou que o processo foi acelerado e para o próximo álbum, provisoriamente chamado ‘LS4’, quer mais tempo e calma.

Em novembro, após show no Qualistage (RJ), ela adiantou que pretende investir ainda mais na carreira internacional e reforçou o desejo de mergulhar com profundidade nessa nova fase.


Luísa Sonza aparece em estúdio com produtores e compositores nas redes sociais (Foto: reprodução/Instagram/@luisasonza)


Pausa estratégica na carreira

Entre os fãs, há um consenso: apesar da saudade que Luísa Sonza deixará ao pausar a agenda pública, muitos consideram essencial que ela tenha um período de descanso antes de iniciar uma nova era. Assim como aconteceu com “DOCE 22” (2021), o ciclo de Escândalo Íntimo foi marcado por uma intensa exposição.

Em uma das fotos recentes, a cantora aparece em estúdio, um indicativo de que já vem trabalhando no ‘LS4’ há algum tempo. No ano passado, inclusive, ela foi vista ao lado de produtores e compositores que participaram do terceiro álbum, dando pistas de que a nova fase está em construção.

Sobre os próximos passos, Luísa tem sido clara com a pretensão de focar cada vez mais na carreira internacional e entende que esse processo é gradual. Segundo a artista, muitas das ações que já realizou e que ainda estão por vir não são pensadas apenas para o agora e afirma que deseja que tudo aconteça de forma tranquila, natural e sem pressa.

“Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” será uma das produções mais curtas do MCU

A aguardada nova versão de “Quarteto Fantástico” terá 1 hora e 55 minutos de duração, totalizando 115 minutos. A informação foi divulgada no site da rede americana AMC Theatres e posiciona o longa como um dos mais curtos do MCU até agora. Com esse tempo de exibição, a produção empata com títulos como “Thor” (2011) e “Doutor Estranho” (2016) no ranking dos filmes mais curtos da franquia. Para efeito de comparação, “As Marvels” lidera a lista, com apenas 105 minutos.

Elenco e história

O novo time de heróis será liderado por Pedro Pascal no papel de Reed Richards (Sr. Fantástico). Ao seu lado, Vanessa Kirby interpreta Sue Storm (Mulher-Invisível), Joseph Quinn assume o papel de Johnny Storm (Tocha-Humana), e Ebon Moss-Bachrach dá vida a Ben Grimm, o Coisa.

Entre os vilões, Ralph Ineson surge como Galactus, enquanto Julia Garner interpreta a versão alternativa do Surfista Prateado, Shalla-Bal. Também se espera a presença de Franklin Richards, filho de Reed e Sue. Outros nomes confirmados no elenco são Natasha Lyonne, Paul Walter Hauser e John Malkovich.

Matt Shakman, conhecido por “WandaVision”, dirige o longa após a saída de Jon Watts, que havia sido anunciado inicialmente.

Embora a origem dos personagens não seja o foco desta adaptação, o filme se passa em uma versão alternativa e retrofuturista da cidade de Nova York. Há também especulações sobre uma participação especial de Robert Downey Jr., interpretando o icônico vilão Doutor Destino.

O título é considerado um dos projetos mais relevantes da nova fase do estúdio, servindo como ponto de partida para os eventos que culminarão em “Vingadores: Doomsday” (2026) e “Vingadores: Guerras Secretas” (2027).


Trailer de “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” (Vídeo: reprodução/YouTube/Marvel Brasil)

Ranking dos filmes mais curtos do MCU:

  1. As Marvels – 105 min
  2. O Incrível Hulk – 112 min
  3. Thor: O Mundo Sombrio – 112 min
  4. Doutor Estranho – 115 min
  5. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos – 115 min
  6. Thor – 115 min
  7. Homem-Formiga – 117 min
  8. Capitão América: Admirável Mundo Novo – 118 min
  9. Homem-Formiga e a Vespa – 118 min
  10. Thor: Amor e Trovão – 119 min

A produção marca o início da Fase 6 do MCU e chega aos cinemas brasileiros em 24 de julho de 2025.

Violação de cessar-fogo reacende tensão entre Irã e Israel

Um cessar-fogo arquitetado com a ajuda direta do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entre Irã e Israel, foi comprometido poucas horas após entrar em vigor. O acordo previa a suspensão das hostilidades a partir das 7h da manhã (horário local), mas o clima de trégua foi quebrado por novos disparos de mísseis, acusações cruzadas e respostas militares que elevaram a tensão na região.

Israel denuncia ataque iraniano após início da trégua

De acordo com o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o Irã teria lançado um míssil contra o território israelense às 7h06 — apenas seis minutos após o horário combinado para o cessar-fogo — e outros dois às 10h25. “Os mísseis foram interceptados ou caíram em áreas abertas, sem causar vítimas ou danos”, informou a nota oficial. Ainda assim, os primeiros socorristas israelenses confirmaram que um dos projéteis atingiu a cidade de Beersheba, matando quatro pessoas e ferindo cerca de 20.

Como resposta, Israel realizou bombardeios contra instalações militares próximas a Teerã. Segundo o comunicado do governo israelense, os ataques mataram centenas de membros das forças de segurança iranianas e da milícia Basij. Apesar da escalada, Netanyahu afirmou que, após conversa com Donald Trump, o país decidiu não intensificar os ataques.

Trump critica ambos os lados e exige fim imediato dos ataques

O presidente Donald Trump, que atuou como mediador do cessar-fogo, demonstrou frustração com a violação do acordo. Em declaração à imprensa antes de partir para a cúpula da OTAN, Trump afirmou que tanto Irã quanto Israel desrespeitaram o tratado, ainda que “não intencionalmente”.

“Irã fez. Israel também fez. Não estou satisfeito com Israel. Não estou satisfeito com o Irã”, disse Trump. “Eles estão lutando há tanto tempo que já não sabem o que estão fazendo.” O ex-presidente exigiu a interrupção imediata dos ataques por ambas as nações.


O presidente estadunidense Donald Trump reforça o compromisso de Israel em cumprir acordo de cessar-fogo em sua rede social (reprodução/Truth Social/@realDonaldTrump)


Irã se diz alvo de agressão e nega existência formal de acordo

Pelo lado iraniano, o posicionamento foi de negação de um acordo definitivo. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Teerã não reconhece nenhum tratado formal de cessar-fogo, embora tenha sinalizado que cessaria os ataques caso Israel encerrasse sua ofensiva até as 4h da manhã, no horário local.

Antes mesmo da entrada oficial do cessar-fogo, Israel já havia atacado dezenas de alvos militares iranianos, segundo um porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF). O Irã, por sua vez, teria disparado cerca de 20 mísseis em resposta, ainda na madrugada.

Conflito segue indefinido após tentativa de mediação

A tentativa de conter o conflito entre Irã e Israel segue indefinida poucas horas após a implementação de um cessar-fogo. Apesar dos esforços de Donald Trump, as acusações mútuas e os ataques contínuos indicam que a trégua não foi respeitada de forma concreta por nenhum dos lados. Com vítimas civis já contabilizadas e novas ameaças em curso, a estabilidade na região segue incerta, e o risco de uma nova escalada permanece no horizonte.

Trump anuncia que Israel e Irã chegam a acordo por cessar-fogo

Nesta segunda-feira (23), foi comunicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, através de suas redes sociais que Israel e Irã chegaram a um acordo para cessar-fogo “completo e total” entre os países, para encerrar de vez o conflito que vem causando mortes e destruição nos últimos dias. O cessar-fogo está previsto para iniciar cerca de 6h após o horário atual (cerca de 1h da manhã pelo horário de Brasília).

O presidente americano comentou em suas redes sociais que o cessar-fogo deve ser completo e total, com duração de cerca de 12h. O primeiro país a iniciar o cessar-fogo será o Irã, e após 12h, Israel também entrará com as medidas. Passadas 24 horas, o conflito será considerado encerrado.

O anúncio

Trump chamou o conflito como “a guerra dos 12 dias”, e comentou que o conflito poderia ter se prolongado por meses, ou até mesmo por anos, mas não durou, nem vai durar. O presidente fez o anúncio através de suas redes sociais no mesmo dia em que a base americana instalada em Doha, no Catar, sofreu ataques de mísseis balísticos vindos do Irã. No entanto, a defesa aérea do Catar confirmou que os mísseis foram interceptados, sem que houvesse vítimas.

Embora Trump tenha dito que os países chegaram a um acordo, nenhum deles se manifestou de maneira oficial para confirmar a informação.


Comunicado de Donald Trump sobre o cessar-fogo através do Truth Social (Foto: reprodução/X/@hoje_no)

Início do conflito

O conflito se iniciou no dia 12 de junho, quando os primeiros ataques partiram de Israel, com a premissa de que o Irã estaria desenvolvendo uma arma nuclear, algo que nenhum país poderia possuir. Desde então, ataques a bases militares, instalações nucleares e até mesmo uma emissora de TV foi alvo do conflito.

Em meio ao caos que se instalava no Oriente Médio, os Estados Unidos intervieram no conflito, quando no domingo (22) foi iniciada a operação “martelo da meia-noite”. Segundo o governo americano, foram utilizadas cerca de 75 armas guiadas de precisão e mais de 125 aeronaves americanas. 

O principal alvo do governo eram as fontes do epicentro do programa nuclear iraniano, a principal delas localizada em Fordow, uma instalação de enriquecimento nuclear que fica enterrada sob uma montanha. Após a operação, foi confirmado pelo governo que a operação teria sido um sucesso, destruindo as instalações iranianas e freando o avanço nuclear do país.


Emissora de Rádio e TV Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB) destruída após ataque de Israel na última segunda-feira (16) (Foto: reprodução/Anadolu/Getty Images Embed)


Catar foi crucial nas negociações

De acordo com uma fonte envolvida nas negociações pelo cessar-fogo ouvida pela Reuters, Donald Trump e seu vice-presidente, JD Vance, discutiram a proposta juntamente com o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani. De acordo com a fonte, Trump afirmou ao emir que Israel já havia concordado com o pedido de cessar-fogo, e pediu para Al-Thani ajudar a negociação com o Irã pelo fim da guerra.

Ainda de acordo com a Reuters, o primeiro-ministro do Catar teria realizado uma ligação com as autoridades iranianas na cidade de Teerã, o Irã concordou com a proposta apresentada pelos americanos, a fim de selar a paz.

Trump sugere mudança de regime no Irã após ataques dos EUA

No último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar polêmica ao sugerir, por meio das redes sociais, uma possível mudança de regime no Irã. A declaração veio um dia após os EUA entrarem oficialmente em um conflito com o Irã, ao bombardearem três instalações nucleares no país, incluindo a central de Fordow, que sofreu danos estruturais significativos.

Publicação de Donald Trump

A fala de Trump foi publicada na rede Truth Social e chamou atenção pelo uso de um novo slogan: “MIGA” — Make Iran Great Again, ou “Tornar o Irã grande novamente”. A expressão remete ao famoso lema de campanha do presidente, “MAGA” — Make America Great Again. Em sua publicação, Trump declarou: “Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas se o atual regime iraniano não é capaz de tornar o Irã grande novamente, por que não haveria uma mudança de regime??? MIGA!!!”.

Apesar do tom provocativo do presidente, autoridades do governo norte-americano tentaram amenizar o impacto da declaração. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os ataques realizados no sábado (21) não tinham como objetivo derrubar o governo iraniano, mas sim impedir o avanço do país no desenvolvimento de armas nucleares. “Esta missão não era e não tem sido sobre mudança de regime”, garantiu Hegseth em coletiva no Pentágono neste domingo (22).

O conflito é intensificado

A tensão entre Irã e Israel havia se intensificado desde o dia 13, quando militares israelenses lançaram uma ofensiva contra instalações nucleares iranianas. O Irã respondeu com ataques, e os EUA, aliados históricos de Israel, decidiram intervir diretamente. Trump já vinha sinalizando esse possível envolvimento, tendo declarado no último dia 17 que os EUA “já tinham o controle do céu do Irã”, indicando uma aliança estratégica com o governo israelense. Em outra declaração polêmica, mencionou saber o paradeiro do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e ameaçou agir contra ele caso a situação se agravasse.


Base nuclear iraniana antes do bombardeio (reprodução/x/@g1)

Desde fevereiro, Trump retomou a política de “pressão máxima” contra o Irã, com o objetivo de forçar a retomada de negociações sobre o programa nuclear do país. Segundo analistas, a entrada dos EUA no conflito pode ampliar ainda mais as vulnerabilidades internas do regime iraniano. Para a doutora em Direito Internacional Priscila Caneparo, apenas os EUA têm poder militar suficiente para interromper o programa nuclear iraniano — algo que nem Israel conseguiria fazer sozinho.

Guerra no oriente médio: Donald Trump fala sobre bombardeios dos EUA nas bases nucleares do Irã

Donald Trump falou neste sábado, 21, às 20h50 (pelo horário de Brasília) sobre os ataques dos Estados Unidos às três principais bases nucleares do Irã. Que ocorreram minutos antes do pronunciamento do presidente.

No pronunciamento, realizado dentro da Casa Branca, o presidente afirmou que os ataques executados pelo país nas três principais instalações nucleares do Irã foram de alta precisão. Ele ainda pediu que guardassem os nomes: Fordow, Natanz e Isfahan, pois os bombardeios tiveram como objetivo acabar com a capacidade nuclear iraniana, já que, segundo ele, isso cessará as ameaças nucleares feitas pelo país.

Trump também continuou dizendo que só existem duas opções: paz ou tragédia para o Irã, e pediu que os ataques ocorridos nos últimos dias fossem encerrados. Ele ainda destacou o dia dos bombardeios como o mais doloroso e fatal de todos, e garantiu que, caso a paz não aconteça de imediato, os Estados Unidos continuarão atacando com urgência e com habilidade.

O país norte-americano entrou na guerra após uma semana intensa de confrontos aéreos entre Israel e Irã. Aviões de combate do exército americano explodiram as principais unidades nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Isfahan.

O presidente chamou os ataques como um grande sucesso

“Durante 40 anos, o Irã repete ‘morte à América, morte a Israel’. E agora nós estamos quebrando as suas pernas com essas bombas”, afirmou.

Donald Trump chamou o Irã de bully, expressão usada para se referir a alguém valentão, e declarou que o país é o “valentão do Oriente Médio”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou neste domingo (22) que os Estados Unidos ultrapassaram um limite inaceitável ao atacar instalações nucleares do país. O pronunciamento foi feito durante uma coletiva de imprensa na cidade de Istambul. O chanceler também afirmou que os bombardeios realizados pelos Estados Unidos violam a Carta da ONU e o direito internacional, e ressaltou que Teerã já notificou o Conselho de Segurança da organização para a realização de uma reunião de emergência.



Ali Khamenei, líder supremo do Irã (Foto: reprodução/x/@QGdoPOP)

EUA e Israel

Trump também aproveitou a ocasião para parabenizar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e os militares americanos e israelenses que, de acordo com ele, trabalharam juntos para exterminar as ameaças. Ressaltou ainda que não há força militar capaz de fazer o que os Estados Unidos fizeram.

Na manhã deste domingo (22), o governo americano realizou uma coletiva de imprensa no Pentágono, sede responsável pelo Departamento de Defesa, para esclarecer os combates feitos ao Irã.

Irã ataca Israel após envolvimento americano no conflito 

O Irã realizou um ataque retaliatório contra Israel na madrugada deste domingo (22), horário local. De acordo com informações do Serviço Nacional de Emergência Médica e Desastres de Israel (MDA), pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. As cidades alvos dos bombardeios foram Tel Aviv e Ness Ziona, no centro de Israel, que tiveram prédios residenciais atingidos. 

Novos alertas

No início da ofensiva, as Forças de Defesa israelenses (IDF) emitiram um alerta à população do país para se protegerem em abrigos devido ao novo ataque. Conforme declarou a IDF, a maioria dos mísseis lançados pelo Irã foram interceptados. Em resposta, as forças aéreas israelenses contra-atacaram destruindo instalações militares iranianas nas regiões de Yazd, Isfahan, Ahvaz e Bushehr.


Publicação das Forças de Defesa de Israel (IDF) sobre os últimos ataques realizados pelo Irã (Vídeo: reprodução/X/@idfonline)

Conforme informou o IDF, a Força Aérea e a Marinha israelenses estão trabalhando conjuntamente com as demais autoridades militares do país para bloquear os ataques iranianos. Segundo declaração, na última madrugada, horário local, foram interceptados “30 veículos aéreos não tripulados lançados em direção ao território israelense”. Ao todo, desde a operação conjunta entre as forças de defesa, foram interceptados 500 mísseis vindos do Irã.

Posicionamento da ONU

Após os ataques dos EUA contra instalações nucleares iranianas, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez um apelo para um cessar-fogo na região. Alertando que os Estados-Membros devem seguir as diretrizes estabelecidas pela Organização. Em sua fala, Guterres pede “para que reduzam a tensão e cumpram suas obrigações sob a Carta da ONU e outras normas do direito internacional.” Israel e os EUA são acusados pela comunidade internacional de promover violações das normas e por não respeitar a soberania iraniana.


Declaração de António Guterres sobre os últimos acontecimentos envolvendo o conflito entre Israel/EUA e o Irã (Foto: reprodução/X/@UN_News_Centre)

Para António Guterres a escalada do conflito no Oriente Médio entra em um momento delicado e a diplomacia deve ser utilizada para evitar uma “espiral de caos” na região. Além de Guterres, altos funcionários da ONU, demais organizações multilaterais e autoridades de grandes potências mundiais também demonstraram preocupação com o envolvimento do governo de Donald Trump no conflito entre Israel e Irã.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, disse não haver sinais de vazamentos de radiação até o momento e continuará monitorando a situação de perto.  Contudo, Grossi convocou uma reunião de emergência para a próxima segunda-feira (23), junto ao Conselho de Diretores da AIEA para realizar avaliações adicionais nas instalações. 

Casa Branca divulga imagens de Trump durante ataque dos EUA a alvos nucleares no Irã

O departamento de comunicação da Casa Branca divulgou, na noite do último sábado (21), imagens do presidente Donald Trump coordenando os ataques a três instalações nucleares iranianas. Diretamente dos EUA e sob o seu comando, as plantas nucleares nas cidades de Fordow, Isfahan e Natanz, no Irã, foram bombardeadas. 

A ação foi condenada por membros da oposição ao governo Trump. Conforme informações, a ofensiva não teve o apoio do Congresso norte-americano.  A deputada Alexandria Ocasio-Cortez e o deputado Jim McGovern declararam que Donald Trump tomou uma decisão unilateral “arrastando os EUA para uma guerra no Oriente Médio“.

Sala de situação

Na investida dos EUA contra o Irã, na sala de situação da Casa Branca, juntamente com Donald Trump, estavam presentes: o vice-presidente J.D. Vance, o secretário de Estado Marco Rúbio, o secretário de Defesa dos EUA Peter Hegseth, além de militares e outras autoridades estratégicas estadunidenses. 

Em declaração após os bombardeios, o presidente Trump afirmou que a ação “quebrou as pernas” do regime liderado pelo Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano, e declarou que a ação poderá “trazer paz” ou “tragédia” para o Irã, a depender dos próximos passos dados pelo país do Oriente Médio.


Donald Trump e demais autoridades dos EUA monitorando o ataque ao Irã (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)


Em seu discurso, Donald Trump declarou, ainda, que caso haja uma retaliação por parte do Irã contra os EUA, a resposta “virá com muito mais força” do que foi nesta ofensiva. No entanto, autoridades iranianas, entre elas o próprio aiatolá Ali Khamenei, informaram que não se renderão e não farão acordos mediante “coerção”.  

O ministro de Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, publicou em suas redes sociais que os ataques “terão consequências duradouras” e que o Irã utilizará “todas as opções” para contra-atacar. Na madrugada deste domingo (22), horário local, o Irã bombardeou cidades israelenses, incluindo a cidade de Tel Aviv.

Reação mundial

Após os ataques dos EUA contra instalações nucleares iranianas, líderes de grandes potências mundiais condenaram a ofensiva realizada pela Casa Branca. Tanto autoridades da China quanto da Rússia criticaram a ação dos EUA, uma vez que, segundo informaram, a ofensiva agrava a situação no Oriente Médio.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores da China declarou que “as ações dos EUA violam gravemente os propósitos e princípios da Carta da ONU e do direito internacional, e exacerbaram as tensões no Oriente Médio”. Informando ainda que o país está pronto para trabalhar pela paz na região. 


Publicação do Ministério das Relações Exteriores da China sobre a ofensiva dos EUA contra o Irã (Foto: reprodução/X/@MFA_China)

Kaja Kallas, vice-presidente da União Europeia, pede que as negociações sejam retomadas para um cessar-fogo entre Israel e Irã. Jean-Noel Barrot, ministro das Relações Exteriores francês, solicita que o conflito seja resolvido dentro dos termos do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP). A Alemanha se mantém cautelosa e informa que o chanceler do país, Friedrich Merz, avalia a situação. Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declara apoio aos EUA, informando que a ação foi necessária para barrar a ascensão do programa nuclear iraniano.