Lula se reúne com STF após sanção dos EUA a Alexandre de Moraes

Nesta quarta-feira (30), Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, se reuniu com os ministros Cristiano Zanin e Gilmar Mendes e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. A princípio, a reunião serviu para tratar das recentes sanções impostas pelo governo americano a Alexandre de Moraes. 

Após a oficialização da sanção feita contra Moraes, Lula e os ministros se encontraram à noite. A Lei Magnitsky permite aos Estados Unidos punir estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.

A decisão do governo americano bloqueia eventuais bens de Moraes em território estadunidense. Além disso, suspende relações comerciais com empresas ligadas ao ministro. Poucas horas antes da reunião, o STF divulgou uma nota de solidariedade e destacou que todas as decisões de Moraes foram confirmadas pelo colegiado da Corte.

STF reage e defende soberania brasileira

Diante do cenário atual, a Suprema Corte afirmou que o seu papel constitucional continuará sendo exercido, bem como o papel de assegurar um julgamento legítimo aos implicados. Já o presidente Lula, repudiou a sanção e classificou como uma interferência inaceitável nos assuntos internos do Brasil. O presidente afirmou que a motivação política das medidas atenta contra a soberania nacional e compromete a relação histórica entre os dois países.


Brasil vê ligação entre tarifaço e sanção a Moraes (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil)

Posteriormente, o presidente Lula afirmou que a justiça americana tem interferido contra um ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil que está tentando fazer o seu papel. Moraes pretende deter um brasileiro que está em solo americano atentando contra seu próprio país. Ainda assim, Lula também afirmou que o Brasil vai defender não só o seu ministro, mas a Suprema Corte.

Conflito diplomático e repercussões políticas

A crise se intensificou após declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, acusar Moraes de promover uma “caça às bruxas” contra cidadãos e empresas brasileiras e americanas. Paralelamente, Eduardo Bolsonaro admitiu participação em reuniões com autoridades norte-americanas para buscar sanções contra membros do governo brasileiro.

Além disso, o tarifaço que Trump aplicou ao Brasil tem sido assunto recorrente no parlamento brasileiro. O presidente Lula indicou estar aberto a dialogar diretamente com Donald Trump para tratar do assunto sobre mercadorias brasileiras, mas condicionou o encontro a garantias diplomáticas. O Planalto avalia que não só o tarifaço, mas as sanções contra Alexandre de Moraes, podem afetar acordos comerciais e o cenário político interno.

Jair Bolsonaro é condenado por falas polêmicas sobre adolescentes venezuelanas

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado nesta quinta-feira (24), pela Justiça do Distrito Federal, e terá que pagar uma indenização de 150 mil reais pelas falas polêmicas sobre adolescentes venezuelanas. A condenação está relacionada a declarações controversas do ex-presidente sobre adolescentes venezuelanas e à utilização de imagens de crianças fazendo gestos de arma com as mãos durante a campanha eleitoral de 2022.

Durante uma entrevista gravada para um podcast, Bolsonaro afirmou que adolescentes migrantes se “produziam para se prostituir” em São Sebastião, no Distrito Federal, e mencionou que “pintou um clima” ao descrever a situação.


Jair Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/O Globo)


O tribunal entendeu que a declaração reforça estigmas sociais e estereótipos ligados à pobreza e à imigração. Segundo a decisão, as falas reduzem adolescentes à condição de objeto, sugerem exploração sexual e refletem uma perspectiva misógina. De acordo com os magistrados, trata-se de uma postura claramente misógina ao associar a aparência feminina a uma conotação sexual depreciativa, além de aporofóbica, ao vincular a condição econômica de migrantes à suposta necessidade de prostituição.

A decisão também impõe restrições, proibindo o uso de imagens de menores sem autorização, a incitação a gestos violentos, como simular armas com as mãos, e qualquer insinuação de teor sexual envolvendo crianças ou adolescentes.

A defesa do ex-presidente classificou a decisão como inesperada e informou que pretende recorrer. Em nota, os advogados afirmaram que os argumentos adotados pela Corte ignoram completamente decisões definitivas já tomadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo Supremo Tribunal Federal, mencionam provas que não constam nos autos e, por isso, acreditam que a sentença não será mantida pelo Superior Tribunal de Justiça.

Bolsonaro com tornozeleira e a ameaça de prisão

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (24) manter as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sob a alegação de que ele teria descumprido uma delas ao se manifestar por meio das redes sociais de terceiros.

Na última segunda-feira (21), o ministro solicitou esclarecimentos aos advogados do ex-presidente, que negaram qualquer violação das medidas. No entanto, Alexandre de Moraes confirmou o descumprimento, ainda que pontual, e decidiu manter as medidas cautelares, advertindo que, em caso de reincidência, poderão ser convertidas em prisão preventiva.

“Por se tratar de irregularidade isolada, sem notícias de outros descumprimentos até o momento, bem como das alegações da defesa de Jair Messias Bolsonaro da ‘ausência de intenção de fazê-lo, tanto que vem observando rigorosamente as regras de recolhimento impostas’, deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo o réu, entretanto, que, se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”, destacou no documento.

Bolsonaro enfrenta diversas medidas cautelares por supostamente conspirar com seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), na tentativa de pressionar o Judiciário brasileiro no inquérito que investiga uma possível tentativa de golpe de Estado. Segundo as acusações, eles estariam envolvidos na coordenação das sanções aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil, como a tarifa de 50% e a suspensão de vistos americanos para ministros do Supremo Tribunal Federal.


Jair Bolsonaro é condenado por falas polêmicas sobre adolescentes venezuelanas (Vídeo: reprodução/YouTube/Metrópoles)



Proibido de acessar redes sociais e com horários para se ausentar de casa

Entre as medidas cautelares, Moraes proibiu o uso das redes sociais, seja diretamente ou por meio de terceiros, o que foi interpretado como uma limitação que impede a concessão de entrevistas e fere o direito à liberdade de expressão. Isso porque o compartilhamento de conteúdo por plataformas terceiras poderia ser considerado uma violação da decisão.

Além disso, ele está proibido de sair de casa aos finais de semana, de manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos, e deve cumprir horários determinados para se ausentar da residência. Também não pode manter contato com embaixadores nem visitar sedes diplomáticas.

STF mantém medidas cautelares e afasta hipótese de prisão de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), descartou nesta quinta-feira (24) a possibilidade de prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, considerando como pontual a infração às medidas cautelares. Contudo, cobrou explicações dos advogados de defesa do ex-presidente sobre o uso indireto de redes sociais, reafirmando, no entanto, que Bolsonaro segue autorizado a conceder entrevistas e a se manifestar publicamente.

Decisão do Ministro

A decisão do Ministro Alexandre de Moraes do STF é uma resposta aos esclarecimentos oferecidos por parte da defesa de Jair Bolsonaro, devido às suspeitas de que perfis de aliados atuaram em nome do ex-presidente, cometendo violação às restrições determinadas na última sexta-feira (18).

No entanto, ao ponderar as justificativas apresentadas pelos advogados, que alegaram não haver intenção em violar as regras, afirmando que o ex-presidente segue as condições impostas, o magistrado decidiu manter apenas as medidas cautelares já em vigor. 



Decisão do ministro Alexandre de Moraes em relação à prisão preventiva de Jair Bolsonaro, AP 2668 ED-QUINTOS / DF (Foto: reprodução/STF)

Apesar da não conversão, Moraes reforçou que qualquer nova violação levará à prisão preventiva. Desde a semana passada, o ex-presidente foi submetido ao uso de tornozeleira eletrônica, proibido de usar redes sociais e de se comunicar com demais  investigados na ação, incluindo o seu filho, o parlamentar Eduardo Bolsonaro.

O episódio

O episódio que levou o magistrado, Alexandre de Moraes, a pedir explicações sobre a conduta do ex-presidente, refere-se à publicação feita por Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais na última terça-feira (22). Em vídeo, Bolsonaro mostra a tornozeleira eletrônica, alegando humilhação e discursando para seus apoiadores. A ação ocorreu durante sua saída, em frente à Câmara dos Deputados.


Ex-presidente Jair Bolsonaro em frente à Câmara dos Deputados Federal (Fotos: reprodução/Arthur Menescal/Bloomberg/ Getty Images Embed)


O ministro alegou que a conta do deputado federal Eduardo Bolsonaro, atualmente morando nos EUA, teria sido usada para beneficiar seu pai, Jair Bolsonaro, em um padrão já descrito nas investigações, PET 14129 DF, caracterizando infração à proibição de uso direto ou indireto de redes sociais. Nesta ação, ambos são investigados pelos crimes de coação no curso de processo legal, obstrução de investigação penal e atentado a soberania nacional.

No Senado, Flávio Bolsonaro pede impeachment de Alexandre de Moraes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entrou com um pedido, nessa quarta-feira (23), de afastamento de Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal e impedimento de exercício de qualquer função pública por 8 anos após o ministro impor medidas cautelares contra Jair Bolsonaro, na última sexta-feira. Trata-se do 28º pedido de impeachment contra Moraes a ser protocolado.

A medida adotada restringe a arena pública de debate, desequilibra o ambiente democrático e fere frontalmente o entendimento doutrinário e jurisprudencial firmado pela própria Corte a que o Ministro pertence.”

Afirma o senador no documento, em que alega estar sendo alvo de uma suposta perseguição política por parte de seus adversários e setores do Judiciário.

Filho do ex-presidente cita Dilma e Zanin

Além de fundamentar o pedido através de princípios constitucionais, Flávio Bolsonaro comparou o tratamento da Corte Constitucional brasileira em relação a seu pai e a membros do Partido dos Trabalhadores.


A apresentadora Neila Guimarães, do portal Metrópoles, repercute ação de Flávio Bolsonaro nessa quarta-feira (reprodução/Youtube/Metrópoles)


Segundo o senador, o fato do STF não ter identificado atentado à soberania nacional quando Dilma declarou perante a ONU, em abril de 2016, ser vítima de um golpe e nem quando, anos depois, o então advogado de Lula (e atual ministro do Supremo), Cristiano Zanin, se reuniu com aliados europeus para defender que seu cliente era vítima de perseguição judicial no Brasil mostraria que a acusação a Jair Bolsonaro é política e parcial.

Nas situações envolvendo Dilma e Lula, não houve imputação criminal, inquérito policial, medidas cautelares, censura, nem mesmo reprimenda pública por parte do STF. Ao contrário: tais manifestações foram tratadas como estratégias políticas legítimas e amparadas pelo exercício da liberdade de expressão.”

Continuou o congressista, sugerindo que há tratamento desigual e questionando os critérios adotados pelo Judiciário em casos semelhantes.

Jair Bolsonaro foi alvo de operação da Polícia Federal

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi submetido a medidas restritivas na última sexta-feira como recolhimento domiciliar noturno, proibição de se aproximar de embaixadas e a imposição do uso de tornozeleira eletrônica. Ele também foi alvo de um mandado de busca e apreensão, executado pela PF.

A ação ocorreu após Alexandre de Moraes seguir recomendação da Procuradoria Geral da República, que identificou concreta possibilidade de fuga do ex-presidente denunciado por 5 crimes ligados a suposta tentativa de golpe de Estado.

Na ocasião, Moraes disse ainda que o antigo governante federal tentou “interferir no curso de processos judiciais, desestabilizar a economia do Brasil e pressionar o Poder Judiciário” ao vincular o fim do tarifaço de Trump à anistia da suposta tentativa de golpe de Estado da qual é acusado.

Defesa de Bolsonaro nega violação de medidas cautelares após vídeo com tornozeleira e declarações políticas

Na segunda-feira (21), um vídeo publicado nas redes sociais mostrando Jair Bolsonaro com a tornozeleira eletrônica e fazendo declarações políticas na Câmara dos Deputados gerou nova reação do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes intimou os advogados do ex-presidente a prestar esclarecimentos sobre possível violação das medidas cautelares impostas desde 17 de julho.

Defesa afirma que Bolsonaro não usou redes

Na manifestação enviada ao STF nesta terça-feira (22), os advogados Celso Vilardi e Paulo Amador da Cunha Bueno alegaram que Bolsonaro não desrespeitou a decisão judicial. Afirmaram que o ex-presidente não acessou suas redes sociais, nem solicitou que terceiros o fizessem em seu nome.

Segundo a defesa, Jair Bolsonaro se afastou voluntariamente das plataformas digitais e orientou seus aliados e equipe a também se absterem de publicações relacionadas a ele. Eles ainda ressaltaram que Moraes nunca proibiu o ex-presidente de conceder entrevistas, mesmo que o conteúdo eventualmente venha a circular online por ação de terceiros.


Bolsonaro está proibido de usar redes sociais (Foto: reprodução/Instagram/@leodias)


Advogados pedem esclarecimento sobre os limites da decisão

Os defensores alegam que o ex-presidente não possui controle sobre o conteúdo publicado por outras pessoas e que sua participação se restringiu a uma entrevista presencial. Por isso, solicitaram que o Supremo esclareça quais são os reais limites da proibição para evitar novas interpretações que comprometam Bolsonaro judicialmente.

A defesa também informou que, até que a Corte esclareça o alcance da decisão, o ex-presidente não dará novas declarações públicas. Desde 17 de julho, Bolsonaro cumpre medidas como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, proibição de uso de redes sociais e contato com réus ou autoridades estrangeiras. Moraes já alertou que qualquer descumprimento das condições poderá levar à prisão preventiva.

A defesa ressaltou que a entrevista foi dada a jornalistas no ambiente público da Câmara, sem transmissão direta em redes sociais. Os advogados destacaram que não houve publicação por canais oficiais ligados a Bolsonaro. Afirmaram ainda que eventuais postagens feitas por terceiros fogem do controle do ex-presidente. Sustentaram que proibir entrevistas seria uma violação à liberdade de expressão.

Eduardo Bolsonaro tem contas bloqueadas por ordem do STF

Nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, o cenário político brasileiro foi abalado pela notícia do bloqueio das contas bancárias e chaves Pix do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), insere-se no âmbito de uma investigação em andamento que visa apurar possíveis articulações internacionais do parlamentar, sobretudo com o governo dos Estados Unidos, então sob a liderança de Donald Trump.

O próprio deputado relatou ter tomado conhecimento do bloqueio ao tentar efetuar duas transferências via Pix, ambas sem sucesso. Em declaração concedida ao colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, Eduardo Bolsonaro não hesitou em classificar a decisão como um “passo natural de ditadura”. Para ele, a ação se configura como uma tentativa de asfixia financeira com claros propósitos de intimidação política. Apesar das severas restrições impostas, o parlamentar reafirmou sua intenção de continuar empreendendo esforços para que o governo norte-americano amplie as sanções contra ministros do STF, incluindo o próprio Alexandre de Moraes.

Restrições de Contato e Investigações sobre Coação

Além do impedimento de acesso aos seus recursos financeiros, Eduardo Bolsonaro foi proibido de manter contato com seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no contexto das investigações. As autoridades buscam esclarecer se houve coação no curso do processo, haja vista que Jair Bolsonaro teria remetido recursos ao filho enquanto este se encontrava nos Estados Unidos. Essa linha de investigação adiciona uma camada de complexidade ao caso, levantando questões sobre a eventual influência ou auxílio indevido em meio às apurações.


Matéria sobre bloqueio das contas de Eduardo Bolsonaro (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)

Repercussão Internacional e Tensão Diplomática

A repercussão do caso transbordou as fronteiras nacionais, ganhando novos contornos com o anúncio do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Ele declarou a suspensão dos vistos de Alexandre de Moraes e de seus aliados, justificando a medida como uma resposta ao que denominou “perseguição política” no Brasil. Esse movimento por parte do governo norte-americano sinaliza uma escalada na tensão diplomática, evidenciando o impacto internacional das decisões tomadas no cenário jurídico político brasileiro. Diante de todas as adversidades e restrições impostas, Eduardo Bolsonaro declarou estar preparado para enfrentar as dificuldades e persistir em sua atuação política, demonstrando resiliência frente aos desafios.

Moraes mantém veto a redes sociais e alerta para risco de prisão de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reforçou nesta segunda-feira (21) a proibição do uso de redes sociais pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o ministro, a medida inclui também transmissões, retransmissões e qualquer veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas nas redes sociais de terceiros.

Nova decisão detalha restrições

Na última sexta-feira (18), Moraes impôs restrições ao ex-presidente, a pedido da Polícia Federal (PF) e com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A nova decisão complementa as medidas e reforça que qualquer tentativa de contornar o bloqueio pode levar à prisão.

A medida cautelar de proibição de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros, imposta a Jair Messias Bolsonaro inclui, obviamente, as transmissões, retransmissões ou veiculação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas em qualquer das plataformas das redes sociais de terceiro.” escreveu o ministro.

O documento também alerta: “Não podendo o investigado se valer desses meios para burlar a medida, sob pena de imediata revogação e decretação da prisão”.


Ministro do STF, Alexandre de Moraes (Foto: reprodução/Arthur Menescal/Bloomberg/Getty Images Embed)


Medidas cautelares e investigações

As medidas impostas a Bolsonaro se baseiam em indícios reunidos pela Polícia Federal que apontam crimes de coação, obstrução e atentado à soberania nacional.

Moraes afirma ainda que o ex-presidente confessou “de forma consciente e voluntária” uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira, ao condicionar a própria anistia ao fim de uma tarifa imposta por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

Entrevista cancelada e repercussão

O Partido Liberal (PL), ao qual Bolsonaro é filiado, havia anunciado uma entrevista coletiva com o ex-presidente na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira. No entanto, após a nova decisão, a participação dele foi cancelada.

Entre as medidas cautelares já impostas a Bolsonaro estão:

  • Uso de tornozeleira eletrônica
  • Proibição de uso de redes sociais
  • Toque de recolher noturno e nos fins de semana
  • Restrições de contato com filhos, diplomatas e outros investigados

Segundo a PF, Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro atuaram junto a autoridades dos Estados Unidos, visando interferir no julgamento da trama golpista no Brasil. A polícia afirma que a intenção era submeter decisões do Supremo Tribunal Federal ao crivo de um Estado estrangeiro.

Pen drive apreendido por PF na residência de Bolsonaro contém conteúdo irrelevante, segundo laudo

O conteúdo encontrado no interior do pen drive é “irrelevante” para dar mais subsídios às acusações que pairam sobre Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado, segundo apurou o laudo da Polícia Federal. Este foi o resultado apresentado na data de hoje (21/7), após uma perícia realizada no dispositivo, apreendido na última sexta-feira (18/7), na residência do ex-presidente, durante uma operação para atender um mandado de busca e apreensão expedido pelo Ministro do STF, Alexandre de Moraes, nos autos da ação que tramita perante a Suprema Corte.

Resultado da perícia

A Polícia Federal se limitou a divulgar que o conteúdo do pen drive apreendido no banheiro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante uma operação realizada na última sexta-feira, dia 18/7, é “irrelevante” para dar mais subsídios às acusações que pairam sobre Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado, mantendo em sigilo o teor deste conteúdo.

Segundo o ex-presidente declarou aos jornalistas, em entrevista concedida após colocar a tornozeleira eletrônica na sede da PF, em Brasília, o dispositivo foi encontrado nas seguintes circunstâncias:

“Uma pessoa pediu para usar o banheiro, quando voltou, estava com o pen drive na mão. Eu nunca abri um pen drive na minha vida. Eu nem tenho laptop em casa para mexer com isso. A gente fica preocupado”.


Post da PF, relatando o cumprimento ao mandado de busca e apreensão, expedido pelo STF (Foto: reprodução/X/@policiafederal)

Bolsonaro completou a declaração, dizendo que iria perguntar para sua esposa, Michelle Bolsonaro, se o dispositivo era dela.

STF vai analisar

Não obstante o teor tenha constatado a irrelevância do conteúdo para embasar e/ou servir de prova para o julgamento do ex-presidente em relação às acusações que pairam sobre sua pessoa, por lei, o resultado da perícia deve ser juntado aos autos da Ação Penal 2668, que tramita perante a Suprema Corte do Brasil, para análise do relato, o Ministro Alexandre de Moraes.

Além da busca e apreensão domiciliar, outras medidas cautelares foram impostas a Bolsonaro, como: (i) recolhimento domiciliar no período noturno (entre 19h até 6h), de segunda a sexta-feira, e período integral aos finais de semana; (ii) proibição de aproximação e acesso a Embaixadas e Consulados de países estrangeiros; (iii) proibição de manter contato com Embaixadas e demais réus e investigados nas ações penais interligadas à Ação penal 2668, e (iv) proibição de uso das redes sociais.

Eduardo Bolsonaro encerra licença e pode perder mandato por ausência na Câmara

A licença de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Câmara dos Deputados termina neste domingo (20), após 120 dias fora do Brasil. O parlamentar corre o risco de perder o mandato por descumprir o regimento interno da Casa.

O filho do ex-presidente deve apresentar justificativas válidas para suas ausências, já que a Câmara exige presença mínima nas sessões ordinárias.

Desde fevereiro, Eduardo vive nos Estados Unidos e o anúncio da licença veio em março. Anteriormente, o STF tornou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de Estado. Contudo, embora não seja formalmente investigado no mesmo processo, o deputado tem sido alvo das críticas das instituições brasileiras.

Investigação e moradia nos EUA

Eduardo Bolsonaro é alvo de apuração da Procuradoria-Geral da República (PGR) por possível obstrução de justiça, coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A PGR afirma que o parlamentar promoveu ataques às instituições brasileiras enquanto estava nos EUA.

Além disso, o parlamentar ignorou as solicitações da Polícia Federal para prestar esclarecimentos. A omissão compromete o andamento das investigações. 


Eduardo Bolsonaro questiona ficar nos EUA ou voltar ao Brasil (Vídeo: reprodução/Instagram/@bolsonarosp)


Ainda assim, Eduardo pensa em promover mudanças no regimento da Câmara. Ele propõe ampliar a possibilidade de licenças consecutivas ou permitir que parlamentares permaneçam no exterior por tempo indeterminado.

Repercussões políticas e impacto nas relações internacionais

A licença do deputado também ganhou visibilidade internacional. Após o presidente Donald Trump anunciar um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, membros do governo atribuíram a medida a articulações de Eduardo e Jair Bolsonaro. A oposição acusou o ex-presidente do Brasil e seu filho de contribuírem para o agravamento das relações comerciais entre Brasil e EUA.

Nesse ínterim, Eduardo reforçou a tensão ao apoiar Trump nas redes sociais e pedir sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. Analistas apontam que a estratégia tenta pressionar o STF e enfraquecer a atuação do ministro, responsável por inquéritos que envolvem aliados do bolsonarismo.

No cenário político, cresce a pressão para que o deputado preste contas à Câmara. Eduardo Bolsonaro foi o terceiro mais votado em São Paulo em 2022 e agora vê seu futuro político ameaçado por sua ausência prolongada.

Stablecoins podem crescer mais com volta do IOF

O ministro do Superior Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu nesta quarta-feira (16) a favor do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), e o mercado pensa em formas de “driblar” o IOF, como através das criptomoedas stablecoins.

Para as operações de crédito, será mantido o decreto do governo de novas taxas para o IOF, por meio da MP (medida provisória). A medida não inclui transações consideradas como “risco sacado”, tal como antecipação de pagamentos para empresas e seus fornecedores, pois o ministro entende que não se trata de uma operação de crédito.

Rumo do IOF

Os ajustes nos impostos é um tópico muito debatido no Palácio do Planalto e no Congresso desde junho, com um lado pensando em beneficiar a maioria da população que trabalha para pagar basicamente todos os impostos do país, enquanto o outro prefere que as coisas continuem como estão, sem cobrar mais de quem recebe mais.

O presidente Lula havia assinado o decreto, mas o Congresso votou a favor de ser retirado. Dado que as partes não chegaram a um acordo, o governo recorreu ao STF, onde Moraes tomou conta do caso e agendou uma reunião para conciliar o Planalto e o Congresso, onde também não houve concordância; assim, foi imposto ao ministro que ele determinasse o percurso do IOF.

Apesar de ainda precisar dos votos dos outros membros, o aumento do IOF já está ocorrendo, com operações já tendo uma taxa mais alta, como enviar dinheiro para o exterior e investir em moedas mais caras, como o euro.


Com o aumento do IOF, as criptomedas stablecoins podem ter uma chance no mercado (Foto: reprodução/ Freepik/@natanaelginting)

Possível mercado para as stablecoins

Para alguns especialistas, uma forma de “evitar” o IOF são as stablecoins, uma criptomoeda que tem como base de crédito uma moeda — normalmente o dólar — ou ouro, em uma proporção 1:1.

As stablecoins são sugeridas por não terem aplicação de IOF, uma vez que não estão no mercado de câmbio. No Brasil, essas moedas ainda não são regulamentadas, sendo consideradas como ativos financeiros pela legislação.

Apesar de alguns especialistas a considerarem uma opção, inclusive por seu custo-benefício, por não haver uma legislação específica que trate os direitos e obrigações de quem vende e compra, as stablecoins não possuem garantia no Brasil.

Essas criptomoedas também respondem aos ativos em que estão atreladas, seja a moeda ou o ouro. Em outras palavras, elas também estão suscetíveis aos riscos do ouro e do dólar, ou de qualquer outra moeda em que tenha sua base.