Perícia confirma que metanol foi adicionado em bebidas apreendidas em SP

Análise realizada pelo Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo aponta que o metanol encontrado em bebidas alcoólicas destiladas foi adicionado, confirmando que a substância não é resultado de uma destilação natural. A perícia foi realizada em dois grupos de garrafas, mas não foi divulgado pelo instituto a quantidade ou os tipos.

Desde que os casos de intoxicação por metanol começaram a surgir em São Paulo, autoridades estaduais intensificaram as investigações. Na última sexta-feira (3), o IC (Instituto de Criminalística) articulou uma força-tarefa para analisar garrafas apreendidas em fiscalizações, buscando investigar a adulteração das bebidas com metanol. Até quinta-feira passada (2), mais de mil garrafas já haviam sido confiscadas e entre elas, 250 haviam sido encaminhadas para análise no instituto.

Análise pericial

Segundo o Instituto de Criminalística, de fato o metanol encontrado nas garrafas surgiu de uma adulteração, e não como resultado de destilação natural. Entretanto, não foi confirmado pelo órgão a quantidade e os tipos de bebidas do grupo que confirmaram isso. 

Por meio de nota oficial nesta terça-feira (7), a instituição afirmou que atua 24 horas na realização de perícias de constatação e concentração das amostras levadas pela Polícia Civil. Além disso, o órgão complementou informando que também é realizada a análise documentoscopia de rótulos e lacres das garrafas. 


Aumento dos casos de intoxicação por metanol preocupam autoridades (Vídeo: reprodução/YouTube/g1)

Em primeiro momento, o processo de análise se inicia com a checagem das embalagens, em busca de rompimentos ou sinais de reutilização da bebida. Em seguida, a bebida vai para um processamento que separa os componentes do líquido, assim verificando as substâncias presentes na mesma. Somente após o laudo final é que se sabe se há presença do metanol e a quantidade da substância presente.

De acordo com o governo de SP, 16 mil garrafas foram recolhidas desde 29 de setembro. Para enfrentar esse cenário, o Instituto de Criminalística montou uma força-tarefa com a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária para apurar os casos e analisar garrafas apreendidas, além de realizar fiscalizações em bares e distribuidoras.

Investigações em São Paulo

Até esta terça, haviam sido confirmados 18 casos de intoxicação por metanol, de acordo com o governo de São Paulo. No momento, há 158 casos sendo investigados e 38 foram descartados como intoxicação pela substância. Entre os casos, três mortes foram confirmadas e sete seguem em investigação.

Nas investigações em andamento, as autoridades trabalham com duas hipóteses de como o metanol foi parar nessas bebidas. A primeira é de que o metanol pode ter sido usado para higienizar garrafas reutilizadas, de acordo com o governador de SP, Tarcísio Freitas. A segunda hipótese é de que o metanol foi usado para aumentar a quantidade de bebidas falsificadas durante a produção. A Polícia Federal não descarta nenhuma hipótese até o momento, até mesmo de que a adulteração tenha sido uma manobra realizada após uma operação contra o crime organizado no fim de agosto.

Tarcísio, governador de São Paulo, pede desculpas após piada sobre Coca-Cola em coletiva

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), divulgou um vídeo de retratação na noite de terça-feira (7), após fazer uma piada considerada insensível durante uma coletiva de imprensa em São Paulo sobre os casos de intoxicação por metanol no estado. Ele havia dito que “só se preocuparia quando começassem a falsificar Coca-Cola”, em referência às bebidas adulteradas que já provocaram mortes e internações.

A declaração, feita em meio a uma crise de saúde pública, gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e levou o governador a admitir o erro. Tarcísio afirmou que a fala foi inadequada diante da gravidade da situação e pediu perdão às famílias das vítimas.

Governador promete reforçar fiscalização e ações preventivas

No pronunciamento, Tarcísio reconheceu o erro e afirmou que a tentativa de descontrair a entrevista foi inadequada diante da gravidade da situação. “Errei. Foi uma brincadeira infeliz. Peço perdão às famílias que estão sofrendo com a perda de entes queridos e reafirmo nosso compromisso de combater esse crime com todo rigor”, declarou.


Publicação de CNN Brasil (Vídeo: Reprodução/Youtube/CNN Brasil)

Tarcísio anunciou que o governo estadual ampliará as ações de combate à falsificação de bebidas. Entre as medidas, estão o convênio com o setor privado, a destruição de estoques suspeitos e a criação de um programa de qualidade voltado para distribuidores e comerciantes.

“Não temos compromisso com o erro, mas com as pessoas. Nosso foco é garantir segurança e transparência ao consumidor”, disse. Segundo o governador, mais de 7 mil garrafas adulteradas já foram recolhidas em operações recentes.

Casos de intoxicação aumentam e investigação continua

A perícia da Superintendência de Polícia Técnico-Científica confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras. A substância, usada em produtos industriais, é altamente tóxica e pode causar cegueira e até morte quando ingerida. De acordo com o boletim da Secretaria da Saúde, São Paulo concentra 18 casos confirmados de intoxicação por metanol, 158 em investigação e 10 mortes suspeitas.

“Nosso trabalho é proteger vidas, e é isso que continuaremos fazendo”, disse Tarcísio.

O governo trabalha com duas hipóteses principais: o uso indevido do metanol para higienizar garrafas reaproveitadas ou para aumentar artificialmente o volume das bebidas falsificadas. As autoridades reforçam que a população deve desconfiar de preços muito baixos, comprar apenas de locais conhecidos e inutilizar garrafas vazias.

Ministro diz que Hungria não teve intoxicação; equipe do cantor rebate e pede laudos

Após o ministro da Saúde negar intoxicação por metanol, equipe de Hungria diz que ainda não teve acesso aos laudos e aguarda confirmação oficial. A equipe do cantor Hungria contestou, nesta segunda-feira (06), a declaração do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que afirmou que os exames realizados no artista não apontaram presença de metanol nem de substâncias derivadas.

Em entrevista, Padilha disse que o resultado foi obtido após o Ministério da Saúde encaminhar as amostras para um centro de referência em toxicologia do SUS. O ministro explicou ainda que os testes analisaram possíveis derivados tóxicos, como o ácido fórmico, e todos deram negativo.

Assessoria aguarda resultados oficiais

 

Em nota enviada à imprensa, a assessoria de Hungria afirmou que ainda não teve acesso aos laudos oficiais e, portanto, não confirma o resultado divulgado pelo ministro.


“Até o momento, não recebemos o laudo conclusivo dos exames laboratoriais e seguimos aguardando o retorno oficial para esclarecer o caso”, diz o comunicado.

 

Internação e tratamento

 

Hungria foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar sintomas como fortes dores de cabeça, visão turva e vômitos. Os médicos chegaram a suspeitar de intoxicação por metanol, substância tóxica presente em bebidas adulteradas.
O artista recebeu alta no domingo (5) e segue em acompanhamento médico, durante a internação, o cantor recebeu tratamento com etanol  antídoto usado nesses casos e foi submetido a sessões de hemodiálise.


Hungria recebe alta após internação por intoxicação (Foto: reprodução/Instagram/@hungriaoficial)

Casos em investigação

De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 200 casos suspeitos de intoxicação por metanol estão sendo investigados em todo o país. Parte deles já foi confirmada, e o governo mantém ações de monitoramento e alerta às autoridades locais.

Padilha aproveitou para reforçar o alerta à população sobre o consumo de bebidas de origem desconhecida. Assim, o ministro da saúde destacou que bebidas sem procedência representam um risco grave à saúde. Portanto, a recomendação segue sendo evitar qualquer produto sem selo de fiscalização oficial. 

 

Tarcísio faz declarações sobre a crise do Metanol

O estado de São Paulo concentra mais de 82% dos casos do país de intoxicação por metanol em bebidas: 15 confirmados e 164 em análise. A situação acende alertas sanitários, movimenta poderes e provoca reações intensas no debate público — sobretudo diante das falas recentes do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Falas de Tarcísio geram polêmica 

A crise provocada pelas intoxicações por metanol em São Paulo ganhou contornos políticos após as declarações do governador. Em meio ao aumento de casos e mortes causadas por bebidas adulteradas, Tarcísio adotou um tom leve e irônico — que gerou reações negativas de autoridades sanitárias, opositores e especialistas em comunicação pública. Durante coletiva após reunião com a indústria de bebidas, o governador disse, em tom de brincadeira: “No dia que começarem a falsificar Coca-Cola, vou me preocupar.”

Embora a declaração tenha caráter cômico, ela suscitou críticas. Num momento em que mortes já foram registradas — inclusive o óbito de uma mulher de 30 anos em São Bernardo do Campo — há quem enxergue descaso diante da gravidade do tema.  Tarcísio tentou relativizar, afirmando que não “se aventuraria nessa área” pois “não é sua praia”, e que a iniciativa privada demonstrou “vontade enorme de colaborar” nas investigações.


Governador Tarcísio de Freitas (Foto:Reprodução/Getty Imagens Embed/Ton Molina)

Repercussão imediata e críticas

Após a repercussão negativa, o governador tentou esclarecer suas declarações, afirmando que a frase foi “mal interpretada” e que o governo está empenhado em investigar os casos. “De maneira alguma quis ironizar. Tenho total respeito pelas famílias e pelas vítimas. O que eu disse foi apenas que o Estado não fabrica bebida, e que o problema vem de falsificação criminosa. Estamos combatendo isso com rigor”, afirmou.

Ele também reforçou a parceria com o setor privado: A indústria de bebidas demonstrou vontade enorme de colaborar. Todos estão mobilizados para encontrar a origem do metanol. Não é momento de politizar a tragédia.”

Mesmo assim, a fala seguiu repercutindo. Para alguns parlamentares da oposição, a ironia foi  desrespeitosa. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) criticou o governador nas redes sociais: “É inaceitável que um governador se porte dessa maneira!”

As hipóteses investigadas

A Polícia Civil de São Paulo trabalha com duas linhas principais:

  1. Reutilização de garrafas — hipótese de que garrafas reaproveitadas, sem descarte adequado, foram higienizadas com metanol de forma incorreta.
  2. Injeção deliberada de metanol — possibilidade de adulteração consciente, usando a substância para aumentar o volume das bebidas.

A perícia já confirmou a presença de metanol em bebidas de duas distribuidoras no estado. Além disso, mais de 7 mil garrafas suspeitas foram recolhidas recentemente. Tampas, rótulos, lacres e selos estão sob análise. Tarcísio afirmou que pedirá à Justiça a destruição dos materiais apreendidos.

O risco invisível ao consumidor

O metanol é uma substância extremamente perigosa: metabolizado pelo fígado, forma compostos tóxicos que afetam o cérebro, nervos, fígado e rins. Pode causar cegueira, insuficiência respiratória, coma e morte. O agravante é que não há cheiro, cor ou sabor perceptível que denuncie sua presença em uma bebida.

As autoridades recomendam:

  • Desconfiar de preços muito baixos;
  • Verificar se há lacre e selo fiscal adequados;
  • Comprar apenas em pontos de venda confiáveis;
  • Exigir nota fiscal sempre.

Em caso de sintomas — como visão turva, náuseas ou dores abdominais — é essencial buscar atendimento médico imediato, informando a origem da bebida. 

Responsabilidade em tempos de crise

A crise das intoxicações por metanol em São Paulo vai muito além de uma questão sanitária. Ela expõe falhas históricas de fiscalização, negligência preventiva e a fragilidade de uma comunicação pública que deveria proteger, e não confundir. A tragédia mostra o quanto o Estado ainda reage mais do que antecipa — e como a população se torna refém de um sistema que só se mobiliza depois que vidas são perdidas.

Com isso, ao ironizar a gravidade da situação, Tarcísio de Freitas acaba transmitindo a ideia de que o problema é menor do que realmente é, enfraquecendo a confiança pública e diminuindo o senso de urgência da população diante de um perigo real.

Mais do que uma gafe ou um “tom mal interpretado”, as declarações do governador revelam um descompasso entre linguagem política e responsabilidade institucional. Em tempos de desinformação e medo, cada palavra dita por uma autoridade tem o poder de acalmar ou agravar uma crise.

Metanol: 14 casos de intoxicação confirmados no estado de SP

Nesta segunda-feira, dia 06 de outubro, o Governo do Estado de São Paulo soltou um balanço a respeito das intoxicações por metanol no estado. O balanço confirmou que 14 pessoas realmente ingeriram metanol, e que outros 178 casos ainda estão sob investigação. A respeito das vítimas fatais, duas tiveram a causa da morte confirmada, e foram decorrentes da ingestão da substância tóxica. Outras sete mortes seguem sendo analisadas, e estão sob a suspeita de terem sido causadas pela ingestão de metanol.

A substância tóxica em São Paulo 

Os casos de intoxicação por metanol começaram a surgir no final de setembro. Várias pessoas foram internadas em hospitais na Região Metropolitana da cidade de São Paulo: uma delas perdeu a visão, enquanto outra entrou em estado de coma. Os casos da ingestão da bebida aumentaram de forma surpreendente: o número de casos era por volta de oito, menos de quinze dias atrás; atualmente, há mais de 170 casos no estado de São Paulo. 


Natuza Nery fala de falsificação de bebidas (Vídeo: reprodução/Instagram/@portalg1 @natuzanery)

O metanol é um tipo de álcool extremamente tóxico para seres humanos. A ingestão se dá por meio de bebidas adulteradas: bebidas que contém etanol – o tipo de álcool que pode ser consumido por humanos – são misturadas com a substância. O metanol, quando misturado com alguma bebida, é impossível de ser distinguido, por ser um líquido transparente, com cheiro e sabor quase idênticos ao álcool. Caso a ingestão de metanol aconteça, os sintomas aparecem entre 12 a 24 horas depois. Os sintomas iniciais são: dor de barriga, confusão mental, náusea e vômitos. O metanol ainda pode causar danos a estruturas oculares, aos rins, fígado e cérebro. 

Depoimento do governador e estabelecimentos interditados

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), deu um depoimento durante a divulgação do balanço: “Tem um problema aí que é estrutural, é um problema brasileiro, não é de hoje para quem tem um pouco mais de estrada. Quem lembra há 30 anos atrás mais ou menos na década de 90. Acho que em 1990 a gente teve um caso semelhante na Bahia, né? Nós tivemos aí quase 20 óbitos, né? Por consumo de bebida adulterada com metanol. Então é algo recorrente, é algo que vem acontecendo”.

Os órgãos competentes têm feito fiscalizações em estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas, como bares e distribuidoras de bebidas. Até agora, 11 locais foram interditados: Bebilar Comercial e Distribuidora de Alimentos e Bebidas, Brasil Excellance e Exportadora de Bebidas, BBR Supermercados, FEC Alves Mercearia e Adega, e Lanchonete Ministro.

Anvisa busca antídoto contra intoxicação por metanol

Anvisa acionou autoridades internacionais para viabilizar a importação do fomepizol, antídoto contra intoxicação por metanol. A medida ocorre após o registro de dezenas de casos no Brasil ligados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas

Ação emergencial para trazer o fomepizol ao Brasil

Diante do aumento de casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas adulteradas, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acionou autoridades reguladoras de diversos países para viabilizar a importação do antídoto conhecido como fomepizol. Até o momento, o Brasil já contabiliza 59 casos suspeitos de contaminação, sendo 11 confirmados em laboratório e 48 em investigação.

O medicamento, ainda sem registro sanitário no país, é considerado fundamental no tratamento da intoxicação, que pode causar sequelas graves e até levar à morte. Para acelerar sua chegada, a agência consultou formalmente órgãos reguladores dos Estados Unidos, Canadá, União Europeia, Argentina, México, Reino Unido, Japão, China, Suíça e Austrália, além de publicar edital para identificar fabricantes e distribuidores com disponibilidade imediata de fornecimento ao Ministério da Saúde.


Anvisa publica edital internacional por antídoto (foto: reprodução/Instagram/@anvisaoficial)

Alternativas e monitoramento nacional

Como medida emergencial, a Anvisa também identificou mais de 600 farmácias de manipulação com capacidade para preparar etanol em grau de pureza adequado para uso médico, considerado uma alternativa terapêutica ao fomepizol em situações de urgência.

Paralelamente, a agência reforçou a Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária para ampliar a capacidade de análise de amostras suspeitas. Foram indicados o Lacen/DF, o Laboratório Municipal de São Paulo e o INCQS/Fiocruz como referências para exames especializados.

O Ministério da Saúde, por sua vez, criou uma Sala de Situação para acompanhar os casos de intoxicação, coordenar estratégias de contenção e monitorar os riscos à população. O órgão destacou que as ocorrências estão relacionadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, reforçando a necessidade de fiscalização e conscientização dos consumidores.

Com essas medidas, o Brasil busca garantir respostas rápidas para proteger a população diante da ameaça sanitária. O esforço conjunto entre Anvisa, Ministério da Saúde e laboratórios parceiros demonstra a gravidade do problema e a urgência em disponibilizar o tratamento adequado para evitar novas vítimas.

Após internação às pressas, Hungria publica foto no hospital e agradece apoio

Nesta quinta-feira (02), o cantor Hungria deu entrada na UTI do hospital DF Star, em Brasília, após suspeita de ter ingerido bebida alcoólica adulterada. Na tarde desta sexta-feira, o artista compartilhou fotos no hospital ao lado da família para tranquilizar o público. Em tom de brincadeira, mas também como alerta, afirmou: “Caso sinta uma sede estranha, arrume um lugar seguro pra tomar uma”.

Sintomas e como ocorreu

Gustavo da Hungria Neves de 34 anos, conhecido como Hungria Hip-Hop, foi internado às pressas após beber vodca na casa de um amigo localizada a 20 km do centro da capital de Brasília. Poucas horas depois, ele apresentou sintomas de visão turva, náuseas, vômitos e dor de cabeça e seguiu para o hospital DF Star. O depósito onde as bebidas foram compradas foi interditado pela Polícia Civil.

A assessoria do cantor informou nas redes sociais que Hungria foi submetido a uma hemodiálise. Segundo o comunicado, ele está livre dos sintomas e seu estado de saúde é estável.


Nota oficial da assessoria de Hungria sobre estado de saúde do artista (Foto: reprodução/Instagram/@hungria_oficial)


Recuperação e alertas

Nesta sexta-feira, já com acesso às suas redes sociais, Hungria compartilhou fotos no hospital com as filhas e escreveu: “Sou profundamente grato à minha família, que não soltou a minha mão nem por um segundo, e a cada amigo e fã que dedicou uma oração, uma palavra de apoio e de carinho”.

O cantor também comentou sobre a recuperação: “Estou me recuperando da melhor maneira possível e logo estarei de volta em casa, mais forte e com a fé renovada. Obrigado por fazerem parte dessa caminhada comigo”.

Para encerrar, reforçou o alerta em tom de humor, após os recentes casos de bebidas adulteradas com metanol em São Paulo: “Obs: a sexta-feira tem uma energia diferente. Caso sinta uma sede estranha, arrume um lugar seguro pra tomar uma”.


Cantor Hungria em hospital com presença da família (Foto: reprodução/Instagram/@hungria_oficial)


Hungria permanece internado no hospital sob observação e tratamento. Segundo os médicos, a previsão de alta é para o início da próxima semana. Todos os shows da agenda do cantor neste fim de semana foram cancelados ou remarcados.

Rapper Hungria permanece na UTI e passa por hemodiálise

Na manhã desta quinta-feira, dia 02 de outubro, o rapper Hungria Hip Hop foi internado em um hospital em Brasília, sob a suspeita de intoxicação por metanol. Gustavo da Hungria começou a receber os cuidados necessários logo quando deu entrada no hospital. O cantor está internado na UTI, e está passando por tratamentos para reverter o quadro da intoxicação. Hungria ainda não tem previsão de alta, e não aparenta correr risco de vida.

O caminho de Hungria Hip Hop até o hospital

O rapper Hungria Hip Hop fez um show na cidade de São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo, no último domingo, dia 28 de setembro. Hungria Hip Hop também foi visto, na madrugada entre os dias 01 e 02 de outubro, comprando bebidas em uma distribuidora no Distrito Federal. O rapper estava na casa de um amigo quando começou a passar mal: ele apresentou visão turva, náusea e vômitos. Quando chegou ao hospital, a acidose metabólica foi descoberta, e Hungria foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva, com a suspeita de intoxicação por metanol. Para reverter o quadro, a equipe médica começou tratamentos para eliminar as toxinas, e Gustavo da Hungria passou por uma hemodiálise.


Comunicado da equipe de Hungria a respeito da saúde do rapper (Foto: Reprodução/Instagram/@hungria_oficial)

O Hospital DF Star, local onde o rapper está sendo tratado, soltou uma nota a respeito da saúde de Hungria:

“O Hospital DF Star informa que o cantor Gustavo da Hungria Neves (Hungria) permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Brasília. O artista deu entrada na unidade após suspeita de intoxicação por bebida adulterada. No momento, encontra-se consciente, orientado, estável, com respiração espontânea e sem alterações visuais. Ele iniciou tratamento específico, incluindo hemodiálise, como medida preventiva para a eliminação de substâncias tóxicas. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.”

Os perigos do metanol

O metanol é altamente tóxico para seres humanos. A substância é um tipo de álcool que quando misturada com etanol – o álcool presente em bebidas alcoólicas, que é seguro para o consumo humano –, é imperceptível, pois não pode ser detectada pelo cheiro, sabor ou cor. Os sintomas de intoxicação aparecem em um intervalo de 12 a 24 horas após o consumo, e podem ser: dor na barriga, como cólicas; náusea; vômitos; dor de cabeça; visão turva e tontura. Se não forem tratados, a intoxicação pode evoluir para cegueira, coma ou até a morte.

Vigilância sanitária Intensifica fiscalização do metanol e seis bares são interditados em SP

A crise de saúde pública desencadeada pela intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas atinge um novo patamar de gravidade, com o número de estabelecimentos interditados subindo para seis desde o início das operações da Vigilância Sanitária na última segunda-feira (29). A ação visa conter a distribuição de produtos adulterados que já resultaram em dezenas de notificações e pelo menos uma morte confirmada.

Estabelecimentos interditados por risco à saúde em São Paulo

Quatro dos estabelecimentos fechados estão situados na capital paulista, enquanto outros dois foram identificados e lacrados na Grande São Paulo: um em São Bernardo do Campo e outro em Barueri. As interdições mais recentes, realizadas nesta quarta-feira (01), ocorreram na região da Bela Vista, em São Paulo, e na cidade de Barueri. Os locais foram fechados sob a justificativa de “risco eminente à saúde”, conforme determina a Vigilância Sanitária.

A operação de fiscalização tem sido minuciosa. Em um dos bares da capital, a equipe recolheu amostras de bebidas destiladas para análise laboratorial, buscando a confirmação da presença do metanol. O caso de Barueri é ainda mais alarmante: um grande lote de 128 mil garrafas de vodca foi lacrado e aguarda a apresentação de documentação comprobatória de origem e qualidade para uma possível liberação


https://www.youtube.com/watch?v=ZstjGNeSfUk
Matéria sobre bares fechados após fiscalizações em São Paulo (Vídeo: reprodução/YouTube/UOL)

Ameaça à Saúde: Casos de Intoxicação Aumentam

O cenário epidemiológico se agrava. De acordo com o mais recente boletim da Secretaria Estadual de Saúde, 37 casos de intoxicação foram notificados até o momento. Deste total, dez casos já foram confirmados como resultado direto da ingestão da substância tóxica. Além disso, a preocupação se volta para as vítimas fatais: cinco óbitos estão sendo investigados pelas autoridades de saúde, sendo uma morte já confirmada como decorrente da intoxicação por metanol e as outras quatro ainda sob análise.

O metanol é uma substância incolor, inflamável e líquida, comumente empregada na indústria como solvente ou na fabricação de diversos produtos, como plásticos e combustíveis, sendo altamente tóxico para o consumo humano.

Ministério da Justiça Alerta Comércio

Em resposta à escalada da crise, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) emitiu uma recomendação urgente direcionada a todos os agentes da cadeia de venda de bebidas alcoólicas, abrangendo bares, restaurantes, hotéis, casas noturnas, mercados, distribuidoras, plataformas de comércio eletrônico e apps de entrega em São Paulo e regiões adjacentes.

A nota do MJSP enfatiza que os estabelecimentos devem redobrar a atenção a sinais visíveis de adulteração, como lacres tortos, erros evidentes de impressão nos rótulos e, principalmente, preços atipicamente baixos que possam sugerir fraude. O alerta se estende também aos sintomas de intoxicação, que devem ser tratados como suspeita imediata: visão turva, dor de cabeça e náusea.

A investigação segue em curso, enquanto o setor de saúde e as forças de fiscalização trabalham incessantemente para retirar de circulação os produtos contaminados e evitar novas vítimas desta grave crise sanitária.

Câmara aprova PL da falsificação de bebidas com urgência

Nesta quinta-feira (02), a Câmara dos Deputados aprovou a urgência do Projeto de Lei 2307/07, que tem em seu texto tornar a falsificação de bebidas um crime hediondo. A urgência do PL foi aprovada em meio aos casos de intoxicação por metanol, que aumentaram nos últimos dias. O metanol é um tipo de álcool, tóxico para seres humanos, de difícil identificação: ele é transparente, com sabor e cheiro iguais ao do etanol – álcool que pode ser ingerido por humanos.

A aprovação da urgência do Projeto de Lei

Hugo Motta (Republicanos – PB), o atual presidente da Câmara, declarou que o Projeto de Lei 2307/07 seria votado para o regime de urgência na noite de quarta-feira, dia primeiro de outubro. O pedido foi aceito, e o Projeto de Lei passará por um trâmite simplificado. 


PL da Falsificação de Bebida passa a ser considerado urgente (Vídeo: reprodução/YouTube/@CNN Brasil)

O Projeto de Lei 2307/07 será analisado pelo plenário da Câmara, e não precisará ser julgado por uma comissão especial. Depois de ser analisado pelos deputados – vale lembrar que não há data para a análise ainda –, caso o projeto seja aprovado, ele passará para o Senado. O PL sugere que a falsificação de bebidas se torne um crime hediondo, isto é: um crime que causa repulsa, horror; e sua condenação não é suscetível a anistia, graça, indulto ou fiança. 

Os casos de intoxicação por metanol

O metanol é uma substância química transparente, tóxica para seres humanos. Ele é um tipo de álcool, que quando misturado com o etanol – que pode ser consumido por seres humanos – é de difícil identificação. No último mês, diversos casos de intoxicação por metanol foram descobertos. São mais de quarenta casos, em sua maioria no estado de São Paulo: uma morte foi confirmada como consequência da ingestão por metanol, e outras cinco estão sob investigação. O estado do Pernambuco registrou duas mortes suspeitas, que ainda estão sob investigação.