Tremembé: Felipe Simas retorna para a 2ª temporada da série

O ator Felipe Simas foi confirmado na segunda temporada de Tremembé, série original do Prime Video que dramatiza casos envolvendo detentos do presídio de mesmo nome — conhecido nacionalmente como o “presídio dos famosos”. De acordo com a Coluna Play, do O Globo, as gravações estão previstas para começar no primeiro semestre de 2026. Simas voltará a interpretar Daniel Cravinhos, condenado pelo assassinato dos pais de Suzane von Richthofen. A personagem, vivida por Marina Ruy Barbosa na série, também retorna para os novos episódios, reforçando a continuidade da trama central. Carol Garcia seguirá como Elize Matsunaga, outra figura que marcou a primeira temporada.

Além do elenco já conhecido, a série incluirá novos personagens ligados a casos de grande repercussão nacional. As histórias do ex-empresário Thiago Brennand e do ex-jogador Robinho, ambos condenados por crimes sexuais, devem integrar a nova fase da produção, ampliando o escopo dramático e documental do projeto. A inclusão desses personagens sugere que a segunda temporada aprofundará o retrato de figuras públicas que passaram pelo sistema prisional brasileiro, mantendo a abordagem que fez da série um fenômeno de engajamento.


A força de “Tremembé” no Prime Video

Lançada em 2025, Tremembé rapidamente se tornou uma das séries brasileiras de maior audiência no Prime Video. A produção alcançou grande repercussão por unir dramatização com personagens inspirados em casos reais de forte impacto midiático, o que atraiu tanto o público do true crime quanto espectadores interessados em narrativas de tensão psicológica. A série figurou repetidas vezes no Top 10 da plataforma no Brasil e gerou intenso debate nas redes sociais, principalmente por conta das interpretações de Marina Ruy Barbosa e Felipe Simas.


Marina Ruy Barbosa anuncia em teaser a 2ª temporada de “Tremembé” (Vídeo: reprodução/Instagram/@marinaruybarbosa)


O realismo da trama, aliado à direção artística e ao roteiro que explora as relações entre notoriedade, mídia e sistema prisional, contribuiu para consolidar Tremembé como um dos maiores sucessos nacionais recentes do streaming. Críticas especializadas destacaram a produção pela coragem narrativa e pela reconstituição cuidadosa de casos que marcaram a história policial do país.

Expectativas para os novos episódios

Com a confirmação do retorno de grande parte do elenco principal e a entrada de novos personagens de alta notoriedade pública, a segunda temporada promete manter o clima de tensão e aprofundar questões sobre poder, influência e violência na trajetória dos envolvidos. A estreia ainda não tem data definida, mas a expectativa é que a produção se torne novamente destaque na plataforma e continue ampliando seu impacto cultural e midiático.

Robinho sai de Tremembé e é transferido para Limeira

Na manhã da última segunda-feira, dia 17 de novembro, o ex-jogador de futebol Robinho foi transferido da Penitenciária II do complexo prisional de Tremembé para o Centro de Ressocialização de Limeira, ambos do interior de São Paulo. Robinho foi condenado por estupro, cometido na Itália em 2013.

O ex-jogador cumpre uma pena de 9 anos e conseguiu diminuir sua pena por boas ações. A defesa de Robinho pediu a soltura do ex-jogador, mas o pedido foi negado pela Procuradoria-Geral da República. As informações são do portal UOL, confirmadas pela SAP (Secretaria de Administração Penitenciária). 

A transferência

A mudança de prisões aconteceu após um pedido da defesa de Robinho. Os complexos estão localizados no interior de São Paulo e estão a pouco menos de 300 km de distância. A SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) confirmou que Robinho estava sendo transferido da Penitenciária II do complexo prisional de Tremembé para o Centro de Ressocialização de Limeira. 


Entrevista com Robinho (Vídeo: reprodução/YouTube/@ConselhoComunidadeTaubate)


O ex-jogador de futebol Robinho foi transferido de penitenciárias menos de um mês após ceder uma entrevista para o Conselho da Comunidade de Taubaté. Na entrevista, Robinho falou de como é sua rotina e sua vida dentro da prisão, e que nunca recebeu um tratamento especial ou diferenciado enquanto estava preso.

Caso Robinho

Robinho foi julgado e condenado pela Justiça da Itália por cometer um estupro coletivo dentro de uma boate em Milão, no ano de 2013. Na época, o ex-jogador de futebol estava jogando no clube AC Milan. O julgamento foi finalizado em 2022, e Robinho já estava no Brasil. 

O ex-jogador foi condenado a cumprir 9 anos de prisão. Como estava no Brasil quando a condenação foi divulgada, a Justiça Italiana pediu a extradição de Robinho: a Justiça Brasileira negou o pedido, pois ele ia contra a Constituição do Brasil. A Itália pediu que Robinho cumprisse a pena no Brasil: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) acatou o pedido, e Robinho está cumprindo a pena desde março de 2024.

Justiça reduz pena de Robinho em Tremembé após atividades de ressocialização

Em um desdobramento do caso que prendeu o ex-jogador Robson de Souza, o Robinho, a Justiça de São Paulo concedeu a redução de parte da pena do ex-atleta, condenado a nove anos de prisão por violência sexual em grupo. O benefício, publicado no Diário de Justiça, é resultado de uma série de atividades de ressocialização cumpridas por Robinho na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, conhecida como Tremembé II, no interior paulista.

A decisão, baseada na Lei de Execução Penal (LEP) e em normas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), abateu 69 dias da condenação total. A redução foi conquistada após o ex-jogador dedicar-se a um cronograma intenso que incluiu estudos e participação em cursos.

Esforço na Ressocialização

Robinho, que cumpre sua sentença desde março de 2024 na unidade prisional famosa por abrigar presos de grande repercussão, concluiu 11 cursos em diversas áreas, totalizando 132 horas de aprendizado. Além disso, o ex-atacante demonstrou empenho nos estudos regulares, finalizando 464 horas de aulas do ensino médio. O documento judicial também aponta a leitura de cinco livros como parte das atividades que culminaram na redução penal.

A Lei de Execução Penal brasileira prevê que o detento tem direito à remição de pena por dias trabalhados ou estudados, buscando incentivar o bom comportamento e a reintegração social. No caso de estudo, a legislação estabelece que um dia da pena pode ser diminuído a cada 12 horas de frequência escolar, comprovada por autoridade competente.


Post sobre a diminuição da pena de Robinho (Foto: reprodução/X/@g1)


O Histórico da Condenação

Robinho foi condenado em última instância pela Justiça italiana em 2022 pelo crime de violência sexual coletiva contra uma mulher de nacionalidade albanesa, ocorrido em uma boate em Milão, no ano de 2013, época em que defendia o clube Milan.

Em 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologou a sentença italiana, determinando que o ex-jogador deveria cumprir a pena em território nacional, uma vez que a Constituição brasileira proíbe a extradição de cidadãos natos. A decisão foi posteriormente referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), culminando na prisão de Robinho.

A defesa do ex-jogador segue contestando a pena e chegou a protocolar recursos que pediam o recálculo da condenação para seis anos em regime semiaberto, alegando que a punição deveria ser condizente com as leis brasileiras e não com as italianas. No entanto, o STJ rejeitou o pedido de recálculo da pena. Apesar da redução, a progressão para regimes menos rigorosos, como o semiaberto, dependerá de outros fatores, como o cumprimento de uma fração da pena em regime fechado e a manutenção do bom comportamento.

STF confirma prisão de Robinho e mantém pena de 9 anos

Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou nesta semana a manutenção da prisão do ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de reclusão por estupro coletivo. O crime ocorreu em 2013, na Itália, e a Justiça brasileira decidiu validar a sentença estrangeira, determinando que a pena seja cumprida em território nacional. O atleta está preso desde março de 2024 na penitenciária de Tremembé, em São Paulo

Votação plenário virtual

Processo vai à votação em plenário virtual, os ministros da Corte analisam o segundo recurso apresentado pela defesa. A estratégia dos advogados de defesa busca anular a decisão que homologou a condenação italiana, alegando que a prisão seria ilegal. O argumento central é que o episódio aconteceu antes da entrada em vigor da Lei de Migração, sancionada em 2017. Para os defensores, não seria possível aplicar de forma retroativa uma regra mais rígida que permita a execução da pena no Brasil.

Apesar das tentativas da defesa, a maioria dos ministros já votou pela rejeição do recurso. O entendimento é de que a legislação atual pode ser utilizada para garantir o cumprimento da sentença estrangeira, uma vez que o crime é reconhecido como grave e incompatível com o princípio da impunidade. O julgamento no sistema eletrônico segue aberto até sexta-feira (29), prazo final para que todos os votos sejam registrados.

A decisão reforça a posição adotada anteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que validou a condenação italiana e autorizou a execução da pena em território nacional. O STF, em análise prévia, já havia confirmado esse entendimento, e agora reitera a medida ao negar novo pedido da defesa.


Robrinho eleito melhor atacante do Paulistão 2015 (reprodução: Foto/Instagram/@oficialrobinho)


Repercusão pública internacional

O caso de Robinho continua a gerar forte repercussão pública, não apenas pela notoriedade do ex-jogador, mas também pela relevância do julgamento para a aplicação de sentenças estrangeiras no Brasil. Especialistas apontam que o desfecho representa um marco jurídico sobre a cooperação internacional no combate a crimes graves, além de reforçar a importância da responsabilização de figuras públicas.

Com a tendência consolidada no STF, Robinho deve permanecer em regime fechado para o cumprimento da pena de nove anos. A discussão jurídica pode se estender em novos recursos, mas as decisões já firmadas pelas instâncias superiores indicam que dificilmente haverá mudança de rumo. O processo se soma a outros debates sobre a eficácia da legislação brasileira em lidar com crimes praticados fora do país, especialmente em situações de grande visibilidade.

STJ marca julgamento de recurso de Robinho

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) marcou para o dia 13 de março a análise do recurso interposto pela defesa de Robinho, ex-atacante da seleção brasileira, condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália. A sessão será realizada de forma virtual pela Corte Especial, e nela será decidido se haverá revisão da pena e a possível progressão do ex-jogador para o regime semiaberto.

O caso vem gerando grande repercussão, principalmente pela complexidade do processo envolvendo a justiça italiana e brasileira. Robinho cumpre pena no Brasil desde março de 2023, após o STJ homologar a sentença italiana que o havia condenado em 2022. No entanto, a defesa do ex-jogador questiona a aplicação da pena imposta na Itália, com base em diferenças na legislação penal entre os dois países.

Defesa questiona a aplicação da pena

A defesa de Robinho argumenta que o STJ não considerou as distinções entre as leis dos dois países na dosimetria da pena. Na Itália, a pena mínima para o crime de estupro é de oito anos, enquanto no Brasil a pena mínima para o mesmo crime é de seis anos, com a máxima de dez anos.

Os advogados de Robinho esperam que a sentença seja revista, pleiteando a redução da pena para seis anos e a progressão para o regime semiaberto. Eles destacam ainda que Robinho é réu primário e possui bons antecedentes, o que, segundo eles, justificaria a redução da pena.


Robinho em audiência de custódia na Polícia Federal de Santos (Foto: reprodução/GE)

A defesa questiona também a aplicação da pena sem uma análise detalhada da legislação brasileira, considerando as especificidades do direito penal nacional. O ex-atacante está preso no presídio de Tremembé, São Paulo, em regime fechado, e desde sua prisão, em 2023, a sua situação tem gerado debates jurídicos sobre a adequação das penas entre países com legislações distintas.

Posição da União Brasileira de Mulheres

Em meio a este cenário, a União Brasileira de Mulheres (UBM), que atua como parte interessada no processo, se posiciona contrária à revisão da sentença. Para a UBM, não cabe ao STJ alterar a decisão da justiça italiana. A associação defende que a homologação da sentença estrangeira deve ser observada apenas nos aspectos procedimentais, sem interferência no conteúdo da decisão penal.

Carlos Nicodemos, advogado da UBM, destacou em sua argumentação que a homologação da sentença não deve ser modificada pelo STJ. Ele afirmou que o processo de homologação visa garantir o cumprimento dos requisitos formais, e que a sentença já consolidada na Itália não deve ser revista pelo tribunal brasileiro. Para a UBM, trata-se de um caso em que não há espaço processual para alterar a pena já estabelecida pela justiça italiana.

Julgamento virtual e acompanhamento público

O julgamento será realizado de forma virtual, com os ministros depositando seus votos ao longo da semana, após o voto do relator. Essa modalidade permite que o processo seja acompanhado pelo público de forma online, por meio do site oficial do STJ. A expectativa é que a decisão, que pode ter repercussões jurídicas significativas, seja proferida após o julgamento virtual.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia negado anteriormente um pedido de habeas corpus para Robinho, o que tornou a situação do ex-jogador ainda mais complicada. Agora, a defesa aguarda que o STJ reconsidere a aplicação da pena, com base nas alegações sobre as diferenças entre as legislações penais de Itália e Brasil.

Esse caso, com grande repercussão nacional e internacional, continua a ser acompanhado por diversas entidades, advogados, e pela mídia, que aguardam o desfecho dessa disputa judicial. A análise do recurso de Robinho pode estabelecer um precedente importante para o futuro de outros casos envolvendo a homologação de sentenças estrangeiras no Brasil.

Neymar amplia rede de apoio a Juninho, promessa do Santos

As redes sociais ficaram agitadas nos últimos dias após Neymar declarar apoio a Juninho, filho de Robinho, que vem ganhando destaque nas categorias de base do Santos. O jovem, de 17 anos, tem mostrado talento como meia-atacante entre os times sub-17 e sub-20, e já foi chamado para treinar entre os profissionais. Enquanto o pai cumpre pena na prisão, Juninho segue focado em sua ascensão no futebol.

A relação entre Neymar e Juninho

Recentemente, Juninho compartilhou um vídeo sobre o retorno de Neymar ao Brasil e recebeu uma mensagem de apoio pública do ídolo: “Bora moleque, teu pai cuidou de mim e eu cuidarei de você.” 

Em 2010, Neymar foi apoiado por Robinho, que acreditou no talento do jovem atacante à medida que ele começava a se destacar no cenário nacional. Agora, os papéis se inverteram, e Neymar busca acompanhar Juninho de perto, ajudando-o a lidar com a ascensão e com as dificuldades familiares, especialmente com a situação do pai.

Apoio de ídolos do Santos

Neymar deve alugar uma mansão no Morro Santa Therezinha, bairro onde Juninho mora com a mãe e os irmãos. O local, perto do CT Rei Pelé e da Vila Belmiro, facilita a aproximação entre eles. Além disso, ídolos como Elano e Renato, companheiros de Robinho, também fazem parte da rede de apoio, acompanhando de perto a trajetória do jovem.


Santos compartilhou foto de Neymar e Juninho durante treino (Foto: reprodução/X/@SantosFC)

Quem convive com Juninho destaca suas qualidades pessoais, como tranquilidade, boa cabeça e grande potencial. O meia-atacante, que é canhoto, possui características semelhantes às do pai, especialmente no drible e na velocidade. 

Embora faça poucas visitas a Robinho na penitenciária de Tremembé, Juninho ouve da mãe que o pai está “firme” e segue sua caminhada com foco e gratidão. Em suas redes sociais, o atual Menino da Vila já comemorou gols com a camisa do Santos e fez postagens emocionadas sobre seu pai, como quando disse: “Deus me deu o melhor pai do mundo“, disse.

STF mantém decisão e forma maioria para negar liberdade a Robinho

Nesta sexta-feira (22), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para negar os pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa do ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália. A decisão, tomada em julgamento virtual, contesta a tentativa de revogar a homologação da sentença italiana pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), feita em março deste ano.

Até agora, seis ministros, incluindo Luiz Fux, Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, votaram contra os pedidos de liberdade. O único voto favorável veio de Gilmar Mendes. O prazo para que os ministros registrem seus votos termina no dia 26 de novembro, mas a decisão já conta com apoio da maioria da Corte.

Julgamento virtual e argumentos da defesa

Os dois pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa de Robinho estão sendo julgados de forma virtual, com os votos dos ministros depositados em uma plataforma eletrônica. A defesa argumentou que o STJ extrapolou sua competência ao determinar a prisão imediata do ex-jogador após homologar a decisão da Justiça Italiana. Além disso, os advogados questionaram a aplicação retroativa de artigos da Lei de Migração, de 2017, ao caso de Robinho, que remonta a 2013.


Robinho em audiência de custódia (Foto: reprodução/ TV Globo)

Gilmar Mendes, único ministro a votar pela concessão do habeas corpus, sustentou que a legislação de 2017 não poderia ser aplicada para punir o réu e defendeu que ele deveria permanecer em liberdade até o trânsito em julgado da sentença homologatória. No entanto, a maioria dos ministros discordou, reforçando o entendimento de que a decisão do STJ respeitou os acordos de cooperação internacional e os requisitos legais.

Relembre o caso e os próximos passos

Robinho foi condenado pela Justiça Italiana em 2017 por participação em um estupro coletivo ocorrido em 2013. A pena de nove anos de prisão foi homologada no Brasil em março de 2024, permitindo que fosse cumprida em território nacional. Desde então, o ex-jogador está preso na Penitenciária de Tremembé, interior de São Paulo, onde segue uma rotina de exercícios físicos e partidas de futebol no campo de terra do presídio.


Robinho ao entrar no sistema prisional (Foto: reprodução/Folha de S. Paulo)

Com o julgamento do STF ainda em andamento, a decisão final será consolidada ao término do prazo, em 26 de novembro. Caso os votos atuais sejam mantidos, Robinho permanecerá preso, e a defesa terá poucas alternativas para reverter o resultado. Ainda assim, seus advogados podem buscar novos recursos em instâncias internacionais, embora as chances de sucesso sejam reduzidas.

A decisão do STF reforça a aplicação de acordos de cooperação jurídica internacional e marca um momento significativo na responsabilização de crimes cometidos fora do Brasil. Para Robinho, a manutenção da pena sinaliza que a Justiça brasileira está alinhada com os compromissos assumidos em tratados internacionais.

Esposa de Robinho se pronuncia sobre condenação: “ele é inocente”

Aos 40 anos, Vivian Guglielmetti, esposa do ex-jogador de futebol Robson de Souza, o Robinho, se pronuncia publicamente pela primeira vez sobre a condenação do marido por estupro coletivo. Em entrevista exclusiva ao Portal Metrópoles, ela reafirma a confiança na versão do companheiro, que cumpre pena no Brasil após a homologação da sentença italiana.


Foto: ex-jogador de futebol Robinho (Foto: reprodução/Instagram/@oficialrobinho)

Perseguição e defesa da família

Vivian, casada com Robinho desde 2009, afirma que o marido foi vítima de perseguição na Itália, onde foi condenado por um crime ocorrido em 2013. Ela acredita que ele não cometeu o ato criminoso que lhe foi imputado e que, apesar das evidências apresentadas durante o processo, seu marido está pagando por algo que não aconteceu. “O erro foi a traição, mas isso não é um crime”, declara Vivian, que acrescenta estar lutando pela honra da sua família e pela verdade, mesmo diante das dificuldades que a situação trouxe.

Embora Robinho tenha reconhecido em áudios imorais sua participação no ato, a esposa acredita que as conversas, obtidas por escutas telefônicas, foram mal interpretadas. Para ela, essas falas são apenas “brincadeiras de mau gosto” entre amigos e não têm caráter criminal. Ela também ressalta que, apesar da gravidade das escutas, o ato em si não configura um crime, segundo a sua visão.

O processo e a convivência com a prisão

O processo judicial na Itália se arrastou por anos e, embora Robinho tenha sido condenado à pena de nove anos, a defesa dele segue buscando reverter a decisão. Em março de 2024, Robinho foi preso no Brasil, onde cumpre sua pena na Penitenciária II de Tremembé. Vivian, que visita o marido semanalmente, relata que o convívio com a prisão tem sido desgastante, mas afirma que a família segue firme, com os filhos também participando das visitas.

Depoimento inédito da vítima de estupro de Robinho é revelado em série documental

O primeiro episódio da série documental O Caso Robinho, que estreia nesta quarta-feira (30), na Globoplay, apresenta pela primeira vez ao público o relato da albanesa Mercedes, vítima de estupro coletivo na madrugada de 22 de janeiro de 2013, em uma boate em Milão. A série, dirigida por Carol Zilberman e Rafael Pirrho, traz detalhes inéditos da investigação que resultou na condenação do ex-jogador do Milan e outros cinco homens a nove anos de prisão pelo crime de violência sexual de grupo.

“Perdi uma parte de mim”, diz Mercedes

No documentário, Mercedes relembra a noite de seu aniversário de 23 anos, quando foi à boate Sio Café com duas amigas para celebrar. Ela descreve que, na época, se sentia “como uma música brasileira, cheia de cores e alegria”, mas que essa luz se apagou após o crime. O relato é marcado por emoção e traz uma visão íntima da dor e dos impactos do abuso. Chorando na contraluz, Mercedes explica que, apesar de ter conseguido seguir em frente, jamais voltou a ser a mesma pessoa.

Mercedes conta que já conhecia alguns amigos de Robinho e que, ao reencontrá-los na festa, se sentiu segura para passar um tempo com eles. No entanto, ao longo da noite, a jovem percebeu que havia ficado sozinha e relata que, quando saiu da boate para respirar, um dos homens a abordou de forma agressiva, insistindo em beijos indesejados. Mesmo após resistir e retornar ao local, ela relata ter sido levada ao camarim, onde o abuso ocorreu.


Mulher albanesa, vítima de estupro, da entrevista no documentário (Foto: reprodução/TV Globo)

Áudios de conversas revelam nova perspectiva

O documentário apresenta também grampos e interceptações telefônicas realizadas pela polícia italiana, que trouxeram novas evidências ao caso. Os procuradores Pietro Forno e Stefano Ammendola e o advogado Jacopo Gnocchi participam da série e relatam a dificuldade de reunir provas em crimes de abuso sexual, especialmente após meses ou anos do ocorrido. As gravações, no entanto, foram decisivas, revelando detalhes e comentários dos acusados sobre o ocorrido.

Segundo Mercedes, foi por meio dos grampos que ela encontrou parte de sua “vitória”, ao ver confirmada a verdade sobre o abuso. Ela afirma que, embora o tempo tenha lhe ajudado a lidar com a dor, as gravações comprovaram que ela não estava consciente e não teve controle durante o crime.

A defesa de Robinho, no entanto, contesta a versão apresentada na série. De acordo com seu advogado, José Eduardo Alckmin, a relação foi consensual e Mercedes teria retornado voluntariamente ao convívio dos homens após o episódio inicial.

Justiça nega recurso da defesa de Robinho para reduzir a pena do ex-jogador

Nesta segunda-feira (22/07), a Justiça rejeitou um pedido da defesa do ex-jogador Robinho. O pedido era para reduzir a condenação de 9 anos por estupro.

O ex-jogador, que atualmente está preso em tremembé desde março de 2024, já havia feito outros pedidos de recurso, como, por exemplo, em maio deste ano que a defesa de Robinho pediu que o crime de estupro deixasse de ser hediondo e fosse para “comum”.

Ainda nessa decisão, o juiz da Vara de Execuções Criminais de São José dos Campos, Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos, rejeitou o recurso e argumentou que o crime de estupro, para ser hediondo, não precisa ser cometido por duas ou mais pessoas. O juiz ainda reforçou que o crime de estupro já era hediondo na Itália, país onde aconteceu o caso e a condenação.


Robinho quando jogou pela Seleção Brasileira (Foto: reprodução/CBF)

A prisão de Robinho

Logo após a confirmação de cumprimento da sentença no Brasil, Robinho foi preso no dia 21 de março desse ano pela Polícia Federal, em Santos, litoral de São Paulo. Depois disso foi encaminhado para a prisão de Tremembé.

Assim que a decisão do Supremo Tribunal de Justiça foi pela execução da prisão no Brasil, o STJ já pediu para a Justiça Federal determinar a prisão. O pedido de prisão foi feito pelo juiz da Justiça Federal, Mateus Castelo Branco Firmino da Silva.

A condenação de Robinho

Robinho que teve passagens pelo Santos, onde é ídolo, Atlético-MG, Real Madrid, Manchester City, Milan e Seleção Brasileira. Foi condenado em três instâncias da Justiça italiana por estupro em grupo de uma mulher, o caso aconteceu em 2013.

No entanto, a decisão definitiva sobre o caso somente ocorreu em janeiro de 2022, em Roma. Nessa época o ex-atleta já havia retornado ao Brasil. No final de 2022 o Ministério Público da Itália enviou um pedido de extradição de Robinho, pedido rejeitado pelo governo brasileiro, isto porque no país não é permitido a extradição de cidadãos brasileiros.

Sendo assim, o processo foi enviado para o STJ, em 20 de março de 2024 ocorreu o julgamento do processo e por maioria o STJ decidiu validação para a condenação ser cumprida no Brasil.