Orlando Rollo sugere que Juventude “entregue o jogo” contra o Santos

O ex-presidente do Santos, Orlando Rollo, foi palco de mais uma polêmica no começo da semana, após comentário feito em uma publicação oficial do Juventude nas redes sociais. Na mensagem, o pedido era de que o clube gaúcho ‘entregasse’ o jogo no confronto desta quarta-feira (05), a fim de prejudicar o Internacional – e assim ajudar o Santos na luta contra o rebaixamento.

Uma vitória santista combinada a um tropeço do Juventude não rebaixava o Colorado de imediato, mas colocava o time de Porto Alegre em situação muito delicada para a rodada final do Brasileirão, já que passaria a depender de outros resultados para evitar a queda.

Fala de Rollo viraliza nas redes

A fala veio logo após a vitória santista na rodada anterior, resultado que confirmou o rebaixamento do Juventude após o empate da equipe com o Bahia. O Santos iniciou a semana como o primeiro time fora do Z-4, com 41 pontos, mesma pontuação do colorado, que leva vantagem pelo saldo de gols.

Diante deste cenário, diversas publicações do Juventude passaram a receber comentários de torcedores e influenciadores de Santos e Grêmio pedindo ‘ajuda’ para rebaixar o Inter. E Rollo reiterou que os gaúchos “aprendam com o passado do seu adversário”, fazendo referência ao Brasileirão de 2014 – quando o peixe venceu o Vitória na última rodada e acabou evitando o rebaixamento do rival Palmeiras, que anos depois se tornou um dos clubes mais vitoriosos do país.

“Sejam inteligentes e levem o Internacional com vocês. Não cometam o mesmo erro que o Santos fez em ressuscitar o Palmeiras em 2014, quando impediu o rebaixamento de um rival”

Ainda sim, parte da torcida santista criticou fortemente a postura do ex-presidente, classificando o comentário como vergonhoso e inadequado – principalmente por se tratar de uma figura relacionada ao passado administrativo do clube.

Luta contra a segundona

Na reta final do campeonato, ainda restam mais duas vagas para completar os 4 rebaixados à próxima edição da Série B. Além de Inter e Santos, a briga também conta com Vitória e Ceará, dois clubes fora do Z-4, com 42 e 43 pontos, respectivamente. O Fortaleza, com 40 pontos, também sonha em escapar da segundona – após passar grande parte do campeonato na zona perigosa.


Equipe do Juventude em treino (Foto: reprodução/Instagram/@ecjuventude)


Portanto, as rodadas finais prometem fortes emoções na parte de baixo da tabela, por envolver dois clubes grandes e tradicionais do futebol brasileiro. O peixe encara o Juventude no Alfredo Jaconi, contando com a presença do craque Neymar, cujo afastamento por lesão chegou a ser especulado recentemente. Já o Inter enfrenta o São Paulo no MorumBIS, também nesta quarta-feira (03) – preparado para colocar toda sua alma em campo neste duelo.

Jogo de seis gols termina sem vencedor e complica planos de Juventude e Cruzeiro

A tarde desta quinta-feira, no Alfredo Jaconi, ofereceu espetáculo, mas frustração. Juventude e Cruzeiro protagonizaram um duelo vibrante, repleto de alternâncias no placar e lances de emoção, porém encerrado com um empate em 3 a 3 que pouco ajudou as ambições de ambos na reta final do Campeonato Brasileiro. O confronto, que prometia caminhos distintos para cada lado, acabou mantendo o time gaúcho dentro da zona do rebaixamento e freando a aproximação dos mineiros na briga pelas primeiras posições.

A partida teve brilho individual de dois personagens: Gabriel Taliari, pelo Juventude, e Kaio Jorge, pelo Cruzeiro. Ambos balançaram as redes duas vezes, influenciando diretamente o ritmo e as reviravoltas do encontro. Ainda assim, as atuações decisivas não foram suficientes para transformar o desempenho ofensivo em resultado efetivo, seja para a luta do Juve contra o descenso ou para o sonho cruzeirense de ultrapassar concorrentes diretos na parte de cima da tabela.

Antes da primeira metade da etapa inicial, o Juventude já havia desenhado um cenário promissor. Com 15 minutos, o placar apontava 2 a 0 para os mandantes. Marcelo Hermes inaugurou o marcador em jogada articulada com Taliari, surpreendendo Cássio com um chute direto para a meta. Logo depois, o próprio Taliari escapou nas costas da defesa mineira e ampliou. O ritmo do time de Caxias do Sul mostrava intensidade, articulação rápida e boa leitura de espaços.

Primeiro tempo movimentado e reação tardia da Raposa

O Cruzeiro demorou a se encontrar. Antes mesmo do Juventude abrir vantagem, Gabigol havia desperdiçado oportunidade clara ao chutar desequilibrado. A equipe celeste sofria com a falta de compactação e encontrava dificuldade para conter as investidas pelos lados. A postura reativa quase custou caro, já que Jadson teve chance de marcar o terceiro, mas parou em boa defesa de Cássio aos 38 minutos.

O momento de respiro para os visitantes surgiu pouco depois. Aos 41, William cobrou falta pela esquerda, e Sinisterra apareceu bem posicionado para cabecear e diminuir a diferença. O gol despertou a Raposa, que ainda viu Lucas Romero e Nenê tentarem, de longe, surpreender Jandrei. No último instante antes do intervalo, a igualdade quase veio quando Kaiki cabeceou firme, exigindo grande intervenção do goleiro alviverde.

Apesar da melhora, o Cruzeiro foi para o vestiário ainda buscando consistência, enquanto o Juventude lamentava não ter aproveitado melhor as oportunidades criadas.


Juventude e o Cruzeiro ficaram apenas no empate em Caxias (Vídeo: reprodução/YouTube/geTV)


Reviravoltas, brilho individual e pressão final

Na volta do intervalo, o Cruzeiro parecia determinado a mudar a história do jogo. Lucas Romero arriscou chute perigoso, anunciando um segundo tempo mais agressivo dos mineiros. O empate veio rapidamente: aos sete minutos, Japa cruzou, Kaiki ajeitou, e Kaio Jorge — artilheiro do Campeonato Brasileiro — completou para o gol.

A resposta do Juventude, porém, veio com a mesma intensidade. Taliari voltou a aparecer com protagonismo e, após cruzamento preciso, recolocou o time gaúcho em vantagem. O atacante viveu tarde inspirada, combinando movimentação inteligente com capacidade de decisão, e foi o principal nome da equipe comandada por Thiago Carpini.

Com o novo revés, o técnico do Cruzeiro promoveu alterações buscando maior controle e presença ofensiva. O Juventude, por sua vez, recuou linhas e priorizou a proteção da própria área, tentando resistir à pressão. A estratégia poderia ter funcionado, não fosse o faro goleador de Kaio Jorge, que novamente apareceu aos 41 minutos da etapa final para empatar o placar.

Os minutos restantes foram de tensão constante. O Cruzeiro empilhou chances, incluindo finalizações do próprio Kaio Jorge e de Gabigol, mas Jandrei e a falta de precisão impediram a virada. Para o Juventude, restou defender-se como pôde, tentando segurar ao menos um ponto diante de um adversário em melhor situação na tabela.


Cabuloso buscou o empate no final contra o Juventude (Foto: reprodução/X/E.C. Juventude)


Situação na tabela e próximos compromissos

Com o empate, o Juventude chega aos 33 pontos e permanece em 18º lugar, mantendo-se a três do Vitória e a quatro do Santos — concorrentes diretos na luta para deixar a zona do rebaixamento. A equipe perdeu a chance de se aproximar dos rivais, que também empataram na rodada, desperdiçando uma oportunidade importante em casa.

O Cruzeiro, por outro lado, alcança 65 pontos, segue na terceira posição e permanece a quatro do Palmeiras e a seis do líder Flamengo. O resultado impede a equipe celeste de encurtar distâncias justamente em uma rodada em que os dois primeiros colocados também tropeçaram. No domingo, o Juventude encara o São Paulo, às 16h, na Vila Belmiro. Já o Cruzeiro volta a campo às 20h30, no Mineirão, para enfrentar o Corinthians, em duelo crucial para suas pretensões no Campeonato Brasileiro.

Juventude vira sobre o Vasco em São Januário e respira na luta contra o rebaixamento

O Juventude conquistou uma vitória crucial na tarde deste sábado (8), ao bater o Vasco por 3 a 1 em São Januário, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo saindo atrás no placar, o time de Caxias do Sul mostrou poder de reação e virou o jogo ainda no primeiro tempo, com gols de Marcelo Hermes e Nenê. Na etapa final, Ewerthon ampliou e garantiu os três pontos.

O Cruz-Maltino, que vinha de três derrotas consecutivas, voltou a decepcionar sua torcida, que lotou o estádio esperando uma resposta. O início promissor, com Rayan abrindo o marcador após cruzamento de Lucas Piton, não foi suficiente para sustentar o bom momento. O gol, inicialmente anulado por impedimento, foi validado após revisão do VAR — mas o Vasco não conseguiu transformar a vantagem em domínio.

Virada com toque de um velho conhecido

O time gaúcho empatou rapidamente com Marcelo Hermes, que aproveitou cruzamento de Taliari e bateu de primeira para superar Léo Jardim. Pouco depois, o goleiro vascaíno se tornou o protagonista negativo da partida: ao tentar sair jogando, errou o passe, entregou a bola para Jadson e viu Nenê, ex-Vasco e ídolo cruz-maltino, marcar um belo gol após driblar Hugo Moura e chutar no canto.

A virada teve sabor agridoce para os torcedores vascaínos, que aplaudiram o ex-camisa 10 rival, mas vaiaram a equipe pela apatia dentro de campo. A defesa mostrou falhas recorrentes, enquanto o meio-campo não conseguiu controlar o ritmo do jogo. Mesmo com o apoio das arquibancadas, o Vasco foi para o intervalo sem conseguir reagir.


Juventude vence de virada o Cruz-maltino em São Jenuário (Vídeo: reprodução/YouTube/geTV)


Expulsão e golpe final

O cenário, que já era complicado, ficou ainda pior no segundo tempo. O lateral Paulo Henrique, que havia recebido cartão amarelo na etapa inicial, cometeu nova falta em Taliari e acabou expulso. Com um jogador a mais, o Juventude aproveitou imediatamente. Em rápido contra-ataque, Giovanny avançou pela esquerda e cruzou para Ewerthon, que completou para o gol vazio. Após nova revisão do VAR, o terceiro gol foi confirmado, selando a vitória gaúcha.

Sem criatividade e com a torcida impaciente, o Vasco tentou reagir com jogadas pelas pontas, mas esbarrou na boa postura defensiva do adversário. O clima em São Januário azedou: gritos de “time sem vergonha” e “Diniz burro” ecoaram nas arquibancadas, mostrando a insatisfação dos torcedores com a sequência negativa.


Juventude melhora e volta pra casa com esperança de se slavar do z-4 (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Lucas Figueiredo)


Situação na tabela e próximos desafios

Com o triunfo, o Juventude chegou a 32 pontos e manteve-se na 18ª colocação, mas diminuiu a distância para sair da zona de rebaixamento. A equipe enfrenta o Cruzeiro em casa na próxima rodada e mantém viva a esperança de permanência na Série A.

O Vasco, por sua vez, estacionou nos 42 pontos e caiu para o 10º lugar, ultrapassado pelo Atlético-MG. O time de Fernando Diniz tentará reencontrar o caminho das vitórias diante do Grêmio, em Porto Alegre, após a pausa para a Data Fifa.

Arbitragem do jogo entre Fluminense e Juventude divide opiniões por lance polêmico

A vitória do Fluminense no confronto contra o Juventude foi marcado por lance polêmico no último minuto da partida. O gol marcado por Thiago Silva foi resultado de um escanteio contestado pelos jogadores do Juventude, que deixaram o campo antes do fim da partida. O confronto foi válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Escanteio polêmico

Nos últimos minutos da partida, o árbitro Jefferson Ferreira de Moraes marcou escanteio à favor do Fluminense após o goleiro Jandrei segurar a bola por mais de oito segundos, antes de bater o tiro de meta. Segundo a nova regra do campeonato, quando o goleiro segura a bola por mais de oito segundos, o time adversário ganha um escanteio. A cobrança gerou o gol feito por Thiago Silva e que deu a vitória ao Fluminense.

Depois do jogo, Samuel Xavier saiu em defesa da arbitragem. “Hoje estava muito difícil para eles apitar. Cada vez que a bola saía, algum jogador do Juventude caía. O juiz deu oito minutos de acréscimos e achei pouco pelo que eles seguraram o jogo.”, disse o jogador.

Por outro lado, o técnico do Juventude criticou a marcação do árbitro. “Acho que se ele apitar todo o jogo com esse tipo de lance de escanteio, todo jogo vai ter que dar muito escanteio. Tenho certeza que se fosse o Fábio, ele não daria.”, disse Carpini.


Fluminense e Juventude no Maracanã. (Foto: Reprodução/Lucas Merçon/Fluminense FC)

O confronto no Maracanã

Apesar da polêmica, o jogo foi disputado no primeiro tempo. O Juventude manteve a atitude e iniciativa para tentar abrir o placar, enquanto o Fluminense encontrou dificuldades com a saída de bola e alta marcação do time gaúcho.

Enquanto o Juventude trocava passes com facilidade, a equipe tricolor demorou para se entrosar e começou a render somente após os quinze minutos. Apesar disso, as finalizações não davam resultados e gerou vaias da torcida no Maracanã.

No segundo tempo, o Fluminense se esforçou no ataque, mas ainda assim, não conseguiu. Após as alterações de Zubeldía, quando colocou John Kennedy em campo, o Flu começou a criar chances reais, até o gol de Thiago Silva com o escanteio no último minuto.

Com a vitória, o Tricolor continua na sétima posição, com 41 pontos, na disputa por uma vaga na Libertadores do ano que vem. Por outro lado, o Juventude permanece no Z4, na 19ª posição, com 23 pontos. O Fluminense volta ao campo para o clássico contra o Vasco, na segunda-feira (20), e o Juventude enfrentará o Bragantino, no mesmo dia.

Equipe do Palmeiras treina para o jogo contra o Juventude com desfalques

A equipe do Palmeiras se apresentou na Academia de Futebol para mais um treino de preparação para o jogo contra o Juventude, marcado para este sábado (11), válido por uma partida atrasada da 12ª rodada do Brasileirão, disputada no Allianz Parque.

Desfalques do Alviverde

Depois de um tempo com a equipe completa e o departamento médico praticamente zerado, o técnico Abel Ferreira começa a enfrentar dificuldades para escalar o Palmeiras. O treino dessa quinta focou em dinâmicas táticas e marcações, além de ensaios defensivos e ofensivos, mas continuou com algumas ausências.

O lateral Khellven continua sendo dúvida após uma lesão no pé. Paulinho e Lucas Evangelista também estão cumprindo a recuperação e podem desfalcar o meio-campo palmeirense. Além das lesões, o técnico também precisa lidar com as suspensões de Vitor Roque, e as ausências da Data FIFA.

Emiliano Martínez e Facundo Torres foram convocados para a Seleção Uruguaia, e Gustavo Gómez irá defender o Paraguai, e Flaco Lópes e Aníbal Moreno jogarão pela Argentina.


Bruno Fuchs e Vitor Roque em treinamento na Academia de Futebol (Foto: reprodução/César Greco/Palmeiras)

Possíveis escalações

A provável escalação de Abel Ferreira pode ser: Weverton, Giay, Murilo, Bruno Fuchs e Piquerez; Andreas Pereira, Allan, Felipe Anderson e Mauricio; Raphael Veiga e Luighi.

A presença de Raphael Veiga causa segurança na torcida, principalmente com a sua boa atuação com a equipe. Após o treino, o meio-campista comentou sobre a preparação. “Estamos indo já para o final do campeonato e isso faz com que todo mundo se sinta importante também, afinal, todo mundo vai precisar de todo mundo”, disse o atleta.

O Palmeiras assumiu a liderança do campeonato, mas ainda está com a pontuação empatada com o Flamengo. A equipe soma 55 pontos, levando a vantagem de ter uma vitória a mais. Com uma vitória no próximo jogo, o Palmeiras pode abrir três pontos e se distanciar um pouco mais do rubro-negro.

Atlético Mineiro empata com o Juventude pela 26° rodada do Brasileirão

Na noite desta terça-feira (30), o Atlético-MG recebeu o Juventude na Arena MRV pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro e não conseguiu transformar a superioridade em gols. O empate sem gols manteve o time alvinegro em uma situação intermediária na tabela, enquanto o adversário gaúcho segue lutando diretamente contra o rebaixamento.

Com o resultado, o Galo chegou aos 29 pontos e subiu provisoriamente para a 13ª colocação, ultrapassando o Corinthians. A equipe, no entanto, ainda se vê distante da briga por vagas no G-6 — são 11 pontos de diferença — e com apenas seis pontos de vantagem em relação à zona de rebaixamento. Já o Juventude permaneceu na 17ª posição, com 23 pontos, quatro atrás do Santos, primeiro time fora da zona, mas ainda pode ser ultrapassado por Vitória e Fortaleza no complemento da rodada.

Domínio atleticano, mas sem eficiência

O Atlético-MG iniciou a partida com forte ímpeto ofensivo. Logo no começo, Rony apareceu como protagonista e quase abriu o placar ao cabecear na trave após cobrança de falta de Gustavo Scarpa. O lance animou a torcida na Arena MRV, mas também mostrou o enredo da noite: pressão alvinegra e chances desperdiçadas.

A equipe mineira manteve a posse de bola e controlou o meio de campo, mas esbarrava na organização defensiva do Juventude. A única finalização da equipe gaúcha no primeiro tempo saiu dos pés de Ênio, em chute fraco que não levou perigo ao goleiro Gabriel Delfim.

O Galo, por sua vez, seguiu insistindo com Rony. Em uma tabela com Bernard, o atacante recebeu dentro da área, mas concluiu para fora. O atacante, que não balança as redes desde 1º de junho, ampliou o jejum para 22 partidas oficiais.

Na volta do intervalo, o cenário não mudou. Logo no início, Biel arrancou pela esquerda e cruzou para Rony, que pegou de primeira, de voleio, e acertou o travessão. Pouco depois, o atacante voltou a desperdiçar chance clara ao receber na área, girar sobre a marcação e chutar para fora.

Scarpa também levou perigo em cobrança de falta rente ao travessão, enquanto Caio Paulista quase marcou após assistência do meia, mas foi travado pela zaga.

Do outro lado, o Juventude pouco ameaçava. O time gaúcho se limitava a se defender e só voltou a finalizar em um cabeceio de Matheus Babi por cima do gol. Foi a última tentativa antes de se fechar ainda mais em busca de um ponto fora de casa.


Melhores momentos do empate entre Galo e Juventude (Vídeo: reprodução/YouTube/geTV)

Pressão até o fim e jejum que incomoda

Nos minutos finais, o Atlético-MG intensificou a pressão. Rony ainda teve outra oportunidade dentro da área, girando e finalizando cruzado, mas Jandrei fez boa defesa e garantiu o empate para o Juventude.

O apito final trouxe um misto de frustração e preocupação para a torcida atleticana. Embora o time tenha mostrado volume de jogo e criado diversas oportunidades, a falta de precisão nas conclusões voltou a ser um problema.

O atacante Rony, apesar de ser o mais acionado e de protagonizar os principais lances, acabou simbolizando o drama do Galo: muita entrega, presença ofensiva, mas nenhum gol. O jejum de 22 jogos começa a pesar não apenas nas estatísticas individuais, mas também no desempenho coletivo, já que o Atlético tem deixado escapar pontos preciosos em partidas nas quais é claramente superior.

Próximos compromissos

O Atlético-MG volta a campo no sábado (4), às 18h30, contra o Fluminense no Maracanã. O duelo promete ser complicado, já que o Tricolor carioca também busca recuperação no campeonato.

O Juventude, por sua vez, encara o Fortaleza no domingo (5), também às 18h30, no estádio Alfredo Jaconi. O confronto é direto na luta contra a queda, já que os gaúchos precisam desesperadamente somar pontos para evitar o retorno à Série B.

Com 12 rodadas ainda pela frente, o Galo tenta reencontrar o caminho das vitórias e mirar novamente o pelotão de cima, enquanto o Juventude segue em alerta máximo para escapar da zona de rebaixamento.

Flamengo domina o Juventude e encerra jejum histórico na Serra Gaúcha

O Flamengo voltou a mostrar força neste domingo (14) ao derrotar o Juventude por 2 a 0, no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. Os gols de Arrascaeta e Emerson Royal garantiram ao time carioca não apenas três pontos, mas também o fim de um incômodo jejum de 28 anos sem triunfar sobre o Papo em território gaúcho. O resultado mantém a equipe na ponta da tabela, agora com 50 pontos em 22 jogos, campanha semelhante à de 2019, ano em que conquistou seu penúltimo Campeonato Brasileiro.

Já o Juventude, apesar da entrega, pouco conseguiu produzir ofensivamente e segue na zona de rebaixamento, em situação delicada para o restante da competição.

Escalações e início de jogo

O técnico Thiago Carpini teve desfalques importantes: o zagueiro Abner e o meia Batalla ficaram de fora, abrindo espaço para Luan Freitas e Nenê. Rafael Bilu também iniciou como titular, enquanto Gabriel Verón foi opção no banco. Do lado rubro-negro, Filipe Luís não contou com Varela, Léo Ortiz e Jorginho, além de Bruno Henrique. Emerson Royal e Danilo entraram na defesa, com Allan e Luiz Araújo entre os titulares. De la Cruz e Plata começaram no banco.

Os primeiros minutos foram de pressão do Juventude, principalmente em cruzamentos de Nenê. No entanto, o Flamengo rapidamente tomou as rédeas da partida. A organização defensiva impediu qualquer perigo real ao goleiro Rossi, e a equipe carioca passou a ditar o ritmo com posse de bola paciente e infiltrações inteligentes.

O destaque da primeira etapa foi Saúl, que alternava funções entre a base do meio-campo e as infiltrações pela direita. Em uma dessas jogadas, ele recebeu em profundidade e cruzou para Arrascaeta, que marcou o primeiro gol do duelo. Foi o 18º do uruguaio na temporada.

Apesar do domínio, o Flamengo não conseguiu ampliar antes do intervalo. Faltou acelerar a troca de passes e buscar mais variações para romper a defesa compacta dos gaúchos. Mesmo assim, a vantagem parcial refletia a superioridade técnica e tática do time visitante.


Flamengo quebra o tabu contra o time Caxias (Vídeo: reprodução/YouTube/TNT Sports Brasil)

Juventude tenta reagir, mas Flamengo amplia

Na volta para o segundo tempo, Carpini promoveu mudanças: Verón entrou na ponta-esquerda e Taliari passou para a direita. O Juventude tentou pressionar mais alto, mas deixou espaços que o Flamengo explorou bem. Luiz Araújo perdeu chance clara dentro da área, e Arrascaeta quase fez o segundo em cobrança de falta no travessão.

Os donos da casa ganharam novo fôlego com as entradas de Matheus Babi e Igor Formiga, que levaram algum perigo em chutes de média distância e lances de bola parada. Ainda assim, o Rubro-Negro manteve solidez defensiva e retomava a posse rapidamente sempre que perdia a bola.

Com mais espaço para contra-atacar, Filipe Luís acionou Plata e Carrascal no decorrer do segundo tempo. O colombiano foi decisivo ao cruzar na medida para Emerson Royal, que apareceu livre na segunda trave e marcou de cabeça, sacramentando a vitória flamenguista.

Nos minutos finais, Wallace Yan e Everton Cebolinha ainda entraram para aumentar a intensidade. O Juventude tentou esboçar pressão com bolas alçadas, mas já não havia forças para reagir. O apito final de Raphael Claus confirmou o triunfo incontestável do líder do campeonato.

Um marco na campanha e fim de tabu

O triunfo em Caxias do Sul representou mais que três pontos. Além de quebrar um tabu de quase três décadas sem vencer o Juventude na Serra Gaúcha, o Flamengo alcançou 50 pontos em 22 rodadas, número idêntico ao da campanha de 2019 — uma temporada marcada pelo título nacional e pela conquista da Libertadores.

Ainda que não haja garantias matemáticas, a pontuação atual coloca o Rubro-Negro em posição privilegiada para seguir firme na briga pela taça. O desempenho consistente, aliado ao elenco numeroso e de qualidade, reforça a condição de favorito.

Do outro lado, o Juventude amarga mais uma derrota que aprofunda a crise. A equipe se mantém no Z-4 e terá que reagir rapidamente para evitar o retorno à Série B.

Com autoridade e maturidade, o Flamengo deixou claro que está preparado para encarar a maratona decisiva do Brasileirão. O tabu ficou para trás, e a caminhada rumo a mais um título nacional segue firme.

Vasco é derrotado pelo Juventude em jogo com retorno de Vegetti

O Vasco perdeu a partida contra o Juventude por 2 a 0, nesta quarta feira (20), em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro, no estádio Alfredo Jaconi. O retorno de Pablo Vegetti após uma suspensão gerou expectativas, mas o time carioca não fez um bom jogo da mesma forma que fez contra o Santos, e acabou sofrendo a derrota.

O capitão da equipe foi substituído rapidamente no começo do segundo tempo, pois não teve muita participação nas jogadas.

Jogo sem chances de gol

O Vasco, mesmo obtendo 77% de posse de bola e realizando 848 trocas de passes contra a equipe rival, que realizou 255, não conseguiu criar boas jogadas diante desses passes para conseguir alcançar o gol. Dentro das 14 finalizações para o gol, o Cruz Maltino criou apenas uma jogada perigosa contra o time da casa, com um chute de Philippe Coutinho de fora da área que foi defendido por Jandrei.

Vegetti foi escalado como comandante dentro do ataque, mas não concretizou as jogadas. O jogador foi substituído aos 12 minutos do segundo tempo por David, que foi em dos destaques na goleada contra o Santos por 6 a 0. Foi a primeira vez que Vegetti deixou a partida antes dos 15 minutos do segundo tempo, desde a derrota contra o Corinthians por 3 a 1, em novembro de 2024.


Pablo Vegetti em comemoração pelo Vasco (Foto: reprodução/Buda Mendes/Getty Images embed)


A técnica mal sucedida de investir em cruzamentos em bolas alçadas, combinada com a atuação apagada de Vegetti e o bom desempenho apresentado por David, aumentam a pressão contra o Vasco, com a torcida expressando o desejo de querer o argentino no banco para o próximo jogo. A equipe carioca entra em campo contra o Corinthians no próximo domingo (24), em São Januário.

Diniz demonstra confiança em Vegetti

Depois que a partida terminou, o técnico Fernando Diniz respondeu um questionamento dentro da coletiva de imprensa, sobre manter Vegetti na titularidade.


Técnico Fernando Diniz (Foto: reprodução/Sports Press Photo/Getty Images embed)


O técnico defendeu o jogador argumentando que ele está sendo escalado por ser o artilheiro do time e devido ao seu desempenho nas partidas, e não por insistência. Diniz ainda afirmou que não deve culpar apenas um jogador pela derrota, e concluiu dizendo que o time consegue jogar bem sem o argentino, mas que confia nele para ser titular.

Vasco encara o Juventude com dilema no ataque

Após a goleada histórica por 6 a 0 sobre o Santos, no último domingo (17), o Vasco volta a campo nesta quarta-feira (20), às 19h (horário de Brasília), para enfrentar o Juventude, em Caxias do Sul, em duelo atrasado do Campeonato Brasileiro. Embalado pelo resultado expressivo, o time comandado por Fernando Diniz chega com moral elevada, mas também diante de uma decisão crucial: manter David, que brilhou contra os paulistas, ou devolver a titularidade ao capitão e artilheiro Pablo Vegetti, ausente por suspensão.

O retorno do artilheiro ou a manutenção da novidade

A ausência de Vegetti diante do Santos abriu espaço para David, que desde junho tenta retomar o protagonismo após se recuperar de uma grave lesão no joelho sofrida em 2024. E o atacante não desperdiçou a chance. Com participação direta em três gols, um marcado por ele e duas assistências, foi um dos grandes destaques da goleada. Sua mobilidade e movimentação no ataque deram nova dinâmica ao setor ofensivo, contrastando com o estilo mais fixo de Vegetti.

Apesar da atuação convincente de David, a volta do argentino não pode ser ignorada. Capitão do elenco, Vegetti se tornou peça-chave desde sua chegada, sendo referência principalmente no jogo aéreo. No entanto, tem recebido críticas de parte da torcida, que aponta dificuldades quando precisa participar da construção de jogadas. Mesmo assim, sua importância é respaldada pelos números.

Em 2024, Vegetti marcou 23 gols e deu três assistências em 54 partidas. Já em 2025, soma 22 gols em apenas 40 jogos, ficando próximo de igualar sua melhor temporada com a camisa vascaína. O impacto é ainda mais claro no desempenho coletivo: dos 59 gols do Vasco no ano, 37% foram feitos pelo argentino. Além disso, o aproveitamento da equipe com ele em campo é de 43% em 40 jogos, contra apenas 40% em cinco partidas sem o centroavante.


Pablo Vegetti atacante do Vasco (Foto: reprodução/Instagram/@pablovegetti)


Dilema tático para Fernando Diniz

A decisão de Fernando Diniz passa pelo desenho tático que pretende adotar contra o Juventude. Se optar por Vegetti, o Vasco ganha presença física dentro da área, além de um jogador decisivo em cruzamentos e bolas paradas. Por outro lado, a escolha por David privilegia a movimentação e a fluidez ofensiva, abrindo mais espaço para infiltrações e triangulações no último terço.

O treinador, que costuma valorizar posse de bola e intensidade na troca de passes, já demonstrou em outras ocasiões que não hesita em promover mudanças para favorecer a coletividade. A tendência é que, ao longo da temporada, ele consiga utilizar ambos, alternando segundo a necessidade de cada jogo. No entanto, para o duelo em Caxias do Sul, será preciso fazer uma escolha imediata.

A boa notícia para Diniz é que, independentemente da opção, o Vasco chega em alta após a vitória contundente sobre o Santos. O resultado aliviou a pressão de rodadas anteriores e deu confiança ao elenco. Agora, diante de um Juventude que costuma ser forte dentro de casa, a equipe carioca busca manter o embalo para se aproximar das primeiras posições da tabela.

Expectativa para o confronto

O duelo no Alfredo Jaconi promete ser equilibrado. O Juventude costuma aproveitar o fator local e não deve facilitar a vida dos vascaínos. Para o Gigante da Colina, conquistar pontos fora de casa é fundamental na busca por uma campanha sólida no Brasileirão.

A escolha entre Vegetti e David se torna, portanto, mais do que uma simples troca de nomes. É uma decisão estratégica que pode definir o rumo imediato do Vasco. O artilheiro argentino representa experiência, liderança e números consistentes. Já o atacante brasileiro simboliza renovação, velocidade e capacidade de mudar o ritmo da partida.

Enquanto a torcida aguarda ansiosa a escalação oficial, Fernando Diniz terá a missão de equilibrar mérito individual, desempenho coletivo e necessidade de resultado. O que não resta dúvida é que, com dois atacantes em alta, o Vasco ganha alternativas valiosas para a sequência da temporada.

Thiago Carpini reencontra o Vitória pelo Brasileirão

Thiago Carpini deixou o Vitória há pouco mais de um mês e vai reencontrar o time neste sábado (16), às 18h30, no Barradão, pela 20ª rodada do Brasileirão. Agora no Juventude, seus objetivos continuam os mesmos: evitar que o time seja rebaixado.

De saída conturbada no Vitória a nova chance no Juventude

O último jogo de Carpini pelo Vitória foi em 8 de julho, quando o time perdeu em casa para o Confiança por 1 a 0 e foi eliminado da Copa do Nordeste. Essa derrota se somou a outras eliminações na Sul-Americana e Copa do Brasil, ao vice do Campeonato Baiano e a um início ruim no Brasileirão. No dia seguinte, Carpini foi demitido. Ele ficou um ano e dois meses no clube, com 73 jogos e 48% de aproveitamento. Fábio Carille assumiu o time.

Um mês e três dias após sair do Vitória, Carpini voltou ao Juventude e estreou com vitória por 2 a 1 sobre o Corinthians na última segunda-feira, devolvendo confiança ao time que estava na zona de rebaixamento. Esta é a segunda passagem dele pelo clube. Na sua primeira passagem, em 2023, conquistou cinco vitórias consecutivas e contribuiu para o acesso do time à Série A. O campeão daquela edição da Série B foi justamente o Vitória.


Jandrei que estava no São Paulo será reforço do Juventude até o final do ano (Foto: reprodução/X/@ECJuventude)

Juventude tenta reação para deixar o Z-4

O Juventude também luta para sair da zona de rebaixamento. O time está em 19º lugar, com 14 pontos, e vem de vitória sobre o Corinthians depois de quatro derrotas seguidas. Atualmente, está quatro pontos atrás do Vitória, que é o primeiro fora do Z-4.

A provável escalação para enfrentar o Vitória é: Gastón; Reginaldo, Abner, Marcos Paulo e Marcelo Hermes; Caíque, Jadson, Mandaca e Nenê (ou Batalla); Gabriel Veron e Gilberto.

Agora, o desafio é ver se Carpini vai repetir um bom início pelo Juventude ou se o Vitória vai aproveitar o apoio da torcida para respirar na briga contra o rebaixamento.