Elon Musk deixa Conselho Consultivo do Governo Trump

O empresário Elon Musk comunicou em suas redes sociais na data de ontem, quarta-feira (28), sua saída do governo de Donald Trump. Musk ocupava o cargo de Conselheiro Sênior da Casa Branca desde janeiro deste ano (2025), liderando o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). 

De acordo com as informações, o prazo para o empresário permanecer no cargo foi acordado em 130 dias a partir de sua posse. Pela contagem, a data limite seria na próxima sexta-feira (30). No entanto, Elon Musk, antecipou sua saída em dois dias. Especula-se que o motivo deve-se à divergências de opiniões entre o empresário e o presidente Donald Trump.

Liderança de Musk no DOGE


O DOGE foi criado pelo presidente americano Donald Trump visando o corte de gastos, segundo ele, desnecessários que oneravam a dívida pública do país. A princípio, a projeção de diminuição nos gastos estava orçada em US$ 2 trilhões. Com o passar do tempo esta expectativa caiu para US$ 150 bilhões. Valor que Musk declara ter economizado, o qual é questionado por alguns especialistas. 

Ao anunciar a saída do cargo ocupado no departamento, Elon Musk foi objetivo em suas palavras. Agradeceu o presidente americano Donald Trump pela oportunidade que lhe foi concedida, fez votos de que o departamento se fortaleça com o tempo e que se torne um modo de vida dentro do governo.


Comunicado sobre a saída de Elon Musk do Departamento de Eficiência Governamental dos EUA (Foto: reprodução/X/@elonmusk)

À frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), o empresário enfrentou críticas sobre sua política de reformulação nos cortes de gastos públicos. Além de resistência, sobretudo por parte de funcionários federais, Musk teve que lidar com ações judiciais e decisões que bloquearam suas iniciativas.

Entre as medidas de austeridade adotadas por Elon Musk, a demissão e suspensão de funcionários públicos em massa, o corte em ajuda humanitária e a exigência ao acesso à informações privadas de milhões de estadunidenses, foram as que geraram mais críticas. Culminando em uma divisão na opinião pública entre apoiadores e opositores de suas políticas orçamentárias. 

Conforme informações, calcula-se que pelo menos 260 mil funcionários do governo dos EUA tenham sido demitidos durante a gestão de Musk à frente do DOGE. Seja através de acordos ou demissão direta. O que gerou revolta e boicote de milhares de americanos à empresa Tesla, da qual Elon Musk é diretor executivo. Ao passo que, vandalismos contra a empresa, passou a ser tratado como “terrorismo doméstico” por parte das autoridades do país. 

Críticas a Trump

Apesar da saída de Elon Musk do governo de Donald Trump está prevista para esta semana, especula-se que o motivo ocorreu pelos desentendimentos entre Musk e Trump sobre a guerra tarifária, comercial e fiscal desencadeada pelo presidente americano. 

Em uma entrevista à CBS, uma das principais redes de televisão americana, o empresário se mostrou decepcionado com as políticas adotadas por Trump, uma vez que teriam impacto significativo nas políticas desenvolvidas pelo Departamento de Eficiência Governamental, gerando conflito de interesses. Além de desaprovar o “Projeto Grande e Belo” idealizado pelo governo Trump.


Publicação sobre críticas de Elon Musk a algumas políticas adotadas por Donald Trump (Foto: reprodução/Instagram/@washingtonpost)


Elon Musk, agora ex-líder do Departamento Consultivo do Governo Trump também é diretor executivo da SpaceX e da Tesla. Além de proprietário da rede social X, antigo Twitter. Por esse motivo, segundo o próprio empresário, a partir de agora voltará suas atenções para as empresas das quais faz parte e trabalhará ininterruptamente em uma escala de sete dias por semanas e 24 horas por dia.

Moody’s mantém perspectiva negativa para China, citando tensões comerciais como novo risco principal

A agência de classificação de risco Moody’s manteve nesta segunda-feira (26) a perspectiva negativa para a economia da China, mantendo sua nota A1, mas alertando para riscos relacionados às crescentes tensões comerciais com países parceiros.

A justificativa para a manutenção da perspectiva negativa mudou desde a última revisão, realizada em dezembro de 2023, quando as preocupações estavam centradas na dívida dos governos locais e na fragilidade das estatais chinesas.

Segundo a Moody’s, esses riscos internos foram parcialmente controlados graças a ações coordenadas de política econômica por parte do governo chinês. “Esses fatores agora recuaram após uma política governamental conjunta e não pesam mais de forma significativa sobre a recomendação A1 da China”, afirmou a agência em comunicado.

No entanto, os novos focos de preocupação se voltam para o cenário internacional, especialmente as incertezas em relação a futuras restrições comerciais e à evolução dos fluxos globais de comércio.

Um acordo tarifária entre China e EUA

A agência destacou que, mesmo com o recente acordo de trégua tarifária entre China e Estados Unidos, a perspectiva de que tarifas mais elevadas permaneçam em vigor sobre exportações chinesas representa um desafio para a estabilidade econômica do país. “Como cenário base, prevemos que as tarifas sobre as exportações chinesas para os principais mercados permanecerão mais altas do que no início do ano”, destacou a Moody’s.


Presidente do EUA e da China(Foto: reprodução Matinez,Casares Saul Loebpool/AFP)

Liderança do atual presidente dos EUA Donald Trump

No mês passado, o governo dos Estados Unidos, sob a liderança do do Presidente Donald Trump, chegou a impor tarifas de até 145% sobre produtos chineses. As medidas foram posteriormente suavizadas, mas o episódio acentuou a tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo e aumentou a percepção de risco entre investidores.

Em resposta ao relatório da Moody’s, o Ministério das Finanças da China afirmou que a manutenção da nota A1 foi “um reflexo positivo das perspectivas da economia chinesa”. Ainda assim, o mercado segue atento aos próximos movimentos de outras agências de classificação de risco e instituições financeiras internacionais. Em abril, a Fitch já havia rebaixado a nota de crédito soberano da China de A+ para A, citando o aumento acelerado da dívida e o enfraquecimento das finanças públicas.

Diante do cenário externo incerto e das políticas protecionistas em expansão, o desafio do governo chinês será manter a confiança dos mercados sem comprometer o crescimento econômico.

PT pede cassação de Eduardo Bolsonaro por quebra de decoro parlamentar

O Partido dos Trabalhadores (PT), na data de ontem, terça-feira (27), protocolou na Câmara dos Deputados um pedido para a cassação do mandato do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro. A solicitação leva em conta a atuação do parlamentar nos EUA junto às lideranças do governo de Donald Trump. 

Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara e o atual presidente do partido, senador Humberto Costa, alegaram que Eduardo Bolsonaro trabalha em desfavor de autoridades brasileiras ao articular sanções contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF), da Procuradoria Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF). 

“O representado, deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, vem desde março de 2025 atuando, de forma sistemática e deliberada, em território estrangeiro estadunidense, com o objetivo de promover ataques institucionais (…) e articular sanções internacionais contra autoridades brasileiras.” Parte integrante do pedido de cassação

Segundo as lideranças petista, Eduardo Bolsonaro, abusou das prerrogativas constitucionais e incorreu em quebra de decoro parlamentar. Por este motivo, deverá ter seu mandato de deputado federal cassado, uma vez que, conforme os solicitantes, as ações do parlamentar desmoralizam o Poder Legislativo.

Dossiê contra Eduardo Bolsonaro 

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias, tem utilizado suas redes sociais para comentar sobre o assunto. Em uma publicação, na data de ontem, terça-feira (27), informou sobre a existência de um conjunto de documentos contrários ao parlamentar. Segundo Farias, trata-se de provas irrefutáveis sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro junto às autoridades estadunidenses.


Publicação sobre a existência de um dossiê contra Eduardo Bolsonaro (Foto: reprodução/Instagram/@lindberghfarias)


Em uma das publicações, o também deputado federal Lindbergh Farias, chama Eduardo Bolsonaro de “traidor da Pátria” por “ obstrução de Justiça e ataques à soberania nacional”. Ainda, segundo Farias, as ações de Eduardo são tentativas de interferir no julgamento de Jair Bolsonaro, em curso no STF. Lindbergh Farias declara, ainda, que tais ações “não ficarão impunes”.

Eduardo Bolsonaro se manifesta contra as denúncias

O deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro, atualmente residindo nos EUA, também utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre as acusações. Conforme Eduardo, as denúncias são infundadas, uma vez que ele não tem poder para sancionar autoridades brasileiras. Cabe ao governo dos EUA, baseado nas leis do país, aplicar ou não tais sanções.


Manifestação sobre as acusações (Vídeo: reprodução/Instagram/@bolsonarosp) 


As declarações feitas referem-se à abertura do processo em curso no STF contra ele. No último dia 26 de maio (2025), segunda-feira, o Ministro do STF, Alexandre de Moraes, acatou a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República (PGR), sobre a prática de possíveis crimes cometidos pelo parlamentar. Entre eles destacam-se organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. 

Em relação à denúncia protocolada junto ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, pela liderança petista, o órgão analisará o pedido contra Eduardo Bolsonaro e poderá ou não acatá-lo. Caso aceito, as penas adotadas variam de advertência até perda total do mandato parlamentar. 

Governo dos EUA suspende vistos para estudantes e planeja revisar redes sociais

Os pedidos de visto de estudante para os Estados Unidos começaram a ser suspensos nesta terça-feira (27), por ordem do Departamento de Estado americano, em todas as embaixadas e consulados do país ao redor do mundo. A medida foi tomada para permitir que o governo norte-americano revise os critérios de triagem e passe a exigir a checagem das redes sociais de todos os solicitantes. Enquanto isso, novos agendamentos para entrevistas estão temporariamente paralisados.

A suspensão afeta diretamente estrangeiros que buscam ingressar em instituições renomadas, como Harvard, Yale e MIT, por meio dos vistos F-1 (acadêmico), M (ensino técnico) e J (intercâmbio). O telegrama diplomático, assinado pelo Secretário de Estado Marco Rubio e divulgado nesta manhã, confirma que os atendimentos já agendados serão mantidos, mas nenhum novo horário poderá ser incluído até que novas diretrizes sejam emitidas.

Análise de redes sociais pode atrasar vistos para estudantes

O principal motivo apontado para a suspensão dos vistos de estudante é a possível ampliação da análise das redes sociais dos candidatos. A checagem, que antes era aplicada em casos específicos, passará a ser adotada de forma mais ampla. A medida, segundo o documento obtido, faz parte de um esforço para reforçar a segurança e combater possíveis fraudes na emissão de vistos estudantis.


Presidente Donald Trump (Foto: reprodução/Michael M. Santiago/Getty Images Embed)


Apesar disso, críticos alertam que o processo poderá causar atrasos na liberação dos documentos e levantar questões sobre privacidade e liberdade de expressão. O jornal americano Politico, que também teve acesso ao telegrama, afirmou que a nova triagem exigirá mais tempo e recursos dos consulados, o que pode afetar negativamente estudantes estrangeiros em fase de matrícula ou embarque para o país.

Harvard vira alvo e relação com estrangeiros se desgasta

A decisão também reacende a tensão entre o governo Trump e universidades que recebem alunos do exterior. Recentemente, dezenas de vistos foram revogados e a presença de estudantes estrangeiros em Harvard chegou a ser proibida — decisão que acabou revertida por um juiz federal. Além disso, Trump já expressou intenção de divulgar uma lista com nomes e origens dos matriculados em instituições de ensino como Harvard e Yale.

Enquanto o impasse não é resolvido, as representações diplomáticas americanas foram orientadas a manter o foco em outros serviços considerados prioritários, como os vistos de imigração e os atendimentos a cidadãos norte-americanos.

EUA ameaça aplicar sanções sob Alexandre de Moraes e governo Lula inicia conversas nos bastidores

Na última quarta-feira (21), Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, pode sofrer sanções do governo dos EUA. A declaração aconteceu durante depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Congresso dos EUA, quando Rubio foi questionado sobre a “perseguição política” no Brasil. Ele ainda disse que cogita aplicar a Lei Magnitsky, que tem o objetivo de punir estrangeiros envolvidos em crimes de corrupção e violação dos direitos humanos. 

A fala do secretário causou incômodo no Itamaraty, que entende a declaração como uma tentativa dos EUA em interferir nos assuntos internos brasileiros. Agora, segundo O Globo, o Supremo trata a situação na esfera diplomática.


Matéria da CNN Brasil sobre repercussão da fala de Marco Rúbio (Foto: reprodução/ X/ @CNNBrasil)


Por que Moraes é alvo de sanção dos EUA?

Nos últimos anos, o ministro Alexandre de Moraes tem despertado as atenções do Brasil e do mundo. Isso porque, além do embate, envolvendo o empresário Elon Musk, em 2024, Moraes é o relator da ação penal que acusa Jair Bolsonaro e seus aliados de tentativa de golpe, após as eleições de 2022. 

O processo que julga se Jair Bolsonaro é um dos principais articuladores da tentativa de golpe segue recebendo os depoimentos de testemunhas. Desde então, Moraes é alvo da base bolsonarista e seus aliados norte-americanos. 

Cory Mills, deputado dos EUA considerado leal a Donald Trump e próximo da família Bolsonaro, também esteve presente na sessão da Câmara no último dia 21. Ele afirmou que o Brasil passa por um “alarmante retrocesso nos direitos humanos” e que por isso o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia se tornar um preso político.

Eduardo Bolsonaro, que está afastado da Câmara dos Deputados desde março deste ano, quando foi morar nos EUA, se posiciona frequentemente contra Moraes em suas redes sociais e se coloca ao lado do congresso norte-americano. Em entrevista concedida à Revista Oeste, Eduardo disse acreditar na punição de Alexandre como um exemplo, após a declaração de Marco Rubio.

O que é a Lei Magnitsky?

A Lei Magnitsky consiste na punição de estrangeiros que violem ou corrompem os direitos humanos. Também conhecida como “pena de morte financeira”, a lei seria usada contra Moraes, alegando que ele teria violado a liberdade de expressão, que envolve o direito de opinião e a liberdade de imprensa.

As sanções previstas na lei envolvem bloqueio de bens, congelamento de contas, suspensão de vistos e restrição de entrada no país.

Dessa forma, se for punido, Moares deve ter bens e contas bancárias bloqueadas nos EUA, além do cancelamento do seu visto para a entrada no território norte-americano. 

103 brasileiros deportados dos EUA chegam ao Brasil

No sábado (24) desembarcaram no Aeroporto Internacional de Fortaleza um grupo de 103 brasileiros deportados dos Estados Unidos, conforme informou o Governo Federal. Três dos repatriados tinham pendências com a Justiça do Brasil e foram colocados sob custódia da Polícia Federal. Do total, 76 seguiram viagem até o Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, a bordo de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). O grupo era composto por 90 homens e 13 mulheres.

A recepção foi organizada por meio de uma ação conjunta liderada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio de outros órgãos federais, como os ministérios da Saúde, do Desenvolvimento e Assistência Social, das Relações Exteriores, da Justiça e Segurança Pública, além da Defesa.

Acolhimento dos deportados

De acordo com o Governo Federal, a iniciativa tem como objetivo assegurar um acolhimento humanitário aos brasileiros repatriados, oferecendo suporte logístico para que possam retornar às suas cidades de origem, entrar em contato com familiares e, se necessário, contar com abrigo temporário.


Deportados dos EUA chegam ao Brasil (Vídeo: reprodução/Youtube/Jovem Pan News)

Visto que, no primeiro voo com repatriados deste ano, ocorrido em 24 de janeiro, autoridades brasileiras expressaram preocupação ao se depararem com o uso de algemas e com relatos de maus-tratos e condições degradantes enfrentadas pelos deportados. Em resposta, foi formada uma força-tarefa com o objetivo de oferecer um acolhimento mais digno e humanizado aos brasileiros que retornam ao país nessa situação.

Durante a chegada, foram distribuídos kits de higiene, alimentos e prestado atendimento psicossocial. Além disso, os repatriados receberam orientações sobre como acessar serviços públicos essenciais, como o Sistema Único de Assistência Social (Suas), o Sistema Único de Saúde (SUS), a Defensoria Pública da União e serviços consulares.

Grupos em situação de maior vulnerabilidade, como idosos, pessoas com deficiência e integrantes da comunidade LGBTQIA+ são acompanhados com atenção especializada.

Deportação continua nos EUA

A maioria dos brasileiros repatriados veio dos Estados Unidos, país que passou a adotar políticas migratórias mais rigorosas desde janeiro, quando Donald Trump assumiu a presidência. Entre os meses de fevereiro e maio, o Brasil recebeu um total de 783 cidadãos deportados, a maior parte proveniente dos Estados Unidos.

Dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA indicam que, desde o início do governo Trump, mais de 142 mil imigrantes em situação irregular foram deportados ao todo.

Ataque antissemita mata duas pessoas em Washington

Na noite da última quarta-feira, um atentado trágico abalou a capital dos Estados Unidos. Dois funcionários da Embaixada de Israel em Washington foram assassinados a tiros ao saírem de um evento no Museu Judaico da Capital. As vítimas, Yaron Lischinsky, cidadão israelense, e Sarah Lynn Milgrim, americana, estavam deixando uma recepção organizada pelo Comitê Judaico Americano para jovens diplomatas quando foram atacadas por Elias Rodriguez, de 31 anos, natural de Chicago. Ao ser detido no local, Rodriguez teria gritado “Palestina Livre”, o que levou as autoridades a tratarem o caso como um possível crime de ódio e ato de terrorismo com motivações antissemitas.

Dados informados pela polícia

A comoção foi imediata. A Polícia Metropolitana de Washington aumentou a presença de agentes em locais sensíveis da cidade, como sinagogas, escolas judaicas e o Centro Comunitário Judaico. “Estamos lado a lado com nossa comunidade judaica”, declarou a chefe de polícia Pamela A. Smith, durante uma coletiva. A prefeita da cidade, Muriel Bowser, também tomou providências rápidas, convocando uma reunião emergencial com líderes religiosos, vereadores e representantes das forças de segurança para reforçar as medidas de proteção.


Imagens do local após o ataque (Foto: reprodução/x/@g1)

Internacionalmente, o impacto também foi significativo. França, Itália e Alemanha, em solidariedade e alerta, reforçaram a segurança em consulados israelenses, centros religiosos e monumentos relacionados à cultura judaica. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou o ataque em suas redes sociais, classificando-o como um ato antissemita e reafirmando que “o ódio e o radicalismo não têm lugar nos Estados Unidos”.

Falas do primeiro ministro

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou, expressando solidariedade às famílias das vítimas e cobrando justiça das autoridades americanas. Segundo o embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, os dois funcionários mantinham um relacionamento e planejavam uma viagem a Jerusalém, durante a qual Lischinsky pretendia pedir Sarah em casamento. A tragédia interrompeu abruptamente os sonhos do casal e reacendeu preocupações globais sobre segurança em tempos de tensão crescente.

O ataque ocorreu em uma área central e simbólica de Washington, próxima ao Capitólio, ao Departamento de Justiça e ao escritório local do FBI, o que evidencia o nível de audácia e risco envolvido. A investigação continua, e o mundo observa atento os desdobramentos deste crime que reforça a urgência no combate ao extremismo e ao ódio religioso.

Europa intensifica pressão sobre Israel por fim da guerra em Gaza

Após quase dois anos de ofensiva contínua em Gaza, Israel enfrenta uma reação inédita de aliados tradicionais. O Reino Unido suspendeu acordos comerciais e sancionou colonos extremistas, enquanto França e Canadá cogitam sanções diretas. 

A União Europeia iniciou uma reavaliação do Acordo de Associação, vigente desde 2000, que visa fornecer estrutura jurídica e institucional adequada para o diálogo político e a cooperação econômica entre UE e Israel, o que até pouco tempo era considerado impensável. A escalada militar e o bloqueio prolongado à ajuda humanitária intensificaram o isolamento diplomático, com organizações internacionais alertando para o risco iminente de genocídio.

Divisões internas e dependência dos EUA

Internamente, Israel vive um impasse: apesar do apoio governamental à continuidade da guerra, cresce a pressão popular por um cessar-fogo que permita a libertação dos reféns. Pesquisas indicam que mais de 60% da população apoia o fim das operações.

Mesmo assim, o governo de Netanyahu mantém sua postura firme, apoiado principalmente pelos Estados Unidos — seu aliado mais influente. Embora haja sinais de distanciamento pontual da administração de Trump, como negociações unilaterais com grupos do Oriente Médio, não há indícios de sanções americanas.


Israel diz à UE que exerça pressão “onde deve ser” depois de Bruxelas decidir rever laços comerciais. (Vídeo: reprodução/YouTube/Euronews)

Impasse europeu

A União Europeia, maior parceira comercial de Israel, pressiona com a ameaça de suspender parcialmente o acordo bilateral. Embora a suspensão total exija unanimidade entre os 27 países-membros, sanções pontuais podem ser impostas por maioria simples, afetando setores estratégicos israelenses como a tecnologia e as exportações.

No entanto, os especialistas veem a medida como simbólica e de impacto limitado, a menos que venha acompanhada por atitudes mais severas. O impasse tem revelado não apenas o desgaste diplomático, mas também a dificuldade de conciliar os interesses econômicos, a segurança e os direitos humanos em um cenário de guerra prolongada.


Após 412 dias, opositores venezuelanos revelam bastidores de fuga histórica

Durante mais de um ano, cinco ativistas ligados à oposição venezuelana viveram confinados dentro da embaixada argentina em Caracas, sem qualquer garantia de salvo-conduto para deixarem o país em segurança.

Magalli Meda, Pedro Urruchurtu, Claudia Macero, Humberto Villalobos e Omar González buscaram refúgio no local em março de 2024, após uma onda de prisões contra apoiadores de María Corina Machado, às vésperas das eleições presidenciais.

A espera foi longa. Foram 412 dias de sobrevivência silenciosa, com rotina limitada, sem luz por meses e sem água por semanas. “Imaginem ficar presos por mais de um ano no mesmo espaço, sem poder acender um interruptor”, contou Meda, emocionada. O grupo se uniu como uma família, sustentado pela esperança de que sair daquele ambiente fechado ainda seria possível.

Saída sob sigilo e críticas à diplomacia

A operação de retirada foi descrita pelos opositores como “uma das mais espetaculares já realizadas”. Embora os detalhes ainda estejam sob sigilo, os envolvidos negam qualquer negociação com o governo de Maduro. Segundo eles, a fuga foi planejada e executada com precisão, sem confronto e sem ruído.


Opositores de Nicolás Maduro desembarcaram nos EUA após resgate do governo americano. (Vídeo: reprodução/YouTube/Jornal da Record)

O grupo criticou a atuação da diplomacia tradicional, alegando que países como Brasil, México e Colômbia falharam diante do autoritarismo. Também pediram sanções mais duras, citando o financiamento do regime por meio de empresas estrangeiras, tráfico e exploração de recursos naturais. Para os ativistas, a liberdade conquistada é só o começo de uma nova fase de luta.

Crise venezuelana

A crise eleitoral na Venezuela se agravou após a divulgação dos resultados de 28 de julho, que deram vitória a Nicolás Maduro, mas sem apresentação das atas oficiais. A oposição, por sua vez, divulgou documentos que indicam vitória de Edmundo González, hoje asilado na Espanha. Desde então, cresceram as prisões e denúncias de perseguição política.

Suspeita é baleada em tentativa de invasão na sede da CIA

Agentes de segurança impediram uma mulher de invadir a sede da CIA em Langley, Virgínia, na madrugada desta quinta-feira (22). Durante a abordagem, eles a balearam, mas o disparo não foi fatal, segundo informações da NBC.

O porta-voz da agência ainda não confirmou o ocorrido, mas declarou que a equipe de segurança interceptou “uma pessoa do lado de fora” dos portões principais e a colocou sob custódia. Até o momento, não há detalhes sobre a motivação da tentativa de invasão.

Entretanto, de acordo com uma anônima ouvida pela agência Reuters, a pessoa é uma mulher que tentou atravessar os portões da CIA. Ela dirigia pela via de saída e não obedeceu às ordens de parada dos guardas. Os agentes de segurança tiveram que agir rapidamente para conter a invasora.


CIA comunica fechamento do portão principal após tentativa de invasão (imagem: reprodução/X/@CIA)

Histórico da invasora e reação da CIA

Conforme informações oficiais da CIA, a tentativa de invasão ocorreu por volta de 4h da manhã, no horário local. Depois do episódio, a unidade de segurança fechou o portão principal do complexo e orientou seus funcionários a utilizarem rotas alternativas, conforme um porta-voz da polícia de Fairfax informou à ABC News.

A invasora é uma mulher, cidadã americana, que não teve o nome revelado, e tem histórico de dirigir alcoolizada. Ela foi atingida por um tiro — não se sabe exatamente em qual local do corpo. Após ser hospitalizada, ela permanece fora de risco de vida.

Dois ataques a sedes de poder em menos de 24 horas

Anteriormente, na noite de quarta-feira (21), um homem armado atacou dois funcionários da embaixada de Israel em Washington DC, matando ambos a tiros. O crime ocorreu em frente ao Museu Judaico da Capital, onde acontecia um evento diplomático. Logo, o suspeito, Elias Rodriguez, foi preso no local.

As autoridades norte-americanas investigam o caso como um possível ato de terrorismo antissemita. Em resposta, Israel reforçou a segurança em suas missões diplomáticas. O presidente dos EUA, Donald Trump, condenou o ataque, afirmando a necessidade de combater o ódio e o radicalismo.