Reunião do BRICS questiona financiamento climático dos países

O encontro entre os líderes do bloco econômico BRICS ocorreu nesta segunda-feira (7), na cidade do Rio de Janeiro. Durante o encontro foi divulgada uma declaração conjunta pedindo que os países desenvolvidos ampliem substancialmente o financiamento climático. 

Líderes de países como a África do Sul e Índia marcaram presença, enquanto Vladimir Putin não veio, mas participou da reunião remotamente. O grupo pediu através de uma declaração, um valor de US$1,3 trilhão até o acontecimento da COP30 no final deste ano. Além disso, foi citado neste documento pelo bloco também uma “falta de ambição” por parte de países industrializados em diminuir as emissões dos gases estufas, o que atrasa exponencialmente o combate às mudanças climáticas. 

Acordo de Paris e cooperação global

Na declaração, é citado também o Acordo de Paris, um tratado assinado em 2015, durante a COP21 na França. O acordo tem como objetivo limitar o aquecimento global em bem menos de 2ºC acima dos níveis pré-industriais e de concretizar objetivos para que a temperatura mundial não aumente mais que 1,5ºC acima dos níveis pré-industriais. 

O documento faz destaque ao papel do Acordo de Paris no fortalecimento do multilateralismo e na construção de uma base para a cooperação global, em busca de enfraquecer a crise climática. De acordo com o bloco, a responsabilidade pelo financiamento seria dos países desenvolvidos, apoiando os países emergentes – sem gerar impactos negativos em suas economias internas. 

O apoio deve ser baseado em doações e acessível às comunidades, como diz a declaração, alertando também contra um possível endividamento das economias dessas nações. É reforçado no documento que todos os recursos arrecadados serão direcionados a reservas conectadas à UNFCCC.


Chefes de Estado e de governo dos países membros do BRICS participam de reunião no Rio de Janeiro (Foto: reprodução/PABLO PORCIUNCULA/Getty Images Embed)


Participação do capital privado e do mercado de carbono

O grupo ressaltou também a relevância do capital do privado e do mercado de carbono na promoção de políticas voltadas ao tema. A participação do capital privado deve acontecer como uma ferramenta no financiamento climático, por meio de linhas de créditos mistos. 

O mercado de carbono, paralelamente, é visto como um recurso estratégico para incentivar a iniciativa privada nos investimentos relacionados a transição para um modelo econômico sustentável.

Bitcoin pode estar prestes a iniciar novo ciclo de valorização, segundo analistas

A quantidade de dinheiro circulando nos Estados Unidos aumentou e voltou a animar o mercado de criptomoedas, especialmente o do Bitcoin. Com a quantidade de dinheiro em circulação batendo recordes e os juros estáveis, muitos investidores acreditam que esse aumento na liquidez pode impulsionar o valor do Bitcoin nos próximos meses.

A recente estabilidade nos preços do Bitcoin, após meses de forte valorização, pode estar prestes a ser rompida. Especialistas do setor apontam para sinais macroeconômicos que podem empurrar o ativo para novos patamares ainda em 2025. Entre os principais fatores, destaca-se a crescente oferta monetária nos EUA, indicador que, historicamente, tem forte correlação com o desempenho do Bitcoin.

Liquidez recorde e maior tolerância ao risco

O volume da chamada M2, que mede o dinheiro em circulação, considerando dinheiro em espécie, contas correntes, poupanças e fundos de mercado monetário, atingiu a marca de US$ 22 trilhões, um recorde na história econômica dos Estados Unidos. Há uma relação histórica entre esse crescimento da liquidez e o desempenho do Bitcoin, que tende a seguir a mesma direção da expansão monetária.

Para analistas do setor financeiro, como Matt Mena, estrategista da 21Shares, a trajetória da M2 costuma refletir diretamente na movimentação do mercado cripto. Segundo ele, quando há mais dinheiro disponível na economia, parte desses recursos acaba sendo alocada em ativos digitais, como o bitcoin, impulsionando seus preços.

A expectativa é compartilhada por outros nomes influentes do setor. O empresário do setor de criptoativos Anthony “Pomp” Pompliano chegou a projetar que o preço do Bitcoin poderia alcançar US$ 150 mil ainda este ano, caso a tendência da M2 se mantenha.

Fed sinaliza cautela com juros, mercado reage

Enquanto isso, o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, optou por manter as taxas de juros nos níveis atuais, mesmo diante do aumento da inflação projetada após as políticas tarifárias adotadas pelo governo. Jerome Powell, presidente do Fed, explicou que prefere aguardar antes de tomar qualquer atitude. Segundo ele, não é o momento de agir com pressa.

Essa postura já foi criticada por Trump em diversas ocasiões. No dia 30, Trump divulgou uma carta para Powell em que ele diz “Jerome, você está, como de costume, ‘atrasado demais’. Você custou uma fortuna aos EUA e continua custando. Você deveria reduzir a taxa – e muito! Centenas de bilhões de dólares estão sendo perdidos! Sem inflação”. Powell disse que poderiam ter iniciado cortes nas taxas ainda este ano, não fossem as mudanças políticas implementadas pelo próprio Trump.


A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, segura a nota manuscrita de Trump para Powell, durante uma coletiva na Casa Branca, em 30 de junho de 2025 (Foto: reprodução/Anna Moneymaker/Getty Images Embed)


David Morrison, da corretora Trade Nation, avalia que o Fed só deve iniciar cortes nas taxas de juros se o mercado de trabalho dos EUA apresentar sinais claros de enfraquecimento. Até lá, a expectativa é que a política monetária siga estável, permitindo que a alta liquidez continue pressionando positivamente os preços de ativos digitais.

Fundo de Florestas proposto pelo Brasil receberá investimento da China

O governo brasileiro recebeu indícios da China que o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF na sigla em inglês) receberá investimento do país, segundo o que a Reuters disse a duas fontes brasileiras. O projeto apresentado pelo Brasil é uma proposta de financiamento para preservação de florestas em risco ao redor do mundo.

Ajuda chinesa no Fundo de Florestas

Lan Fo’an, ministro chinês das Finanças, foi quem indicou que a contribuição poderia acontecer, durante uma reunião bilateral com Fernando Haddad, ministro da Fazenda, na última quinta-feira (3), na reunião de finanças do BRICS no Rio de Janeiro.

Uma das fontes estava presente durante a conversa, e relatou que Lan Fo’an disse a Haddad que a ideia do fundo era muito importante, e que a China colaboraria. Apesar de valores não terem sido discutidos ainda, o governo brasileiro entendeu como uma sinal de que a decisão estaria tomada, considerando que a fala veio do ministro das Finanças chinês.

A intenção chinesa de inserir recursos no fundo pode fazer com que mais países contribuam no combate às mudanças climáticas.

A embaixada da China em Brasília foi procurada, mas não respondeu a nenhum pedido de comentário. Em nota oficial, o Ministério da Fazenda informou que Haddad e Lan Fo’an conversaram, mas não foi descrito o que foi discutido.


Haddad e Lan Fo’an discutem propostas ambientais (Foto: Reprodução/X/@MinFazenda)

Problema global

Em maio, o presidente Lula visitou a China, e conversou sobre o fundo com o presidente Xi Jinping. O Brasil pretende que outros países emergentes se atraiam pelo fundo, em especial as nações do Oriente Médio.

O objetivo é resolver a discussão sobre o financiamento climático que acontece entre países desenvolvidos e países emergentes. A disputa entre os países é sobre quem caíra a responsabilidade dos custos para as medidas de adaptação, mitigação e preservação do meio ambiente, a fim de evitar que o aquecimento do mundo ultrapasse o limite de 1,5ºC.

A maior causa do aquecimento global até hoje ocorre pelos países desenvolvidos, e por isso eles deveriam ser os responsáveis e arcar com os custos, segundo o Acordo de Paris.

Todavia, vem sendo exigido cada vez mais que países emergentes com economias fortes, como a China e países do Oriente Médio também contribuam com os custos.

Dólar fecha em menor valor em 9 meses e cai para R$5,40

Nesta segunda-feira (30), o dólar encerrou o dia em queda de 0,88%, menor valor desde setembro de 2024. Acompanhando sua desvalorização crescente no exterior, a moeda caiu para R$5,4350. Devido a esse fator, agentes financeiros são obrigados a direcionarem a nova cotação de forma a melhor beneficiarem suas negociações.

Já o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em alta de 1,45%, contabilizando 138.854,60 pontos. Só neste mês, foi acumulado uma elevação de 1,33%, enquanto o ano de 2025 tem avanço de 15,44%. O aumento ocorreu principalmente devido a um fluxo positivo de capital externo, no valor de cerca de R$4,2 bilhões durante o mês até o dia 26, somando um saldo de quase R$25,3 bilhões no ano.

Pesquisa Focus

A nova edição da Pesquisa Focus foi divulgada pelo Banco Central (BC), logo no início do dia. Os analistas consultados apontam um leve recuo na projeção da inflação para 2025, agora em 5,20%, o que representa uma queda de 0,04 ponto percentual em relação à projeção passada.  A expectativa para o Projeto Bruto Interno (PIB) deste ano foi mantida em 2,21%, enquanto a do próximo ano teve uma pequena alta para 1,87%. A projeção de inflação para 2026 permaneceu a 4,50%.

Mais tarde, o boletim Firmus, também divulgado pelo BC, indicou que as empresas não-financeiras no Brasil reduziram suas projeções para a taxa de câmbio em seis meses à frente. A mediana das expectativas para a cotação do dólar para o próximo semestre passou de R$6,00 – apurada em fevereiro – para R$5,80 em maio. Apesar disso, a expectativa que se mantém é de que a inflação seguirá acima do centro da meta nos anos seguintes.


Cotação do dólar diminui de fevereiro para maio (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images Embed)


Mercado de Trabalho Brasileiro

Outros dados apresentados pelo boletim, foram referentes ao mercado de trabalho do Brasil. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o país registrou em maio 2.256.225 admissões e 2.107.233 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 148.992 novas vagas formais.

Esse conjunto de dados, aliado à queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro Americano, contribuiu para a redução das taxas dos contratos de Depósito Interbancário (DIs), beneficiando ações de empresas mais expostas à economia local na B3.

EUA devem retomar negociações comerciais com o Canadá após fim de imposto digital

Os Estados Unidos anunciaram que pretendem retomar imediatamente as negociações comerciais com o Canadá, após o governo canadense eliminar um imposto sobre serviços digitais que afetava diretamente empresas de tecnologia norte-americanas. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (30) pelo assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, em entrevista à emissora Fox News.

Imposto instituído pelo Canadá

O imposto em questão havia sido instituído pelo governo canadense com o objetivo de tributar receitas obtidas por grandes empresas de tecnologia estrangeiras, em especial as norte-americanas provenientes de serviços digitais oferecidos em território canadense. A medida gerou forte reação em Washington, sendo considerada pelo governo dos Estados Unidos como uma prática discriminatória e injusta contra suas corporações.

“Com certeza”, afirmou Hassett ao ser questionado sobre a retomada das conversas bilaterais. Segundo ele, a decisão do Canadá de retirar a taxa foi fundamental para destravar o diálogo entre os dois países, que enfrentavam impasses desde a implementação do tributo.

De acordo com Hassett, o presidente Donald Trump abordou diretamente a questão durante a cúpula do G7, realizada recentemente no Canadá. “É algo que eles [os canadenses] estudaram, agora concordaram, e, com certeza, isso significa que podemos voltar às negociações”, declarou o assessor.


Presidente do Canadá e ex presindeta do Brasil Dilma(Foto: reprodução/Roberto Stuckert Filho/PR/Fotos Públicas)

Reaproximação entre os dois

A retirada do imposto digital representa um gesto de boa vontade por parte do governo canadense e pode sinalizar uma reaproximação comercial entre os dois países, que têm historicamente relações econômicas estreitas, mas que enfrentaram turbulências nos últimos anos, especialmente durante as renegociações do Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).

Ainda não há uma data oficial para o reinício das negociações, mas autoridades de ambos os lados sinalizam otimismo com a retomada do diálogo. A expectativa é que o fim do impasse digital possa abrir espaço para discutir outras pautas comerciais pendentes, incluindo tarifas sobre aço e alumínio e regras para o comércio eletrônico.

Cade recomenda condenação da Apple por práticas anticompetitivas no iOS

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou, nesta segunda-feira (30), a condenação da Apple por supostas práticas anticompetitivas no ecossistema iOS. A investigação teve início em 2022, após uma denúncia protocolada pela Ebazar.com.br e pelo Mercado Livre, que acusaram a gigante de tecnologia de abusar de sua posição dominante no mercado de distribuição de aplicativos para dispositivos da marca.

Empresa é acusada de impor restrições

Segundo o órgão, a Apple impõe uma série de restrições aos desenvolvedores que comercializam conteúdos digitais dentro da App Store, como a exigência de utilização exclusiva do sistema de pagamento da própria empresa nas transações que envolvem bens e serviços digitais. Além disso, a empresa também restringiria a comercialização de serviços digitais de terceiros, limitando a concorrência dentro de sua plataforma.

Cade sugere multa e mudanças

Para a Superintendência-Geral, essas condutas caracterizam infrações à ordem econômica, uma vez que criam barreiras artificiais à entrada de concorrentes e prejudicam o ambiente competitivo. A recomendação é que a Apple seja penalizada com a aplicação de multa e a adoção de remédios comportamentais que visem eliminar os efeitos anticompetitivos das práticas. Entre as medidas sugeridas estão o fim das exigências exclusivas de pagamento e a flexibilização das regras impostas a desenvolvedores.


Apple vs CADE(Foto: reprodução/blogdoiphone/João Pedro Costa)

Em nota, a Apple declarou estar preocupada com o impacto das medidas propostas sobre a experiência dos usuários, além de alertar para “novos riscos à privacidade e à segurança” dos consumidores. A empresa afirmou ainda que continuará dialogando com o Cade para defender os interesses tanto dos usuários quanto dos desenvolvedores que utilizam sua plataforma.

O processo segue agora para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final sobre o caso. Até o momento, o Mercado Livre não comentou a recomendação do órgão regulador.

A investigação do Cade segue uma tendência internacional de maior escrutínio sobre o modelo de negócios da Apple e suas práticas em torno da App Store. Diversos órgãos reguladores em países como Estados Unidos, União Europeia e Japão já abriram investigações semelhantes, questionando a obrigatoriedade do uso do sistema de pagamento da Apple e a cobrança de comissões consideradas elevadas — que podem chegar a 30% sobre cada transação. As críticas se concentram no fato de que essas políticas reduzem a margem de lucro dos desenvolvedores e encarecem os serviços para os consumidores finais.

Especialistas em direito concorrencial apontam que o posicionamento da Superintendência-Geral do Cade é um marco relevante para a regulação do setor de tecnologia no Brasil. A recomendação sinaliza que práticas consideradas padrão por grandes empresas de tecnologia não serão mais toleradas sem análise crítica por parte das autoridades. Caso o Tribunal do Cade acompanhe a decisão, a Apple poderá ser forçada a abrir seu sistema a métodos de pagamento alternativos e revisar suas políticas de operação na App Store brasileira, o que teria implicações diretas para o mercado local de aplicativos e serviços digitais.

Warren Buffett doa US$ 6 bilhões para instituições filantrópicas em sua maior contribuição anual

Em mais uma ação voltada à filantropia, o investidor bilionário Warren Buffett anunciou neste sábado (28) a doação de US$ 6 bilhões em ações da Berkshire Hathaway para cinco instituições de caridade. O valor, equivalente a cerca de R$ 32,8 bilhões, representa sua maior contribuição anual desde que iniciou seu compromisso formal de doar a maior parte de sua fortuna em 2006.

A maior parte do montante foi destinada à Fundação Bill & Melinda Gates, que já recebeu bilhões do magnata em outras ocasiões. As demais ações foram divididas entre outras quatro organizações ligadas a causas sociais, educacionais e humanitárias. Aos 94 anos, Buffett reafirma seu plano de repassar praticamente todo o seu patrimônio para a filantropia.

Doação histórica movimenta o setor filantrópico

Ao todo, foram transferidas cerca de 12,36 milhões de ações Classe B da Berkshire Hathaway, correspondentes à conversão de aproximadamente 8.200 ações Classe A. Essa conversão é uma prática comum adotada por Buffett, já que as ações Classe B, por serem mais acessíveis e fáceis de negociar, facilitam o uso prático das doações pelas fundações beneficiadas.

A transação será formalizada nesta segunda-feira (30), o que reduzirá a participação de Buffett na companhia para pouco menos de 200 mil ações Classe A, além de 1.144 ações Classe B. Cada ação Classe A da empresa está avaliada em quase US$ 731 mil, aproximadamente R$ 4 milhões, enquanto uma ação Classe B é negociada por cerca de US$ 485,68, em torno de R$ 2.660.

Além da Fundação Bill & Melinda Gates, que dedica seus esforços a questões como combate à pobreza, desenvolvimento global e educação, as demais instituições beneficiadas foram a Sherwood Foundation, a Howard G. Buffett Foundation, a NoVo Foundation e a Susan Thompson Buffett Foundation. Todas elas compartilham o foco em educação, equidade social e desenvolvimento humano.


Recorte em papelão de Warren Buffett, CEO da Berkshire Hathaway, antes da assembleia anual em Nebraska, no 2 de maio de 2025 (Foto: reprodução/Dan Brouillette/Bloomberg/Getty Images embed)


Compromisso de longa data com a filantropia

Em um comunicado à imprensa, Buffett destacou que seu plano de doações foi estabelecido em 2006 e tem sido seguido desde então. À época, ele detinha quase 475 mil ações Classe A da Berkshire, equivalentes a mais de 98% de seu patrimônio. Desde então, vem fazendo contribuições anuais consideráveis a essas mesmas cinco fundações.

O bilionário afirma que aproximadamente 99,5% de sua riqueza está comprometida com fins filantrópicos. Além disso, ressaltou que não comprou nem vendeu nenhuma ação da Berkshire Hathaway nos últimos 19 anos, demonstrando consistência em sua estratégia de investimento e doação.

Aos 94 anos, Buffett anunciou recentemente que pretende deixar o cargo de CEO da Berkshire Hathaway até o final de 2025. Ele indicou Greg Abel, atual CEO da Berkshire Hathaway Energy, como seu sucessor. Warren Buffett está nas listas dos mais ricos do mundo, atrás de bilionários, como Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Larry Ellison e Elon Musk.

Amazon foca no Brasil, grande potencial de negócios

A Amazon se prepara para o Prime Day, que vai se realizar entre os dias 15 e 16 de julho no Brasil. A empresa tem grandes expectativas, não apenas do ponto de vista comercial, mas também para o país, já que essa será a região que receberá o maior investimento da varejista americana

O dia de ofertas exclusivas para assinantes, Prime Day, será realizado entre os dias 15 e 16 de julho. Foi o que informou a presidente da empresa no Brasil, Juliana Sztrajtman, ao participar de um evento nesta quinta-feira, no centro de distribuição (CD) GRU9, em Cajamar (SP). Sztrajtman informou que a Amazon iniciou operações no Brasil em 2011 e investiu R$ 32 bilhões no país, sendo R$ 8 bilhões somente nos últimos dois anos, justificando que o Brasil tem grande potencial para gerar negócios e atrair clientes.”

Grande expectativa com investimentos no Brasil

Os recursos destinados para o Brasil  estão sendo utilizados para  aumentar o número de funcionários, investir em logística, além de maior gama de produtos estocados, que inclui não só o e-commerce,mas as lojas parceiras também.


Perspectiva de aumento nas entregas ( Foto: Reprodução/Nathan Stirk/Getty Imagens Embed)


Neste momento, cerca de 18 mil pessoas trabalham para a Amazon, tanto direta como indiretamente.

Os parceiros da empresa usam a plataforma da Amazon para vender seus produtos, e conseguiram gerar mais de 170 mil postos de trabalho, quando começou as atividades em  2011.Para a Prime Day, a perspectiva é de 6 mil pessoas auxiliando, inclusive, 1,9 mil somente no GRU 9.

Pais com potencial comercial

Atendendo a demanda de um país com dimensões como o Brasil, a varejista tem 12 centros de distribuição,  e diversas rotas rodoviárias e 4,2 áreas. Conforme  Sztrajtman, a Amazon faz entrega em todos os municípios do Brasil. A empresa oferece entrega rápida até dois dias para 1,2 mil e para outras 400 cidades a entrega dos produtos em até um dia, além de outras  34 que conseguem receber no mesmo dia de compra.

“Tudo que fazemos é para atender ao que o cliente deseja. O que ele mais quer é encontrar produtos com preço acessível, recebê-los rapidamente e, caso tenha algum problema, ter um atendimento de qualidade”, disse a presidente da Amazon Brasil. Não por acaso, um dos pilares da empresa é a “obsessão pelo cliente”.

No Brasil, o cliente encontra no site mais de 150 milhões de produtos, além de  100 mil parceiros, com a maioria do próprio Brasil.
Mas chegando o Prime Day, a Amazon espera bater recorde de assinaturas no primeiro dia de ofertas. Outras expectativas da empresa  são mais itens à pronta entrega, crescimento das entregas imediatas e infraestrutura.

BIS faz alerta severo sobre stablecoins e defende tokenização das moedas nacionais

O Bank for International Settlements (BIS), conhecido como o banco central dos bancos centrais, emitiu seu alerta mais duro até o momento sobre os riscos representados pelas stablecoins. Em um capítulo antecipado do relatório anual que será divulgado no próximo domingo (29), a instituição conclama os países a avançarem rapidamente na tokenização de suas moedas soberanas como resposta às ameaças crescentes do mercado de criptoativos.

Entre os principais riscos destacados pelo BIS estão o potencial das stablecoins de minar a soberania monetária, a falta de transparência quanto aos ativos que lastreiam essas moedas e o risco de fuga de capitais em economias emergentes.

O posicionamento da entidade ocorre poucos dias após o Senado dos Estados Unidos aprovar um projeto de lei que cria um marco regulatório para stablecoins atreladas ao dólar. A proposta, se confirmada pela Câmara, poderá impulsionar ainda mais a adoção dessas moedas digitais — que já movimentam mais de US$ 260 bilhões (R$ 1,42 trilhão), sendo 99% atreladas ao dólar.

Críticas à estabilidade e à transparência

“As stablecoins não conseguem se equiparar ao dinheiro sólido”, aponta o relatório. Segundo Hyun Song Shin, conselheiro econômico do BIS, esses ativos digitais não oferecem o mesmo nível de segurança e estabilidade nas transações que os bancos centrais garantem

Ele alerta ainda para o risco de colapsos, como o ocorrido com o TerraUSD (UST) e a criptomoeda LUNA em 2022, que provocaram “vendas de emergência” dos ativos que sustentavam o sistema.

Outra grande preocupação é a opacidade sobre quem controla o lastro dessas moedas.

Sempre haverá incerteza quanto à solidez do ativo que garante o valor da stablecoin. O dinheiro está realmente lá? Onde ele está?”, questionou Andrea Maechler, gerente geral adjunta do BIS.

Tokenização como solução


Criptomoedas (Foto: Reprodução/reprodução/Jakub Porzycki/NurPhoto/Getty Images Embed)

Como alternativa, o BIS sugere a criação de um sistema unificado e tokenizado, que integraria, em uma só plataforma digital, as reservas dos bancos centrais, os depósitos bancários e os títulos públicos. A ideia é que as moedas nacionais passem a ser emitidas em formato programável, permitindo liquidações de pagamentos e negociações de forma quase instantânea, com mais eficiência, menor custo e maior segurança.

Esse novo modelo, segundo o BIS, tornaria o sistema financeiro global mais transparente, resiliente e interoperável, ao mesmo tempo em que protegeria a economia dos riscos trazidos por criptoativos pouco regulados.

A realização de todo o potencial do sistema exige uma ação ousada”, afirmou Agustín Carstens, diretor-geral do BIS, que está em sua última semana no cargo.

No entanto, a implementação de uma infraestrutura digital global enfrenta obstáculos significativos, como a preservação da soberania regulatória de cada país e a complexa definição das regras de governança que irão orientar o funcionamento da plataforma.







Bancos centrais se afastam do dólar e apostam mais em ouro, euro e iuan

Em meio à crescente fragmentação do comércio global e à instabilidade geopolítica, bancos centrais ao redor do mundo estão repensando suas estratégias de reserva internacional. Um novo relatório do Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras (OMFIF), que será divulgado nesta terça-feira (25), revela uma tendência significativa de diversificação das reservas cambiais, com menor dependência do dólar americano.

Segundo o estudo, realizado com 75 bancos centrais que juntos administram cerca de US$ 5 trilhões em ativos, um em cada três planeja aumentar sua exposição ao ouro nos próximos um a dois anos. O metal precioso, que já vinha sendo adquirido em ritmo recorde nos últimos anos, deve continuar se beneficiando dessa reconfiguração. Cerca de 40% dos entrevistados afirmaram que pretendem ampliar suas reservas de ouro na próxima década.

“O movimento é claro: após anos de compras robustas, os gestores estão dobrando a aposta no ouro como proteção em tempos incertos”, afirma o relatório.


Notas da China(Foto: reprodução/AFP/Exame)

Dólar perde espaço

A pesquisa do OMFIF também sinaliza uma queda acentuada no apetite pelo dólar. A moeda americana, que no ano passado liderava a preferência entre os bancos centrais, caiu para a sétima posição no ranking de popularidade. Sete em cada dez gestores de reservas afirmaram que o ambiente político dos Estados Unidos é um fator de desestímulo ao investimento em dólar, mais que o dobro da proporção registrada no ano anterior.

A desvalorização do dólar e a instabilidade nos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA), considerados tradicionalmente como ativos seguros, foram agravadas após as tarifas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump no chamado “Dia da Libertação”, em 2 de abril. O episódio gerou turbulência nos mercados e acendeu alerta entre os responsáveis pelas reservas internacionais.

Max Castelli, chefe de estratégia e consultoria para mercados soberanos globais no UBS Asset Management, afirmou à Reuters que recebeu um volume incomum de chamadas após o anúncio das tarifas. “Pela primeira vez, gestores de reservas questionaram se o status de porto seguro do dólar está em risco — algo que nem ocorreu após a crise de 2008”, disse.


Muitas notas de euro (Foto: reprodução/Freepik)

Ouro, euro e iuan ganham força

Na corrida por alternativas, o euro e o iuan surgem como os maiores beneficiários da diversificação. Cerca de 16% dos bancos centrais planejam ampliar investimentos em euro nos próximos 12 a 24 meses, mais que o dobro da fatia registrada no ano passado. Em seguida vem o iuan, que também se fortalece como opção viável.

A longo prazo, no entanto, o protagonismo tende a mudar. O iuan chinês é visto como a principal aposta para a próxima década, com 30% dos bancos centrais indicando intenção de aumentar sua exposição à moeda, cuja participação nas reservas globais pode triplicar para 6%.

Especialistas ouvidos pela Reuters acreditam que o euro pode recuperar a relevância perdida após a crise da dívida de 2011. Estima-se que sua participação nas reservas cambiais globais possa voltar a cerca de 25% até o final da década, contra os atuais 20%.

Apesar da tendência de diversificação, o dólar deve continuar sendo a principal moeda de reserva mundial, embora com queda projetada para 52% das reservas cambiais globais até 2035, segundo a pesquisa do OMFIF — uma redução em relação aos atuais 58%.