Polícia Federal apura se esquema no INSS chegou à Caixa

A Polícia Federal (PF) apura se investigados por desvios em aposentadorias e pensões do INSS tentaram articular um esquema semelhante na Caixa Econômica Federal, segundo decisão do ministro do STF André Mendonça que autorizou, nesta quinta-feira (18), uma nova fase da operação Sem Desconto. O despacho não afirma que as irregularidades tenham ocorrido nem explica como funcionariam, mas cita trocas de mensagens entre os suspeitos que mencionam um possível “negócio da Caixa”, o que levou ao aprofundamento da investigação.

De acordo com a decisão, o ministro ressalta que não há confirmação de que irregularidades tenham sido cometidas na instituição financeira nem detalhes sobre como o suposto esquema funcionaria. O documento, no entanto, menciona conversas entre investigados que fazem referência a um possível “negócio da Caixa”, o que levou os investigadores a aprofundar as apurações para verificar se houve tentativa de ampliar as fraudes já identificadas no INSS.

Detalhes da operação

Segundo a decisão, a possível tentativa de expansão do esquema teria envolvido Hélio Marcelino Loreno, apontado pela PF como beneficiário direto dos desvios no INSS e ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e Heitor Souza Cunha, funcionário da Caixa Econômica Federal.


Repercussão da segunda fase da operação sem desconto (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)


Ambos foram alvos das medidas judiciais desta fase da operação, com imposição de uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar o país, além do afastamento de Cunha de suas funções no banco. Para a Polícia Federal, os dois teriam participado da concepção de um modelo de fraude semelhante ao previdenciário, agora direcionado a clientes da Caixa, o que indicaria a tentativa de levar o esquema para além do INSS e atingir outra entidade da administração pública federal.

Relembre a fraude do INSS

A investigação sobre a fraude no INSS teve início após a constatação de que aposentados e pensionistas estavam sofrendo descontos em seus benefícios sem terem autorizado qualquer tipo de adesão a associações. As apurações indicam que dados de segurados eram utilizados para criar vínculos falsos com essas entidades, permitindo a cobrança automática de valores mensais. Em muitos casos, os beneficiários só tomaram conhecimento das irregularidades ao analisar os extratos de pagamento, quando parte do benefício já havia sido comprometida.

De acordo com a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, o esquema operava de forma organizada e explorava falhas nos sistemas de fiscalização. Os valores arrecadados com os descontos indevidos eram repassados a diferentes envolvidos, por meio de mecanismos que dificultavam a identificação do destino final do dinheiro. A apuração busca esclarecer a dimensão do prejuízo, o papel de cada investigado e se a estrutura criminosa tentou se expandir para outros órgãos além do INSS.

Lula promete rigor total em apuração de fraude no INSS

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não farão distinções. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (18/12), durante um encontro com jornalistas, em Brasília.

Segundo o presidente, qualquer pessoa eventualmente envolvida no esquema será alvo de apuração, sem exceções por vínculos pessoais ou políticos. Lula afirmou que a responsabilidade deve alcançar todos os níveis. “Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”, declarou, ao reforçar a necessidade de rigor institucional.

Investigações avançam e revelam novos elementos

No mesmo dia, a Polícia Federal deflagrou uma nova etapa da operação que investiga irregularidades em benefícios previdenciários. A princípio, a apuração identificou transações financeiras atribuídas ao empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ainda de acordo com os investigadores, os pagamentos teriam como destinatária Roberta Luchsinger, apontada como próxima de Fábio Luís da Silva, filho do presidente. Roberta é herdeira de um banqueiro e mantém relação histórica com quadros ligados ao Partido dos Trabalhadores.


Operação contra fraude já prendeu oito pessoas (Vídeo: reprodução/YouTube/Band Jornalismo)


Até o momento, contudo, as autoridades não indicaram participação direta do presidente ou de familiares no esquema investigado. A Polícia Federal segue analisando a origem dos recursos e a finalidade das transferências. Como o INSS integra a administração federal, os processos relacionados às suspeitas tramitam na Justiça Federal. As investigações concentram-se em possíveis descontos indevidos aplicados a aposentadorias e pensões, prática que teria afetado milhares de beneficiários em diferentes regiões do país.

Ressarcimento e ações recentes do INSS

Enquanto as apurações avançam, o governo federal iniciou, em agosto, o ressarcimento das vítimas dos descontos irregulares. Até agora, mais de R$ 1 bilhão foi devolvido aos beneficiários prejudicados. Dados oficiais indicam que cerca de 1,6 milhão de aposentados e pensionistas já receberam os valores integrais, com correção monetária. O Executivo afirma que os pagamentos continuarão até a conclusão de todos os casos identificados.

Além disso, em outubro, o INSS passou a alertar aproximadamente 4 milhões de beneficiários que ainda não realizaram a prova de vida. Os comunicados foram enviados por meio de extratos bancários impressos e digitais. O procedimento segue sendo obrigatório para garantir a regularidade dos pagamentos. Por fim, em novembro, o instituto anunciou a antecipação de benefícios para moradores de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, atingidos por um tornado. A medida buscou garantir assistência imediata às famílias afetadas pela tragédia.

Medidas emergenciais para as vítimas do tornado no Paraná são avaliadas

 

Waldez Góes, o ministro da integração e desenvolvimento regional, irá visitar os locais acometidos pelo tornado na última sexta-feira (7), para avaliar quais são as condições no momento, e ver o que se pode fazer para ajudar. Ele sairá de Brasília na manhã de domingo (9), junto ao secretário nacional de proteção e defesa civil, Wolnei Wolff, sua chegada está prevista para as 11:30. Já à tarde, ele irá se reunir com as defesas civis municipais e estaduais, além de técnicos da defesa civil nacional.

Calamidade pública

O governo anunciou neste sábado (8) o decreto de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu. Com esse decreto, a prefeitura da cidade pode solicitar apoio ao governo federal. Inicialmente, será focado na ajuda humanitária, visando o fornecimento de recursos, água, colchões. Conforme o ministro informa, a defesa civil nacional está autorizada a pedir tudo que for necessário. O INSS anunciou que os beneficiários poderão solicitar o benefício por antecipação. Gleise Hoffman disse que está sendo avaliado o saque do FGTS para aqueles atingidos pelo tornado.

O ministério da integração e do desenvolvimento regional informa que o impacto do desastre é tão grave, pois acaba exigindo medidas mais amplas e urgentes, afetando a administração pública. A ministra Gleise Hoffman (PT) está sendo enviada pelo governo federal para ajudar também na situação. Os municípios agora, com esse anúncio, passam a estar oficialmente aptos para receber verbas emergenciais do governo federal.


Foto de um homem enfrente a alguns locais que desabaram no Rio Bonito do Iguaçu(foto:reprodução/Daniel Castellano/Getty Images Embed)


Situação

Nos últimos dias, um ciclone, com média de 120 km a 250, passou pela cidade de Rio Bonito do Iguaçu no Paraná e deixou 750 feridos e 6 mortos. A situação é delicada e o governo está procurando tentar resolver a questão. Um hospital localizado em Laranjeiras do Sul já fez 448 atendimentos, incluindo 3 cirurgias de ortopedia e uma geral. Tiveram 52 pacientes, transferidos para outra unidade hospitalar de maior porte localizada em Guarapuava e Cascavel.

Foram 136 atendimentos entre crianças e gestantes, além da realização de cinco procedimentos cirúrgicos feitos em pacientes. Os números ainda são imprecisos quanto aos desaparecidos e aqueles que faleceram devido ao ocorrido e até mesmo os feridos.

INSS antecipa benefícios a vítimas de tornado no interior do Paraná

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou a antecipação de benefícios para moradores da cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, atingidos por um tornado devastador. Acima de tudo, a medida busca garantir renda imediata às famílias que perderam tudo após o fenômeno climático, ocorrido na noite de sexta-feira (7).

O Ministério da Previdência Social (MPS) informou neste sábado (8) que equipes do INSS serão enviadas à cidade para orientar a população sobre como solicitar o adiantamento. Ainda segundo o ministério, a decisão ocorre após o governo estadual decretar calamidade pública.

Tragédia transforma cidade em escombros

O tornado, com ventos de até 250 km/h, destruiu quase toda Rio Bonito do Iguaçu, a 400 km de Curitiba. Em poucos minutos, casas, comércios e escolas foram reduzidos a destroços. Consequentemente, cerca de 90% da área urbana foi afetada. Dos 14 mil moradores, mais de 11 mil sofreram algum tipo de perda.


Tornado causa destruição no interior do Paraná (Vídeo: reprodução/Instagram/@metsulmeteorologia)


A Defesa Civil confirmou seis mortes e mais de 750 feridos. A força do vento arrancou telhados, derrubou postes e deixou boa parte da cidade sem energia elétrica. Moradores relatam momentos de pânico e descrevem o barulho intenso como “um trem passando sobre as casas”.

Governo mobiliza equipes e avalia dano

Equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e de secretarias estaduais atuam no resgate e na reconstrução. Imediatamente, o governo do Paraná decretou situação de emergência e enviou reforços para a região central do estado. Técnicos avaliam o nível de destruição e calculam os prejuízos.

Além de Rio Bonito do Iguaçu, cidades próximas como Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Candói registraram destelhamentos, alagamentos e falta de energia. Especialistas afirmam que o tornado foi um dos mais potentes já registrados no Paraná, resultado de uma instabilidade atmosférica extrema. O MPS reforçou que o atendimento do INSS será ampliado para garantir orientação e acolhimento aos moradores. “Nosso objetivo é assegurar dignidade e proteção social às famílias afetadas”, afirmou o ministério em nota.

Alerta: 4 milhões de beneficiários têm 30 dias para fazer a prova de vida do INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) emitiu um alerta importante para 4 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários que ainda não fizeram a prova de vida. O órgão deu um prazo de 30 dias para que essas pessoas confirmem que estão vivas e, assim, evitem o bloqueio do pagamento. O aviso começou a ser enviado por meio de extratos bancários, tanto impressos como digitais.

A prova de vida é uma fonte de o INSS garantir que o benefício está sendo pago corretamente a quem tem direito. O procedimento é simples, mas essencial: caso não seja feito dentro do prazo, o pagamento pode ser suspenso até que o beneficiário regularize a situação.

Entenda o motivo do alerta e quem precisa fazer

Desde 2023, o INSS passou a adotar um novo modelo automático de prova de vida. Nesse formato, o próprio instituto cruza informações de diferentes bancos de dados, como registros de votação, vacinação e movimentações bancárias, para confirmar que a pessoa está viva, sem precisar que ela vá até uma agência.

Mesmo assim, nem todos os segurados foram identificados automaticamente, e é justamente esse grupo de 4 milhões que está sendo chamado agora. O INSS explicou que essas pessoas não tiveram dados suficientes para a comprovação automática e, por isso, precisam realizar o processo manualmente.

Os beneficiários podem conferir se estão entre os convocados por meio do aplicativo ou site Meu INSS, onde aparece um aviso informando a pendência da prova de vida. Também é possível verificar pelo extrato bancário, que traz a mensagem de alerta impressa ou disponível no aplicativo do banco.

Quem não fizer a prova de vida dentro dos 30 dias terá o benefício bloqueado. Caso isso aconteça, o pagamento só volta a ser liberado depois que a situação for regularizada.

O INSS reforçou que não faz contato por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens pedindo informações pessoais ou fotos. O alerta serve também para evitar golpes. O órgão orienta que os beneficiários desconfiem de qualquer mensagem com links suspeitos e que só realizem o procedimento pelos canais oficiais.


Prédio do INSS (Foto: reprodução/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)


Como fazer a prova de vida e evitar o bloqueio

O procedimento pode ser feito de forma presencial ou digital, dependendo da situação do beneficiário. Quem possui conta no aplicativo Meu INSS, com cadastro no site gov.br nos níveis de segurança prata ou ouro, pode realizar o processo pelo celular, por reconhecimento facial. A maioria dos bancos também permite fazer a prova de vida pelo aplicativo ou em caixas eletrônicos com leitor biométrico. Já quem preferir pode comparecer pessoalmente a uma agência bancária ou a uma unidade do INSS, levando um documento oficial com foto.

O instituto lembra que idosos acamados ou com dificuldade de locomoção podem solicitar uma visita domiciliar, agendando pelo telefone 135 ou pelo próprio aplicativo. Além disso, o INSS continuará tentando realizar a prova de vida de forma automática, sempre que encontrar registros oficiais de movimentação do beneficiário. Isso inclui vacinação, consultas médicas no SUS, emissão de documentos ou até viagens registradas com CPF.

A instituição também destacou que a prova de vida é anual, ou seja, deve ser feita uma vez por ano a partir da data da última atualização. Quem já realizou o procedimento recentemente não precisa se preocupar neste momento.

O objetivo do INSS é evitar pagamentos indevidos e garantir que os recursos cheguem às pessoas corretas. Segundo o instituto, a digitalização e o cruzamento de dados reduziram filas e facilitaram o processo, mas ainda exigem atenção de quem não foi identificado automaticamente. Por isso, quem recebe aposentadoria, pensão por morte ou outro tipo de benefício deve verificar com urgência sua situação. Basta acessar o site Meu INSS ou olhar o extrato do banco. Caso haja aviso de pendência, o ideal é realizar a prova de vida o quanto antes.

Com o prazo de 30 dias já correndo, o recado é claro: fazer a prova de vida agora evita dor de cabeça depois.

Governo tenta reagir em CPI do INSS após derrota na escolha da presidência

Após perder o comando da presidência e da relatoria da CPI do INSS para a oposição, o Governo Federal tenta reorganizar sua base e reduzir danos políticos. A instalação da comissão ocorre em meio a um ambiente de instabilidade no Congresso, no qual a convocação de nomes ligados a Lula e a antigos adversários políticos tem potencial de ampliar a pressão sobre o Planalto. Entre os nomes citados nos bastidores está José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente, cuja eventual convocação é considerada sensível.

Reunião de emergência para alinhar ações

Na tentativa de reagir, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reuniu parlamentares aliados para ajustar a estratégia e evitar novas derrotas. A principal recomendação foi garantir presença total nas reuniões, já que ausências recentes teriam facilitado a movimentação da oposição. Uma das medidas discutidas também foi o pedido para que a Mesa do Senado revise a configuração dos blocos parlamentares, que acabaram favorecendo a ascensão dos opositores ao comando da CPI.


Oposição assume a CPI do INSS (Vídeo: reprodução/YouTube/@radiobandeirantes)


Outro ponto central da rearticulação é a eleição da vice-presidência do colegiado. O governo decidiu lançar Duarte Júnior (PSB-MA) como candidato, após Paulo Pimenta (PT-RS) desistir da disputa para atuar como coordenador político nos bastidores. Paralelamente, líderes governistas tentam enfraquecer o plano de trabalho proposto pela relatoria, visto como alinhado às prioridades da oposição. Essa disputa mostra que o controle da agenda da comissão tornou-se tão relevante quanto a ocupação dos cargos.

Convocações em debate e pauta sobrecarregada

A CPI já recebeu mais de 900 requerimentos, entre eles convocações de ex-integrantes dos governos Lula e Bolsonaro, além de pedidos de acesso a relatórios sobre fraudes previdenciárias. Embora Frei Chico não conste da pauta imediata, a possibilidade de seu depoimento preocupa o Planalto. O sindicato em que ele ocupa cargo de direção foi mencionado em relatório da Controladoria Geral da União, mas a entidade nega qualquer irregularidade. O volume de pedidos evidencia que a comissão tende a se tornar um campo de disputa política intensa.

A vitória da oposição, que levou Carlos Viana (Podemos-MG) à presidência e Alfredo Gaspar (União-AL) à relatoria, revelou fragilidades na articulação do governo, mesmo com maioria numérica no colegiado. Agora, o desafio do Planalto é duplo: conter o avanço da oposição e preservar a imagem de transparência, sem abrir flancos que possam gerar desgaste público. Para aliados de Lula, a CPI é mais do que uma investigação: trata-se de um teste de força política que pode influenciar diretamente a estabilidade do governo no Congresso.

Governo ressarce vítimas de fraude no INSS em mais de R$ 1 bilhão

O governo federal iniciou o ressarcimento dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que sofreram com descontos irregulares em suas folhas de pagamento. Já foram repassados mais de 1 bilhão de reais para as pessoas afetadas pelo golpe.

Ressarcimento das vítimas

Ao todo, mais de 1,6 milhão de aposentados e pensionistas foram ressarcidos com valores integrais, com correção da inflação. O ressarcimento foi feito na mesma conta bancária onde os beneficiários recebem o benefício mensalmente. Ele também garantiu que eles estão seguindo firmes e buscando por justiça, a fim de julgar os responsáveis e proteger as vítimas atingidas pelo golpe. A medida foi assinada pelo presidente Lula, no dia 17 de julho, onde autorizou um crédito extraordinário de R$ 3,31 bilhões para o pagamento emergencial dos aposentados e pensionistas afetados.

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, a medida da antecipação do ressarcimento é uma forma de proteger o público mais vulnerável: “Nosso compromisso é garantir que os aposentados e pensionistas recebam o que é seu, sem esperar.

Com a ação de ressarcimento das vítimas, a Advocacia Geral da União pediu o bloqueio de R$2,8 bilhões em bens e ativos financeiros, associações e pessoas físicas que estão sob investigação por suspeita de participação de fraude.

Como receber o ressarcimento

Pessoas que não tiveram o retorno da contestação do desconto em até 15 dias úteis, de cobranças feitas de março de 2020 a março de 2025, beneficiados com ações judiciais em andamento, antes de receberem o valor, têm o direito de receber o ressarcimento disponibilizado pelo governo federal.


O aplicativo “Meu INSS” é uma forma rápida e segura para solicitar o ressarcimento (Foto: reprodução/Gov.br)

Em ações ajuizadas antes de 23 de abril de 2025, o INSS irá 5% de honorários advocatícios. O ressarcimento pode ser solicitado no aplicativo “Meu INSS” ou em qualquer agência dos Correios. O prazo para contestação se encerra no dia 14 de novembro de 2025, mas é possível receber o valor mediante acordo após essa data. 

INSS: saiba como garantir reembolso dos valores descontados ilegalmente

O INSS começou a enviar, na segunda-feira (9), as respostas das associações sobre os descontos contestados por aposentados e pensionistas. As entidades tiveram 15 dias úteis para responder, e a Previdência Social informou que os beneficiários receberão essas informações gradualmente. Até agora, 3 milhões de pessoas questionaram os valores e pediram o reembolso, enquanto 83 mil beneficiários confirmaram que os descontos estavam corretos.

Além disso, o INSS já devolveu mais de R$ 292 milhões até a última sexta-feira (6), valor referente às mensalidades de abril.

Como solicitar ressarcimento pelo Meu INSS

Para solicitar o ressarcimento de descontos indevidos e acompanhar sua solicitação pelo Meu INSS, siga este passo a passo:

  • Acesse o Meu INSS – Entre no site Meu INSS ou no aplicativo disponível para Android e iOS.
  • Faça login – Use seu CPF e senha cadastrada no “gov.br”. Se ainda não tiver uma conta, siga as instruções para criar uma.
  • Localize a opção correta – No menu principal, clique em Consultar descontos de Entidades Associativas.
  • Verifique os lançamentos – Confira se há valores indevidos e, se necessário, registre a contestação.
  • Solicite o ressarcimento – Caso identifique descontos não autorizados, informe no sistema que deseja a devolução dos valores.
  • Acompanhe a resposta – As entidades responsáveis têm 15 dias úteis para responder. Se não houver comprovação do desconto, o INSS iniciará o processo de cobrança.

Por fim, é importante lembrar que o reembolso segue o cronograma oficial da Previdência Social, e qualquer beneficiário que tenha dúvidas sobre os prazos pode ligar para o INSS pelo número 135. O funcionamento ocorre de segunda a sábado, das 7h às 22h.


STF cobra agilidade na devolução dos valores descontados dos aposentados e pensionistas (Foto: reprodução/X/@canalgov)

O que ocorre quando a entidade não confirma o desconto

Segundo a Previdência, esse é o caso mais recorrente. Quando a entidade não envia resposta ou afirma não ter documentos comprobatórios, o Instituto inicia um processo de cobrança automática para garantir a devolução dos valores descontados indevidamente.

Enquanto isso, o beneficiário não precisa tomar nenhuma ação. Basta aguardar novas atualizações e acompanhar o andamento do pedido pelo aplicativo Meu INSS ou pelo atendimento da Central 135.

Governo aciona STF por judicialização de fraudes no INSS

Cenário de crescente insatisfação entre aposentados e pensionistas, o governo federal levou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação com potencial de grande impacto jurídico e social. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, junto à Advocacia-Geral da União (AGU), solicitou a suspensão imediata de todos os processos judiciais que exigem ressarcimentos por descontos indevidos nos benefícios do INSS, ocorridos entre março de 2020 e março de 2025. A iniciativa busca frear o avanço de milhares de ações que, segundo o Planalto, podem comprometer o equilíbrio do sistema previdenciário brasileiro.

Descontos indevidos

O pedido foi apresentado como uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) e levanta uma discussão constitucional sobre a responsabilidade da União e do INSS por fraudes praticadas por terceiros, especialmente no caso de associações que descontaram valores sem autorização dos segurados. A intenção do governo é clara: evitar decisões conflitantes, conter danos financeiros à União e estabelecer uma resposta coordenada e segura para ressarcir os lesados.

Segundo o Executivo, escritórios de advocacia estariam explorando a situação de forma predatória, movendo ações em massa com interesses financeiros, o que estaria gerando uma judicialização sem precedentes. Esse movimento estaria não apenas sobrecarregando o Judiciário, mas também atrasando o processo de reparação real aos beneficiários que, de fato, sofreram prejuízos.


Presidente Lula fala sobre as tarifas impostas pelo presidente Donald Trump a produtos brasileiros (Foto: reprodução/Ton Molina/Getty Images Embed)


Valores descontados

Para lidar com a crise, a AGU também pleiteia a criação de um crédito extraordinário que permita ao governo ressarcir as vítimas de maneira rápida, fora do embate jurídico. A medida é vista como uma forma de preservar a segurança jurídica e evitar um colapso no atendimento previdenciário, cada vez mais pressionado pela demanda judicial.

Em contrapartida, o Partido Progressista ingressou com ação própria no STF, exigindo que o INSS devolva integralmente os valores descontados, com estimativas precisas e definição da fonte de pagamento. O impasse agora está nas mãos do Supremo, que terá a missão de equilibrar o direito dos segurados à reparação com a proteção do sistema público de previdência.

Agências dos Correios vão auxiliar aposentados após fraudes no INSS

A partir do dia 30 de maio, beneficiários do INSS que foram alvos de descontos irregulares poderão contar com atendimento presencial em agências dos Correios espalhadas pelo país. A medida foi anunciada pelo governo federal nesta quinta-feira (22), como forma de ampliar o suporte às vítimas da fraude que pode ter gerado um prejuízo bilionário aos cofres públicos.

Correios assumem atendimento

O novo atendimento será prestado exclusivamente nas unidades dos Correios, e não nas agências do INSS, que enfrentam alta demanda. Conforme o Ministério da Previdência Social, 4.730 agências estarão envolvidas na ação, alcançando cerca de 66% dos municípios brasileiros.

Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller, basta apresentar um documento de identidade para ser atendido. Em casos de dificuldade de locomoção, o beneficiário poderá enviar um representante com uma procuração autenticada.

Entre os serviços oferecidos estão: verificação da existência de descontos indevidos, identificação das entidades responsáveis, protocolo de solicitações, informações sobre o retorno do INSS e orientação para contestar os débitos e pedir reembolso. A lista das agências aptas ao atendimento estará disponível nos sites oficiais dos Correios e do INSS, além do telefone 135.

O governo reforça que o atendimento digital segue disponível e funciona normalmente pelo aplicativo Meu INSS e pelo número 135. A ida aos Correios é apenas uma opção adicional, visto que o ressarcimento está garantido a qualquer tempo, segundo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz.


Cerca de 2 milhões de aposentados e pensionistas do INSS pediram ressarcimento
(Foto: reprodução/X/@siteptbr)

Esquema de fraude levou a prejuízo bilionário

A iniciativa foi anunciada após a revelação de um esquema fraudulento que, segundo a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, envolvia o pagamento de propina a servidores para liberar descontos em massa nos benefícios. As entidades suspeitas teriam se aproveitado de um sistema paralelo para registrar filiações sem consentimento.

A investigação aponta que aposentados chegaram a ser vinculados a várias associações no mesmo dia. O prejuízo estimado pode ultrapassar R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024. A Advocacia-Geral da União entrou com pedido de bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 associações envolvidas.

O escândalo resultou na saída do então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, acusado de omissão. Documentos revelam que ele teria sido alertado sobre os problemas em junho de 2023, mas demorou quase um ano para agir. O presidente do INSS à época, Alessandro Stefanutto, também foi exonerado e virou alvo de investigação.

Apesar de a maioria dos segurados usar os canais digitais — 98% dos atendimentos, segundo o governo —, o Ministério da Previdência aposta em ações presenciais para alcançar pessoas com pouco acesso à internet. Para isso, também pretende utilizar as vans do PrevMóvel e as embarcações do PrevBarco, levando informação e atendimento às regiões mais isoladas do país.